14 de jun de 2016

Veja lista de bens bloqueados e evolução da riqueza de Cunha


Fim de linha para as manobras do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de Ética. Ao final de quase noves meses de um processo marcado pela pesada influência do deputado fluminense acusado de ter mentido sobre contas com dinheiro não declarado no exterior, com adiamentos, recursos procrastinatórios, troca de relatores e membros favoráveis a sua cassação, nesta terça-feira falou mais alto a pressão popular que guiou os votos de dois deputados dados como votos certos para Cunha: Tia Eron (PRB-BA) e Wladmir Costa (SD-PA) definiram a primeira derrota que pode culminar com sua cassação também no plenário.

Sem grana

Mais de R$ 1,6 milhão em bens e outros ativos do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foram bloqueados por decisão do juiz Augusto Cesar Pansini Gonçalves, da 6ª Vara Cível do Paraná, nesta terça.

No documento apresentado pelo ministério Público à Justiça, o órgão detalhou a evolução da riqueza do deputado federal. “Por primeiro, aponte-se que, em 2002, o patrimônio de EDUARDO CUNHA declarado à Justiça Eleitoral era de R$ 525.768,0078, contendo apenas dois bens”. Na lista, apareciam apenas um carro e um imóvel.

Quatro anos depois, em 2006, a lista evoluiria para cotas de capital de duas empresas, uma sala comercial e um carro (com quase o dobro do valor do que ele declarou em 2002), somando R$ 989 mil. Em 2010, Cunha declararia R$ R$ 1.476.112,00, “quando as contas no exterior já estavam sendo movimentadas” — esta informação aparece destacada no texto publicado pelo órgão.

A última listagem apresentada pelo MP é a de 2014, quando a declaração de bens de Cunha chegou a R$ 1.649.226,10, que incluem, além do apartamento, carro e sala, depósitos, ações, cotas de empresas e investimentos, distribuídos em dez itens. Do total, R$ 840 mil provenientes da empresa C3 produções que, a partir desta terça, também está impedida de movimentar seus bens.

Confira a lista de ativos financeiros bloqueados por decisão judicial:


No Amigos do Presidente Lula

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