8 de abr de 2016

Governo avalia ter de 185 a 220 votos contra o impeachment


impeachment

No Palácio do Planalto, os coordenadores da operação contra o impeachment da presidenta Dilma avaliam que que se a votação do processo fosse hoje, ela teria pelo menos 185 votos contra seu impedimento.

Essa é avaliação mais pessimista de uma das fontes que conversou com o blogue durante a tarde de hoje.

Na opinião desse interlocutor, isso está longe de significar que o risco de impeachment acabou. “É uma disputa ainda voto a voto e eu avalio que hoje há uns 60 a 70 deputados indecisos. O Temer e o PSDB estão jogando muito pesado, mas a gente tem conversado com quem pode para tentar alcançar nosso objetivo.”

O Palácio do Planalto está operando com duas contabilidades, a das promessas, que é a que leva aos 220. E a dos considerados votos firmes, que hoje seriam os 185.

O PP, por exemplo, que tem 48 deputados, no cálculo da planilha mais pessimista ofereceria 20 votos para Dilma. Na mais otimista, esse número poderia chegar a 32 deputados.

A matemática do impeachment ainda vai dar muito pano para a manga até a votação na Câmara, mas neste momento mesmo entre os oposicionistas o que parece certo é que não se tem os 342 votos para derrubar Dilma.

Até o dia da votação, muita coisa ainda pode acontecer. E não só contra ela. Pode também se consolidar o sentimento de que o impeachment não passa. E se isso vier a acontecer, alguns indecisos podem preferir ficar com o governo .
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A Rede Globo e os “Panama Papers” – O que só foi divulgado na Holanda


Veio à tona um novo escândalo de corrupção global. O que a mídia brasileira esconde é que a Globo está envolvida nele

Fraudes, evasão de divisas, sonegação de impostos, superfaturamento, tráfico de influência. Os “Panama Papers” dizem respeito aos quatro terabytes de documentos vazados sobre a Mossack Fonseca — matriz internacional de offshores, que criou centenas de empresas de papel pelo mundo com o fim principal de ocultação de patrimônio.

Repórteres de todo mundo estão agora investigando o conteúdo desses papéis. No Brasil, Fernando Rodrigues, membro do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, revelou que esquemas envolvem Chefes de Estado de diversos países. Centenas de bancos registraram mais de 15 mil offshores com a panamenha. Sete partidos brasileiros – PDT, PMDB, PP, PSB, PSD, PSDB e PTB – têm membros com envolvimento com essas empresas.

Mas, assim como a famosa lista dos implicados no escândalo do HSBC não foi integralmente trazida ao conhecimento dos brasileiros, com os “Panamá Papers” provavelmente ocorre o mesmo. A mídia tem protegido o maior conglomerado de comunicação da América do Sul: o Grupo Globo.

As atividades Mossack Fonseca são objeto das Operações Lava Jato e Ararath. Carolina Auada e Ademir Auada, representantes da Mossack Fonseca no Brasil, foram interceptados pelos investigadores da PF destruindo provas. Por isso eles foram presos mas, pouco depois, o juiz Federal Sérgio Moro mandou soltá-los, com uma justificativa violadora dos princípios da lógica elementar, publicada na Folha de São Paulo: “Apesar do contexto de falsificação, ocultação e destruição de provas, (…) na qual um dos investigados foi surpreendido, em cognição sumária, destruindo quantidade significativa de provas, a aparente mudança de comportamento dos investigados não autoriza juízo de que a investigação e a instrução remanescem em risco”.

A parcialidade se explica.

Como revelaram reportagens posteriores do “Diário do Centro do Mundo”, “Tijolaço”, “Viomundo”, “Rede Brasil Atual”, “O Cafezinho”, “Revista Fórum”, “Conversa Afiada” e “GGN”, a mansão dos Marinho em Paraty (a Paraty House), o heliponto que fica nessa mansão e o helicóptero que a dinastia usa são ou foram, todos, de propriedade de uma dessas empresas de papel criadas pela Mossack Fonseca. Em 25 de fevereiro e em 02 de março eu e outros deputados já havíamos pedido investigações criminais a respeito ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Geral da República.

Mas agora os “Panama Papers” revelam mais.

O portal holandês trouw.nl e o “Het Financieele Dagblad” (ou “A Tribuna Financeira”), um jornal de alta circulação na Holanda, fizeram uma análise minuciosa dos documentos vazados. No artigo ”Het balletje rolt” (“Bola Rolando”) , o que se retrata é o vazamento de documentos que colocam a Rede Globo no centro de um esquema de fraudes e sonegação de impostos em uma parceria criminosa com instituições ligadas ao futebol como a CONMEBOL e a FIFA e alguns de seus dirigentes, por meio de contratos falsos e garantias de exclusividades em transmissões.

Os contratos, segundo as reportagens, dizem respeito aos jogos da Copa Libertadores, cujos direitos de transmissão foram cedidos pela Conmebol “mediante pagamentos extras”. Os contratos seriam muito enxutos, com objetos excessivamente amplos, e sem cláusulas de exclusividade – tudo incomum para acordos desse tipo. Isso, aliado aos valores altíssimos, levantam suspeita sobre sua veracidade. O marqueteiro de esporte holandês Frank van den Wall Bake, um dos entrevistados, é categórico: “todos os contratos que envolvem esses atores são falsos”. O artigo ainda cita diversas empresas holandesas envolvidas nos esquemas. Dentre elas, duas com nome T&TSM. Uma, com sede nas Ilhas Caymann, responsável por negociar os direitos de transmissão no continente à Rede Globo, outra, com sede na Holanda, que recebeu todos os repasses.

Reiterei ao Ministro da Justiça o pedido de que as operações da Mossack Fonseca no Brasil sejam investigadas. Esperamos que esse não seja mais um caso de impunidade de crimes de colarinho branco, em que indivíduos, empresas e famílias extremamente poderosos saem ilesos de seus crimes financeiros.

Os negócios da Globo — não bastasse o mal político que faz ao país, com seu monopólio de opinião que hoje novamente trabalha por um golpe de Estado — precisam ser investigados, porque sobre eles há sérias suspeitas de ilicitude. Se a grande mídia poupa os Marinho, que pelo menos a Polícia Federal faça seu trabalho de forma isenta e responsável.

Paulo Pimenta, jornalista e deputado federal pelo PT-RS
No Viomundo
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Presidente do PMDB e líder do rompimento com o governo, Jucá é citado em esquema do setor elétrico

Ele
Executivos da Andrade Gutierrez mencionaram, em acordo de delação premiada, o nome do senador Romero Jucá (PMDB-RR) ligado a um esquema no setor elétrico.

Segundo a Folha apurou, dirigentes da empresa repassaram ao Ministério Público detalhes do caminho do dinheiro que, segundo eles, teria sido enviado por meio de intermediários ao senador. Os repasses seriam vinculados à Eletronorte, onde Jucá tem influência política.

O relato da empreiteira coincide com o depoimento, também em delação, do senador Delcídio do Amaral de que a Eletronorte “atende” aos interesses de Jucá.

Ex-líder dos governos de Dilma Rousseff, Lula e Fernando Henrique Cardoso, o senador assumiu na última terça-feira (5) a presidência do PMDB no lugar do vice-presidente, Michel Temer, que tirou licença em meio a crise política.

Jucá foi um dos líderes do rompimento do PMDB com o governo e tem atuado a favor da aprovação do impeachment de Dilma. Na terça, subiu à tribuna do Senado e criticou o governo,afirmando que o “castelo de cartas ruiu”.

Com a homologação da delação dos executivos da Andrade Gutierrez pelo STF (Supremo Tribunal Federal), as menções ao nome do senador devem ser analisadas pela PGR (Procuradoria-Geral da República), que decidirá pelo pedido de abertura ou não de inquérito contra ele.

Não seria a primeira investigação contra o senador em torno da Lava Jato.

Já há um inquérito em razão da delação do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia.

No DCM
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Entrevista com João Pedro Stédile


O Senge-RJ entrevistou no dia 05 de abril João Pedro Stedile, da direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que falou sobre a conjuntura política, o papel da imprensa, a importância da Frente Brasil Popular e da situação na América do Sul. O resultado da entrevista você confere no vídeo.

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Janot é cópia fiel da lástima que marca todo o poder judiciário nacional

Um desastre: Janot
O atual Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, caminha a passos largos para ser o mais desnorteado, incoerente e contraditório ocupante do mais alto cargo do Ministério Público brasileiro.

Nessa disputa inglória, cujos concorrentes antepassados deixaram um legado de inconstitucionalidade realmente desastroso, Janot se destaca pela negação do seu próprio entendimento da matéria julgada.

Ao defender junto ao STF que o ex-presidente Lula não deve assumir o ministério da Casa Civil do governo da presidenta Dilma, o PGR conseguiu a façanha de tornar a sua decisão ainda mais absurda do que a anterior tomada a apenas nove dias atrás do atual entendimento.

Em 28/03 o excelentíssimo já havia se pronunciado sobre a questão atestando a legalidade e a sua posição favorável à nomeação de Lula para o cargo, porém, com a aberração jurídica de todo o seu processo retornar às mãos do juiz Sérgio Moro na primeira instância.

Seria o primeiro caso na história da política brasileira que um ministro de Estado legalmente nomeado não disporia do foro privilegiado previsto na Constituição Federal.

O fato é que em pouco mais de uma semana, talvez por motivos que a moralidade desconheça, uma decisão que já era uma afronta às normas constitucionais se transformou numa verdadeira ingerência sobre um assunto que ultrapassa as fronteiras de poderes independentes.

O mais curioso é que tudo isso se deu após a memorável carta endereçada a todo o Ministério Público Federal em que esse mesmo Janot afirma categoricamente que “não existe salvação possível fora das instituições” e que “devemos apagar o brilho personalista da vaidade para fazer brilhar o valor do coletivo”.

Quem escreveu essas linhas definitivamente não é a mesma pessoa que aconselhou o STF a proibir a posse do ex-presidente como ministro. Nada pode ser mais incoerente e contraditório, sobretudo por levantar a suspeição de que a mais alta corte desse país não possui a competência e a isenção necessárias para julgar um cidadão como Lula.

Por tudo isso, Rodrigo Janot está se mostrando um péssimo servidor público, mais até do que Geraldo Brindeiro, o inesquecível “Engavetador Geral da República”. A favor deste, ninguém pode acusá-lo de contraditório, FHC o nomeou exatamente para isso: engavetar.

Já Janot, não podemos culpar Dilma, afinal de contas, desde que o PT é governo que quem realmente indica o PGR são, republicanamente, os próprios membros do Ministério Público.

Pena que Rodrigo Janot seja a cópia fiel da lástima em que se encontra todo o poder judiciário nacional.

Carlos Fernandes
No DCM
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Nota do MST Paraná


Policia Militar e pistoleiros atacam famílias Sem Terra e assassinam dois trabalhadores do MST, no Paraná

Na tarde de quinta-feira (07 de abril), famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), organizadas no Acampamento Dom Tomas Balduíno, no município de Quedas do Iguaçu, região central do Paraná, foram vitimas de uma emboscada realizada pela Policia Militar do Estado e por seguranças contratados pela empresa Araupel. No ataque covarde da PM e seguranças da Araupel, foram assassinados os trabalhadores rurais Vilmar Bordim, 44 anos, casado, pai de três filhos e Leomar Bhorbak, de 25 anos, deixa esposa gravida de nove meses. Também foram feridos mais sete trabalhadores e dois foram detidos para depor e já foram liberados.

O acampamento, cuja ocupação teve início em maio de 2015, possui aproximadamente 1,5 mil famílias O acampamento está localizado no imóvel Rio das Cobras que foi grilado pela empresa Araupel. A Justiça Federal declarou, em função da grilagem, que as terras são publicas e pertencem a União e devem ser destinados para a reforma agrária.

Não houve confronto algum segundo o relato das vítimas do ataque. A emboscada ocorreu enquanto aproximadamente 25 trabalhadores Sem Terra circulavam de caminhonete e motocicleta, há 6 km do acampamento, dentro do perímetro da área decretada pública pela justiça, quando foram surpreendidos pelos policias e seguranças entrincheirados. Estes alvejaram o veiculo onde se encontravam os Sem Terra, que para se proteger, correram mato a dentro em direção ao acampamento, na tentativa de fugir dos disparos que não cessaram. Em relato a PM admite que os dois corpos foram recolhidos de dentro da mata. Todas as vítimas foram baleadas pelas costas o que deixa claro que estavam fugindo e não em confronto com a PM e seguranças.

A PM isolou local onde ocorreu a emboscada por mais de duas horas, impedindo o socorro dos feridos, além de bloquear qualquer outra pessoa que se aproximasse para socorrer e documentar a cena do crime. Sem a presença do IML removeram as vítimas e objetos da cena do crime. E nem permitiram acesso dos familiares das vitimas, advogados e imprensa, ameaçando as pessoas que se aproximavam.

A Policia Militar criou um clima de terror na cidade de Quedas do Iguaçu, tomando as ruas, cercando a delegacia e os hospitais de Quedas do Iguaçu e Cascavel para onde foram levados os feridos, impedindo qualquer contato das vitimas com familiares, advogados e imprensa.

O ataque da PM aos Sem Terra aconteceu após o Deputado Rossoni assumir a Chefia da Casa Civil do Governo do Paraná e, que, coincidentemente, esteve em visita ao Município de Quedas do Iguaçu, no dia 01 de abril de 2016, acompanhado do Secretario de Segurança Publica do Paraná, Wagner Mesquita, e representantes das cúpulas da policia do Paraná. Que determinaram o envio de um contingente de mais de 60 PMs para Quedas do Iguaçu.

O MST está na região há quase 20 anos, e sempre atuou de forma organizada e pacifica para que houvesse o avanço da reforma agrária, reivindicando que a terra cumpra a sua função social. Só no grande latifundiário da Araupel foram assentadas mais de 3 mil famílias.

O MST exige justiça e:

— Imediata investigação, prisão dos policias e seguranças, e punição de todos os responsáveis – executores e mandantes- pelo crime cometido contra os trabalhadores rurais Sem Terra.

— O afastamento imediato da policia militar e a retirada da segurança privada contratada pela Araupel.

— Garantia de segurança e proteção das vidas de todos os trabalhadores acampados do Movimento na região.

— Que todas as áreas griladas pela empresa Araupel sejam destinadas para Reforma Agrária, assentando as famílias acampadas.

Lutar, Construir Reforma Agrária Popular!

Direção Estadual do MST.
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Janot é o jacaré da derrubada de Dilma


Uma breve reflexão sobre o que teria feito o sr. Rodrigo Janot mudar, aparentemente, de forma radical de opinião: de quem defendia, no dia 28 de março, a posse de Lula como ministro da Casa Civil e hoje,, 7 de abril, diz que isso não pode acontecer.

Janot mudou?

Em meados do ano passado, era voz corrente que Dilma Rousseff reconduziria Rodrigo Janot à chefia da Procuradoria Geral de República por algum tipo de freio à Operação Lava Jato. O que, os dias mostraram, era uma suposição totalmente falsa.

Da mesma forma, falou-se em um acordo entre Renan Calheiros, presidente do Senado e a quem cabia comandar sabatina e a votação do Procurador Geral. e Janot. Havia, até, “indícios” de que isso estivesse ocorrendo, pois Janot participou de encontros e jantares com ambos, como registra a Folha.

Dilma manteve a indicação de Janot, ainda que seu ato pudesse ser, com base em tais suposições, apontado como um “desvio de finalidade”.

Mas como age Rodrigo Janot?

Como um jacaré, que se dissimula na tocaia para dar o bote sobre suas presas.

Há dez dias Janot deu um parecer estranho, defendendo que Lula poderia ser nomeado Ministro, mas que seu caso deveria permanecer com Sérgio Moro.

Este blog estranhou e classificou como “jogo para a plateia”, por medo de que se considerasse que ele pretendia atingir a “santidade” de Sérgio Moro.

Hoje, vi que estava errado.

Como se sabe, aquela opinião de Janot, sobre a continuidade do processo com Moro era uma impossibilidade jurídica.

Janot também o sabia.

Apenas ganhava tempo.

Hoje, lendo aquele despacho, salta aos olhos que ele preparava o bote.

Vejam o que ele escreveu, com destaques meus:

Diante desses fatores e da atuação inusual da Presidência da República em torno da nomeação, há elementos suficientes para afirmar ocorrência de desvio de finalidade no ato. Se não é possível impedir a nomeação nem há, nestes processos, alicerce suficiente para a desconstituir (sem prejuízo de que a validade do ato venha a ser rediscutida, ante elementos mais amplos, se for o caso), parece harmônico com o controle dos atos do poder público evitar que ela produza os efeitos negativos acima apontados nas investigações ligadas ao cidadão LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, mantendo-as no primeiro grau de jurisdição da Justiça Federal e ressalvada a hipotética ocorrência de causa de modificação de competência, dentre as previstas nas leis processuais penais, como a conexão. Com isso se preserva, ao menos por ora, a prerrogativa presidencial de nomear seu auxiliar, com base nos critérios próprios de confiança, mas ao mesmo tempo se evitam os efeitos negativos para o interesse público decorrentes do desvio existente no ato.

E depois:

“(…)deferimento parcial de medida liminar, para o fim de manter, nestes processos, a validade da nomeação atacada – sem prejuízo da possibilidade de o ato ser objeto de nova análise no futuro, em outros processos e diante de acervo probatório distinto (…)

Como não houve, ao que aparentemente se saiba, fatos novos sobre o assunto, o que teria feito o Dr. Janot mudar de opinião sobre o assunto?

Nada, porque ele não mudou de opinião, mudou de parecer, apenas.

O ardil estava claro e, na nossa boa-fé, não o percebemos.

Fica evidente que ele preparava, para a ação decisiva — a liminar de Gilmar Mendes — a manifestação que, ali, seria inócua, pois não somaria em nada à manipulação já feita por Mendes. Então, como jacaré que é, preferiu dissimular.

A opinião de que o caso continuasse com Moro, no julgamento desta semana no STF, nem sequer foi considerada pelas razões apontadas por Janot em seu parecer. Os dois votos que esta posição teve foram dados por outras razões. Por estas, o caso  foi dez a zero.

Não há “fatos novos” nos autos e nem mesmo esta desculpa tem Janot.

Seu papel, infelizmente, em nada já se distancia do que se vem percebendo nas ações de boa parte do MP — talvez seja isso, não é? Os votos da corporação.

Janto é um Procurador-Geral à altura da deformidade que assumiu o Ministério Público Federal no país.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Lula é réu político do Janot?

A única hipótese para Janot anular a posse de Lula é cassando seus direitos políticos. O plano de Janot é fazer Lula um prisioneiro político?


Está na Constituição do Brasil:
“Seção I


Do Presidente e do Vice-Presidente da República


Art. 76. O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado”.
A Presidente da República, para poder governar, necessita do auxílio de colaboradores, que são os Ministros de Estado.

Diz a Constituição:
“Seção II


Das Atribuições do Presidente da República


Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:


I–nomear e exonerar os Ministros de Estado;


II–exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal;

... ”
A Constituição é clara: é competência privativa da Presidente “nomear e exonerar os Ministros de Estado”. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, privativa significa “que não é permitido a todos, só a algumas pessoas; próprio, exclusivo, especial”.

Compete exclusivamente à Dilma, eleita Presidente da República, decidir quem vai nomear como Ministro de Estado. Se Rodrigo Janot e Gilmar Mendes quiserem nomear ministros do agrado deles, antes devem conquistar o cargo presidencial nas urnas.

Diz ainda a Constituição:
“Seção IV


Dos Ministros de Estado


Art. 87. Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos”.
A única exigência constitucional para qualquer pessoa poder ser escolhida para o cargo de Ministro de Estado é claríssima: ser um dos “brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos”.

O ex-presidente Lula, além de ser um brasileiro maior de vinte e um anos, está no pleno “exercício dos direitos políticos”.

A única hipótese para Janot anular a posse de Lula é cassando os direitos políticos do ex-presidente. Se a anulação da posse do ex-presidente for mantida, então Lula se tornará um réu político do Procurador da República. O plano de Janot é fazer Lula um prisioneiro político?

Jeferson Miola
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Datafolha se desmoraliza na tentativa de aprovar impeachment


O Datafolha já cometeu vários deslizes em campanha eleitorais, mas talvez nada se compare a essa tentativa de aprovar o impeachment a qualquer preço e que resultou numa forçação de barra sem precedentes na história do Instituto.

Segundo matéria de hoje da Folha de S. Paulo, o Instituto teria ouvido de 21 de março a 7 de abril 291 deputados. E com base nesse universo projetou que o impeachment teria 308 votos na Câmara. Ou seja, que estaria a apenas 34 votos da aprovação.

Esse resultado é uma fraude por vários motivos.

Em primeiro lugar, como já disse Magalhães Pinto, política é como nuvem, você olha e ela está de um jeito, olha de novo e ela está de outro. E o Congresso é a política em estado bruto. Num momento como esses, uma pesquisa que demora 18 dias para ser feita já tem validade próxima de zero.

Nesses 18 dias muita coisa aconteceu. Por exemplo, só para ficar em um deles, o PP voltou a se reaproximar do governo neste período e vários deputados do partido passaram a prometer seu voto contra o impeachment. O Planalto conta hoje com 30 votos da bancada na Câmara. Até dia 21 de março não contava com cinco.

Mas o período pesquisado não é o problema central da pesquisa. O maior problema é que o Instituto faz projeção de votos num ambiente onde o correto é fazer um placar.

Se ouviu 291 e 60% são a favor, isso significa que 175 deles votam pelo impeachment e ponto final. Não dá pra fazer projeções num ambiente desses, porque se isso fosse feito teria de levar em consideração muitas variáveis.

O Datafolha diz que considerou o peso de cada bancada para projetar os 308 a favor. Mas levou em consideração a região do país de cada deputado? Pelo que informa, não. Se não levou isso pode pode levar a maiores distorções do que o peso por bancada.

Da mesma forma que os institutos não fazem pesquisa para candidatos proporcionais, os diretores do Datafolha sabem que num ambiente desses pesquisa mal serve para orientar quem está na operação de convencimento.

O que vale é monitorar a tendência de voto de cada um dos que votarão, um pouco como o Estado de S. Paulo tem feito.

Ou seja, tá valendo jogar a reputação de um instituto como o Datafolha no lixo para criar uma onda de que faltam poucos votos para aprovar o impeachment. E de repente 175 votos viram 308, numa contabilidade absolutamente sem lógica.

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Sakamoto teria sido alvo de ataques da JBS - Friboi


Documentos produzidos por ordem judicial sugerem que as empresas JBS e 4Buzz promoveram, por meio de anúncio pago no Google, a exposição de um texto difamatório contra o jornalista e ativista Leonardo Sakamoto, da ONG Repórter Brasil e blogueiro do UOL.

As empresas, conforme papéis obtidos junto ao Google e a operadora de telefonia GVT, estariam por trás do patrocínio ao link "Leonardo Sakamoto Mente", apresentado como primeiro resultado para pesquisas com os termos "Sakamoto", "Leonardo Sakamoto" ou "Blog do Sakamoto" em 2015.

Dona das marcas Friboi e Swift, a JBS, gigante do processamento de carnes, faturou R$ 12,9 bilhões em 2014. A 4Buzz é uma firma de Ribeirão Preto contratada pela JBS em 2015 para, entre outros itens, combater rumor de que um filho do ex-presidente Lula seria dono da Friboi.

Alvo de reportagens do site da Repórter Brasil sobre problemas trabalhistas e ambientais, a JBS nega relação com o link ofensivo. Sua assessoria prometeu investigar internamente o que ocorreu. A 4Buzz também nega.

A história que liga as empresas ao ataque ao blogueiro começou em maio de 2015, quando a página "Leonardo Sakamoto Mente" passou a ser promovida. O link levava o internauta para o texto "Sakamoto recebe mais de R$ 1 milhão para chamar opositores de mercenários, denuncia Luciano Ayan", abrigado no site FolhaPolítica.org. Sem autoria conhecida nem relação com a Folha, o FolhaPolítica tem 1,1 milhão de seguidores no Facebook. Mescla posts desfavoráveis ao PT com notícias falsas.

O texto contra o blogueiro, ainda no ar, é repleto de acusações de corrupção. Diz que a Repórter Brasil recebeu "mais de R$ 1 milhão por ano para puxar o saco de Dilma", que o jornalista é quem fica "com a maior parte da bolada", que a ONG "não desenvolve nenhuma atividade física", mas "torra mais de R$ 1 milhão por ano do Ministério dos Direitos Humanos".

Sakamoto resolveu recorrer à Justiça para que o Google informasse quem havia contratado o anúncio.

Em setembro, por determinação judicial, o Google informou que a ordem partiu da "JBS/SA". Forneceu o endereço, um telefone e um e-mail da empresa. E um conjunto de IPs (Internet Protocols, espécie de RG da web), indicando as conexões à internet que operaram a conta que o contratou. Não informou, porém, quem pagou pelo anúncio. Numa outra etapa, a operadora GVT informou à Justiça que quase todos os IPs são da 4Buzz.

O texto da FolhaPolítica distorce uma informação extraída do próprio site da Repórter Brasil. Na prestação de contas da ONG consta um convênio com a Secretaria de Direitos Humanos para financiar parte do projeto Escravo Nem Pensar, de prevenção contra o aliciamento de mão de obra escrava.

A contribuição total da SDH, na verdade, é de R$ 499 mil por três anos. Os maiores financiadores do projeto são a Organização Internacional do Trabalho e outros órgãos internacionais.

Embora não tenha sido a primeira ação difamatória contra Sakamoto na web, a disseminação do link "Leonardo Sakamoto Mente" pelo Google e, na sequência, por um número incontável de blogs e posts em redes sociais foi, segundo o jornalista, a iniciativa que teve maior alcance e gerou maior risco.

"Além das ameaças, passei a ser alvo mais constante de xingamentos e até agressões físicas", diz.

"Você está andando na rua, vem um desconhecido e dá uma ombrada; outro dia um carro para e alguém xinga e cospe na sua direção; você vai a um restaurante, começam a circular fotos suas no local com insultos."

A viralização da notícia falsa chegou a mobilizar o Ministério Público Federal, que abriu uma investigação. Representantes da ONG tiveram que apresentar detalhes de suas atividades. Na papelada, os investigadores constataram que o próprio Ministério Público é um dos apoiadores oficiais do Escravo Nem Pensar. O caso foi arquivado.

Outro lado

A JBS e a 4Buzz negam que tenham contratado o Google para promover conteúdo ofensivo contra o jornalista Leonardo Sakamoto.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a JBS confirmou que contratou a 4Buzz para ações na web em 2015 e que, em algumas ocasiões, autorizou a contratação do Google para promoção de notícias relacionadas à empresa. Mas nenhuma delas, ressaltou, envolvendo o nome do jornalista ou de sua ONG.

A assessoria da JBS disse ainda que respeita o trabalho de Sakamoto e da ONG e que iria apurar internamente o que eventualmente poderia ter ocorrido para que o nome da empresa aparecesse como contratante do anúncio.

Sócio da 4Buzz, Rodrigo Vanzon disse que iria verificar se havia qualquer registro do anúncio ofensivo nos documentos de sua empresa.

Dias depois, afirmou que nada havia sido encontrado e que não sabia explicar como IPs da 4Buzz estavam associados ao caso.

O Google afirmou que seu contrato com o patrocinador do link "Leonardo Sakamoto Mente" prevê confidencialidade, o que lhe impede de informar quem pagou pelo anúncio.

Pelo mesmo motivo, o buscador não informa o tempo em que a página ofensiva foi exposta de forma privilegiada, a quantidade de vezes em que foi oferecida como primeiro resultado de busca, nem eventuais outros termos contratados para serem associados ao link.

O Google afirmou que possui políticas que, a partir da denúncia de qualquer internauta feita por meio do preenchimento de um formulário eletrônico, podem resultar na remoção de um anúncio desrespeitoso.

Mas disse que também não poderia informar se o link "Leonardo Sakamoto Mente" deixou de ser exibido como primeiro resultado de buscas devido a isso.

De autoria desconhecida, o site FolhaPolítica apresenta apenas um e-mail para contato. A reportagem buscou contato por essa via, mas não houve resposta.

Meses após a exibição do link difamatório no Google, Sakamoto foi alvo de uma segunda notícia falsa de grande repercussão. Em janeiro, o jornal mineiro "Edição do Brasil" publicou em sua capa uma foto do jornalista com a manchete "Cientista político diz que aposentados são inúteis à sociedade".

Quando Sakamoto denunciou nunca ter dado tal declaração, o jornal tirou a entrevista de seu site e afirmou que acreditava ter sido vítima de uma assessora que teria agido de má-fé.

Nas redes sociais, porém, a falsa declaração já havia viralizado. O caso não aparenta ter relação com o do link patrocinado.

Ricardo Mendonça
No fAlha
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O xadrez da bala de prata de Janot


Entra-se nos dias derradeiros para a primeira tentativa de impeachment com vários movimentos no nosso tabuleiro.

Movimento 1 - Rodrigo Janot usa a bala de prata contra Dilma.

A sequência de ações contra Lula denotava uma intenção persecutória da Lava Jato. Caçar Lula tornou-se foco único. Depois, representações de toda ordem de outros procuradores, sempre tendo por alvo Lula e, por álibi, os factoides que provavelmente eles próprios plantavam na mídia.

No final do ano, quando a tese do impeachment esvaziou, coube ao Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot criar a nova linha de investigação, em cima do tríplex e do sítio de Atibaia.

À luz da razão, era nítida a perseguição. Mas o jurista por vezes tem razões que a própria razão desconhece. Aceitava-se, então, com alguma relutância a tese da impessoalidade das investigações e da perseguição ser mera consequência de um conjunto de circunstâncias.

Aí a Lava Jato virou o fio, com a divulgação dos grampos envolvendo Lula e a própria presidente da República. Era nítida a intenção política ao divulgar as conversas, procurando aquecer ainda mais a fogueira do impeachment. Pressionados, delegados e procuradores confessaram terem obtido a concordância de Janot para a liberação dos grampos.

Com a enorme reação contrária, Janot tomou duas atitudes defensivas. Primeiro, uma nota condenando o personalismo, a síndrome de Deus que acomete alguns — sem nominá-los. Depois, a decisão esdrúxula de um parecer a favor da posse de Lula na Casa Civil e, ao mesmo tempo, manter seu inquérito com o juiz Sérgio Moro.

Agora, com a tese do impeachment esvaziando a olhos vistos, Janot volta à proatividade, sacando a bala de prata: o novo parecer contrário à posse de Lula.

A mudança de posição de Janot é simples de decifrar, desde que se entenda que o alvo final não é Lula: é Dilma. Se há indícios de “desvio de finalidade”, com a nomeação de Lula, a acusada, o agente ativo é Dilma, não Lula. Basta o STF aceitar a tese e impedir a posse, para automaticamente abrir-se o processo contra Dilma.

Do ponto de vista jurídico, não deverá ter consequência. Afinal, baseia-se em um diálogo dúbio e ilegalmente grampeado; e em um documento de posse que sequer tinha a assinatura de Dilma. Resta avaliar os impactos políticos junto aos Ministros do STF, agora efetivamente sozinhos na defesa do reequilíbrio político do país.

Some-se a isso um novo vazamento de delação premiada — agora dos executivos da Andrade Gutierrez; a manutenção da blindagem de Aécio Neves; e a informação de uma força-tarefa do Ministério Público do Distrito Federal para analisar todos os empréstimos e financiamentos do BNDES para se ter o quadro completo.

O PGR repete o mesmo processo que acabou desgastando a Lava Jato e que liquidou com a Operação Mãos Limpas, na Itália, de falta de discernimento para perceber o momento em que a operação virou o fio.

Vale a pena a leitura da entrevista de Gherardo Colombo, juiz da Operação Maos Limpas, ao Estadão (http://migre.me/tsyXk). Diz ele que o que determinou o fim da operação foi o cidadão comum, porque a síndrome de Giralomo Savonarola — o dominicano que acreditava ser a voz de Deus contra toda forma de imoralidade — dominou a operação, que passou a caçar até fiscal de prefeitura, para tentar o nível de corrupção zero.

A bala de prata de Janot gasta seu grande cartucho perante o Supremo: a imagem do legalista ponderado, que apenas não conseguia segurar os ímpetos da corporação.

A história cobrará um alto preço do MPF e de Janot.

Movimento 2 – o julgamento jurídico do impeachment.

Gradativamente, o novo Advogado Geral da União (AGU) José Eduardo Cardozo, deixa transparecer sua estratégia em relação ao Supremo.

A discussão é sobre o nível de competência do Supremo para analisar o impeachment.

Numa ponta, os doutrinadores que defendem que a decisão é política, não cabendo ao Supremo interferir nem nas votações da Câmara, nem do Senado.

De outro, os que defendem que, se a Constituição definiu razões jurídicas para o impeachment, não haverá como o Supremo — último guardião da constitucionalidade — deixar de avaliar.

Provavelmente, o caminho escolhido por Cardozo será bastante habilidoso: submeter ao Supremo a análise jurídica do relatório preparado pelo relator da Comissão do Impeachment. Se o Supremo entender que não preenche os requisitos constitucionais, o relatório não tem valor. Não tendo relatório, não se terá votação.

Nassif
No GGN
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Só o futuro para explicar como um tipo como Eduardo Cunha pode estar tão próximo da presidência

Um dos maiores mistérios nacionais
Só o futuro poderá explicar como um vigarista como Eduardo Cunha pode, a esta altura, estar no comando de um processo tão importante para o país como o que trata do impeachment presidencial.

Não há explicação racional para que Cunha, diante de provas tão contundentes de roubalheira e achaque, não esteja na prisão.

A situação confortável de Cunha é, em suma, um fabuloso fracasso nacional. É o Brasil, coletivamente, que falhou miseravelmente na condução do caso de uma das maiores e mais claras vocações de corrupção da história do país, se não a maior.

No Roda Viva desta segunda, um entrevistador perguntou a Marco Aurélio Mello por que o STF não mandava — pelo menos — afastar Cunha.

Foi o único momento em que Mello não foi convincente. Ele juntou palavras sem oferecer uma resposta razoável.

Um país do tamanho e da importância do Brasil teria que dispor de proteções automáticas contra um tipo como Cunha. Na verdade, todos imaginávamos que as houvesse, mas não: como a realidade duramente mostrou estamos à mercê de psicopatas poderosos como ele.

Não haveria, em sociedade nenhuma minimamente avançada em todo o mundo, saída para Cunha depois que as autoridades suíças brindaram as brasileiras com evidências irretorquíveis de crimes do presidente da Câmara.

Era um homem morto andando.

Ele tinha profanado a Câmara ao dizer, pouco antes, que não tinha conta no exterior. Não tinha uma, mas várias.

Nada, nada e nada aconteceu com ele.

Delatores falaram, com terror nos olhos, das ameaças que sofreram para não citá-lo em suas delações. Até as famílias dos delatoras foram ameaçadas por paus mandados de Cunha.

A mesma história de ameaças foi contada depois por um deputado que seria o responsável pela comissão de ética que decidiria sobre o afastamento de Cunha.

Mais uma vez, nada, nada e nada.

Delcídio falou. E contou que a origem dos ataques devastadores de Cunha a Dilma estava no fato de que ela tirara homens dele de Furnas para moralizar uma empresa saqueada brutalmente.

Novamente, nada, nada e nada.

Era amplamente sabido que Cunha chantageava o governo em torno do pedido de impeachment formulado pela rainha da sanidade Janaína Paschoal e o nonagenário Bicudo.

Ninguém deu um passo para dificultar uma chantagem indecente, abjeta, feita à luz do dia.

Espasmos inúteis, patéticos, vergonhosos surgiram aqui e ali. Janot falou muito e fez pouco. Teori falou pouco e fez menos ainda. O governo ficou mudo e ficou parado como que à espera de um milagre.

À imobilidade destes se somou o oportunismo vil de homens como Aécio e FHC, e tudo isso foi coroado pela proteção suja que lhe foi oferecida pela mídia, a começar pela Globo.

Certas coisas podem ser definidas como fracassos nacionais. Os alemães falharam coletivamente com Hitler. Até hoje se envergonham ao falar do assunto.

Eduardo Cunha é um formidável malogro brasileiro.

Talvez o futuro encontre uma explicação para isso. No presente, ela não existe.

Um meliante que deveria estar no xilindró nunca esteve tão perto da presidência da República.

E nada, nada, nada acontece.

Paulo Nogueira
No DCM
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