27 de jun de 2016

As crueldades de Temer, o antipovo!

Como vice-presidente "decorativo", Michel Temer conspirou nos bastidores contra a democracia. Já como presidente golpista, o Judas conspira contra os tímidos avanços sociais dos últimos anos. Ele é um típico Robin Hood às avessas: tira dos pobres para dar aos ricos. Em pouco tempo no Palácio do Planalto, o usurpador suspendeu o reajuste do "Bolsa Família", cortou o subsídio às camadas de baixa renda no "Minha Casa Minha Vida" e aprovou um plano de ajuste que corta drasticamente os recursos para a educação. Ele também aguarda o melhor momento, possivelmente depois da votação definitiva do impeachment de Dilma, para anunciar as suas reformas trabalhista e previdenciária, que retirarão direitos histórico dos trabalhadores e penalizarão ainda mais os aposentados e pensionistas.

Reajuste suspenso no "Bolsa Família"

Na semana retrasada, o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário do covil golpista anunciou a suspensão do reajuste de 9% previsto para junho no programa "Bolsa Família". O argumento usado foi o de que será feita uma reavaliação dos gastos da gestão anterior. O decreto sobre o reajuste foi publicado em 6 de maio. Com o aumento, o valor médio do benefício pago às 13,8 milhões de famílias passaria de R$ 162 para R$ 176 mensais. De Recife, onde participava de um ato contra o "golpe dos corruptos", a presidenta Dilma reagiu indignada contra a "mesquinharia" do Judas Michel Temer:

"Hoje eles não pagaram o reajuste do Bolsa Família, de 9%, que nós tínhamos deixado os recursos e aprovado direitinho. Quanto custa isso? Menos de um bilhão de reais. Ao mesmo tempo, eles elevam o déficit público e dão aumento para todos que lhes interessam. Para o povo pobre desse país um bilhão é muito. Para os ricos 56 bilhões é pouco... É uma mesquinharia com o povo pobre desse país e mostra o verdadeiro intuito desse governo provisório, ilegítimo e interino, que é reduzir o máximo que puderem os direitos conquistados, os direitos sociais, principalmente dos mais pobres".

A implosão do "Minha Casa Minha Vida"

Poucos dias antes, o governo interino já havia anunciado o fim do subsídio às camadas de baixa renda no programa "Minha Casa Minha Vida". O jornal O Globo, da bilionária famiglia Marinho, elogiou a "austeridade" dos golpistas. "O plano habitacional deixará de receber recursos do Tesouro Nacional, repassados pela União a fundo perdido, para subsidiar famílias enquadradas na faixa 1 (renda de até R$ 1.800) - às quais as residências são praticamente doadas — e na faixa 2 (até R$ 3.600) — cujas prestações são bastante reduzidas... Além disso, técnicos anteciparam ao O Globo que o programa — um dos mais emblemáticos do governo do PT — mudará de nome. Michel Temer está decidido a não manter as marcas da gestão anterior, consideradas estratégias de marketing politico".

O anúncio gerou imediata revolta dos movimentos de luta pela moradia. O MTST chegou a ocupar o escritório da Presidência da República na Avenida Paulista, no centro de São Paulo. Também houve protestos, inclusive com bloqueios de ruas, em várias cidades com a exigência de que fosse mantida a meta fixada pela presidenta Dilma de 2 milhões de novas unidades na próxima fase. Diante da reação, Michel Temer aparentemente recuou - assim como já fizera na decisão de extinguir o Ministério da Cultura Mas, como diz o ditado, onde há fumaça há fogo. Como antecipou O Globo, "as mudanças no Minha Casa estão sendo discutidas de maneira reservada no governo... As medidas impopulares não deverão ser anunciadas antes do desfecho do processo do impeachment no Senado".

Ajuste fiscal sabota a educação

Por último, vale registrar os estragos que serão causados pelo pacote fiscal do covil golpista que fixa um "teto" para os gastos públicos. Um estudo publicado na Folha mostra que "a educação será a área a sofrer a freada mais brusca na expansão de suas verbas. Pela proposta apresentada, as despesas com saúde e educação deixarão de representar uma parcela fixa da receita da União; em vez disso, terão garantida apenas a correção pela inflação... Para a educação, a regra significará a interrupção de um processo de crescimento acelerado do gasto nos últimos anos, especialmente na gestão de Dilma".

De 2008 para cá, as despesas definidas na legislação para o desenvolvimento do ensino aumentaram 117% acima da inflação — no ano passado superaram em 28% o mínimo obrigatório pela Constituição, equivalente a 18% da receita. O governo Dilma vinha promovendo a ampliação do quadro de pessoal nas universidades públicas e nos institutos de ensino tecnológico e garantindo repasses para o ensino básico nos Estados e municípios. Se aprovado o "teto" do Judas, os recursos para a educação só terão a correção pela inflação do período — um baita breque na expansão deste setor estratégico para o país. Estas e outras crueldades confirmam que o governo golpista de Michel Temer é claramente antipovo!

Altamiro Borges

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