24 de jun de 2016

Aldo Guedes foi apontado como destinatário das propinas entregues a Lyra pela Camargo Correia

ALDO GUEDES (esq.) e CAMPOS com o jatinho (à dir.)
Uma estranha blindagem se fez em torno do indiciado ALDO GUEDES ÁLVARO (Inq. 4005/2015-STF), depois que a Polícia Federal desencadeou a Operação Turbulência, que desbaratou o que seria uma organização criminosa destinada a lavar o dinheiro do propinoduto instalado em Pernambuco por empreiteiras responsáveis pelas obras da Refinaria Abreu e Lima e pela Transposição do São Francisco, juntamente com políticos ligados ao Partido Socialista Brasileiro, prendendo quatro de seus integrantes: João Carlos Lyra Pessoa de Mello, Eduardo Freire Bezerra Leite (Ventola), Apolo Santana Vieira e Arthur Lapa Rosal.

O 5º elemento, Paulo César Morato, que deveria ter sido preso na terça-feira passada (21), junto com os demais, apontado como dono da empresa Câmara & Vasconcelos, foi encontrado morto, na última quarta-feira (22), à noite, no Motel Ti Ti Ti, em Olinda, Região Metropolitana do Recife.

Mesmo havendo o anúncio, pelos mais diversos órgãos de imprensa, de que estes tiveram acesso à íntegra do Inquérito Policial nº 163/2016, que deu origem à Operação Turbulência, nenhum deles até agora trouxe à tona a informação de que o ex-presidente da COPERGAS e sócio do Espólio de Eduardo Campos, ALDO GUEDES ÁLVARO, foi apontado, em depoimento prestados pelos ex-empregados da empreiteira Camargo Correia, PAULO AUGUSTO SANTOS DA SILVA e WILSON DA COSTA, no Inquérito nº 4005/2015-STF (Operação Lava-Jato), como destinatário, juntamente com o próprio CAMPOS e FERNANDO BEZERRA COELHO, dos recursos entregues, como pagamento de propina, pela empreiteira, ao empresário JOÃO CARLOS LYRA PESSOA DE MELLO FILHO, que seria "pessoa de confiança de ALDO GUEDES ALVARO, a quem deveria ser entregue os valores sacados da CONSTRUTORA MASTER.":

Em vários trechos do Inquérito nº 163/2015 (Operação Turbulência), JOÃO CARLOS LYRA PESSOA DE MELLO FILHO é apontado como receptador das propinas destinadas aos políticos do PSB, nas disputas eleitorais, do mesmo modo que foi apontado como o responsável por receber e entregar tais recursos a ALDO GUEDES ÁLVARO:

EDUARDO CAMPOS morreu no acidente do jatinho CESSNA que findou por desencadear toda a investigação que desvendou o esquema de propinas que irrigou, pelo menos até março de 2016, campanhas e cofre de pessoas ligadas ao PSB. FERNANDO BEZERRA COELHO é senador da República e, portando, tem foro privilegiado, só podendo ser preso com autorização do Supremo Tribunal Federal. ALDO GUEDES ÁLVARO não tem nem um privilégio que justifique não ter sido preso juntamente com os demais integrantes da organização criminosa por ele comandada, conforme atestam depoimentos mencionados pela própria delegada federal que pediu e comandou a prisão dos quatro já citados. A não ser que, conforme temos afirmado, tenha firmado acordo de DELAÇÃO PREMIADA para se livrar da prisão preventiva. Se não firmou tal acordo, tanto a Polícia Federal quanto o Ministério Público têm muito a explicar à sociedade pernambucana. Se firmou, quem terá que se explicar será seu advogado ADEMAR REGUEIRA, por ter patrocinado interesses conflitantes, ou seja, o de delator e delatados.

FLS. 56, INQ. Nº 163/2016

Noelia Brito

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