19 de fev de 2016

“Cunhada” de FHC, que há 15 anos recebe de tucanos no Congresso sem trabalhar, é militante contra a corrupção


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Margrit Dutra Schmidt, irmã da jornalista Mirian Dutra, que teve um romance de seis anos com o então senador Fernando Henrique Cardoso, recebe salário de assessora no Congresso há 15 anos mas nunca compareceu ao trabalho. Ela bate o ponto diariamente.

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Conforme demonstrou o Tijolaço, sua primeira nomeação foi feita pelo próprio FHC, em 27 de março de 1995, para o cargo em comissão de diretora do Departamento de Classificação Indicativa, no Ministério da Justiça.

A essa altura a irmã, Mirian, já vivia no exílio na Europa com o filho que ela e FHC acreditavam ser do presidente da República.

A revelação de que Margrit é funcionária fantasma foi feita por Lauro Jardim, em O Globo.

O  jornalista foi quase um porta-voz da emissora quando atuava na Veja. Não é possível confirmar se foi retaliação por Mirian ter dado entrevista denunciando que a Globo tentou apagá-la da História da emissora.

Em sua página no Facebook, Margrit é uma discreta militante contra a corrupção. Refere-se ao ex-presidente Lula como Molusco e denuncia Dilma por “cultuar” Getúlio Vargas e Leonel Brizola. “O Brasil acabou. E tem gente que defende esta corja”, sentencia.

Margrit “trabalhou” nos gabinetes de Arthur Virgílio e Lúcia Vânia, antes de receber salário como assessora fake de José Serra. Isso demonstra que o PSDB teve papel ativo no acobertamento da existência de Mirian, ao lado da mídia e da empregadora da jornalista, a TV Globo:

Irmã de Mirian Dutra é desconhecida por ‘colegas’ de gabinete de Serra

Tucano nega de Margrit seja fantasma e diz que ela trabalha de casa


BRASÍLIA — O senador José Serra emprega em seu gabinete do Senado, como funcionária fantasma, Margrit Dutra Schmidt, irmã de Mirian Dutra Schmidt, conforme informou o blog do jornalista Lauro Jardim, no site do GLOBO. Margrit vai diariamente, de manhã e à noite, registrar sua digital na entrada principal do Congresso, a Chapelaria, mas não cumpre expediente. Serra negou que ela seja fantasma e disse que Margrit trabalha de casa, prática vetada no Senado.

Margrit foi cedida pela liderança do bloco da oposição para o gabinete de Serra em 30 de março de 2015. Na quinta-feira, portanto quase um ano depois, O GLOBO entrevistou dez dos 15 funcionários do gabinete de Serra em Brasília. Dos entrevistados, nenhum sabia dizer o que Margrit faz. Alguns sequer sabiam de sua existência.

— Margrit? Você está confundindo. Eu estou com ele desde o começo do mandato. Não tem nenhuma Margrit aqui — afirmou um funcionário do gabinete.

Margrit está na República Dominicana, conforme a própria confirmou ao GLOBO na quinta-feira:

— Estou na República Dominicana, de banco de horas. A ligação está muito ruim — disse ela.

O telefonema caiu, e, embora informada sobre o tema da reportagem, Margrit não voltou a atender aos outros telefonemas.

Serra afirma que pediu à liderança da oposição a cessão de Margrit porque “desejava que ela se dedicasse a um projeto na área de educação”:

— Ainda é um projeto sigiloso, peço que você não adiante o que é. Lançarei em breve. Queria alguém que me ajudasse em questões não econômicas. Conheço a Mag há muitos anos. Tenho relações pessoais e intelectuais — afirmou Serra.

Num primeiro momento da entrevista, Serra afirmou não saber ao certo se Margrit trabalha ou não de casa. Depois, ao ser informado pelo GLOBO de que os funcionários haviam dito que não a conheciam, Serra disse que “imagina(va)” que Margrit trabalhe de casa. Finalmente, o senador afirmou:

— Ela trabalha (de casa). Meu gabinete tem pouco espaço, não tem sala para todo mundo.

Margrit não ingressou no Senado por meio do gabinete de Serra. Trabalha no Senado há 15 anos. Em seus anos no Parlamento, a assessora trabalhou no gabinete do ex-senador Arthur Virgílio (PSDB), hoje prefeito de Manaus, e da senadora Lúcia Vânia (PSB-GO), ex-tucana, quase sempre cedida pela liderança do bloco de oposição.

Nunca foi ao Senado trabalhar. A situação se manteve até Álvaro Dias assumir o cargo, em março passado, e decidir demiti-la.

Virgílio afirmou que Margrit era “uma funcionária normal” de seu gabinete. Dias confirmou que a demitiu, mas não quis responder a outras perguntas.

— Não seria ético eu falar nisso. Não sou mais do PSDB.

A senadora Lúcia também não quis comentar.

PS do Viomundo: Margrit será demitida do Senado, informa Ricardo Noblat, que escreveu uma patética coluna detonando Mirian e em defesa da Globo. Ele mesmo diz: “Míriam reclama, hoje, de pouco ter trabalhado quando de Lisboa foi para Londres e, de lá, para Barcelona. Ora, então por que não voltou? Ou por que continuou recebendo salário da Globo sem pegar no pesado?”. A pergunta é outra, Noblat: por que a Globo pagou 7 mil dólares mensais a uma correspondente que não trabalhava? Hein? A demissão de Margrit é o começo da represália. Começou o assassinato de reputação de Mirian.

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No Viomundo
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Vizinhos relatam que funcionária fantasma de Serra leva “vida de aposentada”

Apesar de ter um salário bruto de R$ 9.456,13 como assistente parlamentar do tucano, Margrit Dutra Schmidt é um nome desconhecido para os colegas de gabinete. Na vizinhança, o que se conta é que ela mal sai de casa, tem uma rotina tranquila e vive sozinha em um apartamento de três quartos em área nobre de Brasília

Em uma quadra tranquila e arborizada da Asa Sul, endereço nobre de Brasília, o clima de sossego, com crianças brincando entre os prédios, contrasta com a tensão gerada pelo mais recente escândalo do país. Poucos sabem, mas uma das moradoras do local se tornou o pilar de um intrincado enredo envolvendo figuras importantes da política nacional.

É Margrit Dutra Schmidt. Ela é irmã de Mirian, com quem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso viveu um caso extraconjugal entre os anos 1980 e 1990. Como se não bastasse a informação de que o tucano manteve a namorada na Europa por meio de contratos de fachada com uma empresa, agora Margrit está sendo apontada como funcionária fantasma do gabinete do senador José Serra, também do PSDB.

Apesar de ter seu nome no site do Senado como assistente parlamentar, com um salário bruto de R$ 9.456,13, ela está longe de cumprir as nove horas diárias que o cargo exige. Aliás, os colegas de gabinete nem sabem de quem se trata. Serra chegou a alegar que o trabalho é todo feito em casa — algo proibido pelas regras internas — e que seria um projeto sigiloso na área de educação, mas não convenceu.

Na vizinhança, o que se conta é que Margrit leva uma “vida de aposentada”. Mal sai de casa, a não ser para caminhar pelos arredores, fazer compras ou ir à padaria. É bastante reclusa e recebe com mais frequência a visita do filho, da nora e do neto pequeno. No apartamento em que mora sozinha — de 160 m² e três quartos — ela está há cerca de trinta anos.

“Acho que vive de pensão”, arrisca uma das fontes, que não quis se identificar. É difícil encontrar alguém que tenha qualquer relação mais próxima ou que saiba dizer o que ela faz exatamente. O que se sabe apenas é que arrumou as malas e viajou no início dessa semana, assim que os fatos ligados à família vieram à tona.

No Fórum
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Mino Carta: "Existem infinitas provas de deslizes graves de FHC"


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Brasif agora diz que amante de FHC fazia “pesquisa”


José Serra tenta justificar funcionária fantasma no Senado, irmã da amante de FHC, dizendo que ela fazia serviço secreto (tão secreto que ninguém via).

A TV Globo confirma que pagava salário para Mírian no exterior — também em missão secreta, porque ela praticamente não fez nada. Não há  nenhum registro de reportagem sua. Aliás, ela mesmo admitiu que nunca pisou os pés na filial da Globo no exterior.

E agora a Brasif, empresa concessionária de órgãos federais, usada por FHC para pagar mesada à sua amante, diz que o salário pago à Mírian era para ela pesquisar preço em Freeshop.

Mírian diz que nunca fez isso.

Seria a primeira vez na história que alguém, no caso Mírian, mente contra si mesmo, dizendo que recebeu sem trabalhar, embora tenha trabalhado.

Ou seja...

Um bando de mentirosos, assustados com a revelação de Mírian Dutra.

Estão entrando todos em contradição. Mírian disse que FHC lhe informou que o dinheiro que lhe chegava, via Brasif, era do seu bolso.

Não era.

Era dinheiro sujo de corrupção de uma concessionária de serviço público.

A Globo também pagou Mírian com dinheiro de corrupção, porque, se ela não trabalhou, o dinheiro da Globo era propina.

Propina não para Mírian, mas para o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.

Propina que FHC pagou com publicidade federal à Globo, financiamento do BNDES, dentre outras coisas.

A culpada não é Mírian, que é a principal vítima dessa história, rodeada de forças sinistras e poderosas: Globo, FHC, ACM, Jorge Borhausen. Não deve ter sido difícil assustar a pobre mulher.

Abaixo a nota da Brasif.
"COMUNICADO BRASIF

1. A Eurotrade Ltd., plataforma logística internacional das operações da Brasif Duty Free Shop Ltda., contratou, em dezembro de 2002, a jornalista Mírian Dutra para realizar pesquisas sobre os preços em lojas e free shops na Europa;

2. O jornalista Fernando Lemos, cunhado da jornalista Mírian Dutra, indicou-a para tal contratação;

3. O ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso não teve qualquer participação nessa contratação, tampouco fez qualquer depósito na Eurotrade ou em outra empresa da Brasif.

4. A Eurotrade Ltd. e a Brasif Duty Free Shop Ltda. foram vendidas em 2006.

Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 2016."
Miguel do Rosário
No Cafezinho
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Tucanos são famintos por merenda escolar — Parte 14

Pastor “abençoou” propina do merendão do PSDB

Interceptação telefônica autorizada pela Justiça mostra que investigado estava preocupado com entrega


Interceptações telefônicas realizadas durante as investigações da máfia da merenda em São Paulo mostram que um vendedor da cooperativa Coaf pediu a benção de um pastor para transportar 80 mil reais em propinas. O vendedor Carlos Luciano estava preocupado porque um mês antes um outro integrante da quadrilha havia sido preso com 95,5 mil reais quando se aproximava da cidade de Taiúva, interior do estado.

Na chamada realizada no dia 18 de novembro às 17h16, Carlos Luciano conversa com um pastor sobre a entrega. Carlos diz que está “angustiado” em função da remessa. O pastor responde “não é só você não, amanhã vamos ficar nóis (sic) tudo ansioso esperando a resposta”. Carlos diz que está levando uma “comissão” de 80 mil reais a uma “pessoa de confiança” e seria “onça sobre onça”, possivelmente se referindo a notas de 50 reais. Carlinhos diz esperar a “benção de Deus”.

O vendedor diz que “vai estar orando” e o pastor diz que “Deus vai cuidar”. Lopes acabou sendo preso no início desse ano junto de outros seis investigados. Todos já foram soltos.

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Tirando da boca de crianças pobres, a fraude possibilitou só no ano passado ganhos de pelo menos 25 milhões de reais. Tudo ia muito bem, até que a gula dos merendeiros foi ficando cada vez maior, e brigas internas sobre quem levaria a maior parte desse bolo fez um integrante da cooperativa realizar a denúncia em uma delegacia de polícia.

A denúncia deu origem à operação Alba Branca, que apura o envolvimento direto de Fernando Capez (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa paulista, dos deputados federais Baleia Rossi (PMDB) e Nelson Marquezelli (PTB) e do deputado estadual Luiz Carlos Gondim (SD).

Nesta semana foram autorizadas a quebra de sigilo de Capez e de seus assessores. Todos já negaram as acusações.

Até o momento já foram citados em depoimentos e interceptações telefônicas os nomes dos secretários da Casa Civil do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Edson Aparecido; da Agricultura, Arnaldo Jardim; de Logística e Transportes, Duarte Nogueira e do ex-secretário de Educação Herman Voorwald do governo Alckmin.

Henrique Beirangê
No CartaCapital



Tramontina diz que panelas também podem ser usadas para protestar contra desvio da merenda escolar


A fabricante de panelas Tramontina informou em nota hoje que suas panelas também são resistentes em casos de manifestação contra o esquema de desvio de dinheiro da merenda escolar que está sendo investigado pelo Ministério Público estadual de São Paulo.

Há suspeita de que propina tenha sido usada em campanhas eleitorais. Entre os investigados, estão o presidente da Assembleia Paulista e o ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governador Geraldo Alckmin, do PSDB.

Segundo a Tramontina, as panelas também podem ser usadas para protestar contra o fechamento de turmar, violência policial e falta de aguá.

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Justiça proíbe piada “quem assume é o Aécio?” com filho que FHC não assumiu


A Justiça Federal proibiu a piada “quem assume é o Aécio?” com o filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A justificativa foi evitar bullying nas redes sociais com o tucaninho.

“Além de ser sem graça, essa piada pode causar desconforto no jovem”, disse o juiz Alexandre Maluf Garcia.

Nem o senador Aécio Neves, nem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quiserem se manifestar.

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Deputado Zé Geraldo desafia juiz Moro, Ministro da Justiça, Polícia Federal e Rede Globo


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Liberalismo no fiofó dos outros...


Este é o correspondente liberal do paradoxo do "sou ateu, graças a Deus". Antiestatista hayekianos mamando nas tetas fartas, por fortuna, do Estado-Providência. Com uma ajudinha da Fazenda Pública o Liberalismo só tende a melhorar. Claro.

Wilson Gomes
No Blog do Mário
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FHC, o hipócrita


Quer dizer, então, que o "príncipe" da sociologia, o elegante neoliberal que fala várias línguas, o timoneiro da social democracia brasileira não passa de um canastrão de fotonovela?

As recentes declarações da jornalista Mirian Dutra, ex-amante declarada do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, desmontam por inteiro a fantasia de bom moço com a qual o sábio de Higienópolis se projetou, até aqui, na História — não sem a ajuda descarada dessa mídia vergonhosa que temos no Brasil.

Até agora, sabíamos da compra de votos da reeleição de 1994, do escândalo das privatizações feitas a preço de banana e, mesmo no caso de Mirian Dutra, a conhecida história da jornalista grávida que a TV Globo exilou na Europa para não atrapalhar a eleição do tucano.

Mas, agora, passamos a saber muito mais.

FHC, esse mesmo moralista que acusa o PT de corrupto, mantinha contas secretas nas Ilhas Cayman, em uma offshore de fachada, em conluio com um concessionário de free shops, para arcar com as despesas da amante.

Um presidente da República!

A mesma amante revela, agora, que FHC, de novo o moralista que brilha nas páginas dos velhos jornalões brasileiros, pagou dois abortos de outros dois filhos indesejados da mesma Mirian.

FHC é um hipócrita, assim como todos os tucanos que, nas eleições de 2010, José Serra à frente, fizeram uma campanha sórdida contra a então candidata Dilma Rousseff, a quem acusavam, vejam vocês, de abortista.

Num momento memorável da campanha tucana, a mulher de Serra, Mônica, chegou a espalhar que Dilma "matava criancinhas" — quando ela mesmo acabaria desmascarada por uma ex-aluna como tendo feito um aborto do marido senador do PSDB.

FHC foi capaz de armar com a Veja uma entrevista na qual Mirian Dutra foi forçada a mentir sobre a paternidade do filho que levava na barriga, segundo ela mesma conta.

Quem é capaz de uma coisa dessas, é capaz de qualquer coisa.

E quanto isso custou ao Brasil? O que foi dado em troca à Rede Globo e à Editora Abril para que, juntas, montassem essa farsa de quinta categoria em favor de um presidente da República?

É essa gente, esse mesmo conluio, que hoje perseguem Lula com a ajuda do Ministério Público e da Polícia Federal. E para quê? Para trazer de volta esses hipócritas, FHC à frente, que passaram oito anos no poder mentindo, fazendo acordos subterrâneos, entregando o País para a mídia e outros grupos privados.

As cartas estão na mesa, vamos ver se, agora, a Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal — sem falar no governo — vão finalmente investigar os tucanos.

Ou vão continuar atrás da cerveja de Lula.

Chico Vigilante - Deputado, líder do PT na Câmara Legislativa do Distrito Federal
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Boechat cobra explicações de FHC — assista


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Elementar


Demorei 15 anos para esclarecer esse mistério.

Em 2001, repórter da revista Época, fui a Miami e à Jamaica atrás dos falsários que haviam criado o famoso "dossiê Cayman", uma papelada falsa que atribuía uma conta secreta e clandestina em nome de Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Mário Covas e Sérgio Motta, a CH, J & T Inc.

A Polícia Federal abriu dois inquéritos para investigar o assunto, mas não com foco na conta: o governo queria saber o que os falsários sabiam, de fato, sobre depósitos dos tucanos em offshores no Caribe.

FHC chegou a mandar a então secretária nacional de Justiça, Elizabeth Sussekind, pessoalmente a Nassau, nas Bahamas, para acompanhar o trabalho da PF de perto.

O então diretor-geral da PF, Vicente Chelotti, também esteve lá e conseguiu um documento que inocentava todo mundo, menos o ex-ministro das Comunicações Sergio Motta, àquela altura, já falecido.

FHC mandou Chelotti esconder o documento, com medo da reação da família de Motta. No que fez bem, embora não por motivos nobres: também esse papel era falso, fabricado a mando de um dos falsários, Honor Rodrigues da Silva.

Depois que escrevi um livro sobre o assunto, "Cayman: o Dossiê do Medo", sofri processos do Ministério Público, da Polícia Federal e até de informantes da PF em Miami.

Imaginei que essa reação virulenta dizia respeito à possibilidade de existirem, de fato, contas secretas com dinheiro da privatização.

Pelo jeito, não era.

FHC estava apavorado, ao que tudo indica, com a possibilidade de eu chegar à offshore onde ele depositava dinheiro para Mirian Dutra, a jornalista da TV Globo que havia sido exilada na Europa para esconder o filho que ele acreditava ser dele.

Agora, só uma investigação policial séria poderá esclarecer, de uma vez, esse assunto.

Esperemos.

Leandro Fortes
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Tratamento distinto para duas Mirians

FHC negociou cala boca de dentro do Planalto, com empresa que tinha concessão em aeroportos

Miriam Cordeiro, no programa eleitoral de Fernando Collor, também apareceu repetindo denúncias sem provas
no Jornal Nacional;  o dia da despedida de FHC (ao lado de Ruth) e Mirian Dutra no Globo Repórter, em 1994,
uma de suas raras aparições como repórter em Portugal, depois do exílio
As últimas horas foram tragicômicas, pelo esforço dos fãs do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em desqualificar Mirian Dutra e o próprio debate que ela gerou ao dar entrevista para a revista Brazil com Z, da Espanha — mais tarde, acrescentou detalhes falando à Folha.

Isso, ainda que FHC tenta admitido a existência do contrato fictício da empresa Brasif.

Que eu tenha lido, disseram que ela recebeu dinheiro do PT para mentir, que é uma tentativa de tirar o foco do triplex e do sítio respectivamente visitado e frequentado por Lula, que ela age movida pelo ódio típico de uma ex. Num país machista como o Brasil, eu não estranharia nem se dissessem que Mirian seduziu FHC e enredou o pobre senador, 30 anos mais velho do que ela, numa armadilha com o objetivo de extorquí-lo continuamente.

Triste, né? FHC, um sociólogo que se dizia de esquerda e foi casado com a antropóloga Ruth Cardoso, defendido pela turma que culpa mulher pelo estupro.

Os dois — FHC e Mirian — tiveram um relacionamento duradouro, cujos detalhes são assunto estritamente privado. Mirian apresentou o seu lado da moeda e FHC está certo ao não travar um debate público sobre isso.

Podemos deixar a hipocrisia de lado?

Quantos homens e mulheres — de poder ou não — têm seus flings, casos, namorados, amantes e assim por diante?

Não foi um orgulho para os franceses o fato de o presidente François Miterrand ter sido enterrado na presença da mulher e da amante?

Hillary Clinton, nos Estados Unidos, um símbolo feminista para parte do eleitorado, não engoliu as patéticas escapadas do Bill para preservar sua própria carreira política? Quem somos nós para julgar?

Porém, não me parece “assunto pessoal” quando um homem poderoso, um senador que tem ao seu lado o PIB e a mídia do Brasil, decide comprar o silêncio de uma ex-namorada.

Mirian decidiu ter o filho (pouco importa de quem).

Vocês já se colocaram no papel dela, uma jornalista que estava prestes a ter o segundo filho? Que mãe não sacrificaria sua vida pessoal — que foi o que ela fez — para ter condições de dar o melhor aos filhos? Enquanto isso, FHC preservou sua carreira!

Espantoso, na verdade, é a conspiração de silêncio que, em nome da candidatura de FHC ao Planalto, ocorreu. Com a conivência pessoal e, pior, institucional, daqueles que mais tarde se beneficiariam das políticas de FHC.

Mirian denunciou que foi levada a dar uma entrevista falsa à revista Veja. E ela não mentiu. Leiam que coisa patética a nota publicada pela coluna Gente da revista Veja, segundo a jornalista engendrada por FHC com o diretor da Veja Mário Sergio Conti, aquele que “entrevistou” o Felipão:

Captura de Tela 2016-02-16 às 21.22.38Sim, sim, eu sei: Mirian poderia ter se negado a mentir. Mas, com uma filha de 8 anos — e grávida — quem era a parte frágil na história?

A Globo divulgou hoje, no Jornal Hoje, uma nota:

A TV Globo não interfere na vida privada de seus colaboradores. Esclarece, porém, que jamais foi avisada por Miriam Dutra sobre o contrato fictício de trabalho e que, se informada, condenaria a prática. A emissora informa ainda que em junho de 2004 (e não em 2002) o contrato de colaboradora de Miriam Dutra foi alterado, com mudanças em suas atribuições, o que acarretou nova remuneração, tudo segundo a lei vigente no país em que trabalhava. Por último, a TV Globo jamais foi informada por Miriam Dutra sobre seu desejo de regressar ao Brasil. Ao contrário, ela sempre manifestou o interesse de permanecer no exterior. Durante os anos em que colaborou com a TV Globo, Miriam Dutra sempre cumpriu suas tarefas com competência e profissionalismo.

Tudo, de fato, é discutível, menos a afirmação de que a empresa “não interfere na vida privada de seus colaboradores”.

Sem mais, nem menos, Mirian foi despachada para Portugal? Ela assume que pediu a transferência, mas a Globo não sabia o motivo?

Não faz sentido a emissora abrir mão de uma repórter em Brasília e continuar pagando o salário dela sem que ela ralasse tanto quanto os outros correspondentes. Isso não existe!

Depois, Mirian foi transferida para Barcelona, segundo Palmério Dória por influencia de Alberico Souza Cruz, o todo-poderoso do jornalismo da Globo na época.

Mas, vamos combinar? A Globo NUNCA teve escritório, nem correspondente na Espanha. Criou um, de repente, para acomodar Mirian? Pagou a ela 7 mil dólares mensais de salário até 2004 (na versão da Globo) sem que ela tivesse uma presença constante, quase diária, no ar?

Eu fui correspondente da Globo em Nova York. Todo dia tinha trabalho, muito trabalho.

Palmério Dória, em artigo anterior, já havia estimado o “custo do exílio”:

FHC, quando era ministro da Fazenda, isentou de CPMF todos os meios de comunicação. Em 2000 houve o Proer da mídia, que custou entre US$ 3 e US$ 6 bilhões aos cofres públicos. Ele também mudou a Constituição para permitir que a mídia brasileira, então falida, pudesse contar com 30% de capital estrangeiro. E autorizou que o BNDES fizesse um empréstimo milionário à Globo.

Sobre abortos: sim, é um assunto pessoal.

Mas, que fique o registro: muita gente da classe média para cima torce o nariz para o tema por causa da culpa de ter feito ou bancado o aborto alheio. Enquanto isso, mulheres pobres morrem por causa da hipocrisia dos que falsamente se dizem engajados em “preservar a família”.

FHC nunca foi hipócrita neste assunto. Ele perdeu uma eleição para prefeito de São Paulo para o carola Jânio Quadros entre outros motivos por não dizer claramente, em um debate, que acreditava em Deus. Se fez algo incomum em campanhas, como montar num jegue e dizer que tinha “um pé na cozinha”, não foi muito além do que fazem outros políticos para ganhar votos.

O mesmo, no entanto, não se aplica à hipocrisia da Globo.

Em 1989, Roberto Marinho apoiou abertamente a candidatura de Fernando Collor de Mello contra Lula. Dedicou até um Globo Repórter ao “caçador de marajás”.

Na reta final, Miriam Cordeiro apareceu na propaganda oficial de Collor, acusando Lula — que na época do namoro não era casado — de ter pedido a ela que abortasse a filha Lurian e sugerindo que o candidato do PT era racista (ver vídeo abaixo).

No dia seguinte, o Jornal Nacional “repercutiu” o assunto, ou seja, deu asas a um tema que favorecia Collor, ainda que com a suspeita de que o depoimento tivesse sido comprado. Na descrição da própria Globo:
No Jornal Nacional do dia seguinte, os dois lados foram ouvidos. A jornalista Maria Helena Amaral, ex-assessora de Collor, denunciou que Miriam Cordeiro havia recebido dinheiro do PRN para aparecer no programa eleitoral do partido. Mas a ex-namorada de Lula disse que participou do programa espontaneamente e confirmou as denúncias contra o candidato do PT.
Uma forma tinhosa de promover o assunto com “equilíbrio”.



Miriam Cordeiro negou ter recebido 200 mil cruzeiros novos para fazer a denúncia, mas confirmou ao jornalista Luiz Maklouf Carvalho que estava por conta da campanha de Collor, 45 dias depois dele ter sido eleito!

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A Globo ainda defendeu, em editorial de O Globo, no dia do debate final entre Collor e Lula, que os brasileiros tinham o direito de saber detalhes da vida pessoal dos candidatos.

O jornal dos Marinho apresentou Collor, que usara o depoimento de Miriam Cordeiro no programa eleitoral, como vítima de Lula!

Confiram um trecho:

Nos Estados Unidos, por exemplo, com freqüência homens públicos vêem truncada a carreira pela revelação de fatos desabonadores do seu comportamento privado. Não raro, a simples divulgação de tais fatos os dissuade de continuarem a pleitear a preferência do eleitor. Um nebuloso acidente de carro em que morreu uma secretária que o acompanhava barrou, provavelmente para sempre, a brilhante caminhada do senador Ted Kennedy para a Casa Branca – para lembrar apenas o mais escandaloso desses tropeços. Coisa parecida aconteceu com o senador Gary Hart; por divulgar-se uma relação que comprometia o seu casamento, ele nem sequer pôde apresentar-se à Convenção do Partido Democrata, na última eleição americana. Na presente campanha, ninguém negará que, em todo o seu desenrolar, houve uma obsessiva preocupação dos responsáveis pelo programa do horário eleitoral gratuito da Frente Brasil Popular de esquadrinhar o passado do candidato Fernando Collor de Mello. Não apenas a sua atividade anterior em cargos públicos, mas sua infância e adolescência, suas relações de família, seus casamentos, suas amizades. Presume-se que tenham divulgado tudo de que dispunham a respeito. O adversário vinha agindo de modo diferente. A estratégia dos propagandistas de Collor não incluía a intromissão no passado de Luís Inácio Lula da Silva nem como líder sindical nem muito menos remontou aos seus tempos de operário-torneiro, tão insistentemente lembrados pelo candidato do PT. Até que anteontem à noite surgiu nas telas, no horário do PRN, a figura da ex-mulher de Lula, Miriam Cordeiro, acusando o candidato de ter tentado induzi-la a abortar uma  criança filha de ambos, para isso oferecendo-lhe dinheiro, e também de alimentar preconceitos contra a raça negra.

Um salto de 1989 para 2012.

A vida privada de Lula foi considerada “noticiável” pela revista Época, dos irmãos Marinho, que escalou sete repórteres — SETE! — para fazer uma denúncia baseada em suposições.

Rosemary de Noronha nunca assumiu ter tido um caso com Lula, nem divulgou documentos comprometedores. Ainda assim, virou notícia em toda a mídia!

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Voltem comigo, agora, no tempo.

Vejam como FHC descreveu o dia em que deixou o poder, em 2003, numa entrevista a Mário Sabino, da Veja:

Depois da cerimônia, rumamos, eu e Ruth, para o aeroporto, onde muita gente amiga nos esperava para a despedida. Foi aí que a emoção mais pessoal começou. Abracei assessores que haviam trabalhado comigo durante oito anos seguidos, que faziam parte do meu cotidiano. Embarcamos, então, para São Paulo, ainda no avião presidencial. Ao chegar, troquei de roupa e seguimos para o avião comercial que nos levaria a Paris. Nesse momento, relaxei, tive uma sensação boa de dever cumprido – tanto no plano institucional como no individual. (…) Dormi, então, a minha primeira noite de mortal comum. No dia seguinte, eu e Ruth fomos a Chartres sozinhos, para visitar a esplêndida catedral gótica – um passeio maravilhoso em todos os aspectos, mas principalmente pelo fato de não estarmos mais acompanhados de comitiva, seguranças e repórteres. Recuperei, enfim, minha privacidade. Em Paris, também dispensei os serviços que a embaixada queria me prestar e voltamos a andar de metrô, como sempre fizemos. Uma delícia – e com um efeito muito didático. Porque uma coisa é o Planalto; outra é a planície. Na planície, você é promovido a povo.

Ou seja, FHC aproveitava Paris na condição de “povo”, acreditando ter um filho — um filho! — exilado na Europa.

A essa altura, Mirian era bancada pelo salário da Globo.

Mais tarde, conta, precisou de um complemento, pago por um empresário.

O empresário a que Mirian Dutra se refere é Jonas Barcellos, que mais recentemente deu caronas em seu avião para Lula — e foi denunciado por isso.

Numa entrevista à revista Veja, publicada em abril de 1999, Jonas admitiu que seus amigos eram “um ativo oculto”.

Dentre eles, Jorge Bornhausen, que foi vice-presidente da Brasif e comandou o PFL durante o governo FHC.

Segundo Mirian Dutra, o pefelista Antonio Carlos Magalhães, aliado de Bornhausen, ligado à Globo e todo-poderoso nos bastidores do governo FHC, recomendou a ela que não voltasse ao Brasil.

Conhecendo os bastidores do poder como ela, Mirian, conhecia — tinha sido repórter de política em Brasília –, como enfrentar um presidente da República, a emissora mais poderosa do Brasil — que dava a ela um salário  — e o trator ACM, ainda mais tendo dois filhos para criar?

O fato documentado e inescapável é o seguinte: FHC acreditava ter tido um filho com Mirian, que por sua vez assinou um contrato de fachada com a Eurotrade/Brasif para receber pagamentos via paraíso fiscal.

FHC disse a ela que era dinheiro pessoal, dele. Foi remetido do Brasil, via Banco Central? Ou saiu de uma conta no Exterior? A conta, que ele admite ter em Madri, foi declarada ao imposto de renda?

O documento divulgado por Mirian reforça a versão segundo a qual um presidente da República, no exercício do poder, negociou com uma empresa que detinha uma concessão do governo, a Brasif, o pagamento de um salário falso para a ex-namorada. Um cala-boca.

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O contrato entre Mirian Dutra e a Eurotrade/Brasif foi assinado no dia 16 de dezembro de 2002.

Faltavam duas semanas para o presidente FHC deixar o Planalto.

Se a versão de Mirian é verdadeira, FHC teve de pedir o favor a Jonas Barcellos, o dono da Brasif, algum tempo antes de o contrato ter sido assinado.

Com um detalhe importante, mencionado pelo Luís Nassif: os negócios de Jonas Barcellos floresceram nos dois mandatos de FHC.

Por muito menos, Bill Clinton quase sofreu impeachment nos Estados Unidos.

Como o caso de Mirian Dutra só aflorou agora, mais de 25 anos depois do namoro, obviamente não terá impacto retroativo.

O fato é que, com a ajuda da Globo, uma das Mirians derrotou Lula em 1989; e, com a omissão e/ou acobertamento da Globo — e da mídia em geral — FHC se elegeu presidente em 1994.

Luís Carlos Azenha
No Viomundo
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Irmã de Mirian Dutra é funcionária do Serra

'Cerra' diz que ela trabalha como consultora, em casa. Mas o Senado proíbe os servidores de fazerem isso



Funcionária fantasma

Margrit Dutra Schmidt, a irmã de Mirian Dutra Schmidt — a ex-amante de FH —, é funcionária fantasma no gabinete de José Serra, no Senado.

Serra diz que ela trabalha como consultora, em casa.

Mas o Senado proíbe os servidores de fazerem isso.

Em tempo: no site do Senado (veja abaixo), ela aparece como assistente parlamentar júnior.


Margrit Dutra Schmidt, irmã da ex-amante de FHC, é funcionária fantasma no gabinete do senador tucano José Serra (PSDB-MG).

Ganha R$ 10.381,19 por mês. São R$ 9.456,13 de salário mais R$ 835,06 de auxílios.

Serra alega que ela presta consultoria em casa, mas o Senado proíbe este tipo de relação.

Durante o governo de FHC, em 1995, Margrit foi nomeada pelo tucano para um cargo comissionado no Ministério da Justiça.



Não foi Serra quem nomeou a irmã de Mirian. Foi o “puro” Presidente Fernando Henrique


Não vou entrar nessa de perseguir a irmã de Mirian Dutra, porque foi nomeada por José Serra como assessora de seu gabinete.

O nomeado tem sempre alguém que o nomeou.

E o que falta dizer nessa história é que foi ele, o puro, o príncipe, o limpíssimo Fernando Henrique Cardoso quem usou seu poder presidencial para nomear a “cunhada”.

O que, até agora, a imprensa não publicou, embora esteja estampado no Diário Oficial, na primeira página, quando ele a designa para dirigir o Departamento de Classificação Indicativa do Ministério da Justiça, sucedâneo do velho Departamento de Censura, é que foi ele quem a nomeou quando seu principal atributo era ser a irmã se sua namorada.

E não publicou porque não quis, porque Margrit chegou até a escrever artigo para a Folha com o irônico título de “Kids – Meu filho pode assistir?

Pois é este Tartufo que vem dizer que Lula não merece mais o seu respeito e que “é preciso esperar para ver” se ele é honesto.

Fernando Henrique Cardoso é pior aquilo que ele, depreciativamente, atira sobre outros.

A miséria da política, título de seu livro em que pretende fazer — chega a doer ver um sociólogo descer a esta simplificação — as “crônicas do lulopetismo” — bem lhe serviria como retrato.

FHC é um miserável da política, que a exerceu com a vaidade e a conveniência atropelando toda a cultura e ética que se pavoneia de ter, e que está agora sendo fritado no óleo fervente de sua própria hipocrisia.



Serra diz que funcionária fantasma trabalha em projeto sigiloso


O senador José Serra deu uma explicação inusitada sobre sua funcionária fantasma, Margrit Dutra Schmidt. Segundo o blog do jornalista Lauro Jardim, Margrit, vai diariamente, de manhã e à noite, registrar sua digital na entrada principal do Congresso, a Chapelaria, mas não cumpre expediente. Ela é irmã de Mirian Dutra Schmidt, que manteve uma relação extraconjugal com o ex-presidente FHC e agora revelou que era bancada por ele no exterior através da empresa Brasif.

Serra negou que ela seja fantasma e disse que Margrit trabalha de casa, prática vetada no Senado. Segundo reportagem do Globo, ele alega que pediu à liderança da oposição a cessão de Margrit porque “desejava que ela se dedicasse a um projeto na área de Educação”: “Ainda é um projeto sigiloso, peço que você não adiante o que é. Lançarei em breve. Queria alguém que me ajudasse em questões não econômicas. Conheço a Mag há muitos anos. Tenho relações pessoais e intelectuais”, afirmou Serra.

Confrontado sobre o fato de ninguém em seu gabinete conhecer a existência da funcionaria, ele diz: “Ela trabalha (de casa). Meu gabinete tem pouco espaço, não tem sala para todo mundo”.

Margrit trabalha no Senado há 15 anos. Passou pelo gabinete do ex-senador Arthur Virgílio ( PSDB), hoje prefeito de Manaus, e da senadora Lúcia Vânia (PSB- GO), ex-tucana, sem nunca exercer o cargo. Até Álvaro Dias assumir o cargo, em março passado, quando foi demitida.



A entrada de Serra no caso FHC-Mírian

Velhos companheiros: FHC e Serra
E eis que Serra entra no escândalo Mírian-FHC.

Não que, a rigor, seja novidade. Os conhecedores da história sabem que Serra foi um dos articuladores da operação ‘Cala Mírian’, nos anos 1990.

Mas agora a história rompeu a Conspiração do Silêncio contra Mírian, feita para proteger a candidatura presidencial de um mau marido, mau amante e mau pai.

E Serra entra a seu modo: usando dinheiro público. A irmã de Mírian, Margrit Dutra, é funcionária fantasma do gabinete de Serra.

É um velho hábito dele. Virtualmente toda a família de Soninha foi empregada no governo de São Paulo quando Serra ocupava o Palácio dos Bandeirantes.

Nada melhor do que ser generoso com o dinheiro do outro, Serra sabe. Você recebe a gratidão sem ter que mexer na carteira.

Aécio, com os múltiplos amigos, parentes e agregados que empregou em Minas, conhece bem essa cartilha.

A importância do episódio está em desmascarar a pregação cínica de Serra (e Aécio) a respeito de meritocracia.

Eles falam em meritocracia — o ato de montar uma equipe com base em talento e mérito, em vez de compadrio e interesse pessoal — tanto quanto a desrespeitam.

Isso se chama demagogia. Isso é uma atitude corrupta.

Serra tenta defender o indefensável dizendo que a irmã de Mírian trabalha em casa.

Para repetir a grande frase de Wellington, quem acredita nisso acredita em tudo.

Quem mexer no Senado vai encontrar, certamente, vários casos além do de Serra.

A filha do protagonista do presente escândalo, FHC, estava lotada no gabinete do ex-senador Heráclito Fortes sem pisar lá.

Como o PSDB é amigo da mídia, nada é noticiado.

Não fosse o surgimento do jornalismo digital, tudo isso continuaria a não ser noticiado, e demagogos como FHC, Serra e Aécio poderiam fazer seus discursos cínicos de falsos Catões.

Considere o caso Mírian.

Ele só se tornou amplamente conhecido por causa da internet. Não fosse a modesta revista digital Brazil com Z, que deu voz à namorada rejeitada de FHC, e ficaria escondida entre poucos privilegiados a lama que veio à tona para milhões de brasileiros.

A imprensa — que sempre soube de tudo — corre agora para falar de um assunto em que ela teve um papel vital.

Até o Globo, que manteve Mírian na folha de pagamentos por anos em troca do seu silêncio, está correndo atrás da história depois que ela viralizou nas redes sociais.

E a Folha, que sempre alegou que era um caso de interesse privado para não noticiar o caso, agora faz sucessivas entrevistas que desmentem a tese indecente sob a qual o jornal acobertou FHC.

Não será surpresa se a Folha reivindicar que o grande furo foi seu, ao dar a empresa que ajudou FHC a pagar um mensalão para Mírian.

Bastava o mínimo de empenho para descobrir todos os horrores que demonstram cabalmente que se trata de um fato de enorme interesse público.

A internet livrou a sociedade da manipulação da mídia. Essa é a principal conclusão duma história de amor que se transformou numa trama de terror.

No CAf | Amigos do Presidente Lula | Tijolaço | 247 | Paulo Nogueira - DCM
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Stanley Burburinho mostra a ligação de FHC e irmãos Marinho com a Lava Jato


Stanley Burburinho comprova que o mesmo endereço de empresas envolvidas na Lava Jato une FHC e a Famiglia Marinho, dona da Rede Globo.

Por favor, dê uma olhada e veja se estou enganado. A empresa de nome Brasif, mesmo nome da empresa usada por FHC para enviar grana para o exterior para a ex-amante Mirian Dutra, tem como endereço em BH: rua Margarida Assis Fonseca, 171, Califórnia, Belo Horizonte/ MG. Confira na primeira imagem e no link logo abaixo:


A empresa Consórcio Veine, que aparece como proprietária da mansão dos Marinho em Paraty e que pertence à Mossack & Fonseca que é investigada pela Lava Jato, tem como endereço em BH: rua Margarida Assis Fonseca, 171, Califórnia, Belo Horizonte/ MG, mesmo endereço da empresa Brasif que FHC usou para enviar grana para a ex-amante no exterior. Confira na segunda imagem e no link logo abaixo:



No Megacidadania
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Desnorteado, FHC sentiu o golpe


1) FHC nesta quinta-feira, (18), pela manhã: "FHC nega ter usado empresa para bancar despesas de jornalista"


2) FHC, nesta quinta-feira, (18), às 19h05m: "FHC admite contrato com Brasif, mas diz esperar manifestação da empresa sobre contato fictício."


No Stanley Burburinho
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Mídias tradicionais e redes sociais se confrontam na "Batalha dos Tríplex"


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