2 de jul de 2016

A bolha de filtros do Facebook está deixando você cada vez mais burro


Se você está lendo isso agora, considere-se sortudo.

O Facebook anunciou no começo desta semana que mudará o algoritmo que decide o que cada usuário vê em sua linha do tempo. No comunicado, o diretor de engenharia da empresa, Lars Barstrom, afirmou que, a partir de agora, você não perderá nada de seus amigos. Na prática, você deve ver cada vez mais conteúdo dos seus parças e migas e menos notícias, reportagens e afins.

As mudanças afetam um dos mais importantes valores das páginas de empresas e veículos na rede: o “alcance”. Tal índice mostra quantos usuários verão determinada postagem, ou seja, quantos usuários verão a atualização na linha do tempo.

Dado que hoje a maior parte dos adultos tem a rede de Zuckerberg como uma das principais fontes de informação – 62% dos americanos, de acordo com pesquisa recente da Pew Research – os efeitos podem ser, digamos, muito limitadores.

A condição criada por meio dessa política muitas vezes é chamada de “bolha de filtros”. Baseia-se na ideia de que redes sociais que usam algoritmos para definir as atualizações mais importantes aos usuários tendem a fornecer gradualmente conteúdo que se alinhe aos interesses e opiniões dos mesmos. A pessoa fica isolada em sua ilha de preferências.

Tomemos como exemplo a explosão midiática em torno do Brexit, o referendo realizado no Reino Unido para determinar sua saída da União Europeia: um usuário a favor do “Fico” no Facebook explicou quão complicado foi para ele encontrar postagens dos opositores já que, no dia em que o “Deixo” ganhou, buscou por postagens celebrando a vitória e surgiram poucos resultados.

O Facebook está se tornando uma câmara de eco que nos previne de sermos confrontados por opiniões com as quais não concordamos

O problema não era só na sua linha do tempo. Ele também usou a busca do Facebook e não teve sucesso. Não é que não houvesse postagem sobre a grande vitória do Deixo, mas sim que o Facebook, ao identificá-lo como eleitor do Fico, não permitia que ele as visualizasse.

O Facebook tem interesse dobrado nessa questão: por um lado, a empresa precisa poder cobrar quem cria conteúdo e quer mais exposição — veículos jornalísticos, caso o leitor não saiba, pagam para aparecer mais nas linhas do tempo das pessoas. Do outro, precisa aumentar o número de interações de usuários na rede social. Quanto mais gente na própria bolha, melhor.

A prática afeta o conteúdo publicado por páginas públicas, claro. Os donos delas têm cada vez mais dificuldade em chegar aos usuários que as curtiram, e as únicas soluções são pagar ao Facebook para impulsionar suas postagens ou criar conteúdo feito para ser compartilhado. “Se muito do seu tráfego é resultado de pessoas compartilhando seu conteúdo e os amigos destas curtindo e comentando, haverá um impacto menor se a maior parte de seu tráfego vem diretamente de postagens na página”, explicou Backstrom durante o anúncio.

Como o Facebook decide que postagens mostrar aos usuários. Crédito:TechCrunch

Conscientização

Isso tudo não diz respeito apenas ao gargalo midiático. O público dentro da bolha se verá cada vez mais fechado dentro de uma esfera de informações diminuta e separado de quem não pensa como ele.

O Facebook afirma que seu novo algoritmo enfatizará postagens “informativas”. Você consegue imaginar uma banca de jornais com estes filtros? Se você é de esquerda, nada de publicações de direita para você. Está do lado do Trump? Há boas chances de que sua fonte de informação favorita nunca informe de nada sobre Bernie Sanders — a não ser que o destrua. O mesmo vale para fãs de Bolsonaro e fãs do PSTU. As notícias vão de acordo com o gosto do freguês.

De certa forma, talvez devamos encarar as redes sociais como verdadeiros serviços sociais, um bem público — não somente um produto divertido criado por alguma empresa. O escândalo recente sobre a seção de “Tendências” no Facebook, mais influenciada por curadoria humana do que a empresa transparecia, mostrou que as pessoas estão começando a pensar nas maneiras como as notícias chegam até elas.

Ainda estamos brigando com todas as implicações de um público que se informa por meio das redes sociais. O fato é que, por ser algo novo, falta muito para compreendermos tudo isso. Mas, antes de tudo, é bom lembrarmos que a tal bolha existe — e ela só piora.

Federico Nejrotti
Tradução: Thiago “Índio” Silva
No Motherboard
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Haddad veta 'Dia do Combate à Cristofobia'

“A proposta revela-se oposta ao interesse público e aos princípios constitucionais basilares, vale dizer, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, a redução das desigualdades sociais, a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, e a prevalência dos direitos humanos”. Assim, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), justificou o veto ao Projeto de Lei 306, de 2015, que propunha a criação do Dia de Combate à Cristofobia na cidade, a ser comemorado em 25 de dezembro.

De autoria do vereador Eduardo Tuma (PSDB), o projeto pretendia “garantir a liberdade” dos cristãos, que estariam sofrendo “perseguições” ao criticar os homossexuais. “Hoje, o cristão, principalmente o evangélico, tem suas ações tolhidas por algumas opiniões. Você tem uma minoria sendo tolhida de seus direitos, como liberdade de expressão e, até mesmo, às vezes, liberdade de culto”, declarou o vereador em 8 de junho, quando o projeto foi aprovado.

Para Haddad, ao se pretender vítima e garantir especial atenção a um grupo que, na verdade, é majoritário na sociedade brasileira, “o projeto demonstra a intenção de provocar os defensores dos direitos das minorias”. “Além disso, ao escolher o dia de Natal para tanto, a iniciativa beira a blasfêmia”, prosseguiu o prefeito.

O prefeito destacou ainda que outras crenças religiosas minoritárias sofrem perseguição cotidianamente no Brasil. E como forma de combater isso, foi estabelecido o Dia de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro. “Assim, na medida em que o projeto em questão limita-se a fazer referência apenas à discriminação contra as crenças de origem cristã, ele acaba por prestigiar a maior força religiosa do país e que, como tal, possui amparo social suficiente para ser professada”, afirmou Haddad.

Na justificativa de veto, o chefe do Executivo ainda destacou a recorrência de referências à população LGBT como sendo uma das limitadoras à liberdade de expressão dos cristãos. “A iniciativa legislativa induz a uma leitura perigosa, capaz de desvirtuar ganhos obtidos com o avanço do combate à LGBTfobia.”

Haddad lembrou que também vetou a criação do "Dia Municipal do Orgulho Heterossexual", considerando que não fazia sentido “comemorar o orgulho de pertencer a uma maioria que não sofre discriminação”. “Mais do que isso, constatou-se, como agora também se verifica, que, ao invés de promover o entendimento das diferenças, a proposta legislativa militava a serviço do confronto e do preconceito”, completou.

O vereador Tuma declarou que vai reapresentar a proposta na Câmara Municipal.

Altamiro Borges
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O golpe ruralista e o preço do feijão

Ao deixar de plantar comida para plantar mercadorias, ficamos extremamente dependentes do mercado externo

A área plantada com feijão, o vilão do momento, diminuiu 36% desde 1990,
enquanto a população aumentou 41%
Na última semana, fomos bombardeados pelas notícias sobre a alta no preço do feijão. O povo, chocado em ver o quilo passando de R$10, ouviu as mais diversas explicações dos analistas: geada e muita chuva no sul, falta de chuva em outras regiões, e até o boato de que uma pequena doação para Cuba feita em outubro de 2015 teria sido a causa da escassez. A solução mágica apresentada pelo ministro interino da agricultura, o Rei da Soja, foi zerar a taxa de importação para facilitar a entrada de feijão estrangeiro.

O que estranhamente não saiu em lugar nenhum foi um elemento muito simples: o agronegócio brasileiro não se preocupa em produzir alimentos para o Brasil. E isso fica muito claro quando olhamos a mudança na utilização das terras no país. Nos últimos 25 anos, houve uma diminuição profunda na área destinada à plantação dos alimentos básicos do nosso cardápio. A área de produção de arroz reduziu 44% (quase metade a menos), e a mandioca recuou 20%.

A área plantada com feijão, o vilão do momento, diminuiu 36% desde 1990, enquanto a população aumentou 41%. Apesar de ter havido um aumento na produtividade, a diminuição da área deixa a colheita mais vulnerável e suscetível a variações como estamos vendo agora.

E o agronegócio?

Os grandes latifundiários do Brasil, aliados aos políticos da bancada ruralista, à multinacionais de agrotóxicos e sementes como Bayer, Monsanto e Basf, e às empresas que dominam a comunicação no país não estão preocupadas com a alimentação da população. Este atores compõem o chamado agronegócio, que domina a produção agrícola no Brasil, e vê o campo apenas como local para aumentar suas riquezas.

Isso significa, na prática, produzir soja e milho para alimentar gado na Europa e na China, enquanto precisamos recorrer à importação de arroz, feijão e até do próprio milho para as festas de São João. Exportamos milho, e agora precisamos importar o milho. Faz sentido?

No mesmo período em que a área plantada de arroz e feijão caiu 44% e 36%, respectivamente, a área de soja aumentou 161%, enquanto o milho aumentou 31% e a cana, 142%. Somados os três produtos, temos 72% da área agricultável do Brasil com apenas 3 culturas. São 57 milhões de hectares que ignoram a cultura alimentar e a diversidade nutricional do nosso país em favor de um modelo de monocultura, que só funciona com muito fertilizante químico, semente modificada e veneno, muito veneno.

No caso da cana e da soja, é fácil entender que não são alimentos, e sim mercadorias ou (commodities) que vão ser comercializadas nas bolsas de valores pelo mundo. No caso do milho, basta ver que em 2015 foram exportados 30 milhões de toneladas de milho, em relação direta com a alta do dólar. Com o preço da moeda americana em alta, vale mais à pena exportar do que vender aqui. Assim, o que sobra no Brasil não é suficiente para o nosso consumo, e por isso temos que importar, o que também irá pressionar o preço. Hoje é o feijão, logo logo será o milho que vai explodir de preço.

Outro aspecto importante é analisar que quem bota o feijão na mesa do povo é a agricultura familiar. Os dados ainda de 2006 mostram que 80% da área plantada de feijão (e 70% a produção) são da agricultura familiar. E esta agricultura não tem espaço no reino do agronegócio.

O agronegócio ameaça a soberania alimentar no Brasil. Ao deixar de plantar comida para plantar mercadorias, ficamos extremamente dependentes do mercado externo, e vulneráveis às mudanças climáticas.

O primeiro passo: reforma agrária para dar terra a quem quer plantar comida. Com a terra na mão, precisamos de incentivo à agroecologia, para produzir alimentos saudáveis. Finalmente, essa produção deve ser regulada pelo Estado, via Conab, para garantir o abastecimento interno antes de embarcar tudo para fora.

O governo interino já admite privatizar a Conab, e pode em breve aprovar leis que facilitam ainda mais o uso de agrotóxicos e o uso de pulverização aérea nas cidades.

É, de fato, também um Golpe Ruralista.

Alan Tygel
No Brasil de Fato
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140 años de la muerte de Mijaíl Bakunin

Retrato do russo Mijail Bakunin em 1860

O político russo participou ativamente das revoluções de 1848 em Paris e Alemanha.

Em 1º de julho de 1876 morreu o político russo Mijaíl Bakunin. Foi autor de uma volumosa obra dentre as que se destacaram O apelo aos eslavs. O catecismo revolucionário e O Estado e a anarquia.

Bakunin estudou na acdemia militar de São Petersburgo, mas em 1835 abandonou o Exército e se interessou por Filosofia, especialmente pela obra dos alemães Johann Fichte e Georg Friedrich Hegel.

A partir de 1840 viajou pelo ocidente europeu e conheceu a obra do filósofo materialista alemão Ludwig Feuerbach, do pensador socialista francês Charles Fourier e do também francês Pierre Joseph Proudhon.

Participou ativamente nas revoluções de 1848 em Paris e Alemanha. Um ano depois foi preso em Dresden e condenado a morte, mas sua pena foi suspensa e o entregam aos russos. Permaneceu encarcerado vários anos e depois foi enviado para a Sibéria em 1855. Fugiu da Sibéria e chegou a Inglaterra em 1861. Passou seus últimos anos na Suiça em meio a miséria e planejando conspirações.

Cinco frases de Mijaíl Bakunin

1. "A religião é demência coletiva".

2. "A moral divina é a negação absoluta da moral humana".

3. "Eu sou livre somente na medida em que reconheço a humanidade e respeito a liberdade de todos os homens que me rodeiam".

4. "A liberdade não pode ser realizada mais que em sociedade e somente na mais estreita igualdade e solidariedade de todos com todos".

5. "Buscar minha felicidade na felicidade dos outros, minha dignidade na dignidade dos que me rodeiam, ser livre na libertade dos outros, tal é meu credo, a aspiração de toda minha vida".

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Do Trust - a nova loira


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Você acredita em Meritocracia?


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Via Unicef Brasil
Paulo Pimenta
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Sobre discursos e Patos... Bolsonaro, PMDB, PSDB, PT, DEM, empresários & escândalos


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A maior revelação das delações: o PT é o menos corrupto dos grandes partidos

O delator Machado: “Não sobra ninguém no PSDB”
Um esclarecimento, antes de tudo.

Não sou petista. Não tenho vínculo nenhum nenhum com o PT.

É o tipo de aviso que acho detestável, e que abandonei há tempos. Mas neste caso abro uma exceção.

Vamos lá.

As múltiplas delações vão deixando clara uma coisa que não recebeu ainda a devida atenção: ao contrário da narrativa incessante da mídia nestes últimos anos, desde que Lula subiu ao poder, o PT é o partido menos corrupto entre os grandes que estão aí.

Está de fora aí, naturalmente, o pequeno PSOL, um exemplar reduto de integridade e combatividade.

Observe as revelações sobre o PMDB. Numa das últimas delações, surgiu a acusação de que um operador de Eduardo Cunha ameaçou queimar a casa de um delator com os filhos dentro.

De novo: queimar com os filhos dentro.

Não é a primeira vez que delatores narram ameaças físicas associadas a Eduardo Cunha.

Ainda no campo do PMDB, pertencem ao terreno do espanto, também, as delações de Sérgio Machado.

E com Machado vamos ao PSDB, citado por ele. “Fui do PSDB dez anos. Não sobra ninguém”, disse Machado. Mas frase símbolo foi essa: “Todo mundo conhece os esquemas do Aécio”.

Todo mundo não. O público em geral desconhecia as roubalheiras de Aécio, graças à proteção infinita dada a ele pelas empresas jornalísticas.

Um antigo reduto milionário das propinas de Aécio, Furnas, só ganhou os devidos holofotes agora, depois de muitos anos de pilhagem. Delcídio falou em Furnas, Machado falou em Furnas — e a grande imprensa nunca investigou Furnas. Nem ela e muito menos a Polícia Federal.

Aécio virou um campeão de aparições em delações. Consagrou-se como a pior espécie de corrupto: aquele que rouba na sombra e, à luz do sol, faz sermões contra a corrupção.

Virou um morto vivo na política, por isso. Sua ladroagem saiu enfim da escuridão.

Perto do que se sabe agora que ele fez, o aeroporto privado que mandou construir com verba pública perto de sua casa de campo em Minas virou insignificância.

No terreno do PSDB, FHC teve também sua taxa de verdade e de merecidas humilhações nas delações. Ficou claro que o assalto à Petrobras foi enorme em seu governo. O filho de FHC foi citado numa negociata multimilionária na Petrobras.

E Dilma enquanto isso? Nada. De Lula, parece piada neste momento, mas o maior ataque contra ele derivou de pedalinhos.

Um político ligado a FHC, Xico Graziano, alimentou durante muito tempo a fábula de que Lulinha era dono da Friboi. Agora, foram investigar a Friboi no âmbito da Lava Jato e encontraram não Lula, mas Henrique Meirelles, o czar de Temer na economia. Meirelles comandava a Friboi na época em que a empresa é acusada de dar propinas.

E assim, com fatos, se desfaz o mito de que o PT inventou a corrupção no Brasil.

É um efeito colateral, e brutalmente indesejado pela plutocracia, da Lava Jato.

Paulo Nogueira
No DCM
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Risco de Temer não completar mandato explica manobras para abafar Lava Jato


Michel Temer tem 13% de ótimo e bom na pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira, 1.

É pouco mais que Dilma Rousseff (10%) em março.

53% desaprovam a maneira do interino de governar.

66% não confiam nele.

23% consideram Temer melhor que Dilma, 25% pior.

Talvez isso ajude a explicar a decisão de dar aumento ao Bolsa Família superior ao proposto por Dilma Rousseff: “A região Nordeste se destaca pela menor popularidade do presidente em exercício, Michel Temer. Para 44% dos residentes nessa região o governo está sendo ruim ou péssimo. 72% não confiam no presidente em exercício e 63% desaprovam sua maneira de governar. Nas demais regiões as avaliações são similares. Para 38% dos residentes na região Nordeste, o governo Temer está sendo pior que o governo Dilma. Esse percentual cai para 25% entre os residentes no Norte e Centro-Oeste, 20% no Sudeste e 19% no Sul”.

Temer tenta consolidar o golpe com medidas que contrariam a austeridade prometida ao mercado. O arrocho deve vir se o Senado decidir pelo afastamento definitivo de Dilma Rousseff.

Para manter sua base parlamentar, manobra para salvar o mandato de Eduardo Cunha. Temer teria convencido o PSDB a apoiar Cunha na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, a CCJC. Cunha recorreu à CCJC contra a decisão da Comissão de Ética, que recomendou a cassação de seu mandato.

A CCJC é presidida pelo peemedebista Osmar Serraglio.

O esforço pode se revelar um tiro no pé, diante das prisões de Fábio Cleto e Dilson Bolonha Funaro. O primeiro, ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal, já entregou o esquema de Eduardo Cunha no FGTS. O doleiro Funaro, que a mídia chama de “corretor”, se fizer delação premiada pode entregar o esquema de tráfego do dinheiro.


Entre suas atribuições, ele [Cleto] participava das reuniões do Fundo de Investimentos do FGTS, o FI-FGTS, que injetou algo como R$ 11,7 bilhões em empresas no país no período. Esses encontros, contudo, não eram sua principal tarefa em Brasília. Toda terça-feira, às 7h30 da manhã, Fábio Cleto tinha um compromisso inadiável e secreto, em um apartamento espaçoso na 311 Sul, em Brasília. O objetivo do encontro era vazar informações das reuniões internas da Caixa e antecipar operações financeiras sigilosas de empresas com fundo. Cleto tinha um chefe, na verdade, o chefe, fora da Caixa: Eduardo Cunha.

Primeiro, os encontros ocorriam no apartamento funcional de Cunha. Depois, o parlamentar tornou-se presidente da Câmara e ambos passaram a ser ver na própria residência oficial. Era a ele que Cleto tinha lealdade e recebia ordens para dificultar — ou facilitar — a vida das empresas interessadas nos investimentos do FI-FGTS. Seu papel era dar o verniz técnico às ordens de Eduardo Cunha e repassar uma espécie de mapa do achaque. Agora delator, Fábio Cleto contou aos procuradores que vazava informações com duas semanas de antecedência e, para isso, tinha de ignorar todos os termos de confidencialidade que assinava dentro da Caixa.

Os projetos citados na delação premiada passam de R$ 6 bilhões, com uma propina estimada em mais de R$ 30 milhões para Eduardo Cunha, de acordo com o cálculo explicado por Cleto aos investigadores. Como chefe do esquema e responsável pela indicação de Cleto na Caixa, Cunha tinha direito à maior parte do valor arrecadado: 80%. Cleto relatou que, da propina levantada, ele ficava com a menor parte, 4%. Aos procuradores, ele admitiu que ganhou pelo menos R$ 1,8 milhão com o esquema. Pela distribuição rascunhada por Cleto, Cunha ficaria então com mais de R$ 36 milhões.

Com isso, a sobrevivência de Eduardo Cunha se tornou menos provável. A base parlamentar de Michel Temer na Câmara corre sério risco de esfarelar. Mesmo que o afastamento definitivo de Dilma seja aprovado no Senado, aumentou consideravelmente o risco de Temer não concluir o mandato.

É o que explica as manobras, especialmente no Senado e no STF, para abafar a Operação Lava Jato, agora que ela atingiu o objetivo principal de afastar o PT do poder.

Juizes de primeira instância, agindo com afoiteza, acabam oferecendo os argumentos para medidas que podem circunscrever as investigações. O ministro Dias Toffoli considerou “flagrante constrangimento ilegal” a prisão do ex-ministro Paulo Bernardo, autorizada pelo juiz Paulo Bueno de Azevedo. Toffoli poderá anular as provas obtidas em busca e apreensão na residência da senadora Gleisi Hoffmann, esposa de Bernardo, que tem foro privilegiado.

Até o PSDB condenou a ação. “As investigações tem nosso apoio. Contudo, é preciso coibir e ficar atentos a abusos, porque um juiz de primeira instância não tem jurisdição para determinar buscas na casa de uma senadora. Pode até se admitir nas propriedades privadas, mas em uma residência oficial, em um apartamento funcional do Senado, só quem poderia autorizar é o Supremo Tribunal Federal”, disse o líder do partido no Senado, Cássio Cunha Lima.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, investigado na Lava Jato, defende a reedição de um projeto originalmente apresentado pelo deputado Raul Jungmann que trata de abuso de autoridade.

Jungmann (PPS-PE) hoje é ministro da Defesa de Temer. O projeto dele conta com a simpatia do ministro Gilmar Mendes. Nenhum deles se manifestou contra a condução coercitiva do ex-presidente Lula, um caso claro de abuso de autoridade. Nem contra a gravação claramente ilegal de uma conversa entre a então presidente Dilma Rousseff e Lula. A gravação foi descartada pelo ministro Teori Zavascki depois de causar grande dano político.

Se aprovado, o projeto baseado na proposta de Jungmann torna ilegais gravações feitas por delatores sem o conhecimento alheio.

Embora negando que pretenda atrapalhar investigações, Renan apontou os erros que vê na Lava Jato:

Nos EUA, se a delação vazar, perde a eficácia, é anulada. Aqui, no Brasil, vaza-se de propósito para forçar um julgamento do Judiciário e da opinião pública. Liberdade de expressão não é só para os meios de comunicação, é para todo mundo. O que temos visto recentemente são pessoas que se entregaram ao desvio do dinheiro público, amealharam milhões e milhões de reais e de dólares e depois fazem um delação, orientada pelo advogado e negociada com as autoridades, entregam uma parcela daquilo que desviaram e salvam uma outra parte. Assim, elas estão fazendo o crime compensar e salvando dinheiro sujo. O outro ponto é do delator preso, que geralmente se submete a contar uma historinha, uma narrativa absolutamente sem prova, para ter direito a um prêmio quando deveria uma contrapartida.

Romero Jucá, como Renan investigado na Lava Jato, discordou publicamente do presidente do Senado sobre votar o projeto agora. Ele é um dos principais aliados do presidente interino no Senado.

A estratégia da cúpula do PMDB ligada a Michel Temer é óbvia: primeiro, afastar Dilma definitivamente; depois, aplicar o pacote de maldades que vai de enterrar a Lava Jato à austeridade para os outros prometida ao andar de cima.

No Viomundo
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Parábola do mau jogador de futebol

http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=8783

Era uma vez um esporte pré-histórico chamado futebol.

Havia regras para expulsão de jogadores durante as partidas.

O árbitro só podia expulsar em três situações:
  1. Se um jogador cometesse falta violenta
  2. Se impedisse, com a mão, não sendo goleiro, a bola de entrar no gol
  3. Se insultasse ou agredisse o próprio juiz
Em certo jogo, porém, o árbitro expulsou um jogador que não cometera qualquer dessas infrações. Cercado, questionado, pressionado, quase chutado, ameaçado, concedeu uma explicação:

– Ele estava jogando mal.

– Mas isso não é motivo de expulsão – gritaram todos.

– Ele é muito ruim – insistiu.

– Isso também não é justificativa – reagiram os defensores do jogador.

– Ele não trocava passes com ninguém, não dialogava, centralizava demais o jogo.

– Que absurdo!

– O jogo estava parado. O público ia embora. Era preciso fazer alguma coisa.

– Mas isso continua não sendo motivo. Não está na regra.

– Ele me ofendeu.

– O que ele disse?

– Coisas graves.

– Que coisas?

– Graves.

– Outros também disseram.

– O crime de outros não o absolve.

– O senhor não relatou isso na súmula.

– Coloquei o essencial: ele foi irresponsável.

– Não há provas.

– Ele deve ser julgado pelo conjunto da obra.

– Que conjunto?

– A sua ruindade.
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Gaúcho exemplar?? Eliseu Padilha levou 3,9 milhões de orçamento de universidade pra bater papo com ex reitor

As maracutaias da ULBRA todos os gaúchos conhecem. O Reitor Becker transformou a Universidade no seu quintal privado, usando descaradamente os recursos públicos da filantropia para tudo que não tinha a ver com educação. Montou até uma coleção bilionária de automóveis antigos. Pois o Eliseu Quadrilha, hoje homem forte do golpista Temer e capataz do PMDB no RS, levou grana gorda da ULBRA também. Foram 3,9 milhões. Segundo o próprio “ministro”, tal dinheiro era pago em troca de “conversas sobre o país” que ele fazia com Becker. Tem que desenhar? Este é o PMDB do Padilha, do Temer e da curriola golpista que se adonou do Rio Grande e do Brasil. E pra não dizer que isto é conversa de Blog de esquerda, publico a seguir a matéria da Zero Hora que fala sobre a oitiva do Quadrilha para a justiça de Canoas:

Contradição entre os depoimentos de Padilha e Becker

Ministro depôs durante duas horas à Justiça Federal em Canoas


Padilha é acusado de receber R$ 3,9 milhões da Ulbra para prestar favores políticos à instituição enquanto era parlamentarFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / Agência Brasil

Foram contraditórios os depoimentos do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e do ex-reitor da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) Rubem Becker, prestados nesta quinta-feira à Justiça Federal em Canoas. Ambos são réus em ação civil pública por improbidade administrativa, na qual Padilha é acusado de receber R$ 3,9 milhões para usar o mandato de deputado na prestação de favores políticos à instituição de 2004 a 2008.

Ao ser interrogado pelo juiz da 2ª Vara Federal, Felipe Leal, Padilha afirmou que prestava consultoria à universidade sobre o programa de ensino à distância e que assessorava Becker pessoalmente sobre questões de conjuntura nacional, por conta da experiência obtida no período em que foi ministro dos Transportes (1997-2001).

– Frequentemente, o reitor me chamava para conversar sobre o Brasil para dar a minha visão sobre o país. A minha contratação foi como alguém que estava saindo de conselheiro do presidente da República para conselheiro do reitor da Ulbra – afirmou Padilha, referindo-se à sua atuação junto ao então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Questionado na sequência se Padilha prestava alguma assessoria especial, Becker disse que o então deputado federal do PMDB teria trabalhado somente na concepção dos cursos à distância.

– Tinha conversas com o deputado Eliseu Padilha como tinha conversas com outros deputados, sejam de Manaus ou de Itumbiara. Não tinha nada de política – declarou.

O ministro prestou depoimento em Brasília, por videoconferência. Durante duas horas, negou todas as acusações do Ministério Público Federal. Disse que trabalhou para a Ulbra durante cinco anos, que jamais confundiu as atividades de parlamentar com as de consultor, tampouco prestou favores políticos. Já Becker disse que não tinha a ¿mínima ideia¿ dos valores pagos a Padilha, pois isso era competência da Pró-Reitoria de Administração.

De acordo com a denúncia, Padilha recebeu o dinheiro por intermédio de duas empresas, sem prestação dos serviços contratados. Ele também é acusado de receber e distribuir bolsas de estudo.

Fábio Schaffner
No Luiz Müller Blog
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Mágica da mídia faz Aécio desaparecer em meio à enxurrada de denúncias


Aécio Neves é o presidente do maior partido de oposição ao governo Dilma, o PSDB, foi o segundo candidato mais votado nas últimas eleições presidenciais e, além disso, esteve à frente das manifestações pelo impeachment e do processo que levou ao governo interino de Michel Temer. No entanto, como se fosse um cidadão comum, Aécio some da mídia, não se posiciona a respeito da política econômica e se cala sobre as questões decisivas num momento crítico da história do país.

Em outros lugares, a opinião pública não aceitaria esse desaparecimento porque um líder político não pode simplesmente abandonar suas responsabilidades e esconder-se. Ele seria acusado de deserção. Um batalhão de repórteres estaria no encalço de Aécio, dia e noite, como um pelotão de busca atrás de um general desertor. Sobretudo, ele não poderia se furtar de prestar contas à sociedade e aos seus eleitores sobre tantas denúncias, que se agravam por virem de denunciantes diferentes (Sérgio Machado, Pedro Corrêa, Léo Pinheiro, Delcídio do Amaral).

No Brasil, ao contrário, o chá de sumiço é a estratégia mais corriqueira e manjada dos políticos acusados de corrupção. Foi o que fez Sérgio Cabral Filho, governador do Rio, quando muitas nuvens negras se acumularem sobre a sua praia. No entanto, no caso do Sérgio Cabral, a Globo profanou o seu recolhimento, e uma indiscreta matéria da revista Época colou o dedo na sua ferida. O título da matéria já disse quase tudo: Cabral exigiu 5% de propina nas obras do Maracanã, dizem delatores. Irônico, o texto começou assim:

“Desde que deixou o cargo de governador do Rio, há pouco mais de dois anos, Sérgio Cabral tornou-se um político recluso.  Suas aparições públicas são raras e nada se sabe sobre como passa seus dias.”

A matéria passou o pente fino nas denúncias de transgressões associadas ao nome do ex-governador. Mas e Aécio? Aécio vai muito bem, obrigado, porque a mídia o deixa no conforto do limbo oculto num véu de invisibilidade. Tudo indica que dificilmente será desalojado daí.

Com as inúmeras denúncias dirigidas a Aécio desde 2014, a começar pelo aeroporto em terras do tio-avô, tudo se passou em brancas nuvens flutuando num céu de brigadeiro. Só recentemente, e muito aos poucos, as denuncias foram ganhando maior visibilidade, e isso mais por conta da PGR de Rodrigo Janot do que por força da responsabilidade da mídia de informar.  De todo modo, o acúmulo de denúncias nas últimas semanas obrigaram  Aécio Neves a mergulhar mais fundo no submundo da invisibilidade.

O mês de junho de 2016 mostrou-se excepcionalmente rico em denúncias de corrupção envolvendo Aécio Neves e de denuncias, o que é pior, sacralizadas pelo selo de “delações premiadas”. Assim, na delação premiada do ex-deputado condenado no mensalão e na Lava Jato, Pedro Corrêa (PP-PE), Aécio surge como indicando diretores da Petrobras, já Sérgio Machado apontou seu envolvimento em pagamentos, com recursos provenientes da corrupção naturalmente, para financiar deputados e eleger-se presidente na Câmara Federal em 2001. Por fim, o empreiteiro Léo Pinheiro, sócio e ex-presidente da OAS, afirma que pagou propina a auxiliares de Aécio.

Apesar dos pesares, embora a situação de Aécio tenha se complicado extraordinariamente, não se levantou na mídia um clima de caça às bruxas, de linchamento moral e político, semelhante ao que ocorreu com Lula, no momento da sua indicação para o ministério, quando a Globo mobilizou até o STF para vociferar raivosamente contra um ex-presidente da república.

O tratamento ameno e amigável, em que as manchetes aparecem para sumirem instantes depois dos portais, não deixa espaço para o teatro da indignação escandalizada.

Além disso, em diversos momentos, a mídia sai em defesa de Aécio, sempre de forma indireta, seja através da apresentação de sua figura como a de um líder prestigiado no meio político, seja dando ressonância a defesas, como a recente de FHC garantindo que Aécio nunca pediu a ele cargos de diretores na Petrobras.

O silêncio de alta densidade, sobretudo, que permite a Aécio sumir das manchetes por tempo indeterminado constitui a principal forma de proteção que a mídia tem concedido a ele. O presidente do PSDB pode estar afundando aos poucos num pântano de descrédito, mas não é vítima nem do ódio generalizado embora relativamente ameno, que o país devota hoje a Eduardo Cunha, nem do ódio virulento cristalizado em certos segmentos da classe média contra Lula. A mídia o tem resguardado contra isso.

Bajonas Teixeira de Brito Júnior – doutor em filosofia, UFRJ, autor dos livros Lógica do disparate, Método e delírio e Lógica dos fantasmas, e professor do departamento de comunicação social da UFES.
No Cafezinho
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O romance que quase abalou a carreira do deputado Michel Temer


O Viomundo noticiou em 10 de junho de 2016 sobre a longa viagem de um inquérito que poderia ter apurado propinas de ao menos R$ 2,7 milhões supostamente recebidas pelo então deputado federal Michel Temer em esquemas no porto de Santos. Não deu em nada.

O principal motivo aparente é que a proponente da ação de “reconhecimento e dissolução de união estável com partilha e pedido de alimentos” desistiu do processo, depois de fazer acordo com o ex-marido.

Em 24 páginas, os advogados Martinico Izidoro Livovschi e Sergio Paulo Livovschi descrevem uma história de amor, luxo, propinas e violência.

O casal se conheceu em maio de 1997, em Brasília. “Como soi acontecer em filmes e livros, apaixonaram-se à primeira vista”.

Ele, presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo, a Codesp, indicado por Michel Temer. Ela, estudante prestes a prestar vestibular de psicologia. A lua de mel foi em Boston e Nova York. Ela decidiu estudar em São Paulo. Passou a receber R$ 5 mil “para auxiliar nas despesas fixas”.

Houve “românticos passeios de gôndola” em Veneza, numa viagem com os pais do noivo que incluiu Roma e Florença. “De verdadeira paixão foram acometidos. Logo nesta primeira viagem, demonstrando a intensidade do sentimento que lhe aflorava, o requerido deu à requerente presentes caríssimos, adquiridos nas finíssimas lojas Louis Vuitton e Chanel Boutique em um total de quase três mil dólares”.

Viajaram para Miami. No Natal de 1997, cearam no restaurante Apollinari da rua Oscar Freire. Visitaram Nova York e New Orleans. Em janeiro de 1999, nova lua-de-mel em Cancun, no México: conforme demonstram as fotos, “passearam, jantaram, mergulharam e brincaram com golfinhos”.

Foram a Vail, a estação de esqui no Colorado, com os filhos do primeiro casamento dele. Em outubro de 1999, voltaram à Itália, mas seguiram para as ilhas gregas e, na volta, jantaram no Lucas Carton, em Paris. O dia dos namorados de 2000 foi em Buenos Aires. “A convivência familiar com o intuito de constituir família. A fidelidade. O mútuo amparo”.

Quando ele tinha a guarda dos filhos, “a requerente deles cuidava, cozinhava, passeava, etc. Havia almoços de domingo na casa dos pais dele. Recebiam amigos. A requentente organizava as festas e recepções dele. Recebiam os amigos na casa deles na praia”.

“Foram inúmeras juras de amor demonstradas através de bilhetes, cartões, etc.”, conforme as provas.

Ah, mas havia violência.

“Sempre que exagerava no consumo de álcool, o que ocorria quase que diariamente”, o amante “voltava sua violência para a requerente, agredindo-a inúmeras vezes”.

“Ela, porque o amava e ainda o ama, jamais deu queixa e relutava em abandoná-lo”.

Apanhou no dia dos Namorados de 1999. Apanhou no dia do aniversário dele, em 27 de abril, e apanhou de novo no dia 15 de julho — “decidiu sair da casa dele, por não haver mais quaisquer condições de manter a união estável. Quando saiu, passou por diversas humilhações. O requerido lhe tomou o cartão de crédito conjunto e seu celular. Não lhe devolveu suas roupas e objetos pessoais que estavam no apartamento”.

Ao longo do relacionamento, ela testemunhou que ele comprava bens mas colocava em nome de familiares: o Porsche Carrera, o Passat importado, a Mitsubishi Pajero e o Mercedes Benz C230. Uma casa de praia em Caraguatatuba, um apartamento na Ministro Godói, salas comerciais no edifício Park Avenue e “tapetes orientais de altíssimo valor, conforme certificados de garantia anexos”.

Mas, por que?

“O motivo é que, como presidente da Codesp, tinha determinada renda e não teria como comprovar a origem de recursos para aquisição destes bens”.

Foram 42 mil só para instalar o som em um apartamento.

“É que o grosso dos recursos obtidos pelo requerido vinha de caixinhas e propinas recebidas em razão de seu posto como presidente da Codesp”.

Onde ele guardava o dinheiro?

“O produto desta renda é colocado em contas no exterior que o requerido mantém, principalmente junto a bancos suiços (doc. 87) e americanos, mantendo também cartões de crédito vinculados a tais contas (doc. 88)”.

O requerido teria pedido exoneração da Codesp para atuar com empresa própria na locação de equipamentos para os terminais do porto. “Ocorre que utilizando de seu prestígio e conhecimento o requerido fazia os contatos e contratos e desses tirava sua parte. Isso tudo, Exa., para demonstrar que o requerido possui renda muito superior à declarada em suas declarações de renda, conforme ficará provado em regular instrução processual”.

Ele, alegavam os advogados, seria sócio oculto de um restaurante no Jockey Clube de São Paulo, sócio de outro em um shopping do Tatuapé e de um estacionamento na avenida Paulista.

A requerente pede R$ 10 mil mensais de pensão. “É que embora tenha saído do lar ‘convivencial'”, na realidade ela “foi praticamente expulsa, tendo em vista as agressões sofridas e o temor de possíveis novas agressões. Está vivendo de favor em casa de amigos. Não possui qualquer fonte de renda para pagamento de sua faculdade e despesas pessoais. Corre o risco de não poder mais cursar a faculdade. Não fosse por seus amigos, não teria sequer onde morar e o que comer”.

A ação é datada de 11 de agosto de 1999, mas nunca houve a ‘regular instrução processual’ esperada pelos advogados.

A requerente fez acordo com o requerido. Os advogados foram “desconstituídos”.

Os inquéritos que nasceram da ação tiveram morte lenta e definitiva. Nunca se soube se por falta de interesse na investigação ou intervenção externa.

O ‘requerido’, segundo os documentos, levava apenas 25% da propina no porto de Santos. 50% do total, de acordo com o processo, ficavam com o hoje presidente interino Michel Temer.

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Garganta Profunda, é jornalista contratado pelos leitores do Viomundo para organizar a Galeria dos Hipócritas
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Um estorvo chamado Cunha

Quantas denúncias mais a Procuradoria Geral da República terá que fazer para que o deputado Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara Federal, deixe de ser um dos mandachuvas desta Nação interina? Com as tramoias envolvendo o Porto Maravilha, a Friboi e Hypermarcas, ele atingiu o placar de três denúncias.

Anteriormente, o procurador Rodrigo Janot havia apoquentado o parlamentar pelas traquinagens na compra de uma plataforma da Mitsubishi e depois pelo envio de recursos para uma conta na Suíça, devidamente, camuflada em um truste sediado num paraíso fiscal.

Não se pode negar que o ministro do STF e relator da “Lava jato”, Teori Zavascki, vem tratando das estripulias de Cunha com denotada parcimônia. Há seis meses, os brasileiros de boa índole aguardam para ver Cunha ser conduzido às gélidas cadeias de Curitiba.

Michel temer e eduardo cunha
À sorrelfa, o mercador Cunha e o presidente usurpador, Michel Temer,
costumam se reunir no Palácio Jaburu.
Na encolha

Ocorre que Cunha — político que nas horas vagas também se dedica a vender carne enlatada para africanos — parece ser um osso duro de roer. Não foi encarcerado. Continua dando as cartas junto ao bando de corruptos que tomou o poder em Brasília na mão grande. Teme-se (não é trocadilho) que ele abra o bico e conte coisas que Zavascki, Janot, Moro e os delegados da Polícia Federal ainda não sabem.

À sorrelfa, o mercador Cunha e o presidente usurpador, Michel Temer, costumam se reunir no Palácio Jaburu, em Brasília. Num dos encontros descoberto pelos jornalistas, no último domingo de junho, os dois repassaram medidas que deverão ser tomadas para que a pele de Cunha seja salva e de como irá se processar a sua substituição na presidência da Câmara.

Os telejornais, os jornais impressos e as revistas semanais não se cansam de apostar na prisão do nobre deputado. Não se sabe, exatamente, o motivo. Todos, porém, são unanimes em prever que “na próxima quarta-feira”, ele receberá a tão esperada voz de prisão.

Como se viu, a razão de tanto temor (sem trocadilho) e obsequiosa deferência com Cunha é uma só: ele sabe dos podres de toda a República. “Se cantar como um pintassilgo, mandará o País pelos ares”, asseveram aliados e inimigos, entre eles, o deputado Beto Mansur (PRB-SP), primeiro secretário da Câmara Federal. O mesmo já se falou do empreiteiro Marcelo Odebrecht. Por enquanto, o dono de um dos maiores grupos econômicos do País, ainda não piou.

fabio cleto
Fábico Cleto, ao ser nomeado vice-presidente da Caixa, assinou seu
pedido de exoneração em três vias, forma de ser pressionado a
atender os interesses do corretor de valores Lúcio Funaro e do
deputado Eduardo Cunha
A papelada apresentada e o vídeo da delação premiada recém-oferecida pelo ex-vice-presidente da Caixa Econômica, Fábio Cleto, tem cheiro de pólvora pura. O jovem ex-pupilo de Cunha entregou desvios de mais de R$ 200 milhões no projeto “Porto Maravilha”, no cais do Rio, cujas obras pagas com uma engenhosa troca de terrenos da União na área saíram por algo em torno de R$ 9 bilhões.

Formigas 

A cúpula golpista do PMDB anda apreensiva. É muito caos para ser contornado. Nem com um desparrame de gastos públicos de quase R$ 200 bilhões conseguirá conquistar a simpatia do Senado Federal para mandar a presidente Dilma para casa; esconder Cunha debaixo da cama e, ao mesmo tempo, alavancar a combalida economia brasileira.

Cunha se transformou naquele tipo de bode que, mesmo sendo retirado da sala, continua exalando mau cheiro. Por pura vingança ele deflagrou um processo que apeou Dilma da presidência. Daqui mais alguns dias, certamente, dará um abraço de afogado em Temer e seus companheirinhos do PMDB.

Há um século e meio, o naturalista francês Saint Hillaire andou por aqui e profetizou: “Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil”. É uma frase magistral até hoje reverenciada nos para-choques de caminhões que transitam pelas estradas deste País.  Sem querer ser fatalista, Cunha e a corrupção viraram a saúva do Brasil.

É bom, contudo, não se iludir. Colocá-lo a ferros é apenas um gesto carregado de simbolismo. Ainda há muito que fazer para acabar com a corrupção. Só que para ter continuidade a limpeza do salão precisa que esse estorvo seja removido, o mais rápido possível.
E que também varram junto com ele toda a camarilha que tomou de assalto o Palácio do Planalto.
Arnaldo César é jornalista
No Marcelo Auler
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Cunha recebia 80% da propina paga em esquema na Caixa, diz delator

Delação de Fábio Cleto embasou pedido de prisão de doleiro ligado a Cunha.
Em nota, peemedebista negou ter recebido 'qualquer vantagem indevida'.

Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa e delator da Lava Jato
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O ex-dirigente da Caixa Fábio Cleto, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) que o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ficava com 80% da propina paga em suposto esquema para a liberação de recursos do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal.

A informação foi citada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) no qual pediu a prisão do doleiro Lúcio Funaro, alvo da Operação Sépsis, uma nova etapa da Operação Lava Jato. Preso na ação, ele é apontado por delatores da Lava Jato e pela Procuradoria-Geral da República como operador de propina no esquema ligado a Cunha.

Por meio de nota divulgada pela assessoria Cunha negou ter combinado ou recebido qualquer vantagem indevida. "Desconheço o conteúdo da delação, porém quero desmentir com veemência os supostos fatos divulgados e desafio a provarem", afirmou o presidente afastado da Câmara (leia a nota na íntegra ao final da reportagem).

Na delação, Cleto afirmou que a propina paga representava 1% do valor dos contratos com recursos do Fundo de Investimentos do FGTS. A divisão deste valor era a seguinte, de acordo com o ex-dirigente da Caixa:

- 80% eram repassados a Cunha;
- 12% ficavam com Lúcio Funaro;
- 4% ficavam com Fábio Cleto;
- 4% eram repassados ao empresário Alexandre Margotto.

Segundo o delator, Lúcio Funaro usava as empresas de Margotto para movimentar valores.

"[Cleto disse] Que era Funaro o responsável por repassar a Margotto os valores que lhe eram devidos; [...] Que sabe que Funaro se utilizava das contas e empresas de Margotto para movimentar valores", diz termo da delação.

Por meio de nota oficial, a Caixa informou que não houve prejuízo ao FI-FGTS e que vai continuar ajudando nas investigações.

Por telefone, o advogado Daniel Gerber, que defende Lúcio Funaro, disse que ainda não tem conhecimento sobre os detalhes da operação pois não teve acesso aos documentos. “A única coisa que posso afirmar é que meu cliente (Lucio Funaro) é inocente e vamos provar que o delator Fabio Cleto mentiu em suas acusações”, disse.
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Qual a origem dos nomes dos países da América Latina?

Nomes indígenas, flora e fauna locais, ordens religiosas ou riquezas explicam 'batismo' de nações do continente

Alguns nomes de países da América Latina surgiram graças aos povos que já viviam originalmente no local. Outros foram rebatizados depois da chegada dos colonizadores da Espanha ou de Portugal.

Outros ainda são homenagens aos que lutaram pela independência.

Veja abaixo a origem dos nomes de alguns países da região.

Argentina

Buenos Aires fica nas margens do Rio da Prata. E a prata deu origem ao nome da Argentina

O nome do país significa prata e vem da palavra "argentum", em latim, e "argénteo", em em espanhol.

"No ano de 1554 aparece pela primeira vez em uma peça de cartografia a denominação de Terra Argentea", escreveu o Ministério da Defesa da Argentina em sua página na web.

E o país ganhou seu nome também graças à localização geográfica, às margens do rio da Prata, famoso entre os exploradores do século 16 por ser uma das vias transitáveis da região.

Belize

Uma teoria afirma que o nome do país tem origem no rio Belize, que fica neste território. E Belize seria uma palavra derivada do idioma maia, "balis", que significa "lamacento" ou "úmido".

Outra versão é de que Belize na verdade é um erro de pronúncia do nome de Peter Wallace, um aventureiro escocês que se estabeleceu na região, segundo o Dicionário Oxford de Topônimos.

Bolívia

O nome deste país talvez seja um dos mais previsíveis da lista.

Bolívia tem sua origem no nome do militar e político Simón Bolivar, um dos pais da independência da América do Sul no século 19.

Brasil

História da origem do nome do Brasil, a partir da árvore do pau-brasil, é bem conhecida

A história é bem conhecida: o nome do país vem do nome de uma árvore de cor intensa, avermelhada, parecida com brasas acesas.

Os portugueses chegaram a estas terras e batizaram a árvore de pau-brasil, uma espécie que era comum na América do Sul.

Chile

Quanto ao Chile, são muitas as teorias sobre a origem de seu nome.

Alguns historiadores afirmam que o nome vem da palavra chilli do idioma nativo quechua ou aimará, que significa fim, pois era o fim do império para os Incas, que dominavam a região.

Outros dizem que as terras do chilli ou tchili para os Incas eram as terras do "frio" ou da "neve".

E, segundo o jornal chileno La Nación, outros estudiosos falam que o nome do país vem das palavras trih ou chil, que os nativos usavam para se referir a um pássaro com manchas amarelas em suas asas.

Colômbia

O nome Colômbia tem apenas 153 anos

O nome surgiu como homenagem ao explorador e navegante Cristóvão Colombo, que liderou a primeira expedição espanhola que chegou à América em 1492.

A Colômbia tem este nome há 153 anos. Antes era chamada de Nova Granada e Gran Colômbia.

Todas estas mudanças também vieram acompanhadas de mudanças no tamanho de seu território com o passar dos anos.

Costa Rica

Cristóvão Colombo foi quem batizou o lugar quando chegou à região, em sua quarta viagem. Segundo o Dicionário Oxford, ele acreditava que iria encontrar muito ouro.

O pesquisador costarriquenho Dionisio Cabal afirma que existe a hipótese de que o nome Costa Rica seja, na verdade, escrito Costarrica e vem do idioma dos huetar, nativos que moravam nesta região da América Central.

E este nome, Costarrica, era como estes indígenas chamavam o povoado onde moravam ou um assentamento dentro de sua comunidade.

Cuba

O nome Cuba vem do idioma dos habitantes originais da ilha

Muitas teorias aparecem quando se fala da origem e do significado do nome desta ilha no Caribe.

Algumas delas afirmam que o nome vem da palavra Ciba, que entre os indígenas taínos, que moravam na região, significa "pedra, montanha, caverna".

Outras dizem que vem da palavra taína cohiba, que os nativos supostamente usavam quando se referiam ao território.

Já uma terceira corrente afirma que vem da palavra árabe coba, que significa mesquita com cúpula e fazia referência à forma das montanhas que podem ser vistas desde a baía Bariay, onde Cristóvão Colombo desembarcou.

Existe ainda uma quarta teoria (e podem haver outras): Cuba está localizada no centro do Caribe e seu nome poderia ser uma derivação do taíno Cubanacan, que significa "lugar do centro", segundo o Dicionário Oxford.

Equador

A linha do Equador marca a divisão entre os Hemisférios Norte e Sul

Este é um dos outros exemplos na região que não deixa dúvidas sobre seu nome.

Equador se refere à localização geográfica do país, na famosa linha imaginária do equador, que divide a Terra em Hemisférios Sul e Norte.

Esta denominação foi dada ao país em 1830, depois que o território se separou da Gran Colômbia.

El Salvador

De acordo com o Dicionário Oxford o nome El Salvador tem origem em uma fortaleza espanhola que ficava onde hoje está a capital, San Salvador.

O governo de El Salvador explicou em 2015, depois que o nome oficial "República de El Salvador" completou cem anos, que a data não está registrada mas a primeira prova de seu nome está no Arquivo da Guatemala e data do ano 1525.

Guatemala

Uma pesquisa feita pelo jornal Prensa Libre de Guatemala sugere que, segundo documentos, o nome de Guatemala já aparecia com esta grafia no ano de 1524.

O nome vem da palavra Quauhtemallan, do idioma náhualt. É o nome pelo qual os indígenas chamavam o território cakchique.

Entre os vários significados para a palavra estão "lugar arborizado, acumulação de madeira ou também terra de águias", segundo o Dicionário Oxford.

Haiti

A palavra Haiti é derivada do idioma arahuaca, língua dos primeiros habitantes do local

Haiti tem origem no idioma arahuaca, que era a língua antigos habitantes do lugar e significa "terra de montanhas".

E este era o nome que os taínos deram à parte oeste da ilha, que divide com a República Dominicana.

Honduras

Cristóvão Colombo chegou a Honduras em sua quarta viagem, no começo de 1500.

Não se sabe exatamente quem batizou estas terras mas o historiador chileno Robustiano Vera afirma que os navegantes descreviam as águas costeiras da região como "honduras" (profundas).

O jornal La Tribuna, no entanto, afirma que, para o geógrafo francês Elisée Reclus, o nome Honduras foi dado por outro explorador, Bartolomé de las Casas, que falou da terra de "Hondure", uma palavra de origem indígena.

Jamaica

Este nome também vem do idioma taíno e está relacionado com a palavra Xaymaca ou Yamaya, apesar de, com as traduções para o espanhol e com o passar dos anos, acabou virando Jamaica.

O significado é "terra de bosques e água".

México

O nome do México tem sua origem neste outro nome: Metztlixihtlico

México é uma tradução e uma simplificação para o espanhol da palavra Metztlixihtlico, o nome com o qual os astecas chamavam a capital.

O significado é "o centro da lua", pois mētztli é lua, xictli é centro e co é lugar.

Algumas teorias afirmam que o verdadeiro significado da palavra México é "o umbigo da lua".

Nicarágua

O nome Nicarágua tem origem em uma palavra indígena mas há discordância quanto ao seu significado.

Alguns acreditam que vem da união entre o nome de um chefe indígena chamado Nicarao e da palavra água.

Segundo o jornal Hoy de Nicaragua, outros afirmam que o grupo dos nahaos chamou a região de Nicanahuac, que significava "os nahoas chegaram até aqui" e com o passar do tempo a palavra se transformou em Nicarágua, devido à dificuldade que os espanhóis tinham para pronunciar a palavra.

Panamá

A cidade do Panamá deu o nome ao país

Com o Panamá temos mais um caso com várias interpretações.

O que se sabe é que o país recebeu este nome devido à Cidade do Panamá, capital do país. A origem da palavra viria dos povos nativos desta região. O significado é "abundância de peixes e borboletas".

Outros pesquisadores afirmam que, na verdade, Panamá tem origem no nome de uma árvore chamada panamá. Os nativos usavam locais onde havia estas árvores para fazer reuniões.

Uma terceira teoria afirma que Panamá tem origem na frase panna mai, do idioma nativo cuna e que significava "mais longe".

Paraguai

Existem duas versões cercando este nome. A denominação vem do guarani, como muitos outros nomes da região, mas as traduções, às vezes, não coincidem.

Examinando o nome em espanhol, Paraguay: alguns afirmam que para se refere a "mar", gua, significa "vindo de" e y, "água".

Ou seja: "água que vem do mar".

O pesquisador paraguaio Jorge Rubiani afirma que o nome vem da palavra paragua, e era o nome de um cacique que fez um pacto com os espanhóis.

Paragua, segundo Rubiani, significa "coroa de penas".

Peru

O nome Peru é muito mais antigo do que a chegada dos colonizadores da Espanha

O nome deste país parece ser anterior à chegada dos espanhóis.

Para o Dicionário Oxford o nome vem de Birú ou Perú, que em guarani significa "rio".

Para o historiador Raúl Porras Barrenechea, Birú era, na verdade, o nome de um cacique do sul do Panamá e todas estas terras recebiam o nome dele.

Outras teorias afirmam que a origem da palavra Peru é Viru, que é uma palavra no idioma quechua.

Porto Rico

Os indígenas taínos, que moravam na ilha, a chamavam de Boriquén ou Borinquen, que significa "Terra do Altíssimo" ou "Terra do Grande Senhor".

Cristóvão Colombo rebatizou a ilha de San Juan Bautista.

O nome atual tem origem nas riquezas que partiam do porto de San Juan, capital da ilha, para a Espanha.

República Dominicana

O primeiro nome da República Dominicana era Santo Domingo (o nome de sua capital nos dias de hoje).

A historiadora Celsa Albert Batista afirma que uma das teorias é que o nome atual veio da ordem religiosa dos Dominicanos que se estabeleceu no lugar para evangelizar os nativos.

Outra teoria é de que Cristóvão Colombo chegou a esta ilha em um domingo e por isso ela foi batizada assim, apesar de o explorador ter chamado a ilha inteira de La Española — o território é compartilhado entre República Dominicana e Haiti.

Uruguai

Sabe-se que esta palavra vem do guarani, mas existem várias versões a respeito de seu significado.

O Dicionário Oxford diz que o nome do país pode ser derivado de uruguä, que para os guaranis significava uma espécie de "mexilhão ou caracol".

Levando em conta o nome em sua grafia em espanhol, Uruguay: a palavra também poderia ter origem em uru, um tipo de ave que vivia na zona do rio; gua, que significa "que vem de" e y, que significa água.

Outra teoria ensinada nas escolas uruguaias é que o nome do país significa "rio dos pássaros pintados".

Venezuela

É a "pequena Veneza". Os exploradores Alonso de Ojedo e Américo Vespucio deram esta definição ao observar que as casas dos nativos na costa de Maracaibo estavam construídas sobre pilares de madeira.

Mas há outra versão.

O jornal venezuelano El Nacional afirma que documentos indicam que os primeiros navegantes que chegaram à região fizeram contato com os indígenas que vivam em uma pequena ilha chamada Veneci-uela.

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