2 de jun de 2016

Secretária de Política para Mulheres foi protagonista de escândalo no ministério do Turismo

Ela
Ex-representante da bancada evangélica na Câmara, em Brasília e conservadora em questões envolvendo pautas da causa feminista, como a legalização do aborto, a nova secretária de Política para Mulheres, Fátima Pelaes (PMDB/AP), também é sinônimo de polêmica no âmbito judicial.

Em 2011, foi protagonista de uma série de reportagens sobre a Operação Voucher, realizada pela Polícia Federal com investigações sobre desvio de recursos do ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares.

À época, Fátima foi citada em três depoimentos de pessoas ligadas à Cooperativa de Negócios e Consultoria Turística (Conectur), de Macapá (AP), subcontratada pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura (Ibrasi).

A Conectur, assim como o Ibrasi, obteve à época convênio com o ministério do Turismo, tendo recebido o valor de R$ 2,5 milhões. Fátima Pelaes, em seu mandato, destinou R$ 9 milhões de suas emendas ao Ibrasi.

Michel Temer, ao lado de Fátima, em Brasília.


Michel Temer, ao lado de Fátima, em Brasília. Foto: Reprodução/Twitter
Em depoimento, Hellen Barbosa, sócia da Conectur, afirmou ter ouvido de Wladimir Furtado, também sócio da cooperativa, que ele ficaria com 10% do valor do convênio da Conectur com o ministério e que Fátima ficaria com a maior parte deste recurso. Os outros dois depoimentos envolvendo Pelaes endossaram a fala de Hellen, com variações sobre o valor que Wladimir e a deputada receberiam.

À época, Wladimir negou que os R$ 2,5 milhões tinham como destino a conta bancária da peemedebista e que o convênio com a pasta do Turismo era justificável pelo fato de ele, Wladimir, ser turismólogo. Em 2012, o escândalo chegou às mãos do STF. No entanto, em março de 2015, o inquérito foi encaminhado para a Primeira Vara Federal de Macapá, uma vez que Fátima não conseguiu se reeleger como deputada federal, perdendo, assim, seu foro privilegiado.




Filho vereador gerou “climão” com governador

Político tal qual a mãe, Yuri Pelaes, de 26 anos, vivenciou uma saia-justa em 2014. À época, o rapaz assumiu uma vaga na Câmara de Vereadores de Macapá, como suplente de Neuzinha Velasco (PSB), que havia deixado a Casa para assumir a secretaria de Relações Institucionais do estado. No entanto, sete meses depois de esquentar a cadeira de vereador, Yuri teve que dar lugar a Neuzinha.

Yuri Pelaes é empresário no ramo de MMA.


Yuri Pelaes é empresário no ramo de MMA. Foto: Divulgação
O motivo para o retorno da vereadora teria sido uma ordem do então governador, Camilo Capiberibe (PSB), aliado da mãe de Yuri, que teria ficado irritado com um post de Yuri no Twitter. Empresário do ramo do MMA, Yuri cobrou do governo mais apoio do estado em eventos esportivos. “O Yuri confundiu sua vida de parlamentar com o lado profissional. Isso não pode acontecer com um político”, argumentou Neuzinha, à época.


Fátima, ao lado do filho, Yuri: família com ambições políticas.
Mãe e filho



Pedro Willmersdorf
No Extra

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