19 de jan de 2016

Lutador Wanderlei Silva é desmentido por Lula


A página oficial do ex-presidente Lula no Facebook divulgou, na tarde desta terça-feira (18), um texto em que ironiza e desmente as informações divulgadas pelo lutador de MMA Wanderlei Silva, também via Facebook. Em postagem feita na última segunda-feira (17), o atleta compartilhou uma imagem falsa que sugere que “o filho de Lula” estivesse abastecendo um iate e, na legenda, questiona “de onde vem todo o dinheiro” para que ele tivesse “iates, aviões e fazendas”.

“Estamos falando somente de um barco, sem falar aviões, fazendas e tudo mais , de onde veio tudo isso?”, questionou o lutador.

N.E. A capacidade do tanque deste barco é de 6.000 litros. Confira aqui.
Como resposta, a página oficial de Lula publicou um texto em que contesta e ironiza a postagem do lutador.

“Muita gente chama MMA de vale-tudo. Mas se nem no octógono vale tudo mesmo, nas redes sociais também não pode ser assim. Mentir, por exemplo: não vale! Por isso, lamentamos que o lutador Wanderlei Silva, que é exemplo para tantos brasileiros, não se preocupe em usar seu canal no Facebook para compartilhar calúnias contra Lula e sua família”, escreveu.

A equipe de Lula ressaltou ainda que os advogados da família já estudam medidas legais que possam ser aplicadas contra o lutador.

Essa não é a primeira vez que Wanderlei Silva divulga informações equivocadas em suas redes sociais. Em outubro do ano passado, chamou atenção uma postagem que fez criticando Dilma por um atraso em uma obra em Goiás que era de responsabilidade do governador do estado, o tucano Marconi Perillo.

Confira a íntegra da nota:
Muita gente chama MMA de vale-tudo. Mas se nem no octógono vale tudo mesmo, nas redes sociais também não pode ser assim. Mentir, por exemplo: não vale!

Por isso, lamentamos que o lutador Wanderlei Silva, que é exemplo para tantos brasileiros, não se preocupe em usar seu canal no Facebook para compartilhar calúnias contra Lula e sua família.

Mas já que ele não verifica a veracidade do que publica em sua página, vamos repetir: os filhos de Lula não têm iate, fazendas ou aviões; não são donos da Friboi ou de outras grandes corporações, entre outras sandices repetidas à exaustão por quem não tem compromisso com a verdade.

Em tempo, a publicação de Wanderlei Silva já foi remetida aos advogados da família do ex-presidente, que avaliarão as eventuais medidas legais cabíveis.

No Fórum
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Lula acusa jornal Valor de ‘alimentar campanha de difamação’

http://www.institutolula.org/resposta-ao-valor-economico

Resposta ao Valor Econômico

O ex-presidente Lula não tem qualquer relação com a história narrada nos papéis mencionados pelo jornal Valor, tanto assim que Lula não é parte desta ação penal e não foi arrolado pela Lava Jato nem mesmo como testemunha. A história narrada nestes papéis, de procedência ilegal e duvidosa, é requentada e sequer foi confirmada pelo delator, em seu depoimento, conforme já divulgou a imprensa. Serve apenas para alimentar uma campanha de difamação, sem provas nem indícios, com claras motivações políticas, contra o maior líder popular do país. Lula não responde a nenhuma ação judicial porque sempre agiu dentro da lei, antes, durante e depois de ser presidente do Brasil.
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Dilma anuncia medidas para modernização do futebol brasileiro




A presidenta Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira ter assinado o decreto que regulamenta a Autoridade Pública de Governança do Futebol (Apfut), que será a instância fiscalizadora da Lei do Futebol (Profut), garantindo a efetiva modernização da gestão dos clubes.

A informação foi transmitida pela presidenta durante a assinatura de contratos de patrocínio de futebol entre a Caixa e 10 clubes brasileiros, no valor total de R$ 83 milhões para 2016.

“A Autoridade Pública de Governança do Futebol contará com a participação paritária de atletas, de dirigentes, de treinadores, de árbitros. Acompanharemos com interesse, rigor e transparência o cumprimento das contrapartidas assumidas pelos clubes. O Profut permitirá que os patrocinadores tenham mais confiança na boa aplicação dos recursos investidos e que continuem apostando no fortalecimento do futebol brasileiro. Marca o início da maior reforma já vivenciada pelo futebol e tenho certeza que nós iremos adiante”, afirmou a presidenta.

A presidenta destacou o sucesso do Profut, que já conta com 111 clubes inscritos. Além da modernização da gestão do esporte, o programa exige regras de transparência para o setor em troca de benefícios de refinanciamento das dívidas dos clubes de futebol com a União.

Dilma também anunciou que encaminhará neste ao Congresso Nacional a proposta de revisão da Lei Pelé e do Estatuto do Torcedor.

Ela afirmou ainda que o governo quer propor uma legislação trabalhista própria para o futebol que deixe mais claro as responsabilidades dos clubes e proteja os atletas nas especificidades da sua profissão.

“Todas essas mudanças, elas vão dar velocidade ao processo de modernização da indústria do futebol, fazendo com que essa cadeia produtiva gere ainda mais emprego, mais renda e, sobretudo, mais vitórias para o País”.

Patrocínios

Os clubes patrocinados pela Caixa são Flamengo (RJ), Cruzeiro (MG), Atlético Mineiro (MG), Atlético Paranaense (PR), Coritiba (PR), Chapecoense (SC), Figueirense (SC), Sport (PE), Vitória (BA) e CRB (AL). Os contratos assinados têm vigência até 31 de dezembro de 2016. O banco mantém, ainda, negociações com o Corinthians, que tem contrato vigente até fevereiro de 2016.

A presidenta disse que o investimento reafirma o compromisso do governo com a qualidade do esporte brasileiro.

É uma parceria comercial que tem se mostrado positiva tanto para o futebol quanto para a Caixa. Está alinhada com o compromisso do governo com o desenvolvimento do futebol brasileiro em bases sustentáveis dos pontos de vista financeiro, de gestão, da relação profissional dos atletas e da valorização do espetáculo”.

Além do patrocínio aos clubes, a Caixa vai apoiar várias competições, como a Copa do Nordeste, a Copa Verde, as séries B e C do campeonato brasileiro, além de torneios femininos, como o campeonato brasileiro e o torneio internacional.

“Essas competições são importantes para o fortalecimento do futebol em todas as regiões do Brasil, e em especial do futebol feminino”, disse Dilma.

No Blog do Planalto
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Jornalista se indigna após Veja publicar sua foto por engano como envolvida na Lava Jato


A Revista Veja coloca em discussão mais uma vez sua credibilidade como veículo de comunicação. Em sua última edição, a revista traz reportagem em que mostra o suposto envolvimento de Monica Moura, mulher e sócia do marqueteiro João Santana, que segundo apuração da revista, estaria envolvida na Operação Lava Jato. A edição impressa da matéria traz uma foto da suposta Mônica Moura, mas que na verdade trata-se da jornalista gaúcha Maria Paula Letti.

A jornalista gaúcha ficou sabendo que uma foto sua ocupava mais de meia página na última ediçao da Veja. A matéria que Maria ilustra fala sobre o suposto envolvimento de Monica Moura, mulher e sócia do marqueteiro Joao Santana, na Operaçao Lava Jato. E o que Maria Paula tem a ver com isso? Nada, mas tudo indica que a revista precisava de uma imagem de Monica Moura, fez uma pesquisa no Google e encontrou a tal foto da jornalista. Na imagem em questao, Maria Paula aparece com uma bolsa produzida por uma designer também chamada Monica Moura, e que também nada tem a ver com a Operaçao Lava Jato. Sem checar as informaçoes, Veja fez Maria Paula Letti virar Monica Moura.

Maria Paula havia tirado uma foto em que aparecia com uma bolsa feita pela designer também chamada Mônica Moura. A matéria que traz a foto saiu no blog Banho de Loja, em 2009.

A revista Veja acabou não checando as informações e publicou a foto errada. Em postagem em seu Facebook, a jornalista que aparece na revista, Maria Paula Letti diz: ”Ter minha imagem vinculada ao maior escândalo de corrupção da história do Brasil não só me assustou como me deixou furiosa! É simplesmente um absurdo. Já estou tomando as devidas medidas judiciais cabíveis”. Ela ainda afirma estar entristecida pelo fato de também ser jornalista e ver que não houve uma checagem na hora da publicação em uma das maiores revistas do país. Confira a publicação:


No Sul21
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Geraldinho Cantareira enterrou o metrô


Não bastasse a roubalheira do trensalão...


O Conversa Afiada reproduz matéria paga das empreiteiras Andrade Gutierrez e CR Almeida que o Geraldinho Cantareira "demitiu".

Como se sabe, na São Paulo tucana não há obras em curso.

As exceções são as obras do PAC, do Governo Federal.

Se você sair de São Paulo, o Brasil melhora.

Se você desligar a Globo o Brasil melhora, também!

Paulo Henrique Amorim
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Nota da Frente Brasil Popular sobre as taxas de juros‏


NOTA: A quem serve o Banco Central?

São Paulo 18 de janeiro de 2016

Nos próximos dias, os diretores do Banco Central do Brasil se reunirão para decidir sobre a taxa de juros SELIC. Diante da fragilidade da economia brasileira, essa reunião é particularmente importante e deixará claro a quem o BC serve: à população brasileira ou ao mercado financeiro.

Como a própria instituição reconhece em suas publicações, nos últimos meses houve contração da demanda agregada e aumento no desemprego no Brasil. Uma nova rodada de aumento de taxa de juros significa que o Banco Central almeja abertamente uma contração maior da demanda, mais desemprego e mais redução do salário real médio.

O patamar elevado das taxas de juros em 2014 contribuiu para a desaceleração da economia, mas o novo ciclo de elevação de juros iniciado em outubro desse ano jogou o Brasil, em 2015, em uma recessão que ainda não deu mostras de reversão. Ao mesmo tempo, a taxa de inflação aumentou por causa de eventos únicos como a desvalorização cambial e o reajuste abrupto de preços administrados, cujo impacto não vai se repetir, muito menos sobre o núcleo da inflação brasileira.

Não há qualquer pressão de demanda excessiva que exija contenção com elevações da taxa de juros. Pelo contrário, experimentamos a maior recessão desde a Grande Depressão de 1929, podendo tornar-se a mais profunda da história republicana. O aumento acelerado do desemprego inviabiliza qualquer recuperação do salário real médio, que cai há vários meses. Sob qual pretexto o BC pretende reduzir ainda mais o nível de emprego e salários, assim como os lucros de empresas especializadas na produção de bens e serviços?

Os beneficiários exclusivos do aumento de juros são os bancos e investidores financeiros, curiosamente o único grupo cujas expectativas de inflação o Banco Central se preocupa em consultar. Como não há qualquer excesso de demanda que o aumento dos juros possa conter, a determinação dos juros SELIC deixa de servir para controlar a inflação e se transforma em um instrumento para preservar juros reais elevados para os portadores de títulos financeiros.

Isso nada contribui para reduzir a inflação, mas é um poderoso mecanismo de transferência de renda da parcela mais pobre e mais produtiva para a parcela mais rica e menos produtiva da população.

A economia brasileira e as finanças públicas não suportam mais financiar a bolsa-rentista que o Banco Central insiste em oferecer. Em 2015, os juros nominais devidos pelo setor público devem alcançar cerca de R$ 500 bilhões (meio trilhão de reais!), tendo registrado pouco mais de R$ 300 bilhões em 2014. Como exemplo desta situação vemos um corte brutal nas áreas sociais no orçamento da União.

O que pretende o Banco Central: produzir a maior recessão da história brasileira e uma trajetória explosiva da dívida pública, gerando mais desvalorização cambial e mais pressão inflacionária? A quem isso pode interessar?

É inadiável repensar o mandato do Banco Central e a porta giratória entre sua diretoria e o mercado financeiro.

Diante disso, o Fórum 21 e a Frente Brasil Popular vem a público denunciar a gravidade da situação econômica brasileira e a irresponsabilidade da política monetária do Banco Central do Brasil, reivindicando a redução urgente da taxa de juros SELIC.

Frente Brasil Popular

Fórum 21
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Quem proibiu conversas sobre política dentro de táxis em SP?




Nos últimos dias, uma notícia circulou e vem se espalhando feito rastilho de pólvora aceso a partir dos táxis de São Paulo.

“O prefeito Haddad nos proibiu de falar sobre política”, disse um taxista.

Outros dois, em corridas distintas, afirmaram o mesmo. O cliente de uma loja repetiu.

Até um jornalista que, em tese, deveria saber interpretar texto, papagaiou a suposta “proibição”.

“Isso está parecendo uma Venezuela”, ele acrescentou.

O argumento conspiratório dos taxistas é de que, num ano eleitoral, Haddad quer censurar o que é dito sobre ele nos táxis de São Paulo.

Fomos checar com a Prefeitura de São Paulo. O Departamento de Transportes Públicos, respondendo à solicitação da repórter Conceição Lemes, confirmou que existem novas normas de conduta e traje, produzidas com a participação de Centros de Formação de Condutores.

Elas não incluem qualquer proibição do prefeito Haddad de que se fale sobre política nos táxis.

O trecho das novas normas, que gerou o boato, segue abaixo:
VI. Evitar polêmicas ou situações que provoquem estresse no passageiro em virtude de:

a. Paixões esportivas;

b. Convicções partidárias;

c. Fé e cultos religiosos;

d. Opções de comportamento pessoal;

e. Não tratar de problemas particulares, nem da categoria.
O DPT está, sim, orientando os taxistas para que evitem uma corrida desagradável, ou seja, que não iniciem polêmicas ou situações que provoquem estresse no passageiro.

Quem quer entrar em um táxi e ter suas escolhas esportivas, partidárias, religiosas ou de comportamento pessoal questionadas por aquele que nos presta um serviço?

Trata-se da normatização de um comportamento civilizado no transporte de passageiros.

No Facebook, o leitor Rafael Cimi acrescentou:
Não precisaria de um manual desse tipo se os taxistas soubessem que aquilo é um veículo de trabalho, e não o carro deles. Eu não gosto de papo chato, de televisão passando o Datena (ou qualquer outro programa), de carro sujo, de rádio tocando CBN ou música alta e de motorista que se recusa a ligar o ar-condicionado. Eles estão prestando um serviço.
Algumas normas previstas em São Paulo:
Higiene

Higiene pessoal exigida:

I. Cabelo e barba sempre arrumados;

II. Unhas limpas e arrumadas;

III. Qualquer aroma que cause incômodo ao passageiro:

a. Suor;

b. Cigarros;

c. Bebidas alcoólicas;

d. Perfumes com fortes fragrâncias.

Higiene do veículo táxi:

I. Manter cintos de segurança, assentos, encosto de braços, painel e demais itens internos do veículo limpos;

II. Manter limpo filtro de ar condicionado;

III. Aspirar teto, piso, porta malas e interior do veículo;

IV. Manter a parte externa do veículo sempre limpa e polida;

V. Todos os acessórios disponibilizados aos passageiros devem ter limpeza constante;

VI. Manter porta malas limpos e com espaço determinada pela homologação do veículo;

VII. Manter o espaço dos bancos de assentos livres para o passageiro.

Conforto

Conforto e conveniência do veículo táxi:

I. Obrigatório:

a. Carregadores de energia elétrica para aparelhos eletrônicos (celulares, tablets, notebooks, etc.);

b. Disponibilizar meios de pagamento eletrônicos;

c. Ar condicionado ligado, com ambiente refrigerado, sempre que solicitado pelo cliente;

II. Opcional disponibilizar como itens de cortesia:

a. Água potável;

b. Papel toalha;

c. Suporte para transporte de bicicletas.

Atender com polidez e urbanidade o passageiro:

I. Recepcioná-lo com otimismo e alegria;

II. Desejar-lhe felicitações pelo momento do dia;

III. Mostrar-se prestativo:

a. Cumprimentar o passageiro;

b. Não discriminar, nem fazer distinção de passageiro;

c. Abrir a porta para o passageiro e gesticular com as mãos indicando o acesso ao veículo;

d. Abrir e colocar a mala do passageiro no bagageiro;

e. Oferecer água e outros itens de cortesia.

IV. Policiar-se no uso de palavras:

a. Não proferir palavrões;

b. Jamais atacar a honra de qualquer pessoa;

c. Não fazer sarcasmo ou piadas constrangedoras;

d. Respeitar-se a si mesmo e ao passageiro.

V. É proibido utilizar celular dirigindo o veículo táxi.

VI. Porta malas: sempre limpo e com bagagem pessoal acondicionada em bolsa ou mochila, garantindo o espaço mínimo homologado do porta malas para uso da bagagem do passageiro.

VII. Se o taxista não estiver em serviço, cobrir o luminoso.

Atendimento personalizado de acordo com o interesse do passageiro:

I. Trajeto;

II. Informações turísticas;

III. Padrão do ar condicionado;

IV. Noticiários ou música ambiente;

V. Manter-se em silêncio ou dialogar nos temas manifestados pelo passageiro;

VI. Evitar polêmicas ou situações que provoquem estresse no passageiro em virtude de:

a. Paixões esportivas;

b. Convicções partidárias;

c. Fé e cultos religiosos;

d. Opções de comportamento pessoal;

e. Não tratar de problemas particulares, nem da categoria.

VII. Que o táxi seja espaço agradável e que o passageiro deseje utilizar sempre.

É proibido ao taxista na prestação do serviço de táxi praticar qualquer ato ou comportamento que possa representar ou propagar preconceito de:

a. Raça;

b. Gênero;

c. Religiosa;

d. Partidária;

e. Esportiva;

f. Opção sexual;

g. Qualquer outro tipo.

É proibido recusar passageiro ou escolher corrida.
Informações mais detalhadas sobre a Portaria nº 183/15, com as novas regras para taxistas, neste link.

Luiz Carlos Azenha
No Viomundo
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Argentina — Governo Macri: Tudo faz pensar que os ditadores retornaram


O novo presidente da Argentina está no governo faz um mês. Para ser exata, apenas cinco semanas. Porém, a sensação dos que moramos aqui é como se já estivesse no cargo há cinco anos.

Desde o início de seu mandato, deixou bem claro que procura se desmarcar do governo anterior, o de Cristina Fernández de Kirchner, e assim o comunica a quanto jornalista estiver na sua frente. E isso que começou como um jeito de se autoafiançar no seu lugar, está virando o leitmotiv de seu governo.

Esta é a primeira vez que um empresário exerce a presidência da Nação. A debilidade da sua estrutura política está sendo compensada pela corporação midiática, que opera sem dissimulação para aplanar o caminho nas decisões de governo, assim como antes ocultou os defeitos, graves, de sua gestão como chefe de governo da Cidade de Buenos Aires.

O outro item sobre o qual descansa o partido político de Mauricio Macri e lhe permitiu chegar à primeira magistratura, tem sido, sem dúvida, a rede de contatos judiciais que vem trabalhando lentamente desde 1997. Vários operadores políticos do seu entorno tem criado uma estrutura com juízes e fiscais, que tem feito com que Macri continue avançando apesar das mais de 200 denúncias contra ele. De fato, foi o primeiro presidente eleito embora estivesse processado em uma causa penal gravíssima por ter montado um aparelho paraestatal de espionagem a cidadãos.

A aliança “Cambiemos”, (Mudemos), está disposta a mudar o país, e para isso, usam os recursos que tão bem descreveu o economista estadunidense Milton Friedman:

“Só uma crise — real ou percibida — dá lugar a uma mudança verdadeira. Quando essa crise acontece, as ações que se levam à prática dependem das ideias que pairam no ambiente. Creio que essa deve ser a nossa função básica: desenvolver alternativas às políticas existentes, para mantê-las vivas e ativas até que o politicamente impossível se transforme em politicamente inevitável.”

Guiados por este axioma, todos os ministros de seu gabinete, estão aplicando esta teoria desde o dia um de seu mandato.

Como o Congresso Nacional está em recesso até o dia 1º de março, o presidente não convocou sessões extraordinárias, senão que assina decretos legislando; algo que se encontra expressamente proibido no artigo 99 da Constituição Nacional.

Com a desculpa das vagas que se produziram na Suprema Corte da Justiça, nomeou por decreto, ilegalmente, dois juízes, o que trouxe críticas nem só da oposição, mas também a de seus próprios partidários.

Os advogados, que deveriam ter sido apresentados diante do Congresso, e aprovadas suas indicações por dois terços dos representantes na Câmara de Senadores, provavelmente passem pelo Congresso, por causa do escândalo que se originou; mas chegam com o estigma de ter aceito a nomeação viciada de nulidade. Como poderia ser aceito um juiz que admitiu violar a Constituição, a lei das leis, para ser proclamado?

Todavia, com este mecanismo conseguiu instalar na mídia e na sociedade que esses são os juízes, e não outros, ainda antes de que se decida a sua investidura no Senado da Nação.

Outro dos decretos de “Necessidade e Urgência” assinados modifica a Lei dos Ministérios. E não seria grave, se não fosse que criou o Ministério das Comunicações e atribuiu a sua órbita uma entidade autárquica como é a Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (AFSCA); o que significa que o que estiver relacionado com os meios de comunicação deixa de ter autonomia e passa a depender do governo do turno.

A gravidade institucional desta modificação radica em que, com este decreto, revogou a Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual. Além das considerações específicas sobre a chamada “Ley de Meios”, votada por ampla maioria no Congresso e debatida no país todo durante mais de 20 anos, a sua revogação é ilegal, porque as leis só podem ser revogadas por outra lei.

Com outro decreto, modificou, ilegalmente, os artigos dessa lei que eram recusados pelo grupo de meios mais importante da Argentina, o Grupo Clarín, quem ganhou uma série de vantagens monopólicas a que, hoje, tem todas.

A instalação midiática durante meses da necessidade de uma desvalorização da moeda, gerou que uma das primeiras medidas de governo, fosse justamente essa, e anunciaram que a partir desse momento a moeda local perderia 40% de seu valor.

O poder aquisitivo dos assalariados perdeu a sua capacidade de compra por volta de 30%. A inflação arrasou com o décimo terceiro salário, e reclamações começaram a serem ouvidas.

Com a desculpa de que o governo anterior tinha uma medição muito pouco confiável, o governo de Macri, não medirá o índice de preços ao consumidor durante os próximos oito meses. E o curioso, é que o funcionário que dirige o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INDEC ) é o mesmo que com uma consultoria própria, com 3 funcionários, dava todos os meses um índice de inflação que batizaram “índice Congresso” porque os deputados da Aliança Cambiemos o apresentavam pontualmente em uma coletiva de imprensa para caluniar o índice oficial.

A falta de índice oficial, um fato que parece menor, não é tão menos assim: é o parâmetro que têm os sindicatos na hora de negociar salários nas paritárias que começam no mês de março.

A política de gerar a crise para instalar as mudanças está sendo implementada meticulosamente. A ordem para os ministros foi reduzir a quantidade de funcionários públicos. Desde 10 de dezembro de 2015 até hoje, se registraram 18 mil demissões sem justa causa de funcionários públicos estatais.

A operação da imprensa para cobrir este fato se baseia em dizer que eram contratos políticos, que recebiam um salário e não compareciam ao serviço, o que é absolutamente falso, porque se assim fosse, seriam cúmplices avalizando um calote. O procedimento nesses casos indica fazer uma sindicância administrativa, tanto ao funcionário como à chefia e à Tesouraria para apurar responsabilidades e a comprovação do fato, estabelecer uma denúncia penal contra aqueles que resultarem culpados, prima facie, do crime de calote. Não aconteceu nada disso. As demissões sem justa causa vêm se produzindo sistematicamente, e sem levar em conta as tarefas desempenhadas pelos empregados: foi demitido pessoal da saúde que realizava tarefas nas áreas inundadas na região de Entre Rios, o que deixou sem emprego a uns e sem atenção sanitária aos mais vulneráveis.

Esta “crise” inventada promete levar o desemprego a um índice de pelo menos 10% antes de março. Os economistas da equipe de Macri advertiam a quem quisesse ouvi-los que como a Argentina tem os salários mais altos da América Latina, os empresários perdiam competitividade e só conseguiriam recuperar o país se o desemprego chegasse a 15 %. (O desemprego no momento da posse do novo presidente era de 5,7%). O que os economistas não diziam é que essa massa toda de pessoas sem emprego não consumirá e todas as empresas perderão clientes.

Algumas empresas privadas vinculadas à indústria têxtil começaram a demitir trabalhadores, porque o governo de Mauricio Macri abriu as importações. Grandes cadeias de supermercados estão fazendo encomendas de roupas no sudeste asiático, o que significará uma nova quebradeira à indústria têxtil argentina que tinha começado a se recuperar lentamente nos últimos 10 anos.

Os trabalhadores que têm feito manifestações reclamando pela perda dos seus empregos foram recebidos pela polícia, que violando o Protocolo de Segurança em vigor desde 2011, os reprimiram com disparos de balas de borracha e gás pimenta.

Os argentinos estamos vendo como, rapidamente, se estão instalando as políticas neoliberais em nosso país, e a estigmatização dos trabalhadores.

Apenas um mês se passou, mas o panorama é desalentador.

As ordens emitidas às forças de segurança é pedir documentos ao acaso a aqueles que transitamos pelas ruas. No caso de ter a pele mais escura ou aparência de ser pobre, a devolução da carteira de identidade sempre é acompanhada pela advertência de “cuidado com o que você faz”.

As semelhanças com as políticas desenvolvidas durante a ditadura cívico-militar de 1976, são demasiadas. E só faltavam os presos políticos. Já faz 48 horas, quando foi presa a dirigente social de Jujuy, a deputada do Parlasur Milagro Sala. O juiz que mandou prendê-la, amigo pessoal do governador, pediu uma licença após assinar a ata.

O governador de Jujuy, Gerardo Morales, disse sem se ruborizar, que a liberará só quando os trabalhadores que acampam na praça da prefeitura se retirem do local. Eles tomaram a medida radical de acampar porque desde que o governador assumiu ainda não conseguiram uma audiência com ele.

A prisão de Milagro Sala constitui, de acordo com o nosso Código Penal, um sequestro, porque exige que terceiros façam algo para que ela possa ser liberada. Milagro faz uma greve de fome na prisão.

Censura, liberalização do mercado, apagão informativo, demissões, decretos, repressão, impunidade judicial e prisão aos opositores.

Tudo faz pensar que os ditadores retornaram. Dessa vez, não com as botas dos militares, mas com votos.

E faz apenas um mês que este governo assumiu.

Débora Mabaires, de Buenos Aires, Argentina
Versão em português: Tali Feld Gleiser, de América Latina Palavra Viva – Traduções, para Desacato.info
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Governo Dilma não acabou, mostra Ibope


Ao examinar a visão dos brasileiros sobre 2016, uma pesquisa do Ibope estimulou profecias previsíveis em diversos Cavaleiros do Apocalipse de plantão nos tele-jornais. Compreende-se.

Para quem está empenhado em tentar demonstrar a incapacidade absoluta de Dilma Rousseff recuperar-se até o fim do mandato — melodia obrigatória para embalar o projeto de impeachment — a pesquisa deve ser apresentada como uma prova de que a paciência dos brasileiros esgotou-se e chegou a hora de mandar a presidente para casa sem muita demora.

O problema são os números. Para 50% dos brasileiros, o ano de 2016 será melhor do que 2015. Para 32%, será pior. Trata-se de um resultado claro, sem direito a tergiversações. Embora esse mesmo índice tivesse superado os 70% no início do primeiro mandato de Dilma, é impossível negar o significado de 50% no momento atual. A queda é inegável mas alguém vai achar que era inesperada?

O levantamento mostra que as mesmas pessoas que em todos levantamentos sobre o desempenho da presidente atribuem a Dilma os piores índices de aprovação da história das pesquisas de opinião, acham que o país pode melhorar até o final do ano.

Esta é uma grande notícia para qualquer governo, em qualquer época. Ainda mais para um país que atravessou um ano de recessão e corre o sério risco de repetir a dose em 2016, na opinião da maioria dos analistas, muitos deles simpáticos ao governo e ao PT.

Estes 50% mostram que iniciativas destinadas a melhorar a situação do país — ou pelo menos tornar o quadro menos ruim — terão acolhida junto a maioria dos brasileiros. Eles serão capazes de prestar atenção no que o governo vai dizer. Podem até acreditar que poderão vir medidas que podem dar certo. Para eles, em resumo, o governo não acabou.

Os dados sugerem que, mesmo com a popularidade baixíssima, o governo possui uma reserva de credibilidade para agir e tentar encontrar uma saída. Isso é ainda mais notável quando se considera o massacre permanente dos meios de comunicação contra tudo que se faz no Planalto. (Pode-se concluir, daí, que a mídia dispõe de uma credibilidade muito menor do que se costuma acreditar — mas não vamos discutir isso agora.)

A maioria de 50% a 32% mostra que a população pode não aprovar Dilma, mas não desistiu do país. Minha hipótese: isso pode acontecer porque, apesar do desastroso ano de 2015, não se perdeu inteiramente a memória das mudanças ocorridas no país.

Seja como for, os 50% dão ao governo uma margem para agir. Caso venha a atuar na direção certa, oferecendo respostas que interessam à maioria, pode-se até pensar numa recuperação de verdade.

Esta é a questão a ser encarada, agora.

Paulo Moreira Leite
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Os bilhões que separam neoliberais de heterodoxos


Há uma ignorância generalizada, inclusive na chamada elite culta, sobre o que é neoliberalismo, no Brasil e no mundo. A ignorância se amplia, inclusive nas esquerdas, quando se tenta estabelecer um confronto ideológico entre ortodoxia econômica e heterodoxia. A questão é colocada como numa partida de futebol onde os times são identificados pelos nomes, e nunca pelos jogadores. Na opinião pública em sentido amplo, não se trata de falta de nomes, mas de fetiches que funcionam como instrumentos de manipulação pela mídia.

Se você acha que isso é irrelevante devo lembrar que a candidata Marina Silva, assim como de Eduardo Campos e de Aécio, estabeleciam como pilar da sua proposta econômica presidencial o chamado tripé do câmbio (livre), juros (elevado) e superávit primário (alto). Para quem não sabe, esse tripé está encravado no coração do neoliberalismo e da ortodoxia econômica, que são mais ou menos a mesma coisa. Aposto que milhões de pessoas votaram no tripé. Pai, perdoai-os porque não sabem o que fazem. Milhões voltarão a fazê-lo caso não sejamos competentes para desmascarar essa empulhação.

O que é um ortodoxo, ou neoliberal? É o sujeito que acha que o mercado resolve tudo. Já o Governo, este é apenas um entrave. Os juros estão elevados? A oferta de dinheiro aumenta e os juros caem espontaneamente. O câmbio está supervalorizado? As exportações aumentam e promovem a desvalorização do câmbio. O desemprego aumentou? A oferta de trabalho se expande, pressiona os salários para baixo e isso estimula os empresários a gerarem mais empregos. A palavra mágica para tudo isso é uma só: equilíbrio de mercado.

Isso também se aplica aos preços de bens e serviços em geral. Inflação? Ora, não se afobe. O Banco Central, independente do Governo e atento ao mercado, cuidará de aumentar os juros e a demanda cairá promovendo o equilíbrio dos preços. Em suma: tudo se resolve pelo mercado. Ao Governo cabe apenas promover o equilíbrio fiscal. O mercado não é apenas um agente eficiente mas extremamente elegante. Não polui a economia com intervenções do Governo. E realiza o desenvolvimento econômico saudável!

O que é um heterodoxo, ou desenvolvimentista? É o sujeito que, tanto do ponto de vista teórico quanto prático, sabe que as teorias de equilíbrio espontâneo dos mercados são uma farsa. Em síntese, ele advoga câmbio administrado, juros controlados num nível baixo, política fiscal anticíclica (déficit na recessão e superávit no boom), e, regra suprema, uma certa administração dos preços para dar conta de inflação de custos provocada por política monopolistas e oligopolistas das empresas privadas, ou escassez de produtos agrícolas.

Você poderá achar que se trata de diferenças  simples. Grande engano. As diferenças são medidas em bilhões. Por trás dos ortodoxos neoliberais está um exército de serviçais de financistas que ganham bilhões de reais diariamente com a política que defendem, quando não são eles próprios os financistas ganhadores. Muitos, como Lara Resende, Pérsio Arida, Gustavo Franco, Edmar Bacha, escondem na falsa condição de acadêmicos sua posição real de aves de rapina da economia real, dentro da casamata neoliberal do Instituto Millenium.

Também em termos de rigor teórico o neoliberalismo ortodoxo é um embuste. Sou economista político, não sou matemático. Mas escrevi junto com um dos maiores matemáticos do Brasil, Francisco Antônio Doria, o livro “O universo neoliberal em desencanto”. Na sua parte, Doria desenvolve um conjunto de teoremas que provam matematicamente que mercados não entram em equilíbrio espontaneamente, embora possam fazê-lo por acaso. Como consequência, a doutrina do livre mercado não pode ter caráter normativo — razão pela qual o movimento Aliança pelo Brasil rejeita vigorosamente o neoliberalismo.

J. Carlos de Assis - Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, autor de “Sete mandamentos do jornalismo investigativo”, Ed. Textonovo, SP, 2015.
No GGN
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Eichmann: assim funciona a delação premiada

Ou delata ou tua mulher vai em cana!
Na foto, o centro da cebola
Mauro Marcondes Machado, 80 anos, foi preso, preventivamente, na Papuda, suspeito de crime cometido no âmbito da Operação Zelotes.

A Operação Zelotes, como denunciou o deputado Paulo Pimenta, perdeu o foco: engavetou os sonegadores gordos para se concentrar no Lula.

E, como se viu no documento aqui publicado, são gordíssimos os indícios que ligam a Globo do Sul, a RBS, ao esquema do Nardes, aquele relator do Tribunal das Contas, e ao PP do Francisco Dornelles.

Mas, isso não interessa à PF do .

O alvo é outro: o Lula.

De volta ao Mauro Machado.

O advogado dele é o Roberto Podval, respeitado criminalista, advogado também do José Dirceu.

Segundo o Estadão, vazo privilegiado de vazadores (criminosos) contumazes — na TV Afiada se mostra como acabar com os vazadores —, Machado foi procurado por um delegado da Polícia Federal (sic) do zé, Marlon Oliveira Cajado.

Segundo Podval, Cajado “chantageou” Machado: delata ou sua mulher e sócia, Cristina Mautoni, será transferida para uma “unidade prisional”.

Cristina estava em prisão domiciliar, numa cadeira de rodas, por causa de cirurgia nas pernas.

Importante: Cajado “propôs” a delação premiada sem consultar Podval.

Para Podval, delatar é uma decisão do cliente.

Ele, pessoalmente, é contra, mas essa é uma decisão do cliente.

Que não pode ser tomada sem que o advogado saiba!

Sem consultar Podval, Marlon “chantageou” Machado — delata ou sua mulher vai em cana!

Podval reclamou com um Procurador da República na Zelotes: onde é que nós estamos?

Que Democracia é essa?

O Procurador, segundo Podval, o tratou como se estivesse diante de um poste.

Não piscou!

E, ANTES, ANTES que se formalizasse o acordo da delaçãao de Machado, Cristina, em cadeira de rodas, foi para a cadeia.

Onde é que nós estamos, amigo navegante?

Nós estamos, amigo navegante, num regime totalitário, de exceção, numa DITADURA em que o “centro da cebola” é o zé da Justiça.

“Centro da cebola” foi a expressão que Hanna Arendt usou para definir o papel do Eichmann na reportagem sobre a ”banalidade do mal”.

O nazismo é a cebola.

O regime totalitário.

Eichmann era aquele burocrata moluscular, amébico, lá no fim, que se encontra depois de descascar a cebola.

Lá dentro está o Eichmann.

O zé.

O cúmplice irrelevante.

De um regime totalitário.

Eichmann, como ele, cumpria o papel de dar sequência à rotina totalitária.

É o que o zé faz.

Enquanto ele estiver ali será impossível punir os vazadores.

E alguns dos vazos, como os do Estadão!

Paulo Henrique Amorim
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PSDB defende barragem, mas Aécio silencia


O presidente do PSDB e ex-governador de Minas Gerais, senador Aécio Neves, se silenciou sobre o licenciamento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco, concedido quando governava o estado.

De acordo com o Ministério Público, a licença prévia para a obra em Mariana foi concedida, em 2007, sem que a mineradora apresentasse o projeto executivo. “O Ministério Público, desde o início, analisou o licenciamento com a maior profundidade possível. Podemos apontar com grande exatidão que ele (licenciamento) foi decisivo para que ocorresse essa tragédia”, afirmou o promotor Carlos Eduardo Ferreira, um dos responsáveis pelo caso.

Líder da oposição que age para afastar a presidente Dilma Rousseff, o senador mineiro se calou diante da acusação. Quem se posicionou sobre a declaração foi o PSDB de Minas. Em nota, o partido alega que em junho de 2015, cinco meses antes do rompimento da barragem, o Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) aprovou o licenciamento para a realização de grandes obras nas barragens.

“Tais licenciamentos contaram com o aval do Ministério Público Estadual. Isto demonstra que o processo feito anteriormente foi realizado de acordo com a legislação então vigente”, acrescenta a nota, segundo O Globo.

A tragédia em Minas deixou 17 mortos, dois desaparecidos, e além de contaminar as aguas do Rio Doce. Os resíduos chegaram ao litoral da Bahia, segundo o Ibama.

No 247


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Las deudas de Macri


Todos los denominados políticos en el mundo occidental, en su camino de ascenso a un título presidencial, hacen numerosos compromisos con los denominados lobbies de cabildeo, para su apoyo ya sea de orden político o económico, el caso del actual elegido presidente en la república Argentina, Mauricio Macri no es la excepción de la regla. Aparte de sus compromisos con su clase social, la burguesía nacional y sus pactos con otras tendencias, hubo uno que marca claramente sus proyecciones actuales, los que hizo con el importante lobby judío establecido en ese país.

Con independencia de lo criticable del hecho terrorista de la voladura de la sede de la AMIA, ocurrido décadas atrás, donde hubo varias decenas de muertos y numerosos heridos, las autoridades existentes en aquel momento trataron de inculpar a diplomáticos iraníes sin haber ningún indicio ni prueba concluyente que lo demostrara, todo ello apoyado por representantes del aparato de seguridad en la persona de ‘’Jaime’’ Stiuso, encargado en aquel entonces del control de la causa quien ahora estaría prófugo en territorio norteamericano y se plantea la posibilidad de su regreso a Argentina al estar Macri al frente del gobierno.

En la etapa previa a la campaña electoral, a través de la gestión del fiscal Alberto Nisman fue reabierta dicha causa donde se trataba de implicar de alguna manera a la entonces presidenta Cristina Fernández por supuestamente haber manipulado la investigación de los hechos, cosa posteriormente descartada, a pesar del suicidio del fiscal actuante, una muerte que también se intentó utilizar contra el gobierno kirchnerista.

Ahora, familiares de Nisman y de la comunidad judía en Argentina reclamaron al presidente su intermediación para la reapertura de la causa. Macri se mostró complacido y afirmó daría su apoyo a la solicitud, lo cual permitiría el encausamiento nuevamente de la ex presidenta, crearía un manto de sospecha sobre su actuación en el caso y generaría la duda en la población en beneficio del nuevo gobierno y los sectores de la derecha empeñados en desacreditar el kirchnerismo.

El problema queda más claro debido a la crisis popular que padece el gobierno de Macri por sus medidas antipopulares y que afectan a la masa trabajadora y sectores mas necesitados del país, por su entrega a los intereses del capitalismo internacional y su accionar neoliberal desde el primer día de su gobierno. O sea, la vieja táctica de desviar la atención de lo que ocurre y de paso echar lodo sobre la ex presidenta y su gobierno.

Con independencia de lo que entraña la reapertura de la causa y quiénes están detrás de ello, no está de más alertar a los actores políticos internacionales del sentido de las acciones de Macri en beneficio propio y no precisamente a favor de la república Argentina.

Pedro Pablo Gómez
No La Pupila Insomne
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MPF escondeu delação que afasta envolvimento de Odebrecht na "lava jato"

Ao transcrever a delação de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, na operação “lava jato”, o Ministério Público Federal deixou de fora trecho no qual ele diz que Marcelo Odebrecht nunca esteve relacionado à corrupção investigada na Petrobras. “Nunca tratamos de nenhum assunto desses diretamente com ele” e “ele não participava disso”, diz Costa, quando questionado sobre Odebrecht (veja no vídeo abaixo).

Ao decretar prisão de Marcelo Odebrecht, juiz não
teve acesso a depoimento segundo o qual ele não
participava de esquema.
O depoimento está no termo 35 e foi colhido pela força-tarefa da “lava jato” em 3 de setembro de 2014, bem antes da prisão preventiva de Marcelo Odebrecht, que aconteceu em junho de 2015. O juiz Sergio Fernando Moro, responsável pela operação na 13ª Vara de Curitiba, avaliou na ocasião que, “de toda a análise probatória”, seria possível concluir pelo envolvimento de Marcelo e outros dirigentes da Odebrecht.

O advogado do ex-presidente da holding Odebrecht, Nabor Bulhões, acusa o Ministério Público de manipular provas. Em entrevista à revista eletrônica Consultor Jurídico, afirma que Moro poderia ter tomado decisão diferente se tivesse sido informado de forma correta.

“Se a declaração completa estivesse nos autos, obviamente teria inibido o juiz a determinar a realização de buscas e apreensões e a prisão de uma pessoa que foi inocentada por aquele que é apontado como coordenador das condutas criminosas no âmbito da Petrobras.”

Bulhões diz temer que outras delações tenham
sido manipuladas pelo MPF.
Bulhões protocolou nesta segunda-feira (18/1) pedido para ter acesso a todos os vídeos das delações premiadas — que não foram anexados aos autos nem entregues às defesas dos réus. “Ao ver este vídeo, passamos a temer que tenha havido manipulação de outros depoimentos”, afirma. O advogado pede também que a defesa tenha tempo para comparar tudo o que é dito nos depoimentos às transcrições entregues (o que ele calcula que pode ser feito em torno de 15 dias).

A petição cita entendimento de José Carlos Barbosa Moreira, segundo o qual é preciso assegurar à pessoa investigada “o acesso a toda informação já produzida e formalmente incorporada aos autos da persecução penal em causa, mesmo porque o conhecimento do acervo probatório pode revestir-se de particular relevância para a sua própria defesa”.

E acrescenta entendimento da ministra Assusete Magalhães, do Superior Tribunal de Justiça: “À luz do Estado de Direito, o conjunto de informações submetidas ao contraditório, no processo penal, deve ser completo, não cabendo à autoridade policial proceder à seleção do material colhido na interceptação telefônica”. Se é assim com as interceptações, deve ser também com os depoimentos colhidos, entende Bulhões.

O advogado aponta que, com o relato de que Marcelo Odebrecht nunca tratou dos assuntos investigados, não sobra justificativa para a sua prisão preventiva. Isso porque outro motivo apontado inicialmente era ele ter sido copiado nos chamados “e-mails sonda”, que tratavam de sobrepreço em contrato de operação de sondas para a Petrobras.

Trata-se, segundo Bulhões, de um mal-entendido, pois depoimentos de técnicos afirmaram que sobrepreço é o termo técnico usado para determinar o valor recebido pela empresa depois de quitados todos os custos da operação, em inglês chamado de “cost plus fee”. Ou seja, sobrepreço não diz respeito a superfaturamento, mas ao lucro esperado para aquele contrato.

Clique aqui para ler a petição.

Veja o vídeo do depoimento:



Marcos de Vasconcellos
No Conjur
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O perigoso Haddad e a Paulista

http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=8162

Estive em São Paulo. Observei várias coisas interessantes desde a saída de Porto Alegre: voos lotados, filas imensas, aeroporto transbordando. Pensei ironicamente: só pode ser a crise. Sei que ela existe e é grave. Bicho está pegando. Fiquei procurando explicação para essa contradição acachapante. Hotel lotado. Saímos com amigos para jantar em São Paulo. Tempo médio de espera numa pizzaria da moda: duas horas. Ouvi a explicação de que a crise não pega parte da classe média. Deve ser isso mesmo.

Estamos bem no fundo do poço.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, é perigoso. Desconfio que seja até comunista. Adotou medidas terríveis que desencadearam a ira de parte dos paulistanos. Diminuiu a velocidade dos automóveis nas marginais e com isso aumentou a fluência do tráfego e reduziu o número de acidentes. Um paradoxo. Lesou os paulistanos no sagrado direito diário ao engarrafamento. Foi acusado de estar na contramão da história, de ser bicho-grilo, de odiar carros e de representar o bolivarianismo atrasado e ideológico. Liberou paredes para grafiteiros. Foi atacado por estimular o vandalismo. Está lindo. Dificilmente Haddad será reeleito. É visto por muitos como o pior prefeito do mundo.

Há eleitores que preferem opções mais gabaritadas e com experiência administrativa como João Doria e José Luís Datena, que desistiu ao descobrir, só agora, que o PP não é santo.

Outra atividade assustadora de Fernando Haddad, que pude comprovar pessoalmente, é o fechamento da imponente avenida Paulista aos carros nos domingos para que se transforme em área de lazer. Virou um terrível parque de diversões com ciclistas, mulheres tomando banho de sol, crianças correndo, músicos tocando e cantando, casais dançando, gente caminhando, correndo e pulando.

Mais uma vez, Haddad foi rotulado de anacrônico e ideológico.

O PSDB, sempre tão moderno e racional, entrou na justiça para tentar desbloquear a Paulista. José Serra foi ao local, num domingo de chuva, para demonstrar que é um desperdício fechá-la.


Fiquei com a impressão que Haddad está mal-informado: não sabe que a Paulista é o coração do capitalismo brasileiro e não pode ter tempo morto, salvo se, quem sabe, for cobrado pedágio dos que a ocupam aos domingos para se divertir infantilmente. Chega a ser humilhante ver a Paulista sem engarrafamento, salvo de bicicletas e gente sem camisa. Onde já se viu humanizar o núcleo trepidante da Pauliceia Desvairada! A ideia de reservar a Paulista para lazer aos domingos é tão ridícula que pretende ser copiada por Paris, que quer reservar a luxuosa Champs-Elysées para “promenades dominicales”.

Haddad propôs também a regulamentação do Uber em termos que serão ótimos para todas as partes, começando com uma consulta popular. A Câmara de Vereadores não pretende deixar passar tamanho absurdo. Voltei de São Paulo aturdido. Se eu morasse e votasse lá, Haddad jamais teria o meu voto. É muito perigoso. Deve ser até comunista. Além disso, até pouco tempo era apenas um poste do Lula. Se a capital paulista continuar com administrações desse tipo, a cidade perderá a sua identidade. É visível que está sendo descaracterizada. Um pouco mais e será um lugar habitável. Não dá.

O aumento da passagem de ônibus a devolve à realidade. O pau come.

É como a Petrobras.

Para uma ala, ponderada, equilibrada e sensata e sem ideologia, a queda dos preços das suas ações nada tem a ver com o preço internacional do petróleo, que despencou. É só uma coincidência.
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Chico Buarque não foi a primeira vítima do "jornalista" João Pedrosa


Para quem está acompanhando o affair envolvendo Chico Buarque e João Pedrosa, um vendedor de antiguidades de São Paulo que também se faz passar por jornalista: se você pensa que o pedido de desculpas do rapaz por conta dos xingamentos a Chico, depois que o compositor e família decidiram processá-lo, é verdadeiro, não caia nessa. Ele só amarelou com medo do processo, porque chamar Chico de "ladrão" e sua família de "canalha" não foi um ato isolado ou um desabafo, como quer agora fazer parecer, certamente orientado por algum advogado. Porque esta não é a primeira vez que Pedrosa vocifera contra quem discorda de sua visão estreita de mundo, e digo isso de cátedra: fui vítima de seu esgoto verbal quando, no meio do ano passado, escrevi uma crônica de apoio a Jô Soares, que estava sendo atacado e ameaçado por gente como este rapaz. Reproduzo abaixo o post que o vendedor de antiguidades publicou no meu perfil do Facebook, antes de ser devidamente bloqueado. Veja que ele tem se mantido coerente em termos de baixaria e intolerância:


Luiz Caversan
No Esquerda Caviar
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Detrator erra endereço da carta para Chico Buarque

Foi pela imprensa, que Chico Buarque, seus familiares e o advogado João Tancredo tomaram conhecimento da carta com pedido de desculpas que o pseudo jornalista e colecionador de arte de São Paulo, João Pedrosa, diz ter enviado ao cantor. Pelo jeito, a remessa foi para o endereço errado — chegou nas mãos dos jornalistas antes do destinatário. Isso é um claro sinal que mais do que arrependimento por ofender os Buarque de Hollanda, tratados por ele como “Família de canalhas!!! Que orgulho de ser ladrão!!!””, a preocupação de Pedrosa é tentar limpar seu nome. Afinal, como admitiu ao site da Veja SP, “meu nome está jogado na lama”.

Na foto de Silvia, Chico e Helena, divulgada no Instagran de Silvia,
Pedrosa descarregou sua raiva ofendendo o cantor e seus familiares:
“Família de Canalhas!!!Que orgulho de ser ladrão!!!”
Chico, seu familiares e seu advogado leram a carta pela coluna da Mônica Bérgamo, na Folha de São Paulo, on line. Como diz Mario Canivello, assessor do compositor, “a carta tem até um pedido de desculpas, mas não tem uma retratação formal. Em momento algum nós conseguimos detectar ali uma retratação formal. Ele não diz, “errei, não tenho provas de que o Chico seja ladrão, a família não é uma família de canalhas”.”

Tudo pode não passar de uma estratégia do colecionador de arte na tentativa de evitar o processo que a família unida pretende lhe mover, como noticiamos em Chico Buarque processará fazendeiro de Guaíra (SP).

“Não só pelo conteúdo da carta como também por entrevistas que está concedendo. Ele está muito mais preocupado em justificar e legitimar a agressão dele do que realmente fazer uma retratação formal”, diz Canivello.

Na entrevista à Vejinha São Paulo, além de se confessar eleitor de Aécio Neves, o colecionador volta a criticar o cantor e compositor: “Em meio às circunstâncias atuais, ele ainda promove o PT e o Movimento dos Sem Terra.”

Abaixo leia a carta que ele endereçou aos jornalistas antes de ser entregue a quem ela deveria ser dirigida, caso não houvesse um interesse maior de aparecer do que pedir perdão.

João Pedrosa, mais preocupado em tirar o nome da lama
do que se desculpar com os ofendidos
Foto: Reprodução Facebook
“Carta a Chico Buarque e família,

Estou escrevendo essa carta para me desculpar, se isso for possível. Eu errei e me excedi ao insultar a sua família. Infelizmente a política brasileira nos colocou em campos opostos, assim como acontece com toda a nação.

Quero crer que nós queremos a mesma coisa para os brasileiros por vias opostas, uma vida digna e próspera. A sua via é o socialismo, e a minha, o capitalismo. Desde a eleição da presidente, o Brasil entrou numa espiral negativa de ódio de classes, racial e política, que mergulhou o Brasil num caminho de decadência econômica, moral e social inegáveis, que eu acredito tragicamente irreversíveis, foi isso que motivou o meu ódio, e o meu comentário errado e infeliz.

O meu insulto foi motivado por sua associação ao PT e ao MST, são eles que eu considero ameaça à nossa dignidade e nossa democracia. Fui motivado pelas mulheres que estão dando à luz nas calçadas, aos velhos sem atendimento nos chãos dos hospitais, e principalmente, aos milhões de pais de famílias impedidos de darem pão e dignidade às suas famílias e vidas, enquanto os políticos patrocinam copas e olimpíadas, e o enriquecimento, e poder pessoal deles.

Espero que acredite que o meu arrependimento é sincero, e eu afirmo que é, mas também são extremos a minha revolta e indignação com o nosso momento atual, foi isso que motivou o meu erro. Sem mais, sinceramente,

João Pedrosa”

Marcelo Auler



O pedido de desculpas do ‘jornalista’ que atacou Chico é pior que a ofensa original

Pedrosa
Pedrosa
Infelizmente não existe essa figura no nosso Código Penal, mas, se existisse, o “jornalista” João Pedrosa mereceria ser processado não apenas por calúnia e difamação, mas por burrice e falta de caráter.

Seu pedido de desculpas a Chico Buarque é uma peça que mistura estupidez, covardia e falsidade em doses cavalares.

Por que não fez antes? Por que um mea culpa depois de saber que será acionado na Justiça?

Grana. Foi o terror de mexer no bolso que o fez subitamente se arrepender de deixar no Instagram de Silvia Buarque a mensagem “Família de canalhas!!! Que orgulho de ser ladrão!!!”

Até ontem, Pedrosa achava normal invadir uma conta de rede social alheia para deixar um recado desse nível.

Ele se justificou, numa entrevista à Veja SP, se definindo como “totalmente antipetista”. “A Venezuela é o único país que está pior que o Brasil, mas iremos chegar lá”, disse.

“Estava revoltado, tinha acabado de ver umas imagens de pessoas em hospitais, de uma mulher que pariu na rua. Sou uma pessoa de esquerda, apesar de ser elite”.

A tal carta é pior que isso. (leia acima)

Noves fora o massacre da língua portuguesa, Pedrosa joga a responsabilidade por sua canalhice no colo de Dilma e na “espiral negativa de ódio de classes, racial e política” que sua eleição provocou.

Chico Buarque, suas filhas e sua ex-mulher foram caluniados, ao fim e ao cabo, por causa da presidente, das mulheres que dão à luz nas calçadas — e por ter uma opinião diferente da dele.

Nunca se ouviu falar de qualquer remota iniciativa de João Pedrosa no sentido de mitigar o sofrimento dos brasileiros. A razão é que ele nunca fez nada. Ninguém sabe quem ele é.

É apenas mais um revoltado online. Foi tirado do anonimato por sua própria calhordice e falta de noção e de modos. Ficará conhecido como o sujeito que, ao redigir desculpas para tentar escapar de um processo, piorou ainda mais sua situação.

Kiko Nogueira
No DCM
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Dilma acaba com mamata do Judiciário e MP. Marajás se revoltam


Na verdade, a presidente apenas sancionou uma lei que impõe algumas restrições ao uso do auxílio moradia, até então distribuído indiscriminadamente a juízes e procuradores.


Foi o bastante para os marajás se revoltarem.


Os paneleiros, calados.


A mídia, cúmplice.


Se for para baixar salário de professor, aí vale distribuir cacetada, com apoio da mídia.


Será que isso tem a ver com o que os marxistas chamam de luta de classes?

* * *

No site É Assim.

O fim do auxílio moradia para juízes e procuradores causa revolta e vai ao STF

A presidente Dilma sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias que acaba com o privilégio das autoridades.

Da Redação

Uma decisão da presidente Dilma Rousseff vem causando insatisfação entre procuradores e juízes. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada pelo Congresso e sancionada por Dilma, restringiu os gastos com auxílio-moradia de políticos, autoridades e servidores.

Mas, procuradores e magistrados, porém, ameaçam recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar as restrições, informa reportagem de Eduardo Militão, publicada no Correio Braziliense.

O benefício de R$ 4.377 por mês é utilizado, em alguns casos, para ultrapassar o teto constitucional de R$ 33 mil — manobra que os novos limites impostos pela LDO buscam coibir. A norma estabelece que, para receber a verba indenizatória, será preciso apresentar o recibo do gasto com aluguel ou hotel, requisito até então não exigido de magistrados e membros do Ministério Público.

A LDO também especifica que o auxílio-moradia não será fornecido caso a pessoa ou seu cônjuge tenha residência própria.

Quando a lei foi aprovada pelo Congresso, em 17 de dezembro, oito associações de juízes, promotores e procuradores ameaçaram ir ao Supremo se Dilma não vetasse a medida. “Não se hesitará em adotar as providências pertinentes no âmbito do Supremo Tribunal Federal, guardião maior da Constituição”, disseram em nota divulgada à época.

O presidente da Associação de Juízes Federais (Ajufe), Antônio César Bochenek, disse ao jornal que as entidades ainda estudam a elaboração de uma ação direta de inconstitucionalidade no STF. Já o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), João Ricardo Costa, informou que o assunto só deverá ser tratado a partir do dia 15.

Para o grupo, a LDO é inconstitucional porque é uma lei comum que tratou de assuntos já regulados por duas leis complementares que regem a magistratura e a procuradoria.

Miguel do Rosário
No Cafezinho
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Eclipse total da razão


Quando um chargista troca um personagem pelo outro, há mais do que política envolvido no assunto.

Antes, por tudo que temos assistido na imprensa brasileira, parece um caso típico de ato falho provocado pela servidão ao pensamento único da mídia.

Um ato reflexo involuntário, para ser mais preciso, quando a mente adestrada recusa-se à análise crítica e entrega-se ao ridículo em detrimento do pensamento racional.

Expor negativamente Fernando Henrique Cardoso nas páginas do velho tabloide da RBS sempre foi uma circunstância inconcebível. Uma fratura ética na rígida moral antipetista da Zero Hora com a qual nunca se pôde negociar.

Trocá-lo por Lula, portanto, foi um ato reptiliano de sobrevivência do chargista. Uma demanda ancestral anterior ao período evolutivo, em si.

Resta saber se o profissional em questão debruçou-se sobre a prancheta sob demanda ou, ciente de seu papel na engrenagem, decodificou o noticiário por filtro inconscientes: não, não podia ser FHC a receber propina de 100 milhões de dólares.

Tinha que ser Lula.

SÓ PODIA SER LULA!

E, assim, foi Lula. E em reais.

Ou se algum infiltrado deu a ordem e acreditou, ingenuamente, que alguém na Zero Hora teria a petulância de ligar FHC ao termo "propina" num mesmo espaço gráfico.

Leandro Fortes





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