21 de nov de 2015

Folha reproduz mentira da Veja e família de Lula pede direito de resposta



A reportagem intitulada “Decano do Lobby”, subscrita por Rubens Valente e publicada nesta data (21/11/2015) pela Folha de S.Paulo, faz referência ao nome do nosso cliente Fábio Luis Lula da Silva no seguinte trecho: “Em 2006, ele voltou a noticiário ao confirmar para a revista ‘Veja’ que cedia uma sala do escritório que construiu no Lago Sul para um dos filhos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luis, trabalhar, quando estivesse em Brasília”.

Ao reproduzir como se fosse verdadeira o que foi publicado pela revista “Veja”, Rubens Valente voltou a propagar notória e reconhecida mentira para os leitores do jornal e para a sociedade.

De fato, logo após a citada publicação de “Veja”, em 2006 (edição n.º 1979), Alexandre Paes dos Santos disse à imprensa que não conhece e jamais manteve qualquer relação pessoal ou profissional com Fábio Luis. Não bastasse, depois da publicação, promovemos em favor de Fábio Luis ação judicial contra Alexandre Paes dos Santos e a Editora Abril S/A, que edita a revista “Veja”. No curso da ação, Alexandre Paes dos Santos reafirmou que jamais manteve qualquer relação pessoal ou profissional com Fábio Luis.

Tal situação levou a Editora Abril a cometer um dos piores exemplos do mau jornalismo do país. A Editora juntou no processo uma gravação ambiental referente à conversa mantida entre o jornalista Alexandre Oltramari (repórter da “Veja”) e o Sr. Alexandre Paes dos Santos, na qual ambos combinaram uma versão para a elaboração de uma reportagem objetivando prejudicar o então candidato à reeleição presidencial Luiz Inácio Lula da Silva, pai de Fábio Luis.

Confiram-se alguns trechos daquela gravação ambiental que revelam a combinação levada efeito entre o repórter da revista “Veja” e o Sr. Alexandre Paes dos Santos para a elaboração da reportagem:

1 a matéria... a matéria... ela tem como foco ... e quem vai possivelmente...

2 [1/2] ....

1 ... pra capa da revista é o filho do presidente”.

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1. O segundo ponto que é... você tocou num ponto que é central, você disse assim: ‘ah, rapaz, isso aí é uma trolha do tamanho do mundo, é ano de eleição...’ ...

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1. ai lá pelas tantas que eu vou ter que dizer: ‘olha, em Brasília eles dormiam no Palácio do Planalto, na Granja do Torto e chegaram até a despachar em alguma mansão-escritório em Brasília, numa área nobre da cidade’

2. hum, hum...

1. é... e aí entra você, sei lá, dizendo... é... ou: ‘não quero falar nada’ ou talvez dizendo a verdade: ‘olha, eu disponibilizei um espaço...’...

2. [2/3]... tenho... eu tenho que pensar nisso aí, porque isso aí vai ser difícil, é a abertura pra porrada... se eu tivesse cinquenta fins-de-semana (...) ... pô, pau na máquina!

1. pensa nisso, porque eu acho que isso não é abertura pra porrada, eu acho que isso aí é uma... dique de contenção que você ergue, na medida que as cartas estão na mesa: ‘recebi sim, trabalharam aqui algum... vieram algumas vezes...’...

Em conseqüência dessa conduta — que revela nítida armação para a elaboração de uma reportagem —, o Sr. Alexandre Paes dos Santos foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo a reparar os danos morais impostos ao nosso cliente Fábio Luis em virtude da publicação. A Folha de S.Paulo tem conhecimento dessa condenação e já publicou tal notícia (http://m.folha.uol.com.br/poder/2013/12/1389595-justica-condena-empresario-por-chamar-filho-de-lula-de-idiota.shtml?mobile), não sendo justificável o erro cometido por Rubens Valente. Aliás, o Acórdão proferido pelo TJSP também está disponível na Rede Mundial de Computadores (http://s.conjur.com.br/dl/dano-moral-lulinha-voto-vencedor.pdf), o que torna o erro inescusável.

Reafirmamos que o nosso cliente Fábio Luis Lula da Silva não conhece e jamais manteve qualquer relação pessoal ou profissional com Sr. Alexandre Paes dos Santos. Ao contrário, este último já foi condenado pela Justiça por dizer inverdades a respeito do nosso cliente. Em virtude do erro indesculpável de Rubens Valente, faremos pedido de retificação na forma da Lei Federal nº 13.188, de 11 de novembro de 2015.

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Direito de resposta pode conter tiro global a Lula


A nova Lei do Direito do Resposta será usada pela primeira vez para conter ataques do grupo Globo de comunicação, da família Marinho, contra o ex-presidente Lula.

Desta vez, quem aciona o dispositivo é o advogado Roberto Teixeira, que é amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi atacado pelo colunista Merval Pereira.

"Lula garantiu que, desde que era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, na passagem pela Presidência e até hoje, nunca ninguém lhe ofereceu 'nem uma pêra'. Mas é fato sabido, e nunca desmentido, que Lula morou durante anos em uma casa de seu amigo Roberto Teixeira", escreveu o colunista.

Teixeira contesta Merval e diz que sua honra e sua imagem foram atingidas. "O fato de eu haver emprestado um imóvel ao Sr. Luiz Inácio Lula da Silva no final da década de 80 não configura qualquer ilegalidade e muito menos se contrapõe ao fato deste último haver afirmado que não participou de qualquer ato ilegal ao longo de sua vida pública", diz ele.

Leia, abaixo, a íntegra do pedido de direito de resposta, apresentado pelo advogado Cristiano Zanin Martins:
Ref: Direito de Resposta (Lei nº 13.188/2015).


ROBERTO TEIXEIRA, brasileiro, casado, advogado, portador da Cédula de Identidade RG nº 3104174/SSP, inscrito no CPF sob o nº 335.451.038-20, com endereço na Rua Padre João Manuel, 755, 19º andar, São Paulo (SP), vem à presença de Vossa Senhoria, por meio do advogado infraassinado (doc. 01), exercer, com fundamento na Lei Federal nº 13.188/2015, o DIREITO DE RESPOSTA em relação à coluna intitulada “No mundo da(o) Lu(l)a”, publicada em 20/11/2015 no jornal “O Globo”, subscrita pelo jornalista Merval Pereira (“Coluna”), pelos fatos a seguir aduzidos.


No bojo da Coluna, o jornalista Merval Pereira fez expressa referência ao nome do Requerente no trecho a seguir transcrito: 


“Por fim, Lula garantiu que, desde que era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, na passagem pela Presidência e até hoje, nunca ninguém lhe ofereceu “nem uma pêra”. Mas é fato sabido, e nunca desmentido, que Lula morou durante anos em uma casa de seu amigo Roberto Teixeira. E hoje um filho de Lula mora em um apartamento de uma empresa ligada ao mesmo Roberto Teixeira” (destacou-se). 


A Coluna trata de entrevista concedida pelo ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao jornalista Roberto D’Avila, na última quarta-feira (18/11/2015).


Durante a aludida entrevista, o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que ninguém jamais lhe ofereceu “nem uma pera” ao afastar a sua participação na prática de atos ilegais.


Para tentar fazer um contraponto a essa posição, Merval Pereira afirmou na Coluna que “Lula morou durante anos” em um imóvel de minha propriedade. 


É verdade que o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva morou em um imóvel de minha propriedade no final da década de 80. Esse imóvel estava desocupado há 02 (dois) anos e havia uma preocupação em relação à segurança de Lula no imóvel onde ele morava anteriormente.


O empréstimo desse bem não importa qualquer constrangimento e muito menos indica a prática de qualquer ato ilegal, ao contrário do que Merval pretendeu afirmar. No início da década de 80, conheci o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ele era um líder sindical e eu era Presidente da Subsecional de São Bernardo do Campo da Ordem dos Advogados do Brasil. Ali nasceu uma amizade verdadeira e desinteressada.


Não posso ser julgado pelo fato desse amigo haver se tornado Presidente da República muito tempo depois. O fato de eu haver emprestado um imóvel ao Sr. Luiz Inácio Lula da Silva no final da década de 80 não configura qualquer ilegalidade e muito menos se contrapõe ao fato deste último haver afirmado ao jornalista Roberto D'Avila que não participou de qualquer ato ilegal ao longo de sua vida pública.


Portanto, a publicação feita por Merval Pereira atenta contra o meu nome e contra a minha imagem. O fato de eu haver emprestado um imóvel ao Sr. Luiz Inácio Lula da Silva no final da década de 80 não configura qualquer ilegalidade e muito menos se contrapõe ao fato deste último haver afirmado que não participou de qualquer ato ilegal ao longo de sua vida pública.


Assim, sendo claro o enquadramento da situação acima descrita no quanto dispõe o caput art. 2º da Lei nº 13.188/2015, bem como de seu parágrafo primeiro, requer-se, mediante publicação do inteiro teor do texto anexo no prazo de 07 (sete) dias, no mesmo espaço e com os mesmos caracteres, conforme previsto no art. 5º do mesmo Diploma, sob pena de configuração de interesse jurídico para a propositura de ação judicial para essa finalidade. São Paulo, 17 de novembro de 2015.


CRISTIANO ZANIN MARTINS OAB/SP 172.730

No 247
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A fuga dos Coxinhas Golpistas do acampamento em Brasília

Derrotados On line



Rodrigo Pilha
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Aécio ganhou páginas amarelas da 'Veja' após emprestar aeronaves de Minas a Civita

Entrevista em 3 de abril de 2010 tinhas perguntas elogiosas ao tucano, e sob medida para atacar os seus principais adversários políticos

Objetivo da publicação era a promoção da candidatura
 de Aécio ao Senado em 2010
A edição da revista Veja que chegou às bancas em 3 de abril de 2010 dedicou três páginas em espaço de destaque de entrevistas da publicação, chamado de páginas amarelas, ao atual senador Aécio Neves (PSDB-MG). Foi uma entrevista em que todas as perguntas eram elogiosas ao tucano, e sob medida para atacar os principais adversários políticos. Observando o texto, nota-se que o objetivo era a promoção da candidatura de Aécio ao Senado naquele ano.

O subtítulo começou com um conveniente anúncio político: "O tucano Aécio Neves confirma que concorrerá ao Senado (...)". O uso da palavra anúncio pode ser empregado mais no sentido de propagandear do que de novidade jornalística, já que desde dezembro do ano anterior o tucano repetia em todas as declarações e entrevistas que se candidataria a senador.

O que a revista e o entrevistado não informaram ao distinto público é que uma semana anterior o tucano, ainda no cargo de governador, promoveu uma farra aérea com dinheiro público do contribuinte de Minas Gerais para o casal Roberto Civita, dono da revista, falecido em 2013 — que teve até a presença de Aécio chorando no enterro.

No final de semana de 27 e 28 de março de 2010, o então governador Aécio deu o helicóptero oficial do Estado de Minas exclusivamente para levar Roberto Civita e sua mulher de Belo Horizonte a Brumadinho, para o casal passear visitando o museu de Inhotim. Já publicamos aqui alguns detalhes sobre a inconveniência deste fato.

Revista e entrevistado não informaram que o tucano, ainda governador,
promoveu farra aérea com dinheiro público
Após esse passeio, Aécio ciceroneou o casal de amigos em outro passeio a São João Del Rey, em outra aeronave oficial do governo mineiro, um jatinho Learjet. No domingo (28), o casal Civita voou no helicóptero oficial de volta ao Aeroporto Internacional de Confins. No sábado seguinte, dois jornalistas da revista assinaram a entrevista com o então candidato ao Senado.

Imagine se um diretor da Petrobras durante um governo petista emprestasse um avião da empresa, pago com dinheiro da empresa, para um empresário de mídia passear e depois ganhasse uma simpática entrevista na semana seguinte ao se lançar candidato a um importante cargo eletivo? Como os investigadores da Operação Lava Jato tratariam o caso?

A troca de gentilezas às custas do erário, o toma-lá-dá-cá, seria criminalizado, tratando-o como vantagem indevida?

Se não fosse Aécio, se não fosse tucano, e se não envolvesse a revista Veja, é bem possível que, no mínimo, fosse aberta uma investigação e um processo para ressarcir os cofres públicos com o dano causado ao erário.

Em vez disso o que vemos é o filho e sucessor de Roberto Civita, Giancarlo Civita anunciando que abrirá a palestra do juiz Sérgio Moro na Associação Nacional dos Editores de Revistas.

Por ironia, Aécio disse na entrevista à Veja: "Os gregos diziam que a política é a amizade entre vizinhos. Quando traduzimos para hoje, estamos falando da capacidade de construir, com alianças, o bem comum". Parece que Aécio levou bem a sério a política de "amizade" e aliança com os empresários de mídia, e o bem comum aos interesses empresarias e políticos de ambos.

Para quem não conhece o negócio de mídia, é comum empresas do setor fazerem permuta de anúncios em troca de serviços. Exemplo: um plano de saúde, em vez receber pagamento em dinheiro por um plano empresarial para os funcionários da empresa, troca por anúncios.

Escondido por trás da liberdade de expressão assistimos permutas constantes entre empresários de mídia e políticos. Bons negócios para empresários de mídia com recursos públicos aparecem refletidos na forma de uma linha editorial simpática a quem os atendem.

Antes do mensalão do DEM, o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda também teve uma entrevista laudatória nas páginas amarelas da revista Veja logo após fazer assinaturas em massa da publicação para escolas estaduais. O governador Geraldo Alckmin também adotou esta prática de comprar assinaturas em massa tanto da revista Veja como de outros jornais e revistas da imprensa tradicional para escolas estaduais. Conta com uma blindagem editorial que sempre preserva sua imagem política, mesmo diante de escândalos de corrupção do tamanho do metrô paulistano, que afeta milhões de pessoas todo dia, mesmo diante de fracassos administrativos gritantes como o que levou ao racionamento de água não oficializado, e mesmo diante de decisões catastróficas para o futuro de gerações como fechar escolas estaduais e superlotar salas de aula.

O autor do livro "A privataria tucana", o jornalista Amaury Júnior, em um debate sobre o livro foi perguntado sobre novos projetos de jornalismo investigativo e disse ter tomado conhecimento de que havia governadores que incluíam nas negociações de incentivos fiscais para indústrias acordos informais para as empresas anunciarem na imprensa "amiga".

Hoje os veículos de mídia tradicional, em crise, se reposicionam para fornecer conteúdo jornalístico pago. Isto é, fazer matérias com a cara de reportagem, porém encomendadas por anunciantes visando atrair consumidores para seus produtos. Dizem os veículos que tais matérias terão aviso ao leitor que se trata de matéria paga.

Seria bom que a Justiça Eleitoral obrigasse que matérias políticas pagas com favores também fossem incluídas aí com honestidade e transparência. E que fossem contabilizadas nas prestações de contas dos respectivos partidos em vez pendurar nos cofres públicos.

Helena Sthephanowitz
No RBA
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Homem que promete “carnificina” diante do Congresso é colecionador de armas e atirador


O tiozinho que aparece em O Globo e no Estadão prometendo “uma carnificina” caso os acampados diante do Congresso sejam forçados a sair do gramado diante do Congresso pode ser uma maluco, mas não é um louco inofensivo.

Felipe Porto, em seu currículo, diz-se “colecionador de Armas (CRT 50.140 – 11ª Região Militar), Atirador Esportivo”. Aliás, é com uma camiseta da Federação de Tiro do Distrito Federal que se exibe em O Globo.

Tem, portanto, armas e experiência com elas.

Quando este cidadão diz que recorrerá a “reforço armado” e promete “uma carnificina”, mesmo que seja um louco, não se pode deixar de ver o quanto é perigoso.

pucciO  Ministério da Defesa pode e deve, conforme o autoriza a Portaria 24 do Departamento de Material Bélico, de outubro de 2000. Se não estiverem no local declarado como de guarda, terá de exibir as guias de transportes a que está obrigado.

No Facebook, saúda a chegada ao acampamento de  Pláucio Pucci, que este blog mostrou, há tempos, convocando lutadores e marombeiros para “grudar no chão” quem atrapalhasse uma passeata coxinha. Cidadão que se exibia, aliás, em páginas extra-oficiais da Polícia Federal.

A imagem está aí ao lado.

As autoridades brasileiras, com a sua leniência, estão se expondo a uma tragédia.

Não pode haver tolerância com ameaça de armas, ponto final.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Em Brasília, o alvo é a democracia

http://www.maurosantayana.com/2015/11/em-brasilia-o-alvo-e-democracia.html


Esta semana, o encontro de uma manifestação de mulheres negras contra a violência e o racismo e um grupo de golpistas acampados em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, quase acabou em tragédia, quando um ex-policial maranhense reformado — já preso antes no mesmo local, alguns dias antes — e um policial civil do Distrito Federal foram detidos depois de disparar suas armas.

Os golpistas — infiltrados por malucos e por provocadores armados que sabem muitíssimo bem o que estão fazendo — que acamparam em frente ao Congresso Nacional com um general de brinquedo, não querem o impeachment nem uma intervenção militar.

Cansados de saber que o apoio a essas teses está, ao menos nas manifestações, minguando a olhos vistos, eles estão — como já poderia ter sido detectado há muito tempo pelos órgãos de inteligência, como a ABIN — munidos de revólveres, picadores de gelo, de soco inglês, de bastões e de impunidade — só falta o apoio declarado das forças policiais que deveriam coibi-los — aguardando que se produzam as primeiras mortes, uns cinco ou seis cadáveres, de preferência, em um eventual confronto, com vítimas de parte a parte, para que a Nação se incendeie.

Cabe ao Congresso, ao Governo Federal, se necessário, com a convocação de tropas do Exército, proibir, até segunda ordem, indiscriminadamente, a realização de manifestações de qualquer natureza ou orientação ideológica, fechando e controlando o acesso à Esplanada dos Ministérios.

Onde estão o Senado, a Câmara dos Deputados, a Presidência da República, o Ministério da Justiça, os órgãos de inteligência, o Governo do Distrito Federal, a Corregedoria da Polícia Civil desse governo, e a Polícia Federal?

Alguém imagina que a presença de “manifestantes” armados em frente à Casa Branca, em Washington, ou na Praça Vermelha, em Moscou, ou na Praça da Paz Celestial, em Pequim — e a sua prisão, para serem liberados, horas depois, depois de terem sido simplesmente “ouvidos” — seria tolerada, ou vista, em alguma circunstância, como “normal”?

A Guerra Civil da Ucrânia, que já gerou milhares de mortos e esfacelou — até geograficamente — o país, começou com a instalação de acampamentos neonazistas na Praça Maidan, seguida da infiltração de atiradores fascistas nos telhados, que dispararam contra a multidão, para acender a centelha que deu início a um conflito generalizado que ainda não terminou.

Quem pariu Mateus que o embale.

A responsabilidade de desarmar a bomba da violência antidemocrática é, em primeiro lugar, da oposição,

Foi a oposição que apostou na criminalização e na judicialização da política, com a distorção e condenação, aos olhos de uma minoria radical, despolitizada e ignorante, de práticas que eram useiras e vezeiras — como diz o ditado — no sistema presidencialista brasileiro.

Entre elas, o recurso ao Caixa 2; o financiamento de coligações de apoio; e as doações empresariais de campanha, acreditando, piamente, que isso iria atingir apenas o governo, sem se voltar, como um bumerangue, como já está ocorrendo, contra si mesma.

E, em segundo lugar, a responsabilidade é do governo.

Por não ter reagido, desde o início — como não o fez até agora — aos insultos individuais lançados contra certas lideranças e a própria Presidente da República, assistindo passivamente à escalada cotidiana, semanal, de ódio e de desinformação, e aceitando — porque quem cala, consente — a condição de ladrão, terrorista, e outros termos impublicáveis, com que têm sido brindados, por internautas, com nome e sobrenome, na internet, sem nenhuma reação do ponto de vista jurídico.

E, como se isso não bastasse, o governo pecou também por incompetência, ao não apresentar — ao menos em rede nacional de televisão — a formulação e defesa do projeto, que, bem, ou mal, tentou estabelecer para o país nos últimos anos.

Um programa que estava baseado, entre outros pontos, no fortalecimento diplomático do país, com a liderança da integração latino-americana, e a criação do Grupo dos BRICS, e conquistas como a presidência da FAO e da Organização Mundial do Comércio.

Na recuperação dos fundamentos macroeconômicos, com a diminuição da dívida pública líquida, e da dívida externa — com o enxugamento dos títulos denominados em moeda estrangeira — e o aumento, em mais 1000% das reservas internacionais.

E na expansão da safra agrícola; da produção de energia e da exploração de petróleo; a recuperação, com o PAC, da infra-estrutura, com a construção de portos, refinarias, grandes hidrelétricas; e no planejamento e execução do maior esforço de rearmamento das Forças Armadas do país em 500 anos de história.

Como estamos alertando há anos, exaustivamente — nós e outras vozes isoladas — se o golpismo tivesse sido combatido desde o começo, com base na legislação vigente — a apologia à quebra do Estado de Direito é crime, vide o artigo quinto da Constituição Federal, que diz XLV — "constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; a Lei de Segurança Nacional, que considera, no Artigo 22, crime "fazer, em público, propaganda: I — de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política ou social; e o Artigo 23, I — que se refere à incitação, I — à subversão da ordem política e social; II — à animosidade entre as Forças Armadas ou entre estas e as classes sociais ou as instituições civis; ou, III — à luta com violência entre as classes sociais, e próprio Código Penal, sobre a incitação ao crime — pelos Três Poderes da República, a serpente não teria eclodido, e não estaria presente, armada e desafiadora, provocando o Estado e a Nação, na praça que leva o seu nome.

Na imposição de limites que não devem ser ultrapassados, o governo poderia aprender com o Exército, que, outro dia, simplesmente proibiu a presença de certo expoente da extrema direita que vive no exterior em sua página de comentários, por este estar insultando — como se estivesse na Casa da Mãe Joana — o Comandante da força, General Villas Bôas.

O pior de tudo, é que a maior vítima de tudo isso, não são nem o governo, nem a oposição, apesar de desmoralizados — até mesmo por apedrejamento mútuo e intestino — aos olhos de parte da população, mas a própria Democracia, também execrada e vilipendiada, sem resposta, ou quase nenhuma defesa, nos grandes portais da internet e redes sociais, enquanto o fascismo — ansioso para receber de braços abertos os escombros da República — milita com competência nesses espaços e fora deles, em franca e aberta campanha para as eleições presidenciais de 2018, sem denúncia nem fiscalização por parte de quem quer que seja.
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15 razones por las que la OTAN acabó con Gadafi y otras 15 por las que quiere acabar con Al Assad


La prosperidad de Libia fue arrebatada a su pueblo tras la invasión imperialista de 2011. Con ella, desaparecieron todos los progresos que había traído al país la Jamahiriya (“gobierno de las masas populares por ellas mismas y para ellas mismas”). La Jamahiriya era una forma superior de democracia directa con el “Pueblo como Presidente”. Las flores de la Libia Verde se marchitaron a causa del apetito devorador de las potencias imperialistas que querían repartirse el suculento pastel tras la vergonzante invasión al país que convertiría a la democracia mas prospera de África en una ruina en todos los sentidos. Mientras el pueblo libio manejó el timón de su propio país, pudo disfrutar de las siguientes e inimaginables ventajas en la Libia de hoy:

1. La electricidad era gratuita en Libia para todos los ciudadanos.

2. Los préstamos eran sin intereses en los bancos estatales para todos los ciudadanos, por ley.

3. La casa propia era considerado un derecho humano en Libia.

4. A los recién casados se les asignaba lo equivalente a 50 mil dólares estadounidenses para la adquisición de su primera vivienda. El gobierno fomentaba la formación de las familias.

5. Educación y salud eran gratuitos en Libia. Antes de Gadafi, solo el 25% de los libios sabía leer; en la actualidad la cifra es del 83%.

6. A los libios que elegían dedicarse a la agricultura se les asignaba tierras, vivienda para su establecimiento en el lugar, herramientas, semillas y ganado para que pudieran empezar sus propias granjas.

7. Si un libio deseara educarse o recibir tratamiento médico en el extranjero, se le asignaba lo equivalente a 2.300 mil dólares estadounidenses al mes para solventar alojamiento y transporte.

8. El gobierno subsidiaba la adquisición de automóviles en un 50% del valor total.

9. La nafta en Libia costaba con Muamar Gadafi lo equivalente a 14 centavos de dólar estadounidense.

10. Si al graduarse en la universidad un libio no conseguía empleo, el gobierno le pagaba un salario promedio hasta que consiguiera la colocación adecuada a la educación recibida.

11. Libia no tenía deuda externa y las reservas de su Banco Central, estimadas en unos 150 mil millones de dólares estadounidenses, fueron repartidas como botín de guerra entre las potencias que ocuparon el país.

12. Todos los libios participaban directamente de las regalías del petróleo, siéndole depositado el dinero a cada ciudadano en su cuenta corriente.

13. Por cada hijo concebido, a las mamás se les asignaban lo equivalente a 5 mil dólares estadounidenses

14. El 25% de los libios poseían título universitario.

15. Libia es un país desértico y Gadafi puso en marcha el proyecto Gran Río Artificial, que es la trasposición de agua más grande del planeta y aseguraba el abastecimiento de agua a todos los ciudadanos y a la agricultura del país.

Como hicieron con Gadafi, quieren hacer de nuevo con Al Assad. En una mal llamada guerra civil que ya se alarga por 4 años, EE.UU. y la OTAN quieren hacer de Siria la nueva Libia, rapiñando con todo a su paso. Han hecho, están haciendo y harán uso de todas las calculadoras tácticas o mercenarios a su servicio que sean necesarios para el cumplimiento de su inmoral y detestable fin. ¿Las razones?

1. En Siria no existe el Banco Central Rotchild.

2. Siria no tiene deuda con el Fondo Monetario Internacional, con el Banco Mundial ni con nadie mas.

3. Siria ha prohibido los alimentos transgénicos y el cultivo e importación de los mismos.

4. La población esta bien informada y discute con frecuencia el establecimiento del Nuevo Orden Mundial.

5. Siria tiene grandes reservas de hidrocarburos.

6. Siria se opone al sionismo y al criminal apartheid israelí.

7. Siria es la ultima nación laica del Medio Oriente. Siria es el único país árabe con una Constitución Laica y no tolera los movimientos extremistas islamistas. Alrededor del 10% de la población siria pertenece a alguna de las muchas ramas cristianas presentes desde siempre en la vida política y social. En otros países árabes la población cristiana no llega al 1% debido al hostigamiento sufrido.

8. La familia Al Assad pertenece a la tolerante orientación alawí del Islam.

9. Las mujeres sirias tienen los mismos derechos que los hombres al estudio, salud y educación.

10. En Siria las mujeres no tienen la obligación de llevar el Burga. La Sharia (ley Islámica) es inconstitucional.

11. Siria es el único país del Mediterráneo que sigue siendo propietario de su empresa petrolera, que no la ha querido privatizar. Sus reservas petroleras se estiman en unos 2.500 millones de barriles.

12. Siria tiene una apertura hacia la sociedad y cultura occidental como ningún otro país árabe.

13. A lo largo de la historia 5 Papas fueron de origen sirio. La tolerancia religiosa es única en la zona.

14. Antes de la guerra civil Siria era el único país pacífico en la zona sin guerras ni conflictos internos.

15. Siria es el único país del mundo que ha admitido refugiados iraquíes sin ninguna discriminación social, política ni religiosa.

La resistencia de Siria sirve de ejemplo para los pueblos del mundo y su victoria final representaría una esperanza de liberación para ellos.

No Diario Octubre
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'No SBT, não pode falar de política', diz Silvio Santos a Sheherazade

Apresentador também pergunta à jornalista em seu programa dominical por que ela não se dedica mais a assuntos que dão audiência, como a vida das celebridades


O sempre sem filtro Silvio Santos vai atacar novamente neste domingo, durante seu programa no SBT. O apresentador vai receber, entre outros convidados, a jornalista Rachel Sheherazade, âncora do SBT Brasil, para o jogo Não Erre a Letra. No meio da conversa, o patrão vai comentar, em tom de brincadeira, a postura da emissora de admitir tom neutro ao falar sobre política.

"Aqui você não pode falar em política. O SBT não se mete em política. O SBT é uma estação de entretenimento", diz Silvio a Rachel. "Se você quer falar de política vai falar na Record, vai falar na Band, na Jovem Pan. Aqui é para entretenimento. De vez em quando, no meu programa, eu coloco algumas músicas descobertas pelo Agnaldo (o sonoplasta). Músicas de mais de 30 anos e não mudou nada. São tão atuais como se tivessem sido feitas ontem."

O apresentador também pergunta à jornalista por que ela não se dedica mais a assuntos que dão bastante audiência, como a vida das celebridades. "Pode fazer fofoca dos artistas, tem muito assunto. Por que, ao invés de fazer política, você não faz fofoca da Xuxa?", pergunta para Rachel, que responde que não sabe muito sobre a vida da apresentadora da Record. "Faz fofoca da Xuxa, faz fofoca do Faustão, faz fofoca do Luciano Huck, do Gugu. Gugu é bom para fazer fofoca." A jornalista responde: "Dá Ibope, é verdade".

Durante a conversa, Silvio também fala sobre a saída de Rachel da rádio Jovem Pan, em outubro, e do livro que ela lançou neste mês, O Brasil Tem Cura.
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Se você dobrar um papel ao meio 103 vezes, ele terá a espessura do universo


Dobrar um papel ao meio várias vezes não é tão simples quanto parece: o recorde atual é de Britney Gallivan, que conseguiu dobrar o mesmo papel 12 vezes. Mas se a folha for grande o suficiente — e se você usar bastante energia — é possível dobrá-la quantas vezes quiser. O problema: se você fizer isso 103 vezes, a espessura do papel será maior do que o universo observável. Sério.

Como pode um papel com 0,1 mm de espessura vir a ser tão grosso quanto o universo?



A resposta é simples: crescimento exponencial. Afinal, se você dobrar perfeitamente o papel ao meio, você vai dobrar sua espessura. As coisas começam rapidamente a ficar interessantes:

— ao dobrar o papel pela terceira vez, ele terá a espessura de um prego;

— na sétima dobra, ele terá a espessura de um caderno de 128 páginas;

— com 10 dobras, o papel terá a largura da sua mão;

— após 23 dobras, você chega a um quilômetro;

— após 30 dobras, você pode chegar ao espaço, pois seu papel terá 100 km de altura;

— com 42 dobras, você poderá ir à Lua, e com 51, você vai queimar no sol;

andromeda galaxy

— agora avance para 81 dobras, e seu papel terá 127.786 anos-luz, quase tão grosso quanto a galáxia de Andrômeda (acima), com diâmetro estimado em 141 mil anos-luz;

— após 90 dobras, seu papel terá 130,8 milhões de anos-luz de espessura, maior que o diâmetro do Superaglomerado de Virgem, estimado em 110 milhões de anos-luz. Esse aglomerado contém a Via Láctea, Andrômeda e cerca de 100 outros grupos de galáxias;

virgo supercluster

— e, finalmente, após 103 dobras, você ficará fora do universo observável, cujo diâmetro é estimado em 93 bilhões de anos-luz.

A matemática é maravilhosa, meus amigos, tanto quanto o próprio Universo.

Imagens por Robert Gendler e Andrew Z. Colvin/Wikimedia
No Gizmodo Brasil
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'Há uma operação de enfeitiçamento em curso', diz sociólogo

Em seminário do Fórum 21, professor denuncia que as versões da velha mídia reverberadas pelas redes sociais abalaram a relação entre verdade e ficção

“A mídia não cobre mais os acontecimentos. Ela gera versões e tenta transformá-las em verdade”, alertou o sociólogo Laymert Garcia dos Santos, professor titular do Departamento de Sociologia da Unicamp e membro do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania da USP, que participou da mesa Comunicação e Novas Tecnologias, durante os “Seminários para o avanço social”, promovido pelo Fórum 21, em São Paulo de 9 a 13 de novembro.

De acordo com ele, mesmo após o advento das redes sociais e dos 13 anos de governos petistas, o sistema da comunicação no Brasil é ainda extremamente concentrador e preocupante porque, historicamente, o PT não soube avaliar o real poder da mídia e a esquerda não conseguiu formular uma análise crítica do seu potencial de formação de consensos.

Santos afirma que, desde a década de 80, o PT já contava que, quando chegasse ao poder, teria a velha mídia brasileira ao seu lado, devido à postura dos oligopólios, como as Organizações Globo, de sempre se posicionarem a serviço dos governos de plantão. Mas não foi o que aconteceu. Para agravar, as redes sociais amplificaram o potencial da mídia de repetir versões para transformar fatos em verdade, o que gerou o quadro atual.

“A esquerda não tem uma visão crítica em relação aos meios de comunicação. E se ela não consegue ter essa relação em relação à velha mídia — se o máximo que consegue é propor a democratização e ponto — imagina com as novas mídias”, criticou.

Para o professor, o quadro é de tamanha gravidade que a relação entre verdade e mentira, entre verdade e ficção, está completamente abalada. “Nós chegamos a um ponto em que os ladrões gritam ‘pega ladrão’ para os não-ladrões. E isso cola! É uma inversão de valores gigantesca”, ironizou.

Linguagens totalitárias

O sociólogo sustenta que a dimensão totalitária que a linguagem da velha mídia, reverberada pelas redes sociais, adquiriu no país só encontra precedentes no período pré-nazista e na Guerra Fria. “A mídia é uma parte não só ativa na definição do que acontece, mas é parte ativa na criação de ficções, de versões do que ocorre”, ressaltou.

Para piorar o quadro, a esquerda não consegue sequer reagir aos sucessivos ataques, porque seus instrumentos são poucos e de curto alcance, enquanto os dos oligopólios que dominam a mídia no país vão longe e promovem uma espécie de “enfeitiçamento” contínuo. “Se você coloca só um pouquinho de voz de um lado, não é suficiente para fazer contraponto. A assimetria é enorme”, destacou.

O resultado, conforme ele, portanto, é um campo de versões e mentiras deliberadas, programadas por uma máquina poderosa, que tem uma capacidade de mobilização das mentes das pessoas bastante importante. “Não só a classe média já foi ganha, como também existe a uma capilaridade em setores beneficiados pelas políticas desse governo que começam a se submeter a este enfeitiçamento. Há uma operação de enfeitiçamento em curso”, denunciou.

Como exemplo, Santos cita as pequenas manifestações por impeachment ou a favor de “intervenção militar” que reúnem meia dúzia de manifestantes e um boneco, mas ganham um espaço enorme no noticiário e na agenda política do país, em detrimento de outras muito maiores organizadas pelos movimentos sociais. “Há todo um encadeamento de redes de transmissão que fazem com que não-acontecimentos se tornem acontecimentos, com o objetivo de manter no ar permanentemente a perspectiva de golpe”, alertou.

O não-diálogo

Para o professor, este enfeitiçamento está na base da falta de diálogo que domina o país. “Todo mundo aqui já tentou argumentar com uma dessas pessoas de direita, no sentido de demonstrar os absurdos que ela está dizendo, e bateu em um muro. O esclarecimento não resolve. Não há possibilidade de diálogo nem de discussão, porque o irracional surge. Elas não querem ser esclarecidas. São movidas pelo ódio e o ódio é visceral. E esse ódio é alimentado o tempo todo pela mídia e pelas redes sociais”, argumentou.

Para o professor, o mais grave é que o governo sequer reage a essa ofensiva, tratando essa explosão da linguagem totalitária no país como natural ou próprio da democracia. “Nem corte de grana para emissoras houve. A reação do governo é de submissão e isso estimula o avanço conservador”, acrescentou. Santos sustenta que as forças de esquerda precisam compreender os sinais de perigo e agir. “A linguagem não é só sentido e produção de conteúdo. A linguagem também é ação. E a ação da linguagem totalitária é mobilizar o negativo das pessoas”, denunciou.

O mercado da atenção

Professor de Sistemas de Informação da USP, Mário Moreto Ribeiro, fez uma comparação entre o ambiente do mundo do trabalho e o das redes sociais, que hoje exigem a atenção total do trabalhador/internauta, em uma desgastante briga por sua atenção. “Na internet hoje, o que está em disputa é essa atenção total. Não só o tempo [do internauta], mas a atenção”, afirmou.

Segundo ele, o capital se apropriou do que deveria ser espaço de interação e lazer para os trabalhadores e o transformou em mais uma mercadoria. É por isso que ele classifica o esforço exercido por milhares de usuários das redes sociais para formularem comentários e disputar a atenção de seus seguidores, gratuitamente, é um tipo de trabalho voluntário que contribui para valorizar a marca da empresa, e gerar lucro para o capital.

“Escrever no facebook também é um trabalho. Você gasta tempo, valoriza a empresa. E disputa a atenção dos colegas. Existe um mercado da atenção nas redes sociais. E a gente está disputando esse mercado quando escreve no Facebook. Mas não é um mercado aberto. Ele é controlado por uma empresa”, alertou.

Najla Passos
No Carta Maior
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Como funciona o direito de resposta na Suécia

Imprensa sueca: é vergonhoso não publicar o direito de resposta
Fontes inquestionadamente fidedignas e ilibadas teriam dito que, inapelavelmente, um suspeito deveria ser evidentemente um culpado, dado que haveria ou poderia ou saberia ter cometido um suposto ilícito que seria, com toda a certeza, o pior de que já se teria tido notícia neste nosso mundo irremediavelmente cão.

Mas o que a teoria sueca e a de tantos outros povos admirados diz, sobre um suspeito, é mais simples de entender do que o pujante comércio de quadrúpedes bovinos do presidente do Congresso: um suspeito é, até que evidências factuais indiquem o contrário, apenas um suspeito.

É por esta exótica lógica que o direito de resposta de um indivíduo criticado ou acusado pela mídia, assim como a não divulgação da identidade de um suspeito pelos órgãos de comunicação, são dois princípios sagrados do Código de Ética da Imprensa, do Rádio e da Televisão da Suécia.

Ligo para o Ombudsman da Imprensa, Ola Sigvardsson, e peço a ele que explique o por quê.

“Porque as fronteiras da decência não devem ser cruzadas pela mídia”, responde ele, com a agilidade de um delator.

Tamanha é a preocupação ética da imprensa sueca em não divulgar nomes de suspeitos, que todos os órgãos de comunicação do país recusaram-se a revelar a identidade de Christer Pettersson, o homem acusado de cometer um dos maiores crimes da história da Suécia: o assassinato do primeiro-ministro Olof Palme, morto a tiros em 1986 quando saía de uma sessão de cinema com a esposa, no centro de Estocolmo.

“Ninguém publicou o nome do suspeito pelo assassinato de Palme até o início do julgamento do caso, que ocorreu vários meses após a prisão de Pettersson”, diz Britt Börjesson, especialista da Universidade de Gotemburgo em ética na mídia. Conta Britt que a decisão dos órgãos de imprensa suecos, de finalmente publicar o nome do suspeito, foi uma notícia em si na época.

O ombudsman da imprensa sueca: " As fronteiras da decência não devem ser cruzadas pela mídia”
O ombudsman Ola Sigvardsson: “As fronteiras da decência não devem ser cruzadas pela mídia”
Christer Pettersson, aliás, acabaria sendo absolvido pela Justiça sueca. O culpado pelo crime jamais foi encontrado, e o mistério em torno da morte do primeiro-ministro permanece como um trauma nacional.

O que se vê por aqui, no noticiário sueco, são informações genéricas sobre um suspeito: ele pode ser por exemplo “um homem de 32 anos” ou “uma mulher de 48”. Sem qualquer citação adicional sobre raça, religião, filiação partidária ou algum tipo de pista sobre sua identidade.

“Não é ilegal (publicar nomes). Mas na Suécia achamos que não citar ou publicar nomes de indivíduos suspeitos é uma expressão de boa ética jornalística”, diz Börjesson.

“Quando emissoras de TV ou jornais cruzam essa linha ética e divulgam o nome de um suspeito, os leitores ou telespectadores reagem e reclamam que isto não é ético”, acrescenta ela.

As regras do Código de Ética para a publicação de nomes de suspeitos de crimes recomenda aos jornalistas o exercício da extrema vigilância. O código existe para garantir que a mídia atue com “responsabilidade proporcional ao seu poder de disseminar informação”. Fontes de material jornalístico devem ser verificadas cuidadosamente. Manchetes devem ser condizentes com o teor do texto.

Diz uma das seções do Código, conhecido informalmente nos meios jornalísticos como “Spelregler” (“As Regras do Jogo”):

“Exerça cuidadosa consideração sobre as consequências nocivas que a publicação da identidade de suspeitos pode provocar para estes indivíduos. Evite divulgar nomes, a não ser que a divulgação seja de evidente interesse público”.

“Os editores publicam apenas os nomes de alguns criminosos, mas apenas aqueles criminosos perversos, que representam um perigo para a sociedade”, diz Britt Börjesson.

O mesmo princípio ético rege o exercício do direito de resposta na mídia, para os indivíduos que se sentem acusados indevidamente em matérias jornalísticas.

“Se um indivíduo é submetido a um tratamento aviltante, degradante, ofensivo ou indigno na mídia, ele pode ter o direito de resposta”, diz o Ombudsman da Imprensa.

Não se trata, aqui, da força da lei — mas da robusteza da ética:

“Os veículos de comunicação não são legalmente obrigados a abrir espaço para um direito de resposta. Mas na maior parte dos casos, o direito de resposta é concedido, pois este direito é parte da cultura de nossa mídia. Se um indivíduo é acusado de um malfeito e tem seu nome identificado e divulgado pela mídia, esta mídia deve, segundo o Código de Ética sueco, ser generosa na concessão do direito de resposta”, explica Ola Sigvardsson.

“Ou seja, o direito de resposta a um indivíduo criticado ou acusado pela mídia não está escrito na lei, pois a nossa Lei de Liberdade de Imprensa e de Expressão, que é a mais antiga do mundo (de 1766), garante ampla liberdade aos meios de comunicação. O direito de resposta faz parte de nosso código ético. E o Código de Ética é extremamente importante para a mídia na Suécia”, ressalta ele.

Para o Ombudsman da Imprensa, o direito de resposta é uma prática de importância, já que dá ao indivíduo acusado pela mídia a possibilidade de corrigir eventuais informações errôneas.

O direito de resposta também traz transparência para a sociedade, ao dar voz a indivíduos acusados e evitar assim que o debate na mídia seja unilateral e tendencioso. Isto é bom para a sociedade, e bom para a democracia”, diz Sigvardsson.

Também é possível, evidentemente, contestar afirmações da mídia nos tribunais de justiça.

“Uma coisa não exclui a outra”, pontua o Ombudsman.

O modelo sueco é, por definição, um sistema de auto-regulação voluntária da mídia — mas que se equilibra sobre o alicerce de um sólido conjunto de normas de conduta, e leva em conta a voz do público.

Em 1916, o país criou o mais antigo conselho supervisor de imprensa da história. Um modelo pioneiro, que viria a inspirar a criação de organismos de auto-regulamentação da mídia em diversos países.

Os guardiões da ética na imprensa sueca são o Ombudsman da Imprensa e o Conselho de Imprensa (Pressens Opinionsnämnd).

O Ombudsman, também uma invenção sueca, é a face pública do sistema. Ele atua como o primeiro filtro das queixas relacionadas à mídia, e tem poderes para mediar correções e direitos de resposta nos jornais. Casos mais complexos são examinados pelo Conselho em seu conjunto.

O Conselho de Imprensa sueco é formado por 32 integrantes: além dos quatro juízes da Suprema Corte que se revezam na presidência, a composição do órgão é equilibrada entre 16 representantes das organizações de mídia e 12 membros do público em geral. Para o rádio e a TV sueca, o sistema de auto-regulação segue os moldes do modelo adotado na imprensa.

“Divulgar em suas páginas ou na voz de um locutor a resposta de uma pessoa acusada de algum fato não é ruim para a mídia, e na Suécia isso não significa uma derrota. Dar o direito de resposta a um indivíduo é simplesmente boa prática jornalística”, diz o Ombudsman.

O que é considerado vergonhoso, segundo Sigvardsson, é não publicar um pedido de resposta, e ser criticado por isso pelo Conselho de Imprensa:

“Isto, sim, é extremamente vergonhoso”, diz o Ombudsman da Imprensa, “porque demonstra que você violou o Código de Ética. E porque quando as críticas do Conselho são publicadas em um jornal, ele perde a credibilidade junto aos seus leitores, que não toleram ver este tipo de conduta.”

Também aqui, não se trata do poder da lei — e sim do vigor da ética: a mídia sueca não é legalmente obrigada a publicar as críticas dirigidas a ela pelo Conselho de Imprensa. Mas ela faz isso.

“Em mais de 99% dos casos, a mídia sempre divulga os comunicados nos quais é criticada por má conduta ética”, aponta Sigvardsson.

Nem sempre, porém, a mídia é criticada. Em 2012, a própria Rainha Silvia da Suécia submeteu uma queixa ao Ombudsman da Imprensa (PO, na sigla em sueco).

Diversos jornais haviam reproduzido imagens de uma montagem fotográfica que mostrava a Rainha — filha de mãe brasileira e pai alemão — ajoelhada no chão, aparentemente tentando apagar, a golpes de esfregão, o símbolo da suástica. Ao fundo, o Rei Carl XVI Gustaf era representado ao lado de várias personalidades da Suécia, pronto para deglutir uma pizza servida sobre o corpo nu de uma mulher com quem o monarca teria mantido uma relação extraconjugal.

A queixa real, em que a montagem foi descrita como ofensiva e dolorosa, foi rejeitada pelo Ombudsman da Imprensa, Ola Sigvardsson.

“Trata-se de uma sátira”, respondeu na época o editor Daniel Suhonen na revista Tiden, uma das publicações que haviam divulgado a foto da montagem. “O rei é o chefe de Estado, e deve estar preparado para ser criticado enquanto for rei. Não faz parte do nosso trabalho manter o rei feliz”.

Claudia Wallin
No DCM
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Ayres Brito, o que garantiu sua imagem à custa da imagem das vítimas


O ex-Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ayres Britto é o principal responsável pela Lei de Direito de Resposta que ele critica na Folha (clique aqui).

A entrevista ocultou a questão de que, hoje em dia, Ayres trabalha para grupos e associações de mídia. No STF sempre defendeu os interesses desses grupos.

Pior: assumiu essa posição depois de denúncias sobre uma suposta articulação entre ele e seu genro oferecendo proteção a políticos encrencados com a Lei da Ficha Limpa. O genro procurava o político e oferecia o estratagema: como Ayres tinha sido a favor da Lei, bastaria contratar o genro para ele se declarar impedido e o acusado ter um voto a menos contra.

O golpe foi denunciado pelo ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz. Saiu na mídia. Nos dias seguintes, Ayres tornou-se o principal defensor dos grupos de mídia no STF a ponto de liquidar com o Direito de Resposta. E nunca mais se tocou no caso do genro.

Para liquidar com a Lei de Imprensa, valeu-se de um estratagema malicioso: tratou a lei como fruto do regime militar e, portanto, draconiana. Deixou de lado o fato de que o Direito de Resposta, previsto em lei, nada tinha de draconiano e se constituía na única defesa, ainda que bastante frágil, dos atingidos pela mídia.

Quando questionado sobre o direito de resposta, limitava-se a um sofisma: era um direito constitucional, portanto continuava valendo. De nada valeram os alertas de Marco Aurélio de Mello que, se fossem suprimidas as formas de se buscar o direito, ele se tornaria de difícil aplicabilidade.

No mesmo período, Ayres montou um grupo no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) composto por representantes da ABERT (Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão) e da ANJ (Associação Nacional dos Jornais) visando exclusivamente coibir ações consideradas severas demais contra grupos de mídia.

Em nenhum momento, esse grupo atuou a favor do jornalismo dos blogs — alvos de ações de indenização por parte dos mesmos grupos de mídia.

Concedeu diversas entrevistas no período, em todas elas tratando a liberdade de imprensa como valor absoluto, em nenhuma delas tratando das responsabilidades da mídia ou se referindo às vítimas dos abusos de imprensa.

Na época, escrevi uma carta aberta a ele. 


Em que mundo o senhor vive? O senhor tem feito o jogo do jornalismo mais vergonhoso que já se praticou no país, usurpado os direitos de centenas de pessoas que buscavam na Justiça reparação contra os crimes de imprensa de que foram vítimas. E não para, não se informa, não aprende, não consegue pisar no mundo real, dos fatos.

No poder judiciário, o senhor tornou-se o principal responsável pelo aprofundamento inédito dos vícios jornalísticos. Sua falta de informação, sua atração pelo aplauso fácil, fez com que olhasse hipnotizado para os holofotes da mídia e, ao acabar com a Lei de Imprensa sem resolver a questão do Direito de Resposta, deixasse de cumprir seu dever constitucional de zelar pelos direitos individuais de centenas de vítimas de abusos da imprensa.

Centenas de pessoas sendo massacradas pelo jornalismo difamatório e o senhor ainda vem com essa história de defender a mídia das decisões de juízes de primeira instância.

Ele me convidou para um almoço em Brasília. Cobrei dele as entrevistas e sua resposta foi cândida: sempre falo dos direitos da imprensa e dos deveres; mas a imprensa só publica a primeira parte.

O que me obrigou, com todo respeito, a lembrar a piada da moça atacada pelo tarado. Quando foi?, indaga a mãe. Antes de ontem, ontem e hoje.

O segundo encontro foi em um Congresso da OAB nacional no Rio de Janeiro, para um público de mais de 500 pessoas. Participamos de uma mesa com mais palestrantes.

Na palestra de Ayres Britto, loas à liberdade de imprensa como valor maior. Não teve a grandeza sequer de apontar os vícios da mídia, a busca do sensacionalismo, o desrespeito generalizado à reputação, as jogadas políticas.

Apresentei meu trabalho com um Power Point. Em um dos trechos falei dos estratagemas da mídia, um dos quais era o Mito dos Homens Bons, as figuras tornadas poços de virtude por fazer o jogo da mídia. Enquanto falava, iam entrando as fotos dos varões de Plutarco: Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, José Serra, ACM, Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres e, por último, Ayres Britto.

Não pronunciei seu nome. Apenas o relacionei na lista dos heróis de mídia.

Pois Ayres pediu a palavra e ficou por 8 minutos discorrendo sobre os votos progressistas que deu no STF e para explicar que um Ministro precisa ser julgado por seus votos, não por suas palavras.

O empenho dele em responder a uma tela que meramente o apontava como um dos Homens Bons da mídia dá um pequeno exemplo de como os dados à imagem afetam as pessoas. Ali no evento, tomou a palavra por 8 minutos para se explicar.

Sabe a que ele recorreu? Ao Direito de Resposta. E recorreu, mesmo sem ter sido mencionado expressamente, porque considerou que a imagem que construiu tinha sido afetada pela mera inclusão dele na lista dos heróis da mídia.

Uma pessoa com tal suscetibilidade com sua própria imagem não é capaz de emular os direitos e os problemas das vítimas da mídia? Não, porque, no seu caso, a construção da imagem pública foi feita à custa do comprometimento da imagem de terceiros, vítimas atrozes da mídia, e que foram rifadas por Ayres em troca da sua blindagem.

Terminei a apresentação com uma análise de caso: como a mídia, orquestrada por Serra, tinha procedido ao assassinato de reputação de Gabriel Chalita.

Ao final, fui ovacionado de pé pelo público, não pelas virtudes da palestra, mas pela urgência do tema, a impotência generalizada ante os abusos recorrentes da mídia.

No final, o presidente da mesa fez uma breve enquete sobre a necessidade de regulação da mídia. Apenas um advogado do público se declarou contrário.

Conto isso para mostrar como se dá esse jogo.

Os jornais esmeram-se em apresentar os defeitos da Lei. Não permitem o contraponto. Ayres foi transformado em figura pública graças ao seu comportamento pró-mídia. Agora, se vale do capital de imagem angariado, construído pela mídia, para se apresentar como um ex-Ministro supostamente neutro falando sobre o assunto. Nenhum contraponto, nenhum argumento dos que são a favor da Lei, nenhuma menção aos crimes da mídia, nenhuma proposta alternativa.

Foi graças à total insensibilidade de Ayres que abriu-se espaço para o pior jornalismo já praticado no Brasil e, como reação, uma lei de direito de resposta mais severa. No fundo, Ayres Brito é o pai da nova Lei de Direito de Resposta.

Luís Nassif
No GGN
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Pesquisa propõe aproveitamento da lama de rejeitos da mineração

Separação dos materiais dos rejeitos de minério (foto 1) e produção de blocos de concreto a
partir da lama (foto 2), ao lado de um bloco convencional
Foto: Divulgação RECICLOS-CNPq

O Grupo de Pesquisas RECICLOS-CNPq da Ufop vem desenvolvendo nos últimos anos, diversos trabalhos relacionados aos rejeitos da mineração e a utilização da lama. Essas pesquisas apontam para alternativas que poderiam contribuir para a minimização dos impactos ambientais bem como redução dos riscos potenciais das barragens de rejeitos de minério de ferro.

Segundo o coordenador do projeto, Prof. Ricardo Fiorotti, trata-se basicamente de “soprar” a lama e separar os materiais nela existentes — tanto o material bruto quanto o material processado. Esse processo possibillita a incorporação de até 80% da lama no lugar de areia na produção de materiais para a construção civil. Os novos produtos são eficientes também do ponto de vista da utilização. O projeto já produziu concreto, argamassa, tijolos e bloco de pavimentação (foto). “Todas essas produções são idênticas ao convencional. A única diferença está na cor, que é avermelhada”, explica o professor.

Com essas pesquisas, a equipe vê uma forma de contribuir com a minimização dos impactos das barragens de rejeitos da mineração e se coloca à disposição para oferecer o serviço de forma gratuita. A ideia é encontrar uma oportunidade de transformar a lama em uma atividade econômica. “Nós não queremos nenhum financiamento. A intenção é beneficiar a sociedade, propondo soluções. Muito é possível se fazer com esses rejeitos”, explica Fiorotti.

Danielle Campez
No UFOP
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