19 de ago de 2016

Raul Longo responde a Políbio Braga

Dilma confessa que cervo búlgaro de ouro que sumiu do Planalto está na sua casa de Porto Alegre



No seu Twitter, Dilma confessa que o cervo búlgaro está na sua casa. A Bulgária é terra dos seus familiares paternos. Seu pai era búlgaro.

A ex-presidente Dilma Rousseff usou o Twitter, hoje, para dizer que o cervo de ouro recebido do governo da Bulgária não está perdido, mas "integra seu acervo pessoal".

Dilma e Lula acham que os presentes que receberam como chefes de Estado são seus e não do Estado.

Lula e Dilma, até agora, não explicaram onde foi parar a faixa presidencial.

A nota da petista responde a denúncia feita por Jorge Bastos Moreno no jornal O Globo.

Postado por Polibio Braga

O Pólipo de Ouro no cérebro do cervo búlgaro

Esse Políbio Braga está com pólipo no cérebro. Primeiro ele acusou Lula de ter roubado 9 contêineres de objetos do Palácio do Planalto e escondido tudo no famoso sítio de Atibaia. Daí ele ouviu Lula explicar que o sítio foi emprestado e reformado exatamente para guardar os muitos presentes que recebeu e não tinha onde pôr. Ainda assim há uma parte condicionada em depósito especializado para esse tipo de serviço a que o Lula tem de pagar e os mais valiosos foram guardados em cofre de banco. Isso porque ex-presidentes não podem se desfazer dos presentes pelos quais são responsabilizados por lei perante à União.

O problema é que o pólipo do cérebro do Políbio obstruiu o trânsito de seus neurônios levando-o a dedução de que presentes recebidos por presidentes não podem ser levados do Estado. Tem de ficar no Estado.

O que será que o pólipo do Políbio pensa que seja Estado? Onde será que pensa que fica o Estado? Será que o pólipo do Políbio imagina que o Estado seja o Palácio do Planalto? Nesse caso o Oscar Niemayer teria de haver projetado no mínimo uns 20 Palácios do Planalto para caber tudo quanto é presente à presidente brasileiro.

É verdade que com Michel Temer não se terá tanta necessidade de espaço para guardar presentes, pois conforme se comprovou na abertura das Olímpiadas a Temer não se dá nem aceno. Talvez pela simpatia do sorriso que imediatamente reporta ao do ator Gary Oldman no papel-título do filme Drácula de Bram Stoker, talvez pelo tão atrativo carisma.

Mas no caso do Lula já deu uma bruta dor de cabeça pro Sérgio Moro que virou e mexeu, entrou até em guerra com a Forças Áreas Brasileiras que teve de enviar um batalhão ao Aeroporto de Congonhas para resgatar Lula das armas pesadas da escolta do prisioneiro coercitivo da PF. A batalha de Congonhas o monarca da República de Curitiba perdeu pra FAB, mas a guerra continua e assim que se consolidar o golpe se preciso for Sérgio Moro enfrentará até a ONU, mas Lula não escapa!

Isso não vem ao caso, pois aqui se trata da evidência de que o pólipo do Políbio virou metástase e tem sido distribuído pela internet com a denúncia em primeira mão de que Dilma surrupiou o Cervo de Ouro da Bulgária com que foi presenteada quando em visita à terra de seu pai, requisitando-o como de seu acervo pessoal. Ainda mais, Sherlock Políbio, com seu avantajado pólipo cerebral já descobriu como se deu o sumiço da faixa presidencial nestes 2 meses e meio em que Dilma foi afastada do Palácio do Planalto.

Modesto, Políbio não quer se adiantar à sindicância do caso, mas não tem dúvida de que pé ante pé, com máscara ninja e farolete na mão, numa qualquer madrugada dos últimos quase três meses depois de seu afastamento, Dilma simplesmente invadiu o Palácio e roubou a faixa. Na fuga, deixou cair o broche cravejado de joias. Quase de saída, arrependeu-se: “E se der merda?” – pensou Dilma, conforme detectado pelas vidências do Pólipo. Voltou, escondeu a faixa debaixo de um móvel qualquer e, tão sorrateiramente quanto entrou, escafedeu-se da cena do crime.

Já acharam a faixa e o broche, mas se consultassem a mediunidade do Pólipo do políbio nem mesmo seria necessário abrir sindicância. Por via das dúvidas a sindicância foi aberta, até porque nestas vésperas do julgamento final do impeachment que só Dilma e o resto do mundo insistem em chamar de golpe, se até o Janot confessou que não houve crime de responsabilidade fiscal e a perícia do próprio senado não encontrou nem pedalada nem tropeço algum; tem de haver algo com que se incrimine essa mulher. O materialismo e a falta de fé não aceitariam o testemunho mediúnico do Pólipo, mas sem dúvida as impressões digitais de Dilma estão na faixa.

Óbvio! Afinal, em todo o Brasil quem foi a última pessoa a utilizá-la? O interino faz o que quer, vende o que queira vender, manda prender manifestante contrário, dá aumento pra senadores e juízes garantirem o impeachment, arrocha salário de trabalhadores e o escambau! Pode até acabar com as leis trabalhistas! Mas pra pendurar a faixa vai ter de esperar a consumação do golpe ou se inscrever em delegação atlética das Olimpíadas e vencer alguma prova.

Seja pelas digitais ou o que for, a vidência do Pólipo mediúnico sem dúvida será confirmada, pois para cooperar nos trabalhos da perícia técnica já foi chamado o Tribunal de Contas da União. Ou do Estado? No entender do Polípio não faz diferença uma coisa da outra.

Tem gente se perguntando o que é que o TCU tem a ver com isso? Claro que tem! É que essa gente não sabe que o Presidente do TCU e seu Ministro Relator das denúncias que levaram a elaboração do pedido de impeachment de Dilma respondem a inquérito sobre desvios de bens públicos. Portanto, nada mais previdente do que contar com a experiência de vossas eminências.

Já aos pólipozinhos que se espargem pela internet recomendaria que primeiro pesquisem a diferença entre Estado e União.

Depois de descobrir em que União se difere de Estado, deverão pesquisar uma lei de 1991 assinada pelo então presidente Fernando Collor de Melo que trata do assunto desconhecido pelo Grande Pólipo. Aquela lei foi arrematada por decreto de 2002, do governo FHC, determinando quais presentes recebidos pelos ex-presidentes podem ser levados para suas respectivas residências ao final do mandato, seja a Casa da Dinda, Higienópolis ou o ap de São Bernardo. E quais devem permanecer no Palácio do Planalto, sendo que caberá a Secretaria Administrativa do Palácio do Planalto decidir a permanência do presente no Palácio ou determinar que o presidente se responsabilize por ele caso a solicitação de transferência para o Arquivo Nacional ou a Biblioteca da República, ambos no Rio de Janeiro, também não seja aceita por aqueles órgãos.

Ou seja, segundo a tal lei, o presidente, mesmo quando se torne ex-presidente, terá responsabilidade sobre o que ganhou, conforme ensinou Saint Exupéry no O Pequeno Príncipe, inclusive quando não se sinta cativado pelo mimo.

A Secretaria de Documentação Histórica da Presidência da República deve catalogar cada presente e caberá à Secretaria da Presidência providenciar e pagar a mudança do ex-presidente. Ou seja, não foi Lula quem contratou 9 contêineres para levar sua mudança de Brasília para Atibaia, conforme todos os pólipos foram informados pelos desinformados jornalistas da grande imprensa brasileira. Isso de cuidar da mudança do presidente em fim de exercício de cargo é tarefa da Secretaria da Presidência.

Já não é o que acontece com Dilma que ainda reside e residirá até a consumação do golpe na residência oficial da Presidência da República do Brasil: o Palácio da Alvorada. E lá onde tem de estar o acervo pessoal de todos os presidentes enquanto presidentes.

Mas o oráculo do Grande Pólio não está totalmente errado, pois até mesmo os presentes que não foram conferidos à União e sim agraciados às pessoas dos presidentes, também serão catalogados um a um e os ex-presidentes não poderão deles se desfazer sob qualquer circunstância. Mesmo compondo seus acervos pessoais, não podem ser repassados nem a parentes de qualquer grau. Se quiseram vender alguma coisa, terão de primeiro oferecer a União que estabelecerá o valor que obrigatoriamente terão de aceitar. Apenas se não interessar a União, com documentação comprovando esse desinteresse, é que poderão vender e leiloar algo do acervo pessoal.

E tem mais, não são apenas os presentes que recebem quando presidentes, mas inclusive o que já era de suas posses antes de assumir a presidência, se considerado e declarado de interesse público. O que o presidente já tinha antes de ser presidente e o que ganhou enquanto presidente, se considerado de interesse público com sua morte vai automaticamente para a patrimônio da União e passa a compor o acervo histórico da República. E o neto da Dilma Rousseff que não espere pelo Cervo de Ouro da Bulgária que a avó ganhou quando visitou a terra do bisavô. O que for do interesse da União não entra no espólio hereditário, passa a ser patrimônio cultural brasileiro.

Por exemplo, se Lula manteve em sua posse aquele aparelho “3 em 1” denunciado por Collor de Melo na campanha eleitoral de 1989 e a União decidir que sirva como documentação histórica de um período político de ridículas ilações e manipulações de informações para desconstruir a imagem pública de determinados presidentes, Lula será obrigado a manter o “3 em 1” até o último de seus dias para que a posteridade possa rir do Collor.

O bote de alumínio que ganhou da Dona Mariza, é a mesma coisa. Se a União quiser, apesar do presente da Dona Mariza ter sido pro Lula, quando morrer o bote já é da União. Por isso é que Dona Mariza foi experta e comprou os pedalinhos no próprio nome para ficar pros netos. Vai que o patrimônio público resolva que também os pedalinhos seja de interesse para a posteridade se divertir com o Moro ou com os jornalistas da grande imprensa brasileira que especularam sobre os brinquedos dos netinhos! Avó previdente!

Se os pólipos que se espargiram da metástase cerebral do Políbio ainda não estiverem tão inflamados, talvez seus neurônios consigam se conectar para entender que isso de administrar os acervos pessoais dos ex presidentes é que deu origem aos Instituto Itamar Franco, iFHC e Instituto Lula.

Claro que têm outras atividades, como o Instituto Lula que assume como prioridade a promoção de cooperação do Brasil com a África e a América Latina. Também realiza e desenvolve projetos de redução de desigualdade social, promoção de desenvolvimento humano, saúde, educação e sustentabilidade ambiental. E está criando o Memorial da Democracia que já existe em versão virtual inserida ao portal do Instituto na internet, e se tornará um espaço físico, um museu da história da democracia no Brasil e no mundo.

O iFHC, conforme transcrito de seu portal eletrônico, “realiza exposições, eventos educativos, debates, estudos e publicações com duplo propósito: preservar e disponibilizar os arquivos de Ruth Cardoso e de Fernando Henrique Cardoso e de outras figuras públicas ligadas ao casal, de modo a contribuir com a pesquisa e a difusão do conhecimento sobre a história brasileira.”

Do portal eletrônico do Instituto Itamar Franco se copiou esse descritivo: O MEMORIAL DA REPÚBLICA PRESIDENTE ITAMAR FRANCO, órgão suplementar vinculado à Universidade Federal de Juiz de Fora, tem por missão o desenvolvimento de ações relacionadas ao acervo do doador, ao movimento da formação da cidade de Juiz de Fora e à discussão das políticas públicas brasileiras, apoiadas na consecução e na difusão do ensino, da pesquisa, da extensão e da cultura, áreas que fundamentam os fins da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Assim como no último caso, somam-se às atividades dos dois anteriores a guarda, os cuidados e a responsabilidade com o acervo pessoal desses ex-presidentes junto à União, através dos órgãos controladores do patrimônio público da República. Incluindo o tal aparelho “3 em 1”, se ainda houver.

Enfim, como se vê o pólipo do Políbio Braga é bem maior do que sua capacidade de se informar e raciocinar, mas bastante menor do que o Brasil.

Raul Longo

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