30 de out de 2016

Temer ironiza protestos. Pode se ferrar!

O Judas Michel Temer está com a sua popularidade no esgoto, como atestam várias pesquisas. Ele também é rejeitado em todos os fóruns internacionais, aparecendo na rabeira das fotos oficiais. Nos bastidores, alguns “aliados” já preveem o fim do seu reinado ilegítimo. Mesmo assim, o usurpador tenta posar de valentão diante dos holofotes da mídia chapa-branca. Na quinta-feira passada (27), durante um evento que reuniu empresários para anunciar o parcelamento das dívidas tributárias — mais um presente para os que financiaram o “golpe dos corruptos” —, ele fez questão de ironizar um protesto de sindicalistas contra o desmonte das leis trabalhistas diante do Palácio do Planalto. Arrogante e presunçoso, ele provocou:

“Neste auditório, nós ouvimos palavras de incentivo e aplausos entusiasmados. E eu verifico que lá fora estão aqueles que não puderam entrar. Com as suas vuvuzelas, eles também aplaudem este grande momento. Quem sabe, quando os senhores saírem, poderão arrumar um emprego para aqueles que estão lá fora. Acho que é uma fórmula muito adequada”. A provocação gratuita, porém, pode indicar a total fragilidade do usurpador. Geralmente, quem arrota muita valentia é porque está morrendo de medo. Nos últimos dias, as centrais sindicais intensificaram os preparativos para novos protestos no Brasil. Até os oportunistas que apoiaram o impeachment de Dilma estão indignados com as propostas de reforma trabalhista e previdenciária do covil golpista.

Com o crescimento dos protestos de rua, as fraturas no pacto golpista e as denúncias de corrupção no covil, quem poderá ficar desempregado é o Judas Michel Temer. Em sua coluna na Folha na quinta-feira passada (26), a jornalista Mônica Bergamo evidenciou que a situação do usurpador é delicada. “A possibilidade do governo de Michel Temer (PMDB-SP) não conseguir atravessar a turbulência da delação premiada da empreiteira Odebrecht passou a ser considerada e discutida entre as lideranças de partidos diversos como o PSDB e o PT. Alternativas a Temer passaram a ser aventadas e até nomes que poderiam ser eleitos pelo Congresso Nacional, num pleito indireto, em 2017, são citados. Entre eles está o de Fernando Henrique Cardoso e até o de Nelson Jobim, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal”.

“As dúvidas em relação à capacidade de Temer aguentar o maremoto que se anuncia surgiram depois de informações de que a delação da empreiteira pode atingir os três principais auxiliares do presidente: Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, e Moreira Franco, do Programa de Parcerias de Investimentos. O próprio Temer estaria citado. A delação, que deve ter mais de uma centena de parlamentares citados, pode incluir também o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), segundo pessoa próxima às negociações da empresa com o Ministério Público Federal. Ele não se manifesta”. O Judas Michel Temer que se cuide!

Altamiro Borges

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