23 de jun de 2016

De Costa e Silva a João Goulart: A mudança do “Minhocão” e a exclusão de homenagens a ditadores

A Câmara dos Vereadores de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (24) a mudança do nome do Elevado Presidente Costa e Silva, conhecido como Minhocão, para elevado Presidente João Goulart. A obra foi inaugurada durante a ditadura militar pelo então prefeito da cidade, Paulo Maluf, e homenageou o segundo ditador do regime militar, Arthur da Costa e Silva (1967-1969). Pelo país, governantes também já começam a rever homenagens. Confira


A Câmara dos Vereadores de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (24) a mudança do nome do Elevado Presidente Costa e Silva, conhecido como Minhocão, para elevado Presidente João Goulart.

A obra foi inaugurada durante a ditadura militar pelo então prefeito da cidade, Paulo Maluf, que homenageou o segundo presidente do regime militar, Arthur da Costa e Silva (1967-1969). Se a mudança for de fato sancionada pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), a via que liga as regiões oeste e leste da cidade passará a homenagear João Goulart, presidente deposto pelos militares.

Esta não é a primeira vez que lugares públicos que homenageavam figuras da ditadura foram trocados por aqueles que combateram de alguma forma um dos períodos mais cruéis da história brasileira. Na Bahia, uma escola que se chamava Colégio Estadual Presidente Emílio Garrastazu Médici passou a se chamar Colégio Estadual do Stiep Carlos Marighella.

No Maranhão, o governador Flávio Dino (PCdoB) identificou dez escolas em nove municípios maranhenses que faziam homenagens a militares que governaram durante a ditadura. Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro ditador a governar o País, de 1964 a 1967, aparecia em seis escolas na capital em São Luiz.

Em Brasília, uma ponte que também homenageava Costa e Silva trocou de nome em 2015 e acabou com as homenagens a ícones da ditadura no Distrito Federal. Em Belo Horizonte, um elevado que também prestava homenagem a Castelo Branco mudou para Elevado Dona Helena Greco, uma das primeiras vereadoras de Belo Horizonte e militante importante contra a ditadura militar.

A Prefeitura de São Paulo já pretendia alterar o nome de 17 vias, inclusive o Minhocão, que homenageiam a ditadura militar ou fazem referência a pessoas que tiveram envolvimento com a repressão praticada no período.

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Um comentário:

  1. se a faxina é para varrer os GOLPISTAS, que retirem do sr. Roberto Marinho, que recebeu nome de avenida na capital, participante de primeira hora e incentivadordo GOLPE MLTAR-CIVICO de 1964 assassinou a DEMOCRACIA e muitos que lutaram pel seu restabelecimento e que agora, novamente volta a carga contra a presidenta Dilma Rousseff, torturada e presa por 3 anos no DOI-CODI emSP

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