29 de out de 2015

Aldo demite general que permitiu a proposição da homenagem ao Ustra

General Antônio Mourão, ex-comandante Militar do Sul
O Ministério da Defesa exonerou do Comando Militar do Sul o general Antônio Mourão. O motivo: críticas que fez ao governo Dilma Rousseff e pelo fato de que uma homenagem póstuma a um chefe da repressão na ditadura ocorreu em um quartel sob sua jurisdição.

Mourão é um dos mais respeitados comandantes militares do Exército, e foi transferido para a Secretaria de Finanças, um cargo burocrático em Brasília. A mudança foi incluída num pacote amplo de remanejamento de postos militares, mas foi a única motivada por evento político.

No dia 17 de setembro, Mourão havia dito em uma palestra em Porto Alegre que "a maioria dos políticos de hoje parecem privados de atributos intelectuais próprios e de ideologias, enquanto dominam a técnica de apresentar grandes ilusões".

Além disso, ao comentar a possibilidade de impeachment de Dilma, ele afirmou que "a mera substituição da PR [presidente da República] não trará mudança significativa no 'status quo'" e que "a vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção".

O caso foi revelado pelo jornal "Zero Hora".

Para piorar a situação de Mourão, que não comentou as afirmações, um general sob seu comando promoveu uma homenagem póstuma ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra na segunda (26).

Morto no dia 15 deste mês, Ustra foi chefe do DOI-Codi, um dos principais centros de tortura e repressão aos adversários do regime militar (1964-85).

Ustra era de Santa Maria (RS), onde ocorreu a homenagem no quartel da 3ª Divisão do Exército. O convite para o evento, datado do dia 23, foi assinado pelo comandante da unidade, general José Carlos Cardoso.

O ministro Aldo Rebelo (Defesa) avisou previamente a presidente da medida. Para o ministro, Mourão perdeu a condição de comando com a sequência de fatos. A exoneração será um teste político para Aldo, que é do PC do B.
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O programa do PC do B


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Alunos de Medicina vão pra Cuba


Alunos de Medicina dos EUA passarão período em Cuba como parte do currículo

Estudantes de medicina da Universidade Estadual de Michigan (MSU), no norte dos Estados Unidos, poderão fazer parte de seu programa acadêmico em hospitais de Cuba a partir de abril de 2016, afirmou nesta quarta-feira o centro de ensino superior.

"Após a restauração das relações diplomáticas (...) a Universidade de Michigan é a primeira a solidificar um acordo com as autoridades cubanas para desenvolver um novo curso para os nossos alunos, que conta para seu currículo acadêmico", anunciou em seu site oficial.

A intenção do programa é que os estudantes americanos "estejam expostos a um sistema de saúde que tem sido líder na identificação dos fatores sociais sobre as doenças e na prevenção quando se trata de saúde pública", afirmou a Universidade de Michigan (MSU).

Assim, os alunos "vão aprender sobre medicina comunitária", obstetrícia, ginecologia, pediatria e cuidados geriátricos, explicou.

Em Cuba, os estudantes poderão juntar-se ao Hospital Calixto Garcia, ao hospital do centro de Havana (especializado em pediatria) ou ao hospital Ramón González Coro (dedicado à obstetrícia e ginecologia).

William Cunningham, da faculdade de medicina da MSU, disse que "é a primeira vez que os estudantes de medicina dos Estados Unidos poderão atuar nos corredores de três grandes hospitais de Havana e fazer cumprir crédito acadêmico pela experiência".

O sistema médico cubano, lembrou Cunningham, é focado na atenção primária e na saúde pública.

A seleção do primeiro grupo de estudantes terá lugar nas duas primeiras semanas de abril e será reservada aos alunos do quarto ano de medicina convencional ou osteopatia.

De acordo com a MSU, até o momento 30 alunos já fizeram a inscrição.
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Lula na reunião do diretório nacional do PT — assista na íntegra


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Ativistas divulgam carta de apoio a Gilberto Carvalho


Carta de Apoio ao companheiro Gilberto Carvalho

#‎SomosTodosGilbertoCarvalho‬
‪#‎EuApoioGilberto‬

“Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer”

(Chico Buarque, 1977)

A luta pela transformação social por meio da construção da democracia — com a ampliação de direitos a todas e todos os cidadãos, a construção de instituições republicanas, a liberdade de expressão, conforme a Constituição Cidadã de 1988 –, sempre teve em Gilberto Carvalho um de seus maiores militantes. Temos orgulho, portanto, de sermos companheiras e companheiros de Gilberto nesta luta.

Em 12 anos, tanto na chefia de gabinete do presidente Lula, quanto no ministério da presidenta Dilma, manteve-se referência dos movimentos sociais, procurando intermediar as pautas construídas nos espaços públicos e na discussão com toda a sociedade, fortalecendo os instrumentos para o debate democrático nacional. Tem trajetória irretocável, desde a década de 1970, nas Comunidades Eclesiais de Base, enquanto militante em defesa dos direitos humanos, olhando especialmente os/as desvalidos/as, historicamente discriminados/as, racializados/as e excluídos/as. Pobres, sem-terra, negras/os, mulheres, LGBTs, indígenas que apesar dos muitos avanços desde a Constituição de 1988 ainda sofrem com o desrespeito aos seus direitos fundamentais — cotidianamente afrontados pelo dispositivo midiático empresarial, pela direita oposicionista (no parlamento e na sociedade civil) e parte do sistema de justiça. Gilberto Carvalho sempre se colocou como um aliado destes segmentos marginalizados e de suas organizações.

Constitui-se em ameaça ao Estado Democrático e de Direito, neste sentido, que este conhecido militante da democracia sofra da violência política, promovida ou com a anuência de agentes públicos (setores do Ministério Público, Polícia Federal e Judiciário). Tais setores procuram atingi-lo até a partir da intimidação de sua família (diretamente seus filhos e filha adultos), com base em pedido de investigação sem fundamento na realidade, antes sim em notícias das empresas de mídia sabidamente partidárias, que incentivam diuturnamente o ódio político, disfarçado de “combate à corrupção”. Expõem sua família, antes de tudo, ao tribunal midiático, à violência moral. Tudo isso, mais uma vez, para atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff, mas também para tentar desmoralizar um militante da transformação social, para que sirva de exemplo aos demais. Assim querem nos dizer: “não se insurjam contra a injustiça e a desigualdade, pois pagarão caro”. Não baixamos a cabeça para a tentativa de manchar a dignidade de Gilberto e sua família e respondemos: não passarão!

Em defesa da democracia e como forma de apoiar Gilberto Carvalho e sua família nesse momento subscrevemos este documento:

Alessandro André Leme – Sociólogo e Professor da UFF
Alexandre Colli de Souza – Antropólogo
Amanda Beraldo – Professora da Rede Estadual de São Paulo
Ana Maura Tomesani – Doutoranda IRI – USP
Aparecido Evangelista (Cidão) – Assessor da sub-sede da CUT de São Carlos
Camila Maria Risso Sales – Doutoranda Ciência Política – UFSCar
Carlos Eduardo Costa – Doutor em Antropologia
Daniel Pícaro Carlos – Professor da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul
Daniela Mara Gouvêa Bellini - Pedagoga e Promotora Legal Popular
Danilo César Souza Pinto – Professor UESB
Danilo de Souza Morais – Sociólogo e militante da Coordenação Nacional de Entidades Negras - CONEN
Edinaldo Ferreira – Coordenador da sub-sede da CUT de São Carlos
Eduardo Biagioni – Indigenista Especializado, chefe do Serviço de Gestão Ambiental e Territorial – FUNAI Araguaia Tocantins
Erica Ambiel Julian – Doutoranda Ciência Política – UFSCar
Erick Silva – Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos
Grissia Godoi Rodrigues – Pedagoga, Militante da Economia Solidária
Heres Emerich Pires - Bibliotecário
Ícaro Araújo Silva – Estudante do Ensino Médio
Ivã Gouvêa Bocchini – Indigenista do ISA
Jean Tible – Professor do departamento de Ciência Política USP
João Veridiano Franco Neto – Professor IFBA
Jonathan Trevisan Castro – Cientista Social
José Ricardo Marques dos Santos – Doutorando Sociologia - UFSCar
Karina Araujo Mariano – Indigenista
Leandro Garcez Targa – Doutorando Ciência Política – UFSCar
Marcelo Spadaro
Marcos Duarte – Membro da Executiva do PT- SP
Paulo Henrique Canhoto Alves
Paulo Ramos – Secretário Estadual de Combate ao Racismo PT-SP
Raquel Auxiliadora dos Santos – Pedagoga e Promotora Legal Popular
Ronaldo Lopes – Vereador do PT São Carlos
Severine Macedo – Ex Secretária Nacional de Juventude.
Silvano da Conceição – Sociólogo e Professor da UESB
Tamires Gomes Sampaio – Juventude da Coordenação Nacional de Entidades Negras e Vice-Presidente da União Nacional dos Estudantes
Tatiane Marina Pinto de Godoy – Geógrafa e Professora da Universidade Federal de São João del-Rei
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Quem tem medo do Tratado Transpacífico?


O anúncio do TTP (Tratado Transpacífico de Livre Comércio), assinado no início do mês pelos Estados Unidos, Japão, Canadá, México, Peru, Chile e seis outros países da região, suscitou controvérsias em várias partes do mundo. Primeiro é preciso observar que a China e a Coréia do Sul, duas das maiores economias do Pacífico, não aderiram ao acordo. A China mantém-se ao largo do TPP, tecendo sua rede de tratados bilaterais e regionais, sobretudo no âmbito do RCEP (Partenariado Econômico Regional).

Negociado desde 2012, o RCEP tem um escopo asiático, incorporando a China, a Índia, a Indonésia, as Filipinas e sete países do TPP, mas excluindo os Estados Unidos, Canadá e os países latino-americanos da costa do Pacífico. A competição entre os dois blocos é óbvia e assumida. Embora a China, a Coreia do Sul e a Índia possam vir a aderir ao TPP, a dimensão ideológica e econômica do enfrentamento planetário sino-americano foi sublinhada na assinatura do Tratado. Na ocasião, o presidente Obama afirmou: "Sem este acordo, os concorrentes que não compartilham nossos valores, como a China, decretarão as regras da economia mundial".

Resta que o RCEP ainda não foi assinado e que o TPP precisa ser ratificado pelo Legislativo de seus países membros. Nos Estados Unidos, o partido do presidente Obama está dividido sobre o assunto. Numa declaração de grande impacto, a senadora e presidenciável democrata Hillary Clinton afirmou opor-se à ratificação do TPP. A oposição americana ao TPP vem dos sindicatos, inquietos sobre as consequências das reduções tarifária no mercado de trabalho nacional, da indústria farmacêutica, prejudicada pelos novos prazos de controle das patentes e, enfim, de setores que denunciam as negociações sigilosas envolvendo o TPP.

No final das contas, os desdobramentos do RCEP e do TPP tenderão a reduzir a integração econômica latino-americana e o próprio papel geopolítico da América Latina no futuro.

Luiz Felipe de Alencastro, Cientista político e historiador, professor emérito da Universidade de Paris-Sorbonne e professor da Escola de Economia de São Paulo - FGV. É membro da Academia Europaea.
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E se Verônica Serra fosse filha de Lula?

Verônica Serra
Este texto está sendo republicado, dada sua atualidade.

Um título do site Viomundo, trazido ao Diário pelo atilado leitor e comentarista Morus, merece reflexão.

E se o filho de Lula fosse sócio do homem mais rico do Brasil?

Antes do mais: certas perguntas têm mais força que mil repostas, e este é um caso.

Bem, o título se refere a Verônica Serra, filha de Serra. Ela foi notícia discreta nas seções de negócios recentemente quando foi publicado que uma empresa de investimentos da qual ela é sócia comprou por 100 milhões reais 20% de uma sorveteria chamada Diletto.

Os sócios de Verônica são Jorge Paulo Lehman e Marcel Telles. Lehman é o homem mais rico do Brasil. Daí a pergunta do Viomundo, e Marcel é um velho amigo e parceiro dele.

Lehman e Marcel, essencialmente, fizeram fortuna com cerveja. Compraram a envelhecida Brahma, no começo da década de 1980, e depois não pararam mais de adquirir cervejarias no Brasil e no mundo.

Se um dia o consumo de cerveja for cerceado como o de cigarro, Lehman e Marcel não terão muitas razões para erguer brindes.

Verônica se colocou no caminho de Lehman quando conseguiu dele uma bolsa de estudos para Harvard.

Eu a conheci mais ou menos naquela época. Eu era redator chefe da Exame, e Verônica durante algum tempo trabalhou na revista numa posição secundária.

Não tenho elementos para julgar se ela tinha talento para fazer uma carreira tão milionária.

Ela não me chamou a atenção em nenhum momento, e portanto jamais conversei mais detidamente com ela.

Mas ali, na Exame, ela já era um pequeno exemplo das relações perigosas entre políticos e empresários de mídia. Foi a amizade de Serra com a Abril que a colocou na Exame.

Depois, Verônica ganhou de Lehman uma bolsa para Harvard. Lehman, lembro bem de conversas com ele, escolhia em geral gente humilde e brilhante para, como um mecenas, patrocinar mestrados em negócios na Harvard, onde estudara.

Não sei se Verônica se encaixava na categoria dos humildes ou dos brilhantes, ou de nenhuma das duas, ou em ambas. Conhecendo o mundo como ele é, suponho que ela tenha entrado na cota de exceções por Serra ser quem é, ou melhor, era.

Serra pareceu, no passado, ter grandes possibilidades de se tornar presidente. Numa coluna antológica na Veja, Diogo Mainardi começou um texto em janeiro de 2001 mais ou menos assim: “Exatamente daqui a um ano Serra estará subindo a rampa do Planalto”. (Os jornalistas circularam durante muito tempo esta coluna, como fonte de piada e escárnio.)

Cotas para excluídos são contestadas pela mídia, mas cotas para amigos são consideradas absolutamente normais, e portanto não são notícia.

Todos os filhos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros
Todos os filhos de políticos são iguais para a mídia,
mas alguns são mais iguais que outros
Bem, Verônica agradou Lehman, a ponto de se tornar, depois de Harvard, sócia dele.

O nome dela apareceu em denúncias — cabalmente rechaçadas por ela — ligadas às privatizações da era tucana.

Tenho para mim que ela não precisaria fazer nada errado, uma vez que já caíra nas graças de Lehman, mas ainda assim, a vontade da mídia de investigar as denúncias, como tantas vezes se fez com o filho de Lula, foi nenhuma.

Verônica é da turma. Essa a explicação. Serra é amigo dos empresários de mídia. E mesmo Lehman, evidentemente, não ficaria muito feliz em ver a sócia exposta em denúncias.

Lehman é discreto, exemplarmente ausente dos holofotes. Mas sabe se movimentar quando interessa.

Uma vez, pedi aos editores da Época Negócios um perfil dele depois da compra de uma grande cervejaria estrangeira. Recomendei que os repórteres falassem com amigos, uma vez que ele não dá entrevistas.

Rapidamente recebi um telefonema de João Roberto Marinho, o Marinho que cuida de assuntos editoriais. João queria saber o que estávamos fazendo.

Lehman ligara a ele desgostoso. Também telefonara a seus amigos mais próximos recomendando que não falassem com os repórteres da revista. Ninguém falou, até mais tarde Lehman autorizá-los depois de ver os bons propósitos da reportagem.

Lehman patrocinou o curso em Harvard para Verônica e depois a fez sócia
Lehman patrocinou o curso em Harvard para Verônica
 e depois a fez sócia
A influência de Lehman sobre João Roberto se deve, é verdade, à admiração que Lehman e seu lendário Grupo Garantia despertavam na família Marinho.

Mas é óbvio que a verba publicitária das cervejarias de Lehman falam alto também. Um amigo me conta que em Avenida Brasil os personagens tomavam cerveja sob qualquer pretexto.

Isto porque as cervejarias de Lehman pagaram um dinheiro especial pelo chamado ‘product placement’, ou mercham, na linguagem mais vulgar.

O consumidor é submetido a uma propaganda sem saber, abertamente, que é propaganda. Era como se realmente os personagens tivessem sempre motivos para tomar uma gelada.

Verônica Serra, por tudo isso, esteve sempre sob uma proteção, na grande mídia, que é para poucos. É para aqueles que ligam e são atendidos pelos donos das empresas jornalísticas.

O filho de Lula não.

Daí a diferença de tratamento. E daí também a força incômoda, por mostrar quanto somos uma terra de privilégios, da pergunta do site Viomundo.

Paulo Nogueira
No DCM
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Seis meses do Massacre do Centro Cívico


Há exatos seis meses, o governador Beto Richa e os deputados do camburão promoviam um massacre contra os professoras e as professoras.

Massacre do 29 de abril: jamais esqueceremos.

Eu continuo na LUTA!



Professora Angela
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Quem banca a bancada ruralista?


Nós sabemos muito bem que por trás dos votos de nossos deputados podem estar muitos interesses. O financiamento privado de campanha pode comprometer os congressistas e ajuda a criar bancadas como a da bala e do boi. Nesta terça (27) deu-se mais uma prova disso: por 21 votos a zero foi aprovada em comissão da Câmara a PEC 215, que altera a demarcação de terras indígenas. Deputados de PCdoB , Psol, PT, PV e Rede se retiraram da sessão em protesto. Se é pra prejudicar os povos indígenas quem pode estar por trás? Eles mesmos, os ruralistas. Dos 21 deputados que votaram a favor da PEC 215, pelo menos 18 foram financiados pelo agronegócio. Isso equivale a 85%!

Quer ver só? Ninguém ganha de Tereza Cristina (PSB-MS), que recebeu quase R$ 2 milhões — que respondem por 44,6% de sua campanha — de empresas dos setores agropecuário, agroindustrial e da indústria de celulose. Não muito longe estão Valdir Colatto (PMDB-SC) e Luis Carlos Heinze (PP-RS). O primeiro — que também votou a favor da revogação do Estatuto do Desarmamento e foi financiado pela indústria armamentista — recebeu 36,9% do dinheiro de sua campanha do agronegócio, enquanto Heinze (que disse certa vez que índios, gays e quilombolas “não prestam”) recebeu mais de 30% do setor.

Destaque negativo também para Adilton Sachetti (PSB-MT), Marcos Montes (PSD-MG), Alceu Moreira (PMDB-RS), Celso Maldaner (PMDB-SC) e Sergio Souza (PMDB-PR) que votaram pelo retrocesso dos direitos indígenas e receberam mais de 15% do dinheiro de suas campanhas do agronegócio.

Só coincidência? É bom estar atento aos interesses econômicos por trás de cada voto. Aqui você consegue ver quais empresas do setor do agronegócio mais financiaram os congressistas.

Votaram a favor da PEC 215 os seguintes deputados:

Adilton Sachetti (PSB-MT)

Alceu Moreira (PMDB-RS)

Celso Maldaner (PMDB-SC)

Covatti Filho (PP-RS)

Diego Garcia (PHS-PR) (não recebeu financiamento do setor)

Jerônimo Goergen (PP-RS)

Luis Carlos Heinze (PP-RS)

Luiz Nishimori (PR-PR)

Mandetta (DEM-MS)

Marcos Montes (PSD-MG)

Nelson Marquezelli (PTB-SP)

Nilson Leitão (PSDB-MT)

Osmar Serraglio (PMDB-PR)

Pompeo de Mattos (PDT-RS)

Professor Victório Galli (PSC-MT)

Rocha (PSDB-AC) (não recebeu financiamento do setor)

Sergio Souza (PMDB-PR)

Shéridan (PSDB-RR) (não recebeu financiamento do setor)

Tereza Cristina (PSB-MS)

Valdir Colatto (PMDB-SC)

Vicente Arruda (PROS-CE)

No MudaMais
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Eduardo Braga vs Ronaldo Caiado


Ministro de Minas e Energia e líder do DEM trocam acusações no Senado


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Jean Wyllys vs João Rodrigues


Novíssima crônica do absurdo (absurdo mesmo!)

Há pouco, no plenário da Câmara, a Deputada Federal Jô Moraes me chamou para mostrar o boletim da Comissão de Relações Exteriores, da qual fazemos parte. Estávamos alí, analisando a publicação, quando o deputado João Rodrigues (PSD-SC) chegou bem próximo de mim e me abordou [pra quem ainda não sabe quem ele é, eu informo que é aquele cujas falas em favor da morte de "bandidos", chamando-a de "faxina", eu critiquei em postagens anteriores; e também aquele que foi flagrado, em plena sessão, assistindo a um filme pornô]. O breve "diálogo" que se seguiu foi mais ou menos o seguinte:

João Rodrigues: Você me conhece? Você sabe quem eu sou?

Eu: Nunca lhe cumprimentei nem me apresentei pessoalmente, mas, sim, sei quem você é.

João Rodrigues: Então, você tome cuidado com o que você fala a meu respeito. Você postou, colocando a minha foto, que "bandido bom é bandido de gravata e com gabinete". Você não me conhece...

[Ele achava que eu me intimidaria. Perdeu o chão quando olhei em seus olhos e reiterei tudo que eu escrevi sobre sua fala de tons fascistas e acrescentei:]

Eu: ...E, por fim, alguém precisava relativizar sua fala; afinal, você foi denunciado pelo Ministério Público por aquilo que o órgão considera crime.

João Rodrigues: Mas, o processo contra mim que você citou foi arquivado...

Eu: Ora, se o processo contra você foi arquivado, é porque você teve amplo direito a defesa. Então, os outros que você chama de "bandidos" também devem ter direito a defesa, em vez de serem mortos sem a chance de se defender, não?

João Rodrigues: Bandido safado, nojento, merece morrer mesmo.

Eu: Ah, é? Então por que você não sobe à tribuna e diz isso em relação ao Eduardo Cunha? Afinal, pra Procuradoria Geral da República, ele cometeu os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão ilegal de divisas, logo, é um bandido...

João Rodrigues: Mas ele só está denunciado...

Eu: Mas por qual julgamento passaram os "bandidos" ao quais você se refere para já sentenciá-los à pena de morte? Vamos, se bandido bom não é bandido com gravata, então por que você não sobe à tribuna e diz, em relação a Cunha, o que você disse sobre os bandidos pobres?

João Rodrigues: E por que você defende Lula?

Eu: Em primeiro lugar, eu não defendo Lula. Ele não precisa de minha defesa. Em segundo, ainda não há nenhuma denúncia formal contra Lula. Em terceiro, quem está negando o direito à defesa e defendendo pena de morte no vácuo da legalidade é você; não eu!

João Rodrigues [chegando bem mais perto de mim, de modo que eu quase sentia sua respiração e seu perfume]: Eu defendo a pena de morte mesmo! Você fica aí, defendendo essa raça... Você não sabe com quem você foi comprar briga! [referindo-se a si mesmo]

Eu [olhando no olho dele e para baixo, já que ele é bem menor que eu]: "Essa raça" é também parte do povo brasileiro e está sob o mesmo estado de direito... Quem é você para decidir quem vive ou morre? Deus? E se você está me ameaçando, devo lhe dizer que não temo sua ameaça. [aproximando-me bem dele e olhando diretamente em seus olhos] Os tempos mudaram, meu caro. Os "coronéis" já não podem mais intimidar as pessoas ou ameaça-las impunemente.

João Rodrigues [se esforçando para ser irônico]: Não, eu não estou lhe ameaçando. Eu não ajo desse forma. Eu não cheguei aqui pelo BBB, aquela putaria, eu tenho muitos mandatos.

Eu: Bom, eu estou em meu segundo mandato e fui eleito com quase 145 mil votos, mas se você quer crer que foi o BBB que me trouxe aqui, fique à vontade... Ao menos não cheguei pela força da grana.

João Rodrigues: Bom, agora você já me conhece. Já sabe quem eu sou. E já está avisado de que mexeu com a pessoa errada.

Eu: Prazer. Agora você já sabe que eu não temo o que me parece uma ameaça.

Despedimo-nos. Ele seguiu. Eu permaneci ali para concluir minha conversa com Jô Morais. O clima estava tão tenso entre os que conseguiam nos ouvir que dava para cortar o ar com uma faca [toda a conversa se deu como numa cena de um thriller político]

E, aí, amados e amadas, vocês acham que eu devo temer algo mais que as já manjadas difamações, injúrias e calúnias feitas na internet?

*Durante a produção do texto acima, em que contava a vocês a cena surreal em que fui abordado pelo deputado João Rodrigues, ele subiu à Tribuna da Câmara para novamente me atacar e intimidar.

Não intimidou!!!! Sou acostumado a falar o que penso, porque a verdade é libertadora. A resposta que dei a ele está no vídeo.



Jean Wyllys
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Angela Albino reforça bancada do PCdoB na Câmara

Deputada toma posse para seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Entre suas prioridades, pautas relacionadas ao desenvolvimento econômico, aos direitos humanos e aos trabalhadores.


A catarinense Angela Albino assumiu nesta quarta-feira (28) o cargo de deputada federal, no lugar de Cesar Souza, do PSD, que tomou posse na terça-feira (27), como secretário de Estado de Assuntos Estratégicos no governo de Santa Catarina. A parlamentar deixa o cargo de secretária de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação para reforçar a bancada comunista na Câmara dos Deputados.

Segundo ela, a primeira comunista catarinense a ocupar uma cadeira no Legislativo federal, seu mandato terá como foco o desenvolvimento econômico, a defesa dos direitos humanos e dos trabalhadores. Mas alerta que o momento também é de luta pela democracia e desenvolvimento do país. “Acredito que o momento agora é de garantir a aprovação de medidas que assegurem a retomada do crescimento do país, de apoio aos projetos que gerem emprego e renda a todos.”

Além disso, Angela se dedicará às pautas que dizem respeito aos direitos humanos. “Serei mais uma voz na Câmara a favor da democracia e do avanço do Brasil, em defesa das mulheres, das bandeiras LGBT e no combate ao racismo”, acrescenta.

Durante a posse da parlamentar, a líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali (RJ), saudou a chegada de Angela. “Sua presença na bancada será um grande enriquecimento. Além disso, será mais uma mulher no Parlamento, trazendo não só o brilho e a importância da mulher na política, como da sua trajetória no partido”, afirma.

A presidente nacional do PCdoB, deputada Luciana Santos (PE), também deu as boas-vindas à camarada. “Num momento tão complexo da conjuntura nacional é um importante reforço a sua chegada.”

Servidora pública federal, Angela Albino já foi vereadora de Florianópolis e deputada estadual entre 2011 e 2014.


João Paulo Borges
No Vermelho
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Análises dos generais nos quartéis. Nas ruas e redes, berros e slogans fascistas


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Ao Vivo: Confira a participação de Lula no Diretório Nacional

Transmissão encerrada


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de reunião do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, em Brasília.

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O Acordo Transpacífico, o Brasil e a Geopolítica

http://www.maurosantayana.com/2015/10/o-acordo-transpacifico-o-brasil-e.html

Grandes países impõem acordos comerciais.
Os pequenos, assinam.

Com o acordo Transpacífico (TPP) nas manchetes, a direita neoliberal, e personalidades como o Ministro Armando Monteiro, voltam a defender a assinatura, pelo Brasil, de acordos comerciais, com a discutível tese de que se não fizermos isso, ficaremos isolados do mundo e do desenvolvimento.

Mesmo que esteja, aparentemente, bem intencionado, o Ministro Armando Monteiro e a costumeira malta dos alegres defensores do neoliberalismo, deveriam se perguntar por que países como a China — que não vai fazer parte do TPP — estão, apesar disso, cada vez menos isolados, e cada vez mais desenvolvidos.

Por que os europeus não apresentaram até agora sua lista de propostas ao Mercosul, nem conseguiram obter um mínimo de apoio ou consenso de seus agricultores para a assinatura de acordo com essa organização sul-americana.

Por que o Brasil está enfrentando problemas e a ponto de ser processado na OMC – Organização Mundial do Comércio, devido ao uso de incentivos fiscais em áreas como a automotiva, de telecomunicações e de tecnologia, enquanto países desenvolvidos sempre apoiaram esses setores e os protegeram e continuam blindando-os da competição estrangeira, como é o caso dos Estados Unidos.

E por que milhares de cidadãos de todo o mundo, entre eles, por exemplo, mais de 250.000 alemães — cidadãos de um país que consideram “modelo” e desenvolvido — foram às ruas, outro dia, em uma gigantesca manifestação no centro de Berlim, para protestar contra negociações visando à entrada da União Européia no mesmo Acordo Transpacífico, que, aqui no Brasil, estão querendo nos vender como panaceia.

Quem sabe isso poderia levá-los a refletir sobre uma verdade simples:

Assim como a Guerra — como dizia Clausewitz — é uma extensão da política, acordos comerciais são um reflexo e uma projeção do poder nacional, aplicado à geopolítica.

No âmbito comercial, e a história da expansão do poder “ocidental” não é mais do que isso, grandes nações impõem acordos comerciais — quase sempre leoninos — e as pequenas nações os assinam.

Na década de 1960, no auge da Guerra Fria, John Kennedy visitou a Alemanha, e, para demonstrar sua solidariedade aos alemães “capitalistas” na crise de Berlim, logo após a conclusão do muro pelos soviéticos, disse:

“Ich bin ein berliner” – “eu sou um berlinense.”

Frente às declarações do Ministro Armando Monteiro — ainda que possam ter sido bem intencionadas — e dos “analistas” de sempre, que, na mídia, não perdem uma oportunidade de repetir seus mantras entreguistas sem perceber que eles estão longe de ser uma unanimidade hoje, e sem se perguntar por que tanta gente insiste em discordar deles, e se dispõe a enfrentá-los nas ruas, em muitos lugares do mundo; e, principalmente, em consonância com as dezenas de milhares de alemães que desfilaram pelas ruas da capital da maior economia da Europa, protestando contra a perspectiva da entrada de seu país no Acordo Transpacífico, dá vontade de dizer, quanto à tentativa de “globalização”, ou melhor, de “norte-americanização” forçada do comércio “ocidental”: eu sou um berlinense, “ich bin auch ein berliner!”

Por que deveríamos pensar diferente?

O Brasil tem, em sua região, a mesma importância que a Alemanha tem na sua.

Não é de se crer que tenhamos a menor vocação para deixar de ser — com todos os nossos eventuais problemas — a oitava economia do mundo e o país mais importante da América Latina, para nos entregarmos definitivamente à condição de uma província a mais ou de um mercado a mais, totalmente aberto e subalterno aos produtos e aos ditames norte-americanos, em seu esforço para manter sua cada vez mais ameaçada hegemonia, logo em um século, em uma época, em que deveríamos estar nos preocupando em defender o lugar que nos cabe no mundo e os nossos interesses, e não os dos EUA.
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O que eles veem

O impeachment de Dilma Rousseff e a cassação de Eduardo Cunha estão agora entrelaçados, mais distantes no calendário, mas com futuros separados e perspectivas diferentes.

O pedido de cassação de Eduardo Cunha, por iniciativa do PSOL e da Rede de Marina, demorou 15 dias para ir da Mesa da Câmara ao Conselho de Ética, onde chegou ontem. É um prenúncio. Os prazos do Conselho e as férias de verão do Congresso, a começarem em 22 de dezembro, não se entendem bem com a decisão sobre Cunha. Não há previsão do que o relator pretenda, entre inquirição de testemunhas e coleta de documentos, para formar sua proposta ao Conselho. Não é provável, portanto, que mesmo nessa instância preliminar haja decisão antes do recesso parlamentar.

Remota embora, no entanto pode haver. Se, porém, houver e for pela cassação de Eduardo Cunha, a proposta ainda terá de passar à instância seguinte, o plenário que efetivará a medida extrema ou a absolvição. Logo, mesmo que o Conselho de Ética submeta a proposta de cassação ao plenário, só daqui a mais de três meses haveria a decisão final.

Pressa, ou desejo mal controlado, produziu ontem a notícia "Câmara recomenda a Cunha dar aval ao impeachment". Falta muito para a Câmara chegar à etapa de iniciativas e decisões. A pedido de Eduardo Cunha, assessores teriam concluído parecer que aprova o embasamento jurídico do pedido de impeachment de Dilma assinado por Hélio Bicudo, Reale Jr. e Janaína Paschoal. Mas também há a informação — aliás, citada de raspão pelo "Globo" — de um parecer em sentido contrário e também pedido por Cunha. Para dar ares jurídicos à decisão que tome, de encaminhar ou arquivar o requerimento de impeachment. Duplicidade sensata, mas sobretudo típica de Eduardo Cunha, o astuto.

Nestes dias de "nova mídia", depois de ler o noticiário é recomendável recorrer aos mais bem informados para saber qual das informações contraditórias é mais confiável. Ou menos inconfiável. Do almoço na casa de Eduardo Cunha, anteontem, aquele jornal do Rio publicou que os presentes ouviram dele que sua decisão, sobre encaminhamento do pedido de impeachment, "dependerá de um fator externo". Qual seja, haver ou não pedido do procurador-geral da República ao Supremo para o afastamento de Cunha. A medida o levaria a agir contra Dilma. Mas também se podia ler que os outros presentes nada ouviram sobre o procurador-geral e sobre tal assunto.

É óbvio que Eduardo Cunha fez do pedido de impeachment uma arma de muitas utilidades. Mesmo inexistindo submissão do procurador-geral ao governo ou a Dilma, associá-los é a maneira encontrada por Cunha para justificar sua manipulação do impeachment. Mas, sem contrariar esse jogo, da sua e da parte do governo há sinais de novos conceitos mútuos. Os quais, se consolidados, vão se refletir em disposições também mútuas.

Em prazos, as perspectivas para Dilma, quanto ao pedido dos três juristas, são mais ou menos as de Cunha. Mesmo o potencial de um processo parlamentar proveniente do Tribunal de Contas da União, sobre as "pedaladas", é pequeno, já por não se tratar de crime de responsabilidade, como exigido para impeachment.

Logo, tudo no Brasil está e continuará, ainda por meses, pendurado em dois assuntos tão vivos quanto mortos. Ainda que se resolvam algumas pendências do governo no Congresso, para o desajuste econômico, para os próximos meses não se vislumbra promessa de situação definida, em qualquer sentido.

Afora uma hipótese, merecedora de expectativa. Na Procuradoria Geral da República aumenta a confiança em que seu material sobre Eduardo Cunha leve a muito mais do que processos comuns por recebimentos ilegais, evasão de divisas, lavagem e contas não declaradas. Nas suas considerações, a Procuradoria nem se preocupa com férias parlamentares.

Rodrigo Janot leu que o verão vai ser quente como poucos. E não havia outra notícia dizendo o oposto.

Janio de Freitas
No fAlha
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