21 de dez de 2016

Jornal diz que 3 delações da Odebrecht sustentam última denúncia contra Lula

Delatores teriam admitido que Odebrecht comprou terreno que seria para o Institulo Lula. Informações ainda não foram aceitas pela Justiça


Reportagem da Folha de S. Paulo desta quarta (21) mostra que três delações da Odebrecht, ainda não aceitas pela Justiça, endossam a última denúncia da Lava Jato contra o ex-presidente Lula. Sergio Moro já aceitou o pedido para tornar o petista réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Pela acusação, a Odebrecht teria desembolsado R$ 7 milhões por um terreno em São Paulo que iria ser, mas nunca foi usado para a construção do Instituto Lula.

No Facebook, a assessoria de Lula ridicularizou a denúncia, dizendo que ela supera os contos de Kafka como peça de ficção. "A Lava Jato abriu um processo contra Lula por ele não ter recebido um terreno, que segundo a operação, seria destinado ao Instituto Lula. A Lava Jato reconhece, porque é impossível não reconhecer, que o terreno não é nem nunca foi do Instituto Lula ou de Lula. É o grau de loucura que a Lava Jato chegou na sua perseguição", apontaram.

Segundo reportagem da Folha, três delatores teriam dito que o terreno foi comprado com destino à construção do Instituto Lula: Marcelo Odebrecht, Alexandrino Alencar e Paulo Melo. A ideia era que grandes empresas ajudassem a erguer o prédio, mas nada saiu do papel.

A Folha ainda diz que Lula e Marisa chegaram a visitar o local e não gostaram do terreno. "Marcelo odebrecht determinou, então, a Paulo Melo que procurasse outros imóveis. O projeto, no entanto, não foi para frente."

"O fato de a nova sede não ter saído do papel não impediu que Moro aceitasse a denúncia contra Lula. De acordo com o juiz, a falta de transferência na compra do imóvel onde seria construído o instituto não prejudica a acusação de corrupção, caracterizada pela oferta e pela solicitação da propina.

A Lava Jato levantou que, em 2010, a Odebrecht pagou R$ 7,6 milhões para a empresa DAG Construtora, que adiquiriu o imóvel investigado.

A operação também anexou como provas um projeto de construção no endereço que foi encontrado em buscas no sítio de Atibaia. Além disso, há uma planilha de pagamentos da empreiteira onde consta o item Prédio IL.

A denúncia também cita um apartamento vizinho ao de Lula, em São Bernardo, que está em nome de Glauco de Costamarques. Ele teria atuado como "testa de ferro" na compra do imóvel para beneficiar Lula. A transação foi assessorada pelo advogado Roberto Teixeira, que também virou réu na ação.

O apartamento foi sequestrado por Moro e pode ir a leilão caso haja condenação. A Folha ressaltou que não conseguiu confirmar qualquer informação sobre este imóvel na delação da Odebrecht, que ainda não foi homologada pelo Supremo.

Sobre a reportagem, a defesa de Lula informou que não comenta supostas delações. "O ex-presidente não solicitou nenhuma vantagem indevida e sempre agiu dentro da lei. O terreno nunca foi do Instituto Lula e tampouco foi colocado à sua disposição. O imóvel pertence a empresa particular que lá constrói uma revenda de automóveis. Tem dono e uso conhecido."

No Facebook, a assessoria de Lula também esreveu que "ao invés de investigar e apresentar denúncias sobre delitos reais, e após fechar acordos que tiraram da cadeia pessoas que receberam dezenas de milhões em desvios da Petrobras, [a Lava Jato] persegue delitos que só existem na imaginação de Power Point de alguns promotores, e ficam atribuindo imóveis que não são de Lula para o ex-presidente. E o juiz Sérgio Moro aceita uma denúncia absurda dessas em poucos dias, porque o importante é gerar manchete de jornal e impedir Lula de ser candidato em 2018."

No GGN

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