26 de out de 2015

Por uma terceira polícia

http://www.maurosantayana.com/2015/10/por-uma-terceira-policia.html


A propósito do incidente ocorrido na porta de uma delegacia da Zona Leste de São Paulo, na madrugada de quarta-feira, a imprensa chama a atenção para o "agravamento da rixa" entre policiais civis e militares de São Paulo.

A questão por trás do fato não é essa, mas sim o que se seguiu a um primeiro gesto, emblemático, de um delegado de polícia, no sentido de fazer valer a lei e combater a tortura, que é crime hediondo, dando voz de prisão, em flagrante, a um sargento da PM, acusado de dar uma série de choques em um suspeito de roubo dentro da viatura a caminho da delegacia, e a reação de um bando de PMs, em sua defesa, que foi, na verdade, a defesa da parte mais visível de um gigantesco iceberg de cultura da violência e do genocídio, caracterizado pela onipotência dos agentes de segurança no Brasil, que se acham no direito de tratar, como a um animal de caça ou de sua propriedade, qualquer pessoa que venha a cair sob sua custódia, em uma situação de "trabalho".

Chama a atenção, também, o fato de que, na Câmara dos Deputados, circulem projetos destinados a dar à PM poder de investigação, e que, por iniciativa do Secretário de Segurança de SP, Alexandre de Moraes, pms estejam sendo dispensados de aguardar, em casos mais simples, a conclusão de Boletins de Ocorrência por parte de delegados.

Ora, o que o Brasil precisa não é de uma legislação que divida ainda mais as diferentes polícias, dando mais poder a cada uma delas, mas de uma nova polícia, unificada, judiciária, com a presença de um juiz em cada delegacia, para que se proceda à audiência de custódia, no momento do encaminhamento do preso pelos agentes responsáveis pela prisão, com o rígido cumprimento do exame de corpo de delito.

Como é simplesmente impossível, diante de fatos como esse, unificar as polícias já existentes em todos os estados, deveria ser criada, por decreto, essa nova polícia, responsável pelo policiamento ostensivo — nos primeiros anos de carreira — e depois, pela investigação, a partir da estruturação de um novo sistema acadêmico, com uma nova filosofia, baseada, fundamentalmente, no mais estrito cumprimento da lei, e suspender a realização de concursos para a Polícia Civil e Militar, até que estas viessem a se extinguir naturalmente, em uma geração, sendo progressivamente substituídas em suas atribuições, por essa nova força.

No intervalo, poder-se-ia avançar na federalização dos crimes de tortura, sejam esses cometidos por policiais ou por bandidos, a cargo da Polícia Federal, e, se isso não for possível, na criação de delegacias específicas para a investigação desses delitos, com a presença — aí, sim, mista — de membros das corregedorias da Polícia Civil e da Militar, em todos os estados.

Sejamos claros. O que ocorreu em São Paulo não foi uma "rixa". Foi uma tentativa, combatida pelo mais reles corporativismo, de se fazer cumprir a Lei e a Constituição. Um corporativismo cada vez mais desatado e incontrolável, que ameaça a sociedade e o Estado de Direito como um todo e que deveria ser enfrentado de frente, com coragem e com mão firme, e não da forma covarde, escorregadia e ambígua, demonstrada, na entrevista que se seguiu ao "incidente", pelas autoridades do Estado.
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11 questões do Enem que nossos congressistas não saberiam responder


O ENEM surpreendeu muita gente por ter trazido para discussão temáticas importantíssimas. Nada repercutiu mais que o sensacional tema da redação (“A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”) e a questão que citava Simone de Beauvoir. Mas além de botar 7 milhões de pessoas para pensar o machismo da nossa sociedade, a prova trouxe reflexões sobre proteção ao meio ambiente, respeito às culturas tradicionais, alteridade, importância dos movimentos sociais, democracia, entre outros assuntos.

Já pensou se nossos congressistas fizessem a prova? Bolsonaro e Feliciano já deram indícios que não teriam a menor capacidade de escrever a redação. Mas e o resto? Que outros assuntos deixariam, por exemplo, as bancadas do Boi e da Bíblia perdidas?

1. AS QUESTÕES SOBRE FEMINISMO E VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

A redação já foi bastante debatida e a questão sobre Simone de Beauvoir e a luta pela igualdade de gênero também repercutiu. Mas sabia que uma outra questão falava de violência contra a mulher? Foi na prova de espanhol. Um texto intitulado “En el día del amor, no a la violencia contra la mujer!” traz dados aterrorizantes sobre o tema. Nesse momento, Bolsonaro, Feliciano e Cunha, autor do PL que impede atendimento a mulheres vítimas de violência no SUS, tremeriam na cadeira. Afinal, parece que desconhecem a realidade de uma sociedade machista.

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2. A QUESTÃO SOBRE O FASCISMO


Uma das questões do Enem falava que o fascismo era uma “forma de hegemonia ainda mais perigosa” que o imperialismo, caracterizado pela “adoção do determinismo biológico”. Sem chances para Bolsonaro, que ainda precisa entender o que é o fascismo e o que ele vem alimentando com suas tristes declarações.

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3. AS QUESTÕES SOBRE NEGROS E AFRICANOS

O poema Voz do Sangue, do pan-africanista Agostinho Neto, que conclama “as populações negras de diferentes países a apoiar as lutas por igualdade e independência” e a música Yaô (de Pixinguinha), com trechos no idioma iorubá, apareceram no exame para desespero de Feliciano e a bancada da Bíblia e daqueles congressistas que perseguem as manifestações culturais africanas. Aliás, o preconceito e a ignorância se manifestaram pela internet. Circula por aí uma imagem da segunda questão riscada, com os dizeres “Macumba” e “Não respondi. Tá repreendido em nome de Deus”. Tá lembrado do PL da "Cristofobia", de Rogério Rosso (PSD-DF) e do Estatuto da "Liberdade Religiosa", proposto por Leonardo Quintão (PMDB-MG)?

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4. A QUESTÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

O PL do Terrorismo abre brechas para a repressão de manifestações sociais legítimas. Então imagina se o relator do PL, Aloysio Nunes (PSDB-SP) tem que responder à seguinte questão no Enem: “No processo da redemocratização brasileira, os novos movimentos sociais contribuíram para…”? Será que o senador responderia certo, afirmando que eles contribuíram para “tornar a democracia um valor social que ultrapassa os momentos eleitorais”?

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5. A QUESTÃO SOBRE REFORMA POLÍTICA E COMBATE À FRAUDE NAS ELEIÇÕES

Essa ficou difícil para Aécio. Será que ele sabe que a Justiça Eleitoral foi criada para combater fraudes sistemáticas nas apurações? O sistema eleitoral brasileiro é referência mundial em segurança e inviolabilidade. Mas Aécio ainda não aceita o resultado das urnas.

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6. A QUESTÃO SOBRE OS POVOS DA AMAZÔNIA

Problemas para a Bancada do Boi! O que os defensores da PEC 215 (que reduz os direitos indígenas e muda demarcação de terras) responderiam quando perguntados sobre o Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia e a valorização das identidades coletivas?

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7. A QUESTÃO SOBRE AGROTÓXICOS

Outra questão complicada pra Bancada do Boi: uma tirinha debate as consequências dos agrotóxicos para nossa saúde e critica o processo produtivo agrícola brasileiro. Mas será que a bancada ruralista já pensou sobre isso?

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8. A QUESTÃO SOBRE A CRISE GLOBAL

Uma das questões do Enem explica que crises que parecem restritas podem tomar proporções globais graças à interdependência do sistema econômico. Assim, uma crise em determinada economia pode afetar outras. Pois – surpresa! – o Brasil também sofre as consequências disso. Mas Serra e Aécio insistem em ver a crise econômica brasileira como algo isolado. E aí, será que eles (e toda a oposição conservadora) saberiam responder essa questão?

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9. A QUESTÃO SOBRE A CRISE HÍDRICA

Tá bem, Alckmin não é congressista, mas abrimos uma exceção para imaginarmos o que o governador paulista pensaria assim que visse “crise de água” na prova do Enem.

Brasília - O governador de São Paulo, Geraldo Alckimim, participa do Seminário Nacional sobre Aplicação de Medidas Socioeducativas a Adolescentes Infratores, na Câmara dos Deputados

10. A QUESTÃO SOBRE ACESSO À INFORMAÇÃO

E imagine então se Alckmin saberia responder que “para o cidadão formar sua opinião, ele deve ter acesso à informação”?  Quem esconde informações sobre a falta de água, o metrô e a PM sabe disso?

11. AS QUESTÕES PARA PENSAR A ALTERIDADE

Por fim, essas questões fariam dezenas de congressistas quebrarem a cabeça. Será que as Bancadas do Boi, da Bíblia e da Bala sabem o que é alteridade? Alteridade é a capacidade de compreender as diferenças e direitos de todos, de se colocar no lugar do outro. O Enem trouxe isso em várias questões, mas vamos destacar aqui três: um relato do século XVI que mostra o desrespeito à cultura indígena (ainda presente); a valorização das narrativas orais indígenas; e o respeito à produção artística de todas as sociedades.

Em resumo, todo esse debate é um pouco sobre isso: vamos praticar a alteridade, congressistas?

No MudaMais
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Filho de Lula sofre armação igual à sofrida pelo irmão do ex-presidente em 2007



Em 4 de junho de 2007, a Polícia Federal levou a cabo uma operação espalhafatosa operação de busca e apreensão na casa de Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão mais velho do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Ele fora indiciado por tráfico de influência no Executivo e exploração de prestígio do irmão no Judiciário.
A ação fez parte da Operação Xeque-Mate, que prendeu, naquele dia, 77 pessoas acusadas de pertencer à máfia dos caça-níqueis e a um esquema de corrupção de policiais militares e civis.
15 dias depois, em 19 de junho de 2007, o Ministério Público desindiciou — por assim dizer — o irmão do ex-presidente por falta de elementos que o ligassem ao caso.
À época, o jornalista Elio Gaspari já havia publicado em suas colunas nos jornais Folha de S. Paulo e O Globo que o “linchamento” que a mídia estava promovendo contra o irmão de Lula não se sustentava em fatos, apenas em indícios frágeis e tinha como objetivo, na verdade, prejudicar o presidente Lula.
Confira, abaixo, a coluna de Gaspari de 17 de junho de 2007.
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Vale lembrar que o ministro da Justiça, à época, era Tarso Genro, ex-governador do Rio Grande do Sul. Assim como José Eduardo Cardozo, hoje, Genro e todos os outros ministros da Justiça dos governos Lula e Dilma jamais atrapalharam ou tentaram impedir qualquer investigação mesmo que atingissem importantes figuras do PT.
Três anos e pouco depois, mais precisamente no ano eleitoral de 2010, a Folha de São Paulo publica matéria que comprova que Vavá foi vítima de uma farsa que visava atingir o irmão.
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Nesta segunda-feira (26), o Brasil assistiu a armação igual à que tentou atingir Lula através de seu irmão oito anos atrás. A Polícia Federal deflagrou mais uma fase da Operação Zelotes e fez operação de busca e apreensão na empresa LFT Marketing Esportivo, que pertence a Luís Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula.
No início do mês, o jornal O Estado de São Paulo publicou matéria que afirmara que uma das empresas de Luiz Cláudio, a LFT Marketing Esportivo, recebera pagamentos de Mauro Marcondes, um dos lobistas investigados por negociar a edição e aprovação da MP 471 durante o governo Lula.
A norma prorrogou incentivos fiscais para o setor automotivo.
Luiz Cláudio, que também é dono da empresa Touchdown, confirmara o recebimento de R$ 2,4 milhões. O filho de Lula, porém, sustentou que os valores se referem a projetos desenvolvidos para uma empresa de Mauro Marcondes, a Marcondes e Mautoni Empreendimentos, em sua “área de atuação”, o esporte.
Mas não é só. Luiz Cláudio tentou explicar ao Estadão que a acusação contra ele não se sustentava por várias razões que detalhou, mas o jornal se recusou a divulgá-las.
Diante da estranhíssima postura do jornal de não querer divulgar essas informações, Luiz Cláudio  está processando “cível e criminalmente” ‘O Estado de S. Paulo’. “Essa matéria é mais uma tentativa irresponsável de criminalização do PT, de Lula e de pessoas ligadas ao ex-presidente”, criticou o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS).
No texto, o jornal declarou que a Marcondes & Mautoni Empreendimentos teria pago à LFT Marketing Esportivo, de Luis Cláudio, para que Lula publicasse a medida provisória 471, de 2009, que oferecia benefícios fiscais às montadoras.
Os valores citados, no entanto, fazem parte de um projeto contratado e executado entre 2014 e 2015, cinco anos depois da aprovação da MP. “O valor recebido pela LFT Marketing Esportivo foi contabilizado e declarado legalmente”, declara a nota divulgada à imprensa por Luis Cláudio.
“A linha temporal destrói o argumento central ao tornar impossível a relação causal dos fatos”, destaca a nota. “É uma matéria que não se sustenta. Os fatos foram ignorados na elaboração da matéria e o simples conhecimento deles seria suficiente para desmontar o factoide criado”, disse Pimenta.
O deputado lembrou que a MP prorrogou incentivos que foram criados a partir de uma articulação em 1999, pelo então senador Antônio Carlos Magalhães, para incentivar a instalação de fábricas automobilísticas nas Regiões Norte e Nordeste.
“Em 2009, a proposta foi aprovada por unanimidade, defendida no Congresso por Tasso Jereissati (PSDB-CE), José Agripino (DEM-RN) e tendo como relator José Carlos Aleluia (DEM-BA)”, apontou.
A medida, de acordo com Paulo Pimenta, foi aprovada sem emendas. “A iniciativa do líder do PSDB (Aloysio Nunes) é reveladora de que tudo isso parte de uma estratégia mentirosa que cria a ideia de uma suposta irregularidade”, avaliou o deputado.
“Não há nenhuma lógica, nenhum sentido nas acusações do jornal. A MP era de interesse do País, beneficiava estados governados pelo PSDB, como Goiás e relatada por partidos de oposição”, rebateu Pimenta.
Luis Cláudio, filho de Lula, é proprietário da empresa LFT Marketing Esportivo, que presta serviços apenas para o setor privado. Os valores recebidos por trabalhos prestados para a Marcondes & Mautoni foram declarados em imposto de renda.
“Essas informações foram disponibilizadas para a imprensa, que ignorou para justificar uma relação espúria que nunca existiu”, disse Pimenta. Segundo o parlamentar, a matéria é um “factoide criminoso produzido com fundo partidário como parte de uma estratégia para o momento político que estamos vivendo”.
Contudo, assim como ocorreu com o irmão de Lula, a busca em seu escritório não dará em nada. Chega a ser ridículo acharem que encontrarão alguma evidência de negociata de uma medida tomada por Lula em 2009 no âmbito da crise econômica mundial que eclodira no fim do ano anterior.
Lula prorrogou incentivos fiscais às montadoras assim como para muitos outros setores da economia, em 2009, na tentativa de impedir que o país entrasse em recessão. Seu filho Luiz Cláudio fundou a empresa LFT marketing esportivo em 2011 e o contrato com a empresa de Mauro Marcondes foi fechado em 2014.
A tese maluca é a de que Lula emitiu uma medida provisória em 2009 para beneficiar o filho e a propina que o beneficiaria foi paga nada mais, nada menos do que CINCO ANOS DEPOIS. Alguém já viu isso, propina paga cinco anos após o ato de corrupção?
Pior de tudo é a conduta do Estadão ao se recusar a informar esse fato aos seus leitores. É isso mesmo, caro leitor: o jornal não quer que seu público saiba que a suposta “propina” ao filho de Lula só foi paga cinco anos após o suposto ato do pai para beneficiar montadoras de automóveis.
Essa artilharia contra Lula, não para. Todo santo dia há uma acusação diferente. Nada é provado, mas o noticiário ajuda a “fundamentar” os grupos antipetistas que, sob financiamento obscuro de milhões de dólares, mobilizam pessoas a não fazerem mais nada na vida além de atacar o PT com manifestações, bonecos gigantes e caríssimos etc.
Este Blog volta a dizer: esse tipo de informação que você está lendo deveria ser divulgada em escala internacional para que o mundo saiba da conspiração fascista que está tentando sepultar a democracia brasileira e inaugurar um regime autoritário no país, com perseguições políticas e até violência física, com ataques a bomba e espancamentos nas ruas.
Eduardo Guimarães
No Blog da Cidadania
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“A agenda do governo hoje é a da economia e da produção”

Em evento de CartaCapital, o ministro-chefe da Casa Civil Jaques Wagner faz mea-culpa da atuação do PT como oposição e pede tolerância política

Jaques Wagner, ministro-chefe da Casa Civil, durante o evento As Empresas Mais Admiradas no Brasil em 2015
A crise econômica, somada às investigações da Operação Lava Jato, não vai colocar o Brasil em um caminho catastrófico, mas é preciso construir um ambiente de tolerância política para que o País consiga criar soluções para voltar a crescer. O diagnóstico foi feito pelo ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, durante o evento As Empresas Mais Admiradas no Brasil, organizado por CartaCapital, em São Paulo, na segunda-feira 26.

“A crise de 2015 não aponta para nenhuma catástrofe, mas para um momento de dificuldade contra o qual estamos trabalhando de forma dura”, disse Wagner.

Segundo ele, o governo está ciente da gravidade do momento atual e tem como prioridade hoje a economia, com destaque para a questão fiscal. “Do ponto de vista do governo, nossa agenda é a da economia e a da produção”, disse. “As outras, que surgirem, responderemos pontualmente”.

Para Wagner, que assumiu o cargo no último dia 7, após a primeira reforma ministerial do governo Dilma Rousseff, ainda que a crise econômica seja grave, a dificuldade mais dura enfrentada pelo País é a crise política. Para contorná-la, disse o ministro, é preciso criar um ambiente que favoreça a conversa entre as diversas forças políticas da sociedade.

“A democracia só funciona em um espaço de diálogo, em um ambiente de tolerância pelo contraditório”, disse Wagner. Ao pedir mais espaço para a divergência política, o ministro afirmou que a polarização “empurra o País para as piores soluções” e fez um mea-culpa da atuação do PT durante os governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

“Eu era líder do PT [na Câmara] e o governo eleito tinha legitimidade para aplicar o programa escolhido nas urnas, que incluía a diminuição do Estado e a privatização”, disse.

“Infelizmente, as oposições tentaram refazer o processo eleitoral”, disse Wagner, em uma alusão aos pedidos de impeachment feitos pelo PT contra Fernando Henrique. “Fizemos o que era necessário, mas não da melhor forma, e aquilo [as privatizações] poderia ter rendido melhores resultados para a sociedade brasileira”, afirmou.

Wagner também indicou a transformação da Casa Civil em um espaço onde o debate de ideias ocorra e abriu as portas para o diálogo com os empresários, os “construtores da riqueza e de empregos”, que precisam de um ambiente positivo para superar as dificuldades. “Temos uma investigação [da Lava Jato] que deve seguir seu curso, mas é preciso que ela corra de um lado, mas que se solte a energia das nossas empresas, para que elas consigam gerar empregos”, disse.
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O fabuloso desafio do pré-sal


O que o Serra quer dar à Chevron...



Tem gente por aí querendo fazer você acreditar que o Pré-sal não é rentável. Na mídia e no Congresso os burburinhos constroem a ideia de que não há mais solução: é preciso entregar o Pré-sal e a Petrobras para os gringos e, então tudo se resolverá. Mas será mesmo? Não se deixe enganar, a história não é bem assim — aliás, não é nada assim.

Primeiramente, é preciso deixar claro: passamos por uma crise mundial no setor e a queda do preço do barril de petróleo deixa todas as multinacionais em apuros. No meio do ano balanços trimestrais mostraram que a Shell registrou queda de 33% nos lucros, demitiu funcionários e cortou custos. Já a British Petroleum teve prejuízo superior a US$ 6 bilhões enquanto o lucro da Exxonmobil caiu 52%. Ah, enquanto isso o lucro da Petrobras superou o da Chevron, Exxon e BP.

Bom, mas é inegável que o preço do barril está caindo. Pois é, e mesmo assim, o Pré-sal segue lucrativo e com exploração viável. Solange Guedes, diretora de Exploração e Produção da Petrobras afirma que não há nada no momento que indique que o cenário mudará a ponto de inviabilizar a exploração. “Ele tem se mantido lucrativo à companhia e com a exploração viável mesmo com a queda do preço no mercado”, afirmou em entrevista ao Estadão.

A Petrobras tem obtido ganhos em escala. O custo da produção por barril caiu 11% só no último ano, enquanto que os custos de construção de poços, responsáveis por 50% dos investimentos do Pré-sal, cairam à metade desde 2010. Assim os custos operacionais reduziram consideravelmente. Além disso, a empresa tem 15 plataformas  produzindo no Pré-sal com excelente desempenho, apesar da queda dos preços.

Portanto, não caia nessa história de que tirar a obrigatoriedade de participação da Petrobras na exploração do Pré-sal melhoraria as coisas. Quando uma empresa que só busca o lucro assume a exploração, graves consequências podem vir: produção predatória, mais riscos de acidentes, risco de fraudes na declaração de produção, perda do petróleo como estratégia internacional e diminuição das compras de plataformas.

“O Pré-sal é o mais importante negócio da Petrobras e a mais relevante oportunidade energética que o Brasil dispõe”, como afirmou Solange Guedes. Afinal, por que você acha que as multinacionais estão de olho nele, como alertou o Wikileaks?
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Ibope para 2018 aponta aumento da rejeição de todos

http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2015/10/26/ibope-para-2018-aponta-aumento-de-rejeicao-generalizada/


No mesmo dia em que, há exatamente um ano, a presidente Dilma Rousseff conquistava o segundo mandato nas urnas, com uma vitória apertada contra Aécio Neves, no segundo turno, pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira pelo Estadão mostra o aumento da rejeição dos principais nomes que poderão disputar a sua sucessão em 2018.

O mais rejeitado de todos é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deixou o governo em 2010, com 83% de aprovação popular, o maior índice já registrado pelo Ibope. Às vésperas de completar 70 anos, o percentual dos que não votariam de jeito nenhum em Lula chegou a 55% (em maio do ano passado, eram 33%) nesta pesquisa que foi a campo entre os dias 17 e 21 de outubro.

O dado mais significativo apontado pelo Ibope mostra que o aumento da rejeição das principais lideranças políticas do País é generalizado, com a queda da popularidade de Lula não beneficiando nenhum dos possíveis candidatos da oposição.

Em um ano, aumentou de 42 para 47% o número de eleitores que não votariam de jeito nenhum no tucano Aécio Neves. A rejeição de Marina Silva, que acabou de legalizar seu partido, a Rede, subiu de 31 para 50%. Os concorrentes de Aécio no PSDB também viram sua rejeição subir: a de Geraldo Alckmin chegou a 52% e a de José Serra foi de 47 para 54%, ambos em situação de empate técnico com Lula neste item negativo para suas eventuais candidaturas presidenciais.

Entre os que votariam com certeza num candidato, Lula está na frente, com 23%. Aécio vem em segundo lugar, com 15%, Marina, em terceiro, com 11%. Serra teria 8% e Alckmin vem na lanterna com 7%.

Quando os eleitores são perguntados em quem poderiam votar, a situação se inverte: Aécio fica com 42%, em empate técnico com Lula (41%) e Marina (39%). Serra chegaria a 32% e, Alckmin, a 30%. A soma fica acima de 100% porque os eleitores poderiam apontar mais de um nome no qual eventualmente votariam.

O levantamento reflete o crescente descontentamento da população com a classe política, sem que surjam novas lideranças nos grandes partidos. É um cenário favorável ao aparecimento de candidatos radicais nos extremos do espectro partidário, que se apresentam nestas horas como "salvadores da pátria", sempre um perigo para a democracia.

E vamos que vamos.
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Entrevista com Paulo Henrique Amorim


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Bolor e Alzheimer


De tempos em tempos somos sacudidos por revelações perturbadoras da pesquisa biomédica. A mais nova — e chocante — apareceu no último dia 15: o mal de Alzheimer parece ter uma relação forte com infecções por fungos.

O estudo, de um time espanhol liderado por Luis Carrasco, da Universidade Autônoma de Madri, saiu no periódico "Scientific Reports" (bit.ly/1Ru09o8).

Carrasco e cia. examinaram amostras de cérebros de uma dezena de pessoas que morreram com a doença e outro tanto de indivíduos não afetados (grupo de controle). Só encontraram sinais de fungos no primeiro lote.

Filamentos chamados de hifas, aquelas fibras diáfanas que brotam em cantos escuros e úmidos, foram encontrados entre as células neurais dos que sofreram com Alzheimer. É difícil imaginar figura geriatricamente mais incorreta: bolor, mofo, no cérebro de idosos dementes.

Alzheimer é uma moléstia cruel, sabem todos que têm alguém querido atacado por ela. Caracterizada pela formação de placas da proteína beta-amilóide no cérebro, a doença está por trás da maioria dos casos de demência, que pode afetar 7% dos brasileiros com mais de 65 anos.

Não se conhece bem sua origem, e não há terapia eficaz. O trabalho de Carrasco abre uma avenida de possibilidades de pesquisa em busca de tratamentos, mas é certo que muitos anos ainda seriam necessários para chegar a novos tratamentos — ou não, levando a novos becos sem saída.

Há muito se especula que micróbios, como os fungos, podem estar por trás desse mal. O grupo espanhol testou as amostras primeiro com anticorpos que reagem a proteínas fúngicas. Depois, comprovou a presença de DNA específico desses micro-organismos nos filamentos isolados do cérebro.

Duas dezenas de pacientes são muito pouco para provar qualquer coisa em medicina. Mas salta aos olhos os números obtidos pela equipe madrilena: 100% de infeção nos afetados e 100% de ausência no grupo de controle.

Isso não constitui evidência, contudo, de que leveduras e similares sejam a causa do Alzheimer. Não se exclui a hipótese de que a doença, caso tenha outra origem, predisponha os idosos para sucumbirem às infecções por fungos.

Os autores do artigo dizem nele que só a realização de estudos clínicos detalhados permitirá estabelecer se fungos causam sozinhos a enfermidade.

Eles indicam, em favor de sua hipótese, que não há contradição flagrante com os sintomas ou a progressão do Alzheimer. Trata-se de doença com desenvolvimento lento, que vem acompanhada de inflamações — ambas manifestações compatíveis com infecções crônicas por fungos.

Não é a primeira vez que se descobrem os elos entre infecções (e inflamações decorrentes delas) e moléstias graves, de alto custo individual e social.

Foi assim com as úlceras e tumores de estômago, que hoje podem ser prevenidos com antibióticos contra a bactéria H. pylori. Vacinas para meninas combatem o HPV (papilomavírus) causador de câncer no colo do útero, antes um flagelo feminino. Até a obesidade tem laços estreitos com a flora intestinal e, pasme, parece ser transmissível.

A boa notícia é que existem poderosos medicamentos antifúngicos. Se Carrasco estiver certo, o que está longe de ser comprovado, uma fresta de esperança se abre para os velhos cujas biografias se reduzem a cacos.

Seu sofrimento e a angústia de familiares criam também uma enorme oportunidade para os charlatães, salvadores da pátria (bem ou mal intencionados) e crédulos em conspirações.

Não seria de espantar se amanhã surgissem propagandistas de panaceias não testadas contra o bolor no cérebro, como no lamentável episódio da "fosfo" contra o câncer.

Marcelo Leite
No fAlha
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O Livro da Minha Vida - Fernando Morais




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A campanha "festiva" de João Doria

O tucanato paulista segue se bicando para definir quem será o candidato do PSDB nas eleições para a prefeitura paulistana em 2016. Nesta guerra sangrenta no ninho, um dos personagens mais patéticos é o empresário João Doria, o "Júnior", que ganhou projeção política ao liderar o frustrado movimento "Cansei" contra o ex-presidente Lula e que hoje se excita com a cruzada golpista pelo impeachment de Dilma. Ele nunca disputou um pleito e é um novato na legenda. Isto talvez ajude a explicar a sua "estratégia festiva" na disputa pelo voto dos filiados tucanos. Matéria publicada na revista Época, de autoria da jornalista Flávia Tavares, serve para mostrar que o sujeito é realmente um elitista boçal.

"A tentação de chamar João Doria Junior de coxinha é tão imediata quanto irresistível. Então, tiremos isso da frente: João Doria é coxinha. Ele está sempre ereto, com um sorriso que parece ter sido implantado em seu rosto. Doria é miúdo, mas não baixinho. Seu cabelo é tingido, mas não de um acaju acintoso. Parece usar Botox, mas deixa espaço para a dúvida. Fala pausadamente, mimetizando o governador Geraldo Alckmin, seu amigo há 35 anos. Não fala palavrão. Parece que nunca espirrou. 'Adoro que me chamem de coxinha. Não tenho problema nenhum', disse o empresário recentemente, em seu lustroso escritório no Jardim Europa, bairro nobre de São Paulo", relata a repórter, que revela:

João Doria não gosta mesmo é que o chamem de Junior. "A pessoa pensa que sou coxinha, distante, riquinho e, quando me conhece, ela muda de opinião. Esse é o melhor dos mundos", afirma o vaidoso almofadinha. "Assumir seu lado janota é parte da estratégia de Doria para consolidar seu nome como pré-candidato a prefeito de São Paulo. Em vez de tentar desconstruir a imagem de empresário de sucesso, criando um personagem que fuja a quem ele é, Doria se dedica ao oposto. Prefere se mostrar como é, ou acredita ser, apresentando como virtudes o que adversários enxergam como fragilidades".

Neste esforço, João Doria tem promovido inúmeras festanças junto aos filiados do PSDB. "No grand tour que tem feito pela periferia da cidade, ele assume que é milionário. Adotou a máxima liberal do sucesso pelo mérito. Fez fortuna como publicitário e promotor de grandes eventos empresariais. Diz que pretende replicar na vida pública seu talento de administrador. Está em paz com a fama de coxinha — fama que aumentou depois que se soube que ele publica a revista anual Caviar Lifestyle, agraciada, em sua última edição, com meio milhão de reais em anúncios do governo Alckmin". De forma jocosa, a jornalista Flávia Tavares descreve o primeiro contato com o pré-candidato do PSDB.

"No dia em que me recebeu em seu escritório, num opulento prédio em frente ao Shopping Iguatemi, Doria vestia uma camisa branca, com um JDJ bordado no peito, e uma calça azul-marinho, ambos perfeitamente ajustados a seu corpo. Passava das 11 horas de uma manhã abafada. Ele estava irretocavelmente penteado. É sua praxe. Trazia nas mãos uma caixa de bombons de licor para a repórter — bombons, diga-se, que ele jura nunca ter provado, abstêmio convicto que é. Não há dieta que resista à insistência de Doria. De nada adiantaram as três negativas da repórter. Doria venceu, como costuma vencer com frequência: pela lábia". O novato tucano parece que foi bem convincente. 

"Doria passou a refutar outra acusação que seus adversários lhe fazem: a de que não está nem aí para os pobres de São Paulo. Doria vive em uma mansão no Jardim Europa, onde promove jantares noite sim, noite não para o creme brûlée da sociedade paulistana. 'Quem tem de conhecer bem a cidade é quem vai administrar os bairros. São Paulo tem 34 subprefeituras. Na nossa gestão, serão prefeituras regionais... Além das prefeituras regionais, Doria já tem bem delineadas pelo menos mais duas propostas para a cidade. A primeira é privatizar o Autódromo de Interlagos. A segunda é retomar os mutirões pelas periferias, juntando moradores para pintar paredes de escolas, capinar pracinhas". 

Apesar da sua lábia, o empresário não convenceu a jornalista da Época. "As chances de Doria ser o escolhido dos tucanos para a eleição de 2016 são pequenas. São duas as degustações a que Doria terá de se submeter. Antes de enfrentar o paladar da população de São Paulo, Doria tem de conquistar o paladar gourmetizado do PSDB, partido ao qual é filiado desde 2000. O tucanato, seguindo sua tradição, está rachado. O vereador Andrea Matarazzo é o favorito a vencer as prévias, previstas para o começo do ano que vem... Embora seja amigo de Alckmin, Doria ainda não tem o apoio de nenhum tucano-rei. Alckmin não quer Matarazzo. Ao que tudo indica, também não quer Doria".

É certo que João Doria, o Júnior, que também apresenta o enfadonho programa "Show Business", na Band, conta com o apoio de algumas celebridades midáticas. A jornalista relata um recente encontro com artistas numa mansão no Jardim Europa, bairro nobre da capital paulista. "Não havia churrasco nem funk. Havia Adriane Galisteu, Bruna Lombardi, Cláudia Raia, Regina Duarte, Juca de Oliveira, Otávio Mesquita, Eliana... Garçons circulavam pelas três salas da casa. Desviavam de obras de arte, servindo vinho branco e tinto — e, se alguém cometesse a indiscrição de pedir, uma cervejinha". O problema é que esta turma de "celebridades" não define os votos dos filiados profissionais do PSDB. O esperto empresário poderá, ao menos, fazer algum "negócio" com sua candidatura na rica legenda!

Altamiro Borges
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Dilma tem muita sorte!

A Oposição é o que o Governo Dilma tem de melhor!


Saiu no Globo:

À CNN, Dilma diz que ‘democracia adolescente’ e impeachment não tem motivação

Presidente afirma Brasil sofre com disputa política que não se encerrou com a eleição e nega que haja motivo para seu afastamento



WASHINGTON, DC - A presidente Dilma Rousseff disse em uma entrevista à CNN que não há "motivação" para o pedido de seu impeachment e afirmou que é muito perigoso tratar destes temas, pois a democrácil brasileira é frágil. A entrevista de cinco minutos, que foi ao ar neste domingo, foi concedida no dia 25 de setembro em Nova York — quando Dilma estava na cidade americana para a Assembleia Geral da ONU — ao jornalista Fareed Zackaria, que comanda o programa GPS.

— O grande problema com aqueles que querem o meu impeachment é a falta de motivação — disse Dilma, respondendo a uma pergunta sobre o risco de perder o mandato por causa dos problemas de corrupção na Petrobras. — Nós temos que ter muito cuidado sobre isso pelo seguinte motivo: a nossa democracia ainda está na adolescência — completou a presidente.

(...)

Ao completar um ano de Governo no segundo mandato, Dilma pode se considerar uma mulher de sorte.

Porque seus adversários são uns pigmeus.

Pigmeus de camisa preta, candidatos a fascistas que o Mussolini repudiaria.

São uns amadores.

Apenas histéricos.

Dilma se elegeu e cometeu todos os erros que poderia cometer.

Era impossível cometer mais erros, depois de eleita de forma inequívoca, consagradora.

E ela cometeu.

A começar por uma política econômica que negava o que pregou na vitoriosa campanha.

Fez um ajuste só no lombo dos pobres!
E mais grave do que isso.

Dilma não foi para a rua — nem ela nem os ministros políticos, como zé ainda na Justiça, e o Mercadante, um excelente mestre de cerimônias do ENEM.

Dilma se trancou no Palácio e deixou a praça da opinião pública aos pigmeus.

A praça que a Globo e o PiG controlam.

Deu-se, então, a mais feroz campanha de ódio da história da República, desde a que resultou no tiro no peito de Vargas.

Aí é que a Dilma tem uma sorte infinita!

O Carlos Lacerda de hoje é o Aecím.

Quá, quá quá!

E o Assis Chateaubriand são os filhos do Roberto Marinho – que não têm nome.

É muita sorte!

Dilma ganhou por WO.

A Oposição não existe.

A Oposição política, partidária, se exerce no Globo e na Globo e seus derivados, na Fel-lha, no Estadão em comatoso estado, e no detrito sólido de maré baixa.

Sem esquecer da rádio que troca a noticia, a CBN.

A CBN tentou fuzilar o Haddad, acabou fuzilada e tudo o que produziu foi despir a arrogância de duas fanhas.


Essa é a oposição.

E não tem impeachment de jornalista, dizia o grande oposicionista, o Pauzinho do Dantas.

Não existe impítim sem povo, sem líder.

A Dilma tem muita sorte.

À frente do pelotão do impítim resplandece o Ministro (sic) Gilmar, que exibe em seu currículo, como diz o amigo navegante Marcio Chavier, ter limpado a barra do Eduardo Cunha, do Daniel Dantas e do Roger Abdelmassih!

Quer mais?

Precisa desenhar, Marcio Chavier?

Às costas de Gilmar aparece, sempre, o ministro (sic) Nardes, do Tribunal das Contas, que corre o risco de naufragar na Zelotes e encontrar a Globo (RBS) lá dentro!

Tem ali a Ministra Ana Arraes, que deve ao Brasil esclarecer de quem era o jatinho em que morreu seu filho.

E acima de todos, o Eduardo Cunha.

A Dilma tem muita sorte!

Uma campanha de impeachment que depende do Eduardo Cunha.

Quer mais do que isso?

A Dilma tem o corpo fechado!

Quem prega o Golpe ou a renúncia dela, em 5.890 entrevistas semanais?

A vaidade psicótica do Príncipe da Privataria.

Quanto mais ele se auto-satisfaz, diante de todos, num atentado ao pudor político, menor fica a Oposição.

Quanto mais ele fala, menos se ouve a Oposição.

E ele não se elege vereador em Hygyenopolis.

O microfone do Golpe é de quem não se elege vereador.

(Mais ou menos o que fez a Dilma: entregou o Ministério da Justiça a outro que não se elege vereador.)

É como se Oposição à Dilma delegasse a sua dialética, todo o seu conteúdo “Carlos Lacerda” ao Fernando Henrique que, além de tudo, não sabe escrever.

(Tem um estilo “gordura saturada”, como disse o tradutor do artigo dele no New York Times.)


Não precisou.

A Oposição está na porta da CBN.

E essa não derruba nem o Suplicy!

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Enem: lutar contra a violência de gênero é questão social

Segundo publicado hoje, 26, no jornal A Tarde, “os deputados Marcos Feliciano (PSC-SP) e Jair Bolsonaro (PP-RJ) usaram as redes sociais para criticar uma questão do primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A primeira pergunta da prova de Ciências Humanas trazia um texto da filósofa francesa Simone de Beauvoir que abordava o feminismo, o que foi considerado pelo parlamentares como uma tentativa de “doutrinação”.

A questão apresentada no Enen, no entanto, nada mais é do que a citação da filósofa e escritora francesa, Simone de Beauvoir, ”Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino”. A pergunta pedia para o candidato caracterizar para qual movimento social da década de 1960 o pensamento de Beauvoir contribuiu.

A jornalista e blogueira Cynara Menezes, afirma em uma rede social que “quando um tema como “violência contra a mulher” na redação do ENEM vira “tema de esquerda” já não restam mais dúvidas sobre o tipo de direita que existe no Brasil”, numa clara alusão do equivoco e má intensão dos deputados, ao atacarem a prova e o MEC.

Aliás, o deputado Bolsonaro foi recentemente condenado por incitar o estupro, ao afirmar que “não estupraria a deputada Maria do Rosário porque ‘ela não merecia’”, como se alguma mulher merecesse ser estuprada.

Se a luta pela igualdade de gênero e o combate à violência contra a mulher é “doutrinação de esquerda”, homens e mulheres de direita defendem o contrário?

Sônia Corrêa
Ascom Sindicom

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O Enem e a falácia da “doutrinação”

Lembrou na edição desse domingo, 25 de outubro, a insuspeita jornalista econômica Miriam Leitão, que nesses 30 anos, avançamos em três áreas importantes: democracia, estabilidade e inclusão. E que voltar atrás é inaceitável.

No sábado, dia 24, a prova de Ciências Humanas do Enem, cujas questões são formuladas por um pool de professores das 57 universidades públicas do país, deu um banho de democracia, estabilidade e inclusão, elencando para os jovens postulantes a uma vaga no ensino superior, questões sobre a terceira revolução industrial e a desterritorialização da produção ( o que lembra o quanto é bem vinda a multietnicidade dos produtos ao mesmo tempo em que renascem os discursos racistas quanto a pessoas), sobre a moda dos selfies e o narcisismo epidêmico das sociedades urbanas contemporâneas, sobre o desencantamento e a racionalização em Max Weber, sobre a precaução necessária com o transgênicos, sobre a luta histórica pela igualdade de gêneros, sobre os condicionamentos sociais em Mannheim, sobre as guerras e os riscos aos patrimônio material, sobre a proteção ao meio ambiente, sobre a crise da água, sobre a superação da visão mítica do mundo nos pré-socráticos, sobre a alteridade ( em uma bela questão lembrando a importância de se colocar no lugar do outro para avaliar nossas convicções), sobre os excessos do Estado nos regimes ditatoriais, sobre os riscos da espionagem via internet, sobre a multiperspectividade do passado ( ao apresentar dois textos sobre o mesmo fato, a Guerra de Canudos, mostrando a importância do cotejamento das fontes), sobre o papel simbólico e a extensão social da Abolição, sobre o papel de apoio ( aparentemente controverso) das colônias africanas às suas metrópoles na segunda guerra mundial, sobre o papel dos movimentos sociais no aprofundamento da democracia brasileira, levando-a para além da mera participação eleitoral, sobre o conceito de Estado em Hobbes, sobre a importância das imagens no cenário político brasileiro, sobre o papel dos intelectuais na formação do mundo ocidental, sobre a ágora ateniense, sobre a globalização e sua crítica, sobre o problema da erosão nos rios, sobre a concentração urbana no Brasil, sobre o Código eleitoral brasileiro de 1932 e seus avanços, sobre o endividamento brasileiro no regime militar que fundamentou o chamado “milagre brasileiro”, sobre o pan-africanismo, sobre a construção da memória por meio da arte ( e como ela pode servir a propósitos que não são a verdade dos fatos), sobre os sofistas gregos, sobre o conceito de “homem cordial” em Sérgio Buarque de Holanda, sobre as novas formas sustentáveis de explorar a Amazônia, sobre os biomas brasileiros e os problemas que apresentam, sobre as relações entre trabalho e avanço tecnológico, sobre o conceito de Maioridade em Kant ( por meio de uma bela citação de Paulo Freire), sobre os riscos dos agrotóxicos nos alimentos, sobre a dificuldade de os europeus aceitarem a cultura ameríndia ao longo da colonização, sobre o confronto do conceito de socialismo e o capitalismo de Estado da China contemporânea e, finalmente, sobre a crise financeira mundial.

Como se pode ver, a prova de Ciências Humanas do Enem abordou, com largo espectro, temas políticos, econômicos, sociais, culturais, tecnológicos, filosóficos, educacionais, regionais, nacionais e globais, com competência e precisão, utilizando textos e imagens de autoridades e/ou personalidades conhecidas e respeitadas em suas áreas de atuação.

A opção da prova do Enem é claramente a de uma prova cidadã, preocupada com a seleção de jovens capazes de ler, interpretar e se posicionar sobre temas fundamentais, relevantes e urgentes da contemporaneidade.

E a pergunta que resta é: onde está a “doutrinação?” Onde está o viés de “esquerda”? Por acaso os temas tratados na prova não se coadunam com as importantes questões da nossa democracia? Por acaso não é importante que jovens conheçam e debatam essas questões?

O que fica cada vez mais claro é que a falácia da “doutrinação” esconde o desejo da censura e do autoritarismo, travestido de peroração voltado para os que não cuidam de ver com seus próprios olhos e escutar com seus próprios ouvidos.

Que este artigo funcione como um convite para que os leitores e leitoras leiam a prova, analisem suas questões, avaliem as alternativas e só depois formulem seus julgamentos. Não ver e não gostar, não ler e condenar é o caminho mais rápido e fácil para o retrocesso. E quem REALMENTE quer o retrocesso?

Daniel de Medeiros
No Gazeta do Povo
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Pedaladas para todos os gostos


O jornal Folha de S. Paulo publica matéria sobre pedaladas.

Resumo do ciclismo: as pedaladas serviram, em grande parte, para alimentar ruralistas com financiamentos, como sempre, a juros camaradas e abaixo da inflação.

Privatização de recursos públicos.

Bolsa fazendeiro.

Só uma parte das pedaladas teria servido para alimentar programas sociais.

Por outro lado, quase todo mundo pedalou: Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro, Bahia, Amazonas, Paraná… E agora? Derruba todo mundo? Ou faz impeachment seletivo?

Derruba todo mundo.

O golpismo continua.

Jarbas Vasconcelos, do PMDB de Pernambuco, quer que Michel Temer seja salvo.

Tem uma explicação fantástica para isso: questão de calendário eleitoral.

O PMDB não aguenta mais de ansiedade.

Quer o poder. Quer o golpe. Quer que o golpe se chame renúncia.
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Entrevista de Lula no Piauí

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Civilizações antigas estão sendo desenterradas?

Nos distraindo com bobagens
Gente, hoje recebi uma informação que me deixou de queixo caído...

Enquanto “eles” querem que a gente mire lá fora — no caso Marte e Plutão — há coisas muito estranhas surgindo bem no nosso quintal.

Espero que você tenha uma explicação para isso, pois passei o dia “viajando” e criando links e mais links com as coisas que estão ocorrendo ultimamente.

Será que as guerras são distrações para algo maior? Será que estamos presenciando uma radical mudança? Estaremos entrando numa nova dimensão?

Calma, você vai entender tudo depois de assistir esse vídeo que acabei de enviar pro youtube. Ele acaba meio de repente, mas eu tive que usar um programa de gravação grátis que só me dava 15min. E eu usei, por isso o corte feio.

Então, aqui vai. Me conte o que achou e faça você a pesquisa!!

O local de origem está nessas coordenadas
30°1'13.25"N 31°43'14.51"E

Construções estão sendo desenterradas no deserto.

Quem está desenterrando-as? Por que?

O que são essas construção? Não parecem ser nossas.



No Laura Botelho
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