15 de jun de 2016

Fábula do boi de piranha

http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=8720

Era uma vez um boi.

Ele não sabia que seria boi de piranha.

Andava sempre na frente da tropa.

Tinha influência sobre cada elemento do rebanho.

Era líder.

Acostumou-se a mandar e a comer pasto de luxo.

Fez do seu lugar um curral.

Era rei.

Cobrava pedágio para quem quisesse pastar no seu campo.

Brigou com a chefe do latifúndio Brasil.

Na quebra de braço, conseguiu afastá-la do poder.

Embora seus malfeitos fossem conhecidos, foi mantido à frente do curral até o afastamento da inimiga.

Vencida essa etapa, tornou-se inútil ou um peso morto a carregar.

Era tão forte que manteve a lealdade de grande parte dos seus.

Mas não de todos.

Outros touros sentados entraram na mira da justiça.

Para que fossem salvos, um boi precisaria ser abatido.

O boi, que era líder e tinha sido útil, foi entregue.

De repente, ficou para trás.

Virou boi de piranha.

Moral da história: nem todo boi de piranha é inocente.

Destino de boi de piranha: largar na frente e ficar para trás.

Era uma vez um boi de piranha.

Chamava-se Eduardo Cunha.

Morreu dando coices.

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