9 de mai de 2016

Mídia e oposição esperneiam diante da anulação da votação do Impeachment


O presidente interino da Câmara dos deputados, Waldir Maranhão (PP), anulou a sessão de votação de impeachment de Dilma. Em sua decisão, baseada na Lei do impeachment (1079/50), no Regimento Interno da Casa e na Constituição Federal, Maranhão argumentou que a sessão de votação cometeu vícios que infringiram tanto normas legais e regimentais, como o amplo direito de defesa da presidenta.

Essa decisão, obviamente, caiu como uma bomba no cenário nacional.

A grande mídia está literalmente esperneando. Trazendo parlamentares, advogados e correspondentes para refutar a decisão da presidência da Câmara. Já o chamaram de desequilibrado, intempestivo, ilegítimo, entre outros adjetivos que visam desqualifica-lo. Fazem o mesmo com a decisão em si. Segundo os impeachmistas, é uma atitude absurda, oportunista, de cunho político, que desrespeita a voz e os votos dos parlamentares.

No mínimo, estranha essa reação, tendo em vista que passamos os últimos 14 meses sob o jugo autoritário de Eduardo Cunha (PMDB) na presidência da Câmara, cometendo manobras e irregularidades regimentais, tomando decisões absurdas para impor o que era do seu interesse, passando por cima da legalidade e da democracia; e essas mesmas pessoas e mídias que, hoje, estão revoltadas, quase nada fizeram, pelo contrário, a maior parte delas apoiou Eduardo Cunha.

Reclamam desesperados pela legalidade do processo que, segundo eles, não pode ser conduzido por interesses políticos. Mas, há três dias, defendiam com unhas e dentes, quando questionados sobre a inexistência de crime de responsabilidade contra Dilma, que o impeachment é um julgamento político. O que mudou agora?

Está evidente que Michel Temer (PMDB) e sua corja de traidores, assim como a mídia, não contavam com essa reviravolta. Estão correndo contra o tempo, tentando sanar algo que está sendo anunciado há muito tempo: Esse processo de impeachment não tem sustentação jurídica, foi conduzido por um réu mal intencionado, feriu o amplo direito de defesa da presidenta e foi votado numa sessão esdruxula que envergonhou até os favoráveis à ação.

Não há, portanto, nada de absurdo, muito menos de novo na decisão de Maranhão. Milhões de brasileiros estão gritando tais argumentos há meses. A mídia internacional tem denunciado as artimanhas golpistas de Temer, Cunha e aliados aos quatro ventos. As cartas usadas pela presidência da Câmara, hoje, estavam na mesa faz tempo. A oposição que fingiu não vê-las ou se julgou poderosa demais para ter que se precaver delas.

Pelo desespero, estavam tão seguros do sucesso do plano golpista que esqueceram de combinar com os russos, no caso, com o Maranhão.

Curiosamente, o senador Magno Malta (PR), há poucos dias, disse que o rei Salomão que cassaria o mandato de Dilma, pois ele escreveu que “a arrogância precede a ruína”. Faltou o senador exortar, a si próprio e aos seus aliados golpistas, que o provérbio judeu vale para os dois lados.

Thais Moya
No Jornalistas Livres

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