4 de jun de 2016

OAS e Odebrecht apontam 5% de propina para Aécio


Alvo de novas investigações no Supremo Tribunal Federal relacionadas ao mensalão mineiro e ao escândalo de Furnas, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional do PSDB, será atingido em cheio pela nova safra de delações premiadas, de acordo com reportagem da revista Veja deste fim de semana.

Aécio é o nome mais surpreendente das delações de Marcelo Odebrecht, da empreiteira que leva seu nome, e Léo Pinheiro, da OAS. No caso da Odebrecht, que aponta 13 governadores e 36 senadores, Aécio será acusado de receber, por fora, recursos para a sua campanha presidencial de 2014.

"A Odebrecht também pagou por fora despesas da campanha presidencial dele, exatamente como fizera com Dilma", diz um advogado da empreiteira, em trecho da reportagem.

Em relação à OAS, as acusações são mais graves. Léo Pinheiro afirmou que o líder tucano levou 5% dos recursos da construção da Cidade Administrativa de Belo Horizonte, a nova sede do governo mineiro.

"A OAS formou um consórcio com Odebrecht e Queiroz Galvão para tocar um lote de obra. Segundo Pinheiro, a OAS pagou a Aécio Neves 5% do valor recebido pela obra. Disse que propina era entregue por um operador da empreiteira em dinheiro vivo a um intermediário do tucano", diz a reportagem.

A reportagem também aponta acusações contra o ex-presidente Lula, assessores da presidente Dilma Rousseff e integrantes do governo Michel Temer.

No 247

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