20 de abr de 2016

Às urnas, cidadãos

Quem escreveu a partitura do Golpe

Delacroix, "A Liberdade guia o povo", Museu do Louvre
Como todo empreendimento bem-sucedido o Golpe tem muitos autores.

A Rede Globo e seus anões no PiG.

A Vara do Moro.

O Supremo, desde o mensalão.

A Procuradoria Geral da República, desde o mensalão.

A Polícia Federal sem chefe.

Os empresários que roubam até pato de plástico.

O PMDB.

Ao vencedor as batatas, enquanto o eleitor não se manifestar.

E o maior derrotado foi o cidadão brasileiro.

(Enquanto não voltar a votar.)

E quem escreveu a partitura para a orquestra Golpista?

O governo trabalhista.

Quem não enfrentou o Golpe?

Com medo da Globo?

O Governo Dilma e seu inepto Ministro da Justiça — só ela o contrataria para Advogado Geral... — achavam que o objetivo do Moro era combater uma corrupção que não subiria a rampa do Palácio.

Dura lex sed lex no cabelo só Gumex, disse o Ministro da Justiça quando o José Dirceu foi enforcado no domínio do fato.

O Moro não quer acabar com a corrupção, mas com o Lula.

O Governo acreditou em "republicanismo", ao escolher ministros e procuradores.

Porque se iludiu com a suposta Democracia brasileira.

Uma "democracia" que consegue conviver com a Globo — e sua fidedigna expressão, o Bolsonaro, que também apoiou a ditadura.

Vamos com calma, amigo navegante: quem anistiou o Ustra não foi Bolsonaro.

Foi o Supremo!

O Governo contribuiu com o Golpe também ao ganhar a eleição e aplicar o programa derrotado — para a perplexidade dos eleitores que ganharam a eleição.

Vamos falar sério: o Golpe já houve.

E o que houve foi um recall não escrito.

A Câmara dos Deputados é resultado da deslavada aplicação de dinheiro empresarial na eleição.

Mas, ela também reflete, em parte, o sentimento do eleitor.

A galera não queria o Golpe mas também não queria a Economia da Dilma.

A galera não estava feliz com a Petrobras pós-Gabrielli.

O Governo trabalhista — esse e o do Lula — escreveu essa partitura.

A questão não é Moral.

A Dilma não roubou nem pedalou.

Na Petrobras se rouba desde os imaculados tempos do General Geisel — o Ministro Ueki poderia discorrer sobre isso com minuciosos detalhes.

O Golpe não precisou se reunir nas catacumbas do Fasano, com a Madre Superiora, para articular o Golpe, em nome de Deus.

O Golpe caminhou solto, cada ator de seu lado e, todas as noites, intocada, financiada  com verbas públicas, todas as noites a Globo dava coerência aos movimentos aparentemente autônomos.

A Globo regia.

E o Governo escrevia a partitura do que a Globo tornava lógico, articulado, como se fosse a Filarmônica de Berlim.

Assistimos a uma sinfonia inacabada.

Sem a genialidade de Schubert.

Às urnas, cidadãos!

Em tempo: sobre a contratação do para Advogado Geral, não precisava ir longe. Bastava consultar o Daniel Dantas para saber que ele não ganha uma mísera causa. Aqui e na Itália.

Paulo Henrique Amorim

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