2 de fev de 2016

Janot e Cardozo continuam estimulando falsos escândalos


Estadão publica matéria insinuando que o afastamento de assessor especial de Dilma Rousseff foi devido ao envolvimento do seu nome com Marcelo Odebrecht.

Segundo a matéria, o envolvimento aconteceu na viagem de Dilma à República Dominicana. Marcelo teria solicitado ao assessor para que pedisse Dilma para fazer lobby em favor da empresa em um projeto naquele país.

O ato — absolutamente normal em qualquer democracia — foi tratado como escândalo pelo jornal, a partir de vazamentos recebidos de policiais federais e procuradores da República.

Tanto o Procurador Geral da República Rodrigo Janot, quanto o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, têm estimulado — pela omissão — esse tipo de jogada, de transformar atos normais de governo em escândalo.

Luís Nassif
No GGN




Assessor pessoal de Dilma é exonerado do cargo

Casamento de Anderson Dorneles e mudança para Porto Alegre são explicações oficiais do governo para afastamento; nome do assessor, no entanto, já foi interceptado pela Lava Jato em emails de Marcelo Odebrecht

Tratado como filho pela presidente Dilma Rousseff, o assessor especial da presidência da República Anderson Braga Dorneles foi exonerado do cargo a pedido nesta segunda­-feira, 1. O ato foi publicado no Diário Oficial da União. Ele será substituído por Bruno Gomes Monteiro. Oficialmente, a explicação no governo é que ele irá se casar e, por isso, que voltar a morar em Porto Alegre (RS), sua cidade natal.

Em setembro de 2015, e-mails interceptados pela força-tarefa da Polícia Federal na Operação Lava Jato mostraram que o empresário Marcelo Odebrecht, preso acusado de pagar propina em troca de contratos da Odebrecht com a Petrobrás, teria entrado em contato com Dorneles e Giles Azevedo, que também é assessor da petista, na véspera de Dilma se encontrar com o presidente dominicano eleito Danilo Medina, em 9 de julho de 2012.

Nas trocas de correspondência, o empresário queria que Dilma fizesse lobby do grupo na República Dominicana. Em 5 de julho daquele ano, Odebrecht escreveu para os dois assessores: "Caros Giles e Anderson, peço o favor de entregar à presidente Dilma a nota em anexo referente ao encontro dela com o presidente da República Dominicana, que segundo fui informado, será esta segunda, 9 de julho, pela manhã. Fico à disposição para qualquer informação adicional. Obrigado e forte abraço. Marcelo." Não há informações sobre se Dorneles respondeu a mensagem. Ele também não consta como investigado na Operação.

de "bebê" e "menino" pela presidente, Dorneles, hoje com 36 anos, tinha 13 quando conheceu Dilma. Ele era office-­boy e ela, presidente da Fundação de Economia e Estatística, do Rio Grande do Sul.

Em Brasília, o fiel assessor trabalha com Dilma desde quando ela era ministra de Minas e Energia, no primeiro governo do ex­presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003.

No Palácio do Planalto, estão juntos desde o início do primeiro mandato, em 2011. Entre as suas funções, estava a de portar e manusear, especialmente nos fins de semana, o concorrido iPhone presidencial. Nos bastidores, era visto como a "voz" de Dilma e chegava até mesmo a dar conselhos à presidente.

Auxiliares da presidente negam que a saída de Dorneles tenha a ver com a Operação Lava Jato. Oficialmente, a Secretaria de Comunicação de Governo não quis comentar o assunto. Procurado pelo Estado na última semana, Dorneles disse que não comentaria o assunto.
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Ligações do juiz Sérgio Moro com o banqueiro da privataria tucana


Será que algum dia o Supremo Tribunal Federal (STF) vai seguir a jurisprudência (conjunto das decisões e interpretações das leis feitas pelos tribunais superiores, adaptando as normas às situações de fato) e condenar o juiz Sérgio Moro pelos mesmos desvios alegados para condenar o ex-delegado da Polícia Federal (PF) e ex-deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP)? A condenação se deu sob a alegação de vazamento de informações sigilosas na “Operação Satiagraha”, que prendeu, em 2008, o banqueiro Daniel Dantas, o empresário Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, já falecido.

Como ocorre na “Operação Lava Jato”, não há dúvida de que houve o alerta à mídia; na madrugada em que foi deflagrada a operação, jornalistas já estavam posicionados em frente à casa de Pitta, antes mesmo da chegada dos policiais, para registrar a operação. Mas não há provas de que foi o delegado o autor das informações. O que existiu foram várias pessoas tentando abafar o caso, especialmente pelo envolvimento de um banqueiro poderoso, o operador do submundo da gigantesca corrupção tucana. Dantas tinha até um fiel protetor no STF, o ainda ministro Gilmar Mendes — à época presidente daquela corte —, que concedeu o habeas corpus que libertou o banqueiro tucano da prisão.

Negócios com as privatizações

Dantas era a figura central da confraria demolidora que se formou no Brasil com o surgimento do PSDB. À época circularam informações de que o jornalista Bob Fernandes, ex-redator-chefe da revista CartaCapital, recebera um documento que era dinamite pura. Se divulgado, comprometeria o futuro político de alguns dos mais emplumados tucanos. Na ocasião, a revista disse que por não ter provas suficientes da autenticidade do documento decidiu não publicá-lo.

Mas CartaCapital decidiu levantar algumas questões a respeito — por serem “públicas e internacionalmente notórias”. Uma delas saiu no Wall Street Journal, na época, e definiu as relações de Dantas com o tucanato com essas palavras: “A decisão do Citigroup (de afastar Dantas de seus negócios) reflete o declínio na sorte (do banqueiro brasileiro) desde que o esquerdista Partido dos Trabalhadores venceu as eleições em 2002. Seus negócios prosperaram durante o governo anterior, com quem mantinha relações próximas.” O jornal referia-se ao fato de Dantas ter se tornado o controlador ou sócio de algumas das principais empresas privatizadas durante o governo Fernando Henrique Cardoso (FHC). Segundo CartaCapital, o repórter do Wall Street Journal deve ter se baseado em informações da imprensa brasileira.

Encontro de Dantas com FHC

A revista lembrou que no dia 15 de maio de 2002, por exemplo, o jornalista Fernando Rodrigues relatou em sua coluna na Folha de S. Paulo — informação reproduzida outras vezes pelo mesmo jornal — um encontro entre Dantas e o então presidente da República. A pauta era um pedido do banqueiro para que o governo o apoiasse na briga contra os fundos de pensão, liderados pela Previ, pelo controle das empresas de telefonia privatizadas. “À época, diretores da Previ eleitos pelos pensionistas e ligados ao PT queriam fazer uma devassa para entender os motivos que levaram o fundo a investir tanto dinheiro em uma sociedade na qual só Dantas dava as cartas”, escreveu CartaCapital.

Logo depois, sob a justificativa de enquadrar a Previ às normas de pagamento de Imposto de Renda, o governo FHC anunciou uma intervenção na fundação, só encerrada após a posse de Lula seis meses depois. Logo em seguida começaram a circular bochichos de que havia um dossiê contra o então prefeito paulistano e concorrente de Lula à Presidência da República em 2002, o tucano José Serra. O assunto seria novas revelações sobre a sociedade entre Verônica Serra, filha de Serra, e a irmã de Dantas, também chamada Verônica. CartaCapital revela que no fim dos anos 1990 as duas foram sócias no portal Decidir.com, sediado em Miami.

Revoada de tucanos em São Paulo

As peripécias da confraria demolidora tucana são bem conhecidas. Mas elas se destacam mesmo nas privatizações. (Um caso pouco falado é o da privatização do Banespa, uma autêntica patifaria. Serra liderou uma revoada de tucanos para o governo de Luiz Antônio Fleury com a única finalidade de tomar posse do banco paulista.) Talvez por isso Dantas avisou que se fosse convocado a depor seria capaz de “derrubar a República”.

Havia na CPI dos Correios documentos que revelavam o repasse de cerca de R$ 150 milhões (estimava-se muito mais) das empresas controladas por Dantas a agências de Marcos Valério, o operador do caixa dois tucano que depois recebeu o apelido de “mensalão” e foi jogado nas costas do PT. As provas estariam no disco rígido de um computador protegido pela ex-ministra do STF Ellen Grace, cujo destino até hoje não se bem qual foi.

Turma dourada da PUC

A ligação de Dantas com a direita é antiga e notória. Ele era tido por Mário Henrique Simonsen — ícone do liberalismo brasileiro — como um de seus três melhores alunos na Fundação Getúlio Vargas. Outra prova da proximidade de Dantas com o tucanato é a sua ligação com a ex-diretora de desestatização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Elena Landau. Assim que ela deixou o cargo no governo, passou a prestar consultoria, em tempo quase integral, ao banco de Dantas.

Landau pertence àquele grupo que marcou época no reinado de FHC, formado por figuras como Pérsio Arida, André Lara Rezende, Edmar Bacha, Eduardo Modiano, Armínio Fraga, Gustavo Franco, Edward Amadeo e o ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan. Era a “turma dourada” do Departamento de Economia da PUC do Rio de Janeiro do final da década de 1970 e início dos anos 1980. Eles comandaram aquele processo pelo qual os interessados em comprar empresas do Estado iam buscar dinheiro no BNDES.

Assassinato em Maringá

Passado algum tempo, a digital de Dantas apareceu também em outro caso escabroso de corrupção tucana, completamente ignorado pela mídia: o desvio de R$ 500 milhões da prefeitura de Maringá, no Paraná. O advogado tributarista Irivaldo Souza era assessor jurídico do prefeito tucano Jairo Gianoto e Sérgio Moro seu auxiliar. No processo de condenação dos envolvidos, Souza só conseguiu o habeas corpus depois que Moro testemunhou a seu favor.

O desenrolar do caso teve até o assassinato do então secretário da Fazenda do município, Luiz Antonio Paolicchi. Em entrevista ao jornal O Diário, de Maringá, o principal participante confesso do assassinato disse que um advogado de Dantas orientou o ex-secretário a firmar união estável com ele para se proteger contra a Justiça. O trecho é esse:

De quem partiu a proposta de firmar uma união estável?

Foi ideia dele, orientado pelo advogado do Daniel Dantas (banqueiro), que ele tinha contato. Ele tinha contato com o advogado, não sei bem que tipo de contato que eles tinham. Ele me falou que o advogado o orientou a fazer a união estável para poder, através desta união estável, paralisar os processos que estavam em andamento, com execução do patrimônio dele, que está todo alienado, tudo indisponível.

Osvaldo Bertolino
No O Outro Lado da Notícia



O freio suíço na “marcha para frente” de Moro

Não existe, entre as pessoas de bem, quem, em sã consciência, apoie corruptos e corruptores. Mas, no clima de Fla x Flu que se instalou no país, ultimamente, qualquer crítica à Operação Lava Jato é vista como defesa da corrupção, dos chamados “petralhas” corruptos e dos empresários corruptores. Não adianta argumentos, o que vale é o emocional. Pelo emocional, o Lula já mora no triplex do Guarujá, José Dirceu é responsável por toda a corrupção que grassa na vida política do país, e os operadores da Lava Jato já não são mais seres humanos, por terem se tornado infalíveis. Alguns já se sentem o verdadeiro Messias.

Mas, como a vida não é uma linha reta e os processos judiciais, queira-se ou não, têm altos e baixos, sempre surgem surpresas, algumas desagradáveis. Por isso, todo cuidado é pouco, e não raro, a pressa mostra-se inimiga da perfeição.

Caso típico é este freio que a Justiça Suíça acaba de impor ao juiz Sérgio Moro, ainda que de forma indireta, naquela marcha que bem recentemente ele declarou ter uma única direção: para frente., sem direito a paradas.

Não vou aqui roubar o tempo do leitor comentando a decisão da Justiça Suíça que outros, antes de mim, já o fizeram de forma variada. Basta, por exemplo, recorrer ao Tijolaço, que postou “A Justiça suíça, que se lixa para nossa mídia, condena provas “atropeladas” da Lava Jato“. O que importa é que a partir dessa manifestação, Moro viu-se obrigado a fazer o negara recentemente, até com certa ironia para com os advogados: suspendeu o prazo do processo. Que a freada sirva para reflexão.

Há uma semana (23/01), ao postar aqui Lava Jato: Moro reacendeu as suspeitas do grampo ilegal na PF, alertamos sobre a decisão do juiz Sérgio Moro em não aceitar pedidos que logo classificou de procrastinações processuais, que todos conhecemos:
“Sua preocupação em agilizar os processos que tem em mãos é louvável, desde que não coloque em risco o resultado de todo o trabalho. Fazer Justiça de maneira rápida é um anseio popular — principalmente quando envolve corruptos. Mais ainda se os acusados de corrupção são famosos. Mas, operadores do Direito sabem que há todo um caminho a percorrer para não se lamentar, futuramente, por possíveis anulações, ou mesmo derrotas judiciais. Tal qual ocorreu com a Operação Satiagraha.
O exemplo do pedido feito pela defesa da Odebrecht que Moro não quis aceitar, classificando-o de protelatório, deve servir a todos. A ampla defesa não é um direito a ser preservado apenas para os réus da Lava Jato. Eça deve existe para beneficiar todo e qualquer cidadão. Infelizmente, nem todos os réus beneficiam-se dela, mas não é por isso que devemos tolhe-la dos demais. Não há como buscar-se atalho, quando se corre atrás da verdade. Ou do mais próximo que se possa chegar dela.

Na Lava Jato, os atalhos têm sido muito. Grampos ilegais, que finge-se que não existiram; escuta ambiental em fumódromo, para bisbilhotar pretensos adversários e, quando descoberta, esconde-se atrás de sindicâncias que jamais terminam; pedidos ilegais de informações sobre números telefônicos de personagens protegidos pelo foro especial; pressões sobre os presos para aderirem à delações premiadas; são alguns casos já relacionados aqui.

Hoje, a freada foi provocada pela Justiça Suíça e pode até não gerar maiores efeitos, além das rusgas diplomáticas. Afinal, até o momento os magistrados de lá não impediram o uso das informações conseguidas por debaixo da mesa e não pelos acordos internacionais, como manda o bom figurino. Resta, portanto, apenas o mal estar. Não tarda, porém, como lembrou Élio Gaspari no artigo que aqui reproduzimos — A teoria da ‘bosta seca’ ameaça a Lava Jato — chegará o momento em que os montinhos de “bosta seca” sugeridos por Gaspari estarão sobre os tapetes dos tribunais superiores de Brasília. Poderá até haver quem pense em esconde-los debaixo dos mesmos. Mas, a favor do Estado de Direito, que serve a todos, muitos de seus ministros tamparão o nariz e enfrentarão a “bosta seca” pela frente, seguindo os Códigos que regem os nossos processos. Poderá ser tarde para se recuar a acertar os erros do passado.

Marcelo Auler
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PiG à beira do túmulo

Passaralho avança sobre a Fel-lha


Circulação dos grandes jornais brasileiros tem queda vertiginosa em 2015

Os principais jornais brasileiros experimentaram quedas expressivas de circulação ao longo de 2015, segundo dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC).

Entre janeiro e dezembro, a Folha de S.Paulo caiu 14,1% no impresso e 16,3% no digital, o que gerou uma queda média de 15,1%, superior à do Estado de S. Paulo (8,9%) e à do Globo (5,5%).

Vale observar que os grandes jornais também tiveram redução na circulação digital, o que pode indicar que eles não estão conseguindo se adaptar à era da internet. Os dados revelam vários fatores. Os jornais, naturalmente, foram afetados pela crise econômica que ajudaram a amplificar. Mas hoje enfrentam uma concorrência crescente de veículos puramente digitais.

Além disso, o modelo de cobrança por conteúdo, dos chamados paywalls (muros de cobrança para quem assina determinada quantidade de artigos), tem tido pouca receptividade no Brasil.

Um outro fator, que pode vir a ser considerado na análise, é o grau de engajamento político dos jornais da imprensa familiar, que passaram a substituir o jornalismo pelo proselitismo político, afugentando uma parcela de seus leitores.

Confira, abaixo, a tabela do IVC:


"Folha de S.Paulo" começa série de demissões; cortes atingem todas as editorias


O mau momento do mercado de comunicação continua a fazer suas vítimas nas redações. O jornal Folha de S.Paulo começou, na tarde desta terça-feira (02/02), mais uma série de demissões.

Portal Imprensa apurou que será cortado, pelo menos, um jornalista de cada editoria e que, até o momento, os nomes escolhidos foram profissionais experientes da publicação. Na semana passada, o Grupo Folha já tinha realizado cortes no Agora, demitindo três repórteres.

A reportagem entrou em contato com o jornal, que ainda não se posicionou sobre o tema, mas sabe-se que desde o início do ano o veículo passou a reduzir custos operacionais, passando a cobrar dos funcionários o café servido nas máquinas da empresa, bem como reduzindo a qualidade do papel higiênico nos banheiros.

Além disso, a empresa dividiu em duas parcelas o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) dos jornalistas. A primeira foi paga em janeiro e a segunda está agendada para junho.

No ano passado, uma série de demissões em diversos veículos de comunicação assustou o mercado. Para ler mais, clique aqui.
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O discurso de Dilma no Congresso Nacional

Dilma discursa no Congresso
Roberto Stucckert Filho


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fAlha faz jornalismo investigativo e descobre Eduardo Cunha


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A senhora Lo Prete e senhor Petrobrax


Dois comentários radiofônicos emblemáticos sobre o caso do apartamento do Guarujá e do sítio de Atibaia atribuídos à Lula. A competente jornalista Renata Lo Prete comentando no seu horário de 6ª feira na CBN a nova fase da Lava Jato diz que é extraordinária a importância dessa nova investigação, porque começa a ser desvendado o mundo das off shores. Por ser nova na casa a jornalista talvez não tenha sido informada que a TV Globo Ltda. é antiga e importante cliente desse mundo das off shores, comprou por US$221 milhões a Empire Investment Group Ltd., endereço em Road Town, Ilhas Virgens Britânicas, P.O. Box 3340, mas também tem outras no Uruguai, Ilha da Madeira, Antilhas Holandesas, Holanda. Nesse caso da Empire a off shore foi usada para compra de direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002, vendidos pela ISL suíça, braço mercantil da FIFA. A remessa de 221 milhões de dólares gerou uma autuação fiscal da Receita Federal de R$615 milhões em 2006, processo esse que ainda está rolando e, pela simples passagem do tempo, deve estar em R$1,6 bilhões. Portanto o espanto da Lo Prete com o fenômeno das off shores que lavam dinheiro é como falar de corda em casa de enforcado.



Complementando os espantos dos bem pensantes, o jornalista Alexandre Machado ontem no seu horário DE VOLTA PARA CASA na Rádio Cultura FM discutiu com o cientista político Aldo Fornazieri, que dizia que a Lava Jato está em declínio, citando como expressão desse declínio a importância que seu deu a um bote de 4 mil Reais, ao que Machado, que quando Assessor de Marketing da Petrobras no Governo FHC pagou 780 mil Reais, hoje equivalente a mais que o dobro, para um estudio criar o nome PETROBRAX, dinheiro perdido porque não aprovado, Machado ficou indignado e disse que absolutamente não, a Lava Jato está no seu apogeu e teceu grandes elogios às investigações sobre o apartamento do Guarujá. Tucano matriculado, Machado jamais cogitou de uma investigação sobre a estranha compra por FHC, ao fim do mandato, de um apartamento de 450 metros quadrados na Rua Rio de Janeiro em Higienópolis, no Edifício Chopin, vendido por um banqueiro com altos negócios no tucanato (vide link). Tampouco lhe pareceu merecer alguma investigação a compra por FHC e Sergio Motta da Fazenda Córrego da Ponte em Unaí (MG) por 2 mil dólares, quando o anterior proprietário tinha comprado a mesma por 140 mil dólares em 1991, fatos esses bem nebulosos e que mereciam uma investigação.



Nem ele e nem Ministério Público ou Polícia Federal ou Juiz entendeu que existia alguma coisa errada em um ex-Presidente adquirir tão valiosas propriedades, muito mais valiosas do que os bens mais prosaicos atribuídos ao casal Lula.

Bem entendido, não se diga que há algo de errado com as transações de FHC mas ELAS TAMBÉM SÃO ESQUISITAS.

Veja-se como jornalistas bem pensantes esquecem de olhar na própria casa o que tem para limpar e preferem se espantar com o lixo do vizinho, a vida realmente é muito curiosa.

André Araújo
No GGN
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Existe limite para a atuação da mídia?

Se torna claro o objetivo de construir uma opinião pública favorável a alguns políticos e partidos e desfavorável a outros políticos e partidos.


Tornou-se clássica a intervenção corajosa de Miguel de Unamuno, então reitor da Universidade de Salamanca, durante uma solenidade com a presença de importantes figuras do fascismo, na Espanha de 1936. Diante de oradores e de plateia hostil e predominante fascista, Unamuno tomou a palavra e iniciou sua fala em defesa da razão e da liberdade com a seguinte frase: “Todos me conhecem. Sabeis que sou incapaz de me calar. Há momentos em que permanecer calado é mentir. O silêncio pode ser interpretado como aquiescência”.

Unamuno foi imediatamente expulso da universidade e veio a falecer, menos de três meses depois, cumprindo prisão domiciliar. A Espanha, por sua vez, mergulhou numa Guerra Civil que passou para a História como um dos eventos mais traumáticos anteriores à II Grande Guerra.

Não se trata aqui, por óbvio, de qualquer comparação com o grande filósofo cristão e, claro, não chegamos (ainda?) à beira de uma Guerra Civil. Mas, certamente, o clima de intolerância e ódio que estamos atavessando nos permite evocar o exemplo espanhol.

Conluio explícito

Desde o início do processso eleitoral de 2014 e, sobretudo, depois que foram proclamados os resultados das últimas eleições presidenciais, instalou-se no Brasil uma crise política cujo ritmo e pauta pública são seletivamente determinados por um conluio explícito entre segmentos do Ministério Público, da Polícia Federal, do Judiciário e oligopólios de mídia que, em torno da justa causa do combate à corrupção, se uniram no objetivo não declarado — mas evidente — de destruir qualquer vestígio de ética e moralidade pública que possa existir no Partido dos Trabalhadores, seus lideres e militantes.

Trata-se de questão delicada, por isso mesmo difícil de ser enfrentada. Não se insinua aqui que não deva haver, como aliás tem havido, diga-se, sem qualquer interferência do Poder Executivo, combate diuturno à corrupção. Não. Trata-se de denunciar a estratégia política seletiva (e até mesmo, partidária) de fazer parecer que a corrupção no Brasil é prática que tem suas origens nos governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores e que, ele, e somente ele, enfrenta acusações de corrupção.

Os vazamentos seletivos de informação sigilosa

Dito isso, não há qualquer segredo em relação a estratégia de vazamentos seletivos de informações sigilosas para imprensa executada pela Operação Lava Jato. Vale reproduzir aqui trecho de artigo sobre a Operação Mani Pulite, na Itália, do juiz Sergio Fernando Moro, publicado ainda em 2004.

Moro cita texto de Mark Gilbert [Mark Gilbert. The italian revolution: the end of politics, Italian style? Colorado: Westview Press, 1995. P. 138-140] sobre a estratégia na Itália assim:
“Os responsáveis pela operação mani pulite ainda fizeram largo uso da imprensa. Com efeito: Para o desgosto dos líderes do PSI, que, por certo, nunca pararam de manipular a imprensa, a investigação da “mani pulite” vazava como uma peneira. Tão logo alguém era preso, detalhes de sua confissão eram veiculados no “L’Expresso”, no “La Republica” e outros jornais e revistas simpatizantes. Apesar de não existir nenhuma sugestão de que algum dos procuradores mais envolvidos com a investigação teria deliberadamente alimentado a imprensa com informações, os vazamentos serviram a um propósito útil. O constante fluxo de revelações manteve o interesse do público elevado e os líderes partidários na defensiva. ” (...)
Em seguida Moro comenta:
“A publicidade conferida às investigações teve o efeito salutar de alertar os investigados em potencial sobre o aumento da massa de informações nas mãos dos magistrados, favorecendo novas confissões e colaborações. Mais importante: garantiu o apoio da opinião pública às ações judiciais, impedindo que as figuras públicas investigadas obstruíssem o trabalho dos magistrados, o que, como visto, foi de fato tentado.

Há sempre o risco de lesão indevida à honra do investigado ou acusado. Cabe aqui, porém, o cuidado na desvelação (sic) de fatos relativos à investigação, e não a proibição abstrata de divulgação, pois a publicidade tem objetivos legítimos e que não podem ser alcançados por outros meios.

As prisões, confissões e a publicidade conferida às informações obtidas geraram um círculo virtuoso, consistindo na única explicação possível para a magnitude dos resultados obtidos pela operação mani pulite. ”
Os vazamentos e o seu timing, no Brasil, parecem — e muito provavelmente são — cuidadosamente planejados para provocar reações no Congresso Nacional, mas, sobretudo, para “manter o interesse do público elevado e os líderes partidários na defensiva”. Por outro lado, tamanha é a seletividade das informações sigilosas que são vazadas e tamanha é a incapacidade do Ministério da Justiça e da Polícia Federal em identificar a origem de tais vazamentos, que se torna claro o objetivo não só de “manter o interesse”, mas de construir uma opinião pública favorável a alguns políticos e partidos e desfavorável a outros políticos e partidos.

A Carta Aberta dos advogados

Apesar da tentativa de membros da Justiça e, sobretudo, dos oligopólios de mídia de desacreditá-la e de reduzir sua significação à mera estratégia de defesa de um dos réus, a Carta Aberta assinada por 104 advogados e divulgada no dia 15 de janeiro adverte:

No plano do desrespeito a direitos e garantias fundamentais dos acusados, a Lava Jato já ocupa um lugar de destaque na história do país. (...) O desrespeito à presunção de inocência, ao direito de defesa, à garantia da imparcialidade da jurisdição e ao princípio do juiz natural, o desvirtuamento do uso da prisão provisória, o vazamento seletivo de documentos e informações sigilosas, a sonegação de documentos às defesas dos acusados, a execração pública dos réus e o desrespeito às prerrogativas da advocacia, dentre outros graves vícios, estão se consolidando como marca da Lava Jato, com consequências nefastas para o presente e o futuro da justiça criminal brasileira [negrito meu].

Referindo-se a recente matéria de capa da revista Veja, a Carta Aberta dos advogados afirma:

Trata-se, sem dúvida, de mais uma manifestação da estratégia de uso irresponsável e inconsequente da mídia, não para informar, como deveria ser, mas para prejudicar o direito de defesa, criando uma imagem desfavorável dos acusados em prejuízo da presunção da inocência e da imparcialidade que haveria de imperar em seus julgamentos — o que tem marcado, desde o começo das investigações, o comportamento perverso e desvirtuado estabelecido entre os órgãos de persecução e alguns setores da imprensa.

Ainda que parcela significativa da população não se dê conta disso, esta estratégia de massacre midiático passou a fazer parte de um verdadeiro plano de comunicação, desenvolvido em conjunto e em paralelo às acusações formais, e que tem por espúrios objetivos incutir na coletividade a crença de que os acusados são culpados (mesmo antes deles serem julgados) e pressionar instâncias do Poder Judiciário a manter injustas e desnecessárias medidas restritivas de direitos e prisões provisórias, engrenagem fundamental do programa de coerção estatal à celebração de acordos de delação premiada [negrito meu].

O que está em jogo

Não é novidade para ninguém o comprometimento histórico dos oligopólios de mídia brasileiros com os golpes de estado e os regimes ditatoriais. O que talvez constitua novidade é a aparente ausência de limites para a ação destes oligopólios em conluio com segmentos do Ministério Público, da Polícia Federal e do Judiciário.

Diante da ridícula circulação/dia que os chamados jornalões atingiram no nosso país [Folha de São Paulo, 175.441; O Globo, 183.404; Estado de São Paulo, 149.241; dados para dezembro de 2014] parece estar em andamento uma estratégia de sobrevivência empresarial cuja opção é seduzir, ainda mais, nichos da direita do espectro político, sobretudo a classe média urbana. E aposta-se tudo para que o desfecho da crise — seja ele qual for — entregue o comando do país a forças e interesses aliados, vale dizer, aos partidos que hoje fazem oposição ao Planalto. Os sinais nesse sentido são evidentes.

A crise política e econômica, um Congresso Nacional predominantemente conservador e orientado por interesses fisiológicos, combinados com a estratégia seletiva da “Mani Pulite” utilizada pela da Operação Lava Jato e o comprometimento descarado dos oligopólios de mídia, constituem um conjunto de circunstâncias inédito que assusta e amedronta.

Há um limite para tudo isso? Não seria hora de setores democráticos em posição institucional de decisão, aliados a movimentos sociais populares se darem conta de que os destinos da democracia brasileira estão sendo conduzidos pela lógica de um conluio entre segmentos do Ministério Público, da Polícia Federal, do Judiciário e os oligopólios de mídia?

Na reabertura dos trabalhos dos poderes Legislativo e Judiciário reside também alguma esperança de que a razão e o bom senso afinal prevaleçam. Ou, talvez, já seja tarde demais.

A ver.

Venício A. de Lima
No Carta Maior
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Suíça faz Moro suspender ação contra Odebrecht

E o Marcelo fica em cana, com o Dirceu?


O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, determinou nesta terça-feira 2 a suspensão dos prazos para a apresentação das alegações finais na ação contra a Odebrecht.

A decisão acontece logo após a Justiça da Suíça ter considerado irregular o envio de provas contra a empreiteira pelo Ministério Público daquele país ao Brasil.

Moro decidiu pela suspensão dos prazos até que ele tenha acesso à decisão da Justiça suíça. Para a advogada Dora Cavalcanti, que representa um dos ex-executivos da Odebrecht, a decisão suíça deve mudar os rumos do processo contra seu cliente e os outros executivos presos.

Apesar de os juízes suíços não terem determinado a devolução das provas pelo Brasil, o que inviabilizaria o uso dos documentos na Operação Lava Jato, a Odebrecht vê a decisão como uma vitória, uma vez que tenta anular as provas obtidas pela investigação no exterior.

A pergunta agora é: o que acontece com Marcelo Odebrecht e outros dois executivos ligados à empresa, presos preventivamente em junho de 2015?
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Tucano Beto Richa é investigado pela PGR por fraude na Receita do Paraná


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a abertura de investigações contra o governador Beto Richa (PSDB) na Operação Publicano, que investiga casos de corrupção dentro da Receita Estadual do Paraná. De acordo com o Ministério Público, o esquema ilegal movimentou cerca de R$ 750 milhões.

O pedido foi feito pela Procuradoria Geral da República (PGR), que agora também passa a investigar o caso em Brasília. O processo corre em segredo de Justiça.

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"IstoÉ" agonizante sacaneia trabalhadores

A Editora Três, que publica a mercenária revista 'IstoÉ' — já batizada sarcasticamente de 'QuantoÉ' —, parece que está em estado terminal e decidiu lançar o ônus da sua crise nas costas dos trabalhadores. Segundo reportagem do insuspeito Portal Imprensa nesta segunda-feira (1), a empresa "surpreendeu os funcionários ao sacar, no mês passado, o dinheiro do plano de saúde nos contracheques e não repassar à empresa responsável, a Amil Saúde". De forma mais direta: ela roubou os trabalhadores!

Ainda segundo o portal, "os empregados precisaram de atendimento urgente, mas não conseguiram receber a assistência médica necessária em decorrência do atraso da editora no repasse do dinheiro". Diante do furto descarado, o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo já decidiu ingressar com queixa-crime contra a empresa. Segundo Paulo Zocchi, presidente da entidade, o desrespeito patronal deixou a esfera trabalhista para entrar na área criminal. "Está claro que a empresa não repassou o dinheiro ao plano de saúde. Os funcionários vão ao médico e não podem ser atendidos", disse.

A crise da Editora Três — decorrente das explosão da internet e dos erros de administração da famiglia que controla a empresa — é antiga. Em novembro passado, ela atrasou o pagamento dos salários dos profissionais em regime Pessoa Jurídica (PJ) por 13 dias e repassou cheques sem fundos para alguns trabalhadores. No ocasião, o sindicato chegou a cogitar a deflagração de uma greve, o que forçou o patronato a recuar na sua sacanagem e a saldar os pagamentos. 

Nos últimos tempos, a Editora Três extinguiu vários títulos — como a revista 'Status' — e demitiu vários jornalistas e outros profissionais. Especula-se que a empresa encontra-se em estado falimentar, com dívidas financeiras e pendências trabalhistas e tributárias. Isto talvez explique porque a empresa, que é famosa por seu mercenarismo e suas ligações com tucanato, tenha radicalizado a sua linha editorial nos últimos meses, tornando a revista "QuantoÉ" um palanque descarado das forças golpistas. 

Altamiro Borges
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O depoimento de Dirceu a Moro é um retrato sinistro da Lava Jato

Dirceu diante de Moro: acusações chocantemente frágeis
O vídeo do depoimento de José Dirceu ao juiz Sérgio Moro é um retrato perturbador da Lava Jato e do próprio Moro.

Você vê um entrevistador, ou interrogador, hesitante, despreparado e munido de acusações de extrema fragilidade. (Abaixo deste artigo, o vídeo.)

Na contrapartida, o entrevistado, ou interrogado, responde a todas as questões com a clareza que faltou por completo a Moro. Dirceu está cansado, claramente, abatido — mas mantém o raciocínio límpido e rápido.

A não ser que você seja um antipetista fanático, ao fim do vídeo você vai se perguntar: “Mas o que este cara tá fazendo preso há tantos meses?”

O que mais chama a atenção é a ignorância sobre a natureza do tipo de consultoria que um homem como Dirceu pode prestar a grandes empresas interessadas em conquistar mercados internacionais.

Qual é a mercadoria que ele tem? Suas relações, o conhecimento que amealhou ao longo de anos de vida política.

Dirceu pode, ou podia, apresentar empresas a autoridades de vários países. É uma prática visceralmente comum — e legal. Quem faz isso não tem o poder de fechar negócios: isso fica por conta da capacidade do cliente em se sair bem em disputas corporativas.

Mas a abertura de porta é fundamental para corporações que não conhecem o país em que pretendem fazer negócio.

Um consultor como Dirceu pode, também, ajudar você a compreender os cenários políticos e econômicos dos países com os quais sonha. Esse tipo de informação ajuda você a tomar, ou não, a decisão de investir num novo mercado.

Moro demonstrou não entender esse tipo de consultoria.

Para ele, aparentemente, consultoria é você encher de planilhas seu cliente e afogá-lo em números.

Há aí um desconhecimento brutal do universo dos negócios.

Eu estava na Abril quando a empresa solicitou os serviços de consultoria de Maílson da Nobrega, o homem dos 80% de inflação mensal.

O que se demandava de Mailson, em sonolentas reuniões em que eu frequentemente dormia, como amigos meus do então Comitê Executivo da Abril poderiam confirmar, é que ele e sócios da consultoria Tendências mostrassem os cenários econômicos e políticos.

Existe, é certo, outro tipo de consultoria. Ainda na Abril, a Booz-Allen fez um trabalho de reengenharia financeira. Aí sim eram pilhas de estatísticas.

Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Mas Moro não domina o mundo dos negócios, aparentemente.

Isso fica evidente também na questão dos 40 milhões que — ao longo de anos — a consultoria de Dirceu faturou.

Ora, é um faturamento perfeitamente razoável para uma consultoria que lida com grandes empresas. Falei na Tendências de Maílson. Pegue o mesmo número de anos e compare os faturamentos dela e da consultoria de Dirceu. Certamente você chegará a resultados parecidos.

É vital sublinhar, também, que faturamento é uma coisa, e lucro outra. Você paga funcionários, aluguel, impostos, e só depois disso tem os lucros.

Do jeito que as coisas foram postas, pela Lava Jato e pela imprensa, fica a impressão de que Dirceu tem em sua conta 40 milhões de reais. Em 2014, apenas a TV Globo, dentro do conglomerado dos Marinhos, faturou 12,4 bilhões de reais. É como dizer que cada Marinho ficou com 4 bilhões e uns trocados em sua conta pessoal.

Tudo é feito para engodar as pessoas. A mídia em nenhum momento joga luz sobre as sombras, porque lhe interessa demonizar os inimigos, como Dirceu.

O vídeo deixa claro por que uma banca de advocacia inglesa considerou a Lava Jato, num parecer, uma afronta ao Estado de Direito.

Nas questões de Moro, todas respondidas sem titubeio por Dirceu, não há rigorosamente nada que justifique a prisão. São coisas vagas, mal-sustentadas, e espetacularmente amplificadas pela mídia. Ele admitiu que aceitou, erradamente, uma reforma de presente da construtora de um delator. “Não é dinheiro de propina”, afirmou. Há prova de que seja? Não. Convenhamos: uma reforma seria um trocado no mundo dos bilhões da Petrobras. Não faz sentido. Mas ainda assim: que se prove, e o fato é que não apareceu prova nenhuma.

O que se verifica é um abuso.

Para olhar para o lado positivo, é a primeira vez que Dirceu tem a chance de se defender, algo que não foi lhe dado nunca nem pela Lava Jato e nem pela imprensa.

Sua defesa de si mesmo é um testemunho exuberante da pobreza miserável do jornalismo nacional — e do conhecimento limitado do juiz Sérgio Moro.

Paulo Nogueira
No DCM





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Janot ignora Cunha e diz que Procuradoria não aceita autoritarismo — assista

Rodrigo Janot e Eduardo Cunha na sessão do Supremo Tribunal Federal
Com um de seus discursos mais duros, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu a Operação Lava Jato e afirmou que a atuação do Ministério Público não compactua com o autoritarismo e nem com interesse velado.

O recado foi transmitido em discurso, nesta segunda (1º), na sessão que marcou a abertura do ano judiciário de 2016 no STF (Supremo Tribunal Federal), na presença dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ambos investigados na Lava Jato.

Janot se sentou ao lado de Cunha, e ambos quase não trocaram olhares. O cerimonial da Câmara, que acompanhava Cunha, tentou trocar o deputado de lugar antes do início da sessão, mas não teve sucesso devido às regras do tribunal.

O primeiro mal-estar ocorreu quando Janot, em seu discurso, ignorou o presidente da Câmara ao cumprimentar as autoridades presentes à sessão. O gesto foi comentado em todo o plenário, principalmente pelos advogados.



Em sua fala, Janot apresentou um balanço da Operação Lava Jato, maior investigação criminal do país, e defendeu da atuação do Ministério Público, que tem sido questionada por um grupo de advogados.

"Por natureza, não compactuamos ou tergiversamos com ilícito, autoritarismo ou interesse velado. Buscamos, simples e só, de forma clara e objetiva, a verdade dos fatos e não de factoides e seu enquadramento jurídico, sem cortinas de fumaça", disse o procurador.

"A atuação ministerial sempre se pautará pela impessoalidade, juridicidade, apartidarismo, tecnicismo e pela estrita observância dos direitos e garantias individuais em especial daqueles que chamados à Justiça devem responder a seus atos."

Segundo Janot, "enganam-se de forma propositada e interpretam de forma distorcida aqueles que questionam nosso cerne, da mesma forma que elementos podem conduzir oferecimento de denúncia igualmente levam-nos a requerer o arquivamento".

"A autonomia e imparcialidade da Justiça e do Ministério Público, opõe-se a qualquer tipo de autoritarismo de caráter político, ideológico e econômico, nosso compromisso é com estado democrático de direito", afirmou.

Janot ainda mandou um alerta: "Os poderes político, econômico e setores da sociedade civil hão de entender que o país entrou numa nova fase na qual os holofotes não serão desligados e estarão constantemente direcionados à observância estrita do ordenamento jurídico."

"É isso que a sociedade espera do MP o qual a Constituição adjetivou de público. O que é público é de todos, não é, e não pode ser de alguém. Ao MP brasileiro cumpre a percepção e tutela de bens e direitos conferidos a cada um dos cidadãos", concluiu.

Ao final do evento, Janot foi questionado sobre o motivo de ter pulado o deputado e respondeu que só cumprimentou presidentes de Poderes.

Investigado

Cunha é alvo de dois inquéritos, além de ter sido denunciado por receber suposta propina de US$ 5 milhões em contratos da Petrobras. Um pedido de afastamento dele do cargo foi enviado ao STF pela Procuradoria-Geral da República.

Após se negar a dar entrevista na saída do STF e em sua chegada à Câmara dos Deputados, depois da cerimônia, Eduardo Cunha respondeu sobre a situação ao deixar seu gabinete, à noite, mas não quis comentar.

"Eu estava representando a institucionalidade, a Casa. Estava lá e apenas cumpri o meu papel. Eu não vou interpretar palavras do discurso de quem quer que seja", afirmou.

Cunha também evitou falar sobre a recomendação que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) fez esta tarde para que ele deixe a Presidência da Câmara. "Minha contenda com a OAB é antiga. Todos conhecem. A polêmica é contra os métodos, é contra a Ordem. Não vou comentar. Eles não são poder, são conselho de classe", disse.

Também questionado sobre a cerimônia de abertura dos trabalhos do ano legislativo, que ocorre na terça (2), o presidente afirmou que vai improvisar em seu discurso. Negou, contudo, ter em mente fazer alguma menção ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff caso a petista decida comparecer ao evento.

"Não seria jamais deselegante, se ela vier, de fazer qualquer tipo de palavra que pudesse ser considerada agressão ou ofensa. Não faz parte da minha natureza, sou uma pessoa educada", disse.

Até o momento, o cerimonial do Senado confirma a presença do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, representando Dilma. Contudo, a petista ainda não bateu o martelo sobre sua presença.
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OAB vai pedir impeachment de Eduardo Cunha à Câmara e ao STF


O conselho federal da OAB decidiu nesta segunda (1º), em votação colegiada, pedir o impeachment do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

A entidade deverá oficiar o parlamento e também o STF (Supremo Tribunal Federal) defendendo que Cunha seja afastado da presidência do parlamento.

A OAB não defende, porém, o afastamento dele do mandato parlamentar, já que o peemedebista ainda tem direito de se defender das acusações que sofre.

Os advogados pretendem reforçar pedido apresentado recentemente à corte pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que em dezembro solicitou o afastamento cautelar do peemedebista da presidência da Câmara.

A saída de Cunha seria necessária, segundo Janot, para preservar as investigações contra o parlamentar.
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Cunha tem até dia 12 para se defender na Câmara

Início do ano legislativo marca contagem para defesa do peemedebista no Conselho de Ética, que só voltará a se reunir na semana posterior à do Carnaval. Aliados do deputado apostam em recursos para barrar cassação

Cunha tem até o dia 12 para apresentar sua defesa
Embora o ano legislativo comece nesta terça-feira (2), o Conselho de Ética da Câmara só retomará seus trabalhos na semana seguinte à do Carnaval, quando está prevista a primeira reunião do colegiado em 2016. O início das atividades no Congresso marca a contagem dos prazos do processo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de quebra de decoro parlamentar por ter prestado falso testemunho, em depoimento à CPI da Petrobras, ao negar que mantinha contas no exterior.

O peemedebista tem até o dia 12 para apresentar sua defesa. A partir daí, o relator do processo, Marcos Rogério (PDT-RO), inicia a fase de instrução probatória, em que testemunhas poderão ser convidadas a prestar esclarecimentos. Acusação e defesa podem indicar até oito pessoas para testemunhar sobre o processo.

No entanto, as atividades do colegiado encontram-se ameaçadas por três recursos: um de autoria da própria defesa de Eduardo Cunha, questionando a condução do processo no Conselho de Ética, e outros dois assinados pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS). Dos três recursos, dois tramitam na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ); já o terceiro pode ser analisado a qualquer momento pelo vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), aliado de Cunha.

Nos dois recursos de sua autoria, Marun pede a anulação da reunião do Conselho de Ética que aprovou o parecer pela admissibilidade da representação contra o presidente da Casa. Marun argumenta que o pedido de vistas feito pelo deputado Genecias Noronha (SD-CE) ao relatório apresentado por Marcos Rogério foi negado pelo presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA).

O relator do caso na CCJ, Elmar Nascimento (DEM-BA), já adiantou que seu parecer é pelo acolhimento do recurso. Ele argumenta que o pedido de vista feito por Marun é amparado pela Constituição Federal.

No entanto, a estratégia de atuar em duas frentes (na CCJ e na Mesa Diretora) se deve ao fato de que a comissão levará mais tempo para analisar o recurso, pois terá de passar por um novo processo de indicação de membros e eleição da Presidência. Até que o cenário esteja definido, o recurso fica estagnado e as atividades do Conselho de Ética continuam. “Enquanto a comissão não for constituída, vamos trabalhando para ver o que a CCJ vai decidir”, disse José Carlos Araújo ao Congresso em Foco. “Legalmente, não tem nada que o conselho tenha feito de errado”, acrescentou.

Carlos Marun discorda: “Vamos correr o risco de o trabalho [no Conselho de Ética] avançar e depois ter de voltar atrás”.

Questionado sobre o fato da análise do recurso remetido à Mesa Diretora cair justo nas mãos de um conhecido aliado de Cunha, Marun se esquiva e defende a isenção de sua iniciativa. “Acredito que tanto o Conselho de Ética quanto o Waldir Maranhão ou qualquer outra pessoa que analise esse pedido de forma imparcial vai dar provimento ao recurso porque é óbvio o direito do parlamentar pedir vistas. O recurso é pertinente, não é porque o Maranhão é amigo ou inimigo, ele é um recurso razoável que tem razão de ser”, declarou.

De acordo com a Secretaria-Geral da Mesa Diretora, não cabe recurso à decisão de Waldir Maranhão. O vice-diretor já atuou favoravelmente a Cunha no processo que ameaça seu mandato, quando decidiu destituir o primeiro relator escolhido para o caso, o deputado Fausto Pinato (PRB-SP).

Luma Poletti
No Congresso em Foco
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Cortella: Lula é o prêmio especial


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“Ataque ao Lula é para esconder Cunha”, afirma Laurindo Lalo Leal

Guiada pelos interesses de preservar a elite conservadora e ataque contra os governos populares, a grande mídia brasileira usa a tese de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Adolf Hitler na Alemanha nazista, e repete mentiras milhares de vezes para tentar transformá-las em verdade, como faz no caso do ex-presidente Lula.

Mesmo sem apresentar uma prova de indício de ilegalidade, a imprensa faz extensas reportagens para insinuar que a compra, com nota fiscal, de uma canoa de lata de R$ 4,1 mil feita pela ex-primeira-dama Marisa Letícia como presente ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um delito. Que a visita a um imóvel, no Guarujá, que adquiriu por meio de cota, declararam no Imposto de Renda e também ao TSE, mas que desistiram da opção de compra também é um ato ilícito, é crime.

“Não há prova nenhuma. Mas pior do que isso é a seletividade desse tipo de jornalismo. Temos casos escabrosos como o caso do helicóptero com cocaína, o caso de desvio de verbas da merenda escolar aqui em São Paulo, por exemplo. Fatos muito mais graves e de fácil constatação, que não entram na pauta desses jornais”, enfatizou o sociólogo, jornalista e professor da ECA-USP Laurindo Lalo Leal Filho, em entrevista ao Portal Vermelho.

O professor afirma que neste caso específico de Lula, a mídia busca “pinçar possíveis elementos”, descontextualizando-os dos fatos reais, para tentar criminalizar o ex-presidente e o governo da presidenta Dilma.

Desmontada a farsa

“Até agora tudo que se mostrou foram matérias muito fracas, frágeis e facilmente desmontadas como foi feito pelo próprio presidente Lula. Hoje temos um jornalismo muito pobre que tem como objetivo único a busca de elementos que reforcem a sua atuação político-partidária”, salientou ele, referindo-se à nota divulgada pelo Instituto Lula que, de forma detalhada, revela documentos e fatos desmascarando a farsa do apartamento no Guarujá.

“Vale notar que Eduardo Cunha [presidente da Câmara dos Deputados] está desaparecendo dos noticiários. O que enfraqueceu muito a bandeira do impeachment foi o fato de Cunha ser o líder do processo e ter sido apresentado como um dos maiores corruptos desses país, fato esse que a imprensa não pode esconder”, lembrou. E completa: “Me parece que com esse ataque ao Lula está se escondendo o Cunha”.

Entre as acusações que pesam contra Cunha está a de ter recebido US$ 5 milhões em propina, em um contrato da Petrobras com a empresa coreana Samsung Heavy Industries, para o fornecimento de navios-sondas. A denúncia com comprovantes entregues pelos bancos suíços foi encaminhada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF, onde está sob a relatoria do ministro Teori Zavascki.

Golpismo histórico da mídia

Lalo afirma que o comportamento da mídia em relação aos governos populares no Brasil é historicamente de oposição. “Isso não é recente”, disse ele, ressaltando que, no momento em que o avanço das forças populares se torna mais agudo, “a mídia reage e passa a atuar de uma forma mais agressiva, como acontece hoje”.

“Há uma combinação de avanço das forças populares, a partir do governo Lula e de uma situação política e econômica mais aguda a partir do segundo mandato da presidenta Dilma em que a mídia cresce nesse seu papel oposicionista”, salienta o professor.

A diferença, segundo ele, consiste no fato de em outros momentos da história do país, agora não existe na mídia nenhuma força maior de sustentação dos governos populares.

“No governo Vargas tinha o jornal Última Hora, que de alguma forma dava algum tipo de respaldo ao contraditório. Hoje não há. Temos três jornalões e uma rede de televisão que pauta todo o noticiário que repercute nos demais meios de comunicação no Brasil de forma praticamente homogênea”, enfatiza. “A mídia se coloca praticamente como porta-voz de um partido político de oposição”, acrescenta.

Relação promíscua com MP e PF

Laurindo Lalo Leal afirma ainda que diante da crescente desestruturação das empresas de comunicação houve uma forte redução dos investimentos de conteúdo jornalístico e, por consequência, uma queda na qualidade da informação.

“Essa mídia passou a trabalhar apenas na superficialidade, sem investimentos em reportagens mais aprofundadas – já que aprofundar também não interessa, pois se tivessem que fazer isso teriam que fazer também com aqueles que eles apoiam. A mídia passou a trabalhar somente nas relações com Ministério Público, com o Judiciário, com a Polícia Federal, por não haver necessidade de se investir na reportagem, apenas reproduz o que é passado pelos contatos que tem com esses órgãos numa relação bastante promíscua”, destaca.

E completa: “É um problema sério para ela própria na medida em que vai deteriorando a sua respeitabilidade e credibilidade junto ao público porque ela passa a ser cada vez mais dependente desses órgãos. Acho até que setores da sociedade chegam a desconfiar desse tipo de informação cada vez mais dependente dessas instituições”.

O professor ressalta também que a tentativa e macular a imagem de uma liderança política com a corrupção vem desde o governo de Getúlio Vargas e nas ações da UDN. “Esse mote continua forte e é estimulado pela mídia. Não descarto a possibilidade de que hoje essa campanha que agora atinge o ex-presidente Lula cresça e coloque mais gente na rua”, frisa Lalo, apontando que essa campanha tem como objetivo insuflar os atos de direita conservadora.

Laurindo Lalo Leal conclui afirmando que esse “tribunal” da mídia, que denuncia, julga e condena, é presença constante nos chamados programas policiais. “Esse tribunal da mídia é naturalizado no Brasil para as camadas populares e, nos últimos anos, passou a atingir classes médias e políticos, para o bem e para o mal. Ela consegue apontar casos de corrupção que são reais, não podemos negar. Mas se aproveita disso para fazer o uso político contra seus adversários políticos”, destacou.

Essa atuação, afirma Lalo, “é um risco para a democracia”. “Do ponto de vista econômico, a crise existe, mas não nas proporções que a mídia bombardeia. Quando há dados positivos da economia ela afirma que ‘apesar da crise’ alguma coisa de bom aconteceu. Mas a palavra ‘crise’ está presente em todos os momentos de forma exacerbada, o que faz com que os agentes econômicos se encolham, aprofundando a crise. Do ponto de vista político, acontece a mesma coisa. Ao colocar todos os agentes políticos no mesmo cerco da corrupção, da busca pelos interesses privados e abandono do interesse público, vai cada vez mais fazendo com que a população desacredite da política, o que é um dos maiores inimigos da democracia”, finaliza.

Dayane Santos
No Vermelho
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Argentinos fazem homenagem a Macri em estádio de futebol


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Militando o ajuste – as insólitas manchetes da grande mídia Macrista


Acabo de receber um release da Confederação Argentina da Média Empresa. O 1º mês do ano com Mauricio Macri no poder registrou uma queda de 2,3% no consumo varejista argentino na comparação com janeiro de 2015. Então é oficial. A desvalorização do peso, junto com outras medidas de Macri, encareceram o custo de vida dos argentinos e reduziram o poder de compra dos salários neste 1º mês de 2016.

E a mídia, sempre tão atenta, crítica e independente? De que forma vem retratando esta nova realidade social da Argentina? Para quem ainda acreditava nos jornalões, o arrocho da Era Macri está servindo pelo menos para arrancar as máscaras. Através da hashtag #militandoelajuste (Militando o ajuste), usuários das redes sociais vão se indignando com a nova (e otimista) linha editorial da mídia “independente” argentina. Vejamos alguns exemplos de manchetes que buscam convencer as pessoa de que com menos também é possível ser feliz:
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O turismo virtual nao para de somar milhas

Férias em acampamentos, um clássico que tem seu primeiro campeao

Morar em conjugados de menos de 30m², uma tendência que cresce
É verdade. Nossa experiência com Mauricio Macri está dando suas primeiras lições quando o assunto é o comportamento da mídia. Se apoiam um governo, não interessa se ele promove arrocho e está se lixando para o poder de compra das pessoas. A estratégia será sempre se esforçar para convencer de que uma vida mais austera também pode fazer você feliz.

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Daniel Oiticica
No Blue Bus
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Declarações finais de José Dirceu na Lava-Jato


Declarações finais do depoimento de José Dirceu na Lava-Jato que foram cortadas do 'vazamento' para Fauto Macedo do Estadão.

Confira aqui o final que foi cortado.


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