4 de abr de 2016

Para blindar Moro, jn censura STF

Público da Globo não sabe até hoje da sova que Moro tomou Supremo


O Conversa Afiada reproduz observação enviada por amigo navegante atento:

Quinta-feira:

1) O que disse o ministro Teori Zavaski sobre os grampos do juiz Sergio Moro e sua divulgação, na sessão que decidiu manter no STF os inquéritos relacionados ao ex-presidente Lula:

“São relevantes os fundamentos que afirmam a ilegitimidade dessa decisão. Em primeiro lugar, porque emitida por juízo que, no momento de sua prolação, era reconhecidamente incompetente para a causa diante da constatação, já confirmada, do envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro, inclusive a própria presidente da República. Em segundo lugar, porque a divulgação pública das conversações telefônicas interceptadas, nas circunstancias em que ocorreu, comprometeu o direito fundamental da garantia de sigilo que tem acento constitucional”,

“A esta altura há de se reconhecer que são irreversíveis os efeitos práticos decorrentes da indevida divulgação das conversações telefônicas interceptadas, mas ainda assim cabe deferir o pedido no sentido de sustar imediatamente os efeitos futuros que ainda possam dela decorrer e, com isso, evitar ou minimizar os potencialmente nefastos efeitos jurídicos da divulgação, seja no que diz respeito ao comprometimento da validade da prova colhida, seja até mesmo contra eventuais consequências no plano da responsabilidade civil, disciplinar ou criminal”.

2) Tudo o que o Jornal Nacional “informou” sobre a decisão do STF, numa nota de 32 segundos:

“Teori Zavaski disse que eventuais excessos, mesmo com a melhor das intenções, podem gerar resultados contrários”



Sexta-feira:

1) O que o Jornal Nacional censurou na nota do Instituto Lula sobre a Operação Carbono 14:

Este juiz (Moro) já foi severamente advertido pelo Supremo Tribunal Federal, em decisão unânime na última quinta-feira.

2) A nota do Instituto Lula na íntegra:

A reabertura de um caso encerrado em outras instâncias judiciais, a partir de ilações sem fundamento, é mais uma arbitrariedade cometida pelo juiz Sergio Moro contra o ex-presidente Lula.

Por agir assim, este juiz já foi severamente advertido pelo Supremo Tribunal Federal, em decisão unânime na última quinta-feira.

Ao perseverar nessa atitude de nítida perseguição política e pessoal, tentando envolver Lula em suas teorias de conspiração, o juiz Moro e a Força Tarefa afrontam a Suprema Corte, os direitos de Lula e de cada cidadão.

3) O que o Jornal Nacional censurou na nota dos advogados de Lula sobre a Carbono 14:

A referência feita pelo juiz Sérgio Moro infringe a segurança jurídica e indica nova tentativa de usurpar competência de outra autoridade.



Sábado:

O JN não tocou no assunto.

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