30 de jul de 2016

Deputados querem cassação de Cunha em 9 de agosto, mas ministro de Temer discorda


A oposição ao governo interino de Michel Temer e alguns partidos da base querem marcar para o dia 9 de agosto, após o recesso do Legislativo, a votação final da cassação de Eduardo Cunha na Câmara, mas um ministro acha, segundo o Painel da Folha, que o debate deve ficar para depois da votação do impeachment de Dilma Rousseff - previsto para a segunda quinzena do próximo mês.

De acordo com o jornal deste sábado (30), "a data em que a cassação de Cunha será votada divide o governo e gera um impasse entre conselheiros de Temer. Articulador político do Planalto, Geddel Vieira Lima (Governo) defende nos bastidores que a decisão fique para depois do impeachment. Na outra ponta, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Investimentos) preferem evitar a todo custo um movimento que deixe a digital do governo no desfecho político do ex-presidente da Câmara."

"Os aliados mais próximos do ex-presidente na Casa atuam para evitar a votação logo no retorno do recesso. Dizem que misturar a decisão sobre Cunha com as votações de matérias econômicas pode trazer instabilidade para o governo."

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que não quer definir uma data para evitar manobras e adiamentos. Segundo ele, só será convocada a sessão para cassar Cunha quando o plenário tiver quórum de pelo menos 350 deputados. São necessários 257 votos para cassar Cunha. Mas no segundo semestre, com Olimpíadas e eleições à vista, será difícil reunir alto quórum depois de agosto.

A estratégia de Cunha é adiar ao máximo sua cassação para manter o foro privilegiado enquanto tenta tirar das mãos da Lava Jato de Curitiba os inquéritos contra sua esposa, Cláudia Cruz.

No GGN

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