5 de out de 2016

Lula: “O PT foi vítima, mas não adianta ficar chorando (…) vamos nos preparar para ganhar a próxima”

Em um rápido comentário ao Blog, quando caminhava em direção ao superlotado Centro de Convenções do Windsor Oceânico Hotel, na Barra da Tijuca,  o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contradisse todos que falam que o PT acabou.

Para ele, o partido foi vítima de uma criminalização, cometeu erros, pagou pelos seus erros com a derrota, mas agora não adianta ficar chorando, tem que se preparar para vencer a próxima. Ou seja, não desistirá.

Para exemplificar a criminalização do partido, Lula citou as prisões de Guido Mantega, Antôonio Palocci e a denúncia contra ele mesmo. Tais fatos, segundo ele, foram os principais cabos eleitorais das forças conservadoras.

No hotel,  ele foi homenageado por 1.300 sindicalistas de 122 países de todos os continentes, durante a abertura do 2° Congresso da IndustriALL Global Union. Como o vídeo abaixo registra, foi ovacionado pelos presentes.

Lula também comentou o grande número de abstenções votos brancos e nulos, enquanto caminhava para o auditório o que fez com que a gravação não ficasse totalmente nítida, Para ele, as ausências , os votos em branco e nulos são

o resultado da campanha da negação da política pela imprensa brasileira”

O papel da mídia tradicional e conservadora foi lembrado por ele quando questionou o que a TV Globo fez durante a campanha:

“É só você analisar quantos minutos a Globo deu das denúncias e quanto ela deu da defesa e vai perceber que o resultado eleitoral foi uma coisa muito complicada”.



Durante o encontro com os sindicalistas do mundo inteiro, como destacou o Tijolaço de Fernando Brito, Lula disse que “na questão eleitoral, em uma eleição você cresce, outra você cai. Democracia é isso. Se tivesse escrito que o PT não poderia perder nunca, eu não teria criado um partido político. É uma disputa”, afirmou Lula, acrescentando:

“Quem perdeu em 2012 ganhou agora. Quem ganhou agora pode perder em 2018, 2022. Essa é a beleza da democracia. É por isso que eu participo, senão eu não participava. Se eu começasse o ano sabendo quem ia ser prefeito, governador, eu não participava”, disse o ex-presidente.

Marcelo Auler e Américo Vermelho

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