11 de ago de 2016

Moro, vai atrás do 'Cerra' em Nova York

"Só pode ter vindo de jatinho", diz o garçom mineiro

Quarto de US$ 1,503 a noite e vinho de US$ 13,500
Reprodução: Squarespace
O "Padim Pade Cerra" é suspeito de ser corrupto desde 1983, no Governo Montoro, em São Paulo, quando foi Secretário de Planejamento e tinha que aprovar todas as obras e gastos.

O então deputado Flavio Bierrembach tentou na Justiça, no recurso à “exceção da verdade”, provar que ele era ladrão e ele, 'Cerra', fez de tudo para não deixar a Justiça provar que ele não era ladrão.

Cerra foi também do “planejamento” da privataria tucana, quando seu clã, segundo as denúncias irrespondíveis do Amaury Ribeiro Jr., enriqueceu por várias gerações.

Depois, Rubens Valente, no livro “Operação Banqueiro”, onde se prova que, sem Gilmar, não haveria Daniel Dantas, demonstra que 'Cerra' “operava” com o lobbista Roberto Amaral para beneficiar Daniel Dantas no Governo do Príncipe da Privataria.

A trajetória do enriquecimento de Cerra ainda está para ser escrita.

Por Amaury, Valente, ou outro destemido jornalista.

Quem sabe não será o historialista dos chapéus?

No dia seguinte a um editorial da Fel-lha que mandava 'Cerra' e Temer à Papuda, Gaspari, disciplinadamente, escreveu destemida colona para dizer o óbvio: que a Lava Jato tinha esbarrado no 'Cerra'!

(O Janio mostra que a Odebrecht o pagava no exterior!)

Como demonstrar isso?

Onde ele recebia e em que gastava?

Já que não recebe delações premiadas, o Conversa Afiada, por conta própria, resolve contribuir para o aperfeiçoamento da Lava Janto e fazer uma não-premiada delação.

Poucos dias depois da retumbante vitória de Dilma sobre 'Cerra', em 2010, o ansioso blogueiro e a mulher foram a Nova York jantar no famoso Café Boulud, num chiquérrimo endereço: 20 East 76th, a alguns passos do Central Park.

Ali, um vinho Romané-Conti, 2011, custa US$ 13,500.

(O Gaspari entende muito de Romanée-Conti. Na campanha de 2002, ele ficou horrorizado porque o Duda Mendonça ofereceu um Romanée-Conti ao Lula, num restaurante do Rio, para celebrar a vitoria esmagadora sobre o… 'Cerra'! Ele gosta de apanhar…)

A certa altura, aproxima-se um garçom mineiro do Le Boulud.

Provavelmente lulista

E conta ao ansioso blogueiro que, na noite seguinte à derrota para Dilma, 'Cerra' jantou lá.

(O que dá a entender que viajou a Nova York de jatinho...)

Ficou só, num canto reservado.

E pediu um bom vinho (o mineiro foi discreto e não identificou o vinho…)

Mas, contou que 'Cerra' se hospedou no hotel em cima do Boulud.

Trata-se de um “hotel boutique”, em que a acomodação “Grande De Luxe”, de 37 metros quadrados, com cama tamanho King, custa US$ 1,503.00, a noite.

O imparcial Dr. Moro deveria mandar uma delegação da Força Tarefa a Nova York refazer esse trajeto do Cerra, pegar os recibos, trazer de volta, e vazar para o Janio de Freitas.

Quá, quá, quá!

Esse Dr. Moro...

PHA

No CAf

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