5 de set de 2016

Foi buscar legitimidade e voltou ilegítimo

... parecia aquele cunhado pilantra do Nelson Rodrigues


Foi tudo preparado para que o Golpe permitisse que o Golpisto fosse à China sem o estigma da interinidade.

Ele queria ir “presidente”.

Dado o Golpe, ele saiu correndo — pela porta dos fundos, como de hábito.

E embarcou para a China, com o Meirelles, que será chamado pelo Moro para falar sobre os meninos da Friboi, o Renan, um dos premiados em Belo Monte, e o Padim Pade Cerra, que foge do Léo Pinheiro mais rápido que o Aecim, o “mais chato".

(Claro que o primeiro a entrar no espaço aéreo chinês foi o olho direito do Cerra, que está incontrolável!)

A Fel-lha explicou a ligeireza: o Traíra ia à China em busca de “legitimidade”.

Seria um capitulo adicional, póstumo, à obra do Max Weber, notável discípulo do FHC Brasif: como se tornar “legítimo”, com um voo de 23 horas para um país estranho.

Mas, como se sabe, o PiG diz qualquer coisa…

Como se a canalhice se tornasse virtuosa… na China.

O que ele queria na China?

Um abraço apertado do Líder Máximo, o presidente americano, o Barack Obama.

Cerra seria capaz de encurtar as gengivas com tesourinha só para apertar a mão do Obama, diante do substituto do Stuckert.

Coitado do Traíra...

O Obama tinha mais o que fazer.

Conversar com Xi sobre o acordo do clima e o controle do Mar do Sul da China, com Putin sobre a Síria, e com o Erdogan sobre o namoro da Turquia com a Síria.

Mas, o Obama foi capaz de elogiar a política econômica do Macri da Argentina, que, na verdade, é a mesma dos açougueiros do neolibelismo.

E o Tinhoso?

Conversou com o sub-do-sub da Arábia Saudita, com o premier espanhol que não manda mais nada, o Rajoy, e com o primeiro-ministro do Japão, o Abe, que foi pedir desculpas por lhe enviar uma banana quando esteve no Rio para receber a tocha olímpica.

E o Cerra, que procurava desesperadamente a delegação americana, se contentou com os jornalistas brasileiros para dizer que os cem mil da manifestação, em que o Alckmin aplicou a Porradaria que herdou do “ministro” Moraes, o Cerra contou uns mimimimimi na Avenida Rebouças.

O Cerra já tinha sofrido vexame parecido.

Foi a Paris para ser recebido pelo presidente Hollande e levou uma surra de protestos, nas ruas.

Como diz o ansioso blogueiro, e o Obama não liga…

Na China, o Traíra parecia aquele cunhado pilantra do Nelson Rodrigues: quando chegava na festa todo mundo fingia que não tinha percebido.

É que lá todo mundo tinha lido o Requião: ele é tão fraco que não vai fazer nada.

O Moraes é que vai fazer por ele...

PHA
No CAf
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G20 e o golpista invisível

http://www.revistaforum.com.br/mariafro/2016/09/05/g20-e-o-golpista-invisivel/

Semana passada, internautas contra o golpe fizeram protestos na página oficial do G20 do Facebook: o vomitaço passou dos 100 mil.

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Mas o mais importante se deu na página oficial do G20 na internet. Temer, o golpista, está invisível, teve até que detonar a indústria nacional de calçados brasileira para que alguém percebe sua presença na China, já que na foto oficial ele está escondido, na lista de representantes seu nome não consta e na página de rosto do site oficial escolheram uma foto de Dilma Rousseff para ilustrar a matéria.

Enfim, para a mídia brasileira o golpe é invisível, para a comunidade internacional o golpista é invisível.

Acompanhe os prints abaixo e lembre-se de que são páginas da internet, poderiam e podem ser editadas a qualquer momento, mas ninguém do G20 se deu ao trabalho ainda de fazê-lo.

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Temer em 03/09/2016 na China comprando sapatos chineses destruindo a indústria nacional de calçados. Lula em 2003 dando visibilidade à produção nacional de calçados ao receber de presente um par de sapatos do prefeito de Franca.

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Três fotos oficiais, na Era Lula e Dilma a centralidades desses estadistas sempre rodeados por Obama, já na era golpista de Temer, o invisível, o pequeno, fora do centro da imagem.

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A lista de políticos que participam do G20 na China ainda sem o nome de Temer.

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O show de horrores da cobertura da GloboNews nos atos em São Paulo

http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2016/09/04/o-show-de-horrores-da-cobertura-da-globonews-nos-atos-de-hoje/


O golpista Michel Temer desafiou a ruas e as manifestações em todo o Brasil foram imensas. A de São Paulo, segundo relatos dos colegas que lá estiveram, contou com mais de 100 mil pessoas.

Saiu da Avenida Paulista, desceu a Rebouças e foi terminar no Largo da Batata. A GloboNews não cobriu nada do protestos. Deu imagens sempre controladas, mostrando espaços vazios, fachadas de prédios e num dado momento concentrou as cenas num caixão, que segundo o repórter, era o de Temer.

Nada de muita gente, nada de planos abertos, nenhuma entrada com mais de 1 minuto.

De repente, próximo das 21h, soa o toque do Plantão GloboNews. Começava então a verdadeira cobertura, um show de horrores, que ficou no ar por longos e longos minutos.

As primeiras imagens já eram de um pelotão formado para o ataque. E aí, um tal de Gabriel Prado começa a conduzir a narrativa.

Ele caminha por ruas vazias, com alguns sacos de lixos revirados, alguns focos de fogo, que foram produzidos provavelmente pelos ataques da PM, e vai falando que os manifestantes vandalizaram comércios, realizaram uma série de depredações e que a polícia teve de agir pra controlar a baderna.

Ou seja, Gabriel Prado vai construindo uma narrativa criminosa da manifestação. A história de vândalos que não aceitam a democracia.

Os jornalistas da Globo, com raríssimas exceções, estão se tornando tão golpistas quanto a empresa para a qual trabalham.

Um dos blogueiros de O Globo, Lauro Jardim, por exemplo, divulgou nesses dias o novo endereço da presidenta Dilma Rousseff. Algo execrável. Mas que ele tratou como jornalismo.

Será que acharia o mesmo se o seu endereço e o do seu chefe Ali Kamel fossem divulgados num dos blogues que eles consideram sujos?

O fato é que a cobertura da GloboNews de hoje à noite foi apenas mais uma pequena amostra grátis do que estamos vivendo. E que faz com que o jornalismo da mídia tradicional acabe produzindo o seu próprio velório.

Mas se isso é verdade, também o é que há profissionais que não se importam de fazer parte desse show de horrores. Acabam levando tão a sério a farsa para a qual são escalados, que às vezes se tornam tão ou mais ridículos do que a cobertura em si.

Foi o que aconteceu hoje com tal Gabriel Prado. E dias desses com Lauro Jardim, o cagueta de endereços alheios.


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Dona Folha, tá difícil te defender

Em seu editorial na sexta (2), a senhora diz que se o governo não souber "reprimir os fanáticos da violência", o Brasil corre o risco de se transformar numa ditadura assim como aconteceu na "Alemanha dos anos 30". À polícia do Estado de S. Paulo, que já não é famosa pela gentileza, a senhora recomenda que "reprima" mais duramente os "grupelhos extremistas" — porque senão os baderneiros vão tomar o poder e transformar o Brasil na Alemanha nazista.

Concordo que existem muitas razões pra ter medo. Mas não pelas mesmas razões. O vampiro que nos governa acaba de recriar o Gabinete de Segurança Institucional. O ministro da Justiça pede menos pesquisa e mais armamento. Uma jovem perde um olho atacada pela polícia. Uma presidenta democraticamente eleita é derrubada porque teria cometido um crime, mas não perde os direitos políticos porque afinal ela não cometeu crime nenhum. O Senado que a derrubou por causa de créditos suplementares muda a lei em relação aos créditos no dia seguinte à sua queda.

Concordo quando a senhora diz que uma ditadura se avizinha, mas discordo que são os "black bloc" que vão tomar o poder. Dona Folha, a senhora já conheceu um "black bloc"? "Black blocs" em geral têm 12 anos, espinhas e mochila cheia de roupa preta e remédios pra acne.

Não sei se por ignorância ou cinismo, a senhora ignorou o fato de a Alemanha nazista não ter sido criada pelos "fanáticos da violência". Como bem lembrou Bruno Torturra, a Alemanha nazista se consolida quando Hitler culpa os tais baderneiros pelo incêndio do Reichstag e cria um Estado de exceção com o objetivo de "reprimir baderneiros" — igualzinho a senhora tá pedindo.

Quando o Reichstag pegou fogo, os jornais pediram medidas de emergência contra os "baderneiros" em editoriais muito parecidos com o seu. Hitler não teria ganhado terreno sem uma profusão de jornais pedindo "mais repressão aos grupelhos" — jornais estes que, vale lembrar, depois foram proibidos de circular.

O golpe de 64 não foi obra do "extremismo", mas daqueles que alegavam querer combatê-lo. Quem instaura a ditadura não são os baderneiros, são os apavorados. Só há golpe quando há medo. Quando a senhora contribui com o medo, a senhora contribui com o golpe.

Um jornal é do tamanho dos inimigos dele. Quando a senhora pede maior repressão a adolescentes desarmados, se alinha com o mais forte e faz vista grossa pra truculência. Jornalismo, pra mim, era o contrário.

Gregório Duvivier
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