1 de jun de 2016

Feliciano o Inquisidor da UNE

Feliciano é mau pagador de impostos, usa gravadora fantasma e responde no STF por contratar funcionários da igreja com dinheiro público

Feliciano, com Bolsonaro pai e filho, assiste a beijaço na Câmara; ao lado, a casa onde deveria funcionar uma gravadora contratada por ele
O deputado federal Marco Feliciano foi autor do projeto que deu origem à CPI da União Nacional dos Estudantes, a UNE.

O requerimento foi aprovado no apagar das luzes do mandato de Eduardo Cunha como presidente da Câmara.

Feliciano pretende saber mais sobre as finanças da UNE.

Ele quer investigar os R$ 44,6 milhões recebidos pela entidade a título de indenização por danos que sofreu durante a ditadura militar, bem como detalhes da associação da UNE com a empresa de negócios imobiliários CBRE, que ergueu prédio de 12 andares no terreno da UNE na praia do Flamengo e aluga salas do empreendimento.

A UNE acredita que a CPI é apenas o primeiro movimento do governo Temer para perseguir os movimentos sociais, retomando algo que o Brasil assistiu com frequência ao longo dos 21 anos da ditadura militar.

O curioso é que a iniciativa tenha partido logo de Feliciano, que tem um imenso telhado de vidro quando se trata de finanças.

O deputado do Partido Social Cristão já foi alvo de sete ações judiciais para pagamento de impostos e recolhimento do FGTS em duas das empresas que mantém em Orlândia, sua base eleitoral.

Um levantamento do Viomundo naquela comarca revelou:

Processo: 0001564-78.2014.8.26.0404 — Execução Fiscal (2014)

Resumo: Justiça mandou cobrar pagamento de R$ 6.969,65 de impostos devidos por uma das empresas de Feliciano, a Kakeka Comércio Varejista de Brinquedos, na qual ele é sócio da mulher Edileusa de Castro Silva Feliciano. Situação: Extinto. O deputado parcelou e pagou a dívida.

Processo: 0001563-93.2014.8.26.0404 — Execução Fiscal / ICMS (2014)

Resumo: Justiça mandou cobrar pagamento de R$ 18.172.50 de ICMS devido por uma das empresas de Feliciano, a Kakeka Comércio Varejista de Brinquedos. Situação: Em andamento. Parcelou a dívida.

Processo: 0001283-25.2014.8.26.0404 — Execução Fiscal / FGTS (2014)

Resumo: Justiça mandou cobrar pagamento de R$ 24.134,69 de FGTS devido por uma das empresas de Feliciano, a Kakeka Comércio Varejista de Brinquedos. Situação: Em andamento. Em 2015, a Justiça bloqueou o valor na conta de Feliciano para garantir que ele pague a dívida.

Processo: 0001708-86.2013.8.26.0404 — Execução Fiscal / Dívida Ativa (2013)

Resumo: Justiça mandou cobrar pagamento de R$ 35.167,50 de impostos federais por uma das empresas de Feliciano, a Kakeka Comércio Varejista de Brinquedos. Situação: Em andamento. Em abril de 2016, o processo foi suspenso porque o deputado parcelou a dívida.

Processo: 0002360-74.2011.8.26.0404 — Execução Fiscal / Multas e demais Sanções (2011)

Resumo: Justiça mandou cobrar pagamento de R$ 26.654,52 de multa por não pagar impostos federais por uma das empresas de Feliciano, a Kakeka Comércio Varejista de Brinquedos. Situação: Arquivado provisoriamente sem pagamento. A União mandou arquivar quando uma portaria da Fazenda autorizou a suspensão de execução de dívidas fiscais de valores considerados baixos.

Processo: 0002358-07.2011.8.26.0404 — Execução Fiscal / Dívida Ativa (2011)

Resumo: Justiça mandou cobrar pagamento de R$ 28.580,26 de impostos federais por uma das empresas de Feliciano, a Marco Antônio Feliciano Empreendimentos Culturais. Situação: Em andamento. Em 30 de junho de 2015, um oficial de justiça citou o deputado, que não pagou a dívida. O mesmo oficial disse que não localizou bens livres de Feliciano que pudessem ser penhorados.

Este último detalhe chama a atenção. O pastor Marco Feliciano sempre propagou sua origem humilde. Talvez uma forma de incentivar fiéis a doar à Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, que criou em Orlândia e transformou num mini império neopentecostal.

Porém, segundo dados oficiais informados ao TSE, o pastor teve uma evolução patrimonial de 111,3% entre 2010 e 2014.

Seus bens saltaram de R$ 634.800,00 para R$ 1.341.464,92 em quatro anos.

Como é que um milionário não tem dinheiro para pagar em dia seus impostos, as dívidas irrisórias de suas empresas ou bens para cobrir os valores em casos como o da pretendida penhora?

Considerem, para efeito de comparação, o que aconteceu com Chico Alencar, do Psol, no mesmo período: o patrimônio foi de 221 mil em 2010 para 189 mil em 2014, queda de 14,5%.

Alencar não é dono de igreja, nem atrasa pagamento de impostos.

UM GASTADOR DA VERBA PARLAMENTAR

Todo congressista brasileiro tem direito a mordomias. É dinheiro público, para permitir que tenham condições de exercer o mandato.

Na Câmara, são 78 mil mensais para contratação de pessoal de gabinete. Mais R$ 3.800,00 de auxílio-moradia para quem não tiver um apartamento funcional.

Periódicos e material de expediente também são bancados pelo Congresso, além de 130 mil páginas de serviços gráficos por semestre.

Finalmente, existe a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, a CEAP, que varia por conta do preço das passagens aéreas.

Para um parlamentar paulista, é de R$ 33.730,95 mensais, ou R$ 404.771,00 anuais.


O dinheiro não pode ser usado para fazer campanha política, nem para comprar serviços de empresas dos próprios deputados, por exemplo.

Diz a regra: “Não se admitirá a utilização da cota para ressarcimento de despesas relativas a bens fornecidos ou serviços prestados por empresa ou entidade da qual o proprietário ou detentor de qualquer participação seja o deputado ou parente seu até o terceiro grau”.

O reembolso de algumas despesas depende da apresentação de notas fiscais.

A “divulgação da atividade parlamentar” é uma rubrica frequentemente utilizada por alguns deputados. O valor efetivamente gasto por eles varia enormemente.

Em 2015, por exemplo, Tiririca (PR-SP) utilizou pouco mais de R$ 147 mil da CEAP, Paulo Maluf chegou aos R$ 327 mil, enquanto o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) passou dos R$ 425 mil.

É um padrão curioso o dos gastos de Feliciano: as notas que realmente pesam na contabilidade do mandato são emitidas por duas empresas de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, bem distantes de seu domicílio eleitoral em Orlândia: de uma gráfica e de uma gravadora.
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Seo Raimundo: não existe gravadora no endereço da gravadora
GRAVADORA NÃO EXISTE EM CASA DE FAMÍLIA

A gravadora fica na rua Tupã, 91, Parque Paulista, em Franco da Rocha.

Ou deveria ficar, de acordo com as notas fiscais que emite.

Nosso repórter esteve lá.

Bateu palmas e tentou contato com alguém, sem sucesso.

Percorreu a rua perguntando aos vizinhos sobre a gravadora, cujo nome de fantasia é Menorah Music. Nos registros oficiais, a atividade da empresa é “produção de filmes em vídeo”.

Ninguém tinha ouvido falar de uma gravadora ali, ou de um morador do bairro que prestasse serviços ao pastor Feliciano.

O vizinho, dono de uma empresa que produz massas, estranhou.

O barbeiro da rua também, mas deu uma dica: quem mora neste endereço é o seo Raimundo, ele tem um negócio na avenida.

Nosso repórter bateu perna pela região até encontrar o seo Raimundo numa empresa que fornece botijões de gás.

Primeiro, ele confirmou que em sua casa funcionava uma gravadora.

Depois, voltou atrás.

Tinha apenas emprestado o endereço a uma moça, de nome Suzana, para montar a empresa. Na versão dele, quando surgem gravações a fazer ela recorre a terceiros para dar conta do serviço.

Suzana não mora na rua Tupã, de acordo com seo Raimundo. Ah, e esta moça não é minha filha, não, ele disse.

Não tivemos tempo de perguntar se Raimundo Alves de Lima é sócio da filha Suzana de Oliveira Silva Lima numa lanchonete na avenida Cavalheiro Angelo Sestini, em Franco da Rocha, nem o grau de relação desta família Silva Lima com o pastor Marco Feliciano ou a esposa dele, Edileusa de Castro Silva Feliciano.

Seo Raimundo se irritou quando nosso repórter sacou o celular para fazer fotos e colocou a reportagem para correr.

Segundo a assessoria do deputado, a Menorah Music presta “serviços de confecção de DVDs com mensagens institucionais do Dep Pr Marco Feliciano que são distribuídos aos interessados eleitores ou não que se interessam pelas atividades parlamentares; orientamos as pessoas que façam cópias e nos ajudem a divulgar, pois só conseguimos produzir quantidade limitada”.

Em 2015, segundo a assessoria, foram 25 mil DVDs ao custo de R$ 90 mil.

Desde dezembro de 2013, no entanto, a Menorah Music já emitiu cinco notas para o mandato do pastor Feliciano, totalizando R$ 328 mil!

DOIS PROCESSOS EM ANDAMENTO NO STF

O histórico do pastor Marco Feliciano quando se trata de gastos com dinheiro do Congresso não o ajuda.


A representação partiu dos colegas Jean Wyllys, Érika Kokay e Domingos Dutra.

Feliciano teria utilizado os R$ 78 mil mensais da verba de gabinete para contratar “assessores parlamentares” que, na verdade, atuam em sua igreja.

Ouvidos pela polícia, os contratados confirmaram trabalhar na igreja, no estado de origem de Feliciano, mas afirmaram que isso não os impedia de prestar assessoria parlamentar.

O caldo entornou, no entanto, quando um dos funcionários voltou atrás.

Wellington Josoé Faria de Oliveira deu entrevista ao Estadão depois de perder o emprego, responsabilizado por publicar na internet um vídeo com ofensas aos três adversários de Feliciano acima citados.

O vídeo acusava Wyllys de ter preconceito contra cristãos. Feliciano negou ter sido o responsável pelo ataque.

“Ele adorou, comprou a ideia e mandou realizar o vídeo, inclusive aprovou por e-mail, só não queria assumir como nosso”, disse Wellington na entrevista, cujo conteúdo confirmou posteriormente à Polícia Federal.

Ele também respaldou denúncia feita originalmente pela Folha de S. Paulo sobre pagamento a funcionários da igreja através de verbas de gabinete.

Do grupo de assessores fantasmas, segundo Wellington, fariam parte a bispa Roseli Alves Octávio, que trabalha na Catedral do Avivamento em Orlândia, o filho dela Rafael Alves Octávio (Franca), Adilson Santos de Brito (Guará) e André Luís de Oliveira (São Joaquim da Barra). Também é mencionado no inquérito do STF Joelson Heber da Silva Tenório.

O relator do caso, ministro Celso de Mello, em 26 de abril último despachou pedindo à PF que conclua as investigações.

Confirmado, o depoimento de Wellington pode complicar Feliciano, que se livrou de outro inquérito.

O deputado pastor foi acusado de discriminar contra homossexuais por ter escrito num tweet: “A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, a rejeição”.

O STF entendeu que a discriminação por opção sexual não é crime previsto em lei e arquivou o caso.

Porém, o ministro Luís Roberto Barroso fez uma observação ferina ao criticar o comportamento do deputado pastor Marco Feliciano em relação aos homossexuais: “Eu me lembro sempre de uma passagem do Freud, que dizia que por trás de toda interdição existe um desejo”.

Conceição Lemes e Garganta Profunda, jornalista investigativo com 20 anos de experiência
No Viomundo
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Bomba: dono do Itaú pagou a reeleição de FHC!

Mas, sabe como é... não vem ao caso!

Setúbal (E) queria ser Ministro da Fazenda mas Tancredo o promoveu a chanceler. Um Cerra...
Saiu no Estadão:

Delator da Lava Jato ‘desenterra’ emenda da reeleição no governo FHC

Pedro Corrêa, ex-deputado do PP, condenado no Mensalão e no escândalo de propinas na Petrobrás, relata 'disputa por propinas' e 'compra de mais de cinquenta parlamentares' para aprovação de emenda

Em sua delação premiada firmada com a força-tarefa da Lava Jato, o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), condenado pelo juiz Sérgio Moro a 20 anos e três meses de prisão enquanto ainda cumpria sua pena no mensalão, desenterrou um episódio polêmico do Congresso durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB/1994-2002): a compra de votos de deputados para apoiar a emenda da reeleição, em 1997.

Corrêa, que admitiu ter se envolvido em crimes desde seu primeiro mandato parlamentar, em 1978 pelo extinto Arena, afirmou aos investigadores que o episódio envolvendo o governo FHC “foi um dos momentos mais espúrios” que ele presenciou em todos os anos de deputado federal.

Segundo o delator, houve uma disputa de propinas. Segundo Pedro Corrêa, estavam em lados opostos o governo Fernando Henrique e o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que na época havia acabado de deixar a Prefeitura de São Paulo com alta aprovação e sua candidatura à Presidência da República era cogitada.

A ÍNTEGRA DO DEPOIMENTO QUE CITA A COMPRA DE VOTOS:



O delator da Lava Jato relatou que por parte do governo federal a iniciativa da reeleição foi liderada pelo então ministro das Comunicações Sérgio Motta (morto em 1998) e pelo então presidente da Câmara Luis Eduardo Magalhães (também morto em 1998 e na época do PFL) com o apoio do deputado Pauderney Avelino — atualmente líder do DEM na Câmara — , dos então governadores Amazonino Mendes (PFL-AM) e Olair Cameli (PFL-AC) ‘entre outras lideranças governistas’ . De acordo com Pedro Corrêa, essas lideranças ‘compraram os votos para a reeleição de mais de 50 deputados’.

O delator, contudo, estava do outro lado da ‘disputa’. “Além dos fatos já narrados, o colaborador também participou deste episódio, mas de forma contrária, tentando alijar com propinas deputados em desfavor da emenda constitucional com recursos do então ex-prefeito da cidade de São Paulo e hoje deputado federal, Paulo Maluf (PP-SP)”, afirmou Pedro Corrêa aos investigadores.

Segundo o ex-deputado, naquela época Maluf — atualmente alvo de dois mandados de prisão internacional por supostamente ter lavado dinheiro no exterior desviado da Prefeitura de São Paulo — havia terminado seu mandato na capital paulista com 90% de aprovação e cogitava disputar a Presidência. “Maluf sabia que seu maior concorrente seria o presidente à época, FHC, isso se o governo conseguisse passar a emenda da reeleição”.

Para tanto, relata Corrêa, Maluf o convocou e os deputados Severino Cavalcanti e Salatiel Carvalho “para se contrapor ao governo e também cooptar, com propina, parlamentares que estivessem se vendendo ao governo FHC”.

Maluf acabou sendo derrotado e o governo conseguiu, em uma votação esmagadora, aprovar a emenda que garantiu a Fernando Henrique — também com alta aprovação popular na época — mais quatro anos de mandato. Em 28 de janeiro daquele ano a emenda constitucional da reeleição foi aprovada no plenário da Câmara em primeiro turno por 336 votos a favor, 17 contra e seis abstenções.

Na ocasião, a compra de votos foi denunciada em reportagem do jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, que revelou gravações de conversas parlamentares dizendo terem recebido R$ 200 mil para aprovar a medida. Um deles, Ronivon Santiago, admitiu ter recebido a quantia. Oito dias depois, os dois deputados flagrados nas gravações renunciaram ao mandato e o caso foi arquivado pela Procuradoria-Geral da República.


COM A PALAVRA, O EX-PRESIDENTE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO:

Procurado pela reportagem, Fernando Henrique Cardoso disse que Pedro Corrêa apenas repetiu o que foi veiculado pela imprensa na época e que já tratou do assunto em sua biografia lançada recentemente sobre o período em que ocupou a Presidência da República, chamada “Diários da Presidência”. No livro, ele relata que o episódio foi uma “questão do Congresso”.

Em um dos diários da Presidência ele chega a relatar que foi informado por Luis Eduardo Magalhães que Maluf teria oferecido R$ 1 milhão ao deputado Fernando Brandt (PFL-MG), da comissão da Câmara que analisava a proposta da emenda constitucional da reeleição, para votar contra a medida. No livro, porém ele não cita outros parlamentares nem os detalhes relatados por Pedro Corrêa.

Veja a íntegra da nota do ex-presidente:

“O depoente apenas repete o que foi veiculado na época e levou à renúncia de alguns dos 4 deputados citados como responsáveis por receber propinas, isso depois de investigação na Câmara. O modo como a informação chegou a mim e sua pronta repulsa estão minuciosamente registrados no volume 2 dos Diários da Presidência, que acabo de publicar. “FH

COM A PALAVRA, O EX-PREFEITO DE SÃO PAULO E DEPUTADO FEDERAL PAULO MALUF:

O ex-prefeito Paulo Maluf (1993/1996) afirmou que o ex-presidente Fernando Henrique é que deve ser ouvido sobre o caso. “O favorecido no episódio foi Fernando Henrique Cardoso com a sua reeleição, e portanto é o FHC que deve ser ouvido”, disse, por meio de sua assessoria.

Veja a íntegra da nota de Paulo Maluf

“O favorecido no episódio foi Fernando Henrique Cardoso com a sua reeleição, e portanto é o FHC que deve ser ouvido.”

COM A PALAVRA, ROBERTO SETÚBAL:

“Fico profundamente indignado em ver o nome de meu pai tão absurdamente envolvido numa história sem comprovações.

Ele era um homem absolutamente ético e tenho convicção de que ele jamais se envolveu em nada parecido com o que, covardemente, o ex-deputado Pedro Corrêa descreveu.

Meu pai não participava de qualquer atividade política partidária desde 1986, e não há nenhum indício de que essa história possa ter fundamento”.

Roberto Setubal

COM A PALAVRA O LÍDER DO DEM, PAUDERNEY AVELINO:

“Rechaço com veemência as referências feitas a mim pelo ex-deputado Pedro Corrêa, autointitulado corrupto. Não responderei aos bandidos e ladrões do dinheiro público”.

OUTRAS DEFESAS:

A reportagem entrou em contato e encaminhou e-mail para a assessoria de ACM Neto, da família de Luis Eduardo Magalhães, mas não obteve retorno. Os demais políticos que ainda estão vivos citados na delação não foram encontrados para comentar o caso, o espaço está aberto para a manifestação deles.

Em tempo: o futuro Presidente do Banco Central, Ilan Goldfjan, era até ontem diretor do Itaú... PHA

No CAf
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Serra pede ajuda da polícia, mas mesmo assim é alvo de “escracho” em Paris


Desde o início da manhã, eles aguardavam a passagem do carro de Serra perto do local onde acontece o fórum da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), do qual ele participa, munidos de faixas e cartazes contra o político e contra o golpe no Brasil.

O ato, contudo, poderia ter sido maior se não fosse uma tentativa do próprio Serra de desmobilizar os brasileiros. Após ter sido informado do envio de uma carta a membros da OCDE pedindo a anulação de sua participação, o ministro interino pediu intervenção da polícia com medo de “represálias”. Alguns brasileiros receberam telefonemas da polícia francesa dizendo que o político estava se sentindo “ameaçado”, e querendo mais informações sobre a organização de alguma manifestação contra José Serra. Apesar da tentativa de repressão por parte do ministro interino, os brasileiros não se intimidaram e saíram às ruas para protestar. “Alguns de nós nem estávamos pensando em participar, mas depois dessa tentativa de nos calar, decidimos vir”, disse uma brasileira que participou do protesto.

Por volta das 10h, Serra “fugiu” do evento que reúne ministros do mundo todo, e foi visto já de volta ao hotel.

A carta que gerou o pedido de proteção policial por parte de José Serra foi enviada pelo MD18, no dia 31, aos membros da OCDE. Nela, o grupo pedia a anulação da participação de Serra no evento devido à situação política crítica do Brasil e a sua falta de representatividade. No texto, o MD18 argumentou que “um ministro desse governo, que ataca a democracia, extingue ministérios das áreas sociais e diminui as verbas dos vários programas de inclusão criados nos últimos 14 anos (PROUNI, Ciência Sem Fronteiras, PRONATEC, Mais Médicos, Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, PRONAF, entre outros), não deveria ser convidado a falar em um painel denominado ‘Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável’”.

Leia a íntegra da carta:

Paris, 31 de maio de 2016

Senhor Secretário Geral,

Senhora Presidente da Reunião Ministerial Anual da OCDE,

Senhores membros dessa reunião de cúpula:

Nós, brasileiros residentes na França, membros do Movimento Democrático 18 de Março,preocupados com a crítica situação política e econômica pela qual passa o Brasil, conclamamos essa importante Organização Mundial a rever a participação do Senador brasileiro José Serra na Reunião Ministerial Anual da OCDE.

Esse Organismo tem entre seus membros as mais importantes democracias do mundo e em seusprincípios, prega a importância de que os governos mantenham uma boa governança, em que asinstituições e a regulamentação jurídica e administrativa estejam em pleno funcionamento. Infelizmente, esse não é o caso do Brasil nos dias atuais. Nossa democracia foi duramente atingida por um golpe parlamentar, levado a cabo com o beneplácito do Superior Tribunal Federal, órgão máximo da justiça nacional.

A Presidenta Dilma Rousseff, eleita com mais de 54 milhões de votos, foi afastada de suas funções por um parlamento manchado por múltiplas e graves denúncias de corrupção e composto porparlamentares que defendem a ditadura militar, a homofobia, a misoginia e que, portanto, não podem ser considerados como membros de uma Democracia consolidada e moderna.Nossa Presidenta foi afastada de suas funções, mas não destituída. Assim, o Brasil tem hoje uma Presidenta eleita e um vice-presidente (Michel Temer) que assumiu interinamente o governo, situação atípica e desestabilizadora de nossas instituições. O governo interino conta com baixíssimos índices de aprovação da população, mas se propõe a fazer profundas reformas na economia e na administração pública brasileiras, implantando um projeto ultraconservador que foi reprovado nas urnas em 2014.

O Senador José Serra, participante de primeira hora das articulações subterrâneas que levaram aoafastamento da Presidenta, assume interinamente o Ministério das Relações Exteriores do Brasil,portanto, de forma ilegítima e pouco ética. O corpo ministerial de que faz parte, composto somente por homens brancos e oriundos da elite financeira do país, não tem o respaldo popular que o credencie a representar o Brasil nesta reunião.

Apenas doze dias após o início do governo interino de Michel Temer, o principal Ministro teve querenunciar por denúncias de corrupção e mais 6 ministros, sobre os quais pesam acusações, correm o risco de trilhar o mesmo caminho. O próprio vice-presidente tem contra si denúncias de participar do esquema de corrupção que ficou conhecido como “Lava-Jato”.

Temos, hoje, no Brasil um governo interino, ilegítimo e fragilizado. O Ministério da Cultura foi extinto e posteriormente recriado após a fortissima pressão dos movimentos culturais e da população, mascontinuam extintos os Ministérios da Mulher, da Igualdade Racial e de Direitos Humanos. Este últimofoi transformado em uma secretaria ligada ao Ministério da Justiça, hoje comandado pelo ex-secretário de Segurança do Estado de São Paulo, conhecido pelo altíssimo número de assassinatos cometidos por policiais e pela violenta repressão a manifestações populares durante sua gestão, com destaque para os estudantes que foram violentamente agredidos dentro de suas escolas quando protestavam contra a corrupção na compra da merenda escolar.

Dessa forma, conclamamos a OCDE a não aceitar entre os seus digníssimos membros um MinistroInterino e ilegítimo, de um governo que assumiu o país por meio de um Golpe Parlamentar,comprovado nos últimos dias por meio de escutas que revelam que entre os objetivos desse golpe estava impedir a continuação das investigações de corrupção no país.

Não é possível que um Ministro desse governo, que ataca a democracia, extingue ministérios dasáreas sociais e diminui as verbas dos vários programas de inclusão criados nos últimos 14 anos(PROUNI, Ciência Sem Fronteiras, PRONATEC, Mais Médicos, Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, PRONAF etc), seja convidado a falar em um painel denominado “Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável”.

Esse governo e esse Ministro não nos representam. Nas ruas do Brasil o povo reivindica a volta daDemocracia, mesmo que nossos protestos sejam ignorados e escondidos pelas mídias pró-golpe,notadamente a Rede Globo.

Confiamos que os membros da OCDE, honrando sua tradição de mais de 50 anos, defendam ademocracia e as instituições brasileiras, principalmente as mais importantes delas: o voto popular e a vontade do povo.

Foto: Frédéric Pages
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O depoimento de Bumlai à Lava-jato


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Quem escreveu e por quê: anatomia do editorial macartista do Estadão contra Greenwald

Pereira, autor do texto contra Greenwald, chefe dos editorialistas do Estadão
O editorial do Estadão pedindo uma “atitude mais resoluta” do governo interino contra “os advogados da causa petista” já entrou em qualquer antologia da crônica do golpe de 2016 pelos piores motivos.

“O jogo sujo da informação” é uma diatribe sobre “a campanha de difusão de falsidades cujo objetivo é denunciar a ‘ilegitimidade’ do presidente em exercício Michel Temer.”

O jornalista americano Glenn Greenwald, radicado no Rio, é atacado como “ativista”. Greenwald, ganhador do Pulitzer, ainda apanha por uma frase que não escreveu, pinçada do blog O Antagonista.

A peça submacartista, que sugere que o Itamaraty busque a expulsão de Greenwald, está no clássico espaço dos editoriais, instituição da imprensa nacional.

Eles não têm assinatura. É a “opinião do jornal”. Parece inacreditável, mas no caso do artigo em questão e outros, eles são perpetrados por seres humanos e não por um entidade da Marginal Tietê que os faz materializar-se a partir de água, ar, calor, lei e ordem.

Quem escreveu “O jogo sujo da informação”?

O repórter Pedro Zambarda fez essa pergunta ao time de editorialistas. Eles ficam numa ala separada da redação, em cubículos com mesa e telefone. “A sala deles lembra uma cabine de pornô do centro da cidade”, diz um funcionário.

São nove homens chefiados pelo editor Antonio Carlos Pereira. Todos seniores: Nicolau Cavalcanti, Marco Antonio Rocha, José Nêumanne Pinto, Lourenço Dantas Motta, José Eduardo Faria, Antonio Ferreira Paim, Jorge Okubaro, Marco Zuckerman, além do professor de filosofia da USP Rolf Kuntz.

Pereira responde diretamente para Fernão Lara Mesquita, filho de Ruy, morto em 2013. Fernão é conhecido por ter desfilado num protesto ostentando orgulhoso um cartaz escrito “Foda-se a Venezuela”.

O relato de Zambarda:
Nêumanne afirmou que o texto não é dele. “Infelizmente não posso comentar editoriais do jornal porque não seria ético da minha parte”, declarou.

Cavalcanti também negou a criança. Marco Antonio Rocha repetiu Nicolau e emendou num tom de voz mais grosso ao telefone: “Óbvio que eu concordo com esse editorial! Eu sou um dos editorialistas!”.

Jorge Okubaro e Rolf Kuntz recomendaram entrar em contato com Antonio Carlos Pereira: “Ele é o responsável pela seção e é ele que pode responder”.

O filho enjeitado foi assumido, enfim, por Pereira, que teve um chilique. “Em meus mais de 50 anos de carreira, nunca fui questionado desta forma! Se você fosse um advogado do Glenn Greenwald, eu entenderia esta ligação. Mas para escrever uma reportagem sobre o meu texto? O texto do jornal é o que ele é”, vociferou.

Perguntei-lhe o que ele quis dizer ao chamar Greenwald de ativista. “Olhe no dicionário!”, gritou. E mandou passar bem.
Pereira está há 33 anos na empresa. Dono de uma barba grisalha que contrasta estranhamente com o cabelo negro como a asa da graúna, low profile, ele é um dos fundadores do Instituto Millenium.

Num certo “Curso de Focas”, contou aos jovens que “ter política definida está no DNA da publicação” e que ela “nasceu para apoiar a República e lutar pelo fim da escravidão”.

Pereira fica chocado quando questionado sobre as barbaridades de sua lavra, mas é compreensível por que Pereira não é Pereira. Embora estejam todos de acordo no direitismo jeca da tradicional família paulista (chame de liberais conservadores), ele e seus chefiados são uma mesma pessoa, o dono Fernão Mesquita.

Adversários devem ser chamados de “matilha” e “tigrada”, como faziam os nazistas? Pois não. Ciclistas andam nas calçadas e merecem a prisão? Combinado. E por aí vai.

Não é para questionar nada, mesmo. Não concorda? Fodam-se a Venezuela, a ética, a democracia, a liberdade de expressão e a capacidade de pensar por conta própria.

Kiko Nogueira com Pedro Zambarda
No DCM
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"Hay una enorme posibilidad de que Dilma vuelva al poder"

Si hay dos senadores que revierten su voto durante el juicio político contra Rousseff, la mandataria volvería a ocupar la presidencia del país, destaca el analista Pepe Escobar.



La posibilidad de que la suspendida presidenta brasileña, Dilma Rousseff, vuelva al poder en el corto plazo es "enorme", según el analista geopolítico Pepe Escobar en declaraciones a RT.



El experto sostiene que Rousseff no tiene que hacer mucho para defenderse, ya que "los cuatro audios filtrados lo hacen por ella", en referencia a filtraciones como la que implican a Romero Jucá, el ministro de Planificación de Brasil y senador del Partido del Movimiento Democrático de Brasil (PMDB). Este habría prometido al expresidente de la compañía Transporto, Sergio Machado, un pacto para frenar la investigación por blanqueo de dinero conocida como Operación Lava Jato (que investiga a ambos) en caso de lograr la suspensión de la presidenta Dilma Rousseff.

"Los audios están probando cómo se articuló la conspiración contra Dilma", agregó Escobar, quien destacó que "el 60% de la población del país ya vio lo que está en juego, lo ven como una guerra entre las élites brasileras y no le dan crédito".

Escobar pronosticó asimismo que si "este Gobierno dura más de tres meses todos los logros sociales del anterior van a desaparecer; la gente ya está pensando en ello".

Volver a ser un vasallo de EE.UU.

"Este es un Gobierno periférico en Brasil. No son las grandes élites que dominan la vida financiera, cultural y política de Brasil que están articulados en el PSDB (Partido de la Social Demócrata Brasileño). Esta gente que está en el poder, los usurpadores que están en el poder, son de la élites ruralistas y periféricas sobretodo del noreste del Brasil, lo que se llama en Brasil 'los coroneles', pero coroneles periféricos", explica Escobar.

"La gente que realmente manda y que tiene las conexiones más importantes con el capital financiero internacional, con Wall Street, con Washington, son la élites de Sao Paulo (…) esta gente está más o menos aislada y está organizando su llegada al poder y de momento tienen un personaje clave que está organizando todo esto que es José Serra, el actual ministro de Relaciones Exteriores, que quiere revertir toda la integración de Brasil con toda América del Sur (…) quiere revertir la política exterior brasilera en dirección de EE.UU. y quiere acabar la colaboración de Brasil en el escenario de los BRICS".

"El riesgo que corre Brasil es aislarse de América Latina, aislarse de los BRIC, de Rusia, China, y volver a ser una colonia o un vasallo de EE.UU. Este es el gran proyecto y esta gente que está ahora en el poder son periféricos en relación e este gran proyecto", advierte el analista.

Gabinete en problemas

El Partido de los Trabajadores (PT), de Rousseff, exigió la destitución de 10 ministros del Gobierno interino de Michel Temer, a los que acusó de violar tanto la ética política como la propia Constitución.

La demanda fue presentada por el diputado Alfonso Florence, jefe del grupo del PT en la Cámara baja, ante la Comisión de Ética de la Presidencia de la República, un día después de que el ministro de Transparencia, Fabiano Silveira, renunció a su cargo en medio de un escándalo asociado a las corruptelas en la estatal Petrobras.

En un discurso brindado este lunes, Rousseff declaró que "una oligarquía busca tumbar un gobierno popular". "Este golpe tiene dos motivos: detener la investigación del caso Lava Jato e impedir que continúen las políticas de inclusión social", precisó la presidenta destituida.

No RT
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França: a classe operária se levanta


Os protestos têm escalado na França e já duram três meses. Portos e aeroportos pararam. Os enfrentamentos com a polícia têm se tornado cada vez mais frequentes.

A explosão social da classe operária tem como eixo fundamental a luta contra a “Reforma Trabalhista” que o governo “socialista” de François Hollande tenta impor. As greves e paralisações já atingem setores industriais importantíssimos como, por exemplo, a paralisação de 16 das 19 usinas nucleares e o fechamento da grande maioria das refinarias e depósitos de combustível.

As lutas vêm se radicalizando, a exemplo do bloqueio e fechamento do porto de Le Havre na Normandia, atingiu fortemente o deslocamento pela ponte que conecta esse importantíssimo porto às cidades e outras localidades do país.

Quatro sindicatos convocaram, a partir desta terça-feira, dia 31 de maio, uma greve por tempo indeterminado no setor ferroviário. O objetivo é fazer com que essa greve dure, pelo menos, até o dia 10 de julho, data do final da Eurocopa em Paris, o que afetará determinantemente o Campeonato.

A partir da próxima quinta-feira, 02 de junho, começará a greve por tempo indeterminado dos trabalhadores do transporte público, metrô e ônibus, na região parisiense. Essa greve irá se somar as paralisações de pelo menos 24 horas dos portos. Um dia depois, na sexta-feira, terá início a greve de três dias dos pilotos civis. Porém, o sindicato da maioria dos pilotos já havia aprovado greve de larga duração.

Mesmo com essa ampla mobilização, o governo “socialista” diz que não recuará no objetivo de aplicar a Reforma Trabalhista que atinge a jornada de trabalho, hoje de 35 horas semanais, com a possibilidade de aumento para 48 e até 60 horas semanais de trabalho, de acordo com os interesses do patrão.

Por meio do componente número 2 do Código de Trabalho, relacionado com os acordos coletivos trabalhistas, o objetivo é eliminá-los.

Seguindo o modelo aplicado nos Estados Unidos se busca que os acordos realizados por empresa e até mesmo individualmente prevaleçam sobre os acordos da categoria, que no caso da França se trata de categorias nacionais. Esse foi um dos mecanismos que a Administração de Ronald Reagan e a primeira-ministra britânica Margareth Tatcher aplicaram a partir de meados da década de 1980 com o objetivo de desarticular o ascenso operário que avançava em cima do aprofundamento da crise capitalista. Esse modelo foi uma das bases do “neoliberalismo” imposto em escala mundial.

No Gazeta Operária
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Nóia pode virar ministro


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Paulo Pimenta comenta a seletividade da Lava-jato


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A delação que foi desprezada porque inocentava Lula

Esquadrão anti-Lula
Qual surpresa em que uma delação foi desprezada porque não crucificava Lula no apartamento do Guarujá e no sítio de Atibaia?

Os pedalinhos não são a prova do crime? Não servem. A reforma no triplex que não é do Lula também não é prova do crime? Não serve.

O presidente da OAS que rearrange sua história para que ela caiba na narrativa do ‘Lula-chefe-de-quadrilha’, ou vai apodrecer na cadeia.

Pode mentir, pode fabricar coisas na delação: o importante é matar Lula. Depois a Justiça dá um jeito. Não haverá nenhuma intenção de checar os fatos. E a mídia publicará suas manchetes e colunas em que Lula é um gangster em meio a virgens como Aécio, FHC, Temer e outros protegidos dos Marinhos e côngeneres.

Isto é a Lava Jato. Isto é Moro. Isto é a plutocracia. Isto é, numa palavra, o golpe.

Tampouco surpreende que apenas agora a Folha publique textos desta natureza. Ela participou freneticamente do golpe. Agora, derrubada Dilma, é tempo de tentar reconstruir a credibilidade perdida. Enquanto Globo, Estado e Veja praticam o jornalismo chapa branca mais descarado possível, a Folha quer parecer imparcial.

Mas repito: este surto de imparcialidade pré-fabricada veio apenas depois que a vítima virou cadáver.

A natureza do caso da delação rejeitada mostra um aspecto que a sociedade mais informada sabia há muito tempo. A Lava Jato foi feita para arrasar Dilma, Lula e o PT.

Moro agiu como militante plutocrata fantasiado de juiz. Mal fantasiado, aliás. Como esquecer as imagens em que ele aparece, sorridente e deslumbrado, ao lado de João Roberto Marinho? E as fotos com caciques do PSDB como João Dória?

Todos os citados na Lava Jato que não eram ou não são petistas foram alcançados por balas perdidas.

Aécio, por exemplo. Delcídio contou, no meio de sua delação, que Aécio mamava em Furnas. A imprensa passou ao largo disso. A infame capa da IstoÉ com a delação de Delcídio ignorou Furnas. Porque aquele trecho não apenas incriminava Aécio como mostrava o papel de Dilma ao combater a roubalheira em Furnas.

Delcídio contou que a origem das hostilidades de Cunha contra Dilma se deveu a que, na limpeza feita por ela, um pau mandado dele foi mandado embora. Os donos das companhias jornalísticas e seus fâmulos nas redações e nas colunas fingiram que o caso Furnas não tinha importância na fala de Delcídio.

Era, repito, uma bala perdida.

Na trama golpista, a Lava Jato de Moro sempre teve um só alvo: o PT. Mais especificamente, Lula e Dilma.

O resto é silêncio, para usar a grande frase de Shakespeare.

Paulo Nogueira
No DCM
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Por que esse governo não vai durar


Porque é um governo que tolera a corrupção e os corruptos e os brasileiros não toleram nem a corrupção nem os corruptos.

Porque é um governo mais parecido com a ditadura do que com a democracia e os brasileiros preferem um governo mais parecido com a democracia que com a ditadura.

Porque é um governo só de homens, quando a maioria da população brasileira é de mulheres.

Porque é um governo de direita, quando a maioria dos brasileiros não é de direita.

Porque é um governo que quer se impor de cima para baixo e não de baixo para cima.

Porque é um governo só de brancos, quando a maioria da população brasileira é de negros.

Porque é um governo só de ricos quando a maioria da população brasileira é de pobres.

Porque é um governo que vai cortar os programas sociais que favoreciam a população mais pobre.

Porque é um governo preparado para reprimir os movimentos sociais e não para dialogar com eles.

Porque é um governo provisório que age como permanente.

Porque é um governo de mentira cheio de verdades.

Porque é um governo sem jogo de cintura.

Porque é um governo com humildade de menos e arrogância demais.

Porque é um governo sem graça.

Porque é um governo cujo presidente é rejeitado pela maioria da população.

Porque é um governo que não dá samba.

Porque é um governo cujo presidente não pode sair na rua.

Porque é um governo que não tem discurso.

Porque é um governo que não sorri.

Porque é um governo sem ordem nem progresso.

Porque é um governo sem povo e sem voto.

Porque é um governo sem um líder de verdade.

Porque é um governo sem alma.

Porque é um governo que dá saudade do governo anterior.

Porque é um governo sem projeto.

Porque é um governo que não joga bola.

Porque é um governo novo que já nasceu velho.

Porque é um governo sem malemolência.

Porque é um governo que nasceu de um golpe.

Porque é um governo que não representa os brasileiros.

E um governo que não representa os brasileiros não pode governar o Brasil.

Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão", "O domador de sonhos" e "Dragonfly" (lançamento setembro 2016).
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O xadrez da irresponsabilidade fiscal do presidente interino


O desenho que emerge dos primeiros dias de presidente interino é um autêntico mapa do inferno.

Perdeu-se qualquer veleidade de apresentar um projeto minimamente legitimador ao país, do interino colocar-se como mediador visando recuperar a economia com o mínimo de danos às políticas centrais, conduzir o país para o porto seguro das eleições de 2018, preservando avanços e coibindo abusos.

A ordem é fechar qualquer acordo que garanta a manutenção do poder, para avançarem sem dó sobre o orçamento exclusivamente para atender à fome das hordas bárbaras. Lembra uma gincana de tirar o máximo possível no menor tempo.

Confira.

De cara, conseguiram a aprovação para ampliar o rombo orçamentário para R$ 170 bilhões.

Ora, o fundamento político para o afastamento de Dilma Rousseff foi o descontrole fiscal, devido às benesses de 2013 e 2014 e ao ajuste desastroso de 2015, que jogou a economia no buraco. Não faltaram estudos explicitando o aumento de gastos públicos.

De qualquer modo, mesmo os erros brutais cometidos tinham uma justificativa macroeconômica: segurar o aumento do desemprego e dar condições às empresas nacionais para competir com os produtos importados.

Depois do desastre do pacote Levy, durante meses o ex-Ministro da Fazenda Nelson Barbosa tentou medidas de flexibilização do orçamento obedecendo a uma lógica macroeconômica responsável: devolver alguma margem ao governo para reativar a economia pelo lado dos investimentos públicos e das concessões impedindo o aprofundamento da crise.

O governo Dilma é afastado e o interino assume, com seu poder lastreado na horda de bárbaros que assumiu o controle da Câmara.

A primeira medida foi ampliar o rombo orçamentário para R$ 170 bi.

Algumas justificativa macroeconômica? Nenhuma.

Para economizar, estão sendo efetuados os seguintes cortes:

·      Redução dos recursos do BNDES para a indústria.

·      Redução das verbas do Minha Casa Minha Vida para um terço do previsto, significando a eliminação do subsídio para as faixas de menor renda.

·   Divulgação maliciosa de estudos sobre fraudes no Bolsa Família (devidamente desmentidos por Tereza Campelo, ex-Ministra do Desenvolvimento Social), visando capar o programa.

·    Tentativa de obter o equilíbrio fiscal no médio prazo através do achatamento progressivo das verbas de educação e saúde.

E, afinal, para onde vão os R$ 170 bi?

Segundo a jornalista Helena Chagas, do site "Os Divergentes" (http://migre.me/tZ921), ontem o presidente interino Michel Temer concordou com a votação, em regime de urgência, dos projetos de aumento salarial de funcionários públicos que estão empacados no Congresso. De uma só vez, haverá aumento para servidores do Judiciário, carreiras do Executivo, funcionários da Câmara e do Senado. Segundo Temer, numa notável demonstração de senso de justiça, “quero tratar os três poderes de forma equânime”.

As sobras serão distribuídas para os Ministérios, descontingenciando o que for de interesse pessoal do Ministro, já que não existe nenhuma estratégia formulada. Ou seja, o pacto conduzido por Temer reduz verbas não permanentes — como Bolsa Família e MCMV — e aumenta gastos permanentes, como os proventos da burocracia estatal.

Em outros campos, o mesmo espírito de pilhagem. Ontem, a AGU (Advocacia Geral da União) manifestou-se no Supremo em favor da distribuição de concessões de rádio e TV a políticos com mandato.

É assim que pretende convencer empresários e investidores internacionais sobre os compromissos fiscais? Abre-se mão de prioridades nacionais — como educação, saúde, inovação, financiamentos de longo prazo — para dividir o bolo e cooptar as corporações públicas, pretendendo comprar sua cumplicidade.

Nesses primeiros dias de governo, está emergindo uma agenda tão clamorosamente antissocial, com tal dose de insensibilidade que parece surgir dos tempos das cavernas. Nem se exige responsabilidade social do interino, mas supunha-se que se guiasse por um mínimo de esperteza política.

Luís Nassif
No GGN
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Cardozo: podemos reverter a votação do impeachment

José Eduardo Cardozo, advogado de Dilma Rousseff, pretende anexar as gravações de Romero Jucá à defesa do processo se impeachment.


Esta semana terá seu momento mais importante quando o Senado definir o cronograma do juízo político contra Dilma Rousseff, cuja defesa foi confiada a José Eduardo Cardozo. O ex-ministro da Justiça da presidenta trabalha na elaboração das alegações que apresentará contra o impeachment que levou Michel Temer a encabeçar o novo governo interino.

“Vamos defender nossa tese de que o impeachment é uma forma de encobrir um golpe, porque está viciado desde sua origem pelas manobras do deputado Eduardo Cunha, que o impulsou em dezembro. Com o agravante dos áudios de Romero Jucá, revelados recentemente, podemos demonstrar que houve uma conspiração. Ele foi gravado dizendo que `é preciso tirar a presidenta para acabar com as investigações de corrupção´. Ficou evidente o motivo do golpe” assegura Cardozo.

Dessa forma, ele planteia que Temer chegou à presidência através dos acordos obscuros dos seus aliados Romero Jucá e Eduardo Cunha. As ponderações de Cardozo coincidem com as da presidenta, pois ele pertence ao reduzido grupo de conselheiros que ela vê praticamente todos os dias. Ex-coordenador da campanha presidencial de Dilma, ele nega ser “voluntarista” quando diz que é possível que Dilma seja absolvida por um Congresso dominado por dirigentes processados ou suspeitos de corrupção.

Foi o que disse durante a conversa de quase uma hora com o jornal argentino Página/12, em seu apartamento de Brasília, entre livros de jurisprudência, anotações, uma lata de refrigerante e um computador, onde produz a defesa na que se jogará o destino de uma democracia aparentemente ferida de morte.

– O que leva você a pensar que um Senado com maioria opositora pode absolver a presidenta?

– Não será fácil, mas é possível, porque nossas teses jurídicas são indestrutíveis e estão sendo cada vez mais apoiadas. Há meses atrás, na primeira vez que falamos de golpe, fomos duramente criticados, mas hoje todo o mundo percebe que essa é a tese correta, é a tese compartilhada pela imprensa internacional.

– Mas essa unanimidade não se reproduz no Brasil.

– Eu diria que uma parte da sociedade brasileira não acredita que isto seja um golpe, mas a parte que considera que houve sim um golpe é a que está crescendo atualmente. Tem um ditado aqui no Brasil que diz que “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. Eu acho que as pessoas vão terminar entendendo os nossos argumentos.

– Mas os senadores não votam pelas teses, e sim pelos interesses políticos.

– Votam por razões políticas, e precisamente por isso que eu acredito que não é voluntarismo pensar que a situação pode sim ser revertida, porque eles começaram a ver a inconsistência deste governo, sua alta rejeição. Eles também escutaram os áudios do Romero Jucá, que é alguém muito próximo ao Temer. Insisto, acho que podemos reverter a posição de alguns senadores. Nós vamos seguir lutando para que a presidenta retome o seu cargo.

– Segundo rumores, o ex-presidente Lula teria dito a Dilma que este governo (de Temer) é o pior inimigo de si mesmo.

– Eu estive nessa reunião (na semana passada), onde estavam Lula, Dilma e outras pessoas. Essa afirmação é correta, este governo interino não se sustenta, sua incapacidade absoluta para governar é assustadora.

– Esta semana, será definido o calendário do processo, por que a direita tem pressa?

– Há muita pressa nos setores que apoiam o governo interino, que querem consumar rapidamente o golpe, porque a situação deles se agrava mais a cada dia, em virtude do surgimento de novos fatos. Me parece que eles estão tentando chegar a uma sentença antes da abertura dos Jogos Olímpicos, antes do dia 5 de agosto. Para eles, seria vergonhoso abrir os Jogos na cerimônia do Maracanã com um presidente que ainda é interino, e uma presidenta eleita que não pode estar no cargo. E para isso querem acelerar o processo, atropelando o direito de defesa. Não seria surpreendente que houvesse protestos durante os Jogos, algumas convocadas pelos partidos e organizações sociais, mas também as que nascem de forma espontânea, que acontecem com frequência, até mesmo para nossa surpresa.

Pior que Honduras

Uma comparação que se faz com certa frequência é a das características entre o processo contra Dilma Rousseff e os dos “golpes brandos” que derrubaram os presidentes Fernando Lugo (do Paraguai, em 2012) e Manuel Zelaya (de Honduras, em 2009).

Em ambos os casos, houve eleições presidenciais em menos de um ano depois da queda, característica que os diferencia do caso brasileiro, já que Temer assegura que só haverá uma nova disputa presidencial em outubro de 2018, se negado a aceitar a ideia de antecipar as eleições.

– O modelo de golpe brasileiro é pior que os do Paraguai e de Honduras?

– Possivelmente é pior, teríamos que estudar melhor a respeito. É mais, acho o que está acontecendo no Brasil merece ser abordado academicamente ou numa série televisiva. Isto dá um roteiro para uma novela de intrigas que teria mais sucesso que House of Cards (minissérie sobre conspirações políticas em Washington). Ou para um livro entre o policial, a novela negra, uma novela sobre piratas que foram descobertos pelos áudios recentemente publicados pela imprensa. Piratas capazes de qualquer cosa.

– Como cobrar subornos?

– São gente sem escrúpulos, isso é todo o que eu posso dizer.

– Um membro da Comissão Episcopal Caridade, Justiça e Paz, ligada à CNBB, disse que há rumores de que se compraram votos para apoiar o impeachment. Isso é possível?

– (após breve silêncio) Eu diria que certamente há muitos comentários sobre esse suposto pagamento indevido para a compra de votos, mas não posso fazer nenhuma afirmação que não tenha uma evidência ou prova concreta. Prefiro falar sobre os fatos comprovados, mas que esses rumores existem, existem.

Autocrítica

– Qual é a sua autocrítica sobre os governos do PT?

– Acho que minha autocrítica se reflete na que o partido já apresentou, mas penso que esse documento necessita avançar mais sobre o menosprezo do partido sobre a ética interna. Um partido de esquerda, que defende a transformação, não pode ser complacente com alguns companheiros que transgridem a ética. O partido tem que ser duro com aquelas pessoas que foram cooptadas pelo sistema político brasileiro corrupto. É preciso atuar com rigor diante desses casos, sempre depois de dar a eles todo o direito de defesa, sem execrá-las. O PT necessita ter essa atitude firme, para que nenhuma ovelha negra contamine todo o partido. Outra autocrítica necessária é que deixamos de cuidar do partido, porque muitos quadros foram para o governo, e o partido em si abandou a formação, a discussão política, a tarefa de escutar a militância. Não chamamos os nossos intelectuais, e muitos deles se distanciaram do partido. Temos que reconhecer que erramos nesse aspecto de formação e debate, enquanto o PC do B, que é um partido menor que o PT, investiu mais nesse aspecto que nós. Outro tema importante é que não apostamos na criação de uma frente de esquerda com a suficiente força e firmeza.

– O PT continua sendo um partido de esquerda?

– Eu diria que o PT é um partido que tem um programa de esquerda, com certas nuances de centro-esquerda. Um partido que atua com maturidade, sem dogmas. Mas, independente disso, nós temos que pensar em revitalizar a vida partidária, que não pode se limitar a ser uma burocracia partidária.

Lula

– Há setores que querem perseguir judicialmente o ex-presidente Lula?

– Não tenho dúvidas de que o ex-presidente Lula é um perigo para os setores da direita autoritária, assim como o PT é um perigo para esses mesmos setores. Se eles pudessem eliminar os dois de alguma forma o fariam, e alguns utilizam mesmo esse discurso de acabar com o partido. Agora bem, querer acabar com o Lula e com o PT é algo tão absurdo que mesmo alguns grupos de centro-direita, grupos não extremistas, consideram que isso seria um grande equívoco. O PT cumpre um papel importante na realidade brasileira.

– Nestes últimos anos, surgiu uma direita mais radical no Brasil. Faltou uma ação política mais enérgica do governo para reverter essa tendência?

–Temos que reconhecer esse nosso erro, como governo de esquerda ou centro-esquerda, de ter permitido que correntes de ultra direita pudessem renascer. Algumas francamente fascistas, como as que se viram nas ruas pedindo o golpe, atacando Dilma e Lula selvagemente, que tiveram grande divulgação em alguns meios de comunicação. Eu diria que desde o golpe de 1964 não se via dirigentes expressando abertamente um discurso de extrema direita, que defende a intolerância política, a intolerância de gênero, ataques aos comunistas, ataques ao PT, ataques aos negros, isso tudo é gravíssimo. E este governo interino representa essa ultra direita, mostrou isso ao compor um ministério sem mulheres, sem negros, com ministros cujas posições são arcaicas. Vi gente de centro-direita preocupada por algumas atitudes praticamente fascistas de setores deste governo.

“Cunha é quem manda”

Por sua parte, a presidenta eleita Dilma Rousseff afirmou ontem, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, que Michel Temer está “de joelhos” diante de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, que está suspenso do seu cargo. Indagado sobre o tema, José Eduardo Cardozo respondeu que “é um fato visível, quem manda neste governo é o Cunha, ele indicou pessoas para os cargos mais relevantes do gabinete. Estamos falando de um presidente de um deputado que foi afastado do cargo de presidente da Câmara por decisão do Supremo Tribunal Federal, e que ainda assim mantém um poder imenso sobre o governo de Temer, realmente imenso. O senhor Cunha controla o bloco de deputados governistas, do qual Temer depende para governar”, afirma o ex-ministro Cardozo.

Como defensor de Rousseff, Cardozo protagonizou um dos momentos tensos que precederam a votação do impeachment. Foi em abril, quando denunciou o complô diante de Cunha, que respondeu com um olhar intimidante que foi registrado pelos fotojornalistas.

– Você sentiu medo ao ser encarado assim pelo Cunha? Dizem que ele é daqueles que cumprem com suas ameaças…

– (após risos) Conheci bem o Eduardo Cunha durante os oito anos que fui deputado, quando ele também era. Sem dúvidas, ele é uma pessoa que não tem limites. É capaz de ameaçar um governo e abrir um processo de impeachment contra a presidenta por não ceder às suas chantagens, como vem demonstrando. Ele é alguém que ameaça a ordem democrática para se salvar das acusações de corrupção que pesam contra ele, de desvio de dinheiro público, de lavagem dinheiro no exterior, etc. Esse homem tem muito poder neste governo.

Darío Pignotti, para o Página/12
Tradução: Victor Farinelli
No Carta Maior
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Recado de Lula no lançamento do livro "A resistência ao golpe 2016"


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Programa Informativo Paralelo


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Judas Temer desmonta a EBC


Está em andamento um desmonte na Empresa Brasil de Comunicação, responsável pela TV Brasil. Entidades alertam que é inconstitucional a demisão do presidente da EBC, Ricardo Melo.


No Bem Blogado
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OAS inocenta Lula e Moro trava Lava Jato

Delação só presta se for para prender o Lula!


Saiu na Fel-lha:

Delação de sócio da OAS trava após ele inocentar Lula

As negociações do acordo de delação de Léo Pinheiro, ex-presidente e sócio da OAS condenado a 16 anos de prisão, travaram por causa do modo como o empreiteiro narrou dois episódios envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A freada ocorre no momento em que OAS e Odebrecht disputam uma corrida para selar o acordo de delação.

Segundo Pinheiro, as obras que a OAS fez no apartamento tríplex do Guarujá (SP) e no sítio de Atibaia (SP) foram uma forma de a empresa agradar a Lula, e não contrapartidas a algum benefício que o grupo tenha recebido.

A versão é considerada pouco crível por procuradores. Na visão dos investigadores, Pinheiro busca preservar Lula com a sua narrativa.

O empresário começou a negociar um acordo de delação em março e, três meses depois, não há perspectivas de que o trato seja fechado.

Pinheiro narrou que Lula não teve qualquer papel na reforma do apartamento e nas obras do sítio, segundo a Folha apurou. A reforma do sítio, de acordo com o empresário, foi solicitada em 2010, no último ano do governo Lula, por Paulo Okamotto, que preside o Instituto Lula. Okamotto confirmou à PF que foi ele quem pediu as obras no sítio.

Já a reforma no tríplex do Guarujá, pela versão de Pinheiro, foi uma iniciativa da OAS para agradar ao ex-presidente. A empresa gastou cerca de R$ 1 milhão na reforma do apartamento, mas a família de Lula não se interessou pelo imóvel, afirmou ele a seus advogados que negociam a delação, em versão igual à apresentada por Lula.

(...)

No CAf
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