27 de out de 2015

Moro, você trabalhou com o Presidente Lula?

Moro, a Casa Grande vai te enxotar pela porta dos fundos!




Esses fanfarrões da Vara de Guantánamo, que julgam com a Globo, deveriam ser trancados numa sala para assistir a esse video do Fernando Haddad sobre os setentinha do Lula, como disse o Chico Buarque.


O Haddad nao é fanfarrão.

Sob o Lula, o Haddad fez o ProUni, o ENEM, criou 10 universidades federais, Pronatecs, o FIES, criou 214 escolas técnicas e o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), melhorou o IDEB do Brasil e mais que dobrou o número de vagas de ingressos nas universidades.


Depois, o povo de São Paulo o elegeu prefeito de forma consagradora, contra esse defensor dos interesses da Casa Grande, o marqueteiro da Chevron.

O Haddad fez mais pelo Brasil do que todos esses fanfarrões de Guantánamo juntos, esses grampeadores de cela de preso.

Esses fanfarroes de Guantanamo querem prender o Lula para entrar pela porta de entrada da Casa Grande.

Gloria efêmera, como a do Barbosa.

No dia seguinte, a Casa Grande os enxota pela porta dos fundos.

Moro, imagine, um italianinho, um carcamano, dirão o Mesquita, o Bueno Vidigal, os Marinho, de nobre estirpe carioca (qua, qua, qua)...

É o mesmo menosprezo que dedicam ao turquinho do Haddad e ao nordestino analfabeto, sem dedo.

Era bom assistir a esse vídeo.

E parar de brincar com fogo.

Como diz o Ministro Barroso, esses fanfarrões pensam que o Brasil é uma republiqueta.

Ficam brincando de impitim.

De fechar a Petrobras, que o Lula e a Dilma devolveram ao povo brasileiro.

De tratar um estadista, um herói do povo brasileiro — como diz a Dilma — como se fosse um Baiano da vida, um Janene, que faz dinheiro voar, um tucano morto, inscrito na Lista de Furnas, um Costa e suas 867 delações...

Nao se deixam levar pela lábia daquele que o Fernando Brito chama de cínico.

Ele só existe no PiG.

Como vocês, fanfarrões.

O FHC não resiste a uma vistoria na fazendola de Minas, a um DNA — quanto mais dois!.

Não se deixem levar por esses eventos da Economist: isso é caça-niquel de gringo esperto tomando grana de nativo trouxa.

Não queiram ir além dos sapatos.

Não brinquem com fogo.

Mais respeito!

Mexeu com o Lula... mexeu com o pai do Haddad!

Paulo Henrique Amorim
No CAf
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O velho e o novo

Se você anda preocupado porque tem dificuldades de mexer com a internet, quando seu neto faz operações que até Deus duvida, como se já nascesse sabendo tudo sobre o mundo virtual, temos duas notícias para lhe dar.

Como sempre ocorre nesses casos, uma boa e outra má.

Nem vamos esperar que você escolha, vamos lhe dar logo a má.

A má notícia é que, ao que tudo indicam as estatísticas, não demora muito você vai perder a única coisa que realmente importa, a sua vida.

Os números estão contra você e a favor do seu neto, e mesmo que a expectativa de vida tenha crescido muito no Brasil, certamente porque os governos do PT melhoraram as condições de saúde e higiene dos mais pobres, você não terá ainda muitas copas do mundo para assistir, nem muitos livros para ler.

Segundo dados do IBGE de 2013, a expectativa de vida para os brasileiros subiu para 74,9. É pouco comparado com os 85,9 do Japão, mas é bem melhor do que os 45,9 de República Centro Africana, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.

Se você fosse japonês, a notícia que vamos lhe dar em seguida talvez não tivesse grande importância porque boa parte da sua longevidade é devida a sua despreocupação com as boas e más notícias.

Se você fosse um centro africano, talvez não estivesse mais vivo para ouvi-las.

Mas, como você é brasileiro e curioso, vamos logo à boa notícia.

Pesquisas publicadas pelo Journal of Topics in Cogntive Science desmentiu a teoria até aqui aceita de que as conexões cerebrais são prejudicadas pelo avanço da idade. De acordo com a publicação, a lentidão de raciocínio dos idosos não advém do eventual declínio do processo cognitivo, mas do excesso de conhecimento. Em outras palavras, ao longo da vida se armazena coisa demais no disco rígido cerebral e aí o processamento de informações se torna mais lento, como num computador antigo e com muitos arquivos.

Não é possível garantir que a fonte seja confiável, em todo o caso foi publicada por uma revista dessas modernas com o título em inglês mesmo que produzidas aqui mesmo.

Obviamente isso só é válido para pessoas que gastaram algum tempo da vida para aprender sobre o mundo lendo livros e não apenas a Zero Hora ou vendo a Rede Globo.

Ou seja, todos aqueles romances e biografias que você leu, além de milhares de informações colhidas ao longo da vida, indo ao cinema, falando com pessoas inteligentes, frequentado salas de aula e até mesmo vendo televisão, formaram um acervo que o torna mais inteligente que aquele jovem empresário que aparece no jornal falando sobre as maravilhas da livre empresa.

Pondo numa balança com a notícia ruim, esta notícia não é tão boa assim, pesa menos, mas de qualquer maneira é um consolo saber que num ranking cultural, você tem tudo para fazer uma boa figura.

Aproveite enquanto é tempo!

Marino Boeira
No Imagem Política
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Censura a favor do trabalho análogo à escravidão

Denúncia do Site reporterbrasil.org.br- reprodução
Foi muito duro para jornalistas da minha geração, assim como os mais antigos e alguns mais novos também, conviver com a censura imposta pela ditadura civil-militar que se implantou no país em 1964.

É penoso e estarrecedor saber que, em pleno século XXI, ainda assistimos a exploração do homem pelo homem. Isto é, empresários gananciosos que adotam as práticas semelhantes  a do período da escravidão explorando pessoas, geralmente mais humildes, em busca de um maior lucro.

O que falar então quando voltamos a assistir práticas de censura para beneficiar aqueles que são acusados de explorar a mão de obra implantando condições de trabalho análogas à escravidão? Como considerarmos a democracia no país quando a ameaça à liberdade de imprensa — que a chamada mídia tradicional não cansou de acusar o governo de querer implantar — sai de decisões judiciais para beneficiar quem está sendo cobrado na Justiça por explorar mão de obra, normalmente, desqualificada?

Através do site Comunique-se fiquei sabendo da censura imposta pelo juiz  Argemiro de Azevedo Dutra, da 2ª Vara Cível e Comercial da Comarca de Salvador, ao site Repórter Brasil, do jornalista Leonardo Sakamoto, para não citar a empresa Morro Verde Participações na Lista de Transparência sobre Trabalho Escravo Contemporâneo no Brasil” em PDFe xls.

A lista do Ministério do Trabalho sem o nome da empresa - reprodução
A lista do Ministério do Trabalho sem o nome da empresa – reprodução
Para quem, como eu, não sabia, esta empresa Morro Verde Participações, é uma holding, com sede em Salvador, dona de uma fazenda em Caraíbas, no município de mesmo nome no sul da Bahia e da fazenda Graciosa, em Xinguara (PA), onde, em janeiro de 2014, houve o resgate de 23 trabalhadores em uma ação conjunta do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Rodoviária Federal. A propriedade atua no criação de gado para corte.

Em solidariedade aos trabalhadores explorados, àqueles que dedicam sua vida profissional ao combate ao trabalho análogo à escravidão e na defesa da liberdade de imprensa e livre manifestação do pensamento, alé da defesa do próprio Estado de Direito, republico abaixo a matéria retirada do site Repórter Brasil. Acho que quando todos nós jornalistas dermos divulgações a fatos como estes, aqueles que recorreram à Justiça para impedir a divulgação de notícias verdadeiros irão pensar duas vezes. E os juízes que dão decisões censurando a imprensa, também
Afinal, vale ou não vale a nossa Constituição que no seu artigo 5ª estabelece:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

XIV – é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;

A REPÓRTER BRASIL ESTÁ SOB CENSURA JUDICIAL DESDE O DIA 9 DE OUTUBRO DE 2015. SAIBA MAIS.

Justiça ordena censura por caso de fiscalização de trabalho escravo

16/10/15

Juiz da 2ª Vara Cível e Comercial da Comarca de Salvador, na Bahia, ordenou a retirada de informações sobre um resgate de trabalhadores em condições análogas às de escravo divulgado pela Repórter Brasil

A pedido da empresa Morro Verde Participações, o juiz da 2a Vara Cível e Comercial da Comarca de Salvador, na Bahia, Argemiro de Azevedo Dutra, ordenou a censura de informações sobre um resgate de trabalhadores em condições análogas às de escravo divulgado pela Repórter Brasil.

Censura ao blog  reporterbrasil.org.br noticiada no Comunique-se - reprodução
Censura ao blog reporterbrasil.org.br noticiada no Comunique-se – reprodução
A operação, que resultou no resgate de 23 trabalhadores da fazenda Graciosa, em Xinguara (PA), em janeiro de 2014, contou com a participação do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Rodoviária Federal. A propriedade atua no criação de gado para corte.

A empresa obteve uma cautelar que obriga a excluir o seu nome sob pena de multa diária de R$ 50 mil. A Repórter Brasil está recorrendo da decisão por considerar que garantir a transparência sobre atos do Estado brasileiro é uma ação de interesse público.

A informação consta de uma relação com dados de empregadores autuados em decorrência de caracterização de trabalho análogo ao de escravo e que tiveram decisões administrativas de primeira e segunda instâncias confirmando a autuação. A lista foi solicitada pela Repórter Brasil ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) com base nos artigos 10, 11 e 12 da Lei de Acesso à Informação (12.527/2012), que obriga qualquer órgão de governo a fornecedor dados públicos, e no artigo 5º da Constituição Federal de 1988.
No final do ano passado, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, concedeu uma liminar à Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), suspendendo a “lista suja” do trabalho escravo, cadastro mantido pelo MTE que garantia transparência ao nome dos flagrados com esse tipo de mão de obra. Criado em 2003, ele era considerado um exemplo global no combate à escravidão pelas Nações Unidas.

Ou seja, este caso de censura ocorreu porque o governo brasileiro ainda não foi capaz de reestabelecer o cadastro de empregadores flagrados com mão de obra escrava, regulada por portaria interministerial específica, deixando para a sociedade civil o ônus de buscar transparência para os atos públicos.
Até agora, a Repórter Brasil, entre outras instituições e profissionais de imprensa, solicitou duas vezes essa relação, obtendo-a e divulgando-a em março e setembro deste ano. Esta última, engloba casos em que houve confirmação da autuação entre maio de 2013 e maio de 2015, e contém 421 nomes de pessoas físicas e jurídicas.

A sociedade brasileira e o setor empresarial têm o direito a ter acesso às informações sobre os flagrantes confirmados por trabalho análogo ao de escravo realizados pelo governo.

E transparência é fundamental para que o mercado funcione a contento. Se uma empresa não informa uma situação com essa ao mercado, sonega informação relevante que pode ser ponderada por um investidor, um financiador ou um parceiro comercial.

A empresa entrou com a ação temendo que a informação pudesse causar danos à sua imagem. Cita um acordo com o Ministério Público do Trabalho, em 2014, como prova de que inexiste qualquer “registro negativo” contra ela. Afirma, dessa forma, que essa publicização afronta princípios constitucionais, como a presunção da inocência.

De acordo com procuradora do Trabalho Melina de Sousa Fiorini e Schulze, que acompanhou o resgate de trabalhadores na operação, em 2014 e depois foi responsável pelo acordo citado na decisão judicial, afirma que “o Termo de Ajuste de Conduta firmado com o Grupo Morro Verde Participações visou à adequação da conduta da empresa ao disposto em lei, imputando-lhe obrigações de fazer, não fazer e pagar indenização pelo dano moral coletivo em razão de fato ilícito apurado, haja vista a constatação, in loco, da submissão de trabalhadores a condições análogas a de escravo”.

Para ela, a função do Ministério Público do Trabalho é justamente estancar a conduta ilícita. “E isso se deu pela via extrajudicial, mediante a assinatura de instrumento de ajuste voluntário. Tal fato, contudo, não afasta consequências outras decorrentes da ilicitude levada a efeito, inclusive de ordens administrativa, cível e penal.”

André Roston, auditor fiscal do trabalho, que coordenou a ação de resgate, também é o responsável pela Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo do Ministério do Trabalho e Emprego e confirma a situação que levou ao resgate dos trabalhadores: “no curso da operação foram flagrados 23 trabalhadores submetidos a condições análogas às de escravo, os quais, de acordo com o relatório de fiscalização, sofriam graves violações de seus direitos trabalhistas e humanos, laborando e vivendo em condições degradantes”.

Dados sobre ações de fiscalizações e resgates pelo governo brasileiro são de caráter público e acessíveis a qualquer cidadão ou jornalista. Impedir a divulgação dos resultados dessas operações é cercear a sociedade de informações de interesse público que têm sido veiculadas cotidianamente por sites, TVs, rádios, jornais e revistas desde que o país criou seu sistema de combate ao trabalho escravo contemporâneo em 1995. E, portanto, dificultar o combate a esse problema.
As informações sobre fiscalizações do Ministério do Trabalho e do Ministério Público são de domínio público, de livre acesso a todos os cidadãos. É um absurdo cogitar que, de uma hora para outra, o site não possa dar a seu público conhecimento de informações públicas”, afirmou Carlos Bezerra Júnior, deputado estadual pelo PSDB, autor da lei paulista de combate ao trabalho análogo ao de escravo.
O Instituto do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (InPacto), que solicitou e divulgou a lista de empregadores, também foi intimado a retirar a informação da referida empresa de seus registros. O processo corre com o número 0559474-02.2015.8.05.0001.

Marcelo Auler
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Os documentos secretos da Operação Zelotes!


Mais um furo histórico do Cafezinho!

Fontes do Cafezinho que detêm informações e documentos sigilosos sobre a Operação Zelotes estão chocadas com a armação midiático-policial montada para cima do filho de Lula.

A Zelotes envolve dezenas de empresas e figurões. É a nata do sistema bancário e midiático nacional. Largar esse osso para perseguir o filho de Lula é o cúmulo do mau caratismo!

Jamais a imprensa procurou obter, junto aos órgãos competentes, informações sobre esses suspeitos.

Milhares de repórteres, e nada!

Tão diferente da Lava Jato, onde as informações, também sigilosas, são vazadas praticamente online para a imprensa!

No Senado, foi montada uma CPI, sob presidência do PSDB, e nenhuma informação jamais vazou, apesar da importância capital dessa operação, que poderia se tornar o símbolo do combate à principal corrupção no país: a corrupção fiscal, que desvia mais de R$ 600 bilhões por ano dos cofres públicos!

Uma dessas fontes, revoltada com a pistolagem de setores da mídia e do Ministério Público, que parecem ter se tornado agentes políticos anti-PT ao invés de autênticos representantes do povo na luta contra a corrupção no país, passou-me um conjunto de documentos sigilosos da Polícia Federal, contendo os pedidos de prisão, de busca e apreensão, de bloqueio de contas.

Com esses documentos, a mídia não poderá mais seguir o seu jogo sujo de desviar o foco para o "filho de Lula", que não tem nada a ver com a história.

São 494 páginas! A imprensa, se estiver mesmo interessada, se quiser ao menos fingir que é imprensa, poderá se fartar!

Os leitores do Cafezinho - que são repórteres bem mais honestos e livres do que a nossa imprensa comercial - também podem ajudar, recortando partes específicas e trazendo para a área de comentários.

São bilhões de reais desviados, que envolvem sobretudo bancos e empresas de mídia, como a RBS, afiliada da Globo.

Usem a ferramenta de buscar e confiram: os documentos estão cheios de referências à RBS, ao banco Safra, ao Santander, ao Bradesco, à Gerdau.

Nada sobre o filho de Lula!

Enfiar o filho de Lula ou sua empresa nesse lamaçal é a mais sombria desonestidade jornalística.

Esta nova fase Operação Zelotes, me contam essas fontes, foi aberta como forma de tentar tirar do foco a incapacidade da PF e do MPF de prender os responsáveis pelos desvios no CARF, estimados pela PF em quase R$ 20 bilhões.

Segundo minhas fontes, e os documentos estão aí, as investigações da Zelotes levantaram os seguintes nomes, como suspeitos pelos desvios no CARF: Leonardo Siade Manzan, Maurício Taveira e Silva, Antônio Lisboa Cardoso, Mauro Marcondes Machado, Edison Pereira Rodrigues (ex-presidente do CARF nomeado por FHC), Meigan Sack Rodrigues (filha do Edison), Jorge Victor Rodrigues (caso Santander e Safra), Lutero Fernandes do Nascimento, Eduardo Cerqueira Leite (caso Bradesco), Jeferson Ribeiro Salazar (caso Santander), José Teriju Tamazato (caso Santander e Bradesco), Mário Pagnozzi Junior, João Inácio Puga (ex-diretor banco Safra), Wagner Pires de Oliveira (caso JS SAFRA), Jorge Celso Freire da Silva (caso Santander), José Ricardo da Silva (centro das investigações), João Batista Gruginski (caso Gerdau), Adriana Oliveira e Ribeiro (caso Gerdau), Silvio Guatura Romão, Ezequiel Antonio Cavallari, Alexandre Paes dos Santos (lobista).

Destes 21, só foi pedida a prisão de Alexandre Paes dos Santos, José Ricardo, Eduardo Valadão, Mauro Marcondes e Cristina Marcondes. Há um foragido.

Por que os envolvidos com o sistema bancário não foram alvo de prisão temporária?

Por que a busca e apreensão na empresa do filho do Lula senão houve busca e apreensão nas empresas que, segundo a PF, fraudaram o CARF?

Não há exatamente nada contra o filho de Lula nas investigações da Zelotes. Houve até uma CPI, presidida pelo PSDB, e o nome do filho de Lula jamais foi sequer citado.

Com a palavra, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que deveria ser responsável por não deixar a Polícia Federal se transformar numa polícia política de terceira categoria.

Deveria, no mínimo, promover um debate, dar entrevistas, fazer a batalha da comunicação.

Cardozo prefere dar entrevistas à TV Veja...

Acho oportuno acrescentar uma observação.

A Polícia Federal não fez nada para investigar a sonegação da Rede Globo, apesar das provas contundentes, dos documentos contendo as assinaturas dos irmãos Marinho, e do histórico de problemas fiscais da emissora.

E quem vai para as manchetes é o filho de Lula?


Miguel do Rosário
No Cafezinho
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Por que a Globo continuou ignorando as denúncias sobre Cunha após demitir sua mulher

Eles
O jornal O Globo publicou um perfil sucinto de Cláudia Cruz na semana passada que, apesar do tamanho, mais revela do que esconde as relações do casal Cunha com a maior emissora do Brasil.

A passagem de Cláudia pela TV é resumida nestas linhas: “Em 1997, ao exibir sua intimidade, Cláudia apareceu ao lado das duas filhas — a mais nova do relacionamento com Cunha — para a mensagem de fim de ano da Rede Globo, onde era uma das apresentadoras do telejornalismo: ‘o futuro já começou’.”

Finita la commedia.

A história completa é um pouco mais emocionante. Cláudia foi empregada da Globo entre 1989 e 2001. Apresentou Bom Dia Rio, Jornal Hoje, RJTV, Globo Ciência, Globo Comunidade, Jornal da Globo e Fantástico.

Em 10 de abril de 2000, deu a notícia da demissão de seu marido da presidência da Companhia Estadual de Habitação, Cehab, por causa de denúncias de fraudes em contratos.

Meses depois, foi demitida. No início de 2015, Cláudia ganhou um processo trabalhista. Num post de Valéria Monteiro no Facebook, deixou um desabafo acerca da comemoração dos 50 anos da rede carioca.

“Ser apagada da história é muito ruim. (…) E, simplesmente, sumi na poeira como castigo por ter acionado a empresa na justiça, por ter sido injustiçada”, escreveu.

Cláudia foi defenestrada por culpa do casamento com um corrupto. As aparências da Globo estavam salvas e os escândalos puderam ser varridos para debaixo do tapete até a Suíça tornar a situação incontrolável.

A ligação da Globo com Cunha já vinha de longa data. Segundo a Folha, em 1992 o então presidente da extinta Telerj assinou um aditivo de 92 milhões de dólares a um contrato de 1989 com a NEC Brasil — fornecedora de equipamentos para telefonia controlada, na ocasião, por Roberto Marinho.

Não houve licitação. O aditivo serviria para ampliar o número de terminais para 40 mil celulares (em 1993, um segundo aditivo foi assinado por 30 milhões de dólares por mais 40 mil terminais — 62 milhões a menos do que pagou Cunha).

Cunha estava com Cláudia desde o começo dos anos 90. Ele a viu na televisão e a contratou para fazer a locução do número 102, serviço que fornecia o endereço dos assinantes. Amor à primeira vista.

Naquele longo período, enquanto Cunha não era apanhado, Cláudia voava à vontade. Ele dançou, ela dançou também. Ainda assim, provavelmente em memória da antiga parceria, por duas décadas a Globo não moveu um dedo de seu arsenal jornalístico para mostrar quem era Eduardo Cunha.

Como no caso das barbaridades na CBF e do mea culpa da ditadura, a Globo conta o passado pela metade, omitindo ou fantasiando seu protagonismo nos fatos. Sempre, sempre apostando na baba elástica e bovina de quem está assistindo, lendo e ouvindo.

Kiko Nogueira
No DCM
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Fujimori manda lembranças a Fernando Henrique


Toda vez que se coloca em questão a diplomacia de um governo, convém tomar uma providência mental básica: lembrar a velha lição de que a política externa de um país é um reflexo de sua política interna. Isso quer dizer que nenhum governo sustenta ou critica outro governo em função de belos princípios mas em função de interesses e daquilo que julga ser a prioridade para seu país em determinado momento. 

Os mesmos observadores que adoram criticar o governo Dilma Rousseff por sua política em relação à Venezuela de Nicolás Maduro gostam de manter embaixo do tapete um dos eventos mais deprimentes e questionáveis da história da diplomacia brasileira: a entrega da Ordem do Cruzeiro do Sul ao ditador peruano Alberto Fujimori. Do ponto de vista dos direitos fundamentais e das liberdades públicas, tudo aquilo que se insinua contra Maduro era possível provar contra Fujimori — e muito mais. Inclusive tortura sistemática e execução de adversários políticos.

Isso não impediu que, em 1999, Fernando Henrique tomasse um avião e desembarcasse em Lima para entregar a maior condecoração do Estado brasileiro, iniciada ainda nos tempos do império de Pedro II.

O artigo que você vai ler abaixo foi escrito em junho de 2011. O debate é idêntico, ainda que os personagens e a trama tenham outros nomes. O texto debate o esforço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do então primeiro ministro da Turquia, Recep Erdogan, para construir  um acordo com o governo do Irã sobre suas pesquisas nucleares. A iniciativa foi transformada em escândalo universal, na época. O fim da história você sabe. Em 2014, as grandes potências, que haviam sabotado o acordo Brasília-Ancara-Teerã, assinaram um pacto semelhante ao anterior. A única diferença é que se desperdiçou um tempo histórico desnecessário. Outra diferença é que o segundo acordo tem um alcance menor do que o primeiro.

É bom lembrar que as críticas à política brasileira em relação ao regime comunista de Fidel-Raul Castro seguiram o mesmo caminho. Foram alvo de suspeitas e denúncias de toda ordem, que traíam a velha subordinação do conservadorismo brasileiro à lógica da Guerra Fria, que produziu o golpe de 1964. Depois que Barack Obama e Raul Castro anunciaram o restabelecimento de relações diplomáticas, as críticas à diplomacia brasileira se transformaram em anedota de mau gosto, vamos combinar. Nem o esforço para criminalizar,  sem qualquer tipo de prova, um investimento importante para os dois países — o porto de Mariel —, que tem relação direta com o futuro da economia cubana, consegue esconder isso.

A reconstituição do episódio iraniano deve servir, espero, como uma modesta contribuição para elevar o espírito crítico de meus colegas jornalistas que, diante do primeiro volume dos diários presidenciais de FHC, têm retomado o velho costume de proferir elogios deslumbrados e sem limites diante do ex-presidente e seus oito anos de mandato. 


Responda rápido: considerando o período democrático, quem foi o primeiro presidente brasileiro que condecorou e bajulou um ditador violento, condenado por perseguir, torturar e executar adversários políticos, alvo de repúdio internacional por corrupção e desrespeito a democracia?

Você errou se cravou o nome de Luiz Inácio Lula da Silva depois de pensar no primeiro-ministro do Irã Mahmoud Amadinejad.

Em 1999 o presidente Fernando Henrique Cardoso entregou a Ordem do Cruzeiro do Sul, a mais alta condecoração brasileira, ao ditador do Peru, Alberto Fujimori, um dos queridinhos do autoritarismo conservador da América Latina.

Uma pequena pequena reportagem do UOL, com data de 22 de julho de 1999, descreve: naquele dia FHC tomou o avião e foi até Lima entregar a condecoração brasileira. Reuniu-se com empresários, fez uma pequena palestra e no fim do dia tomou o avião de volta.

Cumprindo seu terceiro mandato consecutivo, o presidente peruano era considerado um risco para a democracia na América Latina. Falava-se mesmo em “fujimorização” para descrever a formação de ditaduras que nascem por dentro, pela traição aos princípios de uma democracia.

Depois de eleito pelo voto popular, Fujimori fechou o Congresso, perseguiu a oposição e manipulou a Justiça. Criou um serviço secreto que identificava e assassinava adversários. Montou um esquema de corrupção dirigido pelo chefe do serviço secreto, que comprava o silencio da grande mídia com o pagamento de propinas — e filmava a cena de pagamento aos empresários para que fossem chantageados no futuro. A tortura era rotina no país.

Rejeitado pela comunidade internacional, Fujimori tornou-se uma espécie de marginal diplomático, repudiado até pelo governo americano, com o qual manteve, inicialmente, uma profunda identificação ideológica e geopolítica.

Apenas um ano depois de condecorado pelo governo brasileiro, Fujimori acabou afastado do poder numa operação apoiada pelo governo americano. Conseguiu fugir do país mas voltou ao Peru e hoje cumpre pena de vinte anos de prisão.

Do ponto de vista dos direitos humanos e da democracia, o apoio de Brasília só pode ser classificado como um vexame, que enfraquecia os esforços da oposição peruana para denunciar o regime e forçar seu isolamento internacional. Adversário de Fujimori, o escritor Mario Vargas Llosa liderara uma campanha de denuncia permanente contra a violência do governo.

Estive em Lima, naquela época. Fiz uma entrevista exclusiva com Fujimori em seu gabinete. Andei pela rua, conversei com empresários que adoravam seu governo, entrevistei adversários políticos e lideranças civis perseguidas. Fujimori possuía uma base popular real, que agradecia seu esforço para controlar a economia e impor a ordem num país atingido pela violência terrorista do grupo Sendero Luminoso.

Nem por isso deixava de ser um ditador — com vários traços semelhantes a Mahmoud Amadinejad. Naquele período, um presidente eleito da Guatemala fechou o Congresso e tentou governar com apoio do Exército e medidas de força. Acabou sendo forçado a renunciar em menos de uma semana. Mesmo assim, entrou para a História das tristes democracias latino-americanas como o primeiro seguidor do fujimorismo.

A liberação de nossos arquivos diplomáticos talvez possa nos ajudar a entender, um dia, o motivo para o apoio brasileiro ao ditador vizinho — da mesma forma que também poderá explicar o apoio sem condições ao governo iraniano.

Mesmo assim, permanece uma outra pergunta: entender por que a entrega de uma medalha ao ditador vizinho jamais levou FHC a receber críticas tão duras como aquelas que alvejaram Luiz Inácio Lula da Silva em função de seu apoio a Ahmadinejad.

Seria o preconceito contra Lula? Seria uma campanha disfarçada para usar a diplomacia a ajudar a oposição? Seria ignorância? Esquecimento?

Paulo Moreira Leite
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Em defesa do Brasil e da democracia


Nesta segunda (26) faz um ano da reeleição da presidenta Dilma. De lá para cá, bastante coisa aconteceu. Foi a oitava eleição desde a redemocratização, a sétima pelo voto direto. Vale a lembrança para que possamos reconhecer o quão recente é a nossa democracia, para que mantenhamos firmes o desafio de defendê-la.

Recomendo a leitura do marcante discurso de Ulysses Guimarães, então presidente da Assembleia Nacional Constituinte, na ocasião da promulgação da Constituição Democrática de 1988. Esse discurso deveria ser entregue a todos parlamentares e lido novamente em plenário nos tempos atuais.

A eleição presidencial de 2014 foi histórica por diversos fatores. Seria a primeira vez na história que a mesma coalizão partidária seria eleita para a Presidência da República para o quarto mandato consecutivo. O seu resultado foi o mais acirrado da história, foi assim também ao longo de todo o pleito. Após a morte de Eduardo Campos, as eleições que pareciam até então tranquilas e de resultado supostamente previsível, passaram a ser uma montanha russa. O antagonismo entre os programas e o acirramento nas pesquisas fizeram com que o debate político ganhasse força. A autonomia do Banco Central foi um desses temas, debatido amplamente pelos candidatos e pela sociedade. Foi assim também com os temas ligados à juventude. Se, em 2010, o debate sobre aborto e drogas era a abordado por um viés de criminalização dos jovens, em 2014, entraram na roda a criminalização da LGBTfobia e o fim dos autos de resistência.

A participação social também foi um ponto alto, o engajamento tanto nas redes sociais como nas ruas foi algo impressionante. Entre a juventude, esse elemento chamou bastante atenção. No segundo turno, houve diversas mobilizações nas universidades e nos grandes centros urbanos: debates, atos políticos, passeatas, atividades culturais, com envolvimento de artistas e intelectuais. Hoje, mais um vez, necessitamos resgatar a politização e a participação social, para fazer frente a essa avalanche conservadora que assola o nosso país. Nós da UJS empunhamos em todo o Brasil uma campanha com o mote: “Renovar a Esperança”, o principal desafio era – e ainda é – mobilizar a juventude em torno da reeleição da presidenta Dilma e em prol do aprofundamento das mudanças. Esses desafios seguem atuais, seja pela tentativa golpista de interrupção do mandato da presidenta ou pelo desafio de avançar nas transformações.

Outro fator que cabe registro são as eleições parlamentares para a Câmara Federal. Foi eleito o parlamento mais conservador desde 1964. Diminuíram as representações de parlamentares ligados a movimentos sociais, sindicais, educacionais e cresceram os números de parlamentares ligados a setores empresariais, igrejas e agentes de segurança. Fato que culminaria, mais tarde, com uma avalanche de pautas conservadoras: redução da maioridade penal, terceirização, ataques à Petrobrás e ao Regime de Partilha, Estatuto da Família, Estatuto do Desarmamento e a tentativa de impeachment da presidenta Dilma. Todas elas impulsionadas com a assunção de Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados. Cunha tem perdido apoio político, social e legitimidade para liderar essa onda conservadora, que tem como um dos seus principais objetivos demover a presidenta Dilma Rousseff da Presidência da República. Com a comprovação das denúncias da existência das contas sonegadas em paraísos fiscais na Suíça, Cunha precisa ser afastado da presidência da Câmara e julgado.

Sobre o papel da grande mídia no processo eleitoral também cabe avaliação. Altamente parcial, operou em favor da derrota da candidatura de Dilma. Foi uma grande campanha de desinformação, que teve seu cume na semana do segundo turno, com a capa da revista Veja, atitude que gerou repulsa de diversos setores da sociedade. Nós da UJS realizamos um ato em frente à Editora Abril, com o objetivo de denunciar a manipulação das informações, visando de maneira desesperada influenciar o resultado das eleições. O ato ganhou relevância nacional e disseminou a palavra de ordem #VejaMente. O papel das redes sociais foi decisivo, não fossem elas talvez não tivéssemos ganho as eleições.

Desde que o resultado das eleições foi proclamado, a direita nucleada no PSDB e no DEM, tem procurado escusas para não reconhecê-lo. Primeiro foi a recontagem de votos, depois a aprovação das contas de campanha da presidenta, depois o tema das chamadas pedaladas fiscais. Tudo em nome de não reconhecer a derrota. Vi outro dia nas redes sociais: “Já tem panetone na prateleira e o PSDB ainda não aceitou o resultado das eleições”.

Vivemos o momento mais difícil, do ponto de vista político e econômico desde a eleição de Lula em 2002. A combinação de uma aguda crise política com dificuldades na economia, resultam na baixa aprovação e apoio social do governo. Mas esse momento não pode ser, nem de longe, comparado a outras crises vividas pelo Brasil. Vale ressaltar pontos importantes de um ano para cá, como os maiores acordos comerciais da história do Brasil, firmados com China e Estados Unidos, respectivamente, as maiores potências econômicas do planeta. A inauguração da histórica obra de transposição do Rio São Francisco, o papel do governo no combate ao Projeto de Lei 4330 das terceirizações e da redução da maioridade penal. Além da manutenção dos principais programas sociais.

É importante resgatar medidas relevantes implantadas ao longo do primeiro mandato da presidenta Dilma, no sentido de preservar a economia brasileira e ampliar os direitos sociais. A ampliação cavalar de alguns programas sociais, tais como: o FIES, o Bolsa Família – que após uma grande ofensiva na ampliação dos cadastros, retirou o Brasil do mapa da fome -, o Minha Casa Minha Vida, seja do ponto de vista do número de famílias (que ao contrário do que alguns querem, não precisa da figura do homem para ser reconhecida como tal) atendidas ou pela facilitação ao crédito. Pela criação de novos programas, como o PRONATEC e o Ciência Sem Fronteiras, deixando em desuso o termo apagão de mão-de-obra. E pela adoção de novas medidas, como as desonerações a setores da indústria, a redução no preço da energia elétrica, e a redução ao menor patamar histórico da taxa Selic. Essa última cabe ainda mais destaque, pois tentou-se com isso enfrentar uma das heranças do período FHC, o tal tripé macroeconômico, baseado em regime de metas de inflação, sustentados com a taxa Selic nas alturas, controle nas contas públicas e superávit primário alto para ‘honrar’ com as dívidas públicas e câmbio flutuante. A redução na taxa Selic foi uma declaração de guerra ao poderoso sistema financeiro. Nos faltou fôlego! A crise internacional não abrandou e a situação econômica se agravou no Brasil. O inimigo é poderosíssimo.

Pagamos hoje o preço de não ter enfrentado temas estratégicos como as Reformas Democráticas e Estruturantes, como é o caso de uma Reforma Política que ponha fim no financiamento empresarial, combata a corrupção e outras distorções, da necessária Reforma Tributária progressiva, Reformas no Sistema Educacional e de Saúde, a Reforma Agrária e a Democratização da Mídia. Outro gargalo importante foi não ter aproveitado o dito super-ciclo das commodities, para desenvolver e diversificar a economia brasileira. Hoje, com a crise econômica mundial e a queda dos preços principalmente do petróleo, do minério de ferro e da soja, nos vemos em situação de dificuldades e sem novos meios para enfrentar o momento difícil no mundo.

#RespeiteOMeuVoto

Segue um trecho do discurso de Ulysses Guimarães na promulgação da Constituição de 1988: “A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa ao admitir a reforma. Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca. Traidor da Constituição é traidor da Pátria!”. Certamente, o momento de amplas mobilizações sociais, que pediam o fim da Ditadura Militar e a redemocratização, teve influência na elaboração da Carta Magna de 1988. É necessário respeitar a Constituição, respeitar a democracia, respeitar os mais de 54,5 milhões de votos escrutinados há um ano atrás. Que desencarnem os que defenderam o Golpe de 64 e a Ditadura, que desencarnem os que defenderam a escravidão, que desencarnem os Udenistas, que se faça valer a vontade popular. Que possamos conquistar um novo tempo.

É necessário unir o povo! Temos nos empenhado para construir a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, para colocar o povo nas ruas e lutar pelo Brasil que sonhamos. A participação social e popular é fundamental e decisiva. Mobilizar o povo uma vez mais, em defesa da democracia, da retomada do desenvolvimento, em defesa da Petrobrás, em prol de reformas estruturantes e contra a escalada conservadora. Que os ricos paguem pela crise econômica! Queremos mais direitos e que sejam taxadas as grandes fortunas, as grandes heranças, os lucros dos bancos e os lucros das transnacionais.

Viva o Brasil, Viva a Democracia!

Renan Alencar é presidente da União da Juventude Socialista.
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Como mudar o Brasil para pior

http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=7784

O Brasil tenta avançar para trás.

Parece que vai conseguir.

Lula reclama das investigações que bateram na porta de um dos seus filhos.

Pede a demissão do ministro da Justiça, que não impede a ação da Polícia Federal.

A culpa é do sofá.

A Operação Zelotes, enfim, despertou a atenção de toda a mídia.

Conseguiu isso ao investigar um filho de Lula.

O filho de Lula deve ser investigado como qualquer um.

Quando, porém, a Zelotes se restringia a empresas como Gerdau e RBS permanecia quase ignorada. Pagamento de propina para sonegar impostos não emociona a mídia.

Ainda mais quando ela mesma sonega.

É a cobertura seletiva.

O Brasil está no atoleiro.

O PT implementou a República das Empreiteiras. Seria assim:

Lula fazia lobby para empresas amigas no exterior. Os presidentes ou ditadores amigos topavam contratar as empresas indicadas. Lula fazia lobby no BNDES, que financiava as obras a serem executadas pelas empresas amigas, que, em retribuição, financiavam campanhas e pagavam cachês generosas por palestras do lobista. Tudo em nome das boas causas.

A direita também fez coisas semelhantes.

Dilma pedalou. Todos os governos antes dela pedalaram também.

Dilma pedalou para garantir financiamentos a juros abaixo da inflação para ruralistas.

Aí é que o bicho pega.

O deputado Ricardo Barros (PP-PR), relator do orçamento para 2016, tem a solução para o Brasil: cortar 35% do Bolsa Família e triplicar o dinheiro público para o Fundo Partidário.

Não será preso por esse crime.

O PP é campeão de investigados na Lava Jato.

Nada mais lógico do que ter um dos seus representantes cuidando do orçamento.

Ainda bem que existe o impoluto PMDB para servir de fiel da balança.

Na pesquisa do IBOPE, Lula aparece em primeiro lugar nas intenções de voto.

A mídia dá manchete: Lula, Serra, Alckmin e Ciro Gomes têm a maior rejeição.

Viva Aécio!

Pouca gente está interessada em combater a corrupção no Brasil.

A direita quer derrubar Dilma e evitar que Lula seja candidato em 2018.

O petismo só quer livrar a cara dos seus atolados para tentar continuar no poder.

Avante, Brasil, para trás.
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Lembo ataca o impeachment

O ex-governador Cláudio Lembo entrou na campanha contra o impeachment. Aos 77 anos, ele escreveu um parecer sobre o tema. Sustenta que o afastamento de presidentes se tornou "uma nova patologia" na política da América Latina.

"Os golpes militares da época da Guerra Fria estão sendo substituídos pelo impeachment. A função do Congresso é fiscalizar os governos, e não derrubá-los. Isso é o mesmo que bater às portas dos quartéis", diz.

Professor de direito da USP e do Mackenzie, Lembo cita o jurista Pontes de Miranda (1892-1979) ao afirmar que o afastamento de um presidente "só se permite, nas democracias, em caso de extrema necessidade".

"Não se deve buscar interromper o mandato eletivo. Isso é um desrespeito à população, seja quem for o eleito. O impeachment é um instrumento violento, que causa instabilidade à economia e ao país", afirma.

O ex-governador contesta a tese de que o impeachment é um instrumento legal, diferente de um golpe. "A lei exige um crime de responsabilidade, o que não vejo. Ninguém diz que a presidente enriqueceu. Sua honra está preservada", defende.

Lembo também critica a ideia, já sugerida por Fernando Henrique Cardoso, de que Dilma Rousseff deveria renunciar. "Um ex-presidente não devia falar isso. Eu também acho que ele poderia ter renunciado quando comprou a reeleição", provoca.

Conhecido pela ironia, ele desdenha as manifestações que pedem a queda da presidente. "A elite branca está furiosa. Não entendeu que o Brasil mudou, por isso está perdida."

Aplica o mesmo adjetivo aos políticos de PSDB e DEM, seu partido até 2011. "A oposição não aceitou o resultado da eleição e quer derrubar o governo a qualquer custo. Só sabem falar em impeachment. Estão perdidos, em estado de neurose coletiva."

Hoje filiado ao PSD, do ministro Gilberto Kassab, Lembo diz que não tem conversado sobre a crise com os antigos aliados. "Estou velho. Não querem mais saber de mim."

Bernardo Mello Franco
No fAlha
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# Lula70


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Nosso Software Livre Nacional classifica-se em 1º Lugar em seleção do Ministério da Cultura!


O Noosfero, Software Livre Nacional base do Blogoosfero se classificou em 1º lugar no edital de Mídias Livres do Ministério da Cultura, atingindo pontuação máxima no processo seletivo.

Parabéns a todas as pessoas, redes e organizações que usam o Noosfero e apóiam o desenvolvimento da Soberania Tecnológica Nacional!


Foi publicado nesta segunda-feira (26) no Diário Oficial da União o resultado inicial da fase de seleção do Edital Pontos de Mídia Livre. Lançado pela Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/MinC), em parceria com a Secretaria do Audiovisual (SAv) do MinC e a Secretaria de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, o edital irá premiar 80 projetos de mídia livre em todo o Brasil.

Distribuídos em três categorias, o edital selecionou 10 entidades culturais nacionais, que receberão premiação de R$ 100 mil, 25 coletivos culturais na categoria regional, com prêmios de R$ 40 mil, e 45 iniciativas de repercussão local, que receberão R$ 40 mil reais.

"Esta seleção mostra a pluralidade de iniciativas de mídia livre que temos hoje pelo Brasil", afirma a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC, Ivana Bentes. "Da rádio produzida por e para indígenas à plataforma de trabalho em tecnologias livres, a diversidade de projetos é incrível e mostra que temos uma grande massa de mídias que demanda políticas públicas", destaca.

A lista publicada apresenta os candidatos classificados e é passível de recursos. A partir da publicação, os candidatos terão dois dias corridos  para enviarem, exclusivamente por meio eletrônico para o e-mail cosen@cultura.gov.br, o pedido de reconsideração para revisão da nota, contendo a apresentação de justificativa conforme modelo do Anexo 4 do edital (disponível para dowlnoad nesta página). O pedido de reconsideração que não trouxer expressa a devida justificativa proposta será indeferido.

Mídia Livre

A retomada dos Pontos de Mídia Livre é o reconhecimento de que a relação entre cultura e comunicação é estratégica e tem crescido no Brasil de forma cada vez mais descentralizada. Além do edital, a SCDC/MinC vem desenvolvendo e promovendo outras ações voltadas ao setor. Neste ano já participou de uma roda de conversa entre o ministro Juca Ferreira e midialivristas, realizou o I Encontro de Midialivrismo e Juventude, com representantes de 18 estados brasileiros, participou do lançamento da rede Jornalistas Livres em São Paulo, promoveu uma roda de conversa sobre políticas públicas para a cultura e comunicação e vem realizando reuniões com outros órgãos do governo federal.

Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural
Ministério da Cultura

No Bertoni — Blogoosfero
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Como responder a uma fascista


(ou um pedido de desculpas a Eduardo Suplicy e a Fernando Haddad)

Amigos e seguidores me questionaram privada ou publicamente se Celene Carvalho — a fascista que insultou, aos gritos, Eduardo Suplicy e o prefeito Fernando Haddad na Livraria Cultura, em São Paulo, há alguns dias, e cujo vídeo da agressão viralizou na internet — é mesmo filiada do PSOL. Como, no momento do questionamento, eu não sabia a resposta (afinal de contas, o PSOL tem representação em quase todo o Brasil e eu não conheço nem um centésimo dos seus filiados), eu me calei e fui pesquisar.

Para minha surpresa e infelizmente, Celene era, sim, filiada ao PSOL de São Lourenço, Minas Gerais. Ela inclusive foi candidata pelo partido numa das eleições passadas. A representação do PSOL em Minas informou que já havia pedido o afastamento da fascista. Porém, como o pedido de afastamento não fora devidamente encaminhado à Comissão de Ética da direção nacional do partido, Celene continuava constando da lista de filiados do PSOL. Mas, com esse episódio, a direção nacional do partido vai acelerar a expulsão da fascista.

Apesar de criterioso e rigoroso em seu processo de filiação, o PSOL não está imune a infiltrações de pessoas que nada têm a ver com seu programa nem ideologia. Algumas dessas infiltrações se devem à disputa interna ao partido entre suas diferentes tendências; outras se devem a tentativas deliberadas, por parte de outras legendas, de desqualificar um partido cada dia mais respeitado pela opinião pública.

Creio que Celene tenha se infiltrado no PSOL devido às disputas internas. Tendo em mente apenas a informação de que o partido nascera de uma dissidência do PT, a fascista deve ter achado que o PSOL seria terreno fértil para seu antipetismo doentio e certamente contou com o apoio de algum dirigente que pretendia usá-la nas disputas internas.

Celene nada tem a ver com o PSOL nem com suas figuras públicas. Ela está mais bem próxima do demo-tucanato (ou seja, das ideias antipetistas comuns ao PSDB e ao DEM) e dos fascistas com colunas na “grande mídia”, tanto que, em seu perfil no Facebook, pululam selfies com Aécio Neves, Reinaldo Azevedo et caterva, sem falar de sua idolatria ao juiz Sérgio Moro.

O PSOL que meus companheiros de bancada e eu representamos está tão longe de Celene que os grupelhos de analfabetos políticos pró-impechment de Dilma que atuam na internet em sintonia com parlamentares do DEM e do PSDB (grupelhos que a fascista tanto admira e dos quais compartilha postagens em seu perfil na rede social) vivem nos acusando de “linha auxiliar do PT” e duvidando da oposição que fazemos ao governo da presidenta Dilma.

Celene cabe perfeitamente naquela já clássica fotografia em que parlamentares do PSDB, DEM e PPS e outros do baixíssimo clero da Câmara Federal e “líderes” dos grupelhos de analfabetos políticos pró-impechment aparecem sorridentes e de dedo em riste ao lado do presidente da casa, Eduardo Cunha, denunciado formalmente — e com robustas provas — pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro (inclusive em igreja evangélica) e evasão ilegal de divisas. Celene comunga da mesma indignação seletiva dessa gentalha que quer o impechment de uma presidenta da República sobre qual não pesa qualquer denúncia de crime algum, mas apoia um presidente da Câmara Federal que todos sabemos ser, devido investigações dos ministérios públicos suíço e brasileiro, um criminoso contumaz e cínico.

Aliás, graças a esse apoio, os grupelhos de analfabetos políticos ganharam, de Eduardo Cunha, o direito de violarem, com a complacência e a proteção da Polícia Legislativa, o Ato da Mesa, em vigor desde 2001, que proíbe acampamentos e palanques em frente ao Congresso Nacional. O patrimônio histórico e cultural se encontra manchado pelo verde-oliva das barracas de camping caras erguidas sobre o gramado pelos grupelhos pró-impechment (ao mesmo tempo, a Polícia Legislativa proibiu que sem-teto, indígenas e movimentos que pedem o afastamento de Cunha ali se instalassem!). A imprensa não disse o “a” a respeito dessa ilegalidade! (Imaginem o que diriam se fossem as barracas do MST!)

Antes de insultar Suplicy e Haddad, Celene fizera parte de um grupo que tentou constranger Dilma e Lula durante uma festa de casamento para qual foram convidados. Sua postura, entretanto, não é isolada nem está fora do contexto de crise política que vivemos. Ela é parte do “cotidiano autoritário” que se engendrou no Brasil durante e após as eleições de 2014 em função da linha de atuação adotada pelo PSDB e que é analisado pela filósofa Marcia Tiburi em seu novo e necessário livro “Como conversar com um fascista — reflexões sobre o cotidiano autoritário brasileiro” (Editora Record), do qual tive a honra de assinar o prefácio.

Celene é produto da desonestidade intelectual e da má fé de editores, colunistas e articulistas que atuam na chamada “grande mídia” e que deformam o imaginário e o caráter de sua audiência com coberturas parciais, meias-verdades, boatos alçados à condição de fatos, declarações selecionadas e mentiras deliberadas. Não preciso citar seus nomes. Celene é fruto da canalhice e da demagogia da oposição de direita na Câmara Federal e no Senado, blindada por editores, articulistas e colunistas da “grande mídia”.

O episódio de Celene dá sequência ao macartismo tupiniquim (muito em vigor durante a ditadura militar!) e que já vitimou Guido Mantega, Alexandre Padilha, José Eduardo Cardoso, Stédile, Jô Soares, Marieta Severo, o rapper Flávio Renegado, os médicos cubanos, os imigrantes haitianos e o casal de intelectual de Perdizes. O mesmo macartismo que, ontem, decidiu, numa expressão sem precedentes da burrice motivada ou da má fé deliberada, atacar o último ENEM por conter questões sobre a persistente violência contra a mulher e sobre o racismo na sociedade brasileira.

Em seu maravilhoso “Como conversar com um facista”, Marcia Tiburi chama atenção para o papel da burrice — aquilo que Hannah Arendt caracteriza como “vazio do pensamento” — na banalização do mal a que assistimos ora chocados ora silentes. O fascista não pensa nem reflete criticamente: apenas repete afirmações que estão de acordo com os preconceitos que carrega em si há tempos e dos quais não conseguiu se livrar. “O fascismo é a máscara mortuária do conhecimento”, explica a filósofa em seu livro.

Os que se calam hoje diante da escalada do fascismo no Brasil, por conveniência, preguiça ou egoísmo, não têm ideia do que lhes espera no futuro se esse mal não for devidamente contido. O fascismo e o nazismo aniquilaram milhões de seres humanos com requintes de crueldade pelo simples fato de estes serem judeus, homossexuais, ciganos e comunistas. Não se esqueçam disso!

Peço muitas desculpas a Suplicy e a Haddad, homens públicos que gozam do meu respeito e da minha admiração. O PSOL repudia veementemente não só as agressões de Celene como também o antipetismo odioso expresso pela “grande mídia”, pelos partidos de oposição de direita e pelas hostes fascistas na internet (sempre juntos e misturados!). Só a parte obtusa da militância petista nas redes sociais — obtusa e adepta da má fé como sua contraparte tucana — pode achar e dizer que o PSOL endossaria essa barbárie. Por outro lado, o demo-tucanato pode me chamar à vontade de “linha auxiliar do PT” se isso significar se colocar contra à estupidez e à desonestidade intelectual dos que atacam a agenda e as figuras públicas petistas comprometidas com a justiça social!

Jamais sejamos complacentes com fascistas. Reajamos sempre às suas ações. Mas, num gesto humanitário que nos cabe, apiedemo-nos dessas almas pequenas; elas foram envenenadas por canalhas que, ao contrário de nós, estão pouco interessados num mundo mais justo e humano.

Jean Wyllys
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Filho da política

A busca feita pela Polícia Federal na empresa de Luis Cláudio Lula da Silva é a chegada a um objetivo longamente perseguido por adversários extremados do ex-presidente e mesmo por numerosa corrente de delegados da PF: os Lula da Silva sob investigações criminais. Se com motivação justificada ou não, toda informação por ora é precária, apesar da autorização judicial para a busca.

Qualquer que seja a resposta futura, uma certeza ficou estabelecida desde a chegada da PF, às 6 horas da manhã, à LFT Marketing Esportivo: a par do seu formalismo apenas policial/judicial, é um fato político. Importante. Além dos reflexos imediatos que possa gerar, tem propensão a projetar efeitos sobre o futuro da política brasileira. (Concordo com você: se há uma coisa que parece não ter futuro no Brasil, é a política. Mas terá que inventar algum.)

Fala-se muito na candidatura de Lula em 2018. Indício confiável, nesse sentido, nenhum. Agora, porém, dá-se o tipo do fato que empurra para definições os temperamentos, pessoais e políticos, como o de Lula: o explosivo contido à força, na sua percepção real ou elaborada de injustiças, e mágoas, e gana de dar sua resposta aos fatos devedores.

Caso não se mostre justificado o capítulo que a Polícia Federal iniciou com a operação na empresa de Luis Cláudio, a consequência mais provável é que Lula se lance à reconquista do poder. Com a determinação de quem vê uma só reparação à altura, vital mesmo. A realidade brasileira já está semeada para uma tal disposição.

A hipótese contrária, de implicação de Luis Cláudio com condutas criminais comprováveis, não teria efeito menos forte, embora oposto. Não é provável que sobrasse a Lula determinação para ter ainda um papel de relevo na política. E o PT sem Lula? Campo aberto para a ascensão dos seus adversários de sempre, depois de se devorarem no esforço comum de ver se algum deles adquire trejeitos de líder político.

Há o que apreciar, portanto. Mas não só dos atores citados. Os silenciados são, talvez, ainda mais interessantes. E a operação na empresa de Luis Claúdio abriu uma fresta na cortina que os protege.

A PF lá esteve como parte das investigações que se desenvolvem (?) em torno do poderoso sistema de corrupção há anos e anos vigente no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - Carf, a instância em que se decidem as pendências entre grandes devedores de impostos e a Receita Federal. Por motivos que dispensam referência, essas investigações não produzem em agentes e responsáveis a ânsia de vazamentos já conhecida. E o pouco que vaza pende muito mais para as gavetas do que para a divulgação. Parte da mesma operação, a busca na empresa de Luis Cláudio Lula da Silva pende, porém, para as impressoras, a tv, o rádio e a internet.

As investigações no Carf, chamadas de Operação Zelotes, tanto têm se ocupado de condutas de má-fé, como de questões polêmicas em que o apontado devedor ou não o é, ou é sem intenção. Há grandes meios de comunicação nas três situações. No seu caso, procedem todos para evitar noticiário escandaloso, comprometedor e talvez injusto. Poderiam fazer disso tanto um mea culpa, como um aprendizado, tardio embora.

Janio de Freitas
No fAlha
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O malabarismo da mídia para esconder a liderança de Lula no Ibope

Caçado e na ponta
Estava aqui me divertindo com o malabarismo da mídia para esconder o excelente número de Lula no Ibope desta segunda.

A informação realmente importante é que 23% disseram que votariam com certeza em Lula em 2018. Aécio, o segundo colocado, ficou oito pontos atrás.

Quer dizer.

Com toda essa caçada a Lula promovida pela mídia, eis que ele está com larga margem na frente.

Um dos raros bons jornalistas políticos do Estadão, José Roberto Toledo, disse tudo: “Está explicado por que o fantasma do terceiro mandato assombra a oposição.”

A pesquisa é uma brutal cacetada na imprensa e em seus colunistas. O grau de persuasão de jornais, revistas e articulistas é pateticamente baixo.

Lula era para estar abaixo de zero, se a voz da mídia fosse levada a sério pela sociedade.

Particularmente, não me impressiono, dada a ruindade de classe mundial da imprensa brasileira e seus colunistas.

Você imagina o que vai acontecer quando Lula estiver, de fato, em ação.

Pense como seria um debate entre ele e Aécio.

Se a direita brasileira fosse inteligente, veria que o caminho é outro para conquistar corações e votos.

O brasileiro não é idiota, mas é tratado como tal por jornais e revistas.

Agora mesmo na pesquisa.

Para fugir dos 23% de Lula, o Globo deu no título sua rejeição de 55%.

Mas um momento.

A rejeição de Marina, a boazinha, subiu de 30% para 50% em um ano. A de Serra, com ele mudo, está em 54%. A de Alckmin, em 52%.

E Aécio já chegou a 47% de rejeição, cinco ponto mais  do que ele tinha na época da eleição em que foi derrotado.

Leia-se assim: tudo que Aécio conseguiu, nesta louca cavalgada pelo golpe, é ser mais rejeitado entre os brasileiros.

Mas a notícia do dia, e da pesquisa, é Lula.

A mídia vai continuar a tentar matá-lo.

Lula é, no entanto, desde já, o favorito disparado para 2018.

Paulo Nogueira
No DCM
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