11 de dez de 2015

Osmar Prado

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O impeachment é um golpe paulista


A carta do vice-presidente, que virou piada nacional e revelou a confissão de um conspirador desqualificado e politicamente mesquinho, merece atenção. Além de dizer que passou para a oposição, Michel Temer fez isso, antes de dizê-lo, numa carta dirigida à mídia familiar. A carta é ridícula, as redes sociais fazem dela o uso devido. Mas é muito grave que um vice-presidente confesse publicamente que é o articulador de um golpe sem precedentes, na história do Brasil. Muitos falam, dado o seu caráter parlamentar, em golpe paraguaio. Mas se observarmos mais de perto, a conspiração e a onda de ódio que vem tomando conta do país nos levam ao Chile de Allende, não a uma coisa como o golpe que derrubou Lugo, no Paraguai.

O formato do golpe depende menos desse parlamento mequetrefe, capitaneado pela horda delinquente de neopentecostais, do que das estruturas de poder misturadas ao governo. Há um quadro de desinvestimento, sabotagem, lockout dissimulado, que vem penalizando o país para além da arbitrariedade gritante em curso, no Paraná, com nome de dispositivo de posto de gasolina. O rentismo, e Bresser Pereira foi quem melhor viu isso, há pouco mais de um ano, não perdoa. Que fique claro: a lei de responsabilidade fiscal, a meta fiscal, a relação dívida/pib, a cláusula que visa a tomar bancos estatais como bancos de varejo privado, o ataque filisteu e de baixíssimo nível, contra o BNDES, tudo isso não passa de uma guerra ideológica, sem lastro econômico e social minimamente sustentável. Quem perde com o pleno emprego, com o fim da fome endêmica, com o avanço do financiamento estatal e, sobretudo, com a garantia do compromisso com esse tipo de financiamento, é o rentismo. Nenhuma outra força perde. A vitória de 2014 foi uma vitória por direitos e pela garantia dos direitos. E foi uma vitória que quase não aconteceu, porque o rentismo capitaneou a campanha mais sórdida, borderline e destruidora do debate democrático, desde antes de 1989.

Com 48% dos votos, o maior partido da oposição, capitaneado por um indivíduo que jamais deu um dia de trabalho na vida, pôs o delinquente do Cunha na presidência da Câmara. Claro estava e está, que esse uso visava a desmoralizar e a ruir as instituições e o nível do debate democrático. Puseram um indigente, de origem política baixa, para operar a vingança: a destruição dos direitos trabalhistas, a destruição dos direitos das crianças e dos adolescentes, a perseguição das mulheres e dos gays, o armamento irresponsável da sociedade, a baixeza, os golpes procedimentais, o chorume retórico. Transformaram o Congresso num antro neopentecostal, antirrepublicano, militante do ódio misógino e do horror às regras elementares de uma república. Tudo em nome, como sempre, do moralismo.

O prejuízo que esse comportamento borderline deu ao país é imenso. E, agora, o vice-presidente resolveu se juntar aos operadores dessa desmoralização institucional, deliberada, a fim de ocupar a posição de fiador da recuperação econômica. Não falam mais em moralidade, como Cunha vai sem dizer; não comentam a operação que os denunciou e mostrou os verdadeiros saqueadores da Petrobrás. Falam em recuperar economicamente o país e em pacificá-lo. O primeiro movimento, de Temer organizando-se e sendo ovacionado em encontros fechados, com o grande empresariado e membros da banca, é chileno. Os bons alunos de história da América Latina, no colégio, saberão do que estou falando.

O problema mais grave, e por isso querem que o processo se arraste, é convencer alguém de que Temer, que nem para vereador se elege, unificará ou pacificará algo. Alckmin já concordou. A ideia do movimento golpista é isolar e usar Cunha qual uma fralda descartável suja, em lixão coletivo, sem separar o que degrada do que não degrada. Em seguida, cassar a Dilma e jogar fora o rapaz do Leblon, que é, além de vagabundo, inútil e prejudicial, politicamente, a qualquer plano consequente da direita.

O golpe é paulista, conservador, economicamente liberal, e tem pouca adesão institucional, representativa e organizativa. E por isso é arriscado e extremamente violento. Os golpistas não contam com maioria entre governadores, prefeitos, parlamentos, organizações da sociedade civil (OAB, CNBB, UNE, associações profissionais, entre outros), nem com os movimentos sociais e com as estruturas representativas dos setores organizados politicamente.

Parte da banca e do grande capital investidor e sabotador, com a mídia familiar, serão capazes de destruir o restante? O povo ainda não se posicionou e, vale dizer, não entendeu o que está em jogo. Cunha está cobrando alto pela ida ao lixão e parece pouco disposto a ser jogado para baixo do tapete do golpismo. Sumidades do congresso atual já garantiram sua participação no circo que será a comissão do impeachment: o pastor que estica os cabelos e o subalterno do baixo clero do exército, frequentador da igreja batista e delinquente misógino confesso, Marcos Feliciano e Bolsonaro Filho. O embate e a feira de negociações agora se dá dentro do PMDB, entre um tubarão e sua rêmora, Temer e Cunha. O PSDB paulista dá suporte, com seus agentes financeiros. A carta do Temer precisa ser lida com esse contexto.

O parlamento foi vilipendiado e hoje é uma feira de produtos de má procedência, com raríssimas exceções, inclusive à esquerda. As forças organizadas estão em estado de alerta e enxergam ou exalam agressividade e disposição para a violência. De ambos os lados. A oposição segue sem convencer o povo, o eleitorado que assiste tevê e tem ou não acesso aos programas do governo, que está empregado ou esteve e acabou de perder o emprego. Um golpe parlamentar não anda com um parlamento dirigido por um marginal, trapaceiro internacional e chantagista de todos e de cada um.

Mas o golpe pode andar nos moldes chilenos. E isso dá uma mostra, não apenas da canalhice desmemoriada de parte do PSDB paulista, porém, muito mais perigosamente, da irresponsabilidade e do desprezo da direita brasileira e paulistana, pela democracia e pela vontade popular. Não há caminho de pacificação após a semeadura do ódio. Não há cenário apaziguador algum, daqui para a frente. Se a democracia vencer na comissão do impeachment, o caminho sem volta já está aberto e em larga medida, traçado. O PMDB rachou de novo e tende a rachar mais. Há milhares de prefeitos, de todos os partidos, que não estão dispostos a enfrentar um cenário de guerra política e de financiamento no ano de eleições nacionais, como teremos, daqui a algumas semanas. A elite pensante do país não aposta, ao contrário do que os aplaudidores do Temer parecem fazer, na desmemoria como categoria de recuperação econômica.

Não há crise econômica ou promessa de recuperação econômica que sare a ferida política que está se abrindo. Lei de responsabilidade fiscal dando causa ao golpe implica o impedimento da quase totalidade de todos os representantes do executivo do país, e não é preciso esforço algum para ver isso. Michel Temer não é somente ridículo, como fez questão de deixar claro. Ele e os seus, os que estão a aplaudi-lo de pé e a confiar a ele a possibilidade de cicatrização, são irresponsáveis e inconsequentes.

Se vencermos, caminhamos para uma radicalização política ainda maior (o que não é o mesmo que dizer radicalização do governo, antes, o contrário). Se perdermos, caminhamos para uma guerra política com consequências desastrosas. Olhem para o Chile. O golpe paraguaio, perto do que estamos vivendo, é uma bicicleta, para usar a imagem de uma profetiza (*) que deve estar de cabelos em pé, a estas alturas.

(*) Maria da Conceição Tavares, que disse que a economia do Chile, em comparação com a brasileira, “é uma bicicleta”. Pois bem, acima a imagem de Laerte, ministra da justiça de nossos corações, metaforizando aquilo que quer passar por cima de nós.

Katarina Peixoto
No Blog do Miro
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O golpe do golpe: se Temer trai agora, por que não trairia seus novos aliados?

“Esta noite encarnarei no teu cadáver”
Assim como os pássaros nasceram para voar e a PM para bater, conspiradores nasceram para conspirar. Se Michel Temer faz o que faz agora, em plena luz do dia, o que o impediria de trair seus novos aliados do golpe?

Eduardo Cunha será preso cedo ou tarde, mas conta com o compadre Michel na presidência. O ex-vice decorativo adquiriu uma desenvoltura invejável. Além da pregação ininterrupta  da necessidade de um governo de “união nacional” — sob sua tutela —, Temer tem conversado com governadores que são contra o impeachment.

Na sexta, 11, deu uma palestra no IDP (Instituto de Direito Público), em São Paulo, com Gilmar Mendes. Falou que “as forças motrizes do desenvolvimento decorrem da conjugação do capital e do trabalho. Se estiverem harmonizados, colaboram com o país e com o governo, por isso toda iniciativa governamental deve priorizar a iniciativa privada”. Mencionou, ainda, a esperança de instaurar o que chamou de “semiparlamentarismo”.

Gilmar o elogiou: “Temer é um excelente nome para as funções que exerce. Seria um ótimo presidente do Brasil.”

O PSDB fechou questão a favor do impeachment numa reunião com a presença de FHC. José Serra virou articulador político de olho num ministério, Geraldo Alckmin abandonou a costumeira cautela, Aécio parece ter sossegado o facho com relação à convocação de novas eleições em 2016.

O acordo dos tucanos em torno de Temer envolve seu compromisso de conduzir o país até 2018 e, chegando lá, entregar a encomenda e ir para casa.

Ainda que Temer esteja prometendo isso e seja conveniente ao pessoal acreditar, ficou mais clara do que nunca sua índole. Depois das cenas absurdas a que estamos assistindo de iniquidade institucional, seus colegas jamais poderão se surpreender quando MT mudar de ideia daqui a três anos e se candidatar.

O PMDB tem planos, Temer tem 75 anos e está com sangue nos olhos. “Se é verdade que as conspirações são, por vezes, montadas por pessoas de espírito, são, contudo, executadas por animais ferozes”, disse o escritor francês Antoine de Rivarol.

Estamos cercados de animais ferozes loucos para se devorar uns aos outros, e o chefe da matilha é autor de cartas constrangedoras e autovazáveis.

Kiko Nogueira
No DCM
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Dilma chama FHC de Golpista!

O Cunha é laranja do PSDB!



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A prova da incompetência dos golpistas: a aliança entre Temer e Serra

A prova da inépcia dos golpistas: Serra & Temer
Em meio à tragédia da tentativa de golpe, cenas de pastelão surgem para fazer a audiência rir.

Por exemplo: Temer, o capitão do golpe segundo Ciro Gomes, diz que quer unir o país com a ajuda de Serra.

Pausa para rir.

Vou repetir: unir o país com a ajuda de José Serra.

Ora, ora, ora.

Serra consegue desunir até uma mesa numa festa, como se viu no episódio em que ele recebeu uma justa descarga de vinho depois de ser inconveniente, grosseiro e machista com Kátia Abreu.

E ele vai unir um país dividido em dois?

Serra é aquele sujeito que se mediar um desentendimento entre duas pessoas vai acabar brigando com ambas. Ele é o cara que se você disser numa discussão que está com ele é capaz de dar um esculacho em você.

E Temer quer unir o país com ele.

É um sinal de quanto Temer é sem noção. Temos um capitão do golpe vaidoso, deslumbrado, inconfiável e, acima de tudo, incompetente.

Temer estava no jantar em que Kátia Abreu enquadrou Serra. Teve a chance de ver o poder deletério dele. Mas está pisando nas nuvens, e parece não enxergar muita coisa além da possibilidade de, por vias tortas, se transformar em presidente.

Do ponto de vista psicológico, quanto pesa nos seus passos golpistas a ideia de se tornar rei e, com isso, fazer de Marcela rainha? Deixo esta discussão aos especialistas em mente.

A que extremos Macbeth não desceu para coroar Lady Macbeth? Shakespeare era mestre nas artimanhas das mentes tomadas de cegas ambições.

Se Temer não foi capaz de entender a potência destrutiva de Serra na festa, teve uma segunda chance um dia depois.

Serra conseguiu unir todo mundo em torno de Kátia Abreu, ela que desde o começo do governo Dilma 2 é alvo de críticas iradas por suas conexões com o agronegócio e desconexões com os direitos dos índios.

Kátia virou heroína instantaneamente por ter feito o que todos esperavam há tanto tempo com Serra. Nas redes sociais, memes a consagraram.

Serra virou trending topics no Twitter: nos milhares de comentários, ninguém manifestou simpatia por ele.

Ainda no Twitter, Kátia Abreu reafirmou sua indignação com Serra, e informou que no Senado ninguém tolera suas piadinhas agressivas.

Este é o homem que Temer acha que vai unir o país, um inepto que se julga gênio e que jamais fez nada que prestasse como prefeito e governador de São Paulo. Não obstante, julga ter direito divino à presidência.

Um amigo colunista me disse outro dia, aflito, que estava aflito com a incompetência do governo em se defender dos golpistas.

Respondi, imediatamente, que ele deveria se acalmar porque os golpistas são ainda mais incompetentes.

Temer se abraçar a Serra para unir o país é uma fabulosa demonstração disso.

Paulo Nogueira
No DCM
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Fim do Golpe: Janot exige votação aberta!

Procurador dá uma punhalada nas costas do Cunha, do FHC, do Aecím e do Gilmar!


Janot recomenda anular eleição de comissão do impeachment

Por Vera Magalhães, no Radar da Veja.

11/12/2015

Parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhado na tarde desta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal recomenda a procedência parcial da ação que questiona o rito de impeachment de Dilma Rousseff adotado pela Câmara.

Janot considera inconstitucional a sessão secreta que escolheu os integrantes da comissão especial do impeachment, e recomenda aos ministros do STF que decidam pela anulação da sessão e determinem a realização de uma nova, aberta.



Em tempo: amigo navegante analisa decisão do Janot: quarta-feira enforcam o Cunha na Comissão de Ética e o jovem Picciani empurra o Quintão na lama da Vale e da Billington.


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O semiparlamentarismo de Temer é o próprio mapa do inferno

Ele
Foto: Anderson Riedel/VPR, via Fotos Públicas
Se a história repete em ciclos, a eventual ascensão de Michel Temer será o desfecho que faltava para a saga da Nova República repetir a da República Velha: a ampliação do quadro de desagregação política, econômica e social, com o Parlamento sem rumo disputando pedaços do orçamento, com a sofreguidão do último baile da República.

Na palestra na inauguração do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), Michel Temer escancarou a moeda de barganha com o Congresso que, aliás, já tinha sido antecipada por Delfim Netto em entrevista concedida ao Brasilianas — e ainda não levada ao ar. Trata-se de acenar com a divisão do bolo orçamentário com os parlamentares, proposta que, se levada ao pé da letra, liquida com o conceito de nação do país. Assim: se você ficar do meu lado, garanto recursos para as emendas que você apresentar.

Um dos maiores desafios políticos brasileiros, ao longo de toda a República, foi a dificuldade em submeter o orçamento a uma lógica nacional, colocando-o a salvo das demandas paroquiais dos parlamentares.

Tem sido assim desde a República Velha. O político é eleito e pretende atender às demandas de sua base e de seus financiadores. O território onde se dá esse embate é o orçamento. Quando não existe uma pauta política agregadora ou limites constitucionais, cada parlamentar tratará de pegar seu quinhão esfrangalhando com as contas públicas e comprometendo a unidade administrativa, os grandes pontos de atuação do Executivo federal, os gastos em educação, saúde, habitação etc.

Justamente por isso, os Constituinte de 1988 trataram de blindar o orçamento com as destinações constitucionais obrigatórias.

No governo Fernando Henrique Cardoso houve a primeira concessão ao fisiologismo orçamentário, permitindo as emendas parlamentares, mesmo assim sujeitas a contingenciamento. E, ainda assim, criou o maior espaço de barganha e corrupção do parlamento.

O aceno de Temer aos parlamentares é curto e grosso: me apoiem e iremos — o Executivo e o Congresso — repartir o orçamento. Para tanto, o primeiro passo será acabar com as vinculações obrigatórias — os gastos com saúde e educação.

Caso a manobra do impeachment seja bem-sucedida, haverá o seguinte quadro:
  1. Aprofundamento da recessão devido às turbulências políticas da travessia.
  2. Redução drástica dos gastos sociais do orçamento.
  3. Como consequência, desmantelamento das redes de proteção social, dos investimentos em educação e saúde.
  4. Aprofundamento da política ortodoxa do Banco Central.
Tudo isso em um quadro de profunda desorganização econômica e radicalização política, com metade do país considerando golpe o impeachment.

É o próprio rascunho do mapa do inferno.

Se o movimento do impeachment prosseguir nessa toada, e for bem-sucedido, se terá o caminho aberto em 2018 para uma liderança com viés autoritário.

Primeiro, a radicalização do próprio gabinete Temer, já que explodirão manifestações sociais por todo o país. Depois, sua própria deslegitimação política para colocar em prática as barganhas políticas oferecidas aos parlamentares. Finalmente, pela ascensão de uma candidatura radical para acabar com o banquete.

Gradativamente, os movimentos de Temer vão legitimando a atuação de Dilma Rousseff. Com todos seus erros, trata-se ainda de um ponto de resistência ao desmantelamento do próprio conceito de Nação.

Luís Nassif
No GGN
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Entrevista com Márcia Tiburi

 Imperdível 


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Ato pró-Dilma reúne manifestantes em Porto Alegre




Milhares de pessoas reúnem-se nesta sexta-feira, em Porto Alegre, em um ato contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A “Marcha dos Sem” conta com grupos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e servidores estaduais.

Os manifestantes reuniram-se no início da tarde no Parque Harmonia e iniciaram uma caminhada em direção ao Palácio Piratini. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e a Brigada Militar acompanham o deslocamento do ato.

— Impeachment é uma artimanha para dar o golpe — disse o ex-governador Olívio Dutra (PT), um dos integrantes da Marcha dos Sem, que bradam “não vai ter golpe”.

Realizada desde 1996, a Marcha dos Sem reúne pessoas que têm direitos reduzidos, como trabalhistas, de moradia, educação e segurança.


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Movimentos sociais se unem contra o golpe

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Diversos movimentos sociais e centrais sindicais se uniram em uma ampla frente de esquerda para protestar contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff na próxima quarta-feira 16 em São Paulo. O ato acontecerá no vão do Masp, na capital paulista e sua convocação foi oficializada nesta quinta-feira 10 em coletiva à imprensa.

"É a maior unidade da esquerda brasileira desde o impeachment de Fernando Collor", destacou o presidente da CUT, Vagner Freitas. Participaram da convocatória, além da Central Única dos Trabalhadores, as centrais CTB e Intersindical e os movimentos MST, MTST, Conen e UNE. A manifestação também será contra o ajuste fiscal e pelo Fora Cunha.

Gilmar Mauro, do MST, destacou que os grupos têm muitas diferenças, mas se reuniram em torno dessa pauta porque "os movimentos não formam covardes". "Vamos para as ruas porque esse é o nosso país e a democracia foi conquistada com sangue de muita gente", afirmou.

Para a presidenta da UNE, Carina Vitral, é essencial que os movimentos não abaixem as bandeiras do dia a dia em função da posição contrária ao impeachment. "Quando a crise passar, nós temos certeza que serão as forças dessas bandeiras que podem desencadear mais avanços sociais e dar mais fôlego para novos direitos", opinou.

Guilherme Boulos, do MTST, resgatou o programa econômico apresentado pelo PMDB, chamado "Uma Ponte para o Futuro", para visualizar como seria um eventual governo do vice-presidente Michel Temer. "[O programa] traz uma série de retrocessos, ataca os direitos dos trabalhadores, e nos leva a um cenário anterior ao da Constituição de 1988. Isso nos coloca — como esquerda e representantes de movimentos populares — numa posição contrária a esse impeachment", protestou.

"O impeachment sem base jurídica, motivada pelas razões oportunistas e revanchistas de Cunha, é GOLPE", aponta trecho da nota convocatória. Outro ponto do texto diz: "Entendemos que ser contra o impeachment não significa necessariamente defender as políticas adotadas pelo governo. Ao contrário, as entidades que assinam este manifesto têm lutado durante todo este ano contra a opção de uma política econômica recessiva e antipopular".
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PF vai pra cima do Geddel, o do impítim

Ele e irmão são cunhistas

Na foto, Geddel, um conhecido moralista
A PF desfechou nessa manhã a Operação Vidas Secas para apurar roubo na Transposição do Rio São Francisco.

Ciro Gomes que, na prática, destituiu o da Justiça, ao jantar com a Dilma foi o Ministro da Integração Nacional que deu a partida a esse fabuloso empreendimento.

Antes que o PiG parta para a jugular do Ciro convém esclarecer:

— Ciro fez o projeto;

— Ciro não fez nenhum pagamento;

— quem começou a pagar foi seu sucessor, esse moralista sem moral, o Geddel Vieira Lima que, com o impoluto irmão, se alinha entre os cunhistas.

Portanto, a jugular é outra!

Paulo Henrique Amorim
No CAf
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Sociólogo Aldo Fornazieri diz quem são os golpistas


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Tucanos golpistas


Os principais nomes do PSDB reuniram-se ontem (10) à noite em Brasília. O senador e presidente nacional do partido, Aécio Neves, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foram alguns dos presentes no encontro. Para o ex-presidente da República, existem motivos suficientes para concretizar o impeachment de Dilma Rousseff.

“Você desrespeitar reiteradamente a Lei de Responsabilidade Fiscal tendo em vista benefícios eleitorais, porque houve abundância de uso de recursos para uso em programas sociais em ano de eleição, é uma razão consistente”, disse FHC. Ele disse ainda que entende o impeachment como um processo jurídico-político e que um presidente só pode ser tirado no meio do mandato se houver “clima político”.

“Se esse clima se formar, há razões [para o processo de impeachment]. Se esse clima não se formar, não há razão que derrube um presidente da República que foi eleito, que teve voto. Não é um processo simples. Parece-me que o clima atual é de que o governo está muito paralisado. E um país como o Brasil, com tantos problemas pela frente, não pode ficar esperando que as coisas se resolvam por si. Precisa que haja ação política”, avaliou o ex-presidente da República.

Aécio Neves classificou o encontro como um momento para “afinar a orquestra” em torno do discurso favorável ao processo de impeachment. “Essa reunião é para 'afinar a orquestra' e estaremos cada vez mais conversando e convergindo no sentimento de que cabe à presidenta da República dar respostas formais e definitivas às acusações que lhe são feitas”.

O senador também pediu “serenidade” neste momento, mas disse que há justificativa jurídica para que o processo de impeachment corra no Congresso. “Existe um pleno Estado de Direito, os pilares básicos para que essa proposta fosse colocada em votação existem e nós temos que ter a serenidade para discuti-la”. Aécio frisou que a petista “deve ter todo direito à defesa”, mas afirmou que no PSDB há um “sentimento convergente” de que existem razões para a saída de Dilma da Presidência da República.

Já Alckmin criticou os recorrentes discursos do governo e seus aliados de que há uma tentativa de golpe no país. “O impeachment está previsto na Constituição Brasileira e a Constituição não é golpista. Não tem nenhuma justificativa para vir com essa história de golpe”.

O encontro também teve a presença dos governadores tucanos Pedro Taques (MS), Marconi Perillo (GO), Simão Jatene (PA), Beto Richa (PR) e Reinaldo Azambuja (MS). Os senadores José Serra e Cássio Cunha Lima, além do líder do partido na Câmara, Carlos Sampaio, também participaram da reunião, que durou cerca de uma hora.

Após um desentendimento com a ministra Kátia Abreu em uma festa ontem, bastante repercutido hoje na mídia e nas redes sociais, Serra saiu sem falar com a imprensa.

Marcelo Brandão
No Agência Brasil
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Mensaje de Fidel a Nicolás Maduro

Fidel Castro y Nicolás Maduro.
Foto: Archivo de Cubadebate / Estudios Revolución
Querido Nicolás:

Me uno a la opinión unánime de los que te han felicitado por tu brillante y valiente discurso la noche del 6 de diciembre, apenas se conoció el veredicto de las urnas.

En la historia del mundo, el más alto nivel de gloria política que podía alcanzar un revolucionario correspondió al ilustre combatiente venezolano y Libertador de América, Simón Bolívar, cuyo nombre no pertenece ya solo a ese hermano país, sino a todos los pueblos de América Latina.

Otro oficial venezolano de pura estirpe, Hugo Chávez, lo comprendió, admiró y luchó por sus ideas hasta el último minuto de su vida. Desde niño, cuando asistía a la escuela primaria, en la patria donde los herederos pobres de Bolívar tenían también que trabajar para ayudar al sustento familiar, desarrolló el espíritu en que se forjó el Libertador de América.

Los millones de niños y jóvenes que hoy asisten a la mayor y más moderna cadena de escuelas públicas en el mundo son los de Venezuela. Otro tanto puede decirse de su red de centros de asistencia médica y atención a la salud de un pueblo valiente, pero empobrecido a causa de siglos de saqueo por parte de la metrópoli española, y más tarde por las grandes transnacionales que extrajeron de sus entrañas, durante más de cien años, lo mejor del inmenso caudal de petróleo con que la naturaleza dotó a ese país.

La historia debe dejar también constancia de que los trabajadores existen y son los que hacen posible el disfrute de los alimentos más nutritivos, las medicinas, la educación, la seguridad, la vivienda y la solidaridad del mundo. Pueden también, si lo desean, preguntarle a la oligarquía: ¿saben todo eso?

Los revolucionarios cubanos — a pocas millas de Estados Unidos, que siempre soñó con apoderarse de Cuba para convertirla en un híbrido de casino con prostíbulo, como modo de vida para los hijos de José Martí — no renunciarán jamás a su plena independencia y al respeto total de su dignidad. Estoy seguro de que solo con la paz para todos los pueblos de la Tierra y el derecho a convertir en propiedad común los recursos naturales del planeta, así como las ciencias y tecnologías creadas por el ser humano para beneficio de todos sus habitantes, se podrá preservar la vida humana en la Tierra. Si la humanidad prosigue su camino por los senderos de la explotación y continúa el saqueo de sus recursos por las transnacionales y los bancos imperialistas, los representantes de los Estados que se reunieron en París, sacarán las conclusiones pertinentes.

La seguridad no existe hoy ya para nadie. Son nueve los Estados que cuentan con armas nucleares, uno de ellos, Estados Unidos, lanzó dos bombas que mataron a cientos de miles de personas en solo tres días, y causaron daños físicos y psíquicos a millones de personas indefensas.

La República Popular China y Rusia conocen mucho mejor que Estados Unidos los problemas del mundo, porque tuvieron que soportar las terribles guerras que les impuso el egoísmo ciego del fascismo. No albergo dudas que por su tradición histórica y su propia experiencia revolucionaria harán el máximo esfuerzo por evitar una guerra y contribuir al desarrollo pacífico de Venezuela, América Latina, Asia y África.

Fraternalmente,

Fidel Castro Ruz
Diciembre 10 de 2015

6 y 42 p.m.

No CubaDebate
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E se Dilma...


E se Dilma tivesse vendido uma estatal, avaliada em mais de 100 bilhões, por 3,6 bilhões, como FHC (PSDB) fez com a Cia Vale do Rio Doce?

E se Dilma tivesse construído dois aeroportos, com dinheiro público, em fazendas da família, como fez Aécio Neves (PSDB)?

E se Dilma estivesse na lista de Furnas, junto com FHC, Geraldo Alkimin, José Serra, Aécio Neves (todos do PSDB)... Entre outros?

E se Dilma estivesse acusada de receber propinas da Petrobrás, como Aloysio Nunes (PSDB)?

E se Dilma estivesse sendo processada no STF, por ter recebido propinas da empreiteira OAS e ter achacado o Detran do seu estado, em um milhão de reais, como Agripino Maia (Dem)?

E se Dilma tivesse sido denunciada como beneficiária do contraventor Cachoeirinha, além de estar sendo processada, por exploração de trabalho escravo, em sua fazenda, como Ronaldo Caiado (Dem)?

E se Dilma estivesse sendo investigada na Operação Zelotes, por ter sonegado 1,8 milhão de reais e corrompido funcionários públicos, para que essa dívida sumisse do sistema da Receita Federal, como Nardes (Conselheiro do TCU, ex-PP, ligado ao PSDB)?

E se Dilma tivesse sido manchete de capa no New York Times, por suspeição de narcotráfico internacional, o que gerasse diversas reportagens na televisão norte americana, agentes do DEA, Departamento Anti Drogas, dos Estados Unidos, tivessem vindo ao Brasil, para investigá-la, e um helicóptero com quase meia tonelada de pasta de cocaína fosse apreendido em uma fazenda de amigo pessoal e sócio dela, em negócios não muito claros, como Aécio Neves (PSDB)?

E se a filha da Dilma fosse assessora do presidente da CPI da Petrobrás e lobista junto a Nardes, um conselheiro do TCU, e tivesse uma conta secreta no HSBC suíço, por onde passaram milhões de dólares, como Daniele Cunha, a filha de Eduardo Cunha (PMDB)?

E se Dilma tivesse sido presa em 2004, por fraude em licitação de grandes obras, no Amapá, e tivesse sido condenada por corrupção, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, como Flexa Ribeiro (PSDB)?

E se Dilma, quando prefeita de Salvador, tivesse sumido com 166 milhões das obras do Metrô, como Antônio Imbassay (PSDB)?

E se a filha da Dilma tivesse tido um único emprego, de assessora da mãe, e a revista Forbes a colocasse como detentora de um das maiores fortunas brasileiras, caso do Serra (PSDB) e sua filhinha?

E se Dilma tivesse 18 processos por corrupção, como José Serra (PSDB)?

E se Dilma tivesse 22 processos por corrupção, como Eduardo Cunha (PMDB)?

E se Dilma tivesse dado dois Habeas Corpus, em menos de 48 horas, a um banqueiro que lesou o sistema financeiro nacional, para que ele fugisse do país; desse um Habeas Corpus a um médico que dopava a suas clientes e as estuprava (foram 37 as acusadoras), para que ele fugisse para o Líbano; se fizesse uso sistemático de aviões do senador cassado, por corrupção, Demóstenes Torres (Dem); se tivesse votado contra a Lei da Ficha Limpa por entender que tornar inelegível um ladrão é uma “atitude nazi-fascista” (sic), tendo a família envolvida em grilagem de terras indígenas, como Gilmar Mendes (Ministro do STF)?

E se Dilma colocasse sob sigilo, por 25 anos, as contabilidades da Petrobras, Banco do Brasil e BNDES, como Geraldo Alkimin (PSDB) colocou as do Sistema Ferroviário paulista, das Sabesp e da Polícia Militar, após se iniciarem investigações da Polícia Federal, apontando desvios de muitos milhões?

E se Dilma tivesse sido governadora e, como tal, cassada, por conta de compra de votos na campanha eleitoral, corrupção e caixa dois. Como Cássio Cunha Lima (PSDB)?

E se Dilma, em sociedade com Mário Covas (PSDB) tivesse comprado uma enorme fazenda no município mineiro de Buritis, em pleno mandato, e recebesse um aeroporto de presente, construído gratuitamente, de uma empreiteira, constatando-se depois que foi essa empreiteira a que mais ganhou licitações no governo FHC (PSDB), sócio de Covas?

E se Dilma declarasse à Receita Federal e ao TRE ter um patrimônio de 1,5 milhão e a sua filha entrasse na justiça, reclamando os seus direitos sobre 16 milhões, só parte do seu patrimônio, como aconteceu com Álvaro Dias (PSDB)?

E se Dilma estivesse sendo acusada de ter recebido 250 mil de uma empreiteira, na Operação Lava Jato, como Carlos Sampaio (PSDB)?

E se Dilma tivesse comprado um apartamento no bairro mais nobre de Paris e, dividindo-se o valor do imóvel pelos seus rendimentos, se constatasse que ela teria que ter presidido este país por quase trezentos para tê-lo comprado, caso de FHC (PSDB)?

E se Dilma fosse proprietária da maior rede de televisão do país, devendo quase um bilhão de impostos e mais dois bilhões no sistema financeiro, e tivesse o compromisso de proteger corruptos e derrubar a presidente, em troca do perdão da dívida com o fisco e financiamento do BNDES, para quitar as dívidas da empresa, como no passado, caso dos irmãos Marinho, proprietários da Rede Globo de Televisão?

E se Dilma tivesse sido denunciada seis vezes, por seis delatores diferentes, na operação Lava Jato, e fossem encontradas quatro contas suas, secretas, na Suíça, alimentadas por 23 outras contas, em paraísos fiscais, e o dinheiro tivesse sido bloqueado pelo Ministério público suíço, por entendê-lo fruto de fonte escusa, e tivesse mandado toda a documentação para o Brasil, com a assinatura dela, como aconteceu com Eduardo Cunha (PMDB)?

Certamente Dilma, investigada noite e dia, em todas as instâncias, sem um indiciamento, sem sequer evidências de crimes, no dizer do promotor da Lava Jato e de um dos advogados dos réus, “uma mulher honrada”, não estaria com os citados pedindo o seu impeachment.

O seu crime? Chegou o dia de pagar os carentes do Bolsa família e o tesouro não tinha dinheiro. Ela pegou emprestado com a Caixa Econômica Federal e pagou à Caixa três dias depois. Isto é pedalada e por isso todos os citados acima a querem fora do governo.

Porque é desonesta ou porque é um risco para os desonestos?

Para apressar a tramitação dos processos em curso ou para arquivá-los?"

Francisco Costa
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