22 de jul de 2016

Uma célula é uma célula, mesmo sendo desorganizada, diz Moraes


"Uma célula organizada não tentaria comprar uma arma pela internet. É uma célula desorganizada", disse o ministro interino e provisório da pasta da Justiça, Alexandre de Moraes.

Moraes, o ministro transitório, disse tratar-se de um grupo amador, mas que não poderia ser ignorado pelas forças de segurança pública. Segundo ele, a Polícia Federal monitorou mensagens trocadas pelo grupo em redes sociais como Telegram e Whatsapp e, então, com um monitoramento que foi impossível de ser feito por outras polícias e que levou uma juíza do Rio de Janeiro a suspender o aplicativo e o STF a suspender a suspensão do aplicativo, os homens da lei conseguiram descobrir ações preparatórias como planejamento para início de treinamento em artes marciais e a troca de mensagens com um site de armas clandestinas no Paraguai. Motivo paraguaio seria a compra de um fuzil. Tudo por aplicativos que são criptografados. Instado a explicar a quebra da criptografia, o ministro interino disse que não poderia, isso atrapalharia as investigações.

“Não vamos esperar um milímetro de qualquer ato preparatório, por mais insignificante que possa ser. Qualquer ato terá uma reação rápida, dura e certeira do Poder Público”,disse interinamente Moraes. O ministro transitório disse ainda que é “mínima a probabilidade de que haja algum ato terrorista no Brasil durante a Olimpíada”, mas mesmo assim prendeu os futuros prováveis terroristas.

Ele disse que os apreendidos fizeram o juramento pela internet, o tal do "batismo", mas que não houve contato direto dos brasileiros com o Estado Islâmico por e-mail ou pessoalmente. Também não há indícios de que recebiam financiamento do Estado Islâmico, mas eles foram presos por segurança e bem estar da Nação na operação Hashtag, da PF.

Os terroristas, ainda não confirmados como tal, foram presos no Amazonas, Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. As investigações, diz a PF, tiveram início em abril e foram dez mandados de prisão temporárias expedidos, além de duas conduções coercitivas e 19 buscas e apreensões. Segundo a inteligência da PF, os envolvidos participavam de um grupo virtual chamado Defensores de Sharia.

Sharia, como é descrito em sites pela internet, é um conjunto de leis islâmicas que são baseadas no Alcorão, e responsáveis por ditar as regras de comportamento dos muçulmanos. Isso os tornaria uma célula do Estado Islâmico, grupo terrorista que eles contatavam via Redes Sociais e por ali combinavam tudo.

Uma das revistas de ocasião afirmou que a célula era embrionária. O mal foi cortado pela raiz?

Quando Sceretário de Segurança de São Paulo, o ministro em ação era chamado de Kojak por policiais civis, por sua determinação de ser informado sobre os menores crimes apurados, para poder exibir-se em coletivas de imprensa. Foi clicado em batidas policiais, galpão de torcida organizada, boca de fumo estourada e reunião de estudantes rebelados, disse e afirmou que no Brasil é assim. A justiça não tarda, pode ser falha, mas jamais será contestada.

Lourdes Nassif
No GGN

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