21 de mar de 2016

“Pato Skaf” vai implodir a Fiesp!


Já apelidado de “Pato Skaf”, o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) resolveu transformar a sede que abriga a entidade na Avenida Paulista em quartel-general dos golpistas. O letreiro luminoso do suntuoso prédio já exibiu o slogan “Renúncia Já” e nos últimos dias passou a ser ainda mais direto: “Impeachment”. Na marcha organizada por grupelhos fascistas no último domingo (13), a associação patronal distribuiu balões e carregou um enorme boneco do “Pato” — a figura usada pelos sonegadores de impostos para criticar a carga tributária do país. Na sexta-feira (18), durante a manifestação contra o golpe, a sede abrigou a equipe da TV Globo. Durante a semana, a Fiesp ainda distribuiu filé mignon para os fascistas mirins que acamparam diante do seu prédio.

Paulo Skaf — ou melhor, “Pato Skaf” — é um famoso oportunista político. Ele já foi denunciado várias vezes, inclusive por empresários menos serviçais, por utilizar os recursos financeiros da entidade para os seus projetos eleitoreiros. Ele já concorreu duas vezes em São Paulo — para prefeitura da capital e para o governo do Estado — e sempre levou uma surra das urnas. Apesar da forte exposição na mídia, inclusive em comerciais institucionais da Fiesp — o que é crime — e das malas de dinheiro da entidade para comprar cabos eleitorais, ele nunca conseguiu passar sequer para o segundo turno das eleições. Rejeitado pelas urnas, ele virou um golpista convicto e doentio. Empresário sem empresa, ele não faz nada pelo setor industrial e apenas usa a associação como seu palanque pessoal.

Seguindo nesta cavalgada, “Pato Skaf” ainda vai implodir a Fiesp. Já há muita gente questionando quem financia o suntuoso prédio da Avenida Paulista e seus luxuosos serviços. Se o dinheiro tiver sua origem no chamado Sistema S — que é mantido pelos trabalhadores —, a utilização desta estrutura é criminosa. Se os recursos das suas frustradas campanhas eleitorais também tiveram esta fonte, o presidente da Fiesp deveria ir para a cadeia. Segundo relato do jornal Valor, na quinta-feira (17) a entidade ofereceu almoço para cerca de dez fascistas que acamparam em frente ao prédio. Quem bancou a comilança dos “coxinhas”? Os empresários paulistas concordam, na sua totalidade, com o estímulo ao ódio e ao golpismo explícito? Os críticos seguirão calados e cúmplices?

Segundo matéria da Folha, publicada nesta semana, “Skaf é filiado ao PMDB e concorreu ao governo do Estado em 2014. Ele é ligado ao vice-presidente Michel Temer, que assume a Presidência caso Dilma seja afastada por impeachment. Desde que passou a se envolver mais diretamente na política, Skaf passou a ser visto com reserva por parte do empresariado”. Nenhum industrial vai falar nada, vai esperar que a Fiesp seja incendiada pelo oportunista que a preside? É certo que as atitudes de Paulo Skaf não negam a triste história desta entidade. No golpe de 1964, ela também foi um biombo dos conspiradores. Já durante a ditadura militar, alguns empresários da Fiesp assistiram às sessões de tortura nas masmorras do regime e financiaram organizações terroristas, como a temida Operação Bandeirantes (Oban). É esta a sina da entidade representativa do maior centro industrial do Brasil?

Altamiro Borges

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