13 de jul de 2016

Lula não pode, mas juízes podem faturar com palestras com pagamento sigiloso


A decisão é do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão presidido pelo ministro Ricardo Lewandowski. Os juízes não precisam informar quanto recebem por ministrar palestras.

A resolução 226 do CNJ, editada no dia 14 de junho, também se estende a desembargador, ministros de tribunais superiores.

Não há limite para a remuneração recebida pelo magistrado.

A título de comparação, as palestras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram todas consideradas suspeitas de propina.

Reportagem do Valor, edição de ontem (12), mostra quão militante foi Lewandowski para manter em sigilo os valores faturados pelos juízes.

Há coisa de dois anos, uma lobista de Curitiba disse ao Blog do Esmael que esses valores variavam entre R$ 150 mil e R$ 200 mil, de acordo com a “grandeza da estrela”.

Ainda segundo a reportagem de Ricardo Mendonça, no Valor, o deputado Rubens Bueno (PPS-PR) protestou contra o segredo acerca da remuneração dos juízes. “Qual é a transparência de alguém que tem carreira de Estado e não divulga o quanto ganha?”, questiona o parlamentar.

Lewandowski vai presidir a sessão que votará o impeachment de Dilma Rousseff. Segundo autópsia do senador Romero Jucá (PMDB-RR), há um pacto com o Supremo para delimitar e parar a Lava Jato.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-PR), também em áudios gravados, contou que todos os ministros do Supremo “estão putos com ela” ao responder Sérgio Machado o por que da presidente eleita não “negociar” com o STF.

No Blog do Esmael

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