9 de jul de 2016

Temer no beco


Já numa situação nada confortável, sem credibilidade pública, com muitos ministros denunciados na Lava Jato e gastando o que o país não tem, o presidente interino Michei Temer entrou num beco sem saída ao participar diretamente do plano para Eduardo Cunha desocupar a presidência da Câmara em troca da salvação de seu mandato.

Risco ao governo

Ao endossar o plano que acabou na renúncia de Eduardo Cunha, o interino Michei Temer simplesmente pode ter colocado em risco de uma vez por todas o seu governo provisório, pois seja qual for o resultado final do referido plano, este será prejudicial às pretensões de Temer de continuar presidindo o país até dezembro de 2018.

Eventual vingança

Isto porque  se o ex-presidente da Câmara conseguir de fato se salvar, não apenas a casa sairá desmoralizada do processo, mas também o próprio vice-presidente em exercício. E se Temer não conseguir entregar a Cunha a proteção prometida, ficará á mercê de sua eventual vingança, que se prevê fatal para as pretensões do presidente interino.

Refém de Cunha

Afinal de conta, o fato do presidente interino ter dado aval ao resgate de um político que atualmente simboliza a corrupção, como está noticiando a grande mídia brasileira, demonstra que, na prática, Michei Temer se transformou em refém de Eduardo Cunha e pode, a qualquer momento, ser abatido pelo seu alto poder explosivo em termos de corrupção.

À própria sorte

Com o país todo pedindo não só a cassação, mas a prisão imediata do ex-presidente da Câmara, o que se supõe é que chegará o momento em que restará a Temer apenas a decisão de abandonar Eduardo Cunha à própria sorte. Ou seja, ele perderá o mandato, irá para as grades da Operação Lava Jato, onde fará uma delação de tremer a República e o cargo provisório de Temer.

Outras bombas

Paralelo à bomba de incontáveis megatons em que se transformou Eduardo Cunha para a grande República brasileira da corrupção, outras grandes bombas estão quase prontas para serem disparadas para, junto com a ameaça Cunha, varrer quase toda a classe política  hoje nos poderes públicos da nação.

200 parlamentares

Por exemplo, amigo e operador de Eduardo Cunha no esquema de propina do FGTS, o empresário Lúcio Funaro, preso na sexta-feira da semana passada, promete atirar contra nada menos que 200 parlamentares em um possível acordo de delação premiada, como apontou ontem o colunista Lauro jardim, da revista Veja.

Bomba Odebrecht

Outro exemplo de bomba atômica com estopim quase aceso é a delação premiada que está sendo concluída por Marcelo Odebrecht, ex-presidente da maior empreiteira do país, que pode levar para a cadeia muita gente boa não só dos poderes Legislativo e Executivo quanto do próprio judiciário.

300 parlamentares

Em prévia do que pode representar a delação de Marcelo Odebrecht para o grande universo da corrupção no Brasil, uma lista de propinas apreendida pela Operação Lava Jato na sua empreiteira cita nada menos que 300 parlamentares federais, entre deputados federais e senadores, conforme já foi noticiado há algum tempo pela grande mídia.

Maioria do Congresso

Ou seja, o montante da lista do departamento que a Odebrecht criou especificamente para gerenciar propinas no Brasil e no exterior, cujos nomes ainda não foram revelados, representa simplesmente mais da metade da soma dos 81 senadores e dos 513 deputados federais hoje operando no parlamento brasileiro. Isso sem falar nas delações de outras dezenas de empreiteiras também denunciadas na Lava Jato.

Oceano de lama

Mesmo sem contar os políticos que a maior empreiteira do país pode ter corrompido em níveis estaduais e municipais, a lista da empresa e a história extensa e antiga que Marcelo Odebrecht já deve ter contado para a Lava Jato certamente deixarão os brasileiros ainda mais boquiabertos e o mundo ainda mais assombrado com o oceano de lama da corrupção que atinge a Terra Brasilis.

No Amigos do Presidente Lula

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