26 de fev de 2016

PF vai investigar o envio de dinheiro por FHC a ex-amante



Nota do Ministério da Justiça sobre investigação de FHC sai do ar e volta diferente



Vejam como foi originalmente divulgada:

O Ministério da Justiça informa que a Polícia Federal, no âmbito das suas competências constitucionais, determinou nesta sexta-feira (26), a abertura de inquérito para apurar a ocorrência de eventuais ilícitos criminais noticiados por Mirian Dutra Schimidt, em matéria publicada pela Folha de São Paulo, na coluna Monica Bergamo, no último dia 17 de fevereiro de 2016. O inquérito tramitará em sigilo, na forma da legislação em vigor.



Brasília, 26/02/16 – O Ministério da Justiça informa que a Polícia Federal abriu, nesta sexta-feira (26), inquérito para apurar a ocorrência de eventuais ilícitos criminais informados por Mirian Dutra Schimidt, em matéria publicada pela Folha de São Paulo, na coluna Mônica Bergamo, no último dia 17 de fevereiro de 2016. A abertura do inquérito se deu a partir do encaminhamento de representação de parlamentares, recebida no Ministério da Justiça em 23/02 e encaminhada à PF para providências. O inquérito tramitará em sigilo, na forma da legislação em vigor.

No Viomundo
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Humor que coxinhas revoltados não entendem


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Com a palavra, os idiotas

As redes sociais são veículo fundamental para diversas causas, mas libertaram uma fúria reacionária que pode gerar efeitos preocupantes

Trump e Bolsonaro: vida curta?
"As mídias sociais deram a palavra a uma legião de imbecis que antes só falavam numa mesa de bar depois de uma taça de vinho, sem causar qualquer prejuízo à coletividade". A frase do escritor italiano Umberto Eco, morto na semana passada, não poderia ser mais certeira para o atual momento brasileiro. Em tempos de crise sobram ódio e oportunismo nas redes e falta racionalidade política.

A frase de Eco pode até soar como ideia antiquada de um vovozinho que não entendeu o rolê, que não sabe como as redes deram voz a quem nunca conseguiu falar. Que foi pelas redes que os jovens pediram mais mobilidade urbana, que os LGBTs disseram a que vieram, que as mulheres se organizaram em um novo feminismo. Tudo isso é verdade, mas Eco também tinha sua razão.

A prova é o triunfo cada dia mais eminente de Donald Trump, o fanfarrão perigoso que corre o risco de ser o candidato republicano e até mesmo o próximo presidente dos Estados Unidos. Para quem acompanha de longe, Trump é apenas uma piada de mal gosto, o cara que quer construir um muro entre o México e os Estados Unidos e expulsar os muçulmanos do país.

Mas Trump não é propriamente um imbecil, muito pelo contrário. É um espertalhão que lidera cidadãos cansados do sistema. Ele aposta nos milhares de comentaristas raivosos que, com medo do comunismo, da ditadura gay e outras paranoias, buscam um salvador da pátria. Qualquer semelhança com a política brasileira não é mera coincidência.

O sucesso de Trump causa calafrios quando se pensa nas eleições de 2018 no Brasil. Corremos o risco de termos um Jair Bolsonaro competitivo? O vácuo de liderança política no País com a Lava Jato desconstruindo o PT e espirrando lama em todos os grandes partidos, do PSDB ao PMDB, abre caminho para os piores populistas. Sem contar que a atual crise econômica ainda nem se fez sentir de verdade.

Antes de seguir falando sobre idiotas como se não fosse um deles, é preciso ter humildade e reconhecer que todo mundo está sujeito a deter certo grau de idiotice dentro de si (aquele 1% que te faz compartilhar um link duvidoso).

Até para não cair na soberba típica de alguns colunistas conservadores, que consideram idiota qualquer eleitor de esquerda. A idiotice é gradativa e universal e está acima das ideologias.

No Brasil, a idiotice (nos termos de Eco) têm andado junto com o oportunismo e pautado a agenda política do País. Basta ver o vídeo do deputado Paulinho da Força (SD) convocando o panelaço contra o PT, contra a corrupção. Faz sentido as pessoas se indignarem com os escândalos envolvendo este ou aquele partido. Mas é pura ironia ver os "patriotas" baterem panelas inspirados pelo braço direito do Eduardo Cunha das Contas Suíças.

As redes sociais, para o bem e para mal, são democráticas e mostram o que realmente somos – uma sociedade feita, também, de comentaristas de internet. Há pouco tempo ainda se falava de uma tal "opinião pública", que era tão somente a opinião de uma elite letrada com voz na imprensa, nas universidades e nos círculos políticos e empresariais. Era uma opinião no geral polida. Até virem as redes sociais e abrirem a porteira para o público de verdade se expressar.

E o mais espantoso é como as "verdades" se constroem e se sedimentam. Não faz muito tempo eu tomava como piada o discurso daqueles que diziam que o Brasil estava se tornando um país comunista, uma república bolivariana. Era artificio barato de retórica, só poderia ser. Até que me dei conta recentemente de que essas pessoas realmente acreditam nisso.

Para contra argumentar, informação não é suficiente. Na briga pela "opinião das redes", a estratégia inclui táticas de guerrilha, golpes baixos e factóides. Há quem prefira se isolar, bloquear quem não lhe agrade, fechar-se numa bolha e viver feliz com as curtidas de quem pensa igual a si. Inócuo.

Se até agora temos celebrado as redes sociais por tudo de bom que produziu, espero não termos um dia de lamentar.

Ainda acredito que Trump não vencerá, que Bolsonaro terá fôlego curto. E confio que o bom senso há de fazer bom uso do espaço que lhe cabe nessa rede. Mas atenção nunca é demais. Com um discurso ultraconservador e populista contra a corrupção, o comediante Jimmy Morales foi recentemente eleito presidente da Guatemala. Não parece nada engraçado.

Maurício Moraes
No CartaCapital
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Quem são os responsáveis pelo ódio que avança: um 1964 em câmera lenta

http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/palavra-minha/37769/

Não é exagero afirmar que estamos em meio à maior ofensiva conservadora no Brasil, desde 1964.
A direita comemora essa imagem: mas e quando outros
pescoços forem para a forca?
A violência verbal de blogueiros como Reinaldo Azevedo transbordou para as ruas. Isso desde 2013, quando brucutus de academia e falanges de direita tentaram impedir militantes de movimentos sociais de marchar na avenida Paulista.

Em 2015, o tom subiu: pregou-se abertamente o golpe e a volta da ditadura, atacou-se gente ligada ao PT em restaurantes, hospitais e até na rua. Panelas batem nas varandas da classe média — que está à beira de um ataque de nervos.

O adversário não deve ser ouvido, nem levado em conta. Deve ser esmagado, preso, proscrito. É nesse pé em que estamos.

O músico Tico Santa Cruz recebe ameaças pelo telefone. Alinhado com as políticas sociais de Lula, ele virou alvo de gente que (em chamadas covardes, pelo telefone) fala em atacar os filhos adolescentes de Tico. Ouvi o aúdio de uma das ligações: o homem que ameaça sabe os nomes dos filhos do músico, e diz falar em nome de Eduardo Cunha. Tico pede que o aúdio não seja divulgado, por enquanto, já que está buscando apoio da polícia contra as ameaças.

Míriam Dutra, que denunciou os esquemas da Globo com FHC, também recebe uma ameaça nada velada: a ex-amante de FHC, que a família Marinho escondeu na Europa para não gerar um escândalo, está internada num hospital espanhol — com grave crise emocional. Enquanto isso, invadem a conta dela no Facebook “anunciando” que Míriam está morta. Sim, são esses os métodos.

A Globo também ameaça blogueiros. Vai citar extra-judicialmente todos aqueles que fizeram referência à emissora. É o poder da Casa Grande que, diante da tibieza do governo, percebe a avenida aberta para uma restauração completa.

Os que se resistem contra o avanço conservador recebem uma dupla mensagem: da direita, vem o aviso de que não estamos mais no terreno dos debates, mas da guerra total; do governo eleito com os votos da esquerda e da centro-esquerda, por outro lado, chegam sinais de rendição e derrota.

A tabelinha mídia/Judiciário avança e aperta o torniquete. Estamos diante de um 1964 em câmera lenta. E não há outro caminho, a não ser enfrentar as ameaças.

Passei os últimos anos estudando a Colômbia, numa pesquisa de Mestrado. Desde o século XIX, o país tem eleições regulares, mas a característica básica do regime colombiano é ser uma democracia restrita: a esquerda e os movimentos sociais foram sempre excluídos do jogo político. Conservadores e Liberais se revezam no poder, enquanto setores populares sofrem com assassinatos, exclusão, perseguição.

Enquanto Brasil e Argentina incorporaram as massas ao jogo político, com o peronismo e o varguismo, a Colômbia viu ser assassinado o líder popular que se apresentava para liderar os trabalhadores: no dia 9 de abril de 1948, Jorge Gaitán foi morto no centro de Bogotá; era favorito para virar presidente nas eleições seguintes.

A morte de Gaitán mostrou a amplos setores que o caminho institucional estava fechado. Por todo o país, pipocaram guerrilhas que nem eram de esquerda, mas “liberais”. De uma dessas guerrilhas, surgiria alguns anos depois, no início da década de 1960, as FARC.

Não adianta dizer que as FARC são apenas uma “narco-guerrilha”. Claro, na Colômbia quase todos os entes têm relação com os interesses do tráfico. Mas as FARC não são filhas da droga. São filhas da exclusão social e do ambiente político excludente.

A democracia restrita jogou parte da população para fora do jogo político. Nunca houve na Colômbia um partido trabalhista. Nunca. O caminho foi o das armas.  

Hora dessas falo um pouco mais sobre a Colômbia. Mas o que me assusta é ver que o Brasil pode, muito tempo depois, seguir caminho parecido.

Tudo leva a crer que setores do Judiciário e da elite política e midiática tomaram a decisão de expurgar a esquerda (e mesmo a centro-esquerda) do jogo político.

Se isso ocorrer, estará aberto o caminho para que a política seja feita por outras vias.

Por enquanto, é a direita que toma a iniciativa de usar a violência. Mas, ao fechar as portas do sistema político para um partido com quase 2 milhões de filiados, e com pelo menos 30 ou 40 milhões de simpatizantes, a direita abre as portas para a guerra política.

Desde já é possível apontar 3 personagens e 2 famílias com responsabilidade pelo clima de ódio que avança:

Reinaldo Azevedo, que cunhou o termo “petralha”, e há anos é pioneiro em espalhar o ódio pelas redes sociais, sempre com patrocínio do tucanato;

José Serra, que na eleição de 2010 trouxe esse ódio das redes para as ruas, com uma campanha feita na base do preconceito e da pregação conservadora;

Ali Kamel, que colocou a máquina da Globo, de forma discreta mas persistente, numa campanha de criminalização da esquerda;

e as famílias Marinho e Civita, pela permanente semeadura do ódio.

Quando o caldo entornar de vez, cada um pagará sua cota por levar o país para um clima de confrontação e ódio. Por enquanto, eles comemoram, porque só um lado bate.

Em breve, talvez, essa gente vai perceber que quem apanha sem parar não esquece jamais os nomes de seus algozes.

A história vai dar o troco. Não tenham dúvidas.
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“A Globo tem muito o que explicar e nós vamos até o fim”, diz deputado sobre tentativa de censura


Em vídeo, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) responde às ameaças que a Rede Globo fez ao notificar sites e blogs que divulgaram informações sobre as supostos escândalos que envolvem a mansão da família Marinho ou a relação da emissora com empresas investigadas na Lava-Jato. “Vou usar minha imunidade parlamentar para que, antes de processarem qualquer pessoa, tenham que processar a mim”. Assista:


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MST repudia Lei antiterrorismo e exige o veto completo do projeto


O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem à público repudiar o projeto de lei enviado pelo Poder Executivo que tipifica o crime de terrorismo. A proposta é desnecessária e inconsequente. Infelizmente, soma-se a outras iniciativas de setores conservadores do Congresso Nacional que querem implementar uma escalada autoritária nas leis brasileiras, mudando inclusive a própria Constituição, como é o caso da maioridade penal.

Vivemos tempos em que tudo é criminalizado. Jovens pobres e negros são os maiores alvos da violência e de um sistema de justiça criminal seletivo e com claro recorte de classe.

Por essa razão, ao invés de enviar projetos de lei que reforcem a escalada conservadora legislativa, o governo poderia começar por retirar do ordenamento jurídico entulhos autoritários como a Lei de Segurança Nacional que, vez ou outra, serve para criminalizar legítimas lutas sociais.

A proposta é desnecessária, por que já existem leis mais que suficientes para enquadrar qualquer eventual ação de grupos terroristas no Brasil.

O Estado brasileiro oferece mais polícia e menos justiça indistintamente. O projeto de lei intensificará o que já tem sido aplicado aos movimentos e organizações sociais que lutam por seus direitos.

Acerca desse fato, destacamos a afirmação do Relator Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Edison Lanza, acerca dos riscos em relação aos movimentos sociais.

Segundo o relator Lanza, “leis antiterrorismo muito ambíguas ou abertas têm sido utilizadas para criminalizar movimentos sociais no continente. A própria Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Chile, em 2014, por usar sua lei antiterror contra ativistas do povo indígena Mapuche. A definição que está sendo construída no Brasil usa termos complicados, como extremismo político, ocupação de prédios públicos e apologia ao terrorismo”.

Por isso, o MST segue na defesa da luta, nas ruas e nas ocupações, reafirmando: lutar não é crime e nem terrorismo!

Exigimos que a presidenta VETE integralmente o projeto de lei 2016/2015 que tipificou o terrorismo.

Coordenação Nacional do MST
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Escritório de direitos humanos da ONU critica aprovação de lei antiterrorismo

“O projeto de lei inclui disposições e definições demasiadamente vagas e imprecisas, o que não é compatível com a perspectiva das normas internacionais de direitos humanos”, disse o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos na América do Sul, Amerigo Incalcaterra.


O Escritório para a América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) criticou sexta-feira (26) a recente aprovação de uma lei antiterrorismo (PL 2016/15) no Congresso Federal do Brasil.

“O projeto de lei inclui disposições e definições demasiadamente vagas e imprecisas, o que não é compatível com a perspectiva das normas internacionais de direitos humanos”, disse o representante do ACNUDH na América do Sul, Amerigo Incalcaterra.

“Essas ambiguidades podem dar lugar a uma margem muito ampla de discricionariedade na hora de aplicar a lei, o que pode causar arbitrariedades e um mau uso das figuras penais que ela contempla”, acrescentou.

O representante ressaltou a necessidade de o Brasil garantir os direitos às liberdades de reunião e associação pacífica e a liberdade de expressão, entre outros direitos, no contexto da luta contra o terrorismo. “As disposições do projeto por si só não garantem que essa lei não seja usada contra manifestantes e defensores de direitos humanos”, disse.

Incalcaterra citou ainda a opinião de quatro relatores especiais da ONU, que em novembro de 2015 julgaram a proposta de lei antiterrorismo no Brasil como “muito ampla”.

“A estratégia mundial contra o terrorismo deve ter como pedra angular a proteção dos direitos humanos, as liberdades fundamentais e o Estado de Direito”, concluiu o representante do ACNUDH.

No ONU BR
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Mônica Moura desconstrói tese de Moro para criminalizar Dilma


A empresária Mônica Regina Cunha Moura, esposa e sócia do publicitário João Santana, responsável por campanhas eleitorais petistas, desmentiu as duas teses dos investigadores da Operação Lava Jato que poderiam relacionar o casal ao esquema de corrupção da Petrobras para beneficiar a campanha da presidente Dilma Rousseff, em 2014. 

O elo entre Santana, a existência de uma offshore com dados não declarados à Receita e o lobista investigado na Lava Jato foi uma carta da esposa do marqueteiro a Zwi Skornicki — lobista ligado ao estaleiro Keppel Fels, anteriormente investigado na Lava Jato — e seu filho Bruno, com dados da conta da offshore do casal Shellbill para depósito e um modelo de contrato com outra empresa, controlada pela Odebrecht.

Mônica afirmou que a quantia recebida de Zwi Skornicki de US$ 4,5 milhões, valores sugeridos pela PF como resultante de propina, foi, na realidade, o pagamento da campanha eleitoral de José Eduardo Santos, para a presidência de Angola. "[Zwi] foi indicado por uma mulher responsável pela área financeira da campanha presidencial de Angola", disse Mônica Moura, em depoimento nesta quarta-feira (24), ao delegado Márcio Anselmo e ao procurador da República, Digo Castor de Mattos. 

De acordo com a publicitária, o valor era uma parte do custo total de US$ 50 milhões para a campanha do angolano, que incluía uma pré-campanha, a campanha e uma pós campanha que era uma consultoria para pronunciamentos". A declaração de Mônica coincidiu com a de João Santana, prestada no dia seguinte, quinta-feira (25). 

A empresária ainda descreveu que, deste total, US$ 30 milhões foram recebidos por meio da Polis Brasil, a empresa do casal e os outros US$ 20 milhões "foram pagos por meio de um contrato de gaveta, não contabilizado", disse, confessando a não declaração à Receita. Em uma das transferências, o casal afirmou que foi, inclusive, ao escritório de Zwi Skornicki, por indicação da área financeira do presidenciável, para acertar a transferência de US$ 4,5 milhões na conta da Shellbill, offshore do casal. Mônica comprometeu-se a apresentar o contrato para a eleição de Angola para a Polícia Federal. 

O outro suposto elo do marqueteiro da presidente Dilma e a Lava Jato seria o recebimento de quantias de uma offshore da Odebrecht, empreiteira também investigada na Lava Jato. A empresária Mônica Moura esclareceu que, em 2011, também foi orientada a procurar Fernando Migliaccio — executivo da Odebrecht e suposto pagador de propinas no esquema de corrupção da Petrobras — para receber parte dos valores da campanha realizada pelo casal para a reeleição de Hugo Chávez, na Venezuela. 

A esposa de João Santana explicou que a campanha chavista teve "um alto custo" de US$ 35 milhões e que, por isso, "grande parte desse valor foi recebida de maneira não contabilizada", ou seja, não declarada à Receita. Também admitiu que, "diante das dificuldades de pagamento", vários doadores efetuavam repasses. Ainda assim, negou que as quantias eram ilícitas e também se prontificou a apresentar documentos que comprovam os trabalhos prestados em campanhas eleitorais pelo casal.  

Ao contrário da correlação apontada, tanto pelos procuradores da equipe da Operação Lava Jato, quanto pelos desdobramentos em reportagens de noticiários, das quantias recebidas com as campanhas da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer, em 2010 e 2014, Mônica lembrou que as transferências identificadas pela PF, que registram valores a partir de 2011, foram no período de três grandes campanhas presidenciais em que o casal trabalhou: Hugo Chávez (Venezuela), José Eduardo Santos (Angola) e Danilo Medina (República Dominicana).

A publicitária ressaltou, ainda, que no Brasil os dois "só atuam no marketing eleitoral e que os principais clientes, no Brasil, são o PT, o PDT e o PMDB".

No GGN
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Atenção coxinhas do jaleco branco é hora de ir para Cuba para aprender

Estudantes de Medicina dos EUA vão a Cuba para reforçar currículo

Alunos de medicina dos EUA passarão período em Cuba como parte do currículo a partir de abril de 2016. Objetivo é que os estudantes americanos "estejam expostos a um sistema de saúde que tem sido líder na identificação dos fatores sociais sobre as doenças e na prevenção quando se trata de saúde pública", afirmou a Universidade de Michigan (MSU)

Escola Latino-Americana de Medicina, em Cuba
Estudantes de medicina da Universidade Estadual de Michigan (MSU), no norte dos Estados Unidos, poderão fazer parte de seu programa acadêmico em hospitais de Cuba a partir de abril de 2016, afirmou o centro de ensino superior.

“Após a restauração das relações diplomáticas (…) a Universidade de Michigan [MSU] é a primeira a solidificar um acordo com as autoridades cubanas para desenvolver um novo curso para os nossos alunos, que conta para seu currículo acadêmico”, anunciou em seu site oficial.

A intenção do programa é que os estudantes americanos “estejam expostos a um sistema de saúde que tem sido líder na identificação dos fatores sociais sobre as doenças e na prevenção quando se trata de saúde pública”, afirmou a Universidade de Michigan (MSU).

Assim, os alunos “vão aprender sobre medicina comunitária”, obstetrícia, ginecologia, pediatria e cuidados geriátricos, explicou.

Em Cuba, os estudantes poderão juntar-se ao Hospital Calixto Garcia, ao hospital do centro de Havana (especializado em pediatria) ou ao hospital Ramón González Coro (dedicado à obstetrícia e ginecologia).

William Cunningham, da faculdade de medicina da MSU, disse que “é a primeira vez que os estudantes de medicina dos Estados Unidos poderão atuar nos corredores de três grandes hospitais de Havana e fazer cumprir crédito acadêmico pela experiência”.

O sistema médico cubano, lembrou Cunningham, é focado na atenção primária e na saúde pública.

A seleção do primeiro grupo de estudantes terá lugar nas duas primeiras semanas de abril e será reservada aos alunos do quarto ano de medicina convencional ou osteopatia.

De acordo com a MSU, dezenas de alunos já fizeram a inscrição.
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Por que se teme ao comunismo?

A Comuna de Paris mostrou a Marx que não basta tomar o estado, há que destruí-lo rompendo a máquina
burocrática e militar
Observando o avanço desenfreado das pautas da direita em todo o planeta, com a também crescente fascistização da vida, via as epidêmicas redes sociais, me assalta uma certeza: o comunismo, mais do que uma necessidade política, é uma necessidade biológica. E, diante da realidade, essa forma de organizar a vida aparece-me como a única alternativa possível para os seres humanos. Alguém pode dizer que sou uma louca, quando tudo parece apontar para um retorno inexorável dos tempos mais sombrios, mas, posso mostrar que não.

Imaginem-se na baixa idade média, quando a violência contra os pobres recrudesceu, uma vez que os senhores feudais viram que as mudanças causadas pelo nascimento dos burgos eram profundas. Naquelas horas noas, de angústia e violência, quem arriscaria dizer que estava em processo de consolidação uma nova forma de viver que daria fim ao feudalismo? Os loucos? Não! Os que faziam boas análises da realidade.

O mundo atual, capitalista, imperialista e monopólico tem como base uma equação simples: para que um viva, outro tem de morrer. Isso significa que é, por natureza, destruidor e violento. Se no mundo antigo, a escravidão era garantida pela força de uns poucos e no mundo feudal a servidão se mantinha pelo terror dos senhores da terra, no capitalismo os escravos modernos — assalariados — são mantidos também pela força da repressão policial e burocrática. E é comum, a história nos mostra, quando um sistema está ruindo, a repressão a violência contra os de baixo aumentar consideravelmente. É a tentativa desesperada da classe dominante para manter o poder.

E o que vemos hoje no mundo? Uma violência exacerbada contra tudo aquilo que possa representar uma ameaça ao sistema capitalista de reprodução da vida. Qualquer gritinho de protesto já é considerado terrorismo e a força do braço armado do poder cai sobre as gentes com precisão. É um tempo de extermínio. Até no Brasil, onde o tal do “terrorismo” raramente deu as caras, os deputados aprovaram no dia 24 de fevereiro uma lei anti-terrorismo. E com base no quê? Numa suposta possibilidade de aparecer algum “deles” nas Olimpíadas. Piada? Não! Medo.

A classe dominante mundial está com medo. E isso é bom. Se, por um lado, esse medo recrudesce a violência oficial, por outro, mostra que há um pequeno buraco na represa, como no antigo conto holandês. E o sistema tenta conter a avalanche, matando, desaparecendo, trucidando, fazendo guerra.

Diante desse quadro, só nos resta o comunismo. E uma das coisas que mais me impressiona é ver alguém chamando outro alguém de comunista como se fosse uma coisa ruim. Ou ainda, falar do comunismo como se fosse o pior que pudesse acontecer na terra. Como isso poder ser possível? Quem em sã consciência pode achar que o comunismo é ruim? Pois para responder essa questão, proponho o debate de alguns elementos que compõem o comunismo, para que, sem preconceito, possamos definir o que de bem e bom pode ter num regime como esse.

A ideia de um mundo justo, no qual todos possam ter vida digna não é coisa do alemão Karl Marx, tão demonizado. Ela aparece bem antes dele em escritos de tantos filósofos, inclusive no mundo oriental. Mas, claro, é Marx quem aponta o comunismo como um sistema de organização da vida que só pode acontecer depois que sejam desvendados e superados os terrores do mundo capitalista, que ele tão bem visualizou. A partir do estudo sobre como se expressam e se concretizam no mundo real as relações de produção do sistema capitalista, Marx concluiu que não podia ser possível ao humano viver nessas condições. Ele não descobre a luta de classe, ele a põe em foco.

Assim, segundo ele, uma vez que os trabalhadores desvelassem o véu da alienação que os mantêm presos a um sistema que oprime e mata, a única possibilidade seria a construção de uma forma autônoma e livre de viver, na qual sequer o estado seria necessário. Isso é o comunismo.

Nessa forma de organizar a vida não haverá uma classe dominando a outra. Todos serão livres e administrarão a produção das coisas para o bem-viver. Cada um trabalhará conforme sua condição e receberá conforme sua necessidade. Não haverá divisão entre trabalho braçal e intelectual e todo o trabalho será considerado digno. Se a pessoa for trabalhar como lixeiro e tiver oito filhos para sustentar, ele receberá o suficiente para isso. Ninguém precisará mendigar, migrar, fugir, se prostituir, se destruir. O estado não será necessário, porque ele existe apenas como expressão de dominação de uma classe sobre a outra. Se não houver classes, para que estado? “Poderíamos empregar em vez de estado, a palavra comunidade”, diz Engels.

Aí se pode dizer: isso é uma bobagem. Tem que ter organização, tem que ter direção, tem que ter ordem. Mas, quem diz que não haverá? Haverá tudo isso, mas sem que alguém oprima o outro. Se cada um receber conforme a necessidade não será necessária a hierarquia entre os trabalhadores. O que hoje está numa posição de organizador da produção e do trabalho, amanhã pode não estar. E se está, vai receber o que precisa para viver. Nem mais, nem menos. O cargo que ocupa não lhe dará poderes sobre o outro. Não haverá patrão, uma vez que os bens produzidos serão coletivos, assim como a terra. E se tudo for assim, tão bom, haverá festa e haverá beleza, essas coisas doces, necessárias ao espírito. Essa é a ideia do comunismo evocada por Marx, que, é óbvio, irá se construindo e aprimorando pela ação das gentes.

Alguém dirá: isso é um sonho. O ser humano não consegue ter maturidade suficiente para viver assim, livre, sem patrão. Ora, no tempo da escravidão, dizia-se que os escravos morreriam sem o dono. No tempo da servidão, dizia-se que os servos não existiriam sem os senhores feudais. E, se foram os donos de gente, e, se foram os senhores feudais. Que passou com a humanidade? Avançou. Por que raios, então, a humanidade não iria dar esse salto de qualidade? Todas as retrospectivas histórias mostram que sim.

Agora, é fato que o comunismo não se fará em um passe de mágica, muito menos por decreto. Marx, Engels e Lenin escreveram muito sobre isso. Será necessário um tempo de transição, que é o socialismo. Esse tempo de transição preparará o caminho para o comunismo, a hora em que tudo será comum, comu-nitário. No socialismo ainda existem as classes, mas aí quem domina é a classe trabalhadora. E também será necessária a força, a burocracia, o estado.

Por isso não faz sentido a gritaria dos capitalistas contra propostas como as de Cuba, por exemplo. É um governo forte, um estado forte, no qual quem domina são os trabalhadores. Na luta de classes cubana, pela revolução, venceram os trabalhadores. Eles comandam agora, e não a burguesia. Ah, mas eles são truculentos, violentos, tem presos políticos. Sim, são violentos, como eram violentas as forças que submetiam os trabalhadores antes. Quem não se lembra da ditadura de Batista? Ah, mas então é o dente por dente? Não. É porque ainda não é o comunismo, não há ainda a maturidade necessária para esse modo de organizar. Precisa ter Estado, precisa ter a organização hierárquica. E se o estado é o instrumento de dominação de uma classe sobre a outra, essa dominação é a dos trabalhadores sobre a burguesia. Até que todos estejam prontos para o salto, a nova ordem, o novo mundo, o mundo necessário. O socialismo é um período em que vão se depurar os projetos.

Assim que o comunismo, volto a dizer, é uma necessidade biológica. Porque nós, os humanos, temos esse desejo pelo que é bom, pela festa, pela beleza. Esse é o nosso propósito. Não é possível que a gente aceite, como raça, viver como estamos vivendo agora: oprimidos, violentados, massacrados, consumindo o planeta. Como os escravos e os servos nós também avançaremos para um tempo melhor. É infalível.

Por isso vamos caminhando, pavimentando essa estrada de maravilhas. Talvez nós mesmos não venhamos a viver nesse mundo sonhado. Mas, não importa. Para ele estamos indo, inexoravelmente, e ele já existe dentro de todos os que o acreditamos possível. Como o casulo se transforma em borboleta. Assim será!

Elaine Tavares
No Palavras Insurgentes
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Invasor de perfil de ex-amante de FHC posta mensagem sobre sua morte


O perfil do Facebook de Mírian Dutra foi invadido nesta sexta-feira (26) e teve postado uma mensagem sobre a morte da jornalista. “Lamentamos informar que la Sra Mírian Dutra Schmidt ha fallecido hoy en Madrid. Rogamos una oración por su alma”. Mírian, que está de fato em Madri, na Espanha, para exames médicos devido a uma crise de fibromialgia, desmentiu horas depois.

Ex-amante de FHC, Mírian Dutra se tornou pivô de denúncias na última semana contra o ex-presidente. Nas declarações, Mírian revela esquema de envio de dinheiro ao exterior para pagamento de pensão e levanta dúvidas sobre o exame de DNA feito pelo sociólogo nos Estados Unidos, que deu negativo para o filho Tomás, hoje com mais de 20 anos, que ela afirma ser de FHC.

Ao ficar sabendo do post, Mírian esclareceu aos amigos no Facebook “Loucura! Estava fazendo exames. Estou viva! Ainda não morri!”

No Caros Amigos

http://www.contextolivre.com.br/2009/06/o-filho-de-fhc-com-reporter-da-globo.html
Clique na imagem e leia a reportagem da Caros Amigos
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Investigação na Gerdau é terreno minado para Aécio, FHC e tucanos


Dou um doce se não acabar em dias a ideia de que a Operação Zelotes possa ser uma “Lava Jato 2 — A sonegação“.

Mesmo com a “boca-torta” da imprensa, hoje, insinuando-quase-afirmando ligações entre Jorge Gerdau Johannpeter e o Governo Dilma.

Verdade, mas verdade também que Gerdau tem ligações — e bem mais fortes e antigas — com o PSDB e não teve nenhum problema em comparecer a eventos promovidos para apoiar Aécio Neves em 2014, além de abrir as burras ao candidato tucano, como aliás é sua tradição há décadas.

Não é a primeira vez que fazem isso e o Tijolaço já desmontou a armação provando que Aécio recebeu exatamente o mesmo que a campanha de Dilma (R$ 5 milhões) e Eduardo Campos/Marina Silva apenas um pouco menos (R$ 4 milhões).

O “Dr. Jorge”, como é reverencialmente chamado pelos políticos, irriga praticamente todos os partidos. Era seu direito, quando as doações privadas eram permitidas.

Mas tem suas preferências pessoais, assim como as tinham e não esconderam Marcelo Odebrecht e André Esteves.

E esta preferência era claríssima, manifestada em encontros de empresários peso-pesado em favor de Aécio Neves e Geraldo Alckmin, sob a “presidência” de Fernando Brasif Cardoso e tendo como animador João Dória Júnior, o candidato do Celebridade, seu cabo eleitoral remunerado para ensinar-lhe onde fica Guaianazes.

Idem no fato de ser co-fundador (e financiador) do Instituto FHC e do Millenium.

É, portanto, manobra de altíssimo risco mexer com o “Doutor Jorge”.

Como ex-praticante de hipismo — como seu filho, André, medalhista olímpico neste esporte e ontem levado a depor na PF — sabe bem o que usar quando a montaria não lhe é dócil às rédeas.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Globo, assustada com denúncias, tenta negar propriedade de “triplex” em Paraty


O grupo todo poderoso, pertencente à família mais rica do país, e que construiu o seu império à sombra protetora e cúmplice de um regime totalitário, perdeu sua fleuma habitual e começou a ameaçar blogs.

Sinal de medo, de insegurança, e de que farejou perigo no ar!

Pelo jeito, estamos na trilha certa!

Agora não usa mais seus executivos como testas de ferro para intimidar os blogs. A Globo mesmo, com seu próprio CNPJ, resolveu partir para cima da imprensa alternativa.

Um amigo no whatsapp mandou-me o link de post publicado no blog do Fernando Rodrigues, jornalista do UOL, trazendo a ameaça da Globo aos blogs.

O garoto de recados da Globo não estava mentindo, mas os platinados estão dispostos a ir além da censura a referências ao BNDES. Eles querem silenciar todas as críticas à Globo.

Nesta quinta-feira, 25 de fevereiro, recebo por email uma Notificação Extrajudicial da Globo, a qual reproduzo abaixo. Continuo em seguida.
Rio de Janeiro, 25 de fevereiro de 2016

Ao Responsável pelo Blog “O Cafezinho”
(http://www.ocafezinho.com)
Miguel do Rosário

Ref.: Post intitulado ‘Bomba! O mapa genealógico da Mossack Fonseca e Rede Globo’

Prezado Senhor,

GLOBO COMUNICAÇÃO E PARTICIPAÇÕES S/A (Globo), com sede nesta cidade, na Rua Lopes Quintas, nº 303, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 27.865.757/0001-02, vem, por meio da presente, NOTIFICÁ-LO do que se segue:

O notificante tomou conhecimento que no dia 24/02/2016 foi publicado no blog denominado “O Cafezinho”, de responsabilidade do notificado, post com informações inverídicas a respeito de suposta relação da notificante com empresas investigadas pela polícia federal, conforme consta da url http://www.ocafezinho.com/2016/02/24/bomba-o-mapa-genealogico-da-mossack-fonseca-e-rede-globo/

O título e o organograma reproduzido no post em questão fazem conexão entre a Globo e empresas alvo de investigações da Polícia Federal.

Contudo, o organograma acima reproduzido se baseia em informações inverídicas, uma vez que a Globo não tem relação societária, ou de qualquer outra espécie, direta ou indireta, com a Agropecuária Veine, com a Mossack Fonseca, ou qualquer outra empresa ou pessoa ali apontada.

Verifica-se, assim, que o post em questão, contêm inverdades sobre suposta relação entre a Globo e as empresas citadas, induzindo os leitores do Blog a erro, o que constitui grave ofensa à notificante.

Pelo exposto, fica V.Sa. NOTIFICADO para que retire imediatamente a menção à Globo do título e do organograma constante da url apontada nesta notificação ou qualquer outro post que reproduza a informação inverídica, sob pena de adoção das medidas legais cabíveis.

Atenciosamente,

PP. M. (...) G. (...)
OAB/RJ (...)
* * *

Vamos nos ater ao trecho principal da notificação:
(...) a Globo não tem relação societária, ou de qualquer outra espécie, direta ou indireta, com a Agropecuária Veine, com a Mossack Fonseca, ou qualquer outra empresa ou pessoa ali apontada.
Entro no blog DCM e descubro, no post sobre o triplex dos Marinho em Paraty, que eles também receberam Notificação Judicial:
Prezados Senhores,

JOÃO ROBERTO MARINHO, brasileiro, casado, jornalista, com endereço profissional na Rua Lopes Quintas 303, Jardim Botânico, na cidade e Estado do Rio de Janeiro, vem, por meio da presente, NOTIFICÁ-LO do que se segue:

A notícia é inverídica, pois a casa em questão e as empresas citadas na matéria não pertencem, direta ou indiretamente, ao notificante ou a qualquer um dos demais integrantes da família Marinho.
Hum!

Segundo documentos abundantes encontrados na internet, a Agropecuária Veine é a proprietária nominal da premiada mansão em Paraty, construída pelo arquiteto Marcio Kogan. Segundo a Anac, a Veine tem um heliponto construído exatamente ali, na praia de Santa Rita.

A Bloomberg (aqui a reportagem traduzida) foi a primeira a furar o bloqueio informativo e fazer uma matéria em que diz, com todas as letras, que a família Marinho, proprietária da Rede Globo, possuía uma casa com piscina e heliponto, na praia de Santa Rita, que tinha ganho vários prêmios de arquitetura, incluído o Wallpaper Design Award de 2010. Trecho:
É o caso da família de mídia Marinho. Os Marinhos violaram leis ambientais através da construção de uma mansão de 1.300 metros quadrados, ao largo da praia de Santa Rita, perto de Paraty, diz Graziela Moraes Barros, inspetora no ICMBio.

Sem qualquer autorização, a família Marinho construiu em 2008 uma casa modernista entre dois grandes blocos de concreto independentes e cobertas de vidro, diz Graziela Moraes Barros. A casa dos Marinhos ganhou vários prêmios de arquitetura, incluindo o Wallpaper Design Award de 2010.
A partir dessa matéria, inúmeros blogs ambientais começaram a veicular essa denúncia, de que a família Marinho tinha uma casa em Paraty construída em área de proteção ambiental.

Os Marinho nunca negaram.

Antes que apareça algum novo justiceiro fazendo a diferença, ou que a Globo tente algum novo truque para dizer que não é dona da casa em Paraty, trago aqui mais uma notícia a confirmar a reportagem da Bloomberg.

A casa ganhou um prêmio de arquitetura na Itália, em 2011, o Dedalo Minosse. Creio ser uma das principais premiações do mundo.

ScreenHunter_71 Feb. 26 02.46

Nas fichas dos projetos premiados, há o item "committente", palavra italiana que, em arquitetura, indica a pessoa ou instituição que contratou o arquiteto. Em geral, é seu proprietário. E quem aparece como "committente" da "Paraty House"?

Marinho Azevedo.

Basta jogar "Marinho Azevedo" e "Globo" no Google para descobrir que este é o sobrenome de uma das filhas de João Roberto Marinho: Paula Marinho Azevedo. Paula é dona de várias emissoras de TV, dentro da estratégia dos Marinho de burlar os regulamentos anti-concentração do Estado, nomeando parentes como sócios de empresas de mídia por todo o país.

ScreenHunter_72 Feb. 26 02.49

Se a mansão em Paraty, que chamamos ironicamente de "triplex", pertence aos Marinho, como afirma a Bloomberg,  e como indica o site do prêmio Dedalo Minosse, e se o imóvel está em nome da Agropecuária Veine, e se os Marinho são os donos da Globo, o que a Globo quer dizer quando afirma que a "Globo não tem relação societária, ou de qualquer outra espécie, direta ou indireta, com a Agropecuária Veine, ou com a Mossack Fonseca"?

A Globo é uma concessão pública,  ganha bilhões de reais de dinheiro público de todas as esferas públicas: governo federal, estados, municípios, TSE, Ministério Público, etc.

Todo o dinheiro dos Marinho e, sobretudo, todo o seu poder, tem origem nessa concessão pública.

Não venham, portanto, com histórias de que a Globo é uma empresa privada e que não há interesse público em saber sobre suas maracutaias no Brasil e lá fora.

Quantas "interpelações judiciais" a Globo vai distribuir a partir de agora?

Será que a Globo está tão eufórica com o sucesso das conspirações midiático-judiciais patrocinadas por ela, a ponto de acreditar que a ditadura já chegou, e que, na esteira das peripécias arbitrárias de Sergio Moro, poderá censurar, intimidar e aniquilar todos os blogs e sites críticos de seu poder?

Será que a Globo vai mandar Sergio Moro desencadear outra fase da Lava Jato, tentando abafar denúncias contra a emissora?

Miguel do Rosário
No Cafezinho
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Acuada, Globo ameaça blogues progressistas

Incomodada com as reportagens investigativas publicadas recentemente, Globo passou a censurar e fazer ameaças de processo contra os responsáveis pelas denúncias


Acuada com as reportagens investigativas publicadas recentemente por blogues progressistas, a Rede Globo passou a fazer ameaças de processo contra os responsáveis pelas denúncias. O jornalista Miguel do Rosário, do blogue “O Cafezinho”, foi um dos que receberam notificação da família Marinho.

No comunicado enviado por e-mail, foi exigido que ele retirasse do ar o post intitulado “Bomba! O mapa genealógico da Mossack Fonseca e Rede Globo”, sob pena de sofrer “medidas legais cabíveis”, por supostamente divulgar dados inverídicos a respeito da relação do grupo com empresas investigadas pela Polícia Federal.

O portal Diário do Centro do Mundo também foi notificado pela advogada da Globo, Mariana Gaspar, por causa da matéria “Exclusivo: Nosso repórter foi ao verdadeiro tríplex: o dos Marinhos”, que ela alegou ser falsa.

O jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, reconheceu na quarta-feira (24) que a iniciativa de notificar extrajudicialmente sites e blogues é mesmo uma estratégia da Rede Globo. “A ideia é processar os que não responderem de acordo com o que a emissora considera a versão correta dos fatos”, informou.

A companhia está em evidência desde as acusações feitas por Mírian Dutra, amante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso entre os anos 1980 e 1990. Ela afirmou, em entrevista, que a Globo teria facilitado seu “exílio” na Europa para não atrapalhar a imagem do político e, em troca, recebeu financiamentos do BNDES a juros bem mais baixos do que o padrão.

No Fórum
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Confira prova de que Lava Jato e mídia formam uma polícia política

A partir daqui, o leitor receberá prova inquestionável de que a Operação Lava Jato (entenda-se, o juiz Sergio Moro, o Ministério Público e a Polícia Federal) atuam em simultaneidade com grupos privados de comunicação para desmoralizarem o Partido dos Trabalhadores, o governo Dilma Rousseff e, acima de todos esses, o ex-presidente Lula.

Sem mais delongas, portanto, vamos aos fatos.

Na última terça-feira (23), uma fonte procurou o Blog afirmando que na próxima segunda (29) ou na próxima terça-feira (01/03) será deflagrada a 24a fase da Operação Lava Jato. Nessa fase, serão quebrados os sigilos fiscal e bancário de 43 pessoas e entidades.

Supostamente, essa operação deveria ser sigilosa. As investigações da Lava Jato correm em segredo de Justiça. Nenhum ente privado deveria ter acesso aos próximos passos da operação. Essa é a teoria. Porém, a prática é outra.

A fonte desta página provou ter informações privilegiadas de que na nova fase da Lava Jato serão quebrados os sigilos de Lula, de Marisa, de todos os filhos deles, de suas empresas, do Instituto Lula, da empresa de palestras de Lula, de Fernando Bittar etc.

O mais estarrecedor, porém, foi a informação de que todos os veículos de uma dita “imprensa simpatizante” (como são conhecidos na Lava Jato os veículos que cumprem determinações dos investigadores no sentido de fustigar petistas) já dispunham de cópia da decisão de Moro quebrando o sigilo das 43 pessoas e entidades que o leitor irá conhecer em seguida.

Pedi à fonte que me enviasse a cópia. Travou-se, então, o seguinte diálogo:

[23/2 23:08] ‪+55 41 ‬: É isso. Pode fazer chegar as suas fontes no instituto?

[23/2 23:09] Eduardo Guimarães: Me manda a decisão.

[23/2 23:09] ‪+55 41 ‬: Não posso, coloco em risco a fonte.

[23/2 23:10] Eduardo Guimarães: Se tantos jornalistas têm não há por que

[23/2 23:10] ‪+55 41 ‬: Posso ditar a decisão, se quiser.

[23/2 23:10] Eduardo Guimarães: Copia a parte do texto sem timbre

[23/2 23:11] ‪+55 41 ‬: Colocaram códigos em cada cópia para rastrear quem vazar

[23/2 23:11] ‪+55 41 : Se eu puder falar ao fone eu leio a decisão pra vc. É uma lauda.

[23/2 23:12] ‪+55 41 ‬: Posso ler aqui no zap. gravar

[23/2 23:12] Eduardo Guimarães: Pode gravar um áudio? Isso

[24/2 23:12] ‪+55 41 ‬: O que acha?

[23/2 23:12] ‪+55 41 ‬: Sim.

[24/2 23:12] Eduardo Guimarães: Isso. Grava

[23/2 23:13] Eduardo Guimarães: Se tiver número de processo. Dá todas as informações possíveis

[23/2 23:14] ‪+55 41 : Vou pra rua gravar. Na rua não tenho web. Então vc vai receber em mais ou menos meia hora. Ok?

[23/2 23:15] Eduardo Guimarães: Ok

Enviado pelo UOL Mail Android

Como se vê, são informações sigilosas que agentes do Estado estão repassando a entes privados (grupos de mídia) de forma absolutamente ilegal e com a finalidade de montar um esquema publicitário para atingir investigados à margem da lei.

O que dirá o STF, por exemplo, sobre esses métodos do juiz Sergio Moro?

Chegamos, portanto, ao ponto de comprovar o que está sendo dito acima. A partir daqui o leitor poderá ler a degravação do áudio enviado pela fonte com todos os dados da decisão do juiz Moro, inclusive com o número da decisão.

DEGRAVAÇÃO

— Essas pessoas e entidades deverão ser alvo da fase 24 da Lava Jato, que deve ser detonada na próxima segunda ou terça

— Continuando. Encerrado aqui. Expediu ofício, etc., etc. A quebra de sigilo inclui todos os dados sobre as contas e transações inclusive a origem do crédito e destino do débito. Outras informações, aqui, orientação ao MP pra implementar a quebra, Receita, comunicação à autoridade policial… Datado de 23 de fevereiro de 2016. Sergio Fernando Moro…

— Decisão 5005896-77.2016.404.7000

— Datada de 23 de fevereiro de 2016

— Sessão judiciária do Paraná. 13a

— Vara Federal de Curitiba.

— Pedido de quebra de sigilo de dados bancários, fiscais e/ou telefônicos.

— Requerente: Ministério Público Federal

— Acusado: Luiz Inácio Lula da Silva e seguem-se mais ou menos 40 nomes. A partir daí o juiz [Moro] passsa a detalhar o pedido. Vou agora ao deferimento, que é o que interessa.

— Defiro o requerido e decreto a quebra do sigilo bancário e fiscal de:

LILS palestras, eventos e publicações (período 2011 a 2016)

Instituto Luiz Inácio Lula da Silva (período 2005 a 2016)

Luiz Inácio Lula da Silva (período 2003 a 2016)

Marisa Letícia Lula da Silva (período 2003 a 2016)

Fábio Luiz Lula da Silva (2004 a 2016)

G4 entretenimento e tecnologia digital (2004 a 2016)

BR4 participações ltda (2004 a 2016)

Game Corp (2004 a 2016)

LLF participações (período de 2004 a 2016)

FFK participações ltda (2004 a 2016)

Sandro Luiz Lula da Silva (2007 a 2016)

Flex BR tecnologia ltda (2007 a 2016)

Luiz Claudio Lula da Silva (2011 a 2016)

Marcos Claudio Lula da Silva (2007 a 2016)

Fernando Bittar (2004 a 2016)

TV Araras ltda (2004 a 2016)

Costinha assessoria empresarial ltda (2004 a 2016)

M7 produções e comércio de equipamentos ltda (2004 a 2016)

Jonas Leite Suassuna Filho (2004 a 2016)

Editora Go ltda (2004 a 2016)

Imobiliária Zarpar ltda (2004 a 2016)

Go Games ltda (2004 a 2016)

Zapt comércio e serviços ltda (2004 a 2016)

Go [incompreensível] disco ltda (2004 a 2016)

Banco Banca consultoria e projetos ltda (2004 a 2016)

Go mídia participações ltda (2004 a 2016)

Go Mobile produtos e serviços de tecnologia da informação (2004 a 2016)

Go Clean projetos ambientais e energéticos ltda (2004 a 2016)

Imobiliária Go ltda (2004 a 2016)

PJA empreendimentos ltda (2004 a 2016)

Nipo Sistema representação e lançamento (2004 a 2016)

Paulo Tarcísio Okamoto (2004 a 2016)

Oca 2 consultoria e gestão empresarial (2004 a 2016)

Guadelupe comércio de roupas e assessórios ltda (2004 a 2016)

José Filipi Junior (2006 a 2016)

Instituto Diadema de Estudos Municipais (2006 a 2016)

AFC3 engenharia ltda (2006 a 2016)

Adriano Fernandes dos Anjos (2010 a 2011)

Ignes dos Santos Irrigarai Neto (2010 a 2011)

Fernandes dos Anjos e Porto Montagens de estruturas metálicas ltda (2010 a 2011)

Elcio Pereira Vieira (2010 a 2016)

Edvaldo Pereira Vieira (2010 a 2016)

* * *

Sobre os dois últimos nomes da relação, vale explicar que Elcio é o caseiro do sítio de Atibaia do qual acusam Lula de ser dono e Edvaldo é o irmão dele, que nada tem que ver com o assunto.

Segundo o instituto Lula, ambos foram procurados há poucos dias por quatro procuradores do Ministério Público. Os procuradores não tinham mandato, mas, assim mesmo, interrogaram os dois trabalhadores, que sentiram-se ameaçados.

A primeira grande pergunta que se faz, é a seguinte: quem, diabos, deu poder de polícia para Globos, Folhas, Vejas e Estadões para atuarem conjuntamente com o Ministério Público, a Polícia Federal e, acima de todos, com o juiz Moro?

A Globo, por exemplo, é alvo da Operação Zelotes e é acusada de sonegação de centenas e e centenas de milhões de reais em impostos. Como pode agir como polícia ao lado de Sergio Moro e sua trupe?

O número da decisão de Moro e a relação dos que terão os sigilos quebrados na 24a fase da Lava Jato, a ser desencadeada na semana que vem, comprova que dados sigilosos da Operação vêm sendo sistematicamente vazados para entes privados.

O esquema é tão sofisticado que os vazadores colocam códigos nas cópias que distribuem para saberem que veículo vazou antes da hora, se houver vazamento.

Surge, então, nova pergunta: qual é a finalidade de vazar uma decisão sigilosa da Justiça (com grande antecedência) para grupos privados de mídia? Seria para que fossem fustigando os alvos com matérias, deboches, acusações para que quando essa 24a fase da operação for desencadeada o público já esteja predisposto?

Eis o que o Blog chama de PPA, a Polícia Política Antipetista cujo único objetivo é acusar e prender petistas sem julgamento, sem condenação, em um show midiático com objetivos meramente políticos, dos quais o combate à corrupção passa longe, apesar da retórica.

Eduardo Guimarães
No Blog da Cidadania
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As mudanças na Abril e na Veja


A substituição de Eurípides Alcântara por André Petry, na direção da revista Veja,  vem com dez anos de atraso. Na época, André era o único colunista que não adotara o estilo virulento implantado por Roberto Civita na revista. Suas colunas denotavam bom senso, sensibilidade para temas delicados, uma boa mescla de indignação com as injustiças e contra a corrupção.

Uma das maneiras encontradas para torpedeá-lo foi valer-se de uma colunista on-line da própria revista para ataques sobre ele. Comentava-se na época que a estratégia foi articulada pelo então redator-chefe Mário Sabino.

Petry foi exilado nos Estados Unidos, durante algum tempo correram rumores de tentativas de afastá-lo da Abril. Agora, ele está de volta em um momento particularmente delicado e com a missão impossível de resgatar a credibilidade da revista.

Veja gastou todo seu estoque de credibilidade com o antijornalismo praticado nos últimos anos. Apostou integralmente em um público de ultradireita irracional.

Na pobreza editorial atual, durante algum tempo, no período de Paulo Nogueira Batista,  a revista Época apresentou-se como uma alternativa decente de jornalismo. Durou pouco. O novo estilo acabou sendo atropelado pela troca de direção e pela aposta na ultradireita.

Aproveitando a fragilidade financeira da Abril, a Globo colou a Época no estilo Veja, procurando capturar esse público. Com o escândalo de Carlinhos Cachoeira, Veja perdeu seu mais brilhante editor — o próprio bicheiro.

Ocorre que Veja ficou praticamente prisioneira dos tigres que alimentou nesses anos de jornalismo de ódio. Com a Época competindo nesse campo, qual a estratégia de Petry? Fazer jornalismo? Arrisca-se a perder seus leitores atuais sem tempo para recuperar o público mais esclarecido.

Na outra ponta, a Abril trouxe de volta Walter Longo.

No início dos anos 90, com a TVA esvaindo-se em sangue, Civita trouxe Longo para o serviço, devido à sua enorme capacidade de fabricar bons indicadores. Longo passou a agregar ao número de assinantes da TVA a audiência da MTV na Net, serviço real. Na época, a TVA não deveria ter mais do que 300 mil assinantes e as estatísticas no mercado publicitário falavam em um milhão.

A aventura da TVA terminou tragicamente.

A vinda de Longo, agora, aparentemente, prende-se a necessidade de melhorar os indicadores a serem apresentados ao mercado publicitário.

Luís Nassif
No GGN
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Péssimas notícias para a mídia golpista

Duas notinhas publicadas na Folha talvez ajudem a explicar o desespero dos barões da mídia, que nos últimos tempos radicalizaram ainda mais as suas posições políticas e escancararam o seu golpismo. A primeira revela a força da internet, que ameaça o modelo de negócios da imprensa tradicional. Segundo a coluna Painel desta segunda-feira (22), “a internet deve passar a receber mais publicidade federal. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência elabora para este ano uma nova norma para atualizar a fatia da internet na partilha da comunicação social do país — em 2015, os investimentos federais na internet foram de 12,4%, marca que o Executivo considera insatisfatória”.

A notinha até tenta fazer intriga, especulando que “o Planalto promete não mudar os critérios de mídia técnica, uma reivindicação do PT para repassar mais recursos a blogs e sites simpáticos às causas do partido. Segundo previsões internas, a fatia da internet subiria para algo próximo a 20%. O governo diz que deseja ‘qualificar a audiência’, mexendo na forma de medir os acessos na internet”. Mas ela não deixa de evidenciar os temores da famiglia Frias, que presencia acentuada queda da tiragem do seu jornal — de mais de um milhão de exemplares nos anos 1980 para menos de 200 mil atualmente. A explosão da internet, entre outros fatores, seria uma das principais causas da decadência do jornalão.

Assinaturas canceladas

A outra nota foi publicada na quinta-feira passada (18) e representa mais um revés para a mídia impressa. Ela informa que “a Mesa Diretora da Câmara Federal, presidida por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu cancelar as assinaturas de jornais e revistas, que geraram um custo de R$ 1,96 milhão no ano passado, de acordo com a Primeira Secretaria... O edital do contrato, firmado em 2010 e renovado até fevereiro deste ano, previa 621 exemplares do ‘Correio Braziliense’, 572 assinaturas da Folha, 377 de ‘O Globo’ e 259 de ‘O Estado de S. Paulo’, entre outros jornais. No caso das revistas, os maiores volumes de assinaturas eram de ‘Veja’ (416), ‘IstoÉ’ (233), ‘Época’ (161) e ‘Carta Capital’ (120)”.

A Folha tucana, que sempre se jactou de ser o jornal mais lido pelos parlamentares em Brasília, até tenta disfarçar o impacto da medida. Após festejar a eleição do golpista Eduardo Cunha para a presidência da Câmara Federal, ela agora se faz de vítima de perseguição política. “A decisão [de cancelar as assinaturas] ocorre em um momento em que o peemedebista é alvo de acusações de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras e após sofrer uma derrota na Câmara, com a vitória de Leonardo Picciani (PMDB-RJ) para líder do partido na Casa. Eduardo Cunha tem reclamado da atuação da imprensa na cobertura dos casos envolvendo seu nome”. Ou seja: a famiglia Frias engoliu o seu próprio veneno!

‘Folha’ morre de medo de Lula

Em recente texto de opinião assinado pelo próprio editor de “Poder” da Folha, Fábio Zanini, o principal diário brasileiro explicitou a sua tática de “sangrar” Dilma e “matar” Lula. O articulista não vacilou em escrever que “decretar o fim da carreira política de Lula é tentador”, mas confessou que a tarefa oposicionista não é tão fácil assim. Após lembrar que “Lula já foi dado como acabado pelo menos três vezes em sua longa carreira política e sempre ressurgiu para surpreender seus críticos”, ele analisa que a continuidade do ciclo político iniciado pelo líder petista dependerá da evolução da economia e dos próprios méritos do ex-presidente. De forma marota, ele dá a linha para a oposição partidária.

Para ele, Lula “mantém muito de seu status mítico dentro do partido. Tem recall, carisma e dois mandatos que nem os opositores mais ferozes negam que tenham sido bem-sucedidos. Ele conta, assim, com uma base sobre a qual concorrer em 2018, na hipótese de conseguir em algum momento parar de afundar. Num cenário de economia em alguma recuperação, ainda que tímida, teria uma chance de chegar ao segundo turno. E, daí, é uma eleição aberta”. Em outras palavras, a orientação para evitar uma quinta vitória do “lulopetismo” consiste em dois movimentos: desgastar o governo Dilma, inclusive no terreno econômico, e fazer de tudo para desconstruir o “mítico” legado de Lula.

Por que esta orientação tática é tão “tentadora” para a famiglia Frias? Por duas razões. A primeira é eminentemente política. Os barões da mídia não toleram sequer o “reformismo brando” dos governos Dilma e Lula e sonham com a volta dos neoliberais puros ao poder — com sua política de desmonte do Estado, da nação e do trabalho. A segunda componente é mais mesquinha, mercenária. Diante da grave crise que atinge o modelo de negócios da mídia tradicional, em decorrência da explosão da internet e da perda acentuada da sua credibilidade, eles contam os dias para o retorno ao Palácio do Planalto dos seus amigos demotucanos — que retribuiriam a gentiliza com publicidade, isenções, empréstimos e outras mutretas. Eles se recordam de FHC, o grande amante dos barões da mídia!

Altamiro Borges
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Verdades, mentiras, assessores, marqueteiros, ex, e... a corrupção


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