26 de dez de 2016

Jornalistas da Fundação Piratini protestam contra extinção e demissões por Sartori


Dezenas de jornalistas da TVE e da FM Cultura do Rio Grande do Sul compareceram, na manhã de hoje (26). às dependências da Fundação Piratini, mantenedora das emissoras públicas, mas foram impedidos de entrar no local para trabalhar após serem barrados por seguranças terceirizados, que contavam com apoio de viaturas da Brigada Militar para fazer cumprir determinação do governo do Estado.

Na última quarta-feira (21), a Fundação Piratini teve sua extinção aprovada pela Assembleia Legislativa gaúcha. Na sexta-feira (23), o governo concedeu recesso a todos os empregados da instituição entre 24 e 2 de janeiro – antes disso, os servidores estavam em greve.

Hoje, porém, servidores dos setores administrativos e funcionários com cargos de confiança foram convocados para trabalhar normalmente. No portão único de acesso às emissoras, seguranças faziam o controle de quem poderia entrar ou não com uma lista de nomes em mãos. Quem não estava na lista não poderia ter acesso nem para pegar seus pertences pessoais.

Impedidos de entrar, os jornalistas da fundação realizaram uma manifestação diante do portão. O bloqueio ao acesso e a presença de uma lista de pessoas autorizadas a entrar revoltou os participantes. "Essa é uma forma truculenta. A questão agora é jurídica, mas isso não impede que nós estejamos aqui e façamos a questão política para mostrar à sociedade que tem mais de duzentas famílias praticamente desempregadas. É um momento difícil para os trabalhadores, mas nós não podemos recuar", afirma Antonio Edisson Peres, o "Caverna", presidente do Sindicato dos Radialistas do RS.

Repórter da TVE, Cristina Charão Marques considera que a decisão de impedir o acesso dos jornalistas é uma “radicalização” do governo do Estado e da direção da Fundação Piratini contra os trabalhadores. “Nós fomos impedidos de entrar na fundação desde o primeiro dia da nossa greve, sendo que havia um acordo para isso. Não posso dizer qual é a razão, se o governo acha que nós somos perigosos, mas a questão principal me parece que é uma resposta à mobilização que a gente fez. Fizemos uma greve com quase 50% do quadro funcional votando por ela”, diz. “O objetivo do pacote, me parece que era usar os funcionários das fundações como bode expiatório por uma crise que foi criada pelo governo. E estamos aqui hoje para mostrar que estamos sendo calados, que a sociedade gaúcha está sendo calada desde o dia da votação, quando foram tiradas do ar a TV e a rádio. Nós estamos impedidos de trabalhar, o que me parece ilegal”, complementa.

No RBA

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