6 de jun de 2016

Ministro pagou pipoca em cinema com verba de gabinete da Câmara

O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra (PMDB-RS), pagou com dinheiro da Câmara um combo formado por um saco grande de pipoca e mais dois copos de refrigerante de 700 ml. A compra inusitada custou R$ 26 e ocorreu no dia 27 de setembro do ano passado, no cinema Kinoplex em Brasília.

O MDS declarou, por meio de nota, que o ressarcimento foi pedido por engano pelo ministro. "Essa nota (da pipoca) foi entregue por engano junto com outros recibos de alimentação que periodicamente apresentava para ressarcimento, todos dentro das regras legais. Esse é um caso isolado", alegou o ministério.

Em setembro, Terra apresentou nota fiscal pedindo ressarcimento da Câmara para seus gastos com pipoca por meio da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). A cota é destinada para custeio de despesas ligadas diretamente às atividades parlamentares. Gastos com alimentação são permitidos, contando que estejam associados a ações partidárias, como visitas a bases eleitorais, por exemplo.

De acordo com a nota fiscal, a compra da pipoca ocorreu por volta das 18h30, em um domingo, e foi feita em dinheiro.

Os gastos com alimentação de Terra na atual legislatura (iniciada em fevereiro de 2015) chegam a R$ 6,5 mil. Nas listas, estão despesas com rodízios em galeterias e churrascarias de Porto Alegre (RS) e até mesmo um refrigerante consumido durante um voo no translado Brasília x Porto Alegre. Também há registro do pagamento de um mojito, em um restaurante de Florianópolis, consumido em novembro do ano passado. A Câmara proíbe gastos com bebidas alcoólicas, mas a nota fiscal do mojito não explicita se o drink tinha, ou não, álcool.

Somados todos os gastos, o deputado gaúcho já pediu ressarcimento de R$ 549 mil do cotão da Câmara conforme informações do site especializado Operação Política Supervisionada (OPS).

Os maiores gastos do atual ministro do Desenvolvimento Social na atual legislatura são com bilhete aéreo, no valor de R$ 171 mil; seguido da cifra "divulgação de atividade parlamentar", com repasses da ordem de R$ 103 mil.

Tapioca

Em 2008, durante o segundo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o hoje deputado federal Orlando Silva (PCdoB) foi exonerado do Ministério dos Esportes após ser flagrado usando cartão corporativo para comprar tapioca. A tapioca valia, na época, R$ 8,30. Até hoje o deputado nega envolvimento no episódio.

No Destak

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