9 de jun de 2016

Unir as forças pela volta da democracia


O Brasil está de novo frente à encruzilhada histórica que tem se repetido periodicamente desde o final da Segunda Grande Guerra — a imperiosa necessidade de optar entre o caminho do avanço democrático e do progresso social, ou retroceder em conquistas já alcançadas para garantir os benefícios, antigos e inaceitáveis, dos setores especulativos e rentistas do capital financeiro que, sob a interinidade ilegítima de Michel Temer, volta a dar as cartas no governo federal.

Contra cada avanço democrático e social alcançado, a direita reaparece com força impondo a satisfação de sua ganância e privilégios.

O recente período de avanço popular e democrático, iniciado com a eleição de Lula em 2002, foi o mais longo da história. E enfrenta, nesta conjuntura, o grave desafio do golpe que levou Michel Temer à presidência da República, onde promove o desmonte das conquistas e direitos.

O quadro em apenas três semanas de interinidade é politicamente instável. A situação pode alterar-se em alguns cenários, como a derrota do impeachment no Senado e o retorno da presidenta Dilma Rousseff; ou condenação de Dilma e a confirmação de Temer na presidência; outro resultaria do fracasso governo de Temer, aprofundando a crise. Com a possibilidade de convocação de eleições antecipadas para a presidência da República.

São cenários nos quais o protagonismo popular e democrático terá papel decisivo.

O vigor da resistência ao golpe e a força do “Fora Temer” cumprirão o papel histórico que lhes cabe, nesta conjuntura, na medida em que a união dos democratas, dos progressistas e da esquerda, formule um programa para repactuar o Brasil. Um programa para a defesa dos direitos sociais, do emprego, do fortalecimento do trabalho e da renda, e da soberania nacional. E para enfrentar os privilégios e a ganância do rentismo improdutivo e afastar os reacionários e antidemocratas.

Um programa que, tendo à frente Dilma Rousseff e aqueles que lutam pela legalidade, una os democratas e as forças avançadas em defesa da Constituição de 1988.

A luta contra o impeachment e por uma saída da atual crise depende do fortalecimento da oposição democrática e progressista, além da ação nas ruas e nas redes sociais.

O caminho, proposto pelo PCdoB, para a repactuação do Brasil é o da convocação, pela presidenta Dilma Rousseff, do plebiscito para antecipar a eleição presidencial. Que devolva à fonte da legitimidade do poder que é o voto popular soberana e livremente exercido.

Editorial do Vermelho

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