2 de mar de 2016

Chegou a hora desse povo mostrar seu valor


Sob o manto de uma democracia meia boca e debaixo das barbas de um governo nulo em ações políticas, a direita brasileira ou o que se pode considerar como tal, trabalha descaradamente para minar as instituições do país, anular o pensamento crítico, desestimular o nacionalismo empreendedor e progressista, além de espalhar entre os brasileiros a desconfiança, o preconceito, a intolerância, o ódio e o medo, numa construção paciente de um fascismo caboclo, favorecido pela conjuntura internacional.

Num ano em que deveríamos estar orgulhosos por receber uma das competições esportivas mais importantes e bonitas de sempre, as Olimpíadas, ou a prepararmo-nos para as eleições municipais, aquelas que dizem respeito mais diretamente ao dia a dia de cada um de nós; ou ainda a tentar enfrentar seriamente a crise econômica que não é só nossa, mas mundial, ficamos preocupados — por imposição de uma mídia irresponsável e nefasta aos verdadeiros interesses do país, de um judiciário acovardado e de uma polícia sem hierarquia e comando, arbitrária e partidarizada — ficamos preocupados, repito, em saber qual será a próxima armadilha para uma eventual prisão do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva ou quando se desfechará o golpe final contra a presidenta em exercício.

Ou, o que é ainda pior: tornando-nos impotentes diante da tal justiça acovardada, submissa agora à “voz das ruas”, essa voz que, em muitos casos, se deixa dominar com a estupidez e o ódio dos que consideram que lugar de pobres, negros e agora petistas é nos piores empregos ou, então, na cadeia mesmo, quando deles se suspeita de algum ilícito.

Para os pobres, a lei. Para os ricos e a classe média bajuladora e hipócrita, o silêncio e a impunidade. Qual é a novidade? Basta estudar um pouquinho a História do Brasil e vamos ver que, com o passar dos anos, o estigma sempre piora e se torna mais violento e mais injusto. Não basta tirar os pobres da miséria, é preciso torná-los cidadãos, dar-lhes educação e saúde, além de garantir seus direitos.

Os dias avançam com a ardilosa preparação do país para aceitar a construção de um regime fascista e suas leis, onde cada cidadão que porventura teime em lutar por democracia, justiça social e direitos humanos, será eventualmente preso e — no passo seguinte — punido, mais dia menos dia, até com a morte.

Primeiro a prisão e depois a condenação, mesmo que sem provas. Presunção de inocência, o que vem a ser isso? A palavra de ordem é: “delação premiada”, ou seja, o dedodurismo alçado à categoria de “patriotismo” e permitido — ironicamente — por um governo de coligação centro esquerdista (sic). Alcaguetes de luxo e de aluguel.

Exagero? Pessimismo? Procurando pelo em ovo? A sinistra planta baixa de tal construção está sobre alguma mesa muito bem escondida no país ou fora dele.

Sobre ela estão debruçados com toda atenção possível, inteligências pagas a peso de ouro para criar um quadro caótico, em que acusações sem prova e delações premiadas (ou seja, muito bem pagas) possibilitem as prisões e as condenações dos eventuais culpados pela “crise e decadência moral” do Brasil.

Na Alemanha, em 1933, isso começou com os judeus, os comunistas e os ciganos. Muitos ainda se lembram.

No momento, o quadro, com um giro de 180 graus, é o mesmo na Argentina e na Venezuela. Países que junto com Brasil têm liderança na América Latina e precisam perdê-la. Macri já mostrou a que veio e Nicolas Maduro é bombardeado diariamente, assim com o Lula. Por isso, nunca é demais insistir.

Com uma oposição política a bater cabeça, sem escrúpulos e sem qualquer programa para o país, a não ser entregar uma de nossas maiores riquezas, o petróleo, e enfraquecer uma das maiores empresas do mundo, a Petrobrás; com um poder judiciário acéfalo, para dizer o menos, e refém dos falsos salvadores da pátria; com um legislativo tomado e comandado por inúmeros marginais da política e um executivo medíocre que caminha na corda bamba, o Brasil vai seguindo ao sabor do vento.

E nesse caminhar trágico e trôpego, o espaço de respeito às leis e à Constituição vai sendo conspurcado e ocupado pelas manchetes sensacionalistas do mais abjeto e hipócrita moralismo e falsas acusações, com juizecos de direito se arvorando em grandes juristas e senhores das leis; monopólios midiáticos manipulando consciências e a destilar suas venenosas mentiras sobre um povo, em grande parte, ainda crédulo, aculturado e alienado.

E o palco da soberania nacional recebendo sob suas luzes as vedetes da destruição da independência e autonomia do país, representantes que são de interesses antibrasileiros ou, na melhor das hipóteses, pessoais.

A essa gente não interessa o povo verdadeiramente trabalhador, não importa que muitos passem fome, tenham boa saúde e boas escolas. A essa gente não interessa a soberania do Brasil…

E eles já declararam guerra à nação, cada vez mais entregue à própria sorte, pois sem líderes que possam oferecer qualquer resistência ao tropel da manada direitista e daqueles que acreditam que o Brasil “está sendo passado a limpo”. O povo brasileiro em sua maioria começa a ficar como cego em tiroteio.

Mas em política nada é impossível!

O pensamento dialético deve sempre ser invocado e lembrado. O manifesto da CUT e da FUP sobre a votação do senado aponta para um início de reação popular contra o entreguismo, por exemplo. Ou ainda o apelo do Partido dos Trabalhadores a seus militantes para saírem em defesa do ex-presidente Lula.

Novas manifestações deverão vir de outros setores da sociedade que não compactuam com o arcabouço fascista que se monta no Brasil. Até mesmo uma greve geral poderá ser um caminho pacífico e eficaz.

Em meio a esse vendaval de iniquidades, contudo, um fato curioso, deve ser ressaltado: o respeito à Constituição e à democracia, respeito esse em boa hora enfatizado, e agora mantido pelas nossas Forças Armadas.

As palavras do Comandante do Exército Eduardo Villas Boas meses atrás não deixam dúvidas quanto a isso e ao interesse das FFAA em se manter e aumentar no país o nível de investimento em tecnologia de segurança e aparelhamento para a defesa aérea, terrestre e marítima do Brasil de que carecemos cada vez mais, num mundo de altíssima tecnologia nessa área (item, como é sabido, sucateado nos oito anos de Governo do PSDB com FHC). O pré-sal e a Petrobrás têm muito a contribuir nessa direção.

E nunca é demais lembrar também que a Amazônia e a Petrobrás são meninas dos olhos das nossas FFAA, que bravamente defenderam a democracia com a própria vida combatendo o nazifascismo em Monte Castelo.

Izaías Almada
No Viomundo

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