8 de ago de 2016

O Brasil dos paradoxos e o Temer "invisível" diante de 3 bilhões de pessoas



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É certo que o impeachment sem crime passará no Senado, mas a democracia ainda tem uma última chance


A cada dia que passa, cresce a certeza de que o Senado Federal afastará a presidenta eleita por mais de 54 milhões de brasileiros em definitivo. Não há mais o que se fazer, o “desenho” já está pronto, senadores indecisos já se definiram, dentre eles, Cristóvam Buarque (PPS-DF). O ex-ministro, que não é membro da comissão especial, fez um discurso apaixonado durante a votação que levou o processo ao plenário, externando a emoção que muitos enlearam até poucos dias atrás. O único Senador que permanece tácito é o ex-presidente Fernando Collor de Melo (PTC-AL), porém, ele previu — em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues — que se a admissibilidade do processo fosse aprovada na Câmara, o impeachment não seria revertido no Senado. Ele fala com a experiência de quem sofreu o mesmo processo.

Outro fator que contribui para para o “enterro da democracia” é a divisão que acomete todos os setores que se opõe ao processo de impeachment. Os movimentos sociais e estudantis estão divididos, não definem se continuam com a luta pela democracia ou se aceitam um impeachment sem crime de responsabilidade, saindo às ruas rechaçando Michel Temer e pedindo novas eleições. Os partidos não conseguiram uma unidade, o PC do B, há tempos, levanta a bandeira do plebiscito, o PDT saiu de cena e o PT — aparentemente — abandonou Dilma Rousseff para devotar a volta de Lula ao Planalto. Essa seara de divisão e desunião acarretou na tepidez dos militantes pró-democracia, haja visto o número diminuto de pessoas nas duas últimas manifestações.

Diante de um cenário escatológico para a democracia, há uma última oportunidade, o último recurso: a justiça.

Por mais que o processo de impeachment exija — impreterivelmente — que o réu seja julgado por um crime de responsabilidade, os senadores não farão esse tipo de análise, podem até tentar, mas não serão capazes. Essa é a grande falha da Lei nº 1079 de 1950, conferir a toga a homens e mulheres que não são, por mistér, especialistas em direito, mas, sim, na avaliação política.

Como um processo de impeachment é previsto para acontecer integralmente no legislativo, a cassação de Dilma Rousseff ocorrerá fora dos olhos das justiça. A Constituição Federal de 1988 permite que um chefe de Estado seja cassado e tenha os direitos políticos suspensos por oito anos — mesmo não tendo cometido crime de responsabilidade. Mas, na própria Carta Magna, existe uma cláusula que pode fazer com que o processo seja revisto pelo judiciário. O artigo 5º prevê o Duplo Grau de Jurisdição, onde toda a decisão do legislativo pode ser revista pelo judiciário. É uma cláusula pétrea que pode impedir uma ruptura democrática, bastando que — ao final do processo no Senado — a defesa da presidenta Dilma Rousseff faça um pedido de revisão ao STF. Resta saber se o Supremo Tribunal Federal acatará o pedido. Se assim o fizer, a Suprema Corte reverterá — com todo o direito que a Constituição lhe confere —, a ruptura da democracia brasileira. Ao fazer a análise do impeachment com a balança do judiciário devidamente calibrada, o afastamento definitivo da presidenta será anulado — indubitavelmente.

Debate Progressista
No Desacato
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‘O que o senhor tem a dizer dos 23 milhões da Odebrecht?’: carta aberta a Serra

Corrupto e inepto
Corrupto e inepto

Esta é mais uma das Cartas aos Golpistas. No futuro, elas poderão ser reunidas num livro para recapitular o golpe de 2016. O destinatário da presente carta é o chanceler José “23 milhões” Serra.

Caro Serra: imagino que você tenha passado este domingo no telefone. Não para tratar de assuntos nacionais, mas para resolver problemas pessoais.

Se conheço você, você telefonou para todos os donos de empresas jornalísticas para uma operação abafa. Você sempre fez isso na vida: procurar os barões da imprensa para garantir um noticiário amigo, fraternal, positivo.

Não foi fácil, para quem sempre foi protegido, acordar com a notícia de que Marcelo Odebrecht lhe deu 23 milhões de reais em caixa 2 nas eleições de 2010.

Quer dizer: 23 milhões em dinheiro da época. Hoje, são quase 35 milhões.

Você batizou sites independentes como “blogs sujos”. Sujo mesmo é este dinheiro, chanceler, que é apenas parte de um todo colossal.

É um dinheiro viajado. Ele percorreu rotas no exterior para não ser detectado e não pagar imposto, um expediente tão comum entre os plutocratas brasileiros e seus fâmulos, como você.

Sim, você é um fâmulo da plutocracia, a exemplo de seus companheiros de partido Aécio, FHC e Alckmin.

E é também a pior espécie de corrupto. O demagogo, o cínico, o hipócrita, aquele que à luz do sol brada contra a corrupção e na escuridão faz horrores.

Penso em seu caso e lembro o de Feliciano, o pastor. O moralista inflamado que pregou castração química para estupradores está no centro de um escândalo de tentativa de estupro. O mesmo homem tão intolerante em relação à vida sexual alheia escreveu, segundo um print gravado pela acusadora, que a “carne é fraca”.

Sim, a carne é fraca, chanceler. Nos faz desejar não apenas corpos, como aparentemente foi o caso do pastor, mas também cargos acima de nosso talento e de nossas possibilidades.

É seu caso.

Há muitos anos você trava um duelo de vontades com os brasileiros em torno da presidência da República. Você acha que nasceu para ser presidente não se sabe com base em que: votos não. Você não tem votos para tanta ambição, e nem competência. Você não foi capaz de conter sequer os pernilongos quando prefeito de São Paulo.

Em sua louca cavalgada presidencial, você chegou até a simular ter sido vítima de um atentado. Foi o infame Atentado da Bolinha de Papel. Nem a Globo, que contratou um especialista para confirmar a mentira, conseguiu evitar que o episódio passasse para a história como uma das maiores trapaças de uma campanha presidencial.

E agora, para culminar uma carreira sórdida, você é um dos baluartes do golpe.

Volto à expressão que você usou para designar os sites independentes. Não apenas um golpista — mas um golpista sujo.

Sinceramente.

Paulo

Paulo Nogueira
No DCM
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Gilmar é um militante da Direita

Quando o Gilmar abre a boca, o Supremo fica menor


NOTA DA BANCADA DO PT NA CÂMARA

A Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados repudia mais uma ação seletiva e política do ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Ao pedir a cassação do registro do Partido dos Trabalhadores, Mendes tira de vez a toga e assume o papel de militante da direita brasileira. Sua decisão contra o PT coincide com um momento em que se tenta cassar o mandato legítimo da presidenta Dilma Rousseff, sem que tenha cometido crime de responsabilidade, configurando-se um golpe e a instituição de um ambiente político e jurídico de exceção no País.

Ao acusar o PT de ter se beneficiado de recursos desviados da Petrobras, Gilmar Mendes evidencia sua seletividade, já que outros grandes partidos – como o PSDB, PMDB, DEM e PP – também receberam recursos de empresas investigadas na Operação Lava- Jato. Sobre esses partidos, cala-se, como sempre, o presidente do TSE, que enxerga problemas no sistema democrático brasileiro apenas quando se trata do PT.

A atitude autoritária do presidente do TSE só encontra paralelo no regime autoritário encerrado em 1985. A última vez em que um partido político foi cassado no Brasil foi mediante ato institucional de uma ditadura militar.

São notórios o destempero verbal e a parcialidade de Gilmar Mendes contra o PT. Ele não está à altura do cargo que ocupa. Suas ações, no âmbito da Suprema Corte, como a de juízes de primeira instância, têm maculado a imagem do Judiciário brasileiro.

Ao pedir agora a cassação do registro do PT, o ministro faz jus aos que o chamam de “tucano de toga” do STF. O nosso Judiciário precisa de magistrados, não de militantes políticos.

Brasília, 7 de agosto de 2016
Afonso Florence (BA), líder do PT na Câmara

Liderança do PT na Câmara dos Deputados
Assessoria de Imprensa
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Deputado defensor da Escola Sem Partido entrega panfleto político nas escolas


O deputado estadual Marcel Van Hattem (PP), do Rio Grande do Sul, resolveu distribuir folhetos políticos referentes ao seu mandato em uma escola de Três Cachoeiras. O ato foi questioinado em reportagem do Estadão por falta de coerência. Afinal, o parlamentar é um ferrenho defensor do projeto Escola Sem Partido.

Os entusiastas desse projeto argumentam que os professores não têm direito de debater política ou assuntos que detonem linha ideológica em sala de aula, pois isso "doutrina" os alunos. Eles afirmam que a escola tem que ser "isenta" e não permitir a entrada de discussões político-partidárias, com previsão de sanções para os profissionais que desobederem a norma.

Segundo post na página do Facebook do deputado Marcel, ele "visitou a escola durante o recesso parlamentar e conversou com diretoria e professores" sobre o seu mantado e o projeto Escola Sem Partido. "Alguns consideraram seu ato contraditório", apontou o jornal.

O deputado negou que ter distribuído panfletos na escola tenha sido uma espécie de manifestação política, contrariando os princípios do Escola Sem Partido. “Trata-se de prestação de contas do mandato. Material institucional”, disse.

No plano federal, o projeto Escola Sem Partido é de autoria do senador Magno Malta (PR-ES), e está tramitando na Comissão de Educação do Senado, com relatoria de Cristovam Buarque (PPS-DF).

No GGN
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Corrupção na Política brasileira - Debate - Ao Vivo

 Transmissão encerrada 


A necessidade e os desafios do combate à corrupção na política brasileira são os temas da 9ª edição do Ciclo de Debates Que Brasil é Este?, marcada para o dia 8 de agosto. Participam da discussão o jornalista Paulo Moreira Leite, autor de livros como A outra história do mensalão e A outra história da Lava-Jato, além dos parlamentares Wadih Damous (deputado federal pelo PT-RJ e ex-presidente da OAB-RJ) e Luciana Santos (deputada federal e presidenta nacional do PCdoB).

A atividade acontece a partir das 19h, na sede do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé (Rua Rego Freitas, 454, cj 83 - República), em São Paulo. Promovido por parceria entre o Barão de Itararé e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), o debate conta com transmissão ao vivo pela TVT, a ser reproduzido na página do Barão de Itararé (www.baraodeitarare.org.br). A entrada é livre.

Que Brasil é Este?

O Ciclo de Debates Que Brasil é Este? é promovido por parceria entre o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e a FESPSP. Até outubro de 2016, a iniciativa realiza debates mensais para refletir sobre as turbulências pelas quais atravessa o país nos campos econômico, político e social. Acesse o hotsite e a página do Ciclo no Facebook para ficar por dentro da programação, dos convidados e dos conteúdos postados: www.quebrasileeste.com.br e www.facebook.com/quebrasileeste

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Mídia internacional denuncia censura de Temer


A punição do governo interino de Michel Temer contra manifestantes que pedem a saída do peemedebista durante os Jogos Olímpicos já chamou a atenção da mídia internacional. Os jornais americanos The New York Times e The Washington Post noticiaram relatos de torcedores expulsos como "repressão" e "censura".

A reportagem do NYT, jornal mais influente do mundo, destaca que protestos durante a Rio 2016 pedindo a saída de Temer marcam a impopularidade do presidente interino atualmente no País, confirmando pesquisas recentes. O texto também cita a denúncia de que o peemedebista pediu R$ 10 milhões para o PMDB, entregue em dinheiro vivo, conforme delação do empresário Marcelo Odebrecht.

Já o texto do Washington Post usou a palavra "censura" — "uma palavra que tem conotações amargas em um país que vivia sob uma ditadura militar 1964-1985", afirma o jornal — para contar relatos de manifestantes que foram expulsos de seus assentos e de estádios pela polícia e pela Força Nacional porque protestavam contra Temer.

No 247



Pimenta quer liberar o Fora Temer

Fora você sabe quem...

Foora Temer.jpg

Deputado Pimenta aciona MPF para garantir liberdade de manifestação durante Olimpíadas

Após os inúmeros casos de violência e repressão contra pessoas que têm buscado se manifestar pacificamente durante as Olimpíadas 2016, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) acionou o Ministério Público Federal pedindo “providências urgentes” para que sejam coibidos abusos praticados pelas forças de segurança que atuam nos Jogos Olímpicos ou pela organização do evento, e garantida a plena liberdade de manifestação, prevista na Constituição Federal. No documento encaminhado nesta segunda-feira (8) ao chefe do MPF, Rodrigo Janot, Pimenta questiona a interpretação do artigo 28 da Lei Geral das Olimpíadas - Lei nº 13.284, de 10/05/2016, pela organização dos Jogos Olímpicos, que tem se utilizado desse dispositivo para praticar atos de repressão, censura e até a retirada de pessoas dos locais de competição.

De acordo com o parlamentar, esse entendimento contraria a própria Lei Geral das Olimpíadas e o entendimento do STF sobre o assunto. “As manifestações de teor político como a utilização de camisetas e cartazes de papel com dizeres “Fora Temer”, “Stop coup in Brazil” e outros semelhantes não ferem a Lei Geral das Olimpíadas. Bem assim, nas competições em que o silencio não é condição para a prática do esporte, a manifestação oral com dizeres como “Fora Temer” também não se enquadra nas limitações impostas pela legislação para permanência nos locais de competição das Olimpíadas”, contesta o deputado.

No pedido de providências, o deputado Pimenta lembra que durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014, realizada no Brasil, o Supremo Tribunal Federal foi instado a se manifestar acerca de dispositivo da Lei nº 12.663/12 (Lei Geral da Copa) que tratava sobre o mesmo tema. Segundo Pimenta, naquela oportunidade o STF deliberou que “o intuito da Lei seria vedar manifestações de racismo e não restringir expressões pacíficas do público”.

Também nesta segunda-feira, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, por meio do seu presidente, o deputado federal Padre João (PT-MG), informou que buscará medidas junto ao Ministério Público Federal para garantir a liberdade de manifestação durante os Jogos Olímpicos.

No CAf
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Algumas palavras sobre a liberdade

Rio de Janeiro – Forças Armadas iniciam operação especial para os Jogos Olímpicos Rio 2016, e ocupam pontos
estratégicos da zona sul da cidade
Tomaz Silva/Agência Brasil
Nós já vivemos um tempo em que liberdade era só uma palavra escrita num muro, sempre às escondidas, porque dizê-la era perder-se. Hoje, em meio a um governo interino, garantido a partir de um golpe parlamentar/judiciário/midiático voltamos aos tempos duros. Expressar-se virou caso de polícia e até partidos políticos estão ameaçados de cassação. Não um partido qualquer, é claro. A guerra da classe dominante contra o PT parece que vai até as últimas consequências.

O pedido de cassação de registro do PT, feito pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, é o exemplo mais acabado do processo de cerceamento das liberdades que estamos vivenciando no Brasil.

E no dia 28 de julho, a PM do Rio de Janeiro cercou a sede do Partido Comunista Brasileiro, sob a alegação de que estava “monitorando” as atividades que ali eram realizadas, a saber, um debate sobre segurança pública. Que palavras para descrever isso?

Assim que o ataque contra os partidos de esquerda vem sendo sistemático desde o golpe. E ainda há quem diga que não houve o malfadado. Tudo isso já foi vivido antes, na década de 60 do século passado, quando os Atos Institucionais dos governos militares foram cortando a voz e a vida de milhares de brasileiros.

Nesses dias de mega festa olímpica também se repetem os atos de censura e cerceamento de liberdade, quando pessoas são impedidas de expressarem seu descontentamento.

Uma olhada rápida no que aconteceu durante a Copa do Mundo, quando a então presidente Dilma foi xingada das formas mais violentas, e já se pode ver a diferença. Naqueles dias, as pessoas — vestidas de verde e amarelo — expressaram todo o seu ódio sem qualquer constrangimento. Por que motivo, os descontentes de agora não poderiam expressar?

A única explicação possível é essa: a liberdade está sendo “monitorada” e só vale para alguns, de preferência os amigos do rei.

É fato que mesmo na democracia liberal burguesa a liberdade também anda enclausurada e é seletiva. Basta ver como o poder age contra os empobrecidos, os negros, as mulheres que lutam, os índios, os trabalhadores que reivindicam. É fato que mesmo durante o governo petista vivenciamos toda a dureza que é ser “de baixo”. Foi assim nos preparativos para a Copa, com comunidades inteiras sendo destruídas, famílias desalojadas, manifestantes reprimidos.

Mas, nos dias que correm o jogo de poder entre os de cima esparrama a violência para outras camadas da sociedade, e assim vai fortalecendo o medo, fechando bocas, eliminando os diferentes. Vai ficando pior.

Não bastasse isso, os que agora assaltam o poder inculcam a violência e o ressentimento permitindo que seus partidários — e apenas eles  — expressem livremente atitudes violentas e fascistas. Pessoas são agredidas por serem deste ou daquele partido de esquerda, casas religiosas são destruídas por não se enquadrarem na lógica cristã. Vive-se um jogo de vale-tudo, mas só para os amigos. Aos inimigos, a lei.

A democracia nunca foi o sistema perfeito, ainda que a democracia participativa tenha avançado muito na construção de outro tipo de sociedade. Mas, enquanto não se vivencia outro sistema — no qual todos tenham voz e vez  — não temos o direito de retroceder. Já vai longe o tempo em que um homem ou uma mulher vivenciava as mais terríveis torturas por reivindicar um mundo melhor para viver, por dizer uma palavra crítica, por expor as mazelas do poder. Vai longe e não pode voltar.

Essa coisa de democracia e liberdade é sonho, é utopia, mas é também uma construção histórica dos povos em luta. Não vem só pelo desejo ou pela vontade. Tem de ser pavimentada pelo povo em luta. E tem de ser também pensada como comunidade, como nós. Não é só o sentimento individual, é a realidade de um povo inteiro, junto.

É doloroso ver tanta gente que conhecemos e temos no nosso seio de amizade ou família, vibrar com a violência que se abate sobre pessoas que tem outra forma de pensar. Dói, mas não deve nos imobilizar. Há que resistir e lutar. O processo de participação da vida da cidade, do estado e do país só vai vingar se a gente compreender o que se esconde por trás dos cenários montados pela mídia e pelos donos do poder. Desvelar a realidade, conhecer a essência dos fenômenos, compreender como se dão as relações no sistema capitalista, isso ajuda.

Não se trata de relações entre pessoas, mas sim da relação entre o trabalhador e o patrão, o camponês e o distribuidor, entre políticos e povo. Tirar o véu que encobre essa relações, entender os mecanismos de poder que elas contêm é fundamental  para que possamos definir os rumos que queremos seguir.

É certo que muita gente que conhecemos vai querer seguir o viés do autoritarismo,  do ódio ao diferente, do medo da mudança. Mas, nosso papel é seguir.

Hoje, vimos a polícia abordar, prender e cercear o direito de se expressar nos estádios. Amanhã será dentro dos partidos, dentro das universidades, dentro de casa, nas redes.  É isso que faz um governo totalitário. É essa serpente que estamos vendo crescer e se fortalecer. Já foi assim em Honduras e no Paraguai.

Temos escolhas. Ou alimentamos o monstro, ou alimentamos a proposta de uma vida de liberdade. Que vai ser?

Elaine Tavares
No Desacato
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Google eliminó a Palestina del mapa y lo reemplazó por Israel


El Sindicato de Periodistas de Palestina opinan que Google se ha aliado con Israel en un complot para “distorsionar la historia y la geografía”. | Foto: Captura Google Maps
En un comunicado, periodistas palestinos han señalado que la acción de Google es "contraria a todas las normas y convenciones internacionales".

Google borró de su aplicación de mapas el nombre de Palestina y lo reemplazó por el nombre de Israel. Por esta acción el gigante tecnológico estadounidense ahora enfrenta fuertes críticas y condenas a nivel internacional.

El Sindicato de Periodistas de Palestina emitió un comunicado en el que condenó enérgicamente la medida tomada por Google y aseguró que se trata de un complot israelí que busca “distorsionar la historia y la geografía”.

"El régimen de Israel busca establecer su nombre como un estado legítimo para las futuras generaciones", y con ello destruir el nombre de Palestina para siempre, apuntó la nota del sindicato.


En este sentido, los periodistas palestinos han señalado que la decisión de Google viola “el derecho del pueblo palestino a su tierra natal” y que esta acción es solo un nulo “intento de manipular la memoria de palestinos y árabes, así como del mundo”.

El sindicato, además, le exige a la empresa tecnológica que revoque los cambios introducidos en su aplicación de mapas y para ello argumenta que la medida es "contraria a todas las normas y convenciones internacionales".

Condena internacional

Usuarios de las redes sociales, sobre todo en Facebook y Twitter, también han atacado a Google por su hostilidad contra Palestina. Mediante un hashtag los usuarios propalestinos han solicitado que se sancione a Google. Pero además han alentado al país atacado porque consideran que la identidad del territorio palestino es árabe, y demostrarla no requiere ni de mapas ni de otras pruebas.

Partición de Palestina

Fue el 14 de mayo de 1948 cuando el Consejo de Seguridad de la Organización de Naciones unidas (ONU) aprobó la resolución 181, llamada la Partición de Palestina, que estableció la división de este territorio en dos Estados independientes, uno judío (israelí) en el 56 por ciento del espacio y otro árabe (palestino) en el 43 por ciento.

El 1 por ciento restante corresponde a Jerusalén que quedó como Corpus Separatum y bajo la administración de la comunidad internacional.

Con el paso de los años, Israel se ha hecho más grande, debido a que se ha apoderado de porciones territoriales que corresponden a Palestina, sometiendo a sus soldados y civiles que luchan por la defensa de sus derechos soberanos.


En contexto

Palestina es el único territorio cuya descolonización aún está pendiente, un caso único porque el resto de los países africanos y asiáticos concluyeron su descolonización en la década de los setenta del siglo XX.

Hace 68 años, Reino Unido decidió apoyar a Israel en su objetivo de crear el Estado de Israel y cedió terrenos de Palestina a los israelístas. El problema es que el objetivo de Israel ha sido y siempre será la construcción de un Estado judío.

Las masacres, los desplazamientos forzados, el apartheid, y todos los crímenes de lesa humanidad que comete Israel, se ejecutan en nombre de la creación de su Estado, el cual aún no alcanza las dimensiones deseada por sus conductores: ocupar todos los territorios que antes habían pertenecido a los palestinos, en especial Cisjordania.

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O PT e a Cláusula Pétrea do Golpe

http://insightnet.com.br/segundaopiniao/

O Partido dos Trabalhadores não pode sair vitorioso das eleições de 2018 — essa é cláusula pétrea do golpe. Essa é a razão da impunidade de todos os arbítrios e sobre a qual até a oposição teme discursar. A intenção de liquidar eleitoralmente o Partido dos Trabalhadores seria materializada pela exposição de pessoas alegadamente suspeitas a ações repressivas cinematográficas, com excepcional cobertura da mídia. Os associados à força-tarefa Lava-Jato apostavam no caráter fluído das elites brasileiras. Consagrada a investigação como impoluto cerco à imoralidade política, ninguém desafiaria a acusação de complacência com a corrupção, criticando o modo de trabalhar inaugurado pelos procuradores ou a audácia do Juiz Sergio Moro. Acertaram na mosca. Hoje, as elites econômicas, políticas e jurídicas dão embaraçosos espetáculos de covardia, mal disfarçada em contorcida linguagem técnica. Creio que a maioria empresarial apoia por interesse, a minoria por covardia; os políticos, em sua maioria absoluta, aplaudem por histórico padrão de interesse e covardia, em porções variáveis. E a elite jurídica brasileira, servil, como de hábito, até o último átomo de sua alma transfigurada.

Mas a dose tem sido insuficiente e, depois de tanta arbitrariedade, aos usurpadores do poder executivo, aos homiziados na burocracia, aos acocorados juízes e, diretamente, aos associados às violências da Lava-Jato, não restará convincente subterfúgio jurídico a ampará-los, em desfecho contrário ao plano. Por isso, a decisão tácita de procuradores, do Ministério Público, das instâncias superiores do aparelho jurídico, do Executivo, do Legislativo e da imprensa, é radical e pétrea: o PT não pode, em hipótese alguma, sair vitorioso das eleições, em 2018. Enquanto houver tempo, as múltiplas investigações-filhotes, utilizando a mesma metodologia, buscarão mascarar a tirania jurídica com narrativas aberrantes, certas da eficácia da imprensa na tarefa de agitação e propaganda. A matéria principal, diariamente, repetirá a calúnia de que o maior partido a representar as camadas populares foi o patrono de gigantesco assalto aos recursos da Nação.

Sergio Moro escolheu ignorar que a corriola de marqueteiros detinha o domínio dos fatos. Eram cientes da legislação imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral, compelindo os partidos, na prática, a fabricar recursos, via caixa 2, com que cobrir os orçamentos extorsivos das campanhas. Com o caixa 2, crime eleitoral, surgiam oportunidades para ilegalidades propriamente penais. Mas o grosso dos crimes eleitorais, milhões de reais ilegalmente apurados, destinavam-se às contas bancárias dos marqueteiros, crime catalogado em inúmeras rubricas do Código Penal. Os orçamentos exorbitantes, explorando oportunidade de extorsão criada pela legislação (basicamente, tempo de televisão como moeda eleitoral + autorização para coalizões mamutes + proibição de fundo comum de recursos = caixa 2), estão na origem da maioria dos crimes cometidos. Mas, beneficiária das fortunas contrabandeadas, com pleno domínio dos fatos, a corriola de marqueteiros está livre e passa bem.

Em outro cenário, o delinquente Alberto Youssef e altos funcionários da Petrobrás, organizados à socapa dos partidos, promoveram a predação da empresa em escala de rara comparação internacional. Cinco ou seis cabeças formavam o estado-maior da quadrilha, atuando coordenadamente, por confissões e provas irrefutáveis. Durante anos. Foram julgados, condenados, e premiados pelo Juiz Sergio Moro com tornozeleiras domésticas, não obstante deterem o domínio e o usufruto dos fatos devastadores da Petrobrás. Não copiavam a prática dos marqueteiros. As oportunidades de roubo estavam nas licitações para compras e para obras. Juntar as duas quadrilhas serve para confundir o público e libertar os principais criminosos dos dois grupos. O que tem Nestor Cerveró a ver com as campanhas eleitorais? Rigorosamente, nada. E qual o interesse de personagens como Duda Mendonça e João Santana em licitações de sondas de petróleo? Nenhum. Duas árvores de frutas podres, elas compõem os subsistemas de corrupção que, associados a políticos cafetões das legendas, reduziram os partidos a marionetes, espremidos entre a legislação, a extorsão marqueteira e a competição selvagem de grupos capitalistas, traduzida em investimento nas campanhas. A mágica transformação dessa complexa rede de empresários, marqueteiros, construtoras, e políticos com alguma influência, em projeto clandestino de um único partido materializa o plano de destruir a representação popular.

Dilma Rousseff não enfrentou problemas no Legislativo para aprovar a lei antiterrorismo, codinome de repressão a movimentos reivindicatórios. Com a proximidade das eleições de 2018, a Lava-Jato buscará o pódio da glória, tendo dizimado as expectativas eleitorais dos partidos populares. Ou, não. Se não, a lei antiterrorismo será mobilizada para reprimir manifestações dos eleitores simpáticos ao PT e a aliados. E se ainda for pouco, o governo de Michel Temer recorrerá ao “estado de defesa”, evocando capítulo amargo da Constituição. A cláusula pétrea golpista é inegociável: o Partido dos Trabalhadores não pode, em hipótese alguma, sair vitorioso em 2018.
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Partido político proscrito, só numa ditadura


Em sua edição digital, o jornal O Globo informa que Gilmar Mendes, presidente do TSE e ministro do Supremo Tribunal Federal, pediu a cassação de registro do Partido dos Trabalhadores. Se aprovada, a decisão significaria a proscrição de um partido político (no caso, um dos maiores e mais importantes do país, vencedor das últimas quatro eleições presidenciais), algo que não ocorre desde o Ato Institucional nº 2 da ditadura militar.

Uma medida como essa levaria o processo iniciado com a suspensão da presidenta Dilma Rousseff a um estágio muito mais grave e perigoso: o Brasil deixaria de ser um país democrático e o nosso regime político passaria a ser caracterizado como uma ditadura.

E ainda, não bastasse o conteúdo absurdo, o tempo da proposta também chama a atenção. Gilmar propõe a cassação do registro uma semana depois do café da manhã oferecido por ele à cúpula do governo golpista de Michel Temer, no TSE. Naquele encontro estiveram presentes, entre outros, Romero Jucá, que foi demitido após grampos demonstrarem sua atuação para barrar a Operação Lava-jato, e Renan Calheiros, que é um dos nomes mais frequentes nas delações. Ora, como pode Gilmar Mendes simpatizar com a cassação do registro do PT devido à corrupção se os mais notórios denunciados são recebidos com um banquete no seu gabinete?!

É urgente e imprescindível que todos os partidos políticos democráticos, sejam de esquerda ou direita, da situação ou da oposição, expressem de forma explícita, clara e inequívoca seu repúdio a esta tentativa obscurantista de perigosas consequências. A responsabilidade é ainda maior no caso daqueles que já enfrentamos e enfrentaremos o PT nas eleições: não podemos nos calar!

A defesa do sistema democrático deve unir todos os que acreditamos nos direitos políticos, na liberdade e mais amplamente nos direitos humanos. Não é momento para especulações eleitorais ou eufemismos cuidadosos: não podemos permitir que esse novo golpe seja consumado.

Jean Wyllys
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Lula tem 30 e os adversários... 20


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Cortina de fumaça por queima de estrume


Bastou começar a assar a batata dos quadrilha que tomou de assalto o cofre do Planalto Central que a mídia começa abrir as cortinas para jogar fumaça. Puro diversionismo. Todo mundo já sabe das patifarias do PSDB. Como gravou o Sérgio Machado, ficou dez anos no PSDB, não sobra ninguém. Mas como fazem parte da cleptocracia aceita pela plutocracia, diversionismo foi feito pra isso, sim


O PSDB, o inimputável, não rouba só os cofres públicos. Rouba também a merenda das crianças pobres da periferia. Mas a notícia ganha novos ares apenas para camuflar outros propósitos. Para os grupos mafiomidiáticos o golpe paraguaio não pode naufragar.


Nestas horas sempre lembro do deputado Jorge Pozzobom, do PSDB gaúcho. “- Podem me processar, como não sou do PT não corro o risco de ser preso”…


Pelo andar dos vazamentos vem aí a criação de grande factóide para justificar a prisão do Lula. Sim, Lula, sendo de São Paulo, deveria saber que o PSDB estava roubando a merende. Se sabia e não fez nada para impedir, é cumplice. É a prova que faltava para justificar sua prisão.

Cheque mostra propina da merenda, diz investigação

REYNALDO TUROLLO JR.
DE SÃO PAULO

Um cheque apreendido pela Operação Alba Branca, que apura um suposto esquema de desvios na compra de merenda para escolas públicas em São Paulo, demonstra, segundo investigadores, que a cooperativa suspeita de fraudar licitações pagou a ex-assessores do presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB).

O cheque da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) no valor de R$ 50 mil, ao qual a Folha teve acesso, foi feito em nome de José Merivaldo dos Santos, assessor do gabinete de Capez de 2010 a 2011 e da liderança do PSDB na Assembleia de 2013 a 2015.

CAMINHO DO DINHEIROInvestigados na máfia da merenda, assessores de Fernando Capez (PSDB) teriam recebido pagamento de propina

Além do cheque, há um contrato de gaveta feito entre a Coaf e outro ex-assessor de Capez, Jéter Rodrigues Pereira, que trabalhou no gabinete do tucano de 2013 a 2014.

Pelo contrato, de R$ 200 mil, a Coaf conferiu a Pereira a "condição de consultor para sua relação comercial junto à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo".

Para os investigadores, tratam-se do cheque e do contrato de parte da propina.

CAMINHO DO DINHEIROInvestigados na máfia da merenda, assessores de Fernando Capez (PSDB) teriam recebido pagamento de propina

A Alba Branca investiga negócios entre a Coaf e a Secretaria de Educação do governo Geraldo Alckmin (PSDB) para fornecimento de R$ 11,4 milhões em suco de laranja. A operação apura também negócios entre a entidade e dezenas de municípios.

A parte da investigação relativa ao governo está sob responsabilidade da Procuradoria-Geral de Justiça, órgão máximo do Ministério Público, por envolver Capez, que tem foro especial.

Parcelado e sigiloso

O contrato de gaveta entre a Coaf e Pereira, assessor de Capez à época, é de 25 agosto de 2014, período eleitoral.

O documento menciona o cheque de R$ 50 mil que seria para pagar a primeira parcela do valor acordado. Isso indica, ainda segundo a investigação, que Merivaldo e Pereira atuariam juntos.

Embora tenha sido emitido pela Coaf em 2014, o cheque era pré-datado para 20 de março de 2015. Conforme depoimento do ex-presidente da cooperativa Cássio Chebabi, esperava-se que nessa data o Estado já estivesse pagando pelo suco e o caixa da Coaf estivesse "cheio".

A entidade havia vencido um edital da Secretaria de Educação, mas o negócio estava travado e só foi efetivado a partir de abril de 2015, após uma nova concorrência.

O cheque chegou a ser depositado por Merivaldo em sua conta pessoal, mas voltou porque não tinha fundos, segundo a investigação.

A cláusula sétima do suposto contrato de propina estipulava que os repasses seriam feitos à medida que o Estado pagasse pelo suco.

"As partes obrigam-se a manter a mais absoluta confidencialidade de todas as informações, dados e documentos", estipulava a cláusula nona do contrato.

Ainda conforme o documento, os negócios fechados entre a Coaf e o governo deveriam ser informados à Paciello Consultoria, atribuída à advogada Vanessa Paciello Laurino, para que fossem feitos os pagamentos a Pereira.

Vanessa é apontada por investigadores como cunhada do lobista Marcel Ferreira Julio, que atuava para a Coaf nos negócios junto ao Estado.

Filhos

Em abril, Pereira revelou à Folha a existência do contrato de gaveta. Ele disse que aceitou assinar porque, posteriormente, o negócio passaria para a Thiago Merivaldo dos Santos Biodegradáveis, empresa de um dos filhos de Merivaldo, cujo objeto social vai de venda de perfumaria e eletrônicos a "preparação de documentos".

Essa firma chegou a ter as atividades cassadas em 2013, mas permanece aberta na Junta Comercial e na Receita.

Servidor de carreira da Alesp, Merivaldo é conhecido na Assembleia como "Doutor". Seu filho Thiago e sua filha, Ana, tiveram cargos comissionados na Casa — ela, na liderança do PSDB até abril passado.

Outro lado

O ex-assessor do deputado estadual Fernando Capez (PSDB), José Merivaldo dos Santos, negou que o cheque seja de propina ou relacionado à Coaf. "Esse cheque foi de uma dívida que me deram", afirmou.

Confrontando com a informação de que a reportagem tinha uma cópia do cheque, o ex-assessor indicou seu advogado para falar, mas não forneceu nome nem contato dele.

Merivaldo, que está de licença médica há cerca de cinco meses, recusou-se a falar sobre a empresa de seu filho — que, segundo o outro ex-assessor, Jéter Rodrigues Pereira, assumiria os negócios do contrato com a Coaf.

Segundo Merivaldo, essa empresa já está fechada.

Pereira não quis comentar o teor do contrato de gaveta que, segundo a investigação, foi assinado por ele.

Em abril, em entrevista à Folha, ele havia dito que firmou o documento sob orientação de Merivaldo, que tinha "mais experiência nesse tipo de trabalho" de consultoria.

A assessoria de Fernando Capez, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, afirmou que o deputado "tem todo o interesse na apuração, sempre esteve e sempre estará à disposição para esclarecer o que estiver a seu alcance".

A Secretaria Estadual de Educação afirmou, em ocasiões anteriores, que o negócio fechado com a Coaf, após a abertura do segundo edital, foi mais vantajoso para os cofres públicos do que teria sido após o primeiro edital.

"Em setembro de 2013 houve uma chamada pública que foi cancelada. Um ano depois, a [nova] chamada registrou uma redução no preço de 8,3% para unidades de 200 ml — saindo de R$ 1,56 para R$ 1,43 — e de 1,61% nas unidades de 1 litro, saindo de R$ 6,20 para R$ 6,10", afirmou.

A Folha não localizou a advogada Vanessa Paciello.

Gilmar Crestani
No Ficha Corrida
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Guia Olímpico The Intercept dos Novos Líderes Brasileiros


Com a abertura oficial dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, todas as atenções se voltarão para o nosso país. Desde o afastamento da presidente legítima e democraticamente eleita, Dilma Rousseff, que aguarda seu julgamento no fim do mês, há um novo grupo de figuras políticas no poder que vêm dos mesmos partidos de direita e de centro — além de serem os mesmos indivíduos — que foram rejeitados nas urnas quando tentaram tomar o poder político que agora, mesmo sem vencer uma eleição, têm a felicidade de deter.

Além dos meios antidemocráticos utilizados para chegar ao poder, os novos governantes do país — em sua maioria articuladores de destaque no afastamento de Dilma — agora são alvos das investigações de corrupção nas quais se encontram acusados até o pescoço. Considerando que a principal justificativa do impeachment foi o combate à corrupção, isso é extremamente irônico (apesar do grande número de políticos de seu partido envolvidos em escândalos pessoais de corrupção, incluindo seu antecessor Lula da Silva, isso não aconteceu com Dilma). As autoridades brasileiras de alto escalão se presentearam com tantos privilégios — o Supremo é o único tribunal que pode julgá-los e dado o alto número de processos acumulados, isso levará anos e anos — que a maioria desses escândalos de corrupção deve demorar a receber uma sentença, e na maioria dos casos eles negaram sua própria culpa, ainda que sejam baseados em acusações legítimas.

Os escândalos de corrupção assombrando os novos líderes do país são tão generalizados que fica difícil acompanhá-los. Para seu conforto, The Intercept resolveu publicar um guia para identificá-los à medida que venham à tona durante as Olimpíadas:

Foto montagem por The Intercept:
Foto montagem por The Intercept. Fotos: Temer: (Sentinela Lacerdista); Serra (Twitter); Renan (Facebook); Jucá (Twitter); Cunha (Creative Commons); Nunes (GGN); Neves (Twitter)

Glenn Greenwald e Erick Dau
No The Intercept Brasil
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Xadrez das delações da Odebrecht


IMPORTANTE:  Os cenários não refletem o que desejo, mas o que julgo factível, à luz das análises


Duas informações foram vazadas antecipadamente pela Lava Jato: os R$ 10 milhões em dinheiro vivo para Michel Temer; os R$ 25 milhões para José Serra através de conta no exterior. Há informações seguras de pelo menos um depósito na conta de sua filha Verônica Serra. Se quebrar o sigilo das contas de Verônica, não sobrará pedra sobre pedra.


Já se sabia que executivos da Odebrecht e da OAS implicariam Aécio Neves, Michel Temer e José Serra, entre outros. Não haveria como varrer para baixo do tapete.


A comprovação da parcialidade ou isenção da Lava Jato dependerá das providências que forem tomadas pelo Procurador Geral da República Rodrigo Janot.


Hoje em dia, não se tem a menor ideia sobre o desenrolar das ações contra Aécio Neves e outros próceres tucanos. Todos os processos são mantidos sob severo sigilo. Só vaza aquilo que se interessa que vaze.


À luz de tudo o que se sabe sobre a Lava Jato e sobre o comportamento dos principais atores, é possível montar algumas hipóteses de trabalho.


Peça 1 - a divisão entre os vitoriosos


Há dois grupos nítidos na efetivação do golpe: um deles pode ser denominado genericamente de mercado, que representa o poder de fato; o outro, a camarilha dos 6 — Michel Temer, Eliseu Padilha, Geddel Viera Lima, Romero Jucá, Moreira Franco e o finado Eduardo Cunha — que representa a maioria ocasional no parlamento.


O poder mercado é composto pelo mercado propriamente dito, grandes grupos, a mídia e autoridades brasilienses, além do apoio constante dos Estados Unidos. Ele tem uma agenda clara. Não faz questão da presidência, mas do controle da Fazenda e do Banco Central e de implantar as seguintes medidas:


1. Acabar com o Estado de bem-estar social previsto na Constituição de 1988, através do limite nominal para gastos.


2. Manter o trinômio juros altos, ajuste fiscal rigoroso e livre fluxo de capitais, a chamada trindade impossível, só possível em países de opinião pública subdesenvolvida.


Os sinais dessa divisão são claros. O Ministro Luís Roberto Barroso, do STF, por exemplo, do círculo de influência da Globo, já explicitou que a banda do PMDB é inadmissível, mas que a equipe econômica é de primeira. E o senador Cristovam Buarque, dono de notável discernimento,  chegou a  dizer que votaria contra o impeachment se Dilma Rousseff se comprometesse a bancar Henrique Meirelles.


É um coral enorme. Praticamente cada comentarista da Globo e dos demais grupos repete pelo menos uma vez por dia o bordão.


Peça 2 - quem representará o mercado


A ideia de que o PSDB era o mercado sempre foi falsa. No Plano Real, o partido serviu apenas como cavalo de Troia para os economistas de mercado — Pérsio, Bacha, André, Gustavo, Malan, Mendonça de Barros, Armínio entre outros. Em todo o processo do Real, a economia foi conduzida exclusivamente por esse grupo.


Dentro do PSDB, apenas Fernando Henrique Cardoso tinha o endosso e endossava o grupo. Depois, parte do grupo se aproximou de Aécio Neves, parte de Marina Silva. Sempre houve enorme resistência ao nome de Serra devido ao seu voluntarismo.


Quando os economistas do Real deixaram o PSDB, o partido não conseguiu mais desenvolver um discurso próprio.


Portanto, quem tem a ideologia, o discurso e as alianças legitimadoras é o mercado. Em 2010, suportaram Serra de nariz virado. E Temer só interessa se cumprir o mandato de erradicar a Constituição de 1988, mesmo não tendo um voto.


E aí entram as denúncias contra Temer e Serra.


Peça 3 - o fator Gilmar Mendes


No final de semana, na condição de presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o Ministro Gilmar Mendes mandou analisar a possibilidade de cassação do PT. Trata-se de um dos factoides periódicos que ele tira de sua maleta mágica, visando desviar o fogo da mídia quando ameaça seus aliados. Provavelmente foi para desviar a cobertura da mídia das denúncias contra Serra.


Lembre-se:


O grampo do STF — no auge das investidas da Satiagraha contra Daniel Dantas, Gilmar protagonizou a história do grampo sem áudio, e do grampo no STF, cuja materialidade jamais foi comprovada. Nessa época, um de seus principais assessores era Jairo Martins, o principal araponga de Carlinhos Cachoeira. O carnaval permitiu instaurar a CPI do Grampo visando esvaziar a Satiagraha.


A conversa com Lula — no auge do julgamento do "mensalão", criou a versão para a conversa com Lula, que foi cabalmente desmentida pela única testemunha presente: Nélson Jobim.


A vaquinha de Dirceu — quando explodiram versões de seus contatos com o ex-senador Demóstenes Torres, Gilmar criou a história de que a vaquinha para pagar a multa de Dirceu no mensalão era fruto de milhares de laranjas.


A ofensiva contra o PT visa apenas isso: criar um fato que possa se contrapor às denúncias contra Temer e, especialmente, contra Serra.


Peça 4 - o fator Temer


O interino se equilibra entre mercado e sua turma. A cada dia que passa se comporta cada vez mais como dono do poder. E, a cada movimento, denota propósitos continuístas.


Tem produzido um aumento substancial no déficit e na dívida pública em troca da promessa futura dos limites nominais para os gastos orçamentários. Com a baixíssima popularidade junto à opinião pública, as sucessivas denúncias contra ele — culminando com a denúncia-bomba da Odebrecht — em circunstâncias normais, cairia.


Mas não se vive tempos normais.


Há três cenários possíveis.


Cenário do pacto sem Temer


Haveria algum espaço para que seu afastamento pudesse resultar em pacto nacional visando uma trégua até as eleições de 2018, algo no qual os presidentes do Senado e da Câmara abrissem mão da sucessão permitindo que fosse conduzido pelo presidente do STF Ricardo Lewandowski,


É uma possibilidade, mas um tanto complexa para ser aceita, mas que poderá se tornar viável dependendo do desenrolar da crise.


Por exemplo, se o PGR decidir atuar firmemente contra Aécio, Temer e Serra, ganhará pontos para radicalizar a caçada à Lula. O jogo seria zerado fortalecendo a ideia de pacto sem vencedores.


De qualquer modo, significaria manter no posto a atual equipe econômica.


Probabilidade baixa, principalmente porque haveria forte resistência no Congresso.


Cenário da guerra com o Congresso


O Procurador Geral da República decide pedir autorização para investigar o presidente interino e outras figuras de destaque denunciadas pela Odebrecht e OAS. Imediatamente estouraria uma guerra, com a camarilha se valendo de seu poder legal no Congresso para represálias contra o PGR e o MPF.


O bravo Dr. Janot sabe que uma coisa é manter a independência sem risco em relação ao ex-Ministro José Eduardo Cardoso e Dilma Rousseff; outra é tratar com profissionais,  entrincheirados no Congresso e ameaçando explodir o paiol se o inimigo se aproximar.


Probabilidade baixa


Cenário da contemporização


A atuação do PGR não se mede pelas ações que propõem, mas pela maneira como trabalha cada processo. Basta colocar mais recursos em um e retirar de outro para ditar o ritmo de ambos. Foi assim que até agora Aécio Neves se mantém incólume.


Com Temer deverá ocorrer o mesmo — mas aí por razões de Estado. Certamente a esta altura devem estar conversando em Brasília membros do STF, o PGR e seu grupo, visando encontrar maneiras de parecer que foram tomadas providências sem comprometer a governabilidade.


Quem pariu Mateus, que o embale. Se o PGR parte para o enfrentamento, deflagra uma crise política. Se contemporiza, rasga a fantasia.


Poupar Temer pode se justificar em nome da governabilidade. Mas não há nenhum motivo para esquecer Serra.


Como se diz em Minas, quem monta em cavalo grande, arrisca a levar um tombo maior.  

Luís Nassif
No GGN
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Laboratório de envelhecimento, cidade do RS se torna 'amiga do idoso'


Encravado nas serras gaúchas, Veranópolis será o primeiro o município do país a entrar no seleto clube mundial de 320 cidades tidas oficialmente como "amigas dos idosos" pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Há 22 anos, o local se tornou um laboratório do envelhecimento. Na época, tinha a maior expectativa de vida ao nascer (77,7 anos), uma década a mais do que no resto do Brasil (que era 67,7 anos e agora chegou aos 75 anos).

Desde então, os idosos da "terra da longevidade", como é conhecida, foram objetos de estudo de 25 dissertações de mestrado, 11 teses de doutorado, 19 artigos científicos e mais de 50 trabalhos apresentados em congressos nacionais e internacionais. 

Antes as pesquisas tinham foco na saúde individual e nos fatores determinantes para um envelhecimento ativo, como boa alimentação, atividade física e convívio social.

"A comida dos nonos e nonas é muito saudável. A polenta é assada no fogão à lenha. O milho vem do quintal, o gado e o frango são criados soltos. Muitos fabricam o próprio vinho", relata o geriatra Emílio Moriguchi, precursor dos estudos em Veranópolis e professor na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e na Unisinos.

Agora as pesquisas na cidade estão centradas nas políticas públicas necessárias aos idosos de hoje e do amanhã. A partir delas, algumas ações já foram feitas, como colocação de rampas e barras em lugares públicos.

Segundo o médico Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade, parceiro no projeto, é preciso rigor acadêmico, comprometimento do poder público, da sociedade civil e do setor privado para que as políticas funcionem.

"Conseguimos casar esses quatro elementos em Veranópolis", diz Kalache, que foi diretor por 14 anos do programa de envelhecimento da OMS. O projeto teve incentivo de R$ 510 mil da CPFL.

Para o médico, várias cidades no país e no mundo se intitulam "amigas do idoso", mas não cumprem os requisitos para isso. "Colocar rampa e corrimão é fácil. Mas é preciso ir além. Ter política de mobilidade, oferecer segurança, acesso aos serviços de saúde e ações para evitar o abuso e a negligência."

Pesquisa com 836 idosos da cidade mostra que entre as principais queixas estão calçadas escorregadias, falta de estacionamento e de espaços planos para caminhadas. Dos 23 mil moradores, quase 16% têm acima de 60 anos. No Brasil, a taxa é de 12,5%.

O município está entre os de maior IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano) do país. A longevidade é o fator que mais contribui, seguido de renda e educação.

Longevidade

Veranópolis reúne casais com 60 e até 70 anos de união. O advogado Severino De Toni, 87, e a professora Nilza, 87, estão casados há 64 anos. Têm nove filhos.

O segredo da longevidade? "Levar uma vida sem exageros, não ficar parado e, principalmente, amar muito. O amor na frente, sem ele implode tudo", diz De Toni, de mãos dadas à mulher.

Nilza lembra da importância do convívio social. "Temos muita amizade e consideração com a vizinhança."

O casal Ampílio Affonso, 90, e Landy, 80, há quase 60 anos juntos, apontam a boa alimentação como a chave de uma vida longeva. "Evitamos as porcarias que têm no mercado. O gado, o porco e a galinha a gente cria, a verdura, os legumes, as frutas, a gente planta", diz Affonso.

Ele produz e consome o próprio vinho. "Um copo no almoço e outro na janta."

Avelino Sangalli, 91, e Helena, 88, comemoraram "bodas de vinho" (70 anos de casados) em maio. Têm sete filhos, 15 netos e sete bisnetos. Mesmo com limitações (ele é cego e ela tem surdez), são independentes. Sangalli racha lenha e faz cestos de vime. Vende cada um por R$ 25.

Helena cuida da casa, da horta, do jardim e, em especial, do marido. "Até comida na boca ela me dá", conta ele. "É assim mesmo. No começo [da vida] e no fim", diz ela.

Restaurante

O antigo conselho de "ouvir os mais velhos" foi levado ao pé da letra pelo empresário Juliano Brandalise, 31, ao assumir um restaurante quase falido oito anos atrás em Veranópolis (RS).

O local não poderia ser melhor, mas a comida do empreendimento — que tem quase 80 metros de altura, é giratório e com vista de 360 graus para a Serra do Rio das Antas — não possuía identidade com o lugar.

A primeira providência de Brandalise, nascido em Veranópolis, foi chamar um grupo de 60 idosas da cidade e discutir com elas a elaboração de um novo cardápio para o restaurante.

"As nonas nos trouxeram as receitas dos primeiros imigrantes italianos e poloneses, que colonizaram Veranópolis entre o final do século 19 e início do 20", explica. Entre elas estão a massa à bolonhesa, o espaguete à carbonara e o radicci (almeirão) com bacon.

"Tem gente que fala: 'em São Paulo a massa carbonara não é assim'. Explicamos: 'a nossa é assim porque tem uma história, é uma receita típica e legítima do local."

As idosas também ajudaram na decoração do restaurante, com fotos e objetos familiares antigos, além de toalhas de cores vivas. "Não existe toalha branca aqui." A nova proposta agradou a freguesia e hoje o local é o mais visitado da cidade.

Para o Alexandre Kalache, especialista em envelhecimento, a experiência mostra a importância de a sociedade valorizar os mais velhos.

"A sociedade deveria replicar o que o restaurante fez na prática: buscar a voz do idoso, valorizar a sua sabedoria. Quem se beneficiou? O restaurante, que atraiu mais clientes, o município que arrecadou mais impostos. É uma corrente do bem."

Cláudia Collucci
No fAlha
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Bolsonaro proporá a castração de Feliciano?

O pastor-deputado Marcos Feliciano (PSC-SP) está no inferno. A cada dia que passa a sua situação se complica ainda mais. Nesta sexta-feira (5), a jovem Patrícia Lélis, que acusa o falso moralista de assédio sexual, agressão física e tentativa de estupro, prestou depoimento ao delegado Luiz Alberto Hellmeister, titular da 3ª Delegacia de Polícia de São Paulo. Ela chegou a afirmar que o “pastor” usou uma faca para forçá-la a se deitar na cama e a se despir, na tentativa de sexo à força. O crime teria sido cometido no apartamento funcional do deputado em Brasília em 15 de junho. Segundo o titular da DP, ela disse ainda que foi “apalpada e beijada”, mas que a “conjunção carnal” não foi efetivada.

Para infernizar ainda mais a vida do “pastor”, seu chefe de gabinete, Talma Bauer, foi detido em São Paulo. Segundo a Folha, “ele é investigado sob a suspeita de ter ameaçado a jornalista Patrícia Lélis, 22, que acusa Feliciano de tê-la estuprado. Segundo o delegado Luiz Roberto Hellmeister, Bauer foi interrogado, mas deve prestar outro depoimento. Ele também deve ter a prisão temporária decretada, segundo o delegado, para ‘preservar a vítima de um possível crime maior’. A prisão deve ser pedida por sequestro qualificado da jovem. Segundo Lélis, Talma Bauer a teria interceptado, armado, feito com que ela entrasse em um carro e depois gravasse um vídeo desmentindo as acusações”.

Ainda segundo a matéria, “há a suspeita de que o chefe de gabinete teria tentado subornar a mulher para que ela desistisse de acusar o deputado, segundo uma testemunha, um amigo da vítima. Bauer teria vindo a São Paulo nesta semana para entregar a quantia — entre R$ 10 mil e R$ 15 mil, segundo o delegado, que não soube precisar o valor — para Lélis. À Folha, o assessor de Feliciano negou as acusações. Por WhatsApp, Bauer afirmou que ‘a Justiça é de Deus’ e negou ter oferecido dinheiro a Lélis. Segundo ele, o depoimento foi uma ‘formalidade’”. O caso, porém, não parece ser mera “formalidade” e já agita o Congresso Nacional.

A Agência Brasil informa que “a procuradora da Mulher no Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), entrou nesta sexta-feira (5) com pedido de investigação no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A senadora alega que ‘a denúncia é mais um caso de assédio sexual, praticado por figura tida como zeladora de direitos e garantias fundamentais, mais uma demonstração do cenário machista que compõe o nosso parlamento e nossa sociedade. O grave relato de uma estudante que foi pressionada para sair de Brasília, a fim de evitar um escândalo, precisa ser investigado e a culpa atribuída ao autor do fato’, diz o ofício encaminhado ao procurador-geral de Justiça do MPDFT, Leonardo Bessa”.

Vanessa Grazziotin até pegou leve no pedido de investigação. Nas redes sociais, muitos internautas já sugeriram a cassação do “falso pastor” e até a sua prisão. Os mais irônicos perguntam se o deputado Jair Bolsonaro não proporá a imediata “castração química” de Marco Feliciano, seu parceiro na atual onda fascista na sociedade. Em 2013, o novo ídolo dos “midiotas” apresentou o projeto de lei 5398, que eleva as penas para os condenados por estupro e condiciona sua liberdade à castração química. “Tais medidas inibem a ocorrência de crimes do gênero”, alegou. Será que agora o falastrão pregará as mesmas punições para o seu comparsa? Ou era só demagogia e cinismo para enganar os ingênuos?

Altamiro Borges
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