3 de jun de 2016

Secretária de Temer faz parte de “articulação criminosa”, diz PGR (+ vídeo)

Segundo PGR, ex-deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) usava ONG fantasma para desviar dinheiro de emendas parlamentares de convênio com Ministério do Turismo


A escolhida pelo golpista Michel Temer para assumir a Secretaria de Políticas para as Mulheres, a ex-deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), além de ter opiniões polêmicas sobre aborto em caso de estupro, é suspeita de desviar R$ 4 milhões de suas emendas parlamentares, em 2011.

A investigação do Ministério Público Federal aponta Pelaes como integrante de uma “articulação criminosa” e o relatório da Procuradoria-Geral da República (PGR) dá mais detalhes da suspeita de envolvimento dela no esquema desmantelado pela Operação Voucher.

“Toda essa articulação criminosa contou com a participação da deputada federal Fátima Pelaes, que constantemente se reunia com servidores do Ministério do Turismo para agilizar a liberação das verbas do convênio”, diz o documento da PGR.

Pelaes aparece no escândalo ligado a uma ONG fantasma que havia celebrado convênio com o Ministério do Turismo dois anos antes. As investigações estão em andamento e os sigilos fiscal, bancário e telefônico da secretária foram quebrados.

De acordo com a investigação, Pelaes indicou uma ONG fantasma chamada Ibrasi para receber R$ 4 milhões de suas emendas para promover o turismo no Amapá. Depoimentos apontaram a ex-deputada como beneficiária de parte do dinheiro.

“É razoável supor que o objeto inicial da celebração do convênio era o desvio e a apropriação dos R$ 4 milhões. A parlamentar teria ainda escolhido as pessoas que ministrariam os cursos oferecidos no âmbito do convênio, que aparentemente sequer foram realizados”, diz a Procuradoria.



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