20 de jan de 2016

Uma aula “preciso desenhar?” de um Nobel para economistas e jornalistas


Poucas leituras sobre a situação da economia brasileira e sobre a crise mundial são tão claras e límpidas quanto a da entrevista – apesar do entrevistador “teimar” com o discurso “mercadista” — do Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz ao Estadão. O Nassif a publica, e lá pode ser lida na íntegra.

O que diz ele, tentando resumir ainda mais o que está resumido e claro em suas declarações:

A crise brasileira é feita da derrubada vertiginosa do preço das commodities (minério de ferro e soja, especialmente) e do ambiente político criado pela Lava Jato.

Nossa inflação é de custos, não de demanda e, neste caso, juros altos não são solução, mas problema.

” Nesse caso, a forma pela qual a alta dos juros reduz a inflação é matando a economia. Se você conseguir desemprego o suficiente, os salários são deprimidos, e você segura a inflação. Mas isso é matar a economia.

A crise mundial, diz Stiglitz, tem quatro fundamentos:

1) a desigualdade, que restringe consumo, porque um pequeno grupo, por mais consumista que possa ser, não iguala em volume a massa de excluídos que não consomem ou cortam seu consumo;

2) As duas maiores economias do mundo, EUA e China, estão mudando de modelo. O primeiro, sai da indústria para os serviços; a segunda, da exportação para o mercado interno. Metamorfoses levam tempo e reduzem o metabolismo;

3) As políticas econômicas de austeridade fiscal levaram o terceiro bloco econômico, depois dos dois acima, a Zona do Euro, a uma situação de “bagunça” econômica, que deixou a Europa estagnada e lá, como nos EUA, os cortes orçamentários se refletiram na não-recuperação do emprego, especialmente do setor público;

4) A queda nos preços das commodities e de determinados produtos, como o aço, não extingue seus resultados entre vendedor e comprador. Reduz gastos, reduz ganhos mas isso também reduz a circulação da riqueza no comércio e, claro, a riqueza vai — cada vez mais — para o setor financeiro.

Leia o texto, é uma oportunidade espetacular de ver que economistas de verdade não são os que falam empolado, nem jornalistas que repetem as bobagens do mercado para que você não entenda o mundo.

PS. Antes que alguém diga, é obvio que Stiglitz faz uma redução didática do tema. É uma entrevista, e para um jornal de grande circulação, não um tratado ou uma tese acadêmica.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Pesquisa IRBEM – o copo meio vazio do mau humor paulistano

Em 2015, o paulistano refugiou-se em valores imateriais: amor, religião, família e comunidade. Está mais atento à desigualdade social e nunca desconfiou tanto de seus governantes.


Quedas drásticas nas condições de vida de uma população ocorrem em função de causas igualmente drásticas, catástrofes naturais ou guerras, por exemplo. E epidemias, essa, nos países mais pobres. Quando se compara indicadores dos anos de 2014 em relação aos mesmos indicadores de 2015, a percepção que temos é de que alguma dessas coisas aconteceu no Brasil.

Que 2015 foi um ano perdido na economia já sabíamos “Brasil, feliz ano velho”.

Agora, a pesquisa IRBEM 2016 do IBOPE para a organização Rede Nossa São Paulo, tomando como base a população da cidade de São Paulo, a mais rica do Brasil, mostra que 2015 foi também um ano de ruptura em relação ao moral da população.

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Não que o paulistano seja um entusiasta da sua cidade, ao contrário, guarda com ela uma relação de amor e ódio.

Desde 2009, quando a pesquisa adotou a atual metodologia, um índice de 13% da população sistematicamente considera que a qualidade de vida piorou em relação ao ano anterior. Porém, entre 2014 e 2015, esse índice salta para 36%. Quase triplica de um ano para o outro — na verdade aumenta em 279%.

Hoje, 68% da população deixaria a cidade se pudesse. Historicamente, segundo a pesquisa, esse índice jamais foi baixo — 56% até 2014. Mas, de 2014 para 2015, há um salto de 12 pontos percentuais.

Qual a explicação para isso? Em 2015, a cidade foi varrida por uma tragédia?

Não, não houve uma tragédia.

O índice geral de satisfação do paulistano em 2015 ficou em 5,5, considerando-se uma escala de 1 a 10. Poderíamos dizer que é a tal história do copo meio cheio e meio vazio.

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Agora, quando se considera o índice de satisfação por região da cidade, a ruptura em 2015 não só se reforça, mas também apresenta dados bastante interessantes.

Para essa comparação vai-se usar o índice médio por região que acaba sendo diferente — menor — do que índice geral.

De modo geral, a satisfação havia aumentado em 2014, atingindo um índice médio por região de 5,2 pontos. Havia sido de 4,9 em 2013.

Interessante, o maior índice de satisfação era na zona oeste — 5,6 em 10, contra 4,6 em 2013. Para quem não é de são Paulo, são os ricos.

E o pior índice na zona sul 2 — 4,7 em 10, contra 5,1 em 2013 —  são os pobres.

Mas as zonas sul 1 e leste 1 também melhoram os seus índices de satisfação em 2014 em relação a 2013 — são os classes-médias.

A vida estava melhorando. Pelos menos para os mais ricos e para a classe-média.

Mas, em 2015, os ricos e classes-médias começaram a bater panelas. E o índice despencou para 4,7 em 2015. Todos passaram a se sentir piores — ricos, pobres e remediados.

Que estamos zangados e desiludidos, já sabíamos. Mas por quê?

Vejamos.

Os aspectos que puxaram a média para cima foram:
  • Relações humanas — relacionamento com a família, amigos, comunidade e amoroso.
  • Religião e espiritualidade — coerência de vida com os princípios religiosos.
  • Tecnologia da informação — acesso à internet.
O índice médio de satisfação com esses aspectos, em 2015, foi de 6,7 em 10. Em 2014 tinha sido de 6,6.

O paulistano, descrito como tão frio e impessoal refugia-se nos valores imateriais e corre para o Facebook.

Os aspectos que puxaram a média para baixo foram:
  • Desigualdade social — distribuição de renda e acesso à moradia.
  • Transparência e participação política — a participação propriamente dita, mas principalmente, questões relacionadas à honestidade dos governantes.
O índice médio de satisfação nesses aspectos foi de 2,6 em 10. Em 2014, o índice médio para esses mesmos aspectos era de 3,1. Uma queda de 16%.

No que diz respeito especificamente a aspectos relacionados à honestidade dos governantes, o índice em 2014 era o mais alto da série histórica, tinha atingido uma média de 2,8 pontos em 10. Em 2015, recuou para 2,3 pontos, em uma queda de 18%.

Ou seja, se o paulistano já desconfiava dos seus governantes, agora confia ainda menos.

Não nos enganemos, em 2015, as forças da direita usaram a criminalização da política como arma nas suas ações de insubordinação aos resultados eleitorais e  golpismo, os paulistanos não sairiam ilesos.

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PS1: que o índice de satisfação com Dilma despencaria era já esperado. Ela foi o alvo do golpismo de direita. Interessante é notar que, mesmo blindado, Alckmin acabou com um índice pior que Haddad. Haddad que também apanhou um bocado em 2015.


PS2: esta Oficina apoia o Movimento Golpe Nunca Mais.

Sérgio Saraiva
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Lula dá entrevista aos blogueiros - assista

Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um café da manhã com blogueiros na manhã desta quarta-feira (20), em São Paulo, na sede de seu Instituto. Ao longo de cerca de três horas, Lula falou sobre combate à corrupção, a situação econômica do país e suas sugestões para superar a crise, o momento político da presidenta Dilma e do PT, entre outros temas.

Participaram do encontro, que foi transmitido ao vivo pela internet, Altamiro Borges (Blog do Miro), Breno Altman (do Opera Mundi), Conceição Lemes (Viomundo), Conceição Oliveira (Maria Frô), Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania), Gisele Federicce Francisco (Brasil 247), Joaquim Palhares (Agência Carta Maior), Kiko Nogueira (Diário do Centro do Mundo), Laura Capriglione (Jornalistas Livres), Miguel do Rosário (O Cafezinho), Renato Rovai (Revista Fórum).

Confira, abaixo, alguns trechos da fala de Lula durante a coletiva.

Acusações e combate à corrupção

“Existe uma tese de que há uma quadrilha que foi montada [nos governos petistas] para roubar a Petrobras. É uma tese. Mas é engraçado que todos os funcionários envolvidos, são funcionários de carreira com mais de 30 anos de casa. Quando eles foram nomeados, não houve denúncia de nenhum trabalhador. Não houve denúncia de nenhum diretor.

Algum dia o Brasil vai reconhecer que esse processo de combate à corrupção só existe porque criamos as condições para isso. A Dilma será reconhecida e enaltecida neste país pelo que ela criou de condições para permitir que neste país todos saibam que tem de andar na linha, e se não andar na linha será punido, do mais humilde ao brasileiro de mais alto escalão.

Não tem neste país uma viva alma mais honesta do que eu, nem delegado, nem promotor do Ministério Público, nem empresário, nem na Igreja. Pode ter igual, isso sim. Aprendi com uma senhora analfabeta, que me disse: ‘meu filho, se você for honesto, poderá andar de cabeça erguida’.



Impera a tese de que não importa o que vão dizer os juízes, porque mesmo que a justiça absolva, o sujeito já está condenado pela imprensa. Quem é culpado tem de ser preso, mas, para isso, precisa ser julgado. Está na hora da sociedade brasileira acordar e exigir mais democracia, mais respeito pelos direitos humanos e mais fortalecimento das instituições.”

A perseguição ao PT e a Dilma

“Buscamos o objetivo de não permitir que ninguém neste país destrua o projeto de inclusão social que começamos a fazer a partir de janeiro de 2003. O que incomoda é isso. Pode dizer que não, mas desde o tempo do Império Romano a elite não gostava quem se aproximava do povo. Mas ninguém vai destruir este projeto. O povo aprendeu a conquistar coisas, aprendeu que pobre pode fazer universidade, que pode comer carne, que pode viajar de avião, e que pobre não nasceu pobre, ficou pobre por conta do sistema econômico deste país. Isso está em jogo, e os democratas não podem se conformar com essa tentativa de golpe explícito que tenta aplicar falando em impeachment da Dilma.

A democracia é séria, não se brinca com a democracia. Eles tentam destruir a democracia negando a política. Por isso eu vou fazer mais política, vou participar ativamente do processo eleitoral. Tem gente que acha que o PT acabou, e vocês vão ver. Eu acho que o Haddad vai ser reeleito em São Paulo, só pra falar a maior cidade."

Processos contra caluniadores

“Eu comecei a processar, diferente do que eu fazia antes, porque diziam que não adiantava nada. Aí fui a uma audiência, onde processamos jornalistas do Globo… e comecei a processar porque o dono do jornal se livra botando a culpa no jornalista, então comecei a processar para ver se retomamos a dignidade profissional da categoria.

Nesse processo que fui, no Rio de Janeiro, quando o juiz fazia uma pergunta, o cara falava: “tem a fonte, não posso falar”. E eu pergunto: venho aqui, fico nu diante da Justiça, e vem um cidadão que diz: “olha, não posso falar, é segredo de fonte”. Assim é desproporcional. Não dá para ser assim.

A desfaçatez é tamanha… O que se faz com o meu filho Fabio é uma violência. Ontem mesmo fiquei sabendo de um lutador dessa luta que eu não gosto falando que meu filho tem um iate de 80 pés em Angra… como um cidadão tem a desfaçatez de mentir?

A gente começou a abrir processo agora, porque não interessava. Mas acho que tem que processar. Quando cheguei ao governo, a Fenaj apresentou um projeto para criar um tipo de OAB dos jornalistas. E o pessoal analisou, deu entrada, e quando chegou ao Congresso Nacional, foi um cacete que nem a Fenaj defendeu. Os jornalistas atacaram, reclamaram, e eu pensei: se nem o jornalista quer, tiramos o projeto.

Antigamente os jornais tinham dono, e você falava com o dono e tentava resolover alguma coisa. Hoje você tem executivo preposto. Não resolve mais nada.

A politização chegou a tal ordem… e eu admito a politização. Que eles peçam o voto que quiserem nos editoriais. O que não admito é mentira na informação. Daqui pra frente vou processar. Tem muitos, e vai ter cada vez mais. Eu não gostaria que fosse assim.

Há um abuso, uma falta de respeito com a Dilma. Achei que ela seria mais bem tratada por ser mulher, mas não tem isso. É uma coisa de pele. Se você não tem a minha pele, não te aceito no meu clube.

As pessoas podem não gostar do PT, sem problemas, mas se elas não reconhecerem o que seria este país sem o PT… Um homem sério ou uma mulher séria não pode admitir a execração das pessoas.”

Campanha em 2014 e ajuste fiscal em 2015

“O cidadão não pode gastar mais do que ganha. Se você quer ter uma capacidade de endividamento, tem que ser uma que dá para pagar. Acho que todos nós fazemos assim. Agora, a verdade é que a Dilma, no primeiro mandato, teve um mandato muito exitoso. Os problemas começaram quando a Dilma preocupada em prevenir a redução do crescimento, e ela não queria de jeito nenhum reduzir os programas sociais, ela fez um forte subsídio. E uma forte política de isenções que chegou a quase R$ 500 bilhões nos últimos anos.

Quando você faz subsídios e a economia não consegue se recuperar, você começa a arrecadar menos. E aí precisa fazer um corte. E para isso, precisa escolher o que é prioritário para a sociedade, no caso, a geração de emprego, o investimento nas universidades.

Ora, houve um equívoco político já reconhecido pela presidenta. Foi a gente ganhar as eleições com um discurso, com apoio do povo da PUC e da Zona Leste, de artistas, de gente que acreditou e foi para a rua defender um projeto de inclusão social, acreditando que é possível fazer um processo mais forte de democratização da mídia brasileira, de diversificação da cultura. Foi para isso que as pessoas foram para as ruas.

E a Dilma dizia que ajuste era coisa de tucano, não coisa dela, mas depois foi obrigada a fazer. E como estava num processo de diálogo com o movimento sindical e só anunciou em dezembro… criou um mal estar. Ela sabe disso. Agora, o que nós estamos vendo: se em algum momento se acreditou que fazendo discurso para o mercado a gente ia melhorar, o que a gente percebeu é que não conseguimos ganhar uma pessoa do mercado. Nem o Levy, que era representante do mercado no ministério da fazenda, não virou governo. Não ganhamos ninguém e perdemos a nossa gente. Então o desafio da Dilma, agora, e eu peço a Deus que a ilumine muito, o ministro Nelson Barbosa e todo o governo, é que em algum momento neste mês vão precisar anunciar alguma coisa para a sociedade brasileira. Então o Levy saiu, e o que vai mudar?

Uma forma de aumentar a capacidade de arrecadação do estado brasileiro é aumentar imposto, e está difícil no Congresso. A outra, é o crescimento econômico. A Dilma tem de ter como obsessão a retomada do crescimento e do emprego. Não é fácil, mas é a tarefa política.

Você precisa escolher o que fazer, com investimento público. Se o governo não está pondo dinheiro, porque o empresário vai por? O governo precisa tomar a iniciativa. Precisamos de uma forte política de financiamento, temos muitas obras inconclusas que precisam ser terminadas. A Dilma lançou o PIL, que é um programa de investimento em logística. E tem muita coisa por fazer.

Não existe nada mais edificante para um ser humano do que ser capaz de prover seu próprio sustento. O jovem está ansioso para trabalhar. O emprego precisa ser uma obsessão para nós.”

Recuperação da economia

“Nós estamos arrecadando pouco, e portanto não temos capacidade de investimento para induzir. Você não está fazendo as concessões de portos e aeroportos, e é importante fazer. O que a gente percebe é que tá faltando crédito, financiamento. Penso que apresidenta e o Barbosa precisam pensar, não sei pra quando, uma forte política de crédito para investimento e para consumo.

Em 2008, na época da crise, colocamos R$ 100 bilhões do Tesouro para financiar o desenvolvimento. Na primeira levada que colocamos, os bancos privados não criaram crédito a partir dos títulos do tesouro. Então fomos com os bancos públicos, compramos o Banco Votorantim para financiar carro, o Bradesco tinha parado de financiar motocicleta e nós fizemos o financiamento para motocicleta nos bancos públicos.

Nós temos 14 milhões de micro empresas e MEI, e que precisamos financiar, financiar a cadeia produtiva, por exemplo. Isso tem de ser feito com mais rapidez. Tem de ter uma política de financiamento de infraestrutura com mais rapidez, e o consumo. Se não tem consumo, ninguém investe. Poderia se tentar ver como está o crédito consignado e fazer uma forte política de crédito consignado, acertado com o movimento sindical e os empresários.

Se a gente fizer tudo isso, a gente faz a roda da economia girar. Aí o governo vai arrecadar mais, e ter mais capacidade de investimento.

O pessoal fala muito de dívida pública no Brasil… Depois de 2007, a dívida pública norte-americana foi de 74% para 105%; o Obama endividou o país, mas para fazer a economia girar. Você cria um ativo que vai dar retorno e vai te ajudar a arrecadar mais. Agora falam da nossa dívida, ela cresceu porque o PIB caiu. Se o PIB crescer, ela cai.

Então o jeito da gente consertar a economia, na minha opinião, é fazer a economia crescer. A Grécia começou com uma crise que 30 bilhões resolviam, mas depois de 10 anos de discussão, chegou a uma situação que 200 bilhões não resolviam.

Infraestrutura é central, não apenas ferrovias, mas muitas coisas que você precisa investir. Eu se fosse a Dilma, fazia como os russos: chamava a China e pactuava um grande projeto de investimentos e dava como garantia o petróleo. Eles precisam e nós temos. Uma crise cria a oportunidade que você faça tudo que não dá para fazer na normalidade”.

A turma do 'quanto pior, melhor'

“O povo brasileiro precisa repudiar, veementemente, todas as pessoas que trabalham para atrapalhar o desempenho do Brasil. Quando alguém trabalha para impedir que o que o governo faz não dê certo, quem sofre na pele é o povo mais necessitado deste país. Quando as pessoas tiraram a CPMF achando que iam me prejudicar, eu não fui prejudicado. Mas o povo brasileiro foi. Quem precisa da saúde pública é o povo mais humilde.

Então quando as pessoas tentam prejudicar a Dilma, estão retardando o avanço social do povo brasileiro. Teve até um que disse outro dia que ia tirar R$ 10 bilhões do Bolsa Família.

A Dilma precisa conversar mais com a sociedade, organizar os partidos, assumir compromissos de seus aliados, porque… política é assim. Se tem uma coisa que o Congresso Nacional adora, e qualquer parlamento do mundo, é presidente fraco. Quando ele forte, o presidente faz muita coisa e eles não podem contestar. Veja o papel do Eduardo Cunha. Ele se presta a criar uma pauta bomba todo dia, sem se importar se tem algo pra votar que tenha importância para o país; não de importância para a Dilma, mas para o país.

Mas precisa, pelo amor de Deus, com a base aliada, pactuar que a minoria não paralise este país. O governo foi eleito para governar, e não pode permitir que a minoria, que a pauta negativa, paralise o país. O Jaques Wagner tem muita expertise política e vai trabalhar, com o Berzoini, para que a gente aprove o que for necessário para que a economia volte a crescer.”

A volta por cima do PT

“O PT errou, cometeu práticas que condenávamos. E o PT não nasceu para ser igual aos outros, nasceu para mudar a lógica dos partidos tradicionais. Mas uma coisa é o PT quando a gente dizia: “sua vez, sua voz”, o PT que fazia campanha vendendo macacão, estrela, bandeira… na medida que a família começa a crescer e o partido entra nas instituições e na briga institucional, o partido mudou. Lembro de um tempo que a gente sentava aqui na direção nacional e fechava política de alianças nacional. Mas aí o partido vai crescendo e começa aliança ora com um, ora com outro, aí precisa de dinheiro pra campanha, as campanhas de TV ficam cada vez mais caras, parecendo filme de Hollywood e, de repente, o PT ficou parecido a todos os outros. E isso levou a posturas equivocadas.

Agora, você conhece algum deputado deste país que vendeu seu patrimônio para ser deputado? O que acho grave é que todos os partidos pegaram dinheiro das mesmas fontes. Os empresários são os mesmos para todos os partidos, e só com o PT é crime? Por isso, sou favorável ao financiamento público de campanha.

As pessoas falam do PT e não conhecem o PT. Em 1989, eu tava pra desistir de ser candidato. Eu estava chegando a Balbina, no Amazonas, quando o Kotscho me trouxe um Estadão com o Ibope: “Lula cai de 3% para 2,75%”. E eu pensei em desistir, porque senão ia terminar a eleição devendo pro Ibope. Mas quando chego lá em Balbina, encontro 100 pessoas, crianças, famílias, com bandeirinha do PT esperando para nos ouvir. As pessoas pegavam dois dias de canoa, trazendo frango e farinha pra comer e vender, só pra ver o PT, então eu não podia desistir. Eu não tenho o direito de desistir. Esse partido é muito grande, não pode ser abandonado porque uma pessoa cometeu um erro.

Não é questão de voltar às origens, porque não podemos voltar a ser quem fomos. Mas voltar a ter os mesmos compromissos e práticas daquela época. Os erros não devem servir para execrar o PT, mas para nos ajudar a consertá-lo. Pode ficar certo: o PT vai ressurgir como fênix. Vai ressurgir das cinzas muito mais forte. Fecha os olhos trinta segundos e imagine o que este país seria sem o PT, o que seria a política deste país sem o PT. Eu não vou deixar, eu vou motivar nossos companheiros. Então, uni-vos petistas! Em torno da causa nobre da democracia e da inclusão social!”

Movimentos sociais são críticos demais?

“Eu nasci na política no movimento social. O legado que eu consegui construir neste país se deve muito à participação do movimento social, nos bons e nos maus momentos. Porque o movimento social tem uma característica: eles pedem menos que qualquer adversário e ajudam muito mais que qualquer adversário atendido. Sinto muito orgulho de ter estabelecido a melhor relação entre Estado e sociedade e movimento social neste país.

Às vezes, enche o saco, a gente não gosta… mas Deus há de fazer com que esse movimento continue cobrando do governo. Se o movimento não cobra do governo, o governo acha que tá tudo certinho. Eu prefiro o movimento cobrando e reivindicando que movimento social passivo. Eu tenho o mais profundo respeito e acho que a Dilma tem o mais profundo respeito. Com a diferença que eu vim dele, seja no sindicato, seja na igreja progressista, eu venho deles.”

Quem está mais à esquerda: Lula ou Dilma?

“A Dilma é muito mais à esquerda que eu. Ela tem uma formação ideológica mais consolidada. Eu sou um liberal… Veja, eu, na verdade, o que eu acho, eu sou um cidadão muito pragmático e muito realista entre aquilo que eu sonho e aquilo que é a política real.

Se um partido ganhasse as eleições sozinho, elegesse todo mundo, ia ser uma desgraça. Ia ter corrupção pra caramba. O ideal é ter as maiorias, mas não tendo forças, não tendo aliados de esquerda, você faz uma composição. E você faz com quem quer te apoiar. O PT negou muitos apoios. Quando fui presidente da República, eu tinha consciência de que eu era um estranho no ninho. Aquilo não foi feito para um operário chegar lá. O Congresso não tinha nem banheiro feminino.

Eu hoje acho que sou mais à esquerda do que eu era. Eu tenho lido mais, eu tenho visto que mesmo fazendo o que nós fizemos por este país, ganhando o dinheiro que ganharam em nosso governo, eles ainda não nos aceitam. Há um preconceito, que não sei se é de classe, mas é visível. E eu tento tratar isso democraticamente.

Os de cima não aceitam sequer um novo rico; se não for do meio deles, tá fora. Então te confesso que eu tenho uma coisa na minha vida que é minha coerência política. Um discurso de 1989 e um de 2009, tem coerência. O Lula nunca mudou de lado. Eu sei de onde eu vim. Fui presidente da República e voltei para o mesmo lugarzinho.”

Lei Antiterrorismo

“Eu sou contra a lei antiterrorismo. É uma loucura a gente fazer uma lei por conta dos black blocs. Este país não tem tradição de terrorismo. Nós fizemos os jogos Pan Americanos e não aconteceu absolutamente nada. Vamos fazer as olimpíadas e com o sistema de segurança que está sendo feito, não vai acontecer nada. Vamos envolver o povo brasileiro, com a quantidade de pessoas por aí que querem ser voluntárias. Não vamos trazer para cá um problema da França, americano ou do Oriente Médio. Somos outra nação.”

No Instituto Lula
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Guy Butavia, um israelense incansável na defesa dos Direitos Humanos do povo palestino, preso por Israel

Foto: Karl Rossmann.
Guy foi preso ontem por Forças de Ocupação sionistas com a falsa acusação de conspiração para assassinar (não se sabe muito porque o caso está censurado pela autoridade militar israelense). A crônica que apresentamos se inclui no livro com a minha experiência na Palestina, que será publicado nos próximos meses.

Esta detenção faz parte de um plano orquestrado para infiltrar agentes de inteligência e destruir o trabalho dos grupos e ONG de Direitos Humanos de israelenses antissionistas e não sionistas (se isso for possível). O governo israelense aprovou recentemente um projeto contra as ONGs de D. H., que trabalham junto com o povo palestino.

O governo israelense está destinando muitos recursos para esmagar as iniciativas locais e o BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) em nível local e mundial. “Por primeira vez Israel está pagando um preço pela ocupação da Palestina”

As prisões também têm a ver com a limpeza étnica que se pretende fazer em mais uma aldeia palestina, nesse caso é a aldeia de Súsia, uma aldeia palestina ao sul de Hebron em perigo de extinção.

Crônica XVIII

6.00 da manhã. Já? Pulei do colchão e fui trocar de roupa. Como tinha dormido no salão, nem sequer tirei o pijama da mochila. Ninguém tinha acordado ainda, mas a televisão continuava acessa no quarto do casal. Sabia que não ia conseguir tomar café e comprei bolachas e água numa das tantas vendas onde tínhamos estado junto com Rim.

Nesse sábado iria às Colinas do Sul de Hebron, uma das áreas mais empobrecidas de toda a Cisjordânia. Uma agrupação chamada Ta’ayush (convivência en árabe) organiza diversas atividades desde o ano 2000. E os internacionais podem se inscrever ligando para um número de celular com uma menina chamada María. De acordo com a sua página web, “Ta’ayush” é uma organização de base, composta por árabes e judeus que trabalham juntos para derrubar os muros do racismo e segregação através de uma colaboração autêntica entre árabes e judeus. Juntos lutam por um futuro de igualdade, justiça e paz por meio de ações cotidianas concretas não violentas para acabar com a ocupação israelense dos territórios palestinos e alcançar a igualdade social para todos”.[1]

Quando tive a ideia de Los Otros Judíos, minha intenção era mostrar que existia gente de origen judaica que ia contra a corrente majoritária, que apoia as políticas genocidas do Estado de Israel. Procurando e procurando, cheguei a um dos integrantes de Ta’ayush, de nome Guy (se pronuncia Gay), um israelense que dedica todos os dias da semana, as vinte e quatro horas e todos os segundos de sua vida à luta pela defesa dos direitos humanos contra a ocupação sionista. Numa das nossas inumeráveis conversas, me contou que cresceu numa típica família israelense proveniente da Europa do Leste. Seu pai era construtor e desde criança teve contato com “árabes”. Um bom dia, tomou a decisão de indagar e se questionar sobre o peso de um conflito causado por outros, mas do qual se sentia responsável. Perceber que tinham mentido para ele durante toda a sua vida foi um processo muito doído. (Todos passamos pelo mesmo.) E a sua conclusão foi que não seria cúmplice da opressão sionista, motivo pelo qual  se transformou em objetor de consciência e se recusou a cumprir com o serviço militar. Conseguiu suportar todas as humilhações que isso significa na sociedad israelense, começando pela ira de sua família e amigos.

Ainda assim, continuou a se preservar, mas sua vida de privilegiado mudou radicalmente quando foi a uma manifestação no cada vez mais “judaizado” bairro palestino de Sheik Jarrah, Jerusalém ocupada. Assim conheceu o pessoal de Ta’ayush e de aí pra frente a sua escolha se solidificou ao ponto de se distanciar de quase toda a sua família (acho que conheço…), de não ter uma situação econômica tranquila como antes, sofrer todo tipo de assédio e pressões. Seu trabalho, junto com seus colegas, é, entre outras coisas, acompanhar os pastores palestinos das Colinas do Sul de Hebrón para que consigam levar seus rebanhos para se alimentarem nas suas terras (que absurdo, os colonizadores não deixam entrar às propriedades palestinas a seus legítimos donos, campos que estes colonos pretendem roubar), intermediar entre os soldados que custodiam as ações criminosas dos colonos, servir de tradutores nos julgamentos aos palestinos porque as audiências são em hebraico e em voz baixa, de tal forma que os acusados nem conseguem se inteirar do que se diz no tribunal.

Guy 2
Guy e um parceiro palestino.
Foto: Ron Taylor.
Não é fácil tomar as decisões que Guy tomou na sua vida. São poucos os israelenses judeus capazes de fazer um exame de consciência e optar por um caminho cheio de obstáculos, mas de acordo com as suas convicções de paz com justiça e igualdade.

Guy na sua atividade diária de acompanhar palestinos frente às humilhações cotidianas do exército israelense.
Foto: Tali Feld Gleiser.
[1] Página web de Ta’ayush. http://www.taayush.org/?page_id=61. [Data de consulta 14 de setembro 2015].


Canal de Youtube de Guy Butavia onde se pode ver seu trabalho.

Tali Feld Gleiser
No Desacato
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Juiz resolve apurar corrupção na Petrobras desde FHC. Não, não é o Moro…


Na Folha, hoje:

“O juiz substituto da 3ª Vara Federal do Rio, Vitor Barbosa Valpuesta, aceitou a denúncia do Ministério Público Federal sobre pagamento de propina da empresa holandesa SBM Offshore a funcionários da Petrobras de 1999 a 2012.

A denúncia, feita pelos procuradores em dezembro, torna-se agora uma ação penal, tendo como réus os ex-funcionários da Petrobras Jorge Zelada, Renato Duque, Pedro Barusco e Paulo Roberto Buarque Carneiro, além dos ex-representantes da SBM no Brasil Julio Faerman e Luís Eduardo Campos Barbosa.

O juiz Vitor Valpuesta entendeu haver indícios mínimos do cometimento dos crimes apontados na denúncia, como corrupção ativa, passiva e evasão de divisas, e determinou a abertura da ação, em decisão de 13 de janeiro.”

Valpuesta é um juiz novo — era promotor de Justiça até alguns anos — e tem um comportamento discreto. Só apareceu nos jornais porque substituiu o magistrado fanfarrão que passeava com os carrões apreendidos a Eike Batista, no caso que se tornou tristemente famoso.

Fernando Brito
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A merecida morte do troll João Pedrosa

Fim de festa para Pedrosa
E assim morreu um troll. Pelas mãos de Chico Buarque.

Que ele não descanse em paz.

O troll — os disseminadores de ódio na internet — é o pseudojornalista João Pedrosa.

Curioso: a mesma Folha que se recusa a tratar Dilma por presidenta — uma palavra que reconhecidamente existe — chamou o tempo todo Pedrosa de jornalista, sem que se conheça um único texto relevante, ou irrelevante mesmo, que ele tenha escrito. Vistas suas trolagens, é um analfabeto funcional, incapaz de escrever uma frase sem erros patéticos. Jornalista não tem que ser Machado de Assis, mas muito menos é aceitável que desconheça concordância etc etc.

A arma empregada por Chico para liquidar o troll foi a mais eficiente: processo.

Finito.

Primeiro, Pedrosa foi exposto numa patifaria que ele imaginava que jamais lhe seria cobrada. Seu nome foi arremessado na lama. Como um pretenso homem educado pode ser tão baixo, tão vulgar, tão rasteiro para fazer coisas como invadir uma postagem familiar com insultos brutais?

Depois, ele terá aborrecimentos na vida prática. Vai ter que comparecer a tribunais, contratar advogado e outras chatices mais.

Seus crimes, efetivamente, não compensaram.

Chico fez um bem para si mesmo e para a sociedade. Outros trolls vão pensar muito antes de cometer delinquências como as de Pedrosa. Reputações serão preservadas. E outros agredidos seguirão o exemplo de Chico.

Chico mesmo aparentemente seguiu os passos de Lula, que depois de apanhar calado durante muito tempo decidiu recorrer à Justiça contra acusações que julga descabidas.

Ainda nesta semana, Chico anunciou que vai processar o playboy que o xingou na saída de um restaurante recentemente. Não pelo xingamento, mas por uma postagem no Facebook em que o playboy afirmou que Chico vivia dos nossos impostos, como se ele precisasse disso.

A foto que o troll sujou com suas palavras imundas
A foto que o troll sujou com suas palavras imundas
Nossos impostos, isto sim, foram usados via BNDES para financiar a transformação de uma fazenda obsoleta da família do acusador em usina de açúcar. Mas a plutocracia parece acreditar ela tem direito divino a meter a mão nos nossos impostos.

É assim que se combate o ódio assassino na internet. Com tolerância zero. Espera-se que em breve sites como o Revoltados Online sejam igualmente cobrados nos tribunais.

A permissividade alimenta os trolls. Pedrosa, soube-se, já não era novato em postagens criminosas. Ele já insultara antes o próprio Chico. E fizera ameaças ao jornalista Luís Caversan, a quem chamou de “traíra”, sabe-se lá por que.

Advogou até “terrorismo” para derrubar Dilma. É tamanha sua falta de noção que, numa entrevista à Veja SP, se declarou de “esquerda”. Disse, ainda, que não sabe como chegou a suas mãos a foto da família de Chico no Instagram que ele enodou com suas palavras sujas.

Acabou a festa para ele. E é presumível que para outros da mesma laia também.

Chico, com serviços monumentais prestados ao Brasil com sua arte sublime, é credor de mais este benefício para todos nós.

Paulo Nogueira
No DCM

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Lula: Previdência tem que se adaptar à longevidade

"O PT deve muito a José Dirceu"

"A Dilma é mais de Esquerda do que eu!"
Em conversa com blogueiros, no Instituto Lula, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira (20) a reforma da Previdência. Para Lula, é necessário discutir o tema com a sociedade. "A Previdência, de vez em quando, deve ser reformada. Quando a lei foi criada, se morria com 50 anos. Hoje, a expectativa de vida é de 75 anos", declarou o ex-presidente.

No encontro, Lula analisou a participação do PT na política e destacou a importância de seus líderes históricos. "O PT deve muito a José Dirceu. Ele foi um grande presidente do PT. O José Genoino foi um grande presidente", disse.

“O Dirceu está fazendo o que lá? Ele já estava preso. O Vaccari está preso sem ter sido condenado”, disse.

Depois, convocou a militância para continuar as mudanças no Brasil. "Uni-vos, petistas, em torno da causa nobre da democracia e da inclusão social".

Lula elogiou a presidenta Dilma Rousseff — “ela é mais de esquerda do que eu” — e reforçou o compromisso do Governo com os mais pobres. “Eu hoje sou mais de esquerda do que era. Eu sou pragmático e realista. Eu sou cara de esquerda, mas precisava conquistar a governabilidade. E eu tenho lado: vou governar para os mais fracos", ponderou.

“Eu me dizia: eu não vou repetir o fracasso do (Lech) Walessa. Ele foi eleito pelo Papa e na reeleição teve menos de 1%.”

O ex-presidente disse estar tranquilo quanto à perseguição do PiG e da Lava Jato. "Se tem uma coisa de que me orgulho é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu. A apuração de corrupção é um bem desse país", falou Lula, que complementou: "Não existe nenhuma ação penal contra mim. O próprio (Sérgio) Moro já disse que não sou investigado."

Ainda sobre a Lava Jato, Lula questionou os métodos e as consequências das investigações para a economia. "Se tem corrupção, apura de um lado. Mas o investimento tem que continuar. Quanto custa a Lava Jato para esse país? Acho que alguns bilhões", apontou.

O papel da imprensa também foi alvo de comentário do ex-presidente. Para Lula, o único caminho para corrigir os erros da mídia é através da Justiça. "A imprensa tem lado. A única coisa que não admito é mentira na informação. E eu, daqui pra frente, vou processar todo mundo. Para ver se a gente consegue colocar um pouco de ordem na casa", indicou.

Abaixo, outras frases importantes de Lula no encontro com os blogueiros:

"Sempre tive um tratamento diferenciado [da imprensa] no Brasil, desde que fui dirigente sindical. Nunca fui bem tratado, sempre fui tratado com certo desdém [pela imprensa]"

"Já ouvi que delação premiada tem que ter o nome do Lula, senão não adianta"

"Duvido que tenha um promotor, delegado, empresário que tenha a coragem de afirmar que eu me envolvi em algo ilícito"

"Essa criminalização faz com que uma pessoa que é patrimônio cultural do país, como Chico Buarque, seja agredido em um bar"

"Com orgulho, passei a ser um dos conferencistas mais bem-pagos do mundo porque fui o presidente que mais tirou pessoas da pobreza."

"O governo criou todas as condições para que nada fosse jogado embaixo do tapete nesse país."

"Se tem uma coisa de que me orgulho é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu. A apuração de corrupção é um bem desse país."

"Os democratas não podem se conformar com essa tentativa de golpe explícito que querem dar quando falam do impeachment da Dilma."

"Estou convencido que o Haddad será reeleito prefeito de São Paulo."

"Estou convencido que o Brasil vai melhorar, vai voltar a crescer..."

"A presidenta Dilma tem que ter como obsessão a retomada do crescimento, a geração de emprego."

"O Tribunal de Contas não pode esperar 2 anos para decidir sobre a política de portos. Não é o Tribunal de Contas que governa."

"O jovem quer trabalhar. O emprego tem que ser uma obsessão para nós. E, ao mesmo tempo, não deixar a inflação avançar."

"Precisamos investir na inovação para que o país possa importar conhecimento e tecnologia."

"A imprensa tem lado. A única coisa que não admito é mentira na informação"

"Comecei a processar jornalistas para recuperar a dignidade da profissão. Quando processava jornais, eles culpavam os jornalistas".

"Daqui pra frente vou processar todo mundo. Para ver se a gente consegue colocar um pouco de ordem na casa."

"Antes o jornal tinha dono, você ligava e falava com o dono. Hoje você tem preposto."

"Eu vou me defender fazendo isso [processando]. Eu só tenho duas coisas para me defender: isso e a minha língua".

"Soube ontem que um lutador disse que meu filho tem um iate de 80 pés! Como um sujeito tem a desfaçatez de mentir?"

"Essa história da fotografia dos presos [na capa da Veja] é um atentado."

"O que fazem com meu filho é uma violência. Como um cidadão tem a desfaçatez de mentir?"

"Um homem sério e uma mulher séria nesse País não podem admitir a execração de pessoas."

"Tem um problema no Brasil que não é só da Dilma, é de todos nós. É preciso deixar o ódio debaixo do tapete."

"A Dilma tem que passar pra história glorificando o fato de ser a primeira presidente a governar esse país."

"Tem que ter obsessão pela geração de emprego, porque não tem nada mais gratificante do que sustentar sua família com a dignidade do emprego."

"Poucas vezes na história esse país teve alguém da dignidade da Dilma."

"A Dilma tem que fazer a pauta desse país, toda semana criar um fato político."

"Não vou permitir que ninguém destrua o projeto de inclusão social. É isso que incomoda."

"Graças a Deus a gente tem uma imprensa alternativa, que dá esperança de que a gente possa fazer um enfrentamento."

"Eles criaram o Instituto Millenium e não somos capazes de conversar 30 minutos para criar unidade de informação a nível nacional."

"O jeito de consertar a economia, na minha opinião, é fazer a economia crescer."

"A gente tem que fazer um esforço muito grande a acreditar no potencial do nosso mercado interno."

"Vocês repararam que Dilma deu reajuste no salário mínimo, para os aposentados e para os professores e ninguém falou nada?"

"O que eu posso fazer como companheiro da Dilma? Dar palpite."

"A passeata do 16 de dezembro mostrou para Dilma: nós temos lado e estamos ao seu lado."

Sobre a lei antiterrotismo: "É uma loucura tentar fazer uma lei por conta dos black blocks. Sou contra."

"Se cada coisa que o governo quiser fazer o TCU demorar dois anos para aprovar, não vamos fazer uma obra."

"Se eu fosse Dilma, chamava a China e firmava um pacto tendo como garantia o petróleo. Eles precisam; nós temos. Uma crise permite que você faça tudo o que não faz em tempo de normalidade. A Dilma vai ser ousada daqui para a frente."

"Ficar parada ouvindo a quantidade de bordoada sobre Dilma e o governo dela. Só temos 3 anos e dá para fazer muitas coisa."

"Se tem corrupção, apura de um lado. Mas o investimento tem que continuar. Quanto custa a Lava Jato para esse país? Acho que alguns bilhões."

"O que nós precisamos é conversar mais com a sociedade."

"O governo tem que dar o sinal de que vai fazer o país crescer custe o que custar. O investimento em infraestrutura é o melhor jeito de fazer isso [a economia crescer]."

"Temos que discutir a saída da crise. Só a economia não resolve, tem que discutir política."

"Que há má vontade de alguns setores da imprensa com o governo da Dilma, há."

"Se quiser salvar esse País, temos que colocar os pobres em cena outra vez. Pensar em como financiá-los para que voltem a comprar."

"Nas pesquisas, embora o PT tenha caído de prestígio, nenhum [outro partido] ganhou. As pessoas estão esperando um gesto do PT."

"Ser candidato ou não vai depender do que estiver acontecendo em 2018. É importante que a gente não discuta candidato agora, que comece a discutir o fortalecimento do projeto. Se eu estiver com saúde e perceber que sou o único que pode evitar que as conquistas do povo sejam tiradas, entrarei no jogo."

"O legado que construí deve muito aos movimentos sociais. É o pessoal mais extraordinário."

"Não existe nenhuma ação penal contra mim. O próprio (Sérgio) Moro já disse que não sou investigado."

"Quem quiser bater panela, que bata! Aí é bom porque vão vender mais panela e a fábrica vai fabricar mais!"

"O PT nasceu pra mudar a lógica da política dos partidos tradicionais, não podemos ser como outros partidos.O PT tem feito autocrítica que, apesar do processo de criminalização, o PT errou".

"O PT são milhões de pessoas por esse país. Eu quero os mesmos compromissos e a mesma prática que tínhamos antes".

"Acho importante a aprovação do fim do financiamento empresarial. Assim, vamos voltar a normalidade".

"Eu gosto de uma briga, de defender as coisas em que acredito."

"O PT vai ressurgir das cinzas muito mais forte. Eu vou tratar de motivar esse povo outra vez."

"Uni-vos, petistas, em torno da causa nobre da democracia e da inclusão social."

"Não dá pra permitir que a direita faça o discurso fascista que está fazendo e ficarmos quietos."

"A Dilma é muito esquerda do que eu! Eu sou pragmático e realista. Eu sou cara de esquerda, mas precisava conquistar a governabilidade. E eu tenho lado: vou governar para os mais fracos. Mas governei para todos."

"Hoje sou mais de esquerda do que era."

"Quatrocentões não aceitam nem os novos ricos."

"Nós, do andar de baixo, somos muito mais respeitosos, somos muito menos preconceituosos."

"É visível a bronca contra aumento de empregada doméstica. Aluno que entrou pelo ProUni sofria preconceito."

"A primeira universidade do Brasil foi em 1922: a elite nunca se interessou em que o pobre estudasse."

"Estamos chegando a oito milhões de universitários."

"Nós provamos que é possível avançar no campo educacional. O Brasil aprendeu a investir em educação."

"O Brasil aprendeu a fazer investimento em educação: quando cheguei na presidência o orçamento do MEC era R$20 bilhões. Quando saí era R$100 bilhões."

"Não vou esperar a morte em casa: nunca gostei de feriado prolongado."

"Posso desistir de ser candidato, mas jamais vou desistir da Política."

"A defesa da Dilma é a defesa de um projeto que garanta a eles a certeza que a inclusão social vai continuar nesse país."

"Dilma tem que sair [do governo] como orgulho do povo brasileiro, sobretudo das mulheres brasileiras."

"Sou esse cara muito otimista. Temos compromissos com esse país e com a juventude".

"A Dilma tem que saber que tem muita gente do lado dela!"

"Temos que ir para a rua, enfrentar o debate. Fazer como o Chico Buarque."

"Tenho que me preocupar com as pessoas que precisam mais nesse país. Desistir, jamais. Perseverar, sempre."
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Argentina atacada por uma troika

Entrevista a Júlio Rudman, da Rádio Nacional da Argentina
Foto: Ulises Naranjo / MDZ
O jornalista e escritor argentino Julio Rudman, 68, é uma das figuras mais experientes da Rádio Nacional Argentina. Na sucursal de Mendoza, LR 6, uma das três províncias mais atingidas pelas políticas macristas, Rudman tem uma longa e vitoriosa agenda como entrevistador e comentarista político e literário. Também é diretor do Programa com mais de duas décadas no ar, El Candil, e produz o blog julio-rudman.blogspot.com

Desacato – Julio, O que é que está acontecendo com a Liberdade de Expressão na Argentina desde que assumiu Mauricio Macri?

Julio Rudman: A sociedade argentina vem sofrendo um ataque de três poderes associados (o econômico, o judiciário e o midiático, nossa troika) desde o dia 25 de maio de 2003, data da posse do ex-presidente Néstor Kirchner. Alcança com lembrar a carta de condições que tratou de lhe impor o jornal “La Nación”, com a assinatura do seu então diretor jornalístico José Cláudio Escribano, cunhado na época de Carlos Fayt, membro da Suprema Corte de Justiça, que ajudou o jornal oligarca com uma liminar que leva mais de dez anos rodando.

Esse ataque se incrementou quando o Grupo Clarín viu ameaçado seu poder oligopólico em 2009 por causa da sanção da Lei 26.522, chamada de Meios e que regula o espectro audiovisual, não os conteúdos. Em que pese a gesta democrática que a própria Suprema Corte declarou constitucional em plenitude o Grupo não se adéqua a essa norma.

Como tem sido o comportamento de Macri com relação à Lei de Meios e às suas decisões ante de começar o funcionamento do Congresso Nacional?

A partir da sua assunção Macri começou um ataque frontal, sem piedade e ainda impune à Liberdade de Expressão. Governa com DNU (Decretos de Necessidade e Urgência), uma ferramenta institucional do Executivo que não tem justificativa nesta situação. Leva mais de 200 decretos e ainda falta um mês e meio para que em 1º de março de 2016 o Congresso Nacional comece suas sessões ordinárias. Embora seja de rigor que durante o recesso se chame à Extraordinárias para, precisamente, tratar questões que não podem esperar. Isso não tem acontecido e Macri governa afetando totalmente as funções não regulamentadas.

Um desses DNUs deixou sem efeito a Lei de Meios e retirou suas autoridades: Martín Sabbatella e o resto da diretoria.

Quanto pesa no governo macrista a pressão de Héctor Magnetto e seu Grupo Clarín? Até onde vai o poder de Clarín?

É bom esclarecer que só na Argentina acontece o caso de um grupo empresário ter mais de 300 canais de TV e rádio e, além disso, junto com o jornal dos Mitre (La Nación), ser dono do “Papel Prensa”, a única empresa que fabrica e comercializa a matéria prima para fazer jornais e revistas no país. Isso demonstra o poder de pressão que eles têm.

O programa 6,7,8 e o famoso locutor esportivo e âncora radial Víctor Hugo Morales foram demitidos dos espaços públicos e privados, assim como milhares de trabalhadores do Senado, e a maioria do Centro Cultural Kirchner, da Empresa Satelital Argentina, estatal, trabalhadores do grupo jornalístico 23, e até centenas de empregados municipais de La Plata, Capital da província de Buenos Aires. O que quer silenciar Macri?

O silêncio imposto ao programa de alta audiência na TV Pública 6,7,8 e a Víctor Hugo Morales é apenas a ponta do iceberg da perseguição ideológica contra os trabalhadores de imprensa nos âmbitos públicos e privados. E uma tentativa forçosa de disciplinamento não só jornalístico como também social em geral.

Além do tema jornalístico, que outra coisa mudou nestes primeiros 40 dias do governo Macri? Se juntaram o poder real e o poder político?

O Poder real não pode conseguir a aceitação passiva da sociedade a medidas que lhe enfraquecem os ingressos e transferem a riqueza para os bolsos dos grandes grupos econômicos se não for através da repressão explícita e, por sua vez, a blindagem midiática que lhe oferecem Magnetto e seus sócios putativos. A tal ponto é isso que nesta etapa não acredito que falte privatizar as empresas de serviços públicos, como aconteceu em tempos da ditadura e no ‘menemato’ (alusão aos governos de Carlos Saúl Menem. N. da R.), porque “ocuparam” o Estado, desta vez por via eleitoral.

Passamos 12 anos construindo um Estado “rebelde”, como bem o definiu Axel Kicillof, e passamos para o atual construído pelos CEOs de Shell, Techint, Monsanto, General Motors, LAN e, à cabeça de todos, Clarín.

Resurgem valores e práticas da ditadura? A democracia foi adulterada pelo governo Macri?

Muito se debate nestes dias acerca de se estamos submergidos num regime ditatorial ou não. Parece-me uma discussão supérflua. Já não tem, quase, golpe de Estado do modelo Kissinger ou Consenso de Washington. Não sei se chamar golpes brandos ou ditaduras democráticas. Não importa, os efeitos são quase os mesmos para as grandes maiorias, inclusive para os que votaram em Macri e seus sequazes.

O governo Macri terminará antes de cumprir o mandato inteiro como aconteceu com o governo de De La Rua; o povo reagirá contra a enganação eleitoral?

Outro assunto, esse sim determinante, é apostar um final antecipado e abrupto do governo ou que, como manda a Constituição, cumpra seus 4 anos de mandato. Cada medida, cada nomeação, cada brutalidade parecem, ou são, provocações. E se corre o risco de que o clima social, a indignação popular, termine num banho de sangue como em dezembro de 2001. E nós sabemos por experiência histórica quem bota o corpo e deixa seu sangue cada vez que a senhora História o pede.

Também ficarás desempregado?

Minha situação pessoal, no aspecto laboral, é incerta. Cumpri meu contrato em 31 de dezembro passado na Rádio Nacional e não acredito que o renovem. Enquanto isso lembro que quando as Madres de Praça de Maio não podiam aceder a nenhum meio de comunicação, escreviam nas notas de dinheiro circulante o nome do seu filho desparecido e difundiam assim o que estava vedado pelo Poder real de então, muito parecido ao de hoje. Assim que, salvando as distâncias, me terão militando em alguma rádio ou nas praças de Mendoza ou onde fizer falta.

Raul Fitipaldi, com a colaboração de Tali Feld Gleiser, para Desacato.info
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FHC reconhece: o golpe ficou bem mais difícil


O ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, em sua primeira aparição pública de 2016, disse que o impeachment da presidente Dilma Rousseff ficou bem mais difícil. Para ele, o processo não deve avançar no Congresso e o próprio presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deve ser "impeachado".

FHC participou de um evento do Credit Suisse no qual o Estado de S. Paulo participou. Segundo o jornal, ele ainda falou sobre os sinais de reaproximação de Dilma com o seu vice, Michel Temer. "Acho que o vice-presidente, no cenário que está aí exposto, assumiu compromissos com uma linha mais consequente com o Brasil", disse.

As notícias recentes são de que Temer fez um recuo estratégico da sua defesa do impeachment para não sofrer com a oposição do governo à sua reeleição como presidente do PMDB. Isso porque seu partido está rachado entre os que apoiam o impeachment de Dilma e os que são contra ele. Neste segundo grupo está o deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), que defendeu que Renan Calheiros (PMDB-AL) seja o sucessor de Temer na presidência do partido.

Marina

Além de falar que o impeachment "esfriou" por conta da situação delicada de Cunha e dos interesses do vice-presidente, FHC comentou a fala ainda de Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, de que a cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) seria mais adequada. Ele afirmou que o desfecho deste julgamento cabe ao tribunal e não aos atores políticos. O ex-presidente questionou, ainda, quais seriam as implicações desta cassação, caso ela fosse adiante.

"Você anula as eleições e a regra é a mesma? Os partidos são os mesmos? Não faz uma mudança mais profunda na legislação eleitoral? Do ponto de vista nacional, era melhor aprofundar mais a crise política, porque é preciso mudar mais profundamente as regras, fazer mudanças mais profundas no Brasil. Não é pessimismo, mas isso leva anos", afirmou Fernando Henrique.

Ricardo Bomfim
No 247
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Lula fala a blogueiros em café da manhã. Acompanhe aqui ao vivo

 Transmissão encerrada 


A partir das 10h desta quarta-feira (20), ex-presidente participará de uma conversa com blogueiros convidados no Instituto Lula, em São Paulo. Fórum transmite ao vivo o encontro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa na manhã de hoje (20), a partir das 10h, com blogueiros convidados no instituto que leva seu nome. O ex-presidente responderá a perguntas dos presentes sobre diversos assuntos. No Twitter, o perfil do Instituto Lula (@inst_lula), fará livetweeting das falas. Confira a transmissão do evento abaixo:


Se não conectar, clique aqui.
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Quem era o dono do jatinho?

O que tem a dizer Youssef e Paulo Roberto Costa?

Blablá (com discreto xale) e Campos saem do jatinho sem dono. Paulo Roberto e Campos, numa boa!
A FAB divulgou  hoje o resultado da investigação sobre o desastre com o jatinho sem dono que matou Eduardo Campos.

O cansaço do piloto, as brigas com o co-piloto, o tempo — tudo isso deve ser levado em conta.

Mas, isso, não vai ao centro o desastre que conduziu Campos e sua candidata a vice, a Blablárina malandrina  pelo país afora, em campanha presidencial.

Na História do Capitalismo Ocidental esse é o unico jatinho de US$ 20 milhões que não tem dono!

Uma bola de ping-pong tem dono, uma boia salva-vidas tem dono, um Iphone Apple tem dono, um apartamento na praia de Boa Viagem no Recife tem dono.

Mas, o jatinho do Eduardo e da Bláblárina não tem.

Por quê?

Porque a PF do não descobre.

A PF do zé também não descobre quem grampeou o mictório do Youssef nem quem vendeu delação ao André Esteves.

A PF do zé serve é para peitar preso e ameaçá-lo com a prisão da mulher, como se mostra em "assim se faz uma delação premiada".

Um escândalo!

Mas, não se sabe quem é o dono do jatinho, porque o Eduardo Campos veio para o lado de cá.

Ele se candidatou pela Direita, na companhia da Direita "sustentabilista"...

Por isso, o jatinho não tem dono.

Porque a sustentabilista pode vir a ser a única candidata da Casa Grande em 2018.

Por isso o jatinho não tem nem terá dono, nunca!

Mas, com a reprodução dos trechos anexos de duas "reportagens" vazadas, o Conversa Afiada, em nome do esclarecimento da verdade — afinal, a História do Capitalismo Ocidental não pode ser maculada dessa forma — faz uma sugestão aos investigativos repórteres do PiG, esses profissionais do vazo: que tal perguntar ao Youssef e ao Paulo Riberto Costa quem é o dono do jatinho?

Talves eles saibam.

Eles sabem quase tudo, não isso, Dr Moro?

(Nao deixe de ver na TV Afiada: a cela do vazador fica ao lado da cela de quem publica o material vazado ).

No Diário de Pernambuco:
O doleiro Alberto Yousseff afirmou em depoimento da delação na Operação Lava-Jato que o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) - morto em acidente aéreo em agosto do ano passado - recebeu entre 2010 e 2011 R$ 10 milhões de propina por meio de contrato com a Conest. Formado pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, o consórcio era responsável pela execução de obras da Refinaria de Abreu e Lima. Ainda de acordo com Youssef, a propina destinada a Eduardo Campos ocorreu para o governo de Pernambuco não criar dificuldades nas obras.
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou em depoimento da delação premiada dos autos da Operação Lava Jato que intermediou em 2010 o pagamento de R$ 20 milhões para o caixa 2 de campanha de Eduardo Campos (PSB), então candidato à reeleição ao governo de Pernambuco – Campos foi reconduzido ao cargo com 80% dos votos.

Segundo Paulo Roberto Costa, o operador da transação foi o ex-ministro Fernando Bezerra, da Integração Nacional do governo Dilma Rousseff (PT), eleito senador pelo PSB de Pernambuco e ex-braço direito de Campos.
Paulo Henrique Amorim

Em tempo: o Brasil ainda aguarda que a Ministra Ana Arraes, do Tribunal das Contas — esse egregio tribunal que tem a honra a hospedar o Ministro Nardes, que aparece nesse documento da Zelotes — que a Ministra expeça um voto em separado e revele quem era o dono do jatinho de seu filho.

Em tempo2: quem vai indenizar as vítimas do desastre do jatinho? O Itaúúú?
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