22 de jun de 2016

O que vai acontecer com o campo progressista na eleição de 2016…

http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2016/06/22/o-que-significa-para-o-campo-progressista-a-eleicao-de-2016/


Uma regra que costuma ser tratada como praticamente absoluta por políticos e analistas da área é a de que nas eleições municipais o cenário nacional conta pouco.

Faz algum sentido, mas nem tanto.

Seria mais razoável dizer que quando a situação econômica nacional é confortável, todos ganham. E quando é ruim, quase todos perdem.

Isso acontece porque eleitores costumam avaliar governos de maneira generalizada.

E mesmo quando o prefeito é ruim, mas a situação geral vai bem, ele costuma se beneficiar do sentimento de que a vida está melhor.

O que eu quero dizer com isso é que se o Brasil vivesse apenas uma crise política, a regra de que a pauta federal não afetaria a local poderia valer alguma coisa.

Ou seja, se a Operação Lava Jato estivesse destruindo o sistema político (como está), mas a economia estivesse rodando a todo vapor, o índice de reeleição ainda seria alto.

Mas não é esse o caso.

Os governos municipais estão vendendo o almoço para pagar a janta. E por este motivo quase todos os prefeitos estão mal avaliados.

Ou seja, a crise total, que é o cenário do hoje, deve fazer com que a eleição de 2016 seja uma das mais surpreendentes da história recente.

E é num momento desses que deve se considerar o tal senso comum do eleitor médio que tende a achar que tudo está errado e que está na hora de dar um basta.

Isso pode e deve por um lado induzi-lo a um sentimento de negação à política, que aumentará a porcentagem dos votos nulos, brancos e a abstenção.

E por outro, a um voto de protesto, que em cada lugar pode ser canalizado para um candidato de estilo diferente.

Essa situação também pode favorecer candidatos mais experientes. Porque o eleitor quando procura algo absolutamente novo e não acha acaba indo para um que considera absolutamente seguro.

Pode parecer contraditório, mas não é.

Mas não se pode deixar de levar em consideração o fator Lava Jato, em especial nas capitas e nas grandes cidades.

E aí, quem pode crescer substancialmente, se tiver condições de se apresentar como alternativa real de poder, é o PSoL.

Porque foi o único partido que se manteve distante dos casos de corrupção nacional.

Por este motivo, o PSoL tem a responsabilidade de sair do seu umbiguismo e olhar para a contexto geral com mais generosidade e responsabilidade.

Precisa tentar entender as demandas do povo e buscar dialogar com elas, buscando não impor suas bandeiras, mas tentando achar sintonia entre o que defende e aquilo que a sociedade topa encarar.

Um PSoL mais forte, um PCdoB vivo, um PT recuperado nas urnas e um PDT mais na linha de Ciro do que de Paulinho, agora no Solidariedade, farão bem à democracia brasileira.

Porque a guinada à centro direita do PSB fez muito mal ao campo progressista. Como também a entortada total do PMDB à direita.

Essa eleição vai mudar a quantidade de garrafas que cada partido terá para contar em 2017, mas ela não necessariamente significará uma baita derrota para o campo popular.

Claro, se o rastaquerismo do sectarismo não acabar prevalecendo. Porque há sempre esse risco.

E aí, amigos, pouco importa se quem vai para o segundo turno de uma eleição em uma grande cidade é alguém do PT, PCdoB, PDT ou PSoL, importa é que alguém desse campo esteja lá.
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Secretário nomeado por Temer foi acusado de ameaçar mulher com faca

Bruno Moreira Santos é alvo de duas acusações de agressão pela ex-mulher e de assédio sexual contra ex-funcionária

O novo secretário nacional de Juventude, Bruno Moreira Santos
Nomeado nesta semana secretário nacional de Juventude pelo presidente interino, Michel Temer, Bruno Moreira Santos foi acusado de agressão, ameaça e assédio sexual por duas mulheres. Em um dos Boletins de Ocorrência registrados contra Bruno, sua ex-companheira Vitoria Abreu Alves da Costa diz que ele a agrediu com “socos, tapas, chutes e puxões de cabelo, além de ameaçá-la com uma faca”.

As informações constam em dois Boletins de Ocorrência registrados em delegacias de Belo Horizonte.

No Boletim de Ocorrência de Vitoria, ela diz que foi vítima de violência porque Bruno não aceitou o término do relacionamento. Procurado, ele afirmou primeiro que não conhecia Vitoria. Confrontado com a declaração da própria no documento de que ambos foram cônjuges, o secretário nacional de Juventude reconheceu que manteve um relacionamento com ela por um ano, com quem teve uma filha. Ele negou a agressão, afirmou que não conhecia o Boletim de Ocorrência e que jamais foi intimado sobre o caso.

“Nunca fui intimado, nunca fui ouvido sobre esses boletins. [Você] está me trazendo uma surpresa nova”, alegou. Apesar de se dizer surpreso, ele afirmou que a ocorrência foi registrada porque ganhou na Justiça a guarda da filha que teve com Vitoria.

A indicação de Bruno para comandar a Secretaria Nacional de Juventude consta no Diário Oficial desta segunda-feira (20). O salário do cargo é de R$ 13.974,20. Aos 24 anos, ele é presidente da Juventude Nacional do PMDB e filho do deputado estadual de Minas Gerais Cabo Júlio, do mesmo partido.

O outro Boletim de Ocorrência registrado contra Bruno é de setembro de 2015. Nele, uma mulher que à época era subordinada a Bruno em uma agência do governo de Minas Gerais relata ter sofrido assédio sexual por parte dele. Ela disse que Bruno lhe fazia “insistentes propostas de relacionamento, elogiando-a acintosamente, convidando-a para lhe acompanhar em viagens, além de usar termos mais ousados, sempre manifestando o interesse em manter algo mais íntimo com a solicitante”. No Boletim de Ocorrência, a funcionária afirma ainda que as investidas, após as recusas, passaram a vir acompanhadas de ameaças de demissão.

Por último, a funcionária declarou colocar à disposição da polícia seu aparelho celular em que há trocas de mensagens com os “convites, elogios e ameaças” feitos por Bruno.

Procurado, o secretário nacional de Juventude recém-nomeado disse que também não tem conhecimento do boletim, mas depois disse que as acusações foram feitas depois de ele ter demitido a funcionária. “A partir do momento que falei que iria exonerar, ela passou a fazer esse tipo de denúncia em todos os órgãos”, justificou. Segundo ele, acusações feitas em órgãos de controle do Estado foram arquivadas.

A Secretaria Nacional de Juventude é vinculada à Secretaria de Governo. A estrutura tem a tarefa de “coordenar, integrar e articular as políticas de juventude, além de promover programas de cooperação com organismos nacionais e internacionais, públicos e privados, voltados para o segmento juvenil”.

Ricardo Della Coletta e Alana Rizzo
No Época
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Eduardo Cunha leva nova goleada no STF: 11 x 0


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (22), por unanimidade, abrir ação penal contra o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pelo recebimento de R$ 5 milhões de propina em contas não declaradas na Suíça.

Com a decisão, Cunha vai responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas e passará à condição de réu em duas ações penais que tramitam na Corte, oriundas da Operação Lava Jato.

Os ministros acompanharam o voto do relator, Teori Zavascki, e também entenderam que Cunha é beneficiário e o verdadeiro controlador das contas na Suíça. Para o relator, as provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) comprovam que Cunha recebeu R$ 5 milhões de propina nas contas de seu truste, com o objetivo de ocultar a origem dos valores.

Janot

Durante sua manifestação, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reafirmou que Cunha é o titular das contas na Suíça. "A conta Órion, documentalmente comprovada na Suíça, é de propriedade do senhor Eduardo Cunha. Dela consta o seu endereço no Brasil, cópia de passaporte, visto americano, informações pessoais e profissionais, data de nascimento e assinatura."

A denúncia foi apresentada por Janot ao STF em março. Em outubro do ano passado, o Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil documentos que mostram a origem de aproximadamente R$ 9 milhões encontrados nas contas atribuídas a Cunha e seus familiares. De acordo com os investigadores da Lava Jato, os valores são fruto do recebimento de propina em um contrato da Petrobras na compra de um campo de petróleo no Benin, avaliado em mais de US$ 34 milhões.

Defesa

No início do julgamento, a defesa de Cunha afirmou que o Banco Central (BC) nunca regulamentou a obrigatoriedade de declarar propriedade de um truste no exterior. A advogada Fernanda Tórtima, representante do deputado, acrescentou que, na Suíça, onde as contas atribuídas a Cunha foram encontradas, não há obrigação em declará-las.

STF nega recurso para retirar de Moro processo contra mulher e filha de Cunha

O Supremo Tribunal Federal também rejeitou recurso para retirar do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, a competência para julgar a mulher e a filha do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O julgamento ocorreu durante a sessão que julgou abertura de ação penal contra o parlamentar.

A defesa dos parentes de Cunha alegou que, apesar de não terem foro por prerrogativa de função no STF, Cláudia Cruz e Danielle Cunha, mulher e filha do deputado, respectivamente, devem responder às acusações na Corte, devido à ligação dos fatos.

A questão está vinculada com a denúncia contra Cunha que está sendo julgada hoje pela Corte. De acordo com a denúncia, Claudia Cruz e Danielle Cunha são citadas como beneficiárias das contas atribuídas ao deputado na Suíça.

No dia 15 de março, o ministro Teori Zavascki atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e desmembrou a investigação, deixando somente a parte do inquérito referente ao presidente da Câmara no Supremo.

No dia 9 de junho, Moro recebeu denúncia apresentada pela força-tarefa de procuradores da Operação Lava Jato contra Cláudia Cruz e outros investigados que viraram réus.

André Richter
No Agência Brasil
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Blogueiros comentam a crise política e situação do país


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Federação Israelita do RJ impõe censura e ameaça acadêmico brasileiro


Mais uma vez a Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj) leva a público uma denúncia infundada e persegue pessoas que fazem críticas ao sionismo e a Israel, acusando-as, de maneira injusta e leviana, de “antissemitas” 1. Já havia feito isso com o cartunista Carlos Latuff, com o jornalista José Reinaldo de Carvalho, do Portal Vermelho, e com um dos fundadores do Pink Floyd, Roger Waters, todos contrários às políticas de Israel em relação ao povo palestino. Dessa vez a vítima foi Thomas de Toledo, historiador formado pela USP, com mestrado em desenvolvimento econômico pela Unicamp. Essa sólida formação acadêmica, unida a informações que a mídia corporativa brasileira omite mas que a internacional publica, levou-o a escrever o artigo “Os dedos de Israel e dos Estados Unidos no golpe no Brasil”, publicado em seu blogue, no portal de notícias Vermelho, do PCdoB, e em vários outros portais, como o Pravda.

A Fierj fez críticas duras e sem nenhum fundamento ao texto. Seu presidente, Paulo Matz, postou um vídeo na página do Facebook da Federação ameaçando processar Toledo, o portal Vermelho e o partido por racismo e antissemitismo. As pressões estenderam-se ao trabalho do acadêmico na Universidade Paulista (Unip), e provocaram sua demissão em 20 de junho, sob a justificativa de “ordens superiores”. As ameaças dos sionistas e da Fierj foram tantas que o professor e o portal Vermelho decidiram retirar o artigo do ar. Toledo ainda publicou uma retratação, esclarecendo que em momento algum atacou ou teve a intenção de atacar os judeus — algo que nem precisaria de esclarecimento, uma vez que de seu texto não consta uma única palavra sobre a comunidade judaica.

O que Toledo fez, em somente três parágrafos de um artigo bem mais longo, foi reportar fatos comentados abertamente por jornalistas bem informados em sites internacionais, além de criticar os sionistas e Israel pela ingerência em assuntos que não lhes dizem respeito, pois se trata da soberania do povo brasileiro. Matéria no jornal Times of Israel mostra que o professor teve razão em suas considerações: o governo israelense aplaudiu o golpe, considerando Michel Temer um “amigo do país” e lembrando que Dilma Rousseff desagradou as autoridades sionistas ao classificar o ataque militar massivo de Israel a Gaza, em 2014, de “massacre” e ao se negar a receber, como embaixador no Brasil, o sionista Dani Dayan, conhecido por sua defesa intransigente das colônias judaicas construídas ilegalmente em terras confiscadas aos palestinos — ele chegou a presidir a entidade que as congrega, Yesha, além de residir numa delas, Ma’ale Shomron — e por advogar a anexação, por Israel, de toda a Palestina histórica, posição contrária à do Brasil, que tampouco apoia a construção ilegal das colônias exclusivamente judaicas na Palestina.

A ilegalidade das colônias — verdadeiras cidades com toda a infraestrutura necessária a quem vive nelas — que os governos israelenses vêm construindo, ao longo dos anos, em território palestino, e do muro de oito metros de altura mínima usado para confiscar terras pertencentes à Palestina e segregar seu povo, bem como todo o aparato que lhes é relacionado (estradas de uso proibido a palestinos, postos militares e torres de controle, câmeras, cercas eletrificadas etc.), foi estabelecida por parecer do Tribunal Internacional de Justiça em 9 de junho de 2004 e aprovada por ampla maioria pela ONU. Em seu parecer, que tem força de lei, o Tribunal solicita 2, aos países-membros da ONU, evitar todo tipo de apoio às colônias e ao muro — solicitação cumprida pela presidenta eleita Dilma Rousseff ao recusar Dayan como embaixador de Israel no Brasil.

Essa posição firme da presidenta Dilma, e sua recusa a negociar a soberania brasileira, incomodaram corporações e países de olho em nossos recursos naturais, como o pré-sal, a água, a grande extensão de terras cultiváveis, a riqueza dos minérios e a biodiversidade. Dizer que Israel e empresas com sócios sionistas não fazem parte desse grupo é faltar com a verdade. Todas as companhias e todos os países com interesse em petróleo, gás, água, minérios e biodiversidade salivam pela América Latina, e por isso apoiam, direta ou indiretamente, a atual política externa estadunidense em sua tentativa de retomar o controle dos governos do continente. Também é fato conhecido que, para isso, utiliza-se o método da desestabilização crescente dos países-alvo, até a derrubada de dirigentes progressistas por meio de golpes a um só tempo judiciais, legislativos e midiáticos. A obra do professor Gene Sharp e os manuais da CIA nunca esconderam esse método. Não se trata de segredo.

Tampouco é segredo que o Mossad, serviço de inteligência israelense ao qual o professor Thomas de Toledo faz referência em seu artigo, dirige operações em solo estrangeiro. Sendo responsável por atuar fora de Israel, é o Mossad que leva a cabo as ações que as autoridades israelenses decidem realizar em outros países.

O mais grave é que, em sua sanha em defender Israel e o sionismo, a Fierj fez acusações apoiadas numa leitura apressada e descuidada do artigo do professor Toledo e desrespeitou a Constituição do país onde está sediada, cujo art. 5º garante, em II, que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”; em III, que “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante” e, em IV, que “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”. Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal 3, o “rol de liberdades” contido no art. 5º da Constituição inclui “livre manifestação do pensamento, livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação e livre acesso à informação”.

A Fierj não pode tentar impor a censura num país onde ela não existe mais. E sua atitude, destinada a identificar o sionismo com o judaísmo é, no mínimo, equivocada, e tem como objetivo criminalizar, sob a acusação de “antissemitas”, aqueles que criticam o modo como Israel trata os palestinos e as operações dos sionistas ao redor do planeta. Feitas por milhões de cidadãos e cidadãs do mundo todo, reunidos em grupos organizados de apoio à soberania do povo palestino, tais críticas acabaram isolando politica e economicamente Israel, que vem sofrendo perdas consideráveis com a campanha BDS — de boicote, desinvestimento e sanções às empresas apoiadoras do Estado sionista ou sediadas nele, em particular aquelas estabelecidas nas colônias exclusivamente judaicas a que já nos referimos, construídas de modo ilegal no território palestino ocupado por Israel.

Em lugar de respeitar o direito internacional e desocupar a Palestina, recolhendo-se às fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias (junho de 1967), reconhecidas pela comunidade internacional, as autoridades israelenses, os sionistas e seus apoiadores exercem pressão e censura em diversos países, chegando a alterar leis para criminalizar indivíduos e grupos críticos a Israel. Isso aconteceu recentemente na França e nos Estados Unidos, países em que a legislação foi modificada para transformar o apoio à campanha BDS em delito judicialmente punível.

Tanto a Fierj como os sionistas que criticaram duramente Thomas de Toledo exerceram seu direito de fazê-lo, assegurado pelo art. 5º, IV, de nossa Constituição. Acontece que suas críticas não tinham fundamento no artigo do professor. O que eles não podiam e não podem fazer, de modo algum, é persegui-lo com ameaças, assediá-lo a todo momento por telefone e em redes sociais, exigir sua demissão e submetê-lo a tratamento degradante, principalmente em público. Esses são crimes que não podem ficar impunes. Uma coisa é discordar da posição de alguém e manifestar tal discordância; outra, muito diferente, é transformar a vida de um cidadão respeitado num inferno, imputar-lhe acusações falsas, tirar-lhe o ganha-pão e ameaçar sua integridade moral e física.

Não podemos ficar calados diante desse grave cenário montado pela Fierj. É preciso denunciar atos e intenções inconstitucionais, portanto criminosos, contra alguém que apenas cumpriu a obrigação de informar seu público e exerceu o direito de manifestar seu pensamento.

Esperamos que esse tipo de atitude, atentatória à nossa Constituição e à nossa liberdade, tão duramente conquistada, não se repita.

Todo apoio ao professor Thomas de Toledo e ao portal Vermelho.

Baby Siqueira Abrão, jornalista e filósofa, estuda o sionismo e a questão palestina há nove anos e foi correspondente do jornal Brasil de Fato no Oriente Médio, sediada na Palestina.

Marcos Tenório, historiador, é especialista em relações internacionais. Ambos são ativistas da luta anticolonialista e antissionista, têm ascendência árabe e portanto provêm de grupo étnico de língua semita.


Até mesmo a expressão “antissemitismo” é mal colocada. Os sionistas europeus que migraram para Israel não têm ligações com os antigos semitas — que na verdade não constituem um povo com história estabelecida e sim um tronco linguístico — mas com os casares, tardiamente convertidos ao judaísmo. Os prováveis descendentes dos semitas são os árabes. A palavra correta, assim, é antijudaísmo, e não antissemitismo. Nesse crime, porém, Thomas de Toledo não incorreu, ao contrário do que afirmam seus críticos. Confira: http://port.pravda.ru/news/mundo/20-06-2016/41204-israel_estados_unidos-0/.

1 Veja-se o artigo 38 (d) dos Estatutos da instituição.

2 In A Constituição e o Supremo, versão completa. Brasília: STF, 2011. Disponível em: http: constituicao.asp="" constituicao="" portal="" www.stf.jus.br="". Acesso em: 20 jun. 2016.

3 Associações de judeus no mundo inteiro (Israel incluído), como Neturei Karta e Jewish Voice for Peace, rejeitam o sionismo, insistindo que o movimento não representa o judaísmo nem fala por ele. Além disso, o sionismo não congrega somente judeus, mas praticantes de outras religiões, além de seculares e ateus.
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O duelo de baixezas entre a Globo e Eduardo Cunha na fala da TV Câmara

Não vale nada
Foi um duelo de espertezas revelador da alma e do caráter da Globo e de Eduardo Cunha.

Foi na manhã de ontem, na fala de Eduardo Cunha transmitida pela TV Câmara e por emissoras jornalísticas, como a GloboNews.

Em certo momento, Cunha começou a criticar a Globo. Foi o suficiente para a GloboNews subitamente interromper a transmissão. Cunha foi censurado.

Na Inglaterra, se a BBC interrompesse uma transmissão por ser criticada seria um escândalo nacional.

Cunha mostrou também sua pilantragem. Ele fez um monólogo de 1h30, inteiramente passado pela TV Câmara. Mas, quando chegou a hora das perguntas dos jornalistas, a TV Câmara bateu em retirada.

Ambos se equivalem: Globo e Cunha.

Como Cunha, afastado, conseguiu os holofotes da TV Câmara é uma questão que intrigou muita gente. Nas redes sociais, isso foi visto como uma demonstração de que ele continua a ser o real poder por trás da Câmara dos Deputados.

Mas parece não ser bem assim.

O diretor da TV Câmara, Cláudio Lessa, não terminou o dia empregado. O presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão, mandou demitir Lessa pelo bizarro favorecimento de Cunha.

Lessa é outro que pertence à mesma liga da Globo e de Cunha — a dos desprovidos de caráter.

No mais, em sua fala Cunha voltou a fazer o que faz sempre: mentir. É aquele tipo de mentiroso que pertence à classe da patologia: o que parece acreditar nas mentiras que conta.

Paulo Nogueira
No DCM
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Como Temer traiu a si próprio na entrevista a Roberto Dávila — assista

Ele mesmo denunciou o golpe
Comparei outro dia Michel Temer ao Rubião de Machado — o legítimo, o de Quincas Borba, não o delator. Rubião via as pessoas na rua e, na sua sandice delirante, imaginava que fossem populares saudando-o. Achava que era Napoleão III.

Na entrevista que deu a Roberto Dávila na GloboNews, Temer reafirmou seu caráter de Rubião. Conseguiu dizer, por exemplo, que carregou muitos votos para Dilma nas eleições presidenciais.

Ora, ora, ora.

Quem acredita nisso acredita em tudo. Temer foi absolutamente insignificante nas urnas. Poderia ser um macaco como vice: não faria diferença. Vices, especialmente os decorativos como ele, são completamente irrelevantes.

Alguém se lembra, por acaso, de quem foi o vice de Aécio? Os cabeças de chapa ganham ou perdem as eleições: fato.

Temer apenas é lembrado, agora, por ter traído a mulher graças à qual está hoje onde está.

Mas o melhor momento da entrevista foi quando Temer, num ato falho sensacional, admitiu o golpe. Disse que, se Dilma tivesse livre acesso a vôos, sairia por aí “denunciando o golpe”.

As redes sociais estão repercutindo intensamente essa frase em que o traidor traiu a si próprio. Não porque a entrevista de Dávila tivesse audiência expressiva, mas porque a sentença foi inacreditavelmente postada no Twitter oficial de Temer.

Captura de Tela 2016-06-22 às 00.01.10

Temer, como Maluf, tergiversa diante de perguntas complicadas. Dávila falou da desastrosa composição de sua equipe — homens brancos, ricos, corruptos, muitos deles prestes a colocar uma tornozeleira eletrônica, alguns claramente indicados por Eduardo Cunha.

E ele respondeu com a “excepcional” equipe econômica. Quantos Nobeis fazem parte dessa equipe? Quais nomes têm alguma contribuição significativa para o estudo da economia?

Zero.

Na verdade, é uma equipe econômica mentalmente obsoleta. Tenta impor ao país — sem votos para tanto — uma política thatcherista que, no mundo inteiro, já não é seguida e nem respeitada.

Os próprios conservadores britânicos rejeitaram abertamente o thatcherismo porque ele se revelou um câncer no que diz respeito à concentração de renda. Favorece os ricos e castiga os pobres: se na socialmente desenvolvida Inglaterra os mandamentos de Thatcher tiveram um legado monstruoso, que dizer no pobre Brasil?

Em outro momento de embromação brutal Temer falou da proposta de plebiscito que ganha força. Disse que não acha a idéia “útil à senhora presidente”. E tentou explicar: se ela quer voltar para não governar e sim convocar eleições, é melhor que fique onde está.

Dávila claramente não entendeu a resposta, e emendou sua questão com uma alegada falta de condições de governabilidade de Dilma.

Na verdade, caso volte e promova um plebiscito, Dilma não está convocando eleições e sim consultando os brasileiros. São duas coisas inteiramente diversas.

Num momento em que o Brasil clama por gente grande capaz de unir um país visceralmente dividido, Temer é uma aberração: um político minúsculo, uma real tragédia brasileira.



Paulo Nogueira
No DCM
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Israel construirá isla artificial frente a la costa de Gaza


Israel decide invertir en el desarrollo turístico y crear una isla artificial cerca de Gaza, pero no en la reconstrucción de los miles de hogares que éste ha destruido por la guerra que sostiene con Palestina.

Israel avanza en un plan de construcción de una isla artificial, valorada en cinco billones de dólares, frente a la costa de Gaza para conectar este enclave costero con el resto del mundo y para mitigar los problemas económicos que se presentan en esta franja bloqueada, así lo expresó este lunes el ministro israelí de Inteligencia y Transporte, Yisrael Katz.

Miles de hogares en esta zona siguen en ruinas y sin un futuro próximo para su reconstrucción a causa de la ofensiva que el Gobierno de Benjamin Netanyahu, en Israel, ha emprendido en Gaza, contra Palestina.

Los planes de construcción plantean que la isla tenga tres millas cuadradas, esté unida a Gaza por un puente de otras tres millas. Se prevé que haya un hotel y posiblemente un aeropuerto, un puerto de mar y un puerto para yates más pequeño.

En principio, los controles de seguridad los supervisaría Israel. Pero de lo contrario, lo haría Palestina y la comunidad internacional.

Al respecto, Katz señaló que Israel no tiene “objeción” para aliviar la crisis generada en esta franja por el bloqueo, pero que éste solo podría levantarse si se cumplen con las “necesidades de seguridad”, por lo que aún se debe esperar que los encargados de la seguridad de Israel determinen en votación en el Consejo de Ministros si apoyar el plan o no.

“No creo que sea correcto encerrar a dos millones de personas sin ningún tipo de conexión con el mundo”, manifestó, y luego agregó: “Israel no tiene interés en hacer la vida más difícil para la población allí. Sin embargo, por motivos de seguridad no se puede construir un aeropuerto o puerto marítimo de Gaza”, subrayó diputado superior del primer ministro Benjamin Netanyahu.

Cabe acotar que Israel destruyó el aeropuerto de Gaza durante el segundo levantamiento palestino.

La ciudad de Gaza, además, tiene un pequeño puerto, pero no es lo suficientemente grande como para manejar grandes buques y lo utilizan principalmente los pescadores.

En contexto

Israel y Egipto impusieron un bloqueo de Gaza después de que Hamás, el Movimiento de Resistencia Islámico, tomó el poder en 2007.

Israel sostiene que se necesita el bloqueo para evitar ser atacada por las armas del grupo islámico, con quien ya se ha enfrentado en tres guerras desde que este tomó el poder. Pero los críticos de esta decisión afirman que el cierre equivale a un castigo colectivo de 1,8 millones de residentes de Gaza.

Entre tanto, los repetidos intentos de reconciliación entre Hamás y Fatah (el otro partido palestino de importancia y el cual pertenece al presidente palestino, Mahmoud Abbas) en Cisjordania, han fracasado.

Israel apunta que permite que unos 850 camiones cargados de mercancías en Gaza entren cada día a través de un cruce por tierra, pero los grupos de ayuda y funcionarios las Naciones Unidad indican que no es suficiente para los ciudadanos.

No teleSUR
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Cadê a valentia da OAB golpista?

Na véspera da sessão de horrores da Câmara Federal que deu a largada ao processo de impeachment de Dilma, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, aproveitou os holofotes da mídia para apoiar o "golpe dos corruptos". Numa cena abjeta, que entrará para a história dos traidores da democracia, ele protocolou um "parecer" favorável ao afastamento da governante eleita pela maioria dos brasileiros. Houve até confronto nos corredores do Congresso Nacional e a lambança gerou protestos de inúmeros advogados e juristas. Agora, porém, a "valente" OAB está em silêncio diante das denúncias de corrupção contra o "ministério de notáveis" do Judas Michel Temer.

Em curto espaço de tempo, três ministros já foram defecados — Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência) e Henrique Eduardo Alves (Turismo) — e vários outros estão na linha de tiro. Neste mesmo período, o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, demonstrou em sua "delação premiada" que a cúpula do PMDB tramou o impeachment para "estancar a sangria" das investigações da Operação Lava-Jato, conforme a bombástica gravação da conversa com Romero Jucá, o "homem-forte" de Michel Temer. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a pedir a prisão dos golpistas por "tentativa de obstrução" das apurações. Já a "valente" OAB permaneceu em silêncio!

Também neste período recente cresceu a pressão pela cassação e prisão do correntista suíço Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara Federal e maior artífice do "golpe dos corruptos". Ele foi afastado do cargo e do mandato pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e teve a sua cassação referendada, após várias manobras, pela Comissão de Ética da Câmara dos Deputados. A Justiça também determinou o bloqueio dos seus bens e apreendeu o seu passaporte e o da esposa, Cláudia Cruz, ex-jornalista da TV Globo. Apesar do quase consenso contra o achacador, a "valente" OAB também evitou os holofotes da mídia para criticar o ex-aliado no criminoso processo de impeachment de Dilma.

Até agora, o máximo que a entidade — que jogou sua história de luta pela democracia no lixo — fez foi divulgar uma nota de "crítica" aos ministros interinos mencionados na Lava-Jato. Bastante tímida, ela afirma que a entidade "poderá" ir à Justiça caso algum citado vire réu, mas faz questão de realçar que "a OAB torce pelo sucesso do Brasil". Não há qualquer crítica ao "ministério de notáveis" — corruptos — de Michel Temer. Contra Dilma, em que não havia qualquer acusação de crime de responsabilidade, a entidade fez o maior escarcéu, num típico oportunismo midiático. Agora, a "valentia" da Ordem dos Advogados do Brasil foi para o ralo — junto com a sua história. Uma lástima!

A lista dos "notáveis ministros" do Judas Temer

Em tempo: Para ajudar a OAB a recuperar a sua imagem manchada e aviltada, publicamos abaixo a relação dos ministros de Michel Temer já citados em investigações na Justiça. A lista foi elaborada pela insuspeita Folha golpista:

1- Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) - Secretaria de Governo - citado na Lava Jato e em outras investigações

Aparece citado em mensagens de Léo Pinheiro, dono da OAS. Geddel diz que as conversas não mostram irregularidades

2- José Serra (PSDB-SP) - Relações Exteriores - citado na Lava Jato e em outras investigações

Foi listado em planilha de pagamentos da Odebrecht e é alvo de ação que questiona ajuda financeira a bancos pela gestão FHC. Não se manifestou

Aparece em planilhas da Odebrecht de supostos financiamentos a políticos

3- Henrique Alves (PMDB-RN) - Turismo - citado na Lava Jato e em outras investigações

É alvo de dois pedidos de inquérito na Lava Jato. Segundo a Procuradoria, atuou para receber verba desviada da Petrobras em troca de favores para OAS. Ele diz que todas as doações foram legais

4- Osmar Terra (PMDB-RS) - Desenvolvimento Social e Agrário - citado na Lava Jato e em outras investigações

Aparece em planilhas da Odebrecht de supostos financiamentos a políticos

5- Raul Jungmann (PPS-PE) - Defesa - citado na Lava Jato e em outras investigações

Aparece em planilhas da Odebrecht de supostos financiamentos a políticos

6- Bruno Araújo (PSDB-PE) - Cidades - citado na Lava Jato

Foi listado em planilha de pagamentos da Odebrecht, mas nega irregularidades

7- Mendonça Filho (DEM-PE) - Educação - citado na Lava Jato

Foi listado em planilha de pagamentos da Odebrecht, mas nega irregularidades

8- Ricardo Barros (PP-PR) - Saúde - citado na Lava Jato

Aparece em planilhas da Odebrecht de supostos financiamentos a políticos

9- Blairo Maggi (PP-MT) - Agricultura, Pecuária e Abastecimento - citado em outras investigações

Foi citado suposto esquema de lavagem de dinheiro investigado pela Polícia Federal em Mato Grosso

10- Dyogo Oliveira - Planejamento, Desenvolv. e Gestão - citado em outras investigações (Zelotes)

Investigado por suposto esquema de vendas de medidas próvisórias e fraude fiscal

11- Eliseu Padilha (PMDB-RS) - Casa Civil - citado em outras investigações

Aparece em mensagens de Léo Pinheiro, dono da OAS. Ele nega irregularidades

12- Helder Barbalho (PMDB-PA) - Integração Nacional - citado em outras investigações

Foi alvo de ação de improbidade administrativa na Justiça Federal do Pará

13- Gilberto Kassab (PSD-SP) - Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - citado em outras investigações

É alvo de duas ações por improbidade e de duas ações penais por fraude em licitação e ocultação de bens. Diz que sua atuação foi regular

14- Leonardo Picciani (PMDB-RJ) - Esporte - citado em outras investigações

É alvo de uma representação por irregularidades na campanha de 2014. Diz que ação foi indeferida

15- Ronaldo Nogueira de Oliveira (PTB-RS) - Trabalho - citado em outras investigações

Eleito deputado, teve reprovadas as contas referentes à campanha de 2014. Recorreu, e perdeu

Altamiro Borges
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Crean inyección para eliminar células cancerosas por completo

La inyección fue probada en 15 pacientes con cáncer de mama.

Se trata de un líquido inyectable, de color azul y denominado LUM015, que permite identificar los tejidos con cáncer sin efectos adversos.

Científicos de la Escuela de Medicina de la Universidad de Duke (Carolina del Norte, EE.UU.) crearon un nuevo compuesto inyectable que ilumina con colores fluorescentes las células cancerosas con el objetivo de que los cirujanos puedan eliminarlas en una primera intervención.

De acuerdo con los resultados publicados en Science Translational Medicine, los investigadores contaron con la colaboración de científicos del Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) y de la empresa Lumicell.

La prueba del producto se hizo con 15 pacientes que fueron sometidos a cirugía de cáncer de mama.

“El agente inyectable, un líquido azul llamado LUM015, fue capaz de identificar los tejidos cancerosos sin efectos adversos”, señala el estudio citado por HispanTV.

El oncólogo y biólogo de cáncer, David Kirsch, de la Universidad de Duke y autor principal del estudio, explicó que en el momento de la operación, un patólogo puede examinar el tejido de las células cancerosas del borde del tumor utilizando un microscopio, pero debido al tamaño del cáncer es imposible revisar toda la superficie durante la intervención.

“El objetivo es dar a los cirujanos una tecnología práctica y rápida que les permita escanear el lecho tumoral durante la operación para buscar cualquier fluorescencia residual”, comentó.

EL DATO: Hasta ahora, los cirujanos usaban era imágenes transversales, tales como resonancias magnéticas y tomografías computacionales para guiarse a la hora de eliminar los tumores y su tejido circundante.

No teleSUR
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Turbulência: Presos já cogitam delação envolvendo chefes do executivo e parlamentares do PSB




A Portaria que determinou a instauração do Inquérito Policial que desencadeou a "Operação Turbulência", da Polícia Federal e que levou, para o Cotel, os empresários responsáveis pela "lavagem" de pelo menos R$ 600 milhões, de recursos obtidos ilicitamente, de obras públicas, por políticos, empreiteiras e agentes públicos, em especial da Transposição do Rio São Francisco e da Petrobras, foi assinada no dia 23 de março deste ano, pela delegada da Polícia Federal Andrea Pinho de Albuquerque, observou que a empresa do peixeiro Geovane, do Pina, não tinha capacidade financeira para movimentar a quantidade de recursos apontada pelo COAF e que lhe seriam repassados pela empresa Câmara & Vasconcelos que, por sua vez, recebia tais recursos da empreiteira OAS, já citada, na Operação Lava Jato, como responsável pelo pagamento de propina a políticos e diretores de estatais.

A Polícia Federal conseguiu, com a Operação Turbulência, desvendar como se dava o esquema criminoso de "lavagem" do fruto da corrupção das gestões do PSB, em Pernambuco, ocorrida, pelo menos, nos últimos seis anos, esquema esse que teria desviado, em média, R$ 100 milhões por ano, do Erário.

Ocorre, porém, que os empresários presos, ontem, pela Polícia Federal, atuavam apenas como operadores do esquema que foi montado para favorecer candidatos a cargos eletivos do PSB e a seus aliados e os rumores que já circulam na cidade dão conta de que esses presos não estariam dispostos a arcarem com os ônus sozinho, pois os bônus não ficaram apenas para eles, e estariam por essa razão, negociando delação premiada, onde entregariam os nomes de chefes dos executivos e parlamentares que teriam recebido dinheiro do esquema, inclusive, em espécie.

Pelo visto, a turbulência de ontem já pode ser considerada um verdadeiro desastre para o PSB de Pernambuco.

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Por que a GloboNews cortou a transmissão da fala de Cunha — assista

Ele, antes e depois
Bastou Eduardo Cunha criticar a Globo em sua fala nesta manhã de terça para a GloboNews interromper a transmissão.

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Otavinho Frias, dono da Folha, toma surra histórica em Londres!


Reproduzo abaixo um trecho de um debate realizado há alguns dias, em Londres, durante o qual o proprietário da Folha de São Paulo, Otavio Frias Filho, tomou uma surra histórica, em pergunta feita pela britânica Sue Brandford, correspondente internacional do Latin America Bureau, organizadora do evento.

Otavio Frias, furioso, reagiu chamando a austera Brandford de "militante do PT".

Tem sido cômica e previsível a reação dos barões da mídia às críticas, hoje mundiais, à sua postura golpista. Todo mundo, para eles, é "petista", "pago pelo PT", "simpatizante do PT".

A reação dos oligarcas da mídia brasileira é sempre furibunda, autoritária. Invariavelmente, os oligarcas atacam o direito dos críticos se expressarem, e não o conteúdo em si.

A sua indignação é contra a própria liberdade de expressão de seus críticos, apesar de terem tentado se promover (cinicamente), nos últimos anos, como paladinos dessa liberdade.

Vide a carta que o próprio dono da Globo, João Roberto Marinho, enviou ao The Guardian, em resposta a um artigo de David Miranda.

Como exemplo desse esforço, de não apenas contestar a crítica, mas de negar-lhe a existência, a Globo contratou um pistoleiro, Pedro Doria, para escrever um artigo incrivelmente mentiroso dizendo que a imprensa internacional não chama o impeachment de golpe. Eu fiz um post sobre essa pistolagem.

Ou seja, a Globo tentou vender a seus leitores que as críticas da imprensa internacional ao golpe simplesmente não existiram: eram invenção dos "blogs". Por isso, aliás, mandou (e foi obedecida imediatamente) o governo Temer perseguir os blogs.

Não podendo mais negar a existência das críticas ao golpe, o colunista Guilherme Fiúza, tentou uma jogada desesperada: acusou o New York Times de estar no bolso do PT.

Parece piada, e é tão ridículo que a gente efetivamente faz piada em cima dessas coisas, mas no fundo é uma coisa trágica, porque a consequência foi um golpe de Estado e o início de um desmantelamento brutal, atabalhoado, sádico, de todo um conjunto de programas sociais. O governo Temer, por exemplo, acaba de reduzir o Bolsa Família em R$ 14...

Essa irritação senhoril da mídia às críticas é também uma reação fascista, por várias razões:

— primeiro porque não responde à crítica em si, e sim ataca a pessoa que a emite, rotulando-a, tentando desqualificar o conteúdo de sua crítica colando no emissor um rótulo político cujo peso semântico a própria Folha ajudou a carregar de preconceito.

— segundo porque parte do pressuposto de que existam duas classes de pessoas: os isentos, seres superiores como o próprio Frias, imunes às paixões políticas, acima do bem e do mal; e os militantes, seres inferiores, cujas opiniões irracionais não servem ao debate e, portanto, nem deveriam participar de um debate sério.

Frias diz isso mesmo: que Brandford não deveria estar no mesmo debate que ele, porque ele é jornalista e ela é uma "militante do PT".

Em algumas circunstâncias, não é xingamento chamar alguém de militante do PT. Em outras, como é o caso agora, é uma afirmação puramente ofensiva, uma tentativa vil, mau caráter, de desqualificar o debatedor.

Brandford não tem ligação nenhuma com PT. É uma britânica culta, viajada, cosmopolita, uma pessoa humanista e democrática, que conhece a realidade do Brasil, que é crítica ao golpe e, portanto, crítica ao papel que a mídia brasileira desempenhou nele.

Essa afirmação de Frias é uma manifestação inacreditável de arrogância e cinismo, bem típica da Folha.

Frias afirma, também com incrível cinismo, que foi "pessoalmente" contra o impeachment. Ora, o seu jornal fez (e ainda faz) propaganda aberta pelo impeachment desde o primeiro dia de 2015, através de todo o tipo de artifício semiótico. E não são sequer artifícios disfarçados, subliminares: a seção Poder da Folha exibe, desde início de de 2015, propagandas fixas, em destaque, em favor do impeachment. A cobertura das manifestações pró-impeachment tem sido monstruosamente enviesada, em favor do impeachment, além de profundamente desequilibrada em relação à cobertura dos eventos contra o golpe. Todos os dias, ocorrem debates contra o golpe. A Folha não divulga nenhum deles. Não faz vídeo, não faz charge, não faz entrevistas, contra o golpe, e quando o faz é numa proporção infinitamente menor que a mesma cobertura para o outro lado. Isso além da censura aberta, descarada, às críticas à própria mídia, em especial à Globo.

Tanto a Folha como a Globo ajudaram a convocar as manifestações em favor do impeachment.

É deveras interessante ouvir a resposta de Frias porque é muito raro, no Brasil, a participação desses barões no debate sobre mídia, até porque a eles não interessa que haja debate sobre o tema; a menos, é claro, que seja um debate absolutamente controlado por eles, como são alguns seminários de suas associações em São Paulo, com ingressos custando R$ 600,00.

Pode-se dizer que é o cinismo mais puro já produzido na história da humanidade.

Na história do golpe, a participação da mídia poderia ser resumida da seguinte forma: a Globo entrou com a violência; a Folha, com o cinismo.

Frias diz que "não acredita em manipulação".

Ora, ora, ora.

Todos os livros e filmes já publicados sobre manipulação da informação devem ser jogados no lixo?

A manipulação em torno da história das armas de destruição em massa no Iraque não teve efeito nenhum sobre a opinião pública norte-americana e mundial? Frias nunca viu o filme Zona Verde?

Se a imprensa norte-americana, cúmplice da Casa Branca, conseguiu manipular a experiente opinião pública de seu país, a manipulação de uma sociedade democraticamente imatura, vítima de um sistema de comunicação infinitamente mais concentrado, é muito mais fácil!

O fascismo europeu, o antissemitismo, o ódio sectário que produziu duas guerras mundiais, não teve nada a ver com a história da manipulação de imensos contingentes populacionais, por meios de comunicação de massa?

Os estudos de Adorno sobre a indústria cultural, os livros de Chomsky sobre fabricação de consenso, os ensaios de Umberto Eco, devem ser todos tratados como inúteis?

Na verdade, Frias desrespeita (cinicamente, claro, porque ele não acredita nisso) a própria história dos meios de comunicação de massa, que tem igualmente aspectos positivos, de defesa de direitos humanos e democracia.

Esses aspectos positivos, porém, só podem ser elogiados e compreendidos se olharmos também os negativos: a manipulação sistemática da informação e, no caso da América Latina, a sua tendência histórica em apoiar movimentos antidemocráticos e golpistas.

É preciso entender que o poder de manipulação é proporcional ao cinismo da imprensa em se pretender isenta.

Porque a máscara de "isenção" é a principal arma da manipulação.

Se os jornais tivessem uma postura politicamente transparente, poderiam até fazer o mesmo tipo de jornalismo que fazem hoje, porém seu poder de manipulação seria reduzido. E o poder de manipular, de produzir crises, de interferir na democracia, é o que a imprensa brasileira mais preza, porque é através deste poder que ela consegue destruir qualquer adversário político ou concorrente comercial, e arrancar financiamentos e recursos publicitários do governo.

Ao final de sua fala, Frias apela para o sofismo barato: os críticos da mídia brasileira devem escolher, diz ele, se a mídia está decadente ou se continua todo-poderosa. Por aí se vê que o ódio de Frias, como dos barões midiáticos em geral, é sempre em direção aos críticos.

Ora, a mídia corporativa decaiu sim. A Folha imprimia 1,5 milhão de exemplares nos anos 90. Hoje imprime 200 ou 300 mil. Mas o seu poder continua muito grande, sobretudo quando se alia a setores partidarizados da burocracia: aí sim, o seu poder se multiplica consideravelmente.

Uma coisa é um jornal sozinho, fazendo denúncias, publicando reportagens investigativas feitas com muito esforço. Outra é quando setores da burocracia, imersos numa conspiração que o próprio jornal ajudou a insuflar, se aliam a este jornal para derrubar um governo. Aí sim a mídia corporativa volta a ser todo-poderosa.

Voltaremos ao cinismo de Frias em outras ocasiões.

Antes, tenho um pedido.

Precisamos transcrever, em inglês mesmo, a pergunta da Sue Brandford, para em seguida traduzirmos e legendarmos. Os internautas podem fazer a transcrição, de trechos ou completa, na caixa de comentários.

Se transcrever um trecho, outro internauta complementa, e o trabalho fica mais leve para todos.

Abaixo, o vídeo.



Miguel do Rosário
No Cafezinho
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Reinaldo Azevedo é zoado geral na Câmara


Em audiência na Câmara sobre a EBC na Rede, o golpista Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) chamou Reinaldo Azevedo de "renomado" e o resultado foi hilário. Assista e compartilhe!

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Maranhão demite Claudio Lessa, diretor da Secretaria de Comunicação e responsável pela TV Câmara

A decisão, segundo o presidente interino da Câmara, já havia sido tomada e nada tem a ver com a transmissão ao vivo da entrevista coletiva de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) feita pela emissora, na manhã desta terça-feira, 21


O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), demitiu nesta terça-feira, 21, o diretor da Secretaria de Comunicação, Claudio Lessa, responsável pela TV Câmara. A emissora criada para divulgar as atividades parlamentares transmitiu nesta terça-feira, 21, ao vivo a entrevista coletiva do presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi condenado por parlamentares. A presidência alega que o motivo da demissão não está relacionado com a transmissão desta manhã.

"Essa questão já estava decidida. Eu estava apenas aguardando o retorno das férias. As pessoas passam e as instituições ficam. Trata-se de um bom profissional que cumpriu sua missão com zelo e responsabilidade", disse Maranhão. Lessa voltou de férias nesta segunda-feira, 20, e, como é servidor da Casa, será realocado para outra função.

Segundo a assessoria de imprensa da presidência da Câmara, a decisão de transmitir o pronunciamento de Cunha foi de caráter jornalístico, e nem o comando da Casa sabia que haveria transmissão ao vivo.

Daiene Cardoso
No O Estado de S.Paulo
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Viveiro de Antas

E eis que Temer, ou seja lá quem ele pague para representá-lo no Twitter, escreve com todas as letras que Dilma está se defendendo de um G-O-L-P-E.

Esse governo consegue ir além de ser um vexame de corrupção.

É patético.


Leandro Fortes
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Aécio visitará Nárcio, o amigo internado?

Preso no final de maio por assaltar os cofres públicos, Nárcio Rodrigues, ex-presidente do PSDB de Minas Gerais e compadre do cambaleante Aécio Aécio, andava meio sumido da mídia tucana. Ele só voltou a frequentar o noticiário na semana passada, quando foi internado no hospital particular "Life Center", em um bairro nobre de Belo Horizonte. Os motivos da saída do Complexo Penitenciário de Contagem não foram esclarecidos, mas ele segue sob escolta policial. O seu filho, o deputado federal Caio Nárcio — que ao aprovar o impeachment de Dilma dedicou seu voto à "decência e honestidade" da sua família — também não se pronunciou sobre o estado de saúde do pai. Já Aécio Neves, o ingrato, até agora não deu as caras no hospital.  

Ex-secretário estadual de Ciência e Tecnologia na gestão do hoje senador Antonio Anastasia, Nárcio Rodrigues foi o principal alvo da Operação "Aequalis", que investiga contrato superfaturado de venda de equipamentos para o centro de pesquisa "Cidade das Águas". Expressão maior da "honestidade e decência" dos tucanos mineiros, ele foi deputado federal por cinco vez e coordenador das campanhas ao governo estadual de Antonio Anastasia (2010) e de Pimenta da Veiga, derrotado em 2014. Após a prisão, Nárcio Rodrigues foi abandonado pelos seus compadres — e até chegou a ameaçar que faria "delação premiada" — e foi esquecido pela mídia. Para relembrar sua trajetória, tão elogiada pelo filho golpista, reproduzo abaixo um texto divulgado pelo deputado estadual Rogério Correia (PT-MG):

* * *

Entenda o escândalo da Hidroex

A prisão do ex-deputado federal tucano de Minas Gerais, Nárcio Rodrigues, junto com outros implicados em desvios no escândalo do denominado Hidroex, levou a público um esquema de corrupção destinado a alimentar os cofres do PSDB mineiro, desde as eleições de 2010, usando como pretexto a crise hídrica mundial.

O orçamento do Hidroex foi de R$ 230 milhões, só com as instalações físicas e equipamentos, excluindo-se o custeio. As contratações e repasses até 2014, ano de eleição, foram de R$ 222,5 milhões. Foi esse o ponto de partida para que o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Civil abrissem uma investigação à base dos primeiros resultados da auditoria iniciada pela Controladoria-Geral do Estado (CGE-MG). A auditoria inicial abarcou uma amostra de R$ 37,7 milhões em contratos pagos e registrou danos ao erário na faixa de 48%: cerca de R$ 18 milhões. Ou seja, se tal projeção se mantiver na análise final dos R$ 222,5 milhões, estima-se que os desvios podem ultrapassar R$ 100 milhões.

Conhecida também conhecida como “Cidade das Águas”, materializada na Fundação Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Águas, criada pela Lei 18.505 de 2009, a instituição tem como estrutura física um complexo que abarca alojamentos para 576 alunos; biblioteca de três andares; laboratórios; ginásio poliesportivo e outras instalações, localizadas em Frutal, no Triângulo mineiro. Sua finalidade seria promover estudos, eventos e campanhas com a pretensão de ser um “centro internacional de preservação e recuperação dos recursos hídricos”.

Inaugurada em 2011, num tempo recorde, com obras a serem concluídas e parte dos equipamentos por adquirir, a Cidade das Águas despertou curiosidade na equipe técnica de transição do então governador eleito, Fernando Pimentel, já em dezembro de 2014. Primeiro, pelo montante orçamentário a ela destinado, depois pela rapidez na aprovação do projeto e sua execução; finalmente, pela pressa dos desembolsos financeiros realizados, num curto prazo.

Das investigações

Os procedimentos de investigação do MPMG e da Polícia Civil, à base das primeiras análises feitas pela CGE, foram iniciados no primeiro trimestre de 2015.

Notou-se ausência de critérios hidrogeológicos, históricos e institucionais na escolha da cidade de Frutal para a instalação do Hidroex, a ser não o fato de que era a cidade natal de Nárcio Rodrigues, então deputado federal pelo PSDB. Causou estranheza também a rapidez na apresentação de projetos básicos, de estudos técnicos carentes de aprofundamento científico, de um processo licitatório de frágil controle público (portanto, aberto à manipulação), o que comprometia o princípio da competitividade que deve sustentar a efetivação de empreendimentos de tal vulto.

As primeiras análises documentais, conferências de cálculos e inspeções físicas apontaram aquele que poderia ser um escândalo de proporções nacionais, seja pelas quantias envolvidas, seja pelo partido interessado e, sobretudo, e pela preparação de Aécio Neves em sua obsessão pela presidência da República. Agora, se vê que o escândalo tem dimensão internacional, envolvendo fluxos de dinheiro para lavagem, uso de fundos suspeitos e operações via offshores.

Nárcio Rodrigues e sócios da empresa responsável pela execução do projeto, Construtora Waldemar Polizzi Ltda (CWP), foram presos em 30/05, depois de cumpridas ordens de busca e apreensão nas respectivas residências e escritórios em Belo Horizonte e Uberaba. O jornal Folha de São Paulo noticia, em 31/05, que a delação premiada de um empresário português, Firmino Rocha, desce ao detalhamento de como o esquema usava empresas no exterior, em operações simuladas de compra e venda de produtos, para realizar o ciclo da “lavagem de dinheiro” e de sua “internação” para a campanha tucana em Minas Gerais, em 2014.

Dos envolvidos

Os presos, na operação de 30/05 foram: além de Nárcio Rodrigues (ex-Secretário de Ciência e Teconologia do governo de Minas Gerais, gestão Anastasia), Maurílio Bretas (empresário), Neif Chala (ex-servidor da Secretaria de Ciência e Tecnologia/MG), Alexandre Horta (engenheiro do Departamento de Obras Públicas/MG), Luciano Lourenço (funcionário da CWP) e o português Hugo Alexandre Murcho, diretor da Yser e da Biotev, empresas que venderam equipamentos a preços superfaturados à Cidade das Águas, e de cujos cofres saíram as propinas para o PSDB mineiro.

Contudo, será necessária também a apuração das participações do senador Antonio Anastasia, de Pimenta da Veiga (ex-candidato tucano ao governo de Minas) e Andrea Neves, coordenadora da campanha de Pimenta da Veiga e do próprio senador Aécio Neves, então candidato à Presidência da República.

Como não foi candidato à reeleição, porque optou por lançar seu filho, Caio Nárcio, que se elegeu deputado federal com 27 anos, em 2014, Nárcio Rodrigues pode ter comprometido outras candidaturas proporcionais do PSDB, às quais teria repassado recursos. Sobretudo as “dobradinhas” de seu filho, com candidatos a deputados estaduais.

No entanto, mereceu por parte dos investigadores, a atenção para a empresa ganhadora da licitação, a já citada, Construtora Waldemar Polizzi Ltda. Basta observar nomes e sobrenomes envolvidos. Essa empresa pertence, hoje, a José Maria Magalhães de Azevedo e Maurílio Reis Bretas. Estes compraram a CWP de Waldemar ANASTASIA Polizzi, Renato ANASTASIA Polizzi, Roberto ANASTASIA Polizzi, dentre outros, quatro meses antes de Antonio Anastasia tomar posse como governador. Sendo que Waldemar Anastasia Polizzi foi o responsável técnico pela obra. Ou seja, mudaram os titulares da empresa, que revelava o conhecido sobrenome Anastasia, como forma de dissimular a presença de parentes do ex-governador e candidato ao senado Antônio Anastasia. Cujo coordenador de campanha, em 2010, para o governo de Minas Gerais, ano dos primeiros repasses ao Hidroex, foi ninguém menos do que Nárcio Rodrigues.

Das cifras desviadas

Em rigorosa análise de contratos, dos serviços executados e equipamentos comprados, numa amostra de R$ 37 milhões em contratos do que foi pago, cerca de R$ 18 milhões eram – comprovadamente – de danos ao erário.

Considerando que os valores contratados chegaram a R$ 222,5 milhões, e que houve pagamentos por serviços e produtos não entregues, além de superfaturamento, os prejuízos gerais, por estimativa, podem ter chegado à casa dos R$ 100 milhões.

Dos meios para o prejuízo ao erário

O primeiro meio, sem dúvida, é o processo licitatório que contou com a simulação de concorrência praticada por empresas inscritas no certame, mas com clara intenção de serem inabilitadas. Várias dessas empresas tinham sócios e procuradores comuns. Alguns, inclusive, sob investigação por órgãos públicos, em face de suspeitas na participação de outros processos.

Ainda na licitação foram verificadas, na investigação, irregularidades graves que restringiram sua necessária competitividade interna:

1- Exigência de comprovação de capacidades técnica-profissional e técnico-operacional por meio de um único contrato;

2- Descumprimento de norma emanada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que evita a fixação de exigência de quantitativos de capacidade técnica de execução, superiores a 50%, o que limitaria a presença de concorrentes;

3- Ausência de parcelamento do objeto licitado, sem justificativa técnica, o que na prática “dirige” a licitação para poucos concorrentes (no caso, uma);

4- Vedação, sem justificativa técnica, de empresas em consórcio como concorrentes;

Das irregularidades dos contratos

- pagamentos sem comprovação documental (documentação precária, riscada, sem assinaturas, ilegíveis etc)

- contradições substantivas entre valores valores e serviços/compras comprovados

- execução de despesa sem prévio empenho

- pagamentos indevidos por serviços “não contratados”

- pagamentos indevidos por serviço feitos de forma diversa ao projetado

- pagamentos em duplicidade

- superfaturamento

- fiscalização deficiente do contrato

Tais anomalias podem ser sido propositais, para facilitar os desvios.

O Bloco Minas Melhor acompanhará o restante das investigações e adotará as medidas necessárias para o devido esclarecimentos dos fatos, já que, além dos danos ao erário, há a clara prática de caixa dois.

Altamiro Borges
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