8 de jan de 2016

Charlie Hebdo: As dúvidas que deixa a versão oficial


O jornalista Gabriel Fernández e o pesquisador Oscar Abudara Bini revelam o que quase nenhum meio se atreveu a revelar. Na primeira parte, uma análise detalhada dos vídeos oficiais do momento do atentado que a TV francesa mostrou. (Vídeos em espanhol.)

Por que não tem sangue na hora do disparo a um dos policiais? A área do atentado estava “liberada”?



Segunda parte do programa especial que analisa em detalhe as imagens do atentado à revista Charlie Hebdo. O que fazia uma pessoa com colete anti-balas no terraço de onde foi gravado um vídeo? Por que tinha mais de cinco pessoas no terraço do prédio quando disseram que só tinha uma? Que semelhanças podem ser echadas com o acontecido no atentado à sede da AMIA, Buenos Aires, em 1994? Tem um novo modus operandi das potências hegemônicas através de mercenários que fazem o “trabalho sujo”?

Uma coprodução de Annur Tv e La Señal Medios.


No Desacato
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Vale tudo na delação? Dinheiro para Wagner em 2006 por obra iniciada quase em 2012?


Não tenho procuração nem de Jaques Wagner nem de José Sérgio Gabrielli para defendê-los.

Aliás, sequer conheço qualquer um dos dois.

Mas há algo estranhíssimo neste documento de delação de Nestor Cerveró — vazado ilegalmente — apreendido de posse — ilegal — de Delcídio Amaral e, de novo, vazado para o Estadão.

Segundo o texto, Gabrielli teria  decidido transferir para Salvador — uma das importantes sedes da Petrobras, desde sua fundação — uma parte do setor financeiro da empresa. “Para tanto, foi construído um grande prédio em Salvador, onde atualmente é o setor financeiro da Petrobrás.”, diz o documento. Aí, teria escrito Cerveró, foi construído um prédio e, desta obra, parte dos recursos teria ido irrigar a campanha de Jaques Wagner ao governo baiano em 2006, mas que “não se lembra” por intermédio de que empreiteira teria construído o edifício.

Bem, não sei se Wagner recebeu dinheiro de tal ou qual empreiteira e não tenho como afirmar que tenha sido legal ou ilegal qualquer doação.

Mas, ao que parece, sou capaz de ir procurar informações para saber se isso coincide ou não com os fatos.

Aí encontro na página oficial da Petrobras a cobertura do lançamento da pedra fundamental de seu edifício na capital baiana, é fato. O mesmo em outras publicações baianas.

Só que em 19 de dezembro de 2011. Quer dizer: a obra começou mais de cinco anos depois da eleição de Wagner ao governo pela primeira vez ao Governo da Bahia e mais de um após sua reeleição.

Por mais que eu tente, não consigo atinar como foram feitos pagamentos — que seriam desviados para a campanha — com mais de cinco anos de antecedência!

Em qualquer lugar do mundo, obra é paga à medida de sua realização e atestada a execução. Pode haver fraude no preço ou na medição (que é como se chama o “confere” que se faz para pagar uma fatura de “X” reais). Nem sequer digo que não haja, porque não conheço propina paga antes de receber-se e com cinco anos de antecedência.

Em sua defesa, Gabrielli mostra — comprovando com reportagem de jornal — que  a mudança do setor financeiro se deu em 2008, para prédio já ocupado pela empresa, que recebeu reforma a partir de 2007. Cerveró se refere especificamente à construção de “um grande prédio”, o que não é o caso de uma mera reforma em um já existente. E cita como testemunhas duas pessoas que já morreram, convenientemente.

Agora, é de doer que seja aceito como “delação”  para fins de reduzir a pena de um ladrão a história do “não me lembro qual foi a empreiteira, mas todo mundo sabia”.

Ouviu na “Rádio Corredor”?

Passamos ao vale-tudo para atingir a honra das pessoas, faz tempo.

A história não tem densidade para render uma matéria, que dirá para render um processo, como o que há ali.

Muito menos para valer perdão ou redução de penas para quem desviou milhões e menos ainda para atingir outras pessoas na base do “ouvi falar” e  do “todo mundo sabia”.

É preciso que haja um mínimo  de verificação antes de se acusar alguém tão gravemente.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Cunha diz que Dilma “não praticou improbidade” — assista


“Qual é a motivação? A presidente da República não praticou, no exercício do mandato atual que ela tá, qualquer ato de improbidade administrativa que possa caracterizar uma denúncia por improbidade ou denúncia de fatos que são atribuídos no exercício do seu mandato”.

Podia ser uma frase do advogado da presidente Dilma ou de um ministro ou de um deputado petista, mas quem a proferiu — pasmem — foi Eduardo Cunha, na noite de 16 de março de 2015, durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, um dia depois das grandes manifestações contra Dilma em todo o país.

O que se viu ali foi uma situação no mínimo curiosa, para não dizer paradoxal e grotesca. Um dos entrevistadores, João Doria Jr., que ninguém sabe o que estava fazendo ali, pois se supõe que num programa de debates os debatedores sejam jornalistas e não representantes do alto clero do empresariado paulista, cobrava o tempo todo de Cunha a instalação imediata do impeachment, tentando, talvez, puxar para si a liderança do movimento anti-Dilma, e Cunha derrubava todos seus argumentos, um a um, chegando até a perguntar a Doria: “Você quer o impeachment por que circunstância”? Cunha também lembrou que o caso de Dilma era completamente diferente do de Collor e repetiu várias vezes que o impeachment, do ponto de vista legal não era cabível. Vale a pena ler de novo um trecho do debate, comandado pelo jornalista Augusto Nunes:



João Dória Jr.: O senhor acaba de afirmar que é contrário, ao menos neste momento a dar guarida a um processo de impeachment. Já há uma dúzia de processos encaminhados. Há que considerar 1) as manifestações populares de ontem, em todo o Brasil, uma parte considerável pediuimpeachment e dois juristas dos mais ilibados e respeitados, um ex-ministro da Justiça, Bernardo Cabral e o outro Yves Gandra Martins, respeitado por todos os juízes do Supremo Tribunal Federal. Ambos dizem o seguinte: um processo de impeachment com imperícia, imprudência e omissão podem justificar um pedido de impeachment à presidente Dilma Rousseff. O senhor levaria em consideração clamor popular, mas mais do que isso a legalidade de um pedido de impeachment com base legal ou não?

Eduardo Cunha: Veja bem, Doria. Eu tô olhando lá, pelo que tem, você tá querendo atribuir base legal do pedido de impeachment por que circunstância? Qual é a motivação? A presidente da República não praticou, no exercício do mandato atual que ela tá qualquer ato de improbidade administrativa que possa caracterizar uma denúncia por improbidade ou denúncia de fatos que são atribuídos no exercício do seu mandato.

JDJ: Estes dois juristas... eu não sou jurista...

E.C.: Eu também não sou... eu sou meio rábula. Só que no meu pouco entendimento de rábula eu entendo que não é cabível. Eu acho que nós temos além do problema jurídico, nós temos um problema político. Se eu não der uma justificativa... porque nós sempre temos que ter na memória o que aconteceu no processo de impeachment do ex-presidente Collor. São duas circunstâncias absolutamente diferentes. Naquele momento ele estava no exercício do seu mandato, havia uma denúncia, houve uma CPI sobre os atos praticados no exercício do mandato, houve uma culpabilidade atribuída pela CPI no seu relatório com relação ao exercício do mandato e uma denúncia do Procurador Geral da República com relação a fatos no exercício do mandato e aí gerou o pedido de impedimento. Agora não existe isso!

Outra entrevistadora pergunta:   Mas o senhor acha que tem fatos anteriores ao exercício do mandato que justificariam?

E.C.: Eu não tenho condição de avaliar se existem. Se porventura existissem também não seria cabível. Porque nós estamos num outro mandato. Que se iniciou em 1º. de janeiro. Então, não vejo ali uma base legal.

Seria justo e honesto Eduardo Cunha contar à nação qual foi o crime de improbidade cometido pela presidente entre o dia 16 de março e o dia em que ele instalou o processo de impeachment, já que até então ela não tinha cometido nenhum.

Se não fizer isso vai ficar claro que ele instalou o processo sem nenhuma base legal, caracterizando a fraude que ele apresentou à nação, mas que aos poucos está sendo desmascarada, o que não basta, pois o prejuízo que sua iniciativa irresponsável causou à economia brasileira ainda está longe de ser avaliada.

Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão", "O domador de sonhos" e "Dragonfly" (lançamento janeiro 2016).
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A receita de Marina para ganhar os holofotes da imprensa

Boba ela não é: Marina
Fui ao Twitter ver o que se estava falando de duas mulheres que foram notícia estes dias: Lu Alckmin e Marina Silva.

A primeira pela orgia aérea, os copiosos voos em aeronaves patrocinadas pelo contribuinte paulista. A segunda pelas declarações golpistas.

Batata.

Nada de novo sobre a senhora Alckmin. O tuíte destacado era um artigo meu de dois dias atrás. Globo, Veja, Estadão, a própria Folha que deu a nota: nada.

Um abuso de tal magnitude dos recursos públicos não é notícia para a imprensa.

Marina, em compensação, estava, e está, em todos os lugares. Parecia uma estrela de rock.

Isso mostra duas coisas.

Um: notícia, na versão peculiar da imprensa brasileira destes tempos, é tudo que seja negativo para o PT.

Dois: Marina pode ser golpista, confusa, prolixa e assaltada por um crônico autovitimismo. Mas tonta não é.

Ela sabe que a fórmula infalível para conseguir os holofotes de jornais e revistas, hoje, é defender o golpe.

Você vai aparecer na primeira página dos jornais, terá destaque nas revistas, falará a rádios e emissoras de tevê.

É a palavra mágica. Duas meras sílabas: golpe.

Veja o que aconteceu com Joaquim Barbosa. Enquanto ele disse tudo que os barões da mídia queriam que ele dissesse, teve tratamento de rei.

Bastou sair um pouco do roteiro e passou a ser ignorado como um frentista do interior. Em sua conta no Twitter ele defendeu vigorosamente, por exemplo, o fim do financiamento por empresas de campanhas eleitorais.

Atacou, também, a oposição por sustentar Eduardo Cunha, o rei dos corruptos. No início de outubro de 2015, ele escreveu no Twitter: “Contra o presidente de uma das casas do Congresso há acusações de crimes graves, mas ele é apoiadíssimo pelo PSDB!”

Note duas coisas na eloquência tosca, mas sincera, de JB: uma é o superlativo apoiadíssimo. Eduardo Cunha, sublinhou, era mais que apoiado por FHC, Aécio e sequazes. Era apoiadíssimo. A outra é a exclamação.

Bem, tente achar JB em jornais e revistas. Se ele quiser voltar a ser notícia, vai ter que dizer, como antes, o que Marinhos, Frias et caterva desejam que ele diga.

É uma troca que funciona assim: eu dou a você notoriedade, e com ela você pode ganhar dinheiro com palestras, livros, o que for. E você me dá opiniões que me ajudem a destruir meu inimigo.

Quem se estrepa com isso é a sociedade.

Marina falou em cassação pelo TSE. Em minha busca no Twitter, a primeira menção era da Veja.

Até o site ultrarreacionário Antagonista, de Diogo Mainardi, noticiou o rompante golpista de Marina. (Quem for ao Twitter de Eduardo Cunha vai reparar que ele retuíta com frequência o Antagonista. Cunha e Mainardi: tudo a ver.)

De novo: Marina pode ser tudo, mas tonta não é, ainda que muitas vezes pareça.

Paulo Nogueira
No DCM
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Macri prevé eliminar unos 13 mil empleos públicos en Argentina


A menos de un mes de asumir Mauricio Macri el gobierno derechista de la Alianza Cambiemos, no sólo ha emitido más de 50 decretos sino que ya despidió a miles de empleados en la capital y en la provincia de Buenos Aires y otras intendencias que gobierna, mientras amenazan con más despidos con argumentos de persecución política y avanzan hacia un régimen autoritario advirtiendo que seguirán dictándose decretos, ignorando la convocatoria al Congreso.

Los diputados del Frente para la Victoria (FPV) acompañados por miles de personas realizaron un abrazo simbólico al Congreso de la Nación respondiendo a una convocatoria de la Organización Resistiendo con Aguante que en las redes sociales exigen sesiones extraordinarias ante el abuso de poder, para defender la Instituciones democráticas” y ante el silencio mediático sobre todo lo que está sucediendo en el país.

El diario Tiempo Argentino reveló un instructivo denominado Hoja de Rutas Empleo Público enviado a los ministerios por la cartera de Modernización a cargo de Andrés Ibarra, en donde se detalla un plan para relevar la totalidad de cargos estatales en un plan de control de todos los empleados estatales, con el fin de identificarlos, pero especialmente para conocer: cuántos son, cómo fueron contratados y a qué gremios y partidos político pertenecen y Tiempo Argentino confirma que, sólo en el comienzo el ejecutivo se prepara para suspender, rescindir o impugnar más de 13 mil empleos públicos.

Los diputados del FVP-PJ comunicaron que están respondiendoal reclamo generado a través de las redes sociales para que Macri convoque al Congreso Nacional a sesiones extraordinarias y sostuvieron que hace más de 20 días están solicitando esto, entendiendo que la decisión tomada por Macri, es abiertamente inconstitucional cuando nombró a dos jueces de la Corte Suprema de Justicia por decreto, sin el insoslayable aval del Senado de la Nación.

A este decreto le siguieron otros ilegales y violatorios de la Constitución Nacional y las instituciones de la República, que incluyen la reforma y hasta la derogación de leyes sancionadas democráticamente por este Congreso, la remoción de funcionarios también designados democráticamente por el Parlamento, y el intento de legislar por decreto en cuestiones penales, lo que está expresamente prohibido por la Constitución en su artículo 99.

En tanto la ola de despidos bajo el argumento de que se trata de militantes supuestamente kirchneristas nunca se había visto desde el retorno de la democracia en 1983 y los manifestantes de hoy denunciaron persecución política y falsos argumentos para un ajuste brutal.

A los despidos de más de 2 mil trabajadores decretados por la vicepresidenta Gabriela Michetti hace tres días se suman ahora los 600 del Centro Cultural Kirchner, una extraordinaria obra de recuperación de un sitio histórico, donde había exposiciones, conciertos, y obras de todo tipo gratuitamente para el público dan cuenta de la gravedad de la situación.

Como representante de los trabajadores, no vamos a permitir este atropello, aseguró el secretario general de Asociación de Trabajadores del Estado (ATE-Congreso), Claudio Britos, quien aclaró que el gremio no recibió ninguna notificación oficial respecto al despido de 2025 empleados de la Cámara alta.

Estamos en alerta y movilización. La vicepresidenta tomó una decisión errónea, agregó.

En Quilmes, el jefe comunal Martiniano Molina, de la derechista Propuesta Republicana despidió a mil empleados, muchos de ellos trabajadores con varios años de antigüedad, mientras en Mar del Plata se habla de unos 3 mil y en La Plata, la situación es tensa en estos momentos porque el intendente Julio Garro decidió el despido de unos 4 mil 500 trabajadores y un grupo de estos tomó parte del edificio de la Comuna.

En este caso se están afectando a cooperativas en la que trabajan unos 12 mil cooperativistas y de acuerdo a los ajustes ahora quedarían en la calle unos 7 mil de estos trabajadores. A su vez, Hernán Lombardi titular del Sistema Federal de Medios y Contenidos Públicos, anunció que fueron dados de baja contratos de asistencia técnica que se había firmado con universidades nacionales, lo que significa el despido de unos 600 empleados y más de 150 de la Jefatura de Gabinete nacional.

Derechos humanos

Asimismo los organismos de derechos humanos reclamaron la decisión del Secretario de Derechos Humanos Claudio Avruj, quien sigue avanzando en el tema de los despidos y cambios, y ahora amenaza con intervenir el Museo Nacional de la Memoria del Centro Clandestino de Detención de la Escuela de Mecánica de la Armada (ESMA). De hecho comunicó su decisión de despedir a Horacio Pietragalla integrante de Abuelas de Plaza de Mayo, hijo de desaparecidos y ex diputado nacional, nombrado director del Archivo durante cuatro años, lo que vence en 2020.

Avruj lo despide por cuestiones políticas, ya que como dijo al derechista diario La Nación su propósito es deskirchnerizar a la ESMA , donde ya se han producido cambios ante lo cual los organismos manifestaron su preocupación por el futuro del Archivo Nacional de la Memoria y advierten que Horacio Pietragalla Corti es una garantía para proteger una documentación tan importante y que llevó tantos años y sacirficios recolectar.



Sindicato argentino advierte que Macri se cree dueño del Estado

El secretario de ETA asegura que habrán más despidos injustos
El vocero del ETA, Hugo Godoy, advierte que se están produciendo despidos masivos por hora en todos los ministerios.

A juicio del secretario general del sindicato de trabajadores del sindicato de trabajadores del Estado (ETA), Hugo Godoy, el gobierno de Argentina cree que el país le pertenece por despedir a más de 12 mil empleados públicos e incorporar a trabajadores adeptos al presidente Mauricio Macri.

"Es una situación muy grave. Quienes acceden a la responsabilidad de Gobierno creen que son los dueños del Estado y que hay que sacar a los (funcionarios) que están para poner a los suyos", denunció Godoy.

En diciembre, Macri ordenó mediante decreto la revisión de al menos 64 mil contratos temporarios y más de 11 mil concursos públicos que fueron designados en los últimos años de la administración de Cristina Fernández (2007-2015).

La medida considerada arbitraria por los sindicalistas fue tomada por el mandatario para frenar la “rebeldía” de los funcionarios estatales. Cientos de argentinos recuerdan que durante su campaña presidencial, el entonces candidato de derecha llamaba a la calma y aseguró que habría empleo para todos los ciudadanos.

"Se están produciendo despidos todos los días en diferentes horarios. Hoy (por este jueves) supimos que ha habido 200 despidos en el Ministerio de Agricultura y el miércoles a última hora se produjeron otros 50 en la Jefatura de Gabinete", explicó Godoy.

Macri ha despedido a cerca de 12 mil empleados y más de 60 mil tienen sus contratos en revisión. La ministra de Relaciones Exteriores, Susana Malcorra admitió que están en "revisión" alrededor de 700 puestos de trabajo.

Por su parte, la vicepresidenta, Gabriela Michetti, decretó el lunes que no materializarán la designación de unos dos mil 035 empleados de planta política que el expresidente de esa misma Cámara, Amado Boudou, pasó a plaza permanente.

El miércoles, el titular del Sistema Federal de Medios y Contenidos Públicos, Hernán Lombardi, anunció que no renovará el contrato a más de 600 empleados del Centro Cultural Kirchner del total de 715 que tiene la institución, informó la prensa local.

¡Riesgo!

El presidente Macri ordenó la suspensión de toda la programación de la radio Nacional Rock a partir del primero de enero de 2016; solo transmite música.

Esta medida de cierre dejó sin trabajo a un grupo de jóvenes profesionales que laboraban en el medio desde hace tres años, los cuales habían revisivido renovación de sus contratos.

Además fueron removidos directivos de los organismos que regulan las comunicaciones, los medios audiovisuales y hacen cumplir la Ley de Medios, la Autoridad Federal de Servicios de Comunicación Audiovisual (Afsca) y la Autoridad Federal de Tecnologías de la Información y la Comunicación (Aftic).

En Afsca y Aftic han sido despedidos 63 directivos, que se suman a la destitución de Martin Sabbatella, quien ejercía como titular hasta 2017.

En la ciudad de La Plata, unos cuatro mil 500 empleados denunciaron despidos y represión policial. Mientras que en los municipios Quilmes se ordenó la destitución de unos mil empleados públicos; en Coronel Vidal 300 personas despedidas, en Lanú 290 y en Campana 229.


No Cuba Debate | teleSUR
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O Brasil maravilhoso da "gente de bem" e o Brasil "imprestável" se encaram


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Globo obriga MA, PB, PI e RN a ver futebol carioca


O monopólio da Rede Globo sobre os direitos de transmissão do futebol brasileiro tem gerado revolta nos torcedores de clubes do Nordeste. Após o lançamento da campanha Jogo 10 da Noite Não, levada a cabo pelo coletivo Futebol Mídia e Democracia e que denuncia a arbitrariedade da emissora ao determinar o horário das partidas de acordo com seus interesses comerciais, as torcidas expressam indignação pelo fato de a emissora 'esquecer' determinadas regiões do país, obrigando-as a assistir o Campeonato Carioca.

Conforme denuncia a postagem da página Lampions League nas redes sociais, apenas cinco das nove afiliadas da Globo no Nordeste transmitirão seus campeonatos regionais. Enquanto isso, Maranhão, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte — todos os estados com clubes tradicionais e de torcidas numerosas — terão de acompanhar os jogos de equipes cariocas.

A página comemora o fato de que, pela primeira vez desde 2009, todos os nove estados nordestinos terão representantes nas séries A, B ou C do Campeonato Brasileiro, fruto do fortalecimento do futebol e dos campeonatos da região — o maior exemplo é o sucesso da Copa do Nordeste (apelidada 'Lampions League' em referência à glamourosa e bilionária Champions League europeia).

O recado dos torcedores à Globo é claro: “Já chegou o momento dessas emissoras passarem a respeitar mais nossos clubes”. A postagem exige a valorização do futebol regional, afirmando ser “notório que jogos como ABC x América, Sampaio Correa x Moto Club, River x Flamengo e Treze x Campinense dariam mais audiência que jogos como, por exemplo, Boa Vista x Botafogo ou Cabofriense x Fluminense”.

O coletivo Futebol, Mídia e Democracia, que congrega torcedores, jornalistas e movimentos sociais, já encampou a luta. #QueroVerMeuTimeTB é a palavra de ordem nas redes e que promete, no retorno do calendário do futebol brasileiro, chegar também aos estádios.

Curta a página do Coletivo Futebol Mídia e Democracia no Facebook: http://bit.ly/coletivofmd

Felipe Bianchi
No Barão de Itararé
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Carta aos jornais que descobriram, com atraso, a degola de um bebê indígena


“Querida Grande Imprensa, eu queria lembrá-la de outras pautas indígenas esquecidas; crianças mortas, povos confinados, apartheid; nunca será tarde”

Querida Grande Imprensa,

Vejo que, finalmente, você percebeu que um bebê de 2 anos foi degolado em Santa Catarina. O Estadão até publicou um texto, nesta quinta-feira, lá nos confins de uma página interna, três dias após a jornalista Eliane Brum acabar de escancarar o caso, em sua coluna no El País Brasil — e uma semana após identificarmos, na mídia contra-hegemônica, a omissão dos grandes jornais. Expus essa angústia, no dia 31 de dezembro: Eu, leitor, à espera de notícias sobre um bebê indígena assassinado. Pena que O Globo não deu as matérias do G1 na edição impressa. A Folha a gente segue aguardando.

E nem era tão longe, né? Foi ali, em Santa Catarina. Mas que bom que deu tempo. Nunca será tarde demais. Aproveitando, então, o interesse demonstrado pela morte de Vítor Pinto, e supondo que não seja ocasional a preocupação com o bebê Kaingang, sugiro que a Senhora coloque em pauta outros exemplos do massacre sistemático praticado contra os povos indígenas no país. Um caso antigo, ainda mais antigo que a história de Estadão, Folha, O Globo — todas as suas histórias somadas. É a história de um genocídio — de cabeças arrancadas, etnias inteiras dizimadas ou extintas, confinadas, espoliadas.

Por exemplo, o massacre dos Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul. Estão para ser despejados 4 mil indígenas na região de Japorã. Eu adoraria ir ao local, mas não tenho recursos. Vocês, que têm encolhido o tamanho dos jornais sem reduzir o preço, talvez ainda tenham algum troco para enviar bons repórteres (sei que ainda os têm) à região, para contar a história completa — antes que famílias inteiras sejam mais uma vez humilhadas. Mas fiquem um bom tempo: tem muita aldeia para visitar. O massacre dos Guarani Kaiowá é o maior da América do Sul, ao lado dos Mapuche, no Chile. Várias lideranças indígenas foram assassinadas. Crianças são discriminadas.

E não é o único caso, sabiam? Há tantos outros pelo país. Lembro-me que a Folha esteve em Humaitá (AM), há dois anos, cobrindo o apartheid contra os Tenharim, na Transamazônica, região do Rio Madeira. Bom, sei que não foi essa a abordagem do jornal, mas de fato o que acontece por lá é um apartheid. Poderiam enviar novamente um repórter, questionar o fato de não terem reconstruído a sede da Funai, ou da Secretaria de Saúde Indígena — incendiadas por uma população furiosa, instigada por comerciantes, fazendeiros e madeireiros. Carros e barcos foram queimados. E a população indígena ainda vive com medo.

Acreditam que não se trata do único caso de apartheid? Esse caso mesmo de Santa Catarina decorre de uma segregação. Um colunista gaúcho chegou a ser condenado, chamou os Kaingang de “sujos, ignorantes e vagabundos“. Há tantos outros casos, de norte a sul do país, que clamam por ser relatados para um grande público. No nordeste de Minas Gerais, membros da etnia Maxakali são espancados e mortos. O SBT fez uma matéria, em agosto, mas não precisam se acanhar. A história ainda existe e sempre pode ser contada de outra forma: Índios são vítimas de agressão e assassinato no nordeste de Minas Gerais.

E tem os Tupinambá de Olivença, na Bahia, os Saterê-Mawé no Amazonas, povos diversos em Santarém, no Pará. Seria exaustivo enumerar todos os casos. Estamos diante de um fenômeno que não pode motivar apenas coberturas episódicas, somente quando acontece algo mais grave — e nem isso tem ocorrido. Trata-se de algo sistemático. Que poderia motivar editoriais frequentes, menção pelos colunistas mais importantes, reportagens de fôlego, acompanhamento regular dos conflitos e das iniciativas da Funai, do Ministério Público, das organizações indigenistas. Mas não somente uma vez por ano, para ganhar prêmios de jornalismo, vamos combinar?

Racismo e genocídio

Sabe, Grande Imprensa. Não é por fúria revolucionária que pedimos isso. É pela preservação de direitos elementares, consagrados no pós-guerra por países capitalistas. Pelo próprio sistema. Pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. Não sei se recordam, mas promulgamos também uma Constituição, em 1988. Não é um documento incendiário. É bastante tímido em relação à nossa desigualdade no campo e à nossa dívida histórica para com camponeses, quilombolas, povos tradicionais e originários. Mas estão garantidos lá os direitos indígenas. O direito à demarcação de terras — terras deles. Para não falar no direito à vida.

E os temas estão relacionados, sabiam? Acho que já falei do Mato Grosso do Sul. Lá morrem muitas crianças por desnutrição (fome), atropelamentos ou falta de atendimento médico. Ontem mesmo — 6 de janeiro de 2016 — morreu um bebê de 1 ano em Coronel Sapucaia: Sem ambulância, criança indígena de um ano morre em acampamento. Seria inimaginável um espaço nos jornais, um canto de página que fosse? Só provisoriamente, até fazerem uma reportagem de maior fôlego sobre o tema. Quem sabe com chamada de capa. A mortalidade infantil indígena tem aumentado no Brasil. Não é constrangedor o veículo mais atento ao tema ser o espanhol El País?

Sobre o bebê degolado em Imbituba, espero também que a Senhora cumpra sua função civilizatória, tomando todos os cuidados para que não se linche midiaticamente o assassino confesso. Os direitos do rapaz precisam ser garantidos, pela polícia e pela Justiça, pois são os direitos de todos nós. Ele parece ser uma pessoa confusa. E é claro que precisa ser punido com rigor. Agora, não foi ele quem criou esse ódio. Sua condenação não purgará todas as culpas do Brasil e do Ocidente em relação aos povos indígenas. A Matheus apenas o que é de Matheus.

Como lembrou ontem a mãe do Vítor, foi por algum motivo que ele escolheu um bebê indígena para matar. E não por uma força externa, pelo satanismo, como já querem nos fazer crer. Escolheu porque a cultura (local, regional, nacional) é a do racismo. Essa é a palavra correta. E as pessoas que perpetuam o racismo contra indígenas não são exatamente confusas. Sabem muito bem o que estão fazendo. Elas fazem parte do poder político, do poder econômico. São proprietárias de terras, boa parte delas usurpada. São deputados, senadores. Não se esqueça delas, sim?

Atenciosamente,

Um jornalista.

Alceu Luís Castilho
Foto: Renato Soares
Do Outras Palavras
No Desacato
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Cunha se queixa de falta de pagamento, mas Estadão tenta enredar Haddad com ex-diretor da OAS



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Joesley entra no radar do MP e vê armação


O empresário Joesley Batista, da J&F, que controla a JBS Friboi, acaba de entrar na mira do Ministério Público Federal. A suspeita do órgão é de que o grupo tenha favorecido o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para obter uma captação bilionária para o projeto da Eldorado Celulose, uma de suas subsidiárias.

O foco é uma operação de emissão de debêntures (títulos da dívida) de quase R$ 1 bilhão em 2012 por meio do fundo FI-FGTS, administrado pela Caixa Econômica. As investigações apuram se Cunha usava de sua influência para que bancos públicos e fundos de investimento investissem em papéis de empresas privadas, recebendo em troca propina dessas companhias, paga por meio de 'laranjas'.

Conforme aponta reportagem desta sexta-feira no jornal O Estado de S. Paulo, a PGR apura se Cunha recebeu propina da J&F Investimentos e do Grupo Bertin, conglomerado que atua em diversas áreas. Por meio de nota, a J&F afirmou que suas empresas "estão sendo vítimas de acusações infundadas e sem qualquer tipo de comprovação".

"A J&F e nenhuma de suas empresas controladas nunca solicitaram e nunca foram beneficiadas ou favorecidas por políticos ou qualquer outra pessoa para obter recursos financeiros, sejam em bancos públicos ou privados. A tentativa de novamente caluniar e difamar o grupo ou qualquer uma de suas empresas, usando veículos de comunicação, é lamentável e passível de ações judiciais, uma vez que atitudes como essas podem causar prejuízos às empresas, especialmente aquelas listadas em bolsa", respondeu ainda a empresa.

Leia abaixo a íntegra da nota:

Mais uma vez a J&F e algumas de suas empresas estão sendo vítimas de acusações infundadas e sem qualquer tipo de comprovação. A J&F e nenhuma de suas empresas controladas nunca solicitaram e nunca foram beneficiadas ou favorecidas por políticos ou qualquer outra pessoa para obter recursos financeiros, sejam em bancos públicos ou privados. A tentativa de novamente caluniar e difamar o grupo ou qualquer uma de suas empresas, usando veículos de comunicação, é lamentável e passível de ações judiciais, uma vez que atitudes como essas podem causar prejuízos às empresas, especialmente aquelas listadas em bolsa.

A J&F e suas empresas desconhecem o processo de investigação da Procuradoria Geral da República (PGR). O grupo só conhece o processo por meio da imprensa e sabe-se que a investigação foi declarada sigilosa pelo ministro-relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

A captação da Eldorado Brasil, controlada pelo Grupo J&F, de aproximadamente R$ 1 bilhão em 2012 junto ao FI-FGTS, que financia empresas de todo o país nos segmentos de infraestrutura, energia e saneamento, seguiu todos os procedimentos legais. Os recursos foram captados por meio da emissão de títulos de dívida da Eldorado, adquiridos pelo fundo de investimento, dentro de regras e remunerações de mercado.

Sobre o pagamento à Viscaya, de Lúcio Funaro, o empresário foi contratado durante a negociação entre a família Batista, controladora da J&F, e a Família Bertin, para intermediar a saída da Família Bertin da holding J&F. Além disso, o senhor Lúcio Funaro havia sido contratado pela Jandele, controladora da Big Frango, para promover a venda da empresa. Em 2014, a JBS, outra companhia controlada pela J&F, adquiriu a Jandele, assumindo suas dívidas.

A JBS nunca emitiu debêntures em favor da Caixa Econômica Federal no valor de R$ 500 milhões. É absurda a tentativa de relacionar a companhia a um possível favorecimento do atual ministro Henrique Eduardo Alves junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), fato que nunca ocorreu.

Por fim, é falsa a afirmação de que houve uma reunião no dia 2 de agosto de 2013 entre o empresário Joesley Batista, André Esteves e Eduardo Cunha.

No 247
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A melhor amiga do Banco Central é a inflação


À medida em que o poder presidencial foi corroído pela sucessão de erros cometidos no front politico e econômico, e que a imprensa passou a dar espaço a qualquer iniciativa pro-impeachment, o país tornou-se refém das corporações públicas.

Hoje em dia, é comum um Procurador do Tribunal de Contas da União questionar uma Medida Provisória da Presidente da República e receber espaço no Jornal Nacional. Ou um delegado federal afrontar o Ministro da Justiça e este, democraticamente, dar-lhe a honra de um bate-boca público — em vez de enquadrá-lo. Ou um procurador qualquer abrir uma representação qualquer contra qualquer autoridade baseado em um factoide qualquer de jornais.

Tudo isso é fruto de um vácuo de poder poucas vezes visto no país.

* * *

É nesse quadro de falta total de comando, de diluição da hierarquia que a corporação Banco Central transformou o país em um campo de teste.

No início do ano passado, dos laboratórios do BC saíam estudos garantindo que, no Brasil, a curva de Phillips (que estuda a relação desemprego x inflação) vinha acompanhada de um suculento suco de jabuticaba. Ao contrário dos estudos em países centrais, por aqui seria necessária apenas uma pequena dose de desemprego para domar a inflação.

Em fevereiro, em uma entrevista coletiva a presidente garantiu que o pior já tinha passado. Há dúvidas sobre quem incutiu nela essa fantasia: se o então Ministro da Fazenda Joaquim Levy ou o presidente do Banco Central Alexandre Tombini.

* * *

Um ano depois, dos laboratórios do BC sai a constatação de que em 2015 e 2016 a demanda interna brasileira poderá sofrer uma queda de dez pontos percentuais — a maior da história. E cadê a curva de Phillips? O nível de atividade desabou, a produção industrial caiu mais de 10% em um ano, o PIB poderá cair 6 pontos em dois anos e a inflação não cedeu.

Simples, assim. Uma avaliação incorreta que produziu uma devastação na economia. Mas para o BC não produziu nenhum efeito. Nem sequer uma nesga de desconfiança da presidente da República acerca do laboratório de experiências do banco.

* * *

Uma análise da última ata do COPOM (Comitê de Política Monetária) dá uma boa pista da maneira como o BC convalida suas políticas.

Todas as previsões para o PIB despencaram.  Para 2015, caíram de -2,7% para -3,6%. Para 2016, as projeções batem em -1,9%. Ora, o principal canal de transmissão da política monetária é o crédito. E a principal resultante do canal crédito é a queda das vendas, dos estoques, do emprego e do nível de atividade.

Se tudo isso ocorreu e a inflação não caiu, qualquer análise minimamente racional entenderá que a inflação não está sendo alimentada pela demanda. Ou não?

* * *

Aí surgem as teorias estrambólicas.

As análises sobre a composição da inflação são claras. A primeira onda é o realinhamento de preços defasados e dos insumos (câmbio, tarifas de luz e energia). A segunda, o realinhamento de preços finais, incorporando a alta dos insumos. É o que explica a persistência da inflação neste início de ano.

Como não há demanda que sancione esses aumentos, na medida em que essas altas de preços forem saindo da contagem anual, a inflação tenderá a refluir. Ou seja, não exigirá nenhuma proatividade do BC. O que tinha que ser feito já foi, com doses excessivas.

* * *

Com a economia despencando, a prioridade maior será segurar a queda do nível de atividade. Se prosseguir a queda, não sobra ninguém para contar história. Nem o Tombini.

Mas se admitir, na conjuntura atual, que o combate à inflação não depende mais de nenhuma ação adicional do BC, a corporação se enfraquece. Toca, então, a buscar explicações para a queda do nível de atividade que reloquem a inflação no centro das preocupações.

* * *

Consultando-se as atas do Copom, se verá as seguintes explicações para a maior recessão da história recente do país:

1.     Os investimentos despencaram porque a inflação impede empresas e famílias de planejar os gastos. A não ser em obras públicas, os investimentos despencaram porque não há demanda. É óbvio.

2.     Segundo esse tecnicismo vazio, a inflação resiste porque não se obteve superávit fiscal cortando despesas, e não porque o câmbio se desvalorizou em 40%, houve aumento nos preços dos combustíveis, dos importados, da energia elétrica. Aliás, se algum gênio conseguir comprovar que o não atingimento da meta fiscal por frustração de receita — devido à queda do nível de atividade — é inflacionário, levará o Nobel.

***

Para justificar o injustificável — a elevação dos juros, mesmo em um quadro de economia arruinada — o BC recorre ao monumental “suponhamos que”.

O BC invoca as projeções de inflação do mercado para convalidar a alta da Selic. Mas quando o mercado projeta queda da demanda, ele rebate com o “suponhamos que”.

O que diz a ata do Copom:

1.     Depois de um período necessário de ajustes, que se mostra mais intenso e mais longo que o antecipado, o ritmo de atividade tende a se intensificar, à medida que a confiança de firmas e famílias se fortaleça. Ou seja, “suponhamos que” a confiança das firmas e famílias se fortaleça.

2.   No que se refere ao componente externo da demanda agregada, o cenário de crescimento global, mesmo moderado, combinado com a depreciação do real, age no sentido de torná-lo mais favorável ao reequilíbrio das contas externas e ao crescimento da economia brasileira. Ou seja, “suponhamos que”, mesmo com a redução do crescimento da China, com o pé no freio da Europa e com a queda do comércio mundial, as exportações brasileiras continuem crescendo.

3.     No médio prazo, mudanças importantes devem ocorrer na composição da demanda e da oferta agregada. O consumo tende a crescer em ritmo moderado e os investimentos tendem a ganhar impulso. O “suponhamos que”, desta vez, não veio acompanhado de nenhuma hipótese. É só fé em Deus.

Por conta desse conjunto de “suponhamos que”, novo aumento da Selic.

Luís Nassif
No GGN
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Diplomatas apoiam Dilma contra Netanyahu

Indicado é contra o Estado Palestino


Nós, os diplomatas aposentados abaixo assinados, lembrando a memória do embaixador Luís Martins de Sousa Dantas, que salvou centenas de judeus do Holocausto; orgulhosos do papel desempenhado. Nós, os diplomatas aposentados abaixo assinados, lembrando a memória do embaixador Luís Martinspelo Brasil nas Nações Unidas quando, sendo Osvaldo Aranha Presidente da Assembleia Geral, foi sancionada a criação do estado de Israel,

Consideramos inaceitável que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, haja anunciado publicamente o nome de quem pretendia indicar como novo embaixador de seu país no Brasil antes de submetê-lo, como é norma, a nosso governo. Essa quebra da praxe diplomática parece proposital, numa tentativa de criar fato consumado, uma vez que o indicado, Dani Dayan, ocupou entre 2007 e 2013 a presidência do Conselho Yesha, responsável pelos assentamentos na Cisjordânia considerados ilegais pela comunidade internacional, e já se declarou contrário à criação do Estado Palestino, que conta com o apoio do governo brasileiro e que já foi reconhecido por mais de 70% dos países-membros das Nações Unidas.

Nessas condições, apoiamos a postura do governo brasileiro na matéria e fazemos votos de que o presente episódio seja superado prontamente a fim de podermos, em conjunto, reforçar os vínculos entre os dois países num momento histórico em que o espírito de conciliação se torna imperativo.

Adhemar Bahadian

Amaury Porto de Oliveira

Armando Victor Boisson Cardoso

Brian Michael Fraser Neele

Carlos Alberto Leite Barbosa

Carlos Eduardo Alves de Souza

Christiano Whitaker

Edgar Telles Ribeiro

Fernando Guimarães Reis

Fernando Silva Alves

Geraldo Holanda Cavalcanti

Heloisa Vilhena de Araujo

Hildebrando Tadeu Valladares

Janine-Monique Bustani

Joaquim A. Whitaker Salles

Jorio Dauster

José Maurício Bustani

José Viegas Filho

Julio Cesar Gomes dos Santos

Luciano Rosa

Luiz Augusto de Castro Neves

Luiz Fachini-Gomes

Luiz Felipe Lampreia

Luiz Orlando Carone Gelio

Marcílio Marques Moreira

Marcio Dias

Maria Celina Azevedo Rodrigues

Oswaldo Portella

Roberto Abdenur

Ronaldo Mota Sardenberg

Samuel Pinheiro Guimarães

Sergio Fernando Guarischi Bath

Sergio A. Florencio Sobrinho

Sergio Henrique Nabuco de Castro

Sergio Serra

Stelio Amarante

Thereza Quintella

Vera Pedrosa

Virgílio Moretzsohn de Andrade

Washington Luis P. Sousa"
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Alarme na Venezuela

A América Latina não merece ver uma Síria ser criada no seu território - isso seria o pior dos mundos.


A Nota Oficial das Forças Armadas da Venezuela, que adiante publicamos traduzida para o português, pode assumir uma dimensão histórico-jornalística de grande alcance. Não se pode desprezar que a evolução dos acontecimentos na nação bolivariana poderá trazer desfechos indesejáveis.

A Nota tem a linguagem e o tom que são próprios do apaixonado debate político-ideológico na Venezuela, com chavistas e oposição [da moderada à fascista] duelando em elevados decibéis.

O texto, duríssimo na mensagem, é escrito por um ator cujo poder está gravado na Constituição Bolivariana e nas Leis do país. O poder da República Bolivariana, é bom lembrar, é sustentado pela “coalizão cívico-militar” bolivariana.

A oposição recém empossada para dirigir a Assembléia Nacional do país pretende converter o Parlamento no contra-poder à Revolução Bolivariana; na própria Contra-Revolução.

Nos primeiros gestos, agride os valores, símbolos e imagens que, goste-se ou não, estão escritos na Constituição promulgada em 1999.

Aparentemente, por essa razão os militares venezuelanos se manifestaram com indisfarçável gravidade. O texto pode ser tomado como o prelúdio de escaramuças no país vizinho. Melhor seria a oposição exercer sua legitimidade na plenitude, porém no marco da mais absoluta constitucionalidade e legalidade.

Do contrário, a temperatura política e a conflitividade social poderão aumentar, assumindo padrões preocupantes. No curso da história, quando o embate evolui para a violência, o impasse pode desembocar em situações de guerra civil.

Oxalá não seja esta a evolução dos acontecimentos na Venezuela, porque de outro modo estaríamos ingressando numa etapa perturbadora da geopolítica regional e também mundial.

Os Estados Unidos, como a história ensina, não ficariam indiferentes à crise na Venezuela, assim como não são indiferentes hoje — vide as intromissões e desestabilizações diretas ou apoiadas/financiadas que promove no país petro-caribenho.

A América Latina não merece ver uma Síria ser criada no seu território — isso seria o pior dos mundos.
Comunicado da Força Armada Nacional Bolivariana em desagravo ao ultraje da memória do libertador Simón Bolivar, à memória do comandante supremo Hugo Chávez, ao presidente constitucional da República como personificação do Estado e Comandante da Força Armada Nacional Bolivariana e à honra militar
 


A Força Armada Nacional Bolivariana, em inquebrantável unidade, e consciente do momento histórico que vive nosso país, expressa a todo o povo venezuelano sua profunda indignação pela forma desrespeitosa, carregada de desprezo e soberba, onde se ordenou a retirada das imagens de nosso libertador Simón Bolivar, do comandante supremo da revolução bolivariana Hugo Chávez e do cidadão Nicolás Maduro Moros, Presidente Constitucional da República Bolivariana da Venezuela, das instalações do Palácio Federal Legislativo, onde ocorreu a recém instalada Assembleia Nacional.


Simón Bolívar é o pai da pátria, homem de altíssima honra, um símbolo sagrado para todos nós e de especialíssimo valor para a América Latina. Sua gigantesca obra emancipatória deu a independência a cinco nações e permitiu a fundação de outra, epopéia heróica reconhecida no mundo inteiro que permanece incólume na consciência coletiva de todos os seres humanos amantes da liberdade, por tal razão, as representações materiais que dele foram feitas, de qualquer natureza e origem, serão sempre objeto de admiração e respeito de quem orgulhosamente somos herdeiros de suas glórias.


A nova imagem de seu rosto sendo usada oficialmente nas dependências públicas, é o produto de uma investigação científica com participação de atores nacionais e internacionais, cujo objetivo não foi outro além de exaltar sua memória. 


A história de Bolívar é a história da Venezuela, e a história da Venezuela é a história da América!
 
Nossa Carta Magna, que nasceu de um processo constituinte sem precedentes, invoca o exemplo histórico do libertador e por tal motivo, neste mesmo processo, a República adquiriu ser caráter bolivariano; continua sendo hoje a República Bolivariana da Venezuela, a transformação política, social e econômica que ocorre na Venezuela surge destas raízes, desta mesma doutrina instituída pelo próprio libertador; é indefectivelmente a Revolução Bolivariana.


Como consequência, os soldados e soldadas da Pátria estamos orgulhosos de ser, de sentirmo-nos e de nos chamarmos bolivarianos, e agora sermos a Força Armada Nacional Bolivariana.
 
De outro lado, o Comandante Supremo Hugo Rafael Chávez Frías é um filho desta nação, forjado no calor de nossas academias militares.


Em sua Carreira militar, desde onde, sempre embasado no ideário e ação de Bolívar, empreendeu a colossal transformação dos destinos do País, para resgatar um povo oprimido pela oligarquia que promovia o sistema capitalista de exploração, para colocar sua visão de um mundo multipolar, da necessária integração latinoamericana, socialista, anti-imperialista e profundamente humanista, transcendeu nossas fronteiras para levar benefícios aos mais despossuídos e vulneráveis em distintas latitudes, colocando os pobres em um altar, suas conquistas do ponto de vista social são inumeráveis: milhões de compatriotas foram beneficiados, orientados sempre a garantir a maior soma de felicidade possível.


Tal como fez Bolívar, dedicou e ofereceu sua vida a serviço de sua nação, à sua defesa e desenvolvimento, despertando a consciência nacionalista de todos os venezuelanos e venezuelanas que habitam esta terra graciosa.


Da mesma maneira, o presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Comandante da Força Armada Nacional Bolivariana, Nicolás Maduro Moros é a máxima autoridade do Estado, eleito pelo voto popular, enfrentou complexos obstáculos, adversidades de todo tipo e seguindo os passos de Bolívar, hoje defende o interesse nacional, pelo qual reiteramos nossa absoluta lealdade e irrestrito apoio.


Agredir a memória eterna daqueles que já não estão mais fisicamente entre nós é um ato decadente e nojento que acaba com o princípio da honra militar, que se materializa diante da tomada de consciência no contexto de uma sociedade que se rege por princípios cidadãos. Ultrajaram a honra militar!


Por tudo isso, a Força Armada Nacional Bolivariana, cujos integrantes somos de irredutível vocação bolivariana e consequentemente chavista, rechaçamos categoricamente qualquer ato no qual se desrespeite e se manche a memória de homens tão destacados, defensores da justiça e da igualdade, pois ao fazê-lo se ofende também a dignidade e as mais puras tradições venezuelanas e de toda América.


Exigimos que acabem imediatamente com atos desta natureza, que em nada contribuem com a harmonia, e entendimento e a paz entre nossos conterrâneos.


“Chávez vive, a Pátria segue”



“Independência e Pátria Socialista…”



“Viveremos e venceremos”





Vladimir Padrino Lópes

General
 Ministro do Poder Popular para a defesa e comandante estratégico operacional

Jeferson Miola
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zé fez da PF um DOI-CODI


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Briga por verba reflete a briga contra Dilma na PF

A chiadeira dos delegados federais na suposta defesa do orçamento da instituição para 2016 na verdade esconde um jogo político grande e acirrado. Há de tudo um pouco, mas o principal mote de muitas das reclamações, em especial de um grupo cujo tamanho não é possível ainda mensurar, é a briga política contra o governo de Dilma Rousseff, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, Lula e o Partido dos Trabalhadores.

Em 15 de março, um grupo de delegados
federais já demonstrava o desrespeito com
a presidente e a falta de comando e liderança
no DPF.
Logo, se constata que o que existe é uma briga política, pois muitas das críticas partem de pessoas as quais, embora se apresentem como defensoras da instituição, no fundo estão fazendo campanha política com interesses variados. Algumas delas, campanha direta contra o governo.

Basta verificar várias postagens que circularam durante 2014 e 2015 no Facebook dos delegados de Polícia Federal,como a da foto ao lado, que rola na rede social desde março passado, bem antes de se saber do corte orçamentário

Até hoje, como declarou Cardozo na quarta-feira (06/01), não faltaram recursos. Por isso, ele cobra do superintendente do Paraná, Rossalvo Ferreira Franco, explicações sobre o pedido de verba extra feito ao juiz Sérgio Moro para compras de peças de carro e pagamento da luz.

O pedido pode ter sido indevido, com base no Manual de Bens Apreendidos, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), conforme mostrou Fernando Brito em A “doação” de Moro para a PF: “embora não seja apropriado”?, no blog Tijolaço. Ele foi além e descobriu que apesar de requisitar R$ 172 mil ao juiz, a SR/DPF/PR dispunha de verba orçamentária, duas vezes maior — R$ 409 mil —, para estas despesas. Isto Brito mostrou na reportagem Dr. Moro, desculpe, erramos. Não eram R$ 202 mil em peças para carros da PF , eram R$ 409 mil.

Na quarta-feira, o ministro Cardozo falou que a prova maior de que não falou verba no Paraná foi a devolução, por parte da superintendência, de R$ 3 milhões que não foram utilizados no exercício de 2015.

Na briga política entre delegados e o governo Dilma, o Sindicato dos Delegados do Paraná e a Associação Nacional dos Delegados Federais emitiram nota na tarde desta quinta-feira (07/01), de solidariedade ao superintendente do DPF naquele estado. Mais uma vez se apegam à Operação Lava Jato para passarem a ideia de que o governo do PT está contra combaterem a corrupção. As duas entidades desmentem o ministro garantindo que a Superintendência não devolveu dinheiro algum e a Delegacia de Foz de Iguaçu terminou o exercício com um rombo de R$ 2 milhões. Com isso, justificam o dinheiro pedido ao juiz.

Algumas das transgressões disciplinares da carreira
de polícia federal
“Assim, demonstrado que a aceitação do mencionado montante não se deu em razão de má gestão ou malversação do dinheiro público, na medida em que é notório que o Delegado de Polícia Federal Rosalvo Ferreira Franco e sua equipe estão realizando um trabalho exemplar em prol da população brasileira, mormente no combate à corrupção, as entidades signatárias vêm à público reafirmar seu incondicional apoio a estes no sentido de repudiar qualquer ato falacioso que vise denegri-los ou a qualquer integrante da Polícia Federal”, encerra a nota.

Desrespeito ao regulamento

As desavenças entre delegados e governo do PT são antigas, Muitas delas começaram após a saída do primeiro diretor do DPF no governo Lula, Paulo Lacerda. Mas se exacerbaram nos últimos anos, após os escândalos do Mensalão e da Lava Jato. Desde então as postagens dos delegados no Facebook deixaram de ser mero exercício do direito à liberdade de opinião para passarem a atropelar o previsto no Decreto Nº 59.310, de 23 de setembro de 1966, Trata-se do Regimento Jurídico da Carreira que estipula deveres e direitos dos policiais federais.

Estas postagens, não apenas desrespeitam autoridades e atos administrativos (parágrafo primeiro do Art. 364) como também podem ferir, dependendo da interpretação, o parágrafo XII do mesmo artigo que proíbe “valer-se do cargo, com o fim ostensivo ou velado, de obter proveito de natureza político-partidária para sim ou para outrem” (veja quadro). O que tem faltado no DPF na gestão do diretor geral Leandro Daiello Coimbra e também pelo ministro Cardozo, é comando e liderança.

Em uma das postagens no Facebook delegados
comparam o ministro da Justiça ao Bozo
Impunidade gera abusos

A atual direção e o ministro deixaram impunes fatos como o ocorrido na véspera das eleições de 2014. Na época, um grupo de delegados da Lava Jato postou no Facebook mensagens criticando o governo Dilma, sua candidatura e apoiando Aécio Neves. Foi campanha política pura, mas nada aconteceu aos seus autores. Talvez por medo da direção geral de punir delegados que estavam nas páginas do noticiário com heróis pelas prisões da Operação Lava Jato.

Da mesma forma como nada aconteceu quando começaram a surgir denúncias de irregularidades na SR/DPF/PR. Foram várias, do grampo ilegal instalado na cela de Alberto Youssef, ao vazamento de um rascunho da delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, quando ele estava na carceragem da superintendência. Passam ainda pelo grampo no fumódromo, pelo vazamento seletivo de informações para jornalistas escolhidos a dedo, pelo uso de celular por Youssef na cela, pela apresentação de uma sindicância que hoje se tem como inverídica diante dos fatos já levantados, pelo falso testemunho de delegados diante de um juiz federal entre outras.

Na página dos delegados da Polícia Federal,
 em 19 de agosto, foi reproduzida charge
em que o ministro Cardozo é visto
como cachorrinho de Lula.
A liberalidade foi como um sinal verde. E a página do Facebook, como mostram alguma postagem que o blog recebeu, mais do que crítica à política do governo, passou ao deboche das autoridades, entre elas a presidente Dilma, como na foto no alto desta postagem, e o ministro Cardozo, nas fotos, acima, em que ele foi tratado como palhaço, e ao lado, com uma charge em que é tratado como cachorro de Lula.

Quando a briga não é para derrubar o governo é por aumento de salários, em uma velha disputa que delegados federais travam para se equipararem aos membros do Ministério Público Federal.

Sobrou para Paula Rousseff

Nessa disputa, atingiram até a filha da presidente Dilma Rousseff, Paula Rousseff Araujo, que, em 2003 — bem antes, portanto, de a mãe ser escolhida para suceder Lula — foi aprovada em concurso no Ministério Público do Trabalho — carreira que faz parte do Ministério Público Federal.

Entre seus colegas, pelo que o blog ouviu de uma procuradora do trabalho, ela é respeitada como séria e dedicada. Ainda assim, virou alvo das críticas de delegados, por conta do velho anseio de serem equiparados à carreira do MPF.

O salário de Paula, a filha de Dilma,
procuradora do Trabalho concursada, foi
exposto como se fosse um benefício pessoal
e favorecimento.
Em uma reprodução de postagens, o delegado Armando Rodrigues Coelho Neto, aposentado, com um trabalho elogiável a favor das rádios comunitárias e pessoalmente bastante crítico aos que defendem o impeachment da presidente, levou à pagina dos delegado federais o valor do salário de Paula, com o comentário: “maior que um DPF com 30 anos de serviço. Isso é salário moral? #issonãoémoral”.

A remuneração dela é a da categoria: procuradores do trabalho. Mas, por ser maior que o dos delegados, gera o movimento de protesto como se fosse um salário específico, beneficiando-a por ser filha de quem é.

Apoio da Maçonaria

Na verdade, há de tudo nesta discussão em torno do orçamento da Polícia Federal. Em alguns casos, a preocupação com a falta de verba em, si, pode não ser o mote maior.

Apela-se também para todo o tipo de denúncia. E para todos os tipos de aliança. Como, por exemplo, os Maçons do Brasil, que defendem abertamente o impeachment da presidente, a derrubada do PT e de Lula, considerados comunistas.

Eles, inclusive, prometem um ato em 19 de fevereiro quando estarão no Congresso Nacional para protestar contra a corrupção e, obviamente, endossar o coro pró-impeachment.

A delegada Tânia Prado levou para
a página dos delegados no Facebook o
apoio da Maçonaria que defende o
impeachment da presidente.
Ressalte-se que muitos delegados e policiais federais — como o superintendente do Paraná, Rosalvo —, são maçons. Outros, ao menos, parecem apoiados por eles. A delegada Tânia Prado, diretora regional em São Paulo da Associação Nacional dos Delegados da PF e uma das articuladoras da mobilização da categoria contra o que classificam de ‘sucateamento’ da corporação, por exemplo, aparece nas páginas dos maçons e leva as postagens deles para a dos delegados federais, como ao lado.

Já na página “Avança Brasil Maçons BR” uma postagens mostra e-mail da superintendência em Brasília. Nele, no dia 22 de dezembro, o setor de logística comunicou que zerou a cota de combustível do ano e que o atendimento rotineiro voltará a acontecer a partir de 1 de janeiro.

Trata-se de documento interno da Polícia que vazou. Serviu para mais uma propaganda de que o governo Dilma estaria cortando verbas da Polícia Federal. Esquecem apenas que ele se relaciona ao orçamento de 2015, previsto em 2014 e executado durante os onze meses e vinte e dois dias do ano que terminaria nove dias depois, dos quais cinco praticamente feriados e fins de semana.

Na página dos maçons, o e-mail interno da
 Superintendência de Brasília virou
propaganda contra o governo.
O e-mail não diz que não haverá mais combustível, pois admite que podem ocorrer situações de urgência. Alerta apenas que nesses casos — e se houvesse operação ou alguma diligência, certamente seria uma delas — “deverão se apresentadas ao Exmo. Superintendente Regional para autorização do atendimento”.

Mas a postagem dos maçons fala em “desmanche da PF após o corte do orçamento”. Corte programado para o orçamento de 2016 e que, portanto, nem sequer aconteceu — nem se sabe se acontecerá. Mas já é apontado como responsável por uma situação excepcional, ocorrida em dezembro, no final do exercício financeiro. E que em momento algum paralisou a superintendência de Brasília. Muito menos a Polícia Federal como um todo. Ou seja, não passou de mais uma típica propaganda contra o governo, feita com base em documento vazado de dentro da superintendência.

Por isso é que é preciso muito cuidado ao se deparar com a campanha que esbraveja por conta dos cortes do orçamento que foi previsto, mas ainda não ocorreu. Na verdade, pode estar havendo uma grande manipulação. Afinal, com servidores assim, dispensa-se oposição partidária.

Marcelo Auler
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Celular da OAS revela um câncer: a doação privada


As mensagens de SMS enviadas e recebidas por um aparelho celular, o do executivo José Adelmário Pinheiro, conhecido como Léo Pinheiro, revelam como um câncer se espalhou pelo sistema político brasileiro e levou o organismo à metástase. Este câncer, que fez do Brasil um paciente em estado terminal, se chama financiamento empresarial de campanhas políticas. E se alguém ainda defendia o modelo de doações privadas, que foi felizmente abolido pelo Supremo Tribunal Federal em 2015, é preciso ler com atenção as mensagens do ex-presidente da OAS.

Em 2013, quando o PT passou a defender o fim do modelo de financiamento empresarial, Léo Pinheiro protestou. "Ele disse que tem que acabar com isso [doações privadas], pois as empresas acabam mandando no Legislativo e no Executivo. Ficou louco. Isso é hora de demonizar empresários?", questionava o presidente da OAS, numa mensagem que revela como lhe agradava o modelo de troca — ou de compra e venda — gerado pelo sistema de doações privadas. Afinal, é dando que se recebe.

Quem mais trocou mensagens com Léo Pinheiro nos últimos anos foi o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) — curiosamente, quem mais lutou para preservar o modelo de doações privadas. Segundo a Polícia Federal, Cunha fez 27 pedidos ao executivo da OAS. A recíproca foi verdadeira. Pinheiro fez também 26 solicitações ao presidente da Câmara, sobre temas de interesse da OAS tanto no Legislativo como no Executivo. Numa das mensagens, Cunha questionou: "Esqueceu de mim?"

O presidente da Câmara fazia referência a um acerto entre a OAS e o vice-presidente Michel Temer, que teria sido intermediado por Moreira Franco, ex-ministro da Secretaria de Aviação Civil. Segundo Cunha, a OAS teria dado "5 paus" para o Temer e não estaria honrando compromissos com a turma mais próxima a ele, que incluía políticos como Henrique Eduardo Alves, atual ministro do Turismo, e Geddel Vieira Lima, um dos entusiastas do impeachment.

Ao que tudo indica, as mensagens do aparelho celular de Léo Pinheiro estão sendo vazadas seletivamente, com viés político-partidário, com o intuito de intensificar a crise político e alimentar a chama do impeachment. Não por acaso, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou a abertura de inquérito para apurar a origem dos vazamentos, uma vez que as mensagens deveriam estar protegidas por sigilo.

Um dos nomes citados nas mensagens de Léo Pinheiro, o ministro Jaques Wagner, passará a ser, a partir de agora, um dos alvos preferenciais da oposição. Logo ele que, dias atrás, afirmou que o PT "se lambuzou" no modelo de financiamento privado de campanhas. Na realidade, a política brasileira foi sequestrada pelo sistema de doações privadas. E quando a sociedade começou a reagir, Léo Pinheiro protestou: "Isso é hora de demonizar empresários?"

Cunha diz que 'Moreira conseguiu 5 paus pro Michel'


Em uma série de mensagens enviadas para o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, pressionando por repasse de verbas, o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), reclama que ele teria repassado “5 paus” para o vice Michel Temer e para o ex-ministro Moreira Franco, deixado de prestigiar “os amigos”, que seriam ele próprio, o ministro Henrique Alves, e o primeiro-secretário do PMDB, Geddel Vieira.

“Até porque Moreira tem mais rapidez depois de prejudicar vcs do que os amigos que brigaram com ele por vc, entende a lógica da turma? Aí inclui Henrique, Geddel, etc”, escreveu Cunha, segundo reportagem de Vinicius Sassine.

O relatório da PF aponta que Cunha é o político que mais aparece nas conversas com o executivo: fez 27 pedidos a Pinheiro, enquanto Pinheiro fez 26 pedidos a Cunha.

No 247
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