8 de jun de 2016

Espanto: Gilmar Mendes descobre que Lava Jato vaza; E Cerveró entrega governo FHC


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Por que Roberto Freire, invenção tosca de Serra, virou defensor ferrenho de Temer

Serra e Freire
Roberto Freire (PPS-SP) é um dos mais empolgados defensores de Michel Temer e de José Serra.

O deputado federal é uma espécie de comprovação didática de dois clássicos da vida pública nacional: o de que a esquerda por aqui é uma farsa e que por trás de toda e qualquer representação popular no país existe, sim, um mandatário cuidando de interesses particulares, responsável por apontar o dedo para os adversários e projetar neles os “próprios defeitos” — para usar uma máxima psicanalítica consagrada por Freud.

Roberto Freire, como conhecemos em São Paulo, é uma invenção tosca de Serra.

A prova que faltava para mostrar que o ministro interino mente quando diz que a pasta das Relações Exteriores está a “serviço do Brasil e não das conveniências de um partido político e de seus aliados”.

Se não foi por conveniência, que motivo levou Serra a abrir as portas dos conselhos das estatais da prefeitura de São Paulo, e depois do governo do Estado, para entregar a Freire e seus apaniguados — o atual ministro interino da Defesa, Raul Jungmann, entre eles — sinecuras diversas entre os anos de 2005 e 2010? Espírito público?

Note como Serra e Freire repetem à exaustão o falso discurso de que o PT aparelha a administração e incha a máquina pública com nomeações partidárias, mas não se importam em manter as próprias aparências.

Como o interino das Relações Exteriores, Freire nada mais é que o retrato fiel desse descompromisso.

Desde o golpe militar, em 1964, ele convive numa boa com os governos de plantão — exceção do último período sob Lula e os dois mandatos de Dilma.

O exemplo mais recente é a sua aproximação com Temer.

Antes mesmo de o presidente interino lograr êxito no golpe, Freire já mexia os pauzinhos na tentativa de garantir uma vaga no ministério.

Num artigo na semana passada, chegou a dizer que “o novo governo transmite confiança à sociedade no momento em que deixa clara sua tolerância zero contra denúncias ou suspeitas de malfeitorias”.

Prosseguiu lembrando Itamar Franco.

“Seguindo o exemplo virtuoso dele, que também assumiu a Presidência após um processo de impeachment, Temer afastou dois ministros flagrados em gravações telefônicas em que conversavam com investigados na Operação Lava Jato. Ao contrário dos tempos do lulopetismo, o presidente demonstra que não haverá qualquer contemporização em relação a auxiliares envolvidos em suspeições”.

Freire cumpre atualmente, na condição de suplente, seu segundo mandato como deputado federal por São Paulo.

Mesmo procurando com lupa, você não vai encontrar nada relevante que tenha feito pelo Estado. Talvez venha daí a sabedoria popular de tirar-lhe 60 mil votos em quatro anos — de mais de 120 mil em 2010, recuou para míseros 62 mil na tentativa de reeleição em 2014.

Aos 74 anos, esse período de suplência é provavelmente o último do ex-comunista no Congresso.

Em 2018, certamente não terá pique para uma nova tentativa por São Paulo, tampouco fará sentido voltar para seu Estado de origem, Pernambuco, para candidatar-se novamente.

Será o fim daquilo que se convencionou chamar em Brasília de a era da “bancada da madrugada”, o verdadeiro papel ao qual Freire sempre se prestou: de dia se diz oposição e de noite negocia no escurinho do governo.

Tem sido assim desde 1970, no horror da ditadura, quando Médici o nomeou procurador do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

Imagina só: um advogado de apenas 28 anos, militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e um dos organizadores das primeiras ligas camponesas da zona da Mata, nomeado por Médici para um cargo importante no órgão responsável por barrar a reforma agrária.

Dois anos mais tarde, sempre no PCB e no Incra de Médici, candidatou-se a prefeito de Olinda pelo MDB, mas acabou derrotado.

Em 74, elegeu-se deputado estadual com 22 mil votos e, quatro anos depois, numa condição sui generis, conquistou o seu primeiro mandato na Câmara dos deputados, em dobradinha com Pedro Mansueto de Lavor, um então padre conservador do interior — o ateu Freire pedia voto para o padre na capital, enquanto Lavor corria o trecho no interior para garantir apoios ao tradicional representante do PCB.

Seguidamente reeleito, Freire foi deputado constituinte em 1986 pelo PCB, aliado de primeira hora do governo Sarney, no qual foi integrante de uma comissão parlamentar na antiga União Soviética.

Entretanto, Freire desgarrou-se do grupo e passou o tempo todo passeando por Moscou, já que tinha uma filha morando na capital russa. Ainda assim, não abriu mão todas as diárias a que tinha direito.

Nas eleições de 1989, quando Collor venceu, Freire fez papel de bom moço e recebeu financiamento de um aliado de Sarney — o ex-deputado Roberto Cardoso Alves, o Robertão.

Como esse dinheiro não havia aparecido na prestação de contas da campanha, Robertão alegou que fez a doação em bois para um churrasco. Claramente uma história para boi dormir. O fato é que Freire foi o único que não atacou Sarney.

No mais, Freire, além de ser o presidente partidário mais longevo do país, numa clara conotação de que o PPS é o seu meio de vida, é apenas mais um político profissional disposto a ficar do lado de quem lhe dá mais (Serra que o diga).

Encara a política como jogo — o que não é surpreendente para alguém viciado em carteado que vive no Conrad Punta del Este, um luxuoso resort localizado no Uruguai — onde, para evitar dar na vista, se hospeda com o nome de João Pereira, aproveitando que seu nome de batismo é Roberto João Pereira Freire.

Bem, contanto que não use dinheiro público, Freire pode, sim, transferir seus joguinhos para lá.

José Cássio
No DCM
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Vida suntuosa de Marcela Temer é destaque em jornal inglês

O diário britânico The Daily Mail circula nesta sexta-feira (20) com uma reportagem sobre a esposa do presidente ilegítimo Michel Temer, Marcela, repercutindo as críticas da população, que a acha "patricinha" demais em um momento que exige austeridade.

Ela
Assinada pelo jornalista Matt Roper, a reportagem descreve a trajetória de Marcela Temer, desde que conheceu o presidente até os dias de hoje. "Ela insiste em ter tudo do melhor, não importa o preço. E o que ela quer, ela tem", diz.

A reportagem descreve Marcela como gastadora contumaz, por ter consumido "milhões em reformas da casa pública em que vivem, na cidade de Brasília".

Durante a posse de Temer, o repórter britânico escutou: "Olhem para essa mulher, agora nós iremos pagar para ela fazer compras em Milão e Paris". A frase foi dita por um dos populares que se aglomeravam diante do Palácio do Planalto na quinta-feira (12).

Mesmo com o país em franca recessão, com milhares de pessoas no desemprego e empresas fechando as portas dia a dia, ela se negou a mudar seu estilo de vida.

Quando o vice-presidente assumiu o cargo, em janeiro de 2011, ela exigiu uma extensa e cara reforma antes de ocupar o Palácio do Jaburu, residência oficial. As reformas incluíam melhorias na piscina, dentre outras coisas.

Enquanto as reformas aconteciam, ela vivia na casa de R$ 7 milhões de Temer, em São Paulo. No fim, mudou-se para Brasília, levando parte da sua família. Temer comprou para ela uma mansão de R$ 4,5 milhões e alugou uma outra propriedade por mais de R$ 15 mil mensais.

De novo, mais dinheiro público é utilizado nessas extravagâncias, para surpresa de Roper. Ele afirma que Marcela gasta mais de R$ 60 mil por mês ao levar consigo um staff de 52 pessoas, dentre elas uma equipe de seguranças, para estadias na cidade de São Paulo.

"Para a maioria dos brasileiros, a vida luxuosa de Marcela e de sua família é símbolo da desigualdade social existente no país", diz Roper. "Talvez a grande dor de cabeça para Temer, enquanto passa uma imagem de que vai tratar o país com austeridade, é lidar com a vida luxuosa que sua mulher exibe". "Isso não combina" com o discurso que Temer pronunciou quando foi instalado no governo, opina Roper.

O jornalista britânico considera que Michel Temer terá de encarar os graves problemas da economia do país, com taxas de desemprego cada vez maiores, epidemia de zika, PIB em retração de 3,8% este ano e uma crise política que ainda está longe de ter solução.

Roper encerra a reportagem afirmando que todos esses problemas não afetarão, de modo algum, a vida de Marcela Temer.

No Vermelho
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O que pensam os gays que apoiam Bolsonaro e rechaçam Jean Wyllys

Deputado Jean Willys cospe no deputado Jair Bolsonaro durante a sessão na Câmara
"Esse vídeo vai ser sobre uma pessoa ilustre, sobre uma grande figura. É um deputado federal chamado Jair Messias Bolsonaro."

De costas para um armário de madeira e usando um fone de ouvido como microfone, o arquiteto Clóvis Smith Hays Júnior, de 28 anos, grava em sua casa em São Paulo mais um dos vídeos que costuma compartilhar com seus 34 mil seguidores no Facebook, onde ele se apresenta como um "gay de direita".

"Não tem como eu votar em Jair Messias Bolsonaro. Sabe por quê? Porque eu não sou do Rio de Janeiro (risos). Se eu fosse do Rio de Janeiro, pode ter certeza que o meu voto seria dele. Nossa, mas como assim, você é um gay e você vai votar no Jair Messias Bolsonaro? Pois é, pois escute bem."

Em sua página na rede social, Smith Hays, como é conhecido, publica mensagens contra a chamada agenda LGBT, o "kit gay" e as "feminazis" e elogia Trump e o capitalismo.

Ele é um dos representantes de um grupo que tem crescido na internet: o de homossexuais que, contrariando o senso comum, se identificam mais com Bolsonaro (PSC-RJ) do que com o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), o único político declaradamente gay no Congresso Nacional.

Uma busca no Facebook revela dezenas de páginas com os termos "gay de direita" ou "gays por Bolsonaro", onde conteúdos semelhantes ao de Hays são veiculados.

Seus administradores dizem que boa parte delas foi criada após as eleições de 2014, em meio à polarização política vivida no país e em contraposição ao que consideram uma predominância de "pensamentos de esquerda" no movimento LGBT.

O agente da Polícia Federal Newton Ishii é tietado pelo deputados Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro
Estimulado por uma eleição, esse grupo anseia por outra, a corrida presidencial de 2018. Muitos defendem Bolsonaro como um forte candidato a ela.

"Apoiaria Bolsonaro para 2016 se fosse possível. É preciso fazer uma reviravolta nesse país. Não acho que se escolhe um presidente porque se gosta ou não da sexualidade alheia, mas porque ele é bom ou não", diz Junior Oliveira, de 31 anos, membro de uma destas comunidades no Facebook.

Os motivos que o levam a exaltar o deputado se repetem nas falas de outros de seus apoiadores na comunidade gay ouvidos pela BBC Brasil. As opiniões de Bolsonaro sobre o porte de armas e a pena de morte estão entre algumas das razões mais citadas.

"Defendo a castração química em caso de estupro e o porte de armas. Pena de morte... Por que não? Por que uma pessoa não pode fazer um crime brutal e pagar com a própria vida? Temos leis muito brandas nesse país", diz Júnior.

Declarações polêmicas

As declarações polêmicas do deputado sobre homossexuais não parecem afetar essa admiração. Em entrevistas de 2014, Bolsonaro chegou a dizer que os gays eram "fruto do consumo de drogas" e que "ter filho gay é falta de porrada".

Mas, para quem participa dessas comunidades na internet, esse assunto é coisa do passado. Eles dizem que Bolsonaro teria revisto suas posições.

"Ele já se retratou. Pensava que gays eram todos do mesmo tipo, mas viu que há gays casados, que pagam impostos e têm um relacionamento sem afrontar a sociedade", diz o artista plástico Leonardo Estellita, de 32 anos, coordenador do Movimento Brasil Livre na Região dos Lagos, no norte do Estado do Rio.

"Não vejo como contradição apoiá-lo. O Bolsonaro prega o respeito à diferença. Mas ele ainda precisa ser lapidado, como aconteceu com o Lula ao longo de quatro eleições."

No entanto, em cena da série documental Gaycation, do canal Viceland, divulgada neste ano, o deputado disse que a homossexualidade é "comportamental" e voltou a relacionar essa orientação sexual e o consumo de drogas.

"Com o passar do tempo, com as liberalidades, as drogas e as mulheres trabalhando, aumentou bastante o número de homossexuais", afirmou à atriz americana Ellen Page.

"Talvez ele tenha errado em algumas afirmações porque confundia ativismo com gays", diz Hays. O arquiteto tem fotos com o deputado federal e seu filho Eduardo, também membro da Câmara, e já participou de um programa de televisão ao lado do parlamentar.

Ele diz que o político é "uma pessoa muito dócil, amiga" e o representa melhor do que Jean Wyllys, conhecido por atuar em defesa dos direitos LGBT.

A BBC Brasil procurou a assessoria de Bolsonaro e Wyllys, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Discurso contraditório

As críticas ao deputado do PSOL são frequentes e recaem sobre sua forma de defender as bandeiras LGBT, que os integrantes desse grupo consideram agressivas e exageradas.

"É inaceitável que as pessoas se orgulhem de um homossexual vestindo uma camisa de Che Guevara. Como a gente pode elogiar um cara que detestava homossexuais? Partidos de esquerda apoiam a Rússia e a Coreia do Norte, que perseguem homossexuais. É um discurso contraditório", diz Estellita.

Uma das mulheres mais proeminentes desse grupo majoritariamente masculino é Karol Eller, de 29 anos, que também diz repudiar as atitudes de Wyllys.

"Ele não representa a classe e nunca me representou. Uma das ações mais feias foi quando cuspiu num parlamentar. Quer chamar a atenção dos homossexuais."

Com quase 250 mil seguidores em sua página no Facebook, Eller conheceu Bolsonaro em maio, quando ficou uma semana em Brasília acompanhando a rotina do deputado: "Só não fui ao banheiro com ele".

Funcionária de uma empresa de viagens e promotora de eventos, ela diz que ganhou a passagem do trabalho e fez a visita a pedido de seus seguidores –boa parte deles é heterossexual, segundo Eller.

Militância

A rejeição a Jean Wyllys como representante por parte destas pessoas se estende também ao movimento LGBT como um todo. A militância é descrita por eles como "intolerante" e "promíscua". Quem não quer participar do grupo é segregado, dizem.

"Quem na verdade está fazendo o discurso de ódio é essa minoria dentro do movimento. Apontam o dedo para gays que lidam com a situação de outra maneira. Se você não levanta bandeiras, não vai ser um deles", diz Eller.

Lucas Lopes, criador da comunidade Gay de Direita, Gay Direito, que tem 2 mil membros no Facebook, menciona a "falta de foco" dos ativistas.

"Lutas LGBTs talvez algum dia serviram para alguma coisa, mas hoje não tem necessidade disso. Uma parada gay hoje só tem promiscuidade, são pessoas se beijando no meio da rua, fazendo sexo."

Dono do blog Minha Vida Gay, que soma um milhão de acessos desde a sua criação, em 2014, o empresário Flávio Yuki diz que seus leitores reclamam da "pressão dos gays de esquerda".

"Já ouvi no blog que os gays de esquerda estão muito chatos, muito radicais, e as pessoas começam a gostar do Bolsonaro."

Para Adla Teixeira, professora da faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisadora sobre gênero e sexualidade, esse autoritarismo existe de fato. Ela explica que hoje existe um radicalismo nos grupos militantes assim como nos religiosos.

"Tem um pouco de raiva desse excesso de oposição (feito pela militância). Esses gays são pessoas discretas, que têm o direito de não se envolver numa militância. Há dificuldade de aceitar que o outro pode não querer entrar (na luta)."

Já Richard Miskolci, professor de Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e pesquisador do Núcleo de pesquisa em Diferenças, Gênero e Sexualidade, não vê autoritarismo no movimento LGBT.

"Usar esse adjetivo é uma estratégia da direita de atribuir a seus inimigos suas piores características. Como um político vinculado à ditadura militar e que defende torturadores pode considerar 'autoritário' um defensor dos direitos humanos? Como movimentos nascidos da democratização poderiam ser autoritários?"

Direitos iguais

Mais do que questionar a atuação do movimento LGBT, os "gays de direita" põem em xeque a necessidade de uma legislação voltada para os homossexuais.

A maioria dos entrevistados é contra a lei que criminaliza a homofobia — um projeto sobre o assunto foi arquivado pelo Senado em 2015 — e acha que a decisão do STF sobre o casamento homossexual já é suficiente. Para eles, criar leis específicas seria uma nova forma de segregação.

"Já temos direitos iguais nessa matéria de união civil. Perante o Estado é igual. Não posso obrigar que uma igreja faça um casamento. Não tem mais necessidade, morreu em 2013", diz Hays.

Sobre a lei que criminaliza a homofobia, ele diz que agressões contra qualquer pessoa já são punidas. "Interessa que o agressor seja punido, não interessa a situação, se é gay ou mulher."

Além disso, parte dos que se identificam com posicionamentos mais conservadores têm restrições à adoção de crianças por casais homossexuais.

Alguns até consideram que uma família formada por dois homens ou duas mulheres têm mais chances de afetar sua orientação sexual.

"Há pessoas que não têm condições de adotar, porque vão fazer com que as crianças cresçam sexualizadas, sejam abusadas sexualmente. A gente vê casos assim", diz Junior Oliveira, frequentador destas comunidades.

Ter acesso a uma legislação específica não é um privilégio, pondera José Reinaldo Lopes, professor de Direito da Universidade de São Paulo (USP), mas uma concessão de recursos a quem em situações normais não consegue exercer seus direitos.

Ele cita o caso dos transexuais, que têm mais dificuldade de alterar seu nome em comparação com outras pessoas, segundo uma pesquisa feita pela universidade. Um caso assim demanda uma lei que conceda direitos explícitos a esse público.

"A lei vem para compensar um preconceito que vem da sociedade. Hoje, não temos uma situação de igualdade. O importante é que haja condições para que todos exerçam direitos considerados universais. E várias leis fazem isso", diz Lopes

Momento conservador

Gays defendendo posições conservadoras quanto ao avanço de direitos LGBT é algo que pode causar estranhamento em algumas pessoas.

No entanto, especialistas ouvidos pela reportagem explicam que, apesar de ser novo no Brasil, é algo que já ocorre em outros países, como com "os republicanos gays nos Estados Unidos e, em certa medida, também na Europa", segundo Lopes.

"A orientação sexual não determina ideologia política", diz o professor da USP.

A afirmação pode parecer óbvia em outros lugares, mas não no Brasil, onde se costuma relacionar a militância LGBT com posições de esquerda.

Segundo a professora Vera Lucia Marques da Silva, pesquisadora do Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os partidos de esquerda — e especialmente o PT — abraçaram a causa LGBT.

Até 2007, todos os discursos a favor de direitos de homossexuais feitos na Câmara vieram de parlamentares de esquerda, "principalmente os petistas", de acordo com uma análise feita por Silva.

Portanto, o que causa surpresa não é exatamente a adoção de um discurso de direita, mas a aproximação de figuras como Bolsonaro.

Marques atribui essa tendência ao "momento conservador" pelo qual o país passa. Por sua vez, Miskolci menciona a escalada de "discursos fundamentalistas religiosos" desde as eleições de 2010.

Ele ainda avalia que certos segmentos do público LGBT podem se identificar com a pauta mais conservadora para se distanciar de estigmas.

"O desejo de parecer 'bom cidadão' e se dissociar dos que sofrem preconceito gera uma despolitização desses sujeitos, os quais preferem uma pauta moral a uma política."

Uma pessoa qualquer

Menções sobre normalidade e a necessidade de manter sua vida sexual entre quatro paredes, longe dos olhos do público, são recorrentes entre os membros desse grupo. É justamente por tratá-lo como "uma pessoa qualquer" que Hays, por exemplo, diz apreciar Bolsonaro.

"De gays, a gente quase não fala. Ele me trata como um ser humano, como qualquer pessoa. Se eu pisar na bola com ele, vai me tratar mal. Assim como tem que ser em qualquer relação."

A relação do arquiteto e o deputado é ilustrada por selfies que Clóvis posta em seu Facebook. Em uma delas está em um carro entre Jair e Eduardo Bolsonaro e os três sorriem.

Com mais de 4.000 curtidas, a imagem traz a legenda: "Homofobia total rolando por aqui (risos)".

No BBC Brasil
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A desculpa esfarrapada do Datafolha para não fazer pesquisa


Raramente fazemos pesquisas de popularidade antes dos cem primeiros dias de um presidente.

Esta foi a desculpa apresentada pelo Datafolha ao El País para o sumiço de suas pesquisas.

Ora, ora, ora. Quem acredita nessa desculpa acredita em tudo.

As circunstâncias atuais definitivamente não são comuns. Uma coisa é você esperar para fazer levantamentos de popularidade quando um presidente assume o poder e ainda vive a clássica fase de lua de mel, graças a seus milhões de votos.

Outra coisa, inteiramente diversa, é você não medir nada quando um vice chega ao Planalto num processo tão controverso, para dizer o mínimo, quanto o que levou Temer a um posto para o qual ele não teve um voto.

Acrescente-se aí que Temer, mesmo estando apenas interinamente na presidência, destruiu o projeto eleito por mais de 54 milhões de brasileiros ainda recentemente, final de 2014.

A sociedade não votou no programa que Temer tenta colocar em marcha. Nada mais importante, para um instituto de pesquisas, do que aferir o que as pessoas pensam disso.

Os votos dos brasileiros foram surrupiados mais de uma vez. Primeiro, quando Dilma foi afastada num conspiração de corruptos. Depois, quando Temer jogou no lixo o programa pelo qual ele próprio se tornara vice.

Não bastasse isso, os senadores ainda terão que chancelar — ou não — o afastamento de Dilma.

A contagem está apertada. Três senadores que mudem de ideia depois de terem dito sim ao golpe e Dilma volta. Até Zezé Perrela disse que a contagem no Senado tinha sido muito mais apertada do que os golpistas esperavam, ao contrário do que acontecera na Câmara.

Evidentemente os senadores vacilantes examinarão com extrema atenção as pesquisas de opinião.

Já é complicado ser golpista, como se pode ver pelos múltiplos esculachos dirigidos contra parlamentares que apoiaram o impeachment. E é simplesmente insuportável ser um golpista quando o golpe é impopular. Sua carreira política está no cemitério, nestes casos.

Tudo isto posto, nada justifica o silêncio do Datafolha e do Ibope. Quer dizer: nada exceto a possibilidade fortíssima de que eles, como se tornou tão comum no mundo político destes dias, tenham decidido escolher seletivamente o momento de ver o que os brasileiros estão pensando.

Paulo Nogueira
No DCM
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Ministro do Trabalho de Temer é vaiado em conferência da OIT


Governo golpista de Michel Temer foi alvo de protesto na Organização Internacional do Trabalho, durante conferência que acontece nesta semana na sede da ONU


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Por que a pesquisa CNT/MDA é mortal para Temer

Rejeitado desde a largada
Leitores do DCM correram para desqualificar a pesquisa CNT/MDA que acabou de sair.

Com toda a maquiagem que possa ter sido feita, ela é extraordinariamente reveladora no que diz respeito a Temer.

Apenas 11,3% dos ouvidos aprovam Temer. A mídia está tentando mitigar o efeito explosivo deste número comparando-o com o de Dilma nos últimos dias antes do impeachment.

Mas é uma falácia.

Dilma vinha sob frenético bombardeio da mídia. Manifestações de analfabetos políticos recebiam holofotes superpotentes, bem como as ações espetaculosas da Lava Jato.

Só por milagre ela teria bons índices nas pesquisas, dadas as circunstâncias.

Mas com Temer a história é bem diferente. Ele foi vendido pela imprensa como alguém capaz de unificar o país. Ele próprio, num momento de ufanismo idiota, afirmou que faria um governo de “salvação nacional”.

O tempo desgasta qualquer governo. Há sempre uma lua de mel para novos presidentes, uma taxa de tolerância que aos poucos vai minguando.

Temer conseguiu liquidar a lua de mel antes mesmo de começá-la. Os números demonstram que ele foi rejeitado desde a largada. É um patinho feio sem jamais ter tido um instante de cisne.

Para ele, o cenário só tende a piorar. Se ele carrega um índice miserável de apoio agora, quando teoricamente seu crédito seria alto, que vai acontecer daqui por diante?

Quando ele vai chegar a zero?

Churchill, num de seus grandes momentos como orador, disse o seguinte de um líder trabalhista que estava no poder, Clement Attle. “Um táxi chegou vazio a Downing Street 10 e dele desceu o Attle.” (Aquela é a sede do governo britânico.)

O mesmo vale para Temer. Um táxi chegou vazio ao Planalto, e dele desceu Temer.

Ele não tem a mínima condição de governar o Brasil numa situação tão dramática. Não há ajuda da mídia capaz de mudar este fato básico da vida como ele é.

Temer é uma desgraça, e é assim que os brasileiros o enxergam quando a plutocracia imaginava que ele seria visto como uma solução.

O golpe micou.

Restam duas alternativas. Uma é devolver a Dilma o que lhe foi roubado. A outra é chamar eleições presidenciais o mais rápido possível.

Até pela brutal injustiça de que Dilma foi vítima, preferiria a alternativa um. Mas penso que a dois — novas eleições — é a que tende a vencer.

Paulo Nogueira
No DCM
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Justiça determina bloqueio das contas do PSDB no Estado e na cidade de São Paulo


Congelado

A Justiça determinou nesta terça (7) o bloqueio das contas do PSDB no Estado e na cidade de São Paulo. O marqueteiro Luiz Gonzalez, que atua para o partido, cobra R$ 17 milhões da sigla. O PSDB diz que irá recorrer.

Pindaíba

Sem dinheiro, o diretório estadual já havia sido obrigado a demitir funcionários meses atrás. A sigla afirma que o bloqueio não afetará a arrecadação para as campanhas municipais.

No fAlha
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Reunião do clube Bilderberg de 2016


Lista dos convidados à reunião do clube Bilderberg de 2016, que começa amanhã em Dresden:

CHAIRMAN Castries, Henri de (FRA), Chairman and CEO, AXA Group, , the insurance giant is the 9th largest company in the world. An American unit of AXA was involved in the Wall Street fleeces Main Street scandal which was investigated by the New York state Attorney General. Member of the Steering Committee

Aboutaleb, Ahmed (NLD), Mayor, City of Rotterdam. He is a dual citizen of the Netherlands and Morocco. His father was an Imam but he drinks alcohol.. They are Berbers.

Achleitner, Paul M. (DEU), Chairman of the Supervisory Board, Deutsche Bank AG Member of the Steering Committee. Deutsche Bank has long been a favorite of Bilderberg. They helped fix interest rates and gold and silver prices. Remember Gordon Brown’s disastrous sale of UK gold? It was designed to drive down the price of gold and to save Deutsche Bank. It was contrary to British interests to sell gold for below market prices.

Agius, Marcus (GBR), Chairman, PA Consulting Group Member of the Steering Committee. His wife is Katherine de Rothschild. Her father is Evelyn de Rothschild who was a co-founder of Bilderberg. Agius began his career at the Rothschild associated Lazard bank. .

Ahrenkiel, Thomas (DNK), Permanent Secretary, Ministry of Defence. He is there because of his job. He attended the Bilderberg 2015 meeting.

Albuquerque, Maria Luís (PRT), Former Minister of Finance; MP, Social Democratic Party. She is following the EU policy of Austerity. Bankers must have more and who cares if you have less.

Alierta, César (ESP), Executive Chairman and CEO, Telefónica. He beat Insider Trading charges. He is controversial for saying, “Cloud computing means that the intelligence is in the net. And the net is ours”.

Altman, Roger C. (USA), Executive Chairman, Evercore Member of the Steering Committee He used to be with Lehman Brothers and Blackstone Group. He is a key supporter of Hillary Clinton. He was an adviser on the GM bankruptcy collecting $46 million in fees for Evercore. He is a member of the Council on Foreign Relations. He is a Democratic party and Clinton insider.

Altman, Sam (USA), President, Y Combinator. In 2014, Altman was named president of Y Combinator. the most commercially successful seed-stage accelerator. Altman announced in a 2014 blog post that the total valuation of all Y Combinator companies had surpassed $65 billion, including well-known companies like Airbnb, Dropbox, Zenefits and Stripe. He is 31 years-old.

Andersson, Magdalena (SWE), Minister of Finance. First meeting. She is borrowing money so Sweden cam pay for the migrants.

Applebaum, Anne (USA), Columnist Washington Post; Director of the Transitions Forum, Legatum Institute. This institute works for advancing reforms proposed by Bilderberg and other billionaires. She is a fixture at Bilderberg.

Apunen, Matti (FIN), Director, Finnish Business and Policy Forum EVA Member of the Steering Committee. He supports globalization of business and media

Aydin-Düzgit, Senem (TUR), Associate Professor and Jean Monnet Chair, Istanbul Bilgi University. Probably one of the best looking women at Bilderberg 2016. First meeting. She is an expert on IDentity politics and Turkish foreign policy. That is important if you want some sort of solution to NATO’s Turkish-Syrian nightmare. But you might not like the Bilderberg answer.

Barbizet, Patricia (FRA), CEO, Artemis. She is also the head of Christie’s auction house. Her husband is an investment banker at Barclays. She has a strong history in French business.

Barroso, José M. Durão (PRT), Former President of the European Commission Member of the Steering Committee. He used to be a frequent object of Nigel Farage’s wrath.

Baverez, Nicolas (FRA), Partner, Gibson, Dunn & Crutcher Member of the Steering Committee. He works at the Paris office of an international law firm headquartered in New York with 1,000 lawyers and offices in 17 nations. He specializes in privatization meaning he takes utilities that were paid for by the public and gives them to billionaires. Tolls and fees are charged to taxpayers. Bilderbergers love privatization.

Bengio, Yoshua (CAN), Professor in Computer Science and Operations Research, University of Montreal. First meeting. He is known for machine learning. We need robots to replace those workers demanding a raise in the minimum wage. And to replace people making several times the minimum wage as well.

Benko, René (AUT), Founder and Chairman of the Advisory Board, SIGNA Holding GmbH. . He runs the largest real estate holding company in Austria. He has expanded into European prime center real estate.

Bernabè, Franco (ITA), Chairman, CartaSi S.p.A. He is head of an Italian Bank. Former Chairman Telecom Italia. He had to resign as CEO because share prices slumped. He is a non-executive director of Petro China. He was appointed as Vice Chairman of Rothschild Europe. He is on the Bilderberg Steering Committee. The other Bilderberg participants merely discuss the agenda until agreement is reached. The Steering Committee sets that agenda. Notice how close the Steering Committee is to the Rothschild family. Notice also the close ties to China.

Beurden, Ben van (NLD), CEO, Royal Dutch Shell plc Shell oil is owned by the Rothschilds and by the Dutch Royal family amongst others. He is a returning member.

Blanchard, Olivier (FRA), Fred Bergsten Senior Fellow, Peterson Institute. He was at the IMF. He has written papers suggesting that Austerity is hurting more than helping the economy. That is good news. New Participant.

Botín, Ana P. (ESP), Executive Chairman, Banco Santander. Formerly head of Santander UK. This is an old drug money laundering bank with ties to Latin America and the Rothschilds. Her mother is of Irish descent. She worked for J P Morgan for 8 years. Returning Participant.

Brandtzæg, Svein Richard (NOR), President and CEO, Norsk Hydro ASA Member of the Steering Committee. It is the fourth largest integrated electrical generation and aluminum producer in the world.

Breedlove, Philip M. (INT), Former Supreme Allied Commander Europe. He is a four star USAF general.Returning Participant.

Brende, Børge (NOR), Minister of Foreign Affairs. Brende served as chairman of the UN Commission on Sustainable Development 2003–2004. In 2005, he took up the appointment of international vice chairman of the China Council for the International Cooperation on Environment and Development (advisory board to the State Council). He has been managing director of the World Economic Forum. He is a member of the Conservative party but he would never make it in the Republican party in America. New Participant.

Burns, William J. (USA), President, Carnegie Endowment for International Peace. New Participant. He replaces Jessica Tuchman Matthews who on the Steering Committee and was President of Carnegie. She retired. He is a professional diplomat and was asked first by john Kerry and then President Obama to delay his retirement.

Cebrián, Juan Luis (ESP), Executive Chairman, PRISA and El País. They own radio and TV stations are in publishing as well. They are owned by the Phoenix Group, a British insurance company. Member of the Steering Committee

Charpentier, Emmanuelle (FRA), Director, Max Planck Institute for Infection Biology. She is an expert in DNA splicing. First meeting.

Coeuré, Benoît (INT), Member of the Executive Board, European Central Bank. Returning member. Co-chair of the G20 Working Group on Reforming the World Bank and the Other Multilateral Development Banks (2009) and of the G20 Sub-Working Group on Global Liquidity Management (2011).

Costamagna, Claudio (ITA), Chairman, Cassa Depositi e Prestiti S.p.A. First meeting. Former Goldman Sachs man. Have you noticed how many Bankers are Bilderbergers?

Cote, David M. (USA), Chairman and CEO, Honeywell, a conglomerate. He worked with Morgan Stanley, JP Morgan Chase and KKR. First meeting.

Cryan, John (DEU), CEO, Deutsche Bank AG. First meeting. Deutsche Bank is that important to Bilderberg despite it being near bankruptcy. It is often mentioned as the first step in an economic collapse scenario. The Bilderbergers want to save this bank or at least keeps the doors open for a while.

Dassù, Marta (ITA), Senior Director, European Affairs, Aspen Institute. First meeting. Aspen Institute is important to Bilderberg.

Dijksma, Sharon (NLD), Minister for the Environment. First meeting.

Döpfner, Mathias (DEU), CEO, Axel Springer SE, the German media group. Returning member.

Dudley, Robert (GBR), Group Chief Executive, BP plc. On June 18, 2010, was assigned to be BP executive in charge of the Gulf Coast Restoration Organization responding to the Deepwater Horizon oil spill.

Dyvig, Christian (DNK), Chairman, Kompan. Former Morgan Stanley man. First meeting.

Ebeling, Thomas (DEU), CEO, ProSiebenSat, digital media. First meeting. He used to work with Pepsi and then Novartis.

Elkann, John (ITA), Chairman and CEO, EXOR; Chairman, Fiat Chrysler Automobiles Member of the Steering Committee. And he owns part of the Rothschild Economist magazine. He is the grandson and heir of Gianni Agnelli. Fiat owns Lancia, Ferrari, Maserati and Chrysler. Elkann is Jewish and was born in New York. He also runs the Agnelli family investment firm Exor which owns Juventus F.C., Cushman & Wakefield and SGS. Henry Kissinger, Carla Bruni, and Ell McPherson attended his wedding.

Enders, Thomas (DEU), CEO, Airbus Group Member of the Steering Committee. He used to work at Daimler Chrysler Aerospace. Airbus is important to Bilderberg.

Engel, Richard (USA), Chief Foreign Correspondent, NBC News. Do you believe everything you see on TV?

Fabius, Laurent (FRA), President, Constitutional Council. He is a former French PM. Has not attended Bilderberg in recent years.

Federspiel, Ulrik (DNK), Group Executive, Haldor Topsøe A/S Member of the Steering Committee. They make advanced technology for the oil industry. Oil is important for Bilderberg.

Ferguson, Jr., Roger W. (USA), President and CEO, TIAA. He is a former Vice-Chair of the Federal Reserve Bank. TIAA is a teacher’s pension. American pensions are toast thanks to Bilderberg criminality.

Ferguson, Niall (USA), Professor of History, Harvard University. He was born in Glasgow and graduated from Oxford. He is an official biographer of Henry Kissinger and has written about the Rothschild family . He represents the latter at Bilderberg. He is an economic historian and one of his areas of expertise is Hyperinflation. He has said the euro is doomed and can only be saved by more centralization (and less democracy). We will all become experts in Hyperinflation at the rate at which the Bilderbergers are printing money. They are intentionally creating more debts so taxpayers will all become permanent debt slaves. Returning member.

Flint, Douglas J. (GBR), Group Chairman, HSBC Holdings plc. HSBC is an old drug running bank better known as Hong Kong Shanghai Bank. Asia Times tells us that the big banks launder 500 billion dollars a year in bribes and that 40% of that money belongs to Chinese politicians. His bank has extensive contacts with both Chinese politicians and Latin American drug cartels. They also were in the LIBOR scandal. Returning member.

Garicano, Luis (ESP), Professor of Economics, LSE; Senior Advisor to Ciudadanos. First meeting. His reform group is supposed to be against Bilderberg Austerity. The Bankers are always on the prowl for traitors.

Georgieva, Kristalina (INT), Vice President, European Commission. First meeting.

Gernelle, Etienne (FRA), Editorial Director, Le Point. First meeting. Media is often invited. His father worked for the World Bank. Bilderberg looks at bloodlines.

Gomes da Silva, Carlos (PRT), Vice Chairman and CEO, Galp Energia. This is an oil and natural gas company. Oil is important to Bilderberg. The 3 original Bilderberg founders owned Shell and Exxon.

Goodman, Helen (GBR), MP, Labour Party. She had an embarrassing tweet about an MPs Chinese wife. She is helping to purge Labour of anti-Israel MPs. First meeting.

Goulard, Sylvie (INT), Member of the European Parliament. First meeting. Sylvie Goulard’s work focuses on the necessity of pursuing European integration whilst also inviting increased public debate about European questions. She is on the EU Monetary committee.

Graham, Lindsey (USA), Senator. Anti-Trump Republican Senator. He has never seen a war he did not like. First meeting. He is there to help stop Trump.

Grillo, Ulrich (DEU), Chairman, Grillo-Werke AG; President, Bundesverband der Deutschen Industrie. First meeting. He used to be an armaments maker.

Gruber, Lilli (ITA), Editor-in-Chief and Anchor “Otto e mezzo”, La7 TV. Member of the Steering Committee. She is older now but she is very sexy and well liked at Bilderberg. The Steering Committee recommends new members. She is in media and is close to Italian politicians, bankers, businessmen and celebrities.

Hadfield, Chris (CAN), Colonel, Astronaut. First meeting. Bilderberg needs to bring important people into their ranks.

Halberstadt, Victor (NLD), Professor of Economics, Leiden University. Member of the Steering Committee. Former Honorary Secretary General of Bilderberg Meetings.

Harding, Dido (GBR), CEO, TalkTalk Telecom Group plc. First meeting. Hereditary nobility. GBP £6,842,000 (total compensation, 2014) for her position as CEO. Her husband is a Tory MP.

Hassabis, Demis (GBR), Co-Founder and CEO, Google DeepMind. Google. He is an expert in AI. He was a world class game developer and chess champion before he earned a PhD in Cognitive Neuroscience. Returning participant. Bilderberg is interested very much in his work. Google is big at Bilderberg.

Hobson, Mellody (USA), President, Ariel Investment, LLC and the current Chair of the Board of Directors of DreamWorks Animation. She is black. First meeting. Ariel is a Chicago investment firm that manages over $10 billion in assets. She married George Lucas and had a child delivered by a surrogate birth mother. First meeting.

Hoffman, Reid (USA), Co-Founder and Executive Chairman, LinkedIn. Returning participant. Bilderberg is drawing in High Tech firms.

Höttges, Timotheus (DEU), CEO, Deutsche Telekom AG. First meeting. Standard business career.

Jacobs, Kenneth M. (USA), Chairman and CEO, Lazard Member of the Steering Committee

Jäkel, Julia (DEU), CEO, Gruner + Jahr It is the largest European printing and publishing firm. She is a graduate of Heidelberg and Cambridge universities. Returning participant.

Johnson, James A. (USA), Chairman, Johnson Capital Partners Member of the Steering Committee Member of Goldman Sachs Board. He has real power within the Democratic party. He typically selects the VP candidate for the Democrats.

Jonsson, Conni (SWE), Founder and Chairman, EQT. He does buy outs. His firm is linked to the Wallenbergs. First meeting

Jordan, Jr., Vernon E. (USA), Senior Managing Director, Lazard Frères & Co. LLC. Returning participant but he has not been around for a few years. He is or was important in American civil rights history.

Kaeser, Joe (DEU), President and CEO, Siemens AG. Worked at Siemens branch in Silicon Valley. He is a financial officer and administrator. He went to Russia to emphasize the importance of trade at a time when sanctions were being urged. Returning participant.

Karp, Alex (USA), CEO, Palantir Technologies Member of the Steering Committee. This high tech company was created with seed money from the CIA so I do not believe those claims about protecting user privacy. Any more than I would from all the other high tech companies the CIA funded.

Kengeter, Carsten (DEU), CEO, Deutsche Börse AG. New participant. The German stock exchange is taking over the London Stock Exchange in case there is no Brexit. He is a good reason to vote for Brexit.

Kerr, John (GBR), Deputy Chairman, Scottish Power. Independent Member, House of Lords and Deputy Chairman of Royal Dutch Shell He was a professional diplomat and ambassador to Russia, the US Pakistan and the EU. He is a director of Rio Tinto, a Rothschild company. He used to be a member of Bilderberg Steering Committee. Not sure why he was dropped. He is 74 years-old.

Kherbache, Yasmine (BEL), MP, Flemish Parliament. New participant. She is half Algerian and lived in Algeria until she was 6.

Kissinger, Henry A. (USA), Chairman, Kissinger Associates, Inc. He is a well known war criminal. Seems to be slowing down.

Kleinfeld, Klaus (USA), Chairman and CEO, Alcoa though he had to quit Siemens over corruption charges. He is a member of the board of directors of Citigroup and Bayer. He is popular with the bankers. Member of the Steering Committee

Kravis, Henry R. (USA), Co-Chairman and Co-CEO, Kohlberg Kravis Roberts & Co. When they bought R J Reynolds, Catherine Austin Fitts couldn’t understand how KKR could pay so much. She learned that Reynolds sold cigarettes to terrorists and drug dealers so they could launder money. They take over companies and steal their pensions. Returning member.

Kravis, Marie-Josée (USA), Senior Fellow, Hudson Institute (founded by Herman Kahn). It is funded by Eli Lily. She is from Montreal, Quebec, and is the third wife of financier Henry Kravis. She is an economist and serves on the board of major corporations. Member of the Steering Committee. Head of US Bilderberg.

Kudelski, André (CHE), Chairman and CEO, Kudelski Group Member of the Steering Committee. He serves on many corporate boards.

Lagarde, Christine (INT), Managing Director, International Monetary Fund. Well known economic criminal. She used to be a lawyer at a union busting firm and then Finance Minister for France. She did not permit her Ministry employees to speak French. Only English allowed.

Levin, Richard (USA), CEO, Coursera. New participant. 20 years at Yale. His firm is a leader in online education. Some people are invited so they can make money.

Leyen, Ursula von der (DEU), Minister of Defence. Returning participant. She is close to Angela Merkel.

Leysen, Thomas (BEL), Chairman, KBC Group, a European bank which has expanded along with the EU into eastern Europe. Member of the Steering Committee

Logothetis, George (GRC), Chairman and CEO, Libra Group, a diversified international privately owned conglomerate company which he founded in 2003. As of 2014, the Libra Group owns and operates 30 subsidiary companies around the world. New participant.

Maizière, Thomas de (DEU), Minister of the Interior, Federal Ministry of the Interior. He is an MP for the CDU. He is close to Angela Merkel. New participant. He is a politician but he is in charge of German security for the Bilderberg meeting.

Makan, Divesh (USA), CEO, ICONIQ Capital. He also worked at The Goldman Sachs Group, Inc., and Morgan Stanley. Another Silicon Valley firm. He is a Hindu from South Africa. New participant.

Malcomson, Scott (USA), Author; President, Monere Ltd. He is a political-risk and communications consultant and visiting media fellow at the Carnegie Corporation’s international peace and security program. He has been a senior advisor at the US. State Department and the United Nations, director of communications at International Crisis Group and the Berggruen Institute, and foreign editor of the New York Times Magazine (2004-2011). He is a member of the Council on Foreign Relations and PEN, and has lectured widely in Europe, China and the United States. He has been researching the Internet and also America since 911. New participant.

Markwalder, Christa (CHE), President of the National Council and the Federal Assembly. New participant. Member of FDP. Bankers are on the prowl for traitors.

McArdle, Megan (USA), Columnist, Bloomberg View. She is a critic of Ron Paul and Obamacare. She is supposed to be a Libertarian. New participant. Works for Bloomberg so she knows who the boss is. Media gets a lot of invites.

Michel, Charles (BEL), Prime Minister. Returning participant.

Micklethwait, John (USA), Editor-in-Chief, Bloomberg LP. Used to be Editor-in-Chief, The Economist which is owned by the Rothschilds. The Economist urged Iraq to attack Iran 6 months before the war started. Returning member.

Minton Beddoes, Zanny (GBR), Editor-in-Chief, The Economist, a Rothschild publication. Returning member.

Mitsotakis, Kyriakos (GRC), President, New Democracy Party. Son of a former PM. USed to work for Chase Bank before the merger. Lived a lot of his life in France and the US. New participant.

Morneau, Bill (CAN), Minister of Finance. New participant. Canadian economy is tanking.

Mundie, Craig J. (USA), Principal, Mundie & Associates Member of the Steering Committee. Mundie advocates that individuals be licensed before being allowed to use the Internet. Used to be part of Microsoft leadership.

Murray, Charles A. (USA), W.H. Brady Scholar, American Enterprise Institute. He is famous for his works on the Bell Curve and the debate over his views on the Underclass. This is his second Bilderberg meeting. He also wrote Coming Apart: The State of White America, 1960-2010. Bilderberg wants white America to die. Might be there to give insights about the Trump phenomenon.

Netherlands, H.M. the King of the (NLD), His family owns a large part of Royal Dutch Shell along with the Queen of England and the Rothschilds. Forbes magazine did a puff piece and said his family only had 300 million dollars. This is not credible for a family that ruled for 200 years. His mother Queen Beatrix attended in the past.

Noonan, Michael (IRL), Minister for Finance. New participant.

Noonan, Peggy (USA), Author, Columnist, The Wall Street Journal. Might be there to talk about Trump. She is media but has deep connections within the Republican party. But she has more insights into Trump than other writers. She said he is ‘the spark and not the fire.’

O’Leary, Michael (IRL), CEO, Ryanair Plc Member of the Steering Committee. Must have liked him because he is new to the Steering Committee.

Ollongren, Kajsa (NLD), Deputy Mayor of Amsterdam. This woman sees the Rape Refugees as an opportunity to diversify. New participant.

Osborne, George (GBR), First Secretary of State and Chancellor of the Exchequer. First class idiot in economics. He and Cameron came up with this idiotic Help to Buy scheme purloined from Alan Greenspan. It got them past election day. The UK has more Unpayable Debts to cancel than the US. The next Depression will hit them harder than the US.

Özel, Soli (TUR), Professor, Kadir Has University. He edits a Turkish language edition of Foreign Affairs magazine. He is Turkish of Jewish origins. Returning member. A big turnover in the Turkish participants but did not include him.

Papalexopoulos, Dimitri (GRC), CEO, Titan Cement Co. Another new Member of the Steering Committee. Titan cement is a large international company which is expanding into the US and eastern Europe. He also appeared at Davos and likes to talk in public.

Petraeus, David H. (USA), Chairman, KKR Global Institute. This is a Think Tank owned by KKR which takes over companies and steal their pensions. Through R J Reynolds tobacco they launder money for drug dealers and spies. Returning member

Philippe, Edouard (FRA), Mayor of Le Havre. New participant. He is co-managing the UMP campaign for an alternative to Marine Le Pen. Lots of mayors. Lots of people opposing Trump and Le Pen.

Pind, Søren (DNK), Minister of Justice. New participant. MP. A liberal leaning member of the ruling center-right party.

Ratti, Carlo (ITA), Director, MIT Senseable City Lab. He is a city planner but he is interested is designing an architecture that senses and responds or more simply talks back to us. He has an interesting TED Talk on YouTube. New participant.

Reisman, Heather M. (CAN), Chair and CEO, Indigo Books & Music Inc. Member of the Steering Committee. Her husband, Gerry Schwartz, runs Onex, a leading venture capital firm. She and her husband switched from Liberal to Conservative over the Israel Lebanon war. PM Harper’s Chief of Staff used to work for her husband. Her uncle was the first Canadian to work with Bilderberg to break up Canada to get it into the North American Union.

Rubin, Robert E. (USA), Co-Chair, Council on Foreign Relations. Former Secretary of the Treasury. He was head of Citibank’s private bank which launders drug money. In 1999 Robert Rubin, Alan Greenspan, Larry Summers (Samuelson) and Arthur Levitt told Brooksley Born of the CFTC that she could not regulate Credit Default Swaps which were faux insurance. They were unregulated and did not require the seller to set aside money to pay claims. All sales income could be paid out in bonuses allowing the taxpayer to foot the bill when it came due as it did in AIG. American taxpayers according to Obama will have to pay hundreds of trillions of dollars in CDS after the euro bonds collapse. All four of those men are Jewish. No concern to them that a billion people at some future date will starve to death. Returning member.

Rutte, Mark (NLD), Prime Minister. He is a liberal and is in coalition with Labor. In 2009, Rutte stated that Holocaust denial should no longer be illegal. Returning member.

Sawers, John (GBR), Chairman and Partner, Macro Advisory Partners Member of the Steering Committee. He was Chief, Secret Intelligence Service (MI6). He was a professional diplomat being neither a spy nor a warrior. He is a Returning member.

Schäuble, Wolfgang (DEU), Minister of Finance. Another close ally of Angela Merkel. Bilderberg seems to be backing a lot of losing candidates and issues. He actually has sensible views on European integration. Proceed with 5 core nations and let the others follow along later. I am opposed to the EU. I have called it Rothschild land. He is something of an Austerity aficionado.

Schieder, Andreas (AUT), Chairman, Social Democratic Group. New participant. One of the two main parties. 5 years ago they won 80% of the vote. In the last election the two ruling parties won 20%. They counted the mail votes and stole the election from Hofer, the nationalist. They gave the Presidency to an immigrant whose Green party made fun of native born Austrians.

Schmidt, Eric E. (USA), Executive Chairman, Alphabet Inc (parent of Google.) Member of the Steering Committee. Google is big at Bilderberg. They like to spy on the commoners.

Scholten, Rudolf (AUT), CEO, Oesterreichische Kontrollbank AG Member of the Steering Committee. He is head of the Austrian Central Bank. The Great Depression did not get going until the Rothschild owned Credit Anstalt bank of Vienna collapsed on May 11, 1931. It had too many eastern European bad debts. This man is not a professional banker.

Schwab, Klaus (INT), Executive Chairman, World Economic Forum. Former member of the Steering Committee. He is in his 70s. Former professor. Promotes globalism at his forum.

Sikorski, Radoslaw (POL), Senior Fellow, Harvard University; Former Minister of Foreign Affairs. He made uncomplimentary comments about the US in a bugged conversation. He was in charge of the Oxford Debate club. He was a member of the Bullingdon group, a very despicable bunch. David Cameron was a member. He worked at AEI while in America. They are pro-Globalist and supposedly conservative group. New participant

Simsek, Mehmet (TUR), Deputy Prime Minister. New participant. A big change in the Turkish delegation. He was born an ethnic Kurd. He worked for Merrill Lynch in London and UBS in New York. He also has British citizenship. He is no friend of the Kurdish people.

Sinn, Hans-Werner (DEU), Professor for Economics and Public Finance, Ludwig Maximilian University of Munich. New participant. He serves on the German Economics minister’s advisory board. Things are not going well for the EU economy.

Skogen Lund, Kristin (NOR), Director General, The Confederation of Norwegian Enterprise. New participant. Strong business background. Undergraduate degree from University of Oregon in the US.

Standing, Guy (GBR), Co-President, BIEN; Research Professor, University of London in Oriental and African studies. New participant. BIEN = Basic Income Earth Network. Bilderberg needs people like him to transfer their following to Globaliam.

Thiel, Peter A. (USA), President, Thiel Capital Member of the Steering Committee.He is bringing in the younger crowd of high tech billionaires the CIA and NSA will need to end anonymity on the Internet and then close down free speech. It should be noted that he is not an engineer. He is a lawyer and Stanford graduate. He worked as a derivatives trader and runs a Hedge Fund. He owned 10.2% of Facebook pre IPO. Thiel is a founder of PayPal which shuts down service to those who practice free speech on the Internet. He was an early investor in Facebook which legally should never had been offered as an IPO at anything above a dollar a share. PayPal has been linked by John Cruz to money laundering.

Tillich, Stanislaw (DEU), Minister-President of Saxony. Member CDU. New participant. He refused to join Alternative for Germany. Bilderberg is backing losers.

Vetterli, Martin (CHE), President, NSF (National Science Foundation). His lab’s current research is mathematical signal processing, that is, the set of tools and algorithms from applied harmonic analysis that are central to signal processing. These include representations for signals (Fourier, wavelets, frames), sampling theory, and sparse representations.

Wahlroos, Björn (FIN), Chairman, Sampo Group, Nordea Bank, UPM-Kymmene Corporation. He is chairman of an insurance company and a bank holding company. He is a Leftist. Returning participant.

Wallenberg, Jacob (SWE), Chairman, Investor AB Member of the Steering Committee. He is a member of the famous Wallenberg family which was Jewish at one time. He is a Director of several banks and of Coca-Cola.

Weder di Mauro, Beatrice (CHE), Professor of Economics, University of Mainz. She was the first woman ever to serve on the German chancellor’s council of economic advisers, known as the “wise men.” In addition to advising governments, she is on the boards of Swiss bank UBS AG and drugmaker Roche Holding AG, while holding a professorship at the University of Mainz in Germany, where she has taught since 2001. She worked for the IMF and the World Bank. She won a bet with Nouriel Roubini on Greece. She said they would not leave the euro.

Wolf, Martin H. (GBR), Chief Economics Commentator, Financial Times. He is the favorite writer of billionaires all over the world. He is a committed Globalist. And he is Jewish. As a young man, he worried about the economic conditions of the 1930s that created the war. He should read my essays which give solutions other than more debts and more spending to solve our current crisis.

Zoellick, Robert B. (USA), Chairman, Board of International Advisors, The Goldman Sachs Group Member of the Steering Committee (Not on list of this year’s participants.)
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Japonês da Federal vai em cana!


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Requião anuncia grupo de 30 senadores contrários ao impeachment no Senado


O senador Roberto Requião (PMDB-PR) reuniu-se ontem (7) à noite num jantar com 30 senadores contrários ao impeachment de Dilma Rousseff.

O anúncio caiu como uma bomba horas antes da comissão do impeachment começar, que começa ouvir às 11 horas desta quarta (8) as testemunhas indicadas pela acusação no Senado.

Para enterrar de vez o afastamento da presidente eleita serão necessários 27 votos. Na votação pela admissibilidade do impeachment, em 12 de maio, foram 22 senadores contrários e 55 favoráveis.

Requião revelou que o grupo convergiu para a realização de novas eleições diretas ainda este ano.

“Num jantar com 30 senadores esta noite, estupefatos com últimos acontecimentos, convergimos para eleições diretas muito logo. Povo decide!”, tuitou.

O senador paranaense pertence ao dito “núcleo desenvolvimentista” no Congresso, isto é, que vê saída para a crise numa forte economia voltada para a produção ao invés da especulação rentista do mercado financeiro.

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Gilmar não quer ser um Moro qualquer

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/gilmar-nao-quer-ser-um-moro-qualquer


O vazamento na Globo é para condenar, sim!​

Vamos por partes.

O Globo vazou: Janot pediu a prisão de Renan, Cunha, Sarney e Jucá essa porra!

Gilmar (PSDB-MT) esbravejou: isso é um crime!

Crime?

Mas, que crime?

Esse “crime” de vazamentos de delações selecionadas se comete desde que a Lava Jato veio ao mundo.

Se fosse crime, o Ali Kamel, também conhecido como Gilberto Freire com “i” e o funcionário do Estadão, o vencedor do Troféu “Conexões Tigre”, já tinham sido condenados à prisão perpetua!

Esse crime só agora importuna o Ministro (sic) Gilmar!

Por que?

Porque ele sabe que o vazamento significa condenação.

O vazamento na Globo significa que o Moro vai condenar!

O vazamento é para antecipar e facilitar a condenação!

É por isso que o Moro defende abertamente o vazamento: para jogar a Globo ao lado dele!

E é por isso que os procuradores da Republica (sic) e os policiais federais (sic), com o Moro, vazam “criminosamente”…

Crime seria se o Congresso aprovasse o projeto de lei do deputado Wadih Damous, que tipifica o crime de vazamento.

Mas, por enquanto, o Moro e o Kamel são o Messi-Suárez do ataque ao PT, para prender, breve, o Lula.

Agora, quando a água bate no bum-bum do PMDB e do Temer — não perca a TV Afiada — o “Governo” do Gilmar, agora, é crime.

Porque o Gilmar não quer ser um Moro qualquer!

Não quer que a Globo antecipe o julgamento dele.

Que, por óbvio, diria ele, pedante, será a absolvição dos peemedebistas.

E eles pensam que o povo não está prestando atenção.

PHA
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A prisão do ‘Japonês da Federal’ e o fracasso de um país em busca de heróis

No Carnaval 2016, máscaras com o rosto do agente Newton Ishii
Foto Julio Cesar Guimarães/UOL
Não compartilho a convicção de quem identifica pobreza existencial nas nações que buscam ou cultivam heróis.

Meu problema é com os heróis de fancaria, celebrados a cada estação e esquecidos na temporada seguinte.

Esquecidos porque constituíam engodo ou careciam de mérito para serem heróis autênticos.

O Brasil, os brasileiros somos pródigos em eleger heróis breves.

Corremos atrás deles como um headhunter à procura urgente do executivo mais qualificado.

Mal aparece em cena, agarramos o candidato a herói ou heroína pelo cangote e o aclamamos.

Um deles, o agente da Polícia Federal Newton Ishii, acaba de ir em cana.

No mesmo prédio da PF, em Curitiba, onde trambiqueiros da política e dos negócios estão presos.

Ishii ganhou fama como “Japonês da Federal'' ao escoltar detidos na Operação Lava Jato.

Ele já havia tido rolos com a Justiça em 2003, suspeito de facilitar contrabando.

Suas alegadas falcatruas apareciam somente no pé das reportagens, como as letrinhas pequenas das advertências de bula de remédio.

Poucos viram, é claro. O herói Ishii virou máscara e marchinha de Carnaval.

Ele lembra o marinheiro do livro “Relato de um náugrafo''. Em meados da década de 1950, o protagonista sobrevivera a um naufrágio e fora consagrado herói na Colômbia.

Ao entrevistá-lo, o repórter Gabriel García Márquez descobriu que a embarcação afundara porque o marinheiro e seus companheiros a haviam sobrecarregado com mercadorias contrabandeadas. Um falso herói. Um herói que retratou uma época.

Como o “Japonês da Federal'' retrata fracassos e frustrações do Brasil de hoje.

Mário Magalhães
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Temer sabe, de fato, lidar com bandidos


 
Duas semanas após tomar de assalto o Palácio do Planalto, o Judas Michel Temer mostrou-se irritado com as críticas ao seu governo interino. Segundo o noticiário, durante uma reunião com os deputados golpistas, em 24 de maio, ele deu um "tapa na mesa", jurou que sabe governar e disse que "já tratou com bandidos". Nesta semana, depois de uma enxurrada de denúncias de corrupção contra vários dos seus ministros, Michel Temer mostrou que, de fato, sabe lidar com os mafiosos, Ele manteve no seu governo todos os metidos em escândalos. Até a mídia chapa-branca, que apostava em mudanças para tentar embelezar a imagem do "golpe dos corruptos", ficou desconcertada com a postura do interino.

A reunião que manteve a boquinha dos ministros ocorreu nesta segunda-feira (6). Segundo o Jornal do Brasil, "o presidente interino decidiu manter nos cargos o ministro de Turismo, Henrique Eduardo Alves, e o advogado-geral da União, Fábio Osório, apesar das polêmicas envolvendo os dois nomes. A decisão foi tomada após reunião no Palácio do Jaburu com os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima... Além destes dois nomes, há ainda as polêmicas envolvendo a secretária de Mulheres, Fátima Pelaes, suspeita de integrar uma 'articulação criminosa'. Com relação a ela, o presidente interino ainda não tomou uma decisão definitiva".

Diante da surpreendente decisão, a Folha tucana publicou um editorial complacente, questionando de leve a atitude do presidente ilegítimo. "Verdade que o país patina numa crise econômica cuja solução depende de certa estabilidade política. Esta, contudo, precisa ser conquistada pelo esclarecimento de todas as suspeitas e pela punição dos responsáveis". Já um de seus colunistas, Bernardo Mello Franco — que tem destoado da linha editorial do jornal —, foi mais debochado na crítica à postura do golpista. 

* * *

Freio na guilhotina

Bernardo Mello Franco - 07/06/2016

O governo interino começou a semana com mais cabeças a prêmio. Segunda de manhã (6), os candidatos à degola eram três: o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves; a secretária da Mulher, Fátima Pelaes; e o advogado-geral da União, Fábio Medina Osório.

Alves voltou à mira da Lava Jato com a divulgação de um documento em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o acusa de receber verbas do "esquema criminoso montado na Petrobras".

Pelaes foi atingida por uma investigação sobre desvio de emendas parlamentares. Osório não sofreu acusações, mas virou alvo de intrigas no Planalto e no Jaburu.

Brasília amanheceu à espera de que Michel Temer demitisse ao menos um dos três auxiliares. Apesar da expectativa, o dia terminou sem demissões. O presidente interino preferiu guardar a lâmina e não depositou nenhuma cabeça na bandeja.

Foi uma mudança de atitude em relação às últimas duas semanas, quando os ministros Romero Jucá e Fabiano Silveira perderam os cargos ao aparecer em grampos da Lava Jato. Desta vez, Michel Temer arquivou a promessa de ser "implacável" e preservou o emprego dos subordinados.

O presidente foi aconselhado a aliviar por dois motivos. Por um lado, a série de demissões reforçava a ideia de que ele não é capaz de garantir a estabilidade que faltou a Dilma Rousseff. Por outro, os partidos estavam começando a se insurgir contra a fritura de seus indicados.

Como o governo está cheio de políticos sob suspeita, seria questão de tempo que Temer ficasse sem muita companhia no palácio. Na dúvida, ele parece ter seguido a dica de Noel Rosa no samba "Positivismo": "Também faleceu por ter pescoço / O autor da guilhotina de Paris".

* * *

A lista dos mafiosos

Antes da reunião, todos os veículos que apoiaram o impeachment de Dilma com a falsa roupagem do moralismo davam como certa a exoneração de algum ministro. As apostas variavam entre um a três — que se juntariam a outros dois que já foram decapitados: Romero Jucá, o “homem-forte” de Michel Temer, e Fabiano Silveira, o tal ministro da Transparência — baita ironia! Os três novos que apareciam na lista de tiro eram o advogado-geral da União (AGU), Fábio Medina Osório; o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, e a secretária de Políticas das Mulheres, Fátima Pelas, a única "representante do mundo feminino" que topou ingressar na equipe apodrecida do Judas.

No caso do primeiro, a revista Época, da famiglia Marinho, apostou alto: "Fábio Medina tem sofrido críticas de integrantes do próprio governo e há quem fale que poderá ser o próximo a deixar o cargo... Entre as condutas criticadas estão medidas tomadas contra o ex-AGU, José Eduardo Cardozo, e a sua atuação no caso da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), cujo presidente no período Dilma voltará ao cargo após decisão do Supremo Tribunal Federal". Outro episódio complicou a vida do advogado-geral. Em um de seus primeiros atos no governo, ele exigiu que um avião da FAB o transportasse a Curitiba para participar de uma homenagem ao juiz Sergio Moro. A AGU não tem prerrogativa para o uso de aeronaves da Aeronáutica, mas ele insistiu e viajou com dois assessores e um procurador.

Já no caso do segundo, o conhecido oportunista Henrique Eduardo Alves, as denúncias são bem mais graves. No final de abril, a Procuradoria-Geral da República informou sigilosamente ao STF que o "sinistro" — um dos homens de confiança do presidente interino — atuou para obter recursos desviados da Petrobras em troca de favores para a empreiteira OAS. Segundo a denúncia, o esquema criminoso abasteceu a campanha do peemedebista ao governo potiguar, em 2014. "Verificou-se não apenas a participação de Henrique Eduardo Alves nesses favores, como também o recebimento de parcela das vantagens indevidas, também disfarçada de 'doações oficiais", afirma o despacho do Rodrigo Janot.

Por último, com relação a até então desconhecida Fátima Pelaes, a sua indicação para a Secretaria de Política de Mulheres serviu para destampar seus podres. Documento do Ministério Público apontou a ex-deputada do PMDB do Amapá como integrante de uma "articulação criminosa". Ela teria desviado R$ 4 milhões em emendas parlamentares num esquema mafioso descoberto pela Operação Voucher, em 2011. Na época, ela foi citada no escândalo ligado a ONG fantasma "Ibrasi", que havia celebrado convênios com o Ministério do Turismo dois anos antes. O inquérito aberto em 2013 encontra-se na Justiça Federal do Amapá e os sigilos fiscal, bancário e telefônico de Fátima Pelaes foram quebrados.

Estes e outros casos suspeitos, que ainda virão à tona, confirmam que Michel Temer realmente sabe lidar com bandidos! Para desespero dos "midiotas", que serviram de massa de manobra dos golpistas, o “golpe dos corruptos”, feito para “estancar a sangria” das investigações da Lava-Jato, produziu um governo de mafiosos!
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