30 de out de 2015

Tucano Beto Richa aplica 171

Richa entrega ônibus, mas não conta que são do programa de Dilma

Beto Richa entrega ônibus escolar, mas não conta que são do MEC
O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB) fez cortesia com o chapéu alheio. Nesta terça-feira (23), o tucano distribuiu 20 novos ônibus escolares que irão transportar 5.770 estudantes de 20 municípios do estado, um programa do governo federal, mas, no entanto, o governador não citou um detalhe, que os veículos foram doados pela União.

Tanto nas redes sociais, como na página virtual oficial da Agência Estadual de Notícias, do governo do estado, nenhuma referência ao governo federal — que pagou a conta.

O valor total do investimento é de R$ 5,1 milhões (cada ônibus custa R$ 255 mil), recursos do Programa Brasil Profissionalizado, convênio com o Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional (FNDE) do Ministério da Educação.

Segundo o blogueiro Esmael Moraes, a entrega dos ônibus é mais um esforço do Palácio Iguaçu para retomar a “agenda positiva” do governo, que amarga perto de 100% de rejeição.
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Desta vez não dá

O desvairado ataque midiático movido a ódio de classe trai a fraqueza e o desespero da casa-grande

Este cidadão gosta da vida
Transcrevo o primeiro período do editorial do Estadão de quarta 28: “Não se pode dizer que tenha causado surpresa o fato de a Operação Zelotes da Polícia Federal ter estendido suas investigações à empresa de um dos filhos de Luiz Inácio Lula da Silva e convocado a prestar depoimento seu fiel acólito, Gilberto Carvalho”. Na mosca.

De fato, não causa surpresa alguma que a Zelotes ganhe subitamente a atenção nunca merecida. Tampouco causaram as retumbantes manchetes tanto do próprio Estadão quanto da Folha de S.Paulo que na terça 27 celebraram o evento. Há uma operação em curso, contudo, a transcender os alcances da Zelotes e quaisquer outras. A Operação Anti-Lula, Anti-Dilma, Anti-PT, precipitada por um afã destruidor capaz de atentados à verdade factual e aos valores e princípios democráticos e republicanos.

O empenho é tanto que um mero boato espalhado pelos apaniguados (ou seriam acólitos?) de Eduardo Cunha, intérpretes do seu espírito ardiloso, a respeito da viabilidade técnica do impeachment, move as manchetes da quarta 28, para que o próprio presidente da Câmara as desminta na manhã do mesmo dia. Ele avisa, com a expressão de Buster Keaton, não ter nada a ver com o rumor. Ah, sim, Keaton: grande ator cômico do passado remoto que jamais sorria.

A Operação a serviço do ódio de classe é ampla e complexa, conta com a instrumentação da mídia nativa e evoca situações pregressas. Não é por acaso que o editorial do Estadão, que me inspira de saída, intitula-se: “Lula e o mar de lama”. Pois é, o fatídico mar de lama em que, segundo o Estadão de 60 anos atrás, então nutrido pela retórica de Carlos Lacerda, soçobrava o Palácio do Catete habitado pelo velho Getúlio Vargas.

É do conhecimento até do mundo mineral que se esboçava o golpe de 1964. A história repete-se. Como farsa, há quem diga. De minha parte, intuo um progresso, na acepção mais completa da palavra, mesmo porque não enxergo em Lula a vocação suicida que muitos historiadores apontam em Getúlio. Lula gosta da vida e quer vivê-la. Não sei se a encenação atual há de ser definida como farsa, embora não me desagrade a ideia ópera-bufa. Sobra-me apenas uma certeza, e me atrevo a decliná-la em pleno andamento do espetáculo: desta vez a manobra está destinada ao fracasso. Por ora, no que diz respeito ao impeachment. Depois, veremos.

Entenda-se. O tempo é outro. Às vezes, admito, o meu ceticismo dobra meu inextinguível otimismo na ação, mesmo assim há na trama uma patetice que trai o desespero. Uma dúvida latente dos graúdos, a denunciar a desconfiança na sobrevivência da força esmagadora que, faz 60 anos, alimentava as certezas dos senhores da casa-grande. Algo se deu pelo caminho, além de uma leve melhora nos índices da desigualdade.

Recordo épocas tragadas pelo galope do tempo, em que um termo da moda era conscientização. Talvez algo se mova agora neste sentido. Meus botões admitem a crença de que cresceu o contingente de quantos se habilitam a perceber o lado tolo, e até ridículo, de um enfadonho, desvairado ataque midiático, a aguçar o açodamento raivoso da minoria e exibir sua fraqueza.

Surpreende uma pesquisa Ibope, divulgada pelo site do infatigável Estadão, para tratar dos índices de rejeição das figuras políticas eventualmente candidatáveis às eleições de 2018. Os 55% que penalizam Lula são citados em primeiro lugar, mas o júbilo dura pouco. José Serra tem 54, Geraldo Alckmin e Ciro Gomes 52, Marina Silva 50, Aécio Neves 47. Creio, em todo caso, que estas porcentagens tenham peso relativo. Muitos dos entrevistados quem sabe entendam ser a pesquisa prematura, à vista do longo prazo que nos separa do pleito.

“Apesar da rejeição — e aqui volto a citar o Estadão — o porcentual dos eleitores que com certeza votariam nele (Lula, leia-se) é maior do que a de todos os seus potenciais adversários.” Ou seja: 23% contra 15% de Aécio, 11% de Marina, 8% de Serra e 7% de Ciro. Cuja presença na liça favoreceria o petista, conforme a análise dos meus botões. Ou, por outra, se as eleições se dessem hoje, a despeito de toda a campanha contrária febrilmente desfechada pela mídia, o ex-metalúrgico, homessa!, retomaria a Presidência.

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Documentário — Porto Alegre, Meu Canto no Mundo


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Bye, bye, Galvão: YouTube começa a transmitir futebol

A coisa já esteve melhor para a Globo



YouTube começa a transmitir futebol ao vivo

O YouTube começa nesta quarta-feira, 28, a transmitir a Copa del Rey, da Espanha, em 17 países, incluindo Brasil. A primeira partida a ser exibida é o duelo Barcelona e Villanovense. Entretanto, o acesso não é gratuito. Na Europa, o Google cobra 5 euros por partida ou 20 euros por todo o torneio. Ainda não se sabe o preço que será cobrado no Brasil.

A parceria, fechada entre o site, a Liga Espanhola e a MediaPro, empresa responsável pela comercialização dos direitos do grupo, pode ser uma pista interessante sobre o que pode acontecer no YouTube Red, serviço por assinatura da plataforma anunciado recentemente.

Essa não é a primeira vez que o YouTube trasnmite eventos esportivos. Em 2014, pessoas de diversos países puderam acompanhar o título mundial do surfista Gabriel Medina.

A entrada do Google no setor pode representar uma mudança na negociação de direitos de transmissão de esportes no Brasil e no mundo. Até hoje, as empresas de televisão dominavam o mercado, disputando para decidir quem compraria determinados campeonatos e contando com a exclusividade de transmissão. Em muitos casos, o telespectador era obrigado a comprar um jogo ou assinar um canal específico para assistir ao evento. Agora, será possível acompanhar partidas longe da TV.
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Escolhido substituto de general afastado do Comando Militar do Sul

Novo comandante é o general de exército Edson Leal Pujol, que assume o posto de Antonio Hamilton Martins Mourão, demitido após criticar governo federal


O substituto do general Antônio Hamilton Martins Mourão, retirado do Comando Militar do Sul (CMS) após criticar o governo e propor homenagem a um dos símbolos do regime militar (1964-1985), já foi escolhido.

O novo comandante do CMS é o general de exército Edson Leal Pujol, que ocupava até ontem a Secretaria de Economia e Finanças do Exército — justamente o cargo para o qual foi transferido, agora, o general Mourão.

Edson Pujol, considerado um dos mais preparados militares brasileiros, é gaúcho de Dom Pedrito, filho do coronel da BM Péricles Pujol. O general estudou no Colégio Militar de Porto Alegre de 1967 a 1970. Começou carreira militar em 1971, como aspirante a oficial, e cursou a famosa Academia Militar de Agulhas Negras (RJ). É da Cavalaria.

Foi primeiro colocado na turma de Cavalaria da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais.

No Rio Grande do Sul ele já comandou a 1 Brigada de Cavalaria Mecanizada de Santiago. Entre março de 2013 e março de 2014, comandou a Força de Paz na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah).

Ele também foi ligado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, entre abril de 2014 e abril de 2015.
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Protesto na Câmara contra os preconceitos de gêneros


Câmara Municipal de Campinas é palco de discursos de ódio. Vereadores pretendem aprovar uma proposta de emenda à Lei que barra qualquer tipo de discussão sobre a identidade de gênero nas escolas municipais de Campinas. Na tribuna, alguns vereadores fizeram declarações homofóbicas e chegaram a mandar os manifestantes para o “inferno”.

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Não é Sensacionalista: vereadores de Campinas (SP) aprovam “moção de repúdio” a Simone de Beauvoir


Em mais um episódio da lista do “inacreditável” da política brasileiro, a Câmara Municipal de Campinas (SP) aprovou uma moção de repúdio dirigida ao Ministério da Educação protestando contra uma questão na prova do Enem que incluía um trecho de um texto do livro O Segundo Sexo, da filósofa e escritora francesa Simone de Beauvoir.

O autor da moção, o vereador Campos Filho (DEM), exige que o ministério a questão, por, segundo ele, “afrontar esse conjunto de fundamentos jurídicos e o próprio Estado Democrático de Direito”. Em sua justificativa, mostrou todo seu conhecimento sobre a filósofa.“Foram buscar informações com uma filósofa lá em mil trocentos e pôco (sic) para impor a nós a discussão de gênero. Como pode alguém ser um homem de manhã e mulher à noite?”, perguntou. “Dizem que isso acontece porque as pessoas sentem uma pulsão (sic). Mas eu digo. É preciso tomar cuidado com essa pulsão, porque isso pode te levar para cadeia”, afirmou. “A grande maioria é favorável à lei da natureza, homem é homem, mulher é mulher”, disse.

Colegas de Campos Filho também seguiram linha similar. “Esse princípio de homem e mulher, esse princípio de homem e mulher faz filho homem e mulher também. Não podemos perder esse princípio que é de uma validade muito grande, de responsabilidade. É muito fácil eu dizer que vou mudar o mundo, mas mudar pra melhor, e nunca da forma que esses que aprovam esse tipo de coisa… Isso é falta de religiosidade. Falta Deus no coração dessa gente, querem mudar um sistema que temos há muitos anos”, filosofou Cid Ferreira (SD).

“Nós temos direito de pensar diferente da esquerda desse país”, protestou o professor Alberto (PR). “A esquerda raivosa acha que pode falar o que quiser, mas quando a gente fala deles ficam todos delicadinhos. Eu que quero que respeitem a nossa opinião, porque uma coisa é certa: homem é homem e mulher é mulher”, defendeu.

Confira trechos das falas dos vereadores abaixo.

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Juíza que investiga filho de Lula é irmã do prefeito tucano de Blumenau


A leitura do despacho da juíza federal Celia Regina Ody Bernardes Carrer, que determinou a operação de busca e apreensão na empresa do filho de Lula Luiz Cláudio espanta pela contudência. Ela determinou que até pessoas que estivessem no local sofressem revista corporal.

Além disso, a juíza determinou que os familiares do alvo da operação não tivessem acesso à acusação visando preservar o “sigilo das investigações”, apesar de que tudo foi parar na mídia minutos após seu despacho.

Diante do ineditismo de uma operação como essa sem que o nome do filho de Lula sequer constasse da operação Zelotes – que seria o objeto da investigação que desembocou na operação no escritório de Luiz Cláudio -, muitos começaram a questionar a atitude dessa juíza.

Foi o que bastou para a Folha de São Paulo divulgar que Celia Regina seria “de esquerda”, de forma a afastar suspeitas de que sua decisão tenha tido motivação política. Confira, abaixo, coluna de Rogério Gentile na edição de 29 de outubro desse jornal.

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Circula pela internet, porém, informação que o colunista da Folha esqueceu de repassar aos seus leitores. Celia Regina é irmã de Napoleão Bernardes, prefeito de Blumenau desde 1º de janeiro de 2013.

O site que divulgou a informação reproduziu notícia veiculada pela Rádio Clube de Blumenau, onde Napoleão fez carreira antes de se tornar prefeito da cidade. Segundo a matéria, Napoleão foi a Brasília em 2011 para prestigiar a posse da irmã Celia Regina como juíza federal.

Como o site que divulgou essa informação postou apenas um print da matéria, o Blog fez uma busca e descobriu que essa matéria foi apagada, mas pode ser acessada em cache — recurso que permite localizar postagens na internet que depois são apagadas.

Confira, abaixo, o print. Para acessar a página em cache, clique aqui

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Se restar qualquer dúvida, basta acessar o perfil de Napoleão na Wikipedia, onde aparece o nome de sua mãe: Maria Celia Ody Bernardes.

Há muita coisa na internet sobre Celia Regina que sugere que ela é simpática ao PSDB. Na eleição do ano passado, quando a campanha de Aécio Neves acusou os Correios de atuarem em favor de Dilma, a empresa tentou notificar o tucano por via judicial de que sua acusação era caluniosa e poderia gerar uma ação judicial. Adivinhe, leitor, quem julgou a tentativa dos Correios de notificar Aécio e deu parecer favorável a ele? Ela mesma, Regina Célia.

Para ler a matéria, clique aqui

Será que o Conselho Nacional de Justiça tem alguma coisa a dizer sobre a conduta dessa juíza? Pelos seus laços políticos e familiares, ela deveria se declarar impedida de atuar contra o filho de um inimigo político de seu irmão.

PS: leitor que prefere não se identificar enviou foto da juíza (abaixo) com os irmãos, um dos quais é prefeito de Blumenau pelo PSDB.

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Eduardo Guimarães
No Blog da Cidadania
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Paulo Henrique Amorim em Brasília

 Imperdível 


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Entrevista com Jandira Feghali


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CPI dos Crimes Cibernéticos - III

Criador da Dilma Bolada frustra planos do PSDB de usar CPI para criminalizar PT

Para o deputado Leo de Brito (PT-AC), vice-presidente da CPI, os trabalhos do colegiado podem dar uma grande contribuição à sociedade, mas não podem ser contaminados por interesses partidários


A CPI dos Crimes Cibernéticos foi instalada em agosto e o seu comando foi entregue ao PSDB, que acabou ficando com a presidência e com a sub-relatoria destinada a investigar “criação de perfis falsos ou satíricos” com o objetivo de produzir “referências depreciativas repetidas a determinada pessoa”. Desde o início, era sabido que a tarefa dos tucanos era criminalizar especificamente a personagem Dilma Bolada e, em geral, a militância de esquerda na Internet e nas redes sociais.

Os planos do PSDB e demais partidos e parlamentares escalados para alcançar esse fim, entretanto, foram definitivamente frustrados nesta quinta-feira (29), com a audiência pública que ouviu o publicitário Jeferson Monteiro, criador da personagem Dilma Bolada.

Nos requerimentos pedindo a convocação do responsável pela Dilma Bolada, o deputado Alexandre Leite (DEM-SP) não enumera qualquer prática criminosa cometida pela personagem fictícia e ainda descreve a ação da mesma: “Dentre os perfis que militam politicamente na internet, destaca-se a “Dilma Bolada”. Criada pelo publicitário carioca Jeferson Monteiro, a personagem faz sátira elogiosa da Presidente da República e tira sarro dos adversários políticos”. O desejo de garantir uma vendetta política era explícito, mas o resultado ficou bem aquém do almejado.

“Eu escrevo o que eu quero na hora em que eu quero no perfil. Não faz sentido dizer que recebo pelo PT, se já passei um mês sem atualizar o perfil. O PT não pode cancelar o meu contrato com a agência porque o PT não é dono da agência”. Com três frases, após expressar suas convicções de esquerda e de defesa dos direitos humanos e das causas feministas, Monteiro demoliu a argumentação dos deputados que pretendiam transformá-lo num troféu.

As recentes críticas políticas de Jeferson Monteiro à presidenta Dilma Rousseff foram mencionadas pelo sub-relator Daniel Coelho (PSDB-PE), que quis saber se o publicitário reafirmava o que havia dito. “O que expus foi em relação ao governo ter tomado atitudes com as quais eu me surpreendi com a demissão do ministro Renato Janine Ribeiro, que poderia iniciar uma reforma da educação de base. Foi mais uma questão de frustração pessoal, mas continuo gostando da Dilma, admiro a história dela. Ela foi eleita legitimamente e é presidenta até 2018”, explicou Monteiro, que certamente se questionou sobre como o tucano encontrou nexo entre suas opiniões politicas e o tema da CPI.

“Eu não vejo motivo nenhum para o Jeferson estar aqui numa CPI de Crimes Cibernéticos. Ele não comete crime nenhum e essa tentativa de querer polarizar a CPI e trazer para cá a disputa de plenário é prejudicial ao escopo desta comissão”, registrou o deputado Odorico Monteiro (PT-CE).

O publicitário confirmou que a sua empresa, a Moj Comunicação, possui um contrato de R$ 20 mil com a Pepper para fazer trabalhos de monitoramento de redes para os clientes da agência, que cuida do portal do PT. O contrato de Monteiro com a Pepper vai até o final de 2016 e ele se dispôs a entregar à CPI os dados da movimentação financeira da sua empresa.

Para o deputado Leo de Brito (PT-AC), vice-presidente da CPI, os trabalhos do colegiado podem dar uma grande contribuição à sociedade, mas não podem ser contaminados por interesses partidários. “Essa CPI é muito importante. Tivemos audiências públicas muito importantes ao longo dos primeiros meses, mas as últimas audiências nos tiraram do rumo que deveríamos estar seguindo e, sobretudo, tiraram o respeito que a sociedade tem por esta CPI. Nós vimos parlamentares sendo desrespeitados por convidados e até pessoas na plateia sendo agredidas por deputados e isso não pode voltar a se repetir”, fazendo referência ao deputado Laerte Bessa (PR-DF), que jogou um copo de água num advogado que participava de uma audiência da CPI, e a uma representante de grupos golpistas que ofendeu a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) também durante uma reunião do colegiado.

Frustrados com todo o resultado pífio do teatro que tentaram armar na CPI, demotucanos e quejandos terão que retornar a outros fronts para alvejar o PT e prosseguir na sanha golpista para interromper o mandato da presidenta Dilma Rousseff.

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CPI dos Crimes Cibernéticos - II


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CPI dos Crimes Cibernéticos — I

Bolsomitômanos e Revoltados Online na Câmara: barbaridades, clichês e zoeira

O deputado Marco Feliciano faz serviço de sopro no pixuleco de Lula. 
Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados
Convidados a comparecer à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que apura os crimes na internet, o chefão dos Revoltados Online, Marcello Reis, e a advogada Beatriz Kicis se cercaram de uma claque barulhenta de cerca de 70 pessoas para fazer exatamente o que fazem na internet: dizer barbaridades, disparar clichês contra a esquerda e zoar qualquer opinião divergente.

Pouco antes de a audiência começar, jovens de 20 e poucos anos ligados aos Revoltados Online e ao Movimento Brasil Livre conversavam animadamente com os deputados Jair Bolsonaro e Marco Feliciano, com quem tiravam selfies. Bolsonaro fazia piadas machistas, citando “Kid Bengala” e coisas do gênero. Incrivelmente, as moças do grupo riam. Não se sabia ainda se Jean Wyllys, do PSOL, autor do convite, iria comparecer. Ele não foi.

“A ‘menina’ ainda não chegou”, disse Marcello a um correligionário, se referindo ao deputado, que é ativista homossexual. “A ‘noiva’ sempre chega atrasada”, disse outro membro do grupo. “Deve estar se maquiando”, falou Bolsonaro. Risos. Feliciano, de topete alisado e com mechas loiras, tentava decifrar a frase de Simone de Beauvoir que caiu na prova do ENEM, “não se nasce mulher, torna-se mulher”. “Então mulher existe ou não existe?”, dizia. Risos.

Alguns meninos do grupo, todos brancos (à exceção de Fernando Holiday, que chegou no final), usavam cabelos compridos, com rabo de cavalo, e brincos – moderninhos na aparência, conservadores na essência. Resolvi perguntar a Bolsonaro o que ele, que preza tanto pela “masculinidade”, achava dos penteados de seus fãs. “O que vale é se ele vai olhar pro lado, se está defendendo ideologia de gênero ou não. Isso aí é moda. Tá pensando que eu sou tão quadrado assim?”

“Ideologia de gênero”, aliás, é o novo mantra dos reaças. Beatriz Kicis, que tem vídeos no youtube ao lado de seu ídolo, o pseudofilósofo Olavo de Carvalho, só fala nisso. “A doutrinação ideológica é feita desde o primário. Tem até banheiro com ideologia de gênero! O que é isso? Onde estamos?”, disse Beatriz, fazendo metáforas ao estilo dona-de-casa. “É a mesma receita de Cuba e da Venezuela, é o mesmo bolo que vai sair daí. Desarmam a população, sexualizam as crianças, tiram a autoridade dos pais com essas leis da palmada, criam pequenos comunistas! Estamos perto de virar uma Venezuela!”

Essa é outra obsessão de Beatriz, a “transformação” do Brasil em um país “comunista”, “totalitário”. Para ela, a luta contra a corrupção não é tão importante, “mas a corrupção servindo de meio para o Estado totalitário” que acusa o PT de estar instalando por aqui. “Vou continuar lutando contra o Foro de São Paulo de manhã, de tarde, de noite e de madrugada!”, discursou, para delírio geral.

Neste momento, o deputado Sandro Alex, do PPS paranaense, sub-relator da CPI, fez questão de se certificar se os Revoltados estavam de fato online. “Estão transmitindo pela internet?” Sim, estavam. Era a vez de Marcello Reis falar. Ele contou que criou o canal em 2000, para, afirma, “rastrear pedófilos”, após a filha ter sido vítima de abuso. “Depois de 2010 é que os seguidores começaram a levar para a política. Eu não era politizado”, disse.

Em seguida, defendeu-se por ter postado no Facebook uma acusação infundada contra o deputado petista Paulo Pimenta, acusando-o de ser proprietário da boate Kiss, que pegou fogo matando 242 pessoas em 2013. “Foi outro administrador que colocou no ar, eu estava viajando. Excluí o post depois de 5 minutos e até podia ter pedido desculpas, mas o deputado me chama de neonazista só porque sou desprovido de cabelo”, pilheriou. Gargalhadas da claque. Curiosamente, Marcello voltou a atribuir a “outro administrador” da página os demais conteúdos polêmicos, como a defesa do uso de armas de fogo.

Para mostrar que é “vítima” do ódio, o líder dos Revoltados Online exibiu um áudio onde é chamado de “filho de uma puta soviética”. “Recebo milhares de ameaças de petistas todos os dias”, afirmou. No entanto, ao ser questionado pelo deputado Esperidião Amin sobre o autor dos xingamentos, Marcello se contradisse. “Não, esse daí não é petista.” Nas considerações finais, ele começou a inflar um boneco de Lula em plena mesa, no que foi impedido pela segurança, mas logo contou com o auxílio de Feliciano e dos Bolsonaros, pai e filho, para o serviço de sopro.

Bolsonaro pai e Bolsonaro filho com a boca no pixuleco
Não fosse pelo deputado Paulo Pimenta, que estava presente, os Revoltados sem causa ficariam sem o contraditório. Pimenta afirmou que Marcello Reis não é apenas o líder de um grupo anti-corrupção na política. “Estou convencido que se trata de uma organização que já cometeu um conjunto de crimes graves, inclusive tirar dinheiro de pessoas inocentes”, acusou. “Eu o processei, mas até hoje a Justiça não conseguiu notificá-lo porque ele muda de endereço.”

A claque de bolsomitômanos “defensores da liberdade de expressão” não permitia que o deputado falasse, gritando, vaiando e emitindo sons como “Hummmm”. O mesmo aconteceu quando Alice Portugal, do PCdoB baiano, usou o microfone. Com Bolsonaro, ao contrário, urravam: “Mito! Mito!”

Triste dia para a Câmara: o circo terminou com o grupo pulando como hooligans no plenário da Comissão e entoando um “hino antibolivariano”. O que tinha de ser esclarecido não ficou: afinal, o que fazem os Revoltados Online nas redes é só “liberdade de expressão”? Julgue você mesmo no vídeo abaixo.

Detalhe: após a audiência, o grupo se dirigiu para o gabinete da presidência da Casa. Sim, os “anticorrupção” continuam apoiando Eduardo Cunha.



Cynara Menezes
No Socialista Morena
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Quem é o delegado Reinaldo Sobrinho da Zelotes?

O que ele fazia com os investigados?

O delegado Reinaldo trabalhou com Richa e os delegados grampeadores
O Conversa Afiada reproduz o item #37 do documento em que a Juíza Bernardes aceitou o jabuti para vasculhar a empresa do filho do Lula:
DETERMINO que a autoridade policial providencie vista dos autos ao MPF (17.1) para que possa acompanhar as medidas ora deferidas e também (17.2) para que informe o juízo acerca das providências tomadas para esclarecer: (17.2.1) em que circunstâncias ocorreu a visita realizada por Reinaldo de Almeida Cesar Sobrinho, Delegado de Polícia Federal que já atuou no Núcleo de Inteligência Policial, ao investigado FERNANDO CESAR DE MOREIRA MESQUITA; (17.2.2) o fato de ter sido encontrado, na residência do investigado ALEXANDRE PAES DOS SANTOS, Relatório de Inteligência Policial da Polícia Federal (fls. 541/545);
A Juíza manda aí o Ministério Público Federal investigar o contato do delegado Reinaldo Sobrinho com investigado na casa de outro investigado.

Como é que é que?

Quem é o desatento delegado, que foi convocado para a força tarefa para investigar a Zelotes e que, em vez de vasculhar a Globo (RBS), vai atrás do auxiliar do Vanderlei Luxemburgo?

E se mete com investigado na casa de investigado?

Pra tratar de futebol americano?

Comentar o Super Bowl?

O desatento delegado foi o primeiro Secretário de Segurança do governador Richa, o patrono dos professores do Paraná.

Depois foi sucedido por notável delegado da PF, aquele que corre de professor, o impoluto Franceschini.

O delegado servia na Superintendência da PF do Paraná, onde a turma grampeia mictório de preso!

Viva a PF republicana do zé da Justiça.

De lá foi para a Zelotes.

O desatento delegado Sobrinho aparece também numa gravação da turma do notável empresário Carlinhos Cachoeira.

A Zelotes não encana empresário.

Mas se prepara para prender o filho do Lula e destituir a Dilma.

Com a notável contribuição do delegado Reinaldo Sobrinho.

O que o MPF fará para cumprir essa determinação da Juíza?

Provavelmente nada.

O MPF se afogou nas águas turvas de Furnas!

Veja os documentos:

Atualmente o delegado Dobrinho está lotado na Superintendência da PF em Curitiba.

Reinaldo de Almeida Cesar Sobrinho - De Abr/2010 a Fev/2011

Reinaldo de Almeida Cesar é bacharel em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Ingressou na Policia Federal como delegado, em 1997 e está na ativa, posicionado na Classe Especial. Entre outras atividades, chefiou a Divisão de Cooperação Policial Internacional (Interpol) e foi instrutor de Policia Judiciária, na Academia da PF. Foi chefe da Assessoria Parlamentar da Policia Federal na gestão Agilio Monteiro Filho e atuou como porta-voz da Polícia Federal durante a gestão Armando Possa. Integrou o Gabinete de Crises da Presidência, no primeiro governo Lula e coordenou a missão de segurança prevista pela lei eleitoral, para o candidato do PSDB à presidência da República, nas eleições de 2006. Atuou como presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) de abril de 2010 até abril de 2012.

Leia na Gazeta do Povo:

Futuro secretário de segurança responde por desvio de verba


Revista Época insinua que Carlinhos Cachoeira indicou o secretário da Segurança do PR
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Lula e o PC do B



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Bancada BBBB aprova tomar terras indígenas e dar porte de arma a parlamentares



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