9 de ago de 2016

Pedaladas e Perdaladas‏


Senador,

Acaba de ocorrer uma enorme coincidência aqui na minha caixa de correio. Em seguida a uma mensagem sobre a sua pessoa, recebo repassada por meu amigo — e excelente músico, pelo que lhe recomendo — Boanerges Castro, essa sua consideração sobre um questionamento que ele lhe fez e copio aqui para que possa lembrar-se:

A propósito do final de sua mensagem, permita-me dizer que eu entendo que ao Senado cabe analisar o impeachment de Dilma, sem protelação, sem nenhum tipo de esperteza, porque isso afronta o desejo majoritário do povo brasileiro, que é de superar este impasse o mais rápido possível, virando essa triste página da nossa história. A presidente Dilma cometeu sim, sem dúvida alguma, crime de responsabilidade e comum, o que já foi reconhecido até pelo Supremo Tribunal Federal, que ditou o rito do julgamento. O Governo do PT, com a Dilma, não precisaria dar as “pedaladas” fiscais se não tivesse usado o BNDES para financiar ditaduras mundo a fora e privilegiar um grupo de amigos. Dilma repassou R$ 716 Bilhões de reais do Tesouro Nacional, do FGTS e do FAT para o BNDES financiar obras em países de tendência ditatorial, como Cuba, Venezuela, Angola e outros mais, e depois utilizou-se das pedaladas fiscais para fechar as contas, um comportamento irresponsável, comprometedor e criminoso. Além do que a presidente se revelou incompetente para dirigir os destinos do país e mergulhou o Brasil na maior crise social e econômica de sua história, com inflação em alta, desemprego em massa, que hoje ultrapassada a 11 milhões e 400 mil trabalhadores e uma economia estagnada, com fábricas fechadas e empresas na bancarrota. O Senado está agindo de acordo com os ditames do STF. No que faz bem, pois, o Brasil já esperou demais. Quer virar essa página e espera do Senado Federal responsabilidade e competência no julgamento da presidente da República. Este impasse, que perdura já há muito tempo e representa um prejuízo de proporções ilimitadas. Eis porque vou votar pelo impedimento da Presidente irresponsável e incompetente. Veja mais nos Links abaixo.

No entanto, Senador, primeiro veja o que recebi imediatamente anterior a esse seu comentário a mim repassado pelo Boanerges. E depois, por favor, avalie minhas considerações ao final, para que julgue se não tenho razão em minhas recomendações em prol de sua imagem política:

Senador Álvaro Dias lucrou R$ 37 milhões com propina da CPI da Petrobras

O falecido, ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra e o Senador Londrinense (PR), Álvaro Dias
Bate-papo lá no boteco de Paixão na feirinha de Itapuã onde se come a melhor moqueca da Terra do Senhor do Bonfim
“Álvaro Dias é uma espécie de “queridinho da Globo” e porta voz da oposição onde diariamente é pautado para entrevistas em que aparece todo empostado deitando moralidade, quando na realidade, é o que é: um corrupto”.
Segundo informações vazadas por fontes próximas a procuradores que conduzem a Operação Lava Jato, o senador Álvaro Dias está sendo investigado, pela compra de uma área no Rio de Janeiro por R$ 3 milhões e, meses depois, vendeu à Petrobrás pelo incrível valor de R$ 40 milhões. O Fato está sendo investigado em segredo de justiça, pelo fato do parlamentar ter foro especial por prerrogativa de função — conhecido coloquialmente como foro privilegiado.

Segundo o que foi repassado o falecido deputado federal Sérgio Guerra (PE), ex-presidente do PSDB, e “um tucano de Londrina” enterraram a CPI do Senado sobre a estatal em 2009, em troca da propina de R$ 10 milhões de reais. Ambos deixaram a CPI de forma surpreendente, em protesto contra o que seria um “jogo de cartas marcadas”. Sem a presença deles, a CPI não foi adiante.

Dinheiro da Propina

Com os R$ 10 milhões a dupla “racharam” a propina, e segundo informações, dos R$ 5 milhões repassados ao Senador Álvaro Dias, R$ 3 milhões foram aplicados em uma área no Rio de Janeiro que esta sendo investigado pelo MPF. Segundo que foi levantado o preço foi superfaturado em 33 vezes, e vendido a Petrobrás na época que o diretor de abastecimento da estatal era Paulo Roberto Costa, pivô da Operação Lava Jato.

Espólio do ex-presidente do PSDB

O espólio de Sérgio Guerra deve entrar no alvo de investigação do a atuação do Ministério Público e da Polícia Federal. A confirmação do recebimento de propina já leva a direção da Petrobras a estudar um pedido de bloqueio de bens como forma de ser ressarcida.

Um dos mais ricos haras do país, o haras Pedra Verde, em Limoeiro (PE), é um dos bens deixados pelo tucano, com mais de 200 cavalos de raça, inclusive campeões nacionais da racha Manga-Larga Marchador. Veterinários, geneticistas e 40 outros funcionários trabalham no Haras Pedra Verde. Para os investigadores da Lava Jato, o Pedra Verde também seria uma sofisticada lavanderia de comissões, inclusive por meio de vultosas transações de exportação e importação de cavalos.

Palco de refinadas apresentações de produtos premiados e de leilões milionários, o Haras Pedra Verde valeria perto de R$ 200 milhões (cavalos, laboratório, instalações e fazenda), mas foi omitido da declaração de Imposto de Renda de Sérgio Guerra ao eleger-se senador, em 2002, atribuindo à Pedra Verde um valor irrisório de R$ 22 mil, além de declará-la como “terra nua”, ou seja, sem qualquer tipo de benfeitorias ou construções.

A coleção de arte contemporânea do falecido presidente do PSDB também chamou atenção do MPF e da PF. Alí estão obras de Cícero Dias, Cândido Portinari, Vicente do Rêgo Monteiro, Di Cavalcanti, Gilvan Samico, Carybé, Manabu Mabe, Djanira e Tarsila do Amaral, em valores que chegariam à casa dos R$ 20 milhões e que teriam sido, na maioria das vezes, compradas em galerias do Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Haveria pelo menos um caso, em que uma tela de Ismael Nery, orçada em quase R$ 2 milhões, teria sido adquirida por uma empreiteira baiana para adornar as paredes do apartamento de cobertura da família Guerra na orla do Recife.

Há, também, dezenas de imóveis, uma frota de automóveis de luxo, entre eles vários modelos BMW, além de jóias, aplicações financeiras em bancos e prováveis contas já sendo rastreadas em paraísos fiscais, como Liechtenstein e Suíça. Com a morte de Guerra, seus herdeiros deverão enfrentar a ação indenizatória da União movida pelo Ministério Público Federal.

Falecido em 6 de março deste ano, o ex-presidente do PSDB foi um dos mais radicais opositores dos governos Lula e Dilma. Nos anos 1980, Guerra, porém, foi apontado como um dos integrantes da quadrilha que desviava recursos públicos e beneficiava empreiteiras, na Comissão do Orçamento do Congresso Nacional. Relator do Orçamento da União também no final dos anos 80, Sérgio Guerra chegou a viajar num jato Dassault Falcon da Construtora Camargo Correia para Londres, onde teria se hospedado em uma luxuosa propriedade do falecido empreiteiro Sebastião Camargo. Ele estava acompanhado de toda família e por duas semanas teria frequentado restaurantes e lojas de grifes de luxo na capital inglesa. Guerra foi o único parlamentar a escapar da guilhotina que vitimou parlamentares influentes como Genebaldo Correia, Manoel Moreira, Cid Carvalho e Pinheiro Landim, além do líder do grupo, João Alves.

Dias segurando seu cão da raça
Dias segurando seu cão da raça “Poodle”.

Álvaro Dias

O tucano Álvaro Dias do Paraná foi escolhido por José Serra (PSDB) em 2010 para ser o vice na chapa para presidência. Detalhe: Álvaro Dias está sendo processado por usar cavalaria da PM contra professores e ainda é acusado de crime contra a administração pública. Conheça um pouco a ficha do senador:

O senador Álvaro Dias está sendo processado por uso da cavalaria da PM contra professores. Também é acusado de crime contra a administração pública, movidas pelo Supremo Tribunal Federal. (Veja a petição: Pet/4316 — Veja no STF. Situação atual: 09/02/2009 — Baixa dos autos em diligência, Guia nº 276/2009, Ofício nº 215/SEJ, à Superintendência Regional do Departamento de Policia Federal no Distrito Federal.

A operação Castelo de Areia tem documento em que mostra que, as construtoras Camargo Corrêa e a Norberto Odebrecht doou R$50 mil para o tucano Álvaro Dias (PSDB-PR).

Álvaro Dias (PSDB-PR) não declarou R$ 6 milhões à Justiça Eleitoral… Já prestou contas?

A revista Época mostrou que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) omitiu de sua declaração de bens à Justiça Eleitoral R$ 6 milhões em aplicações financeiras.

Em 2006, Dias informou que tinha um patrimônio de R$ 1,9 milhão dividido em 15 imóveis: apartamentos, fazendas e lotes em Brasília e no Paraná. O patrimônio dele, porém, era pelo menos quatro vezes maior.

A omissão desses dados à Justiça Eleitoral é questionável, mas não é ilegal. A lei determina apenas que o candidato declare “bens”. Na interpretação conveniente, a lei não exige que o candidato declare “direitos”, como contas bancárias e aplicações em fundos de investimento.

Álvaro Dias diz que o dinheiro não consta em sua declaração porque queria se preservar. “Não houve má intenção”, afirma.

O dinheiro não declarado seria fruto da venda de uma fazenda de 36 hectares em Maringá (PR) por R$ 5,3 milhões. As terras, presente de seu pai, foram vendidas em 2002. O dinheiro rendeu em aplicações, até que, em 2007, Álvaro Dias comprou um terreno no Setor de Mansões Dom Bosco, em Brasília, uma das áreas mais valorizadas da capital. No local, estão sendo construídas cinco casas, cada uma avaliada em cerca de R$ 3 milhões.

Quem se lembra do assessor de Álvaro Dias, André Eduardo da Silva Fernandes?

Foi o receptador de informações furtadas da Casa Civil da Presidência da República, entregue à revista Veja, para forjar um falso dossiê de despesas de FHC, com o objetivo de derrubar a ministra Dilma Rousseff.

Pois André Fernandes, além de assessorar Álvaro Dias, também servia ao Governo de José Roberto Arruda (ex-DEM/DF). Em 2007, foi nomeado pelo Governo do Distrito Federal, membro do conselho fiscal da CEB (Companhia Energética de Brasília), estatal do Governo do Distrito Federal. Álvaro Dias, igual a José Serra: Mandam bater em professores.

Leia mais em:

http://www.contextolivre.com.br/2014/12/escandalo-senador-alvaro-dias-lucrou-r.html

Blog do Janio de Freitas

Como sabe, Senador, aquela gravação do Romero Jucá pedindo o cargo da Dilma para estancar a sangria da Lava Jato foi titica jogada no ventilador e é de conhecimento universal, tanto no Brasil quanto no exterior. Verdade que há uma blindagem da grande mídia brasileira a determinados políticos, mas o senhor também sabe que afora um que outro Jânio de Freitas, também há as redes sociais, os blogs e portais que, sem dúvida, irão esfregar a titica do Jucá na gola de todos os que condenarem o que o senhor considera como crimes da Dilma.

Daqui pra frente, as palavras do Jucá será revigoradas a cada eleição que seus juízes pleiteiem.

Não posso imaginar quais seus projetos de vida daqui em diante, talvez nem sejam mais políticos e aparentemente não tenha nada a perder com a condenação do governo Dilma, pretendendo apenas usufruir do que já alcançou através da política. Se esse for o caso, Senador, talvez lhe reste apenas preservar o nome Álvaro Dias pelo que imagino que não lhe será agradável de amanhã ou depois saber da ocorrência desse tipo de conversa; “- Eu sou sobrinha (ou prima, ou amigo) do ex Senador Álvaro Dias.” E o interlocutor, impertinente: “- Ah! Aquele que cassou a Dilma para não ser sangrado pelas investigações da Lava Jato!

Mesmo que não se importe com esse tipo de fofoca, Senador, não lhe parece que ficará muito chato para sua sobrinha, ou prima, ou amigo?

Lembrando que a promoção da Lava Jato a fará lembrada por décadas, muito mais do que o Escândalo do Banestado que assim mesmo e apesar de abafado pela grande mídia nele comprometida, vira e mexe alguém cita.

Não sei, Senador. Não sou político e não vou me meter a ensinar a missa ao vigário, mas se o fosse, depois da divulgação daquela gravação do Romero Jucá, mesmo que ainda estivéssemos na ditadura e eu fosse um daqueles Generais de 5 estrelas sem mais nenhuma pretensão na vida política, procuraria preservar o futuro de meu nome. Não por mim, mas por meus parentes e amigos, pois é na velhice que mais precisamos deles.

Sei que o senhor não está velho, mas pode estar certo de que a gravação do Jucá ainda vai perdurar por muitos e muitos anos se o impeachment acontecer. Como evidentemente morrerá o assunto se não acontecer.

A lembrança da gravação do Jucá virá a tona a cada vez que o Temer tiver de tomar as tais medidas antipopulares de que já alertou. A cada medida daquelas anunciadas e das ainda não anunciadas, não faltará quem responsabilize a cada um dos que votarem pelo impeachment.

Por outro lado, se o impeachment não acontece e Dilma consegue reverter a situação atual do Brasil sem medidas impopulares (cá pra nós, isso me parece impossível), os que não votarem por sua saída poderão até se beneficiar politicamente disso. Algo como: “- Sou contra ela, mas achei que o afastamento seria suficiente para aprender com seu erros. E eu estava certo, mas ainda pode ser melhor!

Se, como me parece mais provável, Dilma não consiga reverter a situação ou tome as mesmas medidas impopulares que promete Temer, também se pode tirar proveito dizendo que optou por dar-lhe um chance, mas foi traído. Algo como já fizeram Cristovam Buarque, Marta Suplicy, etc.

A não ser que o senhor acredite que apesar do que Temer diz, o Brasil na verdade será uma maravilha de país para a grande maioria dos eleitores a partir de 2017. Nesse caso, desconsidere essas considerações de um leigo em sua arte.

Desejo boa sorte ao futuro de sua decisão e mesmo acreditando que já os tenha visto, copio aqui estes links de comentários da imprensa internacional também para sua avaliação:



Raul Longo

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