15 de dez de 2015

MPF/SP denuncia três agentes da repressão pela tortura e morte de militante político durante a ditadura militar

Dois médico-legistas também são denunciados no processo, por falsificarem dados sobre as causas do óbito

O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou três agentes da repressão pelo homicídio de Joaquim Alencar de Seixas, militante do Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), assassinado em 17 de abril de 1971, durante o Regime Militar brasileiro. Também são alvos da denúncia os médico-legistas Pérsio José Ribeiro Carneiro e Paulo Augusto de Queiroz Rocha, responsáveis à época pelo exame de corpo de delito da vítima. Os médicos são acusados de falsidade ideológica, por terem omitido informações e inserido dados falsos no laudo necroscópico, com o objetivo de assegurar a ocultação e a impunidade do homicídio cometido pelos demais denunciados.

Depoimentos colhidos pelo MPF e pela Comissão da Verdade do Estado de São Paulo mostram que os membros do DOI-CODI, os delegados David dos Santos Araújo, conhecido como “Capitão Lisboa”, e João José Vettorato, o “Capitão Amici”, bem como o então investigador de polícia Pedro Antônio Mira Granciere, cujo apelido era “Tenente Ramiro”, foram responsáveis pela tortura e morte de Joaquim de Seixas. Os três acusados atuavam sob o comando do falecido coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.

A vítima havia sido presa juntamente com seu filho, menor de idade na época, no dia anterior ao assassinato, em uma emboscada estruturada pelos agentes da ditadura, para capturar integrantes do MRT. Ambos foram torturados na sede do DOI-CODI, na Rua Tutoia, em São Paulo, um na presença do outro. O filho de Joaquim só foi retirado da sala de tortura à noite para levar os policiais à sua casa, ocasião em que a mãe e as duas irmãs também foram presas e levadas para o DOI-CODI. Quando retornou, na manhã do dia seguinte, ele encontrou o pai ainda vivo, com a cabeça baixa e o sangue escorrendo pela cabeça, ombro e peito. Ele continuava sofrendo torturas e respondia “que não iria falar”.

FARSA. Joaquim foi torturado ininterruptamente das 10h30 do dia 16 de abril até o momento de sua morte, no dia 17, às 20h. Segundo o filho dele, que presenciou a maior parte das agressões, os três denunciados participaram pessoalmente das sessões de tortura que causaram a morte de seu pai, sendo que David dos Santos Araújo foi quem desferiu a paulada final que ceifou a vida do militante. A nota oficial divulgada pelos órgãos de segurança, no entanto, afirmou que Joaquim morreu em razão de suposta resistência à prisão e tentativa de fuga, seguida de tiroteio, no dia 16 – data em que Joaquim ainda estava vivo e sendo torturado.

Esta versão forjada para justificar a morte do militante foi corroborada pelo laudo necroscópico produzido pelos médicos denunciados. De acordo com o documento, o óbito foi causado por “hemorragia interna traumática” em virtude dos sete projéteis de arma de fogo que atingiram Joaquim. Contudo, o laudo não faz qualquer menção aos sinais evidentes de tortura presentes no corpo da vítima, principalmente às lesões na cabeça, onde não consta ferimento por projétil. Hoje, o atestado de óbito, retificado após reivindicações da Comissão da Verdade de São Paulo e da Defensoria Pública do Estado, indica que a morte foi causada por “lesões contusas, provocadas por espancamento, que causaram traumatismo craniano, abdominal e dorsal”.

Crimes

Os três policiais foram denunciados por homicídio qualificado por motivo torpe, com o emprego de tortura e mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima, uma vez que Joaquim encontrava-se completamente debilitado e amarrado quando sofreu os golpes fatais. O crime, disposto no art. 121, § 2º, incisos I, III e IV do Código Penal, tem pena prevista de 12 a 30 anos de reclusão. Os dois médicos são acusados de falsidade ideológica, conforme o art. 299 do mesmo código, agravada pelo fato de assegurar a ocultação e a impunidade do crime de homicídio.

O MPF requer ainda que os denunciados percam os cargos públicos e tenham as aposentadorias canceladas, bem como, em caso de condenação, sejam despidos das medalhas e condecorações obtidas. “Os delitos denunciados foram cometidos em contexto de ataque sistemático e generalizado à população, em razão da ditadura militar brasileira, o que os qualifica como crimes contra a humanidade e, portanto, imprescritíveis e impassíveis de anistia”, ressaltaram os procuradores da República Andrey Borges de Mendonça e Anderson Vagner Gois dos Santos, autores da denúncia.

Leia a íntegra do procedimento. O número do processo é 0015358-42.2015.403.6184. Para consultar a tramitação, acesse http://www.jfsp.jus.br/foruns-federais/

No MPF
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Venezuela: Após direita vencer eleições, produtos escondidos aparecem nos supermercados


Logo após o resultado das eleições legislativas do último dia 6 de dezembro, em que a direita opositora conquistou maioria qualificada na Assembleia Nacional, usuários das redes sociais na Venezuela vêm denunciando que os produtos antes escondidos nos armazéns dos supermercados estão, aos poucos, aparecendo. Mas estão com o prazo de validade vencido.

Segundo as denúncias de vários cidadãos, houve uma aparição repentina de produtos antes em falta. Além disso, com a data de validade dos produtos vencida, isso revela que não havia um “desabastecimento” ou uma dificuldade na produção por causa da crise econômica, mas sim uma verdadeira estocagem dos produtos básicos para o povo venezuelano por parte das grandes redes de supermercados. Há meses isso vem sendo denunciado pela população e também pelo governo venezuelano, como uma “guerra econômica” para desestabilizar o governo.

Além disso, como está sendo discutido nas redes sociais daquele país, o aparecimento repentino dos produtos antes “raros” nas prateleiras dos supermercados ocorre logo após a vitória da oposição nas eleições legislativas. Ou seja, a guerra econômica das grandes empresas serviu para desestabilizar o país e culpar o governo venezuelano pela falta de produtos básicos, o que foi talvez o principal motivo da derrota chavista nas eleições. Mas, como num passe de mágica, quando a direita vence, rapidamente os produtos aparecem.

Uma das empresas denunciadas por estocar produtos e não disponibilizá-los para a população é a Heinz, empresa alimentícia famosa por produzir ketchup. Ela anunciou neste domingo (13) que retomaria a produção, após meses de inatividade.



No começo de dezembro, o presidente venezuelano Nicolás Maduro ordenou a inspeção da empresa, após os trabalhadores de uma das fábricas da Heinz informarem que o estabelecimento estava operando normalmente mas os donos se negavam a permitir a produção das mercadorias.

Segundo a Telesur, no sábado (12) o sindicato de trabalhadores da Heinz informou que após vários meses de tentativas em vão para alcançar um contrato coletivo com a empresa, finalmente na quarta-feira (09) eles conseguiram um acordo e começarão a trabalhar. Apenas três dias depois da vitória da oposição, a fábrica aceitou entrar em um acordo com os funcionários para voltar à produção, o que significa, reforçado com as informações anteriores, que o problema não é a escassez de produtos mas sim uma má vontade das grandes empresas em produzir e distribuir as mercadorias, colocando a culpa no governo pela “crise de abastecimento de produtos”.



Um dado importante é que a Heinz é uma empresa estadunidense e sua proprietária é Teresa Heinz Kerry, esposa do secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry. O governo dos EUA, desde a chegada de Hugo Chávez à presidência da Venezuela, vem organizando ações desestabilizadoras e golpistas contra este país, financiando a oposição e impondo restrições à sua economia, ao mesmo tempo em que culpa o governo venezuelano por tudo o que há de errado no país.

A Heinz não é a primeira empresa comandada por inimigos do governo e do povo venezuelanos a estocar produtos como parte da guerra econômica. Em janeiro, mais de mil toneladas de alimentos foram encontradas estocadas em um galpão da empresa de distribuição Herrera S.A., que detém o monopólio na distribuição de produtos básicos de marcas como a Kellog’s ou a Nestlé na Venezuela.

Essa empresa tem como um de seus acionistas a companhia Diamante Trading Investments LTD, representada por Peggy Carolina Ordaz Quijada, membro do partido Vontade Popular. Este partido faz parte da MUD (Mesa de Unidad Democrática), coligação que venceu as eleições recentes. A principal figura do Vontade Popular é Leopoldo López, que foi preso responsável pela geração dos protestos de 2014 que causaram mais de 40 mortes e incendiaram prédios públicos, exigindo a queda de Nicolás Maduro da presidência do país.

No Desacato
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O que a Globo diz quando o jornal acaba

O patrão deve ter gostado...

Olha só quem manda neles...
O que Sandra Annenberg e Evaristo Costa conversam no fim do 'Jornal Hoje' ?

"— Acho que dessa vez o golpe sai...”

"— Eu capricho nas caras e bocas feias ao falar da Dilma...”

“— Precisamos carregar mais nas previsões catastróficas...”

“— O patrão deve ter gostado dos elogios ao FHC...”

“— O pessoal da edição é craque nas montagens dos protestos...”

“— Falar mal da oposição, nem pensar...”

“— Adoro quando baixam o porrete nos professores e estudantes...”

"— O beicinho do Gilmar não é uma graça?...”

Em tempo: como diz o Mino Carta, no Brasil, os jornalistas são piores que os patrões.

Em tempo2: o Evaristo e a Sandra se esforçam, se esforçam, mas não foram convidados para aquele jantar na Ilha de Caras — PHA

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Paraná: Ex-vereador Juliano Borghetti (PP) é preso em ação contra desvios na Educação



Juliano Borghetti já tinha sido preso em 2013
em uma confusão envolvendo torcidas
Ex-vereador de Curitiba, Juliano Borghetti (PP, que participou da briga no jogo Atlético/PR X Vasco da gama em Joinville), é preso em ação contra desvios na educação do governo Beto Richa (PSDB). Ele é irmão de Cida Borghetti (PROS, vice-governadora de Richa), cunhado de Ricardo Barros (deputado federal PP que quer cortes no Bolsa Família), cunhado do Silvio Barros (secretário do Estado de Richa), tio da Maria Victória Barros (deputada estadual que além de apoiar o massacre aos professores do Paraná, ainda quer o fim do Bolsa Família), casado com Renata Bueno (deputada italiana que não se reelegeu vereadora de Curitiba), genro de Rubens Bueno (PPS, deputado federal limpinho). Na RPC/Globo nada sobre os parentescos do rapaz.

Tarso Violin
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Caiu a “House of Cunha”: rifado pela velha mídia, ele vira alvo da PF

http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/palavra-minha/caiu-house-cunha-rifado-pela-velha-midia-ele-vira-alvo-da-pf/

Não acredito em coincidências. No fim-de-semana, a Folha e O Globo pediram o “Fora, Cunha”.

Editoriais duros foram publicados pelos mesmos jornais que, antes, comemoravam a vitória do nefasto peemedebista sobre Dilma.

O que mudou?

Está na cara que hoje Cunha é um entrave para o impeachment. Gera ruído no discurso daqueles que bradam: o PT é o inventor de toda a corrupção no Brasil desde Cabral.

Então, destruamos Cunha!

A mídia comemorou vitória de Cunha em janeiro; mas agora ele virou um peso
A estratégia é pressioná-lo, oferecendo uma saída “honrosa”: ele deixa a presidência da Câmara, mas tucanos e demos se articulam para salvar o mandato do homem acusado de ter milhões de dólares escondidos na Suíça.

Não é à toa que Aécio faltou à mini-festação do dia 13. O “Fora, Dilma” está micado. Primeiro, é preciso sacar Cunha do poder…

Deixo claro: não estou dizendo que haja uma mente malévola que articula tudo e “manda” o Judiciário e a PF seguirem um roteiro determinado. Não é assim. Mas essas instâncias todas praticam um balé: a dança bem ensaiada dos poderosos.

A imprensa (Globo, sobretudo) rifou Cunha. Então, as instituições estão livres para avançar sobre ele. Quanto tempo Cunha ainda resistirá?

Todos agora fazem seus cálculos.

1 – A oposição (PSDB/Serra) teme que as operações da PF respinguem em  Temer (inviabilizando o vice traidor como alternativa de poder). Isso já está acontecendo: o ministro Henrique Alves (próximo de Temer) também foi alvo da operação que invadiu as casas de Cunha nesta terça-feira.

Temer e o PMDB estão manchados. Haveria espaço para alguma manobra deles ainda?

Sempre há, mas essa saída de golpe parlamentar paulista (Temer no poder, com apoio de empresários de São Paulo, e sob a batuta de um super-ministro José Serra) parece estar bloqueada agora pelos desdobramentos da Operação Lava-Jato.

2 – O governo Dilma também tem seus temores. Se Cunha for afastado (por decisão do STF, ou num acordão com os tucanos), um parlamentar mais “limpo” pode assumir a presidência da Câmara. E aí o roteiro do impeachment retoma alguma viabilidade. É esse o desejo nada oculto da Globo e da Folha…

Por isso o governo tem pressa: a ideia é fazer o impeachment andar enquanto o mau cheiro que exala de Cunha domina o ambiente. Se não houver recesso, tudo pode estar concluído até fevereiro ou março.

3 – Aécio é outro que faz cálculos. Pra ele, é melhor tudo ficar como está: o governo se enfraquece, lutando contra o impeachment – que ao fim fracassa. Assim, o PMDB não ganha a presidência.

Mais à frente, em abril ou maio, o PSDB tentará de novo o golpe: dessa vez, para cassar a chapa Dilma/Temer no TSE. Nesse caso, se tudo acontecer na primeira metade do mandato de Dilma (até o fim de 2016), novas eleições deveriam ser convocadas.

Marina, a oportunista de plantão, é sócia de Aécio nesse cenário. A ela interessa que ocorram novas eleições em 2016.

Mas ninguém pode prever o que de fato vai acontecer…

Meu palpite: Dilma sobrevive agora, aproveitando-se das contradições internas da oposição tucana e do odor fétido que exala do PMDB – um cadáver insepulto e dividido em vários pedaços.

Mas isso não quer dizer que o governo e o PT recuperem sua imagem no curto prazo. Não. Viveremos uma longa crise, da qual nem PT e nem PSDB sairão fortes.

E em 2016, se Dilma não mudar a política econômica (tornando mais suave o ajuste), a crise política pode-se transformar em crise social.

Nesse caso, a pressão contra o governo não virá dos oportunistas e golpistas da oposição. Mas das ruas (falo do povão, e não dos barrigudos da Paulista e de Copacabana) – onde hoje Dilma ainda conta com um apoio razoável para resistir.
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A operação da PF no PMDB jogou areia no golpe de Temer, o ex-vice decorativo

“Michel, foi tu que peidou, né? Fala sério, Michel”
O ex vice decorativo Michel Temer foi o único grande líder do PMDB a não ser atingido pela operação Catilinárias, da Polícia Federal. Mas seu “projeto de poder”, se é que podemos chamar assim, fica ferido de morte.

Henrique Alves, Celso Pansera e ex-ministros Lobão e Fernando Bezerra estão na mira, além de Fábio Cleto (ex-Caixa) e Sérgio Machado (ex-Transpetro).

A estrela é Eduardo Cunha, o psicopata oficial da república, que há meses lançou uma bravata sobre a visita da PF. “Eu não sei o que eles querem comigo, mas a porta da minha casa está aberta”, disse. “Vão a hora que quiser. Eu acordo às 6h. Que não cheguem antes das 6h para não me acordar”.

Bem, eles foram, mas quem acha que um malandro safo como EC deixaria alguma coisa que o incriminasse ao alcance de qualquer um que não seja ele mesmo não conhece o homem.

Em Alagoas, onde o presidente do partido é Renan Calheiros, o ex-vice governador José Wanderley Neto também teve a casa vasculhada. São ao todo 53 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF para investigação da Lava Jato — na Câmara dos Deputados, na residência dos investigados, em sedes de empresas, escritórios de advocacia e outros órgãos públicos expedidos pelo STF.

A casa caiu para o peemedebista Temer e para quem vendia a ideia de que Temer era uma alternativa, digamos, decente ao PT. O inacreditável Gilmar Mendes, por exemplo, falou que ele será um ótimo presidente.

Não é alternativa de nada, nunca foi, ele sabe disso e a polícia o deixa agora com a brocha na mão, a mesma mão que escreveu a carta que passou para a história como um monumento ao ridículo.

O nome da operação é emprestado dos discursos de Cícero no senado romano contra Catilina, que planejava tomar o poder. O trecho mais famoso é aquele que diz o seguinte:
Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?
Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós?
A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia?
Em português, os golpistas entraram pelo cano.

Kiko Nogueira
No DCM
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Táxi em nome de homem acusado de receber propina está na casa de Cunha

Veículo, um Touareg avaliado em R$ 230 mil, está registrado em nome de Altair Alves Pinto, acusado de realizar várias entregas de dinheiro ao presidente da Câmara

Dentro da casa de Eduardo Cunha, na Barra da Tijuca, está estacionado um táxi de Nilópolis placa LSM 1530. O carro, um Touareg modelo 2014, está registrado em nome de Altair Alves Pinto, que, segundo o delator Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, é homem de confiança de Cunha.

O táxi de Altair Alves Pinto, apontado pelo delator Fernando Baiano como homem de confiança de Cunha, está
na residência do presidente da Câmara
Foto: Paulo Cappelli / Agência O Dia
Num de seus depoimentos, Baiano, disse que fizera diversas entregas de dinheiro a Altair. Os valores, segundo ele, eram destinados a Eduardo Cunha. Segundo o delator, uma das remessas, entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão, era referente a propina relacionada à contratação de navio-sonda da Petrobras.

Fabricado na Eslováquia, um Touareg zero quilômetro custa em torno de R$ 230 mil.

Fernando Molica e Paulo Cappelli
No O Dia
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Sócios aportam R$ 450 mi para estancar crise da Abril


A família Civita anunciou ontem um aporte de capital de R$ 450 milhões para tentar estancar a crise no Grupo Abril. “Esse aporte representa, acima de tudo, nossa confiança nos negócios e no país. Temos um compromisso com a Abril e acreditamos na sua perenidade. Somos e continuaremos sendo a maior editora da América do Sul, líder em vários segmentos e plataformas. Também nos mantemos fortes nos negócios de impressão e distribuição”, afirma Giancarlo Civita, presidente do Grupo Abril, no comunicado.

De acordo com o texto, a operação também prevê um acordo de repactuação de sua dívida de curto e médio prazos por “uma redução efetiva” do endividamento e cria condições para que a empresa encerre este ano com “equilíbrio em suas finanças e comece 2016 fortalecida”.

Recentemente, a Abril informou que deixará de publicar as revistas Playboy, Men's Health e Woman's Health.

A retirada de circulação das revistas dá, segundo o comunicado da editora, "continuidade à estratégia de reposicionar-se focando e dirigindo seus esforços e investimentos às necessidades dos leitores e do mercado".

No 247
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Houveram, Cunha? Até quando Catilina?



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Operação caça PMDB


A Lava-Jato é inesgotável.

Atira para quase todos os lados.

A fase Catilina atinge o PMDB.

Roger Bastide imortalizou o Brasil como país de contrastes.

Nunca se roubou tanto. Nunca se investigou tanto.

O problema é que se rouba mais rápido do que se investiga.

Descobriu-se o Mensalão. Veio o Petrolão.

Deve ser o único país do mundo em que o presidente da Câmara dos Deputados não pode ligar para cumprimentar amigos no fim de ano por ter tido o seu celular levado pela polícia.

A próxima fase da Lava-Jato será a Operação Saco Cheio.

Acontecerá no dia 23 de dezembro.

Delcídio Amaral fará o papel de Papai Noel.

O que andará dizendo a senadora Marta Suplicy, que trocou o PT pelo PMDB em busca de honestidade, transparência, ética, lisura e valores republicanos?

O que estarão pensando os deputados gaúchos que consideram Eduardo Cunha como o melhor presidente que a Câmara teve nos últimos anos?

O que estarão falando aqueles que viam no PMDB de Cunha e Temer uma ponte para o futuro?
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Fernando Bezerra (Eduardo Campos) também!

E o dono do jatinho, quem é?


O senador Fernando Bezerra, do PSB de Pernambuco, sócio na Política (rsrsrs) do falecido governador Eduardo Campos mereceu também a visita da PF.

Como se sabe, o guardião da Moral de Guantánamo, o Youssef trabalhava com Campos e Bezerra.

Será que agora a PF descobre quem é o dono do jatinho?

Aquele jatinho em que a Bláblárina viajava para fazer campanha.

Seria o caso de perguntar à Ministra Ana Arraes, do TCU, que é especialista em pedaladas, ajuda a PF a identificar?

Paulo Henrique Amorim

Bezerra, Paulo Roberto Costa e Eduardo Campos: muito engraçado !
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Entrevista com Ciro Gomes, um brasileiro


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Ação da PF na casa de Cunha desmoraliza Temer e PMDB

http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2015/12/15/acao-da-pf-na-casa-de-cunha-desmoraliza-temer-e-pmdb/


O PMDB e o vice-presidente da República, Michel Temer, tiveram todas as oportunidades para se distanciar do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha. No dia 20 de agosto, Rodrigo Janot apresentou denúncia ao STF e decretava ali o fim da linha para Cunha.

Naquele momento, o PMDB e o vice-presidente da República tinham como sugerir ao aliado que se afastasse da presidência da Casa e aguardasse a investigação. Se agissem dessa forma, não permitiriam que ele passasse a usar seu cargo apenas com o objetivo de se defender. E que ao fazer isso colocasse o país refém de uma questão pessoal, que passava por buscar derrubar Dilma para tentar segurar a Operação Lava Jato.

Ao invés disso, Temer apostou que agora tinha um aliado incondicional e disposto a qualquer coisa por ele. E que a crise institucional poderia lhe presentear com a presidência da República. Feita as contas, atuou para preservar Cunha e utilizá-lo enquanto fosse possível para constranger o governo e a presidenta.

Entre os tantos sinais de Temer a favor de Cunha estão o de nunca ter feito uma declaração colocando em questão a forma como o presidente da Casa agia em relação ao Conselho de Ética. O apoio à manobra que mudou a forma de escolha dos membros da comissão que iria analisar a abertura do processo de impeachment da presidenta. E a destituição do líder do partido Leonardo Picciani (RJ) e a sua substituição por Leonardo Quintão (MG).

Essa última ação, que inclusive tem tido continuidade com a provável antecipação, do Congresso do PMDB com o objetivo de se afastar do governo, foram parte do acordo entre Temer e Cunha.

A operação Temer presidente se desmoraliza completamente com essa ação da PF autorizada pelo Supremo.

O PMDB que planejava se tornar um partido mais forte nessas eleições municipais e ainda herdar a presidência da República, também sai bastante enfraquecido.

Essa operação que tem como principais alvos filiados ao partido, entre eles os ministros dois ministros do partido, Henrique Eduardo Alves e Celso Pansera, podem levá-lo a algo que já se desenhava com o afastamento de Picciani. Um racha só comparado ao que viveu em 1988, quando foi criado o PSDB.

Na semana passada já se iniciavam conversas neste sentido entre lideranças do partido que estavam constrangidas com a ação de Cunha. Isso só tende a crescer se depois deste episódio, Temer e outras lideranças decidirem defendê-lo.

Temer que se comportava como presidente da República na semana passada, a partir dessa ação que torna seu partido o maior alvo da operação Lava Jato se torna do tamanho de Cunha. E terá imensas dificuldades em continuar sendo o grande operador e beneficiário da ação do impeachment de Dilma. Como vinha fazendo nos últimos dias.

Já o governo ganha uma chance. E isso passaria por se livrar do PMDB que lhe chantageia e abrir espaço para outros partidos e para construiu uma nova base. Mas o governo de Dilma vai demorar muito tempo para decidir isso. E como sempre, quando decidir o tempo já será outro. Porque o tempo da política não admite atrasos.



Confirmado do nome da Operação: "CATILINA".

Falido financeiramente, Catilina, filho de família nobre, juntamente com seus seguidores subversivos, planejava derrubar o governo republicano para obter riquezas e poder. No entanto, após o confronto aberto por Cícero no senado, Catilina resolveu afastar-se do senado, indo juntar-se a seu exército ilícito para armar defesa.

No ano seguinte o rebelde falhado caiu, vindo a morrer no campo de batalha"

Um dos trechos dos discursos de Cícero sobre Catilina.

Incrível sua atualidade:

Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?

Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós?

A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia?

Nem a guarda do Palatino, nem a ronda noturna da cidade,nem o temor do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado, nem a expressão do voto destas pessoas, nada disto conseguiu perturbar-te?

Não te dás conta que os teus planos foram descobertos?

Não vês que a tua conspiração a têm já dominada todos estes que a conhecem?

Quem, dentre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, onde estiveste, com quem te encontraste, que decisão tomaste?

Oh tempos, oh costumes!

Por Cláudio Roberto A. Bastos
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O que o JN não publicou sobre a mini-festação golpista


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