23 de out de 2015

Lulinha processará Globo por notícia falsa atribuída a delator premiado

Filho do ex-presidente tem acesso a depoimento de Fernando Baiano à Justiça do Paraná e constata que não é citado. “O Globo” atribuiu a delator notícia de que o lobista teria pago despesas de Lulinha

A "estreia triunfal" do ex-colunista de Veja em edição de O Globo
de 11/10 com direito a foto na 1ª página e notícia falsa
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vai acionar judicialmente responsáveis das Organizações Globo por veiculação de notícias falsas, supostamente atribuídas a uma delação premiada do lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, à Operação Lava Jato. O jornal O Globo alardeou em manchete de uma edição de domingo (11), baseada em delação de Fernando Baiano, que o lobista teria pago R$ 2 milhões em despesas pessoais do filho do ex-presidente. O diário não incluiu declarações de Fábio Luís contestando a informação. A notícia repercutiu em outros veículos e nas redes sociais.

Na quinta-feira (15), o Jornal Nacional, da TV Globo, noticiou também que o ex-presidente Lula teria participado de negociações para incluir a empresa OSX em contratos com a Petrobras. Segundo a reportagem, “uma nora” do ex-presidente teria sido beneficiada com pagamento de propina de R$ 2 milhões.

Ontem (22), um pedido de acesso à delação de Baiano, feito pela defesa de Lulinha ao Supremo Tribunal Federal, foi negado pela corte. Em sua negativa, o ministro Teori Zavascki justificou que o “acordo de delação premiada e os correspondentes depoimentos estão sujeitos a tramitação sigilosa”. O objetivo de Lulinha era conhecer procedência das notícias veiculadas com base na delação do lobista.

Apesar da negativa de Zavascki, a defesa de Fábio Luís conseguiu acesso ao conteúdo das declarações de Baiano ao juiz Sérgio Moro, responsável pela condução do processo na Vara de Curitiba. Em nota divulgada hoje (23) pelo advogado Cristiano Zanin Martins, a defesa afirma: “Na qualidade de advogados de Fábio Luis Lula da Silva tomamos conhecimento da decisão do Ministro Teori Zavascki, que nos negou acesso à delação premiada do lobista Fernando Soares. Todavia, nos inteiramos do conteúdo do referido documento, tornado público pelo juízo de primeiro grau de Curitiba”. E aproveita para criticar o procedimento do STF e da própria Vara de primeira instância. “Não deixa de causar estranheza, entretanto, que o sigilo legal esteja valendo para a Suprema Corte, mas não para as instâncias inferiores ou para a imprensa”, diz a nota.

“Dispomos, assim, dos elementos necessários para promover as ações judiciais contra os jornalistas que publicaram notícia falsa com a citação — inexistente — do nome de Fábio na delação, fato confirmado pelo próprio ministro Zavascki em sua decisão”, afirma Martins, referindo-se ao trecho do despacho em que Teori Zavascki afirma que Fábio Luís não é investigado, por isso não poderia ter acesso às informações que pediu.

No RBA
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Entrevista com Márcio Pochmann


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O atentado (que não houve) a Carlos Lacerda

Lacerda é carregado pela polícia um dia após o suposto atentado
Vários jornalistas e historiadores já escreveram sobre o atentado ao Carlos Lacerda na rua Toneleros, 180, Copacabana, edifício Albervânia, aos 45 minutos do dia 5 de agosto de l954. Lira Neto, Leandro Melito, Palmério Dória, entre outros.

Em síntese, fica quase claro nos depoimentos que Carlos Lacerda não levou tiro algum. Não há exame de corpo de delito do Hospital Miguel Couto, não há raios-x provando isso, nem foi exibido o revólver que Lacerda teria disparado tiros para se defender do pistoleiro.

O desaparecimento do prontuário do hospital, que poderia atestar se o jornalista teria ou não sido realmente ferido no pé, só complicou ainda mais o esclarecimento do caso. E também as seguidas versões dadas a ele, em várias épocas, narrando o episódio de diversas maneiras. E revelam que não houve atentado ao jornalista Carlos Lacerda. O major Vaz foi morto por tentar, na ocasião, dar uma gravata no pescoço de Alcino do Nascimento, o suposto pistoleiro.

Primeira reportagem 

A primeira reportagem, publicada no Diário Carioca, e que passou a ser a versão oficial, sobre o atentado a Carlos Lacerda foi escrita pelo jornalista Armando Nogueira, que morava ao lado, na rua Toneleros, 184 e que estava chegando em casa. Diz a reportagem dele: “Acabava de chegar de carro (um Chrysler) do meu colega Deodato Maia, que viajava com outro colega do Diário Carioca, Otávio Bonfim. O Otávio nos mostrou: ”olha aí o Carlos Lacerda”. Eu vi o jornalista Carlos Lacerda se desviar de seis tiros de revólver à porta de seu edifício na rua Tonelero”, escreveu Armando, às pressas, e a tempo de sair na primeira edição do dia, indo para a redação.

E continua: “Carlos Lacerda acabara de se despedir de um amigo — major Vaz — e já ia entrando em casa quando um homem magro, moreno, meia altura e trajando terno cinza surgiu por trás de um carro (um Studebaker, placa 5-60-21) e, de cócoras, disparou toda a carga de seu revólver, quase a queima roupa. Lacerda foi atingido no pé esquerdo; o major, no peito, morrendo em seguida. Dois minutos depois do tiroteio, meu colega Deodato correu até o corpo do major Vaz que já agonizava, com a camisa toda ensanguentada. Logo atrás, vindo de dentro de seu edifício, chegava Carlos Lacerda que, ao reconhecer o amigo, quis carregá-lo nos braços. Deodato, então, ponderou: talvez fosse melhor não levá-lo dali para que a polícia fizesse a perícia. ”Meu Deus, meu amigo Vaz está morto”, gritou Lacerda.

A sequência

O motorista do automóvel, o taxista Nelson Raimundo, que teve a placa anotada pelo vigilante Sálvio Romeiro, um guarda municipal que passava nas imediações, apresentou-se na delegacia ainda naquela madrugada. Disse que fez uma corrida de táxi, mas que não conhecia os passageiros e não sabia o motivo da corrida. Chamou a atenção que ele fazia ponto de táxi na rua Silveira Martins, ao lado do Palácio do Catete. Depois disse que conhecia um deles, Climério Euribes de Almeida, que era integrante da guarda pessoal do presidente Vargas. E mais tarde descobriu-se que o segundo passageiro era Alcino João do Nascimento. O jornalista Palmério Doria, por indicação do chefe de reportagem Hamilton Almeida Filho, foi ao Rio e entrevistou Alcino logo depois dele ter sido libertado dos 20 anos de prisão a que foi condenado por assassinar major Vaz. Ele contou que recebeu ordens da chefia da segurança pessoal do presidente da República, cujo comandante era Gregório Fortunato, para seguir Lacerda e anotar onde ia, com quem conversava e quem o acompanhava.

E assim o fez naquele dia, chegando na rua Toneleros e, em seguida, a saída de Carlos Lacerda do carro, e ainda agachado, tentava anotar a placa do carro do major Vaz quando este, um corpulento homem, faixa preta de judô se aproximou inesperadamente e tentou lhe dar uma gravata. Ao que Alcino revidou dando-lhe dois tiros e fugindo.

Com exceção da Última Hora, todas as redações dos jornais estavam em campanha contra o governo, não só a Tribuna de Imprensa de Carlos Lacerda. Correio da Manhã, O Globo, Jornal do Brasil igualmente embebidas pelas posições udenistas.

No Diário Carioca, Armando Nogueira, sempre meticuloso em seus textos, cuidadoso com a apuração dos fatos, chegou e começou a escrever a sua reportagem narrando os fatos e, pressionado pelo chefe de redação Pompeu de Souza, contou a sua versão.

Falso atentado

Três fatos ficam claros: um revólver calibre 38, com 6 balas, não poderia ter disparado outras 6, já que duas tinham sido gastas para atingir o major Vaz. Carlos Lacerda não tinha ferimento algum na perna ou no pé, tanto que tentou levantar o corpo do major Vaz do chão. No Hospital Miguel Couto não houve confirmação alguma de tiro em Lacerda. Mesmo assim, no dia seguinte, Carlos Lacerda aparecia nas manchetes amparado por dois oficiais da Aeronáutica, com a perna engessada.

Pompeu de Souza, editor chefe do Diário Carioca, fez démarches com Armando Nogueira sobre a reportagem, e com outros, para que o inquérito fosse levado da delegacia de policia do bairro de Copacabana, já que a morte de um oficial da FAB foi levada para a Base Aérea do Galeão. Assim nasceu a chamada República do Galeão, que culminou com o suicídio de Getúlio Vargas.

Lá, sob torturas, todos os presos confessaram o que lhes mandaram: tinham sido contratados para matar Carlos Lacerda, que o dinheiro para a fuga deles tinha sido dado por Gregório Fortunato, em seguida também preso, e todos foram condenados. Gregório morreu na cadeia.

Nos jornais e nos quartéis, a crise era geral exigindo-se a renúncia do presidente Getúlio Vargas que, com o seu suicídio, reverteu a situação, mantendo criadas a Petrobras, a Eletrobras, a Cia Vale do Rio Doce, a Companhia Siderúrgica Nacional e consagrando os direitos dos trabalhadores pela CLT.

Raul Varassin
No DCM
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Leitores repulsam manchete da fAlha


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Esses são os coxinhas que vão às ruas contra a corrupção

Médicos recebem R$ 790 mil por plantões inexistentes em Passos (MG)

Dois secretários e dois servidores foram presos em operação do MP

Castro e Cançado foram levados para o presídio da cidade  
Prefeitura de Passos / Divulgação
Dois secretários municipais e dois servidores da Prefeitura de Passos, no sul de Minas, foram presos em uma operação do Ministério Público com a Polícia Civil por suspeita de envolvimento em um esquema de pagamento de plantões para médicos que não tinham trabalhado o horário lançado no registro.

A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Saúde de Passos aponta que médicos da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) teriam adulterado o registro de plantões e recebiam como se tivessem trabalhado. O prejuízo do esquema aos cofres públicos é de R$ 790 mil em dois anos.

Foram presos temporariamente Gilberto Lopes Cançado, secretário de Administração, Dickson Helinton de Castro, secretário de Saúde, Ildefonso Medeiros Filho, ex-diretor da UPA e Wagner Diniz Caldeira, assessor. Eles foram levados para o presídio da cidade e prestaram depoimento como investigados. O diretor a secretária da UPA foram afastados do cargo.

Os agentes cumpriram oito mandados de busca e apreensão e recolheram 2.000 dólares, 2.000 euros e 14 volumes de documentos.

Os investigadores tentam identificar os nomes dos médicos e outros servidores com participação na fraude.

Além dos pagamentos fraudados, o MP aponta que a prefeitura teria coagido os servidores a devolver os recursos. Em nota, a Prefeitura de Passos "nega que tenha havido coação de médicos e afirma que alguns dos envolvidos assinaram o acordo espontaneamente" depois que as secretarias de Administração e Saúde descobriram a fraude e aponta que enviou ao MP o teor da investigação interna para colaborar com as apurações.

Os suspeitos podem responder por corrupção passiva, peculato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Os advogados dos secretários e servidores envolvidos nas denúncias não foram encontrados pela reportagem para esclarecer as denúncias.

No R7
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MPF pode desmembrar inquérito para prender mulher e filha de Cunha


Parlamentares próximos do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já dão como certo um pedido do Ministério Público Federal para que o inquérito contra o deputado, sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz, e a filha Danielle seja desmembrado.

Com a operação, o processo da mulher e da filha de Eduardo Cunha seria remetido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para primeira instância e poderia cair nas mãos do juiz Sérgio Moro. Como as duas não têm foro privilegiado, haveria grandes chances de prisão preventiva dos familiares do parlamentar.

A possibilidade de que seja essa a estratégia do MPF deixou Eduardo Cunha apreensivo, segundo relatos de deputados aliados. Sob a condição de se manter em anonimato, um parlamentar comentou, ainda, que a mulher do peemedebista está deprimida com a eminente ação da Justiça.

Assessores do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, buscam indícios de que Eduardo Cunha fez e vem fazendo uso do cargo na Presidência da Câmara para atrapalhar as investigações e os desdobramentos da Lava Jato.

Nesta quinta-feira (22), o relator da Lava Jato no Supremo, ministro Teori Zavascki, atendeu ao pedido da PGR para ordenar o bloqueio e sequestro de R$ 9,6 milhões atribuídos a Cunha e que estão em contas na Suíça.

Antes mesmo que fossem descobertas as contas secretas e a informação fosse comunicada pelo Ministério Público suíço às autoridades brasileiras, a PGR já havia denunciado Eduardo Cunha no STF por lavagem de dinheiro e corrupção passiva no âmbito das investigações de fraudes na Petrobras.

Eduardo Miranda
No JB
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“Negro é incômodo em Santa Catarina”: o que está por trás da morte do haitiano Fetiere Sterlin

Fetiere Sterlin
Fetiere Sterlin, 33 anos, precisava do emprego que o Haiti não oferecia. Chegou ao Brasil pelo Acre, em 2011, através de uma rede de coiotes. Morou em Rio Branco e São Paulo antes de ir para Navegantes, cidade de 72 mil habitantes no litoral de Santa Catarina, onde foi assassinado na noite de sábado (dia 17).

O corpo ainda não foi sepultado, mas seu assassino já está solto. O adolescente de 17 anos que confessou a autoria do crime ficou detido por quatro horas e foi liberado por ausência de vagas no Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório. O corpo de Fetiere ficou retido 90 horas no Instituto Médico Legal (IML), por questões burocráticas e falta de vontade.

E precisou aguardar mais 36 horas para descongelar, o que somou 126 horas de angústia para sua esposa Vanessa Pantoja. Nascida em Belém do Pará, ela teve que comprovar a união estável e aguardar a liberação da embaixada haitiana. Os custos do velório foram pagos com o seguro de vida do imigrante, que não deixou mais nada para filha de oito anos que aguardava o reencontro com o pai.

O plano do casal era poupar dinheiro para ir morar nos Estados Unidos em 2016, onde alguns familiares dele vivem há mais de uma década. Seus parentes contavam que a vida lá é melhor. Vanessa levaria sua filha, Fetiere a dele. As meninas têm a mesma idade. As semelhanças entre o casal não são poucas. Ambos tiveram que abandonar a terra natal para buscar trabalho e sofreram discriminação por essa escolha. “Não são apenas os haitianos que sofrem. Quem vem do Norte e do Nordeste também. Negro é tratado com desdém, como um incômodo pelo povo daqui”, disse Vanessa.

Fetiere, a esposa e quatro amigos caminhavam pela rua Adolfo Koeler, quando foram surpreendidos pelos xingamentos de três garotos que passavam de bicicleta. “Macici”, um deles disse. Palavra que em criolo francês significa gay. “Macici é você”, respondeu o haitiano. E ouviu “se eu sou macici, tu será morto”. Imaginando que seria mais uma ofensa entre tantas eles prosseguiram com a conversa. Até que dez garotos voltaram munidos de paus, pedras, pás e facas. Eles o golpearam aos gritos de “morre, crioulo” e “vai embora para tua terra”.

A violência contra Fetiere não foi aleatória. Claude Gustavo, outro haitiano, recebeu cinco tiros em janeiro do ano passado, sobreviveu e foi embora. João Edson Fagundes, diretor da Associação dos Haitianos de Navegantes, conta que agressões contra os imigrantes são corriqueiras.

“É a banalidade do mal, compreendes? Alguém disseminou a ideia que eles vieram para roubar empregos dos brasileiros, isso virou uma verdade na consciência coletiva da cidade e criou uma rede de ódio”, afirma Fagundes.

Mas apesar da alta qualificação — a maioria domina cinco línguas (francês, criolo, português, espanhol e inglês) — eles assumem subempregos e são explorados pelo mercado do sul do país. “Dos 700 haitianos de Navegantes, 30% tem carteira assinada, os outros não recebem benefícios, trabalham mais e ganham menos que os catarinenses sem reclamar”, disse Fagundes.

O histórico de racismo de Santa Catarina não se resume às mortes e explorações. Está entranhado no cotidiano. No ano passado, por exemplo, o estado foi o único que não elegeu nenhum negro no país. Já o jornal The Sun, segundo de maior circulação no Reino Unido, publicou que Florianópolis é a cidade com mais pessoas bonitas do mundo. Os jornais estaduais estamparam o assunto nas manchetes, com diversas fotos, nenhuma de um negro, até porque apenas 2,9% da população se declarou afrodescendente no Censo.

A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo lamentaram a morte de Fetiere e ofereceram auxílio da Polícia Federal. Mas não foi necessário, o delegado Rodrigo Coronha deteve cinco suspeitos que confessaram o crime. Eles responderão pelo crime de homicídio por motivo torpe, que engloba ódio, racismo e xenofobia. O adolescente poderá ser reencaminhado ao Centro de Atendimento nesta tarde.

Aline Torres
No DCM
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Seis dos 21 deputados que vão julgar Cunha respondem a processos


Pelo menos 29% dos deputados que integram o órgão que julgará se o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deve ser cassado por mentir ao esconder contas no exterior respondem a processos na Justiça.

São pelo menos seis entre os 21 parlamentares do Conselho de Ética alvo de 14 procedimentos judiciais no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Justiça do Rio. São três ações penais, uma de improbidade e 10 inquéritos por crimes diversos. O campeão de processos é Washington Reis (PMDB-RJ), ex-prefeito de Duque de Caxias — com seis processos e uma batida da Polícia Federal no “currículo”.

Segundo depoimento do lobista Fernando Baiano, foi o próprio Cunha quem o apresentou ao operador que fechou delação premiada na Operação Lava-Jato. No entanto, Baiano disse que não fez negócios com Reis. No STF, o deputado responde a uma ação penal por formação de quadrilha e crimes contra o meio ambiente.

Reis também é acusado de improbidade administrativa na 2ª Vara Cível do Rio por supostas irregularidades em obras públicas quando era prefeito. Em 28 de agosto do ano passado, o STF ordenou que a PF cumprisse ordens de busca e apreensão, em plena campanha eleitoral, em residências do deputado no Rio e em Brasília e em empresas.

O objetivo era levantar provas em investigação para saber se ele participa de esquema para fraudar licitações. Reis foi conduzido à polícia, mas acabou liberado depois. A reportagem procurou os seis parlamentares investigados desde a semana passada. Reis e seus assessores não prestaram esclarecimentos ao jornal.

Em segundo lugar está Vinícius Gurgel (PR-AP), alvo de três investigações por problemas eleitorais. No inquérito 4038, originado no Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, houve um pedido de busca e apreensão. No 3944, apura-se se ele comprou votos nas eleições. No 3940, a acusação é de que tirou uma fotografia quando estava em frente da urna eletrônica.

Mas o Ministério Público propôs fazer um acordo, chamado de “transação penal”, pelo qual o processo é extinto se houver prestação de serviços comunitários e pagamento de cestas básicas. Gurgel não esclareceu à reportagem se aceitará o acordo. O deputado Wladimir Costa (SD-PA) e seu irmão Wlaudecir Costa respondem a ação penal por peculato ou desvio de dinheiro. Segundo o MP, eles montaram um esquema entre 2003 e 2005, pela contratação de três assessores parlamentares fantasmas em Belém.

Júlio Delgado (PSB-MG) responde a inquérito da Lava-Jato no STF. O dono da UCT Engenharia, Ricardo Pessoa, disse que se reuniu com ele e acertou doação de campanha ao PSB em 2014, o que o parlamentar confirma. Mas nega  ter prometido, como disse o empreiteiro, proteger o executivo na CPI mista da Petrobras realizada.

Eduardo Militão
No Desacato
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Vice-presidente da Câmara também é alvo de pedido de cassação

Requerimento foi enviado à corregedoria e aguarda aval da Mesa Diretora.

Waldir Maranhão é citado por Alberto Youssef como beneficiário de propina.

O vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA)
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Assim como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o vice-presidente da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), é alvo de pedido de abertura de processo por quebra de decoro parlamentar por suposta participação no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

A assessoria de Waldir Maranhão disse que o deputado foi informado da demanda, mas estava em reuniões e não poderia responder.

A representação foi protocolada por um cidadão na Corregedoria da Câmara, em 14 de outubro, e aguarda despacho da Mesa Diretora, para que as investigações possam ser iniciadas.

Pelo regimento interno, qualquer pessoa pode representar contra um deputado, desde que fundamente a denúncia e cumpra os requisitos formais, como anexar cópia do título de eleitor e identidade. O processo por quebra de decoro pode resultar em censura, suspensão ou cassação do mandato.

Autor do requerimento contra Maranhão, Victor Augusto Fonseca de Paula cita depoimento de Alberto Youssef ao Ministério Público Federal em que o doleiro afirma que o deputado integrava o rol de parlamentares do PP beneficiados por propinas de contratos da Petrobras.

De acordo com Youssef, Maranhão e outros parlamentares com “posição de menor relevância” no PP recebiam entre R$ 30 mil e R$ 150 mil no esquema de corrupção.

Posteriormente, em depoimento à CPI da Petrobras, Youssef voltou a dizer que Maranhão recebeu propina. As declarações do doleiro ao MPF e à comissão parlamentar de inquérito foram anexadas ao pedido de abertura de processo por quebra de decoro.

"De acordo com o afirmado ao MPF e à CPI da Petrobras, é óbvio que o requerido quebrou o decoro parlamentar, recebendo vantagens indevidas vindas da lavagem de dinheiro de Alberto Youssef, com recursos oriundos do superfaturamento da Refinaria Premium I, no Maranhão", diz o requerimento que pede a cassação do mandato do vice-presidente da Câmara.

A representação está na Mesa Diretora, que deve analisar requisitos formais e despachar o documento para a corregedoria, o que, segundo técnicos da Casa, em regra, leva de dois a três dias. O documento está há oito dias à espera do despacho.

Assim que a representação for encaminhada ao corregedor, ele deverá analisar novamente se foram cumpridos requisitos essenciais para a abertura de processo, como cópia de documentos de identificação do autor. Se entender que foram cumpridas as regras, deve instaurar a investigação e abrir prazo de cinco dias para que o deputado acusado apresente defesa.

Em 45 dias prorrogáveis por igual período, o corregedor deverá investigar a denúncia e apresentar um parecer sugerindo punição ou absolvição do parlamentar. Nesse período, ele poderá ouvir testemunhas e requisitar documentos ao Ministério Público Federal.

O parecer do relator é votado, então, pela Mesa Diretora da Casa e depois encaminhado para o Conselho de Ética. Pelo fato de ter havido investigação prévia da corregedoria, o conselho não precisa fazer um relatório preliminar — pode abrir de imediato processo por quebra de decoro.

Cúpula investigada

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também é alvo de pedido de abertura de processo por quebra de decoro pelo suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

Há um pedido de investigação protocolado na Corregedoria da Casa e uma representação contra o peemedebista no Conselho de Ética. Segundo depoimento de delatores do esquema, entre os quais Youssef e o consultor Júlio Camargo, o peemedebista teria recebido US$ 5 milhões em propina de um contrato da Petrobras com a Samsung Heavy Industry.

Além disso, a Procuradoria-Geral da República abriu inquérito para investigar a existência de contas bancárias secretas na Suíça que pertenceriam a Cunha. O presidente da Câmara nega ter recebido vantagem indevida, diz não possuir contas no exterior e afirma que não se afastará do comando da Câmara.

Os dois requerimentos contra Cunha se encontram na Mesa Diretora, que ainda não despachou os documentos para a corregedoria nem para o Conselho de Ética da Casa.

Fernanda Vivas e Nathalia Passarinho
No G1
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Estadão mente; Haddad desmente





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Agora é oficial: FHC sabia e não fez nada!


Ao registrar em seu livro de memórias a confissão de que tinha todos os meios para investigar um esquema de corrupção na direção da Petrobras e não tomou nenhuma providência a respeito, Fernando Henrique Cardoso prestou um inestimável serviço ao país.

Embora o caso possivelmente possa ser considerado prescrito, se tivesse sido descoberto e denunciado durante seu mandato, entre 1995 e 2002, o então presidente poderia ter sido enquadrado no crime de prevaricação, tipificado no artigo 319 do Código Penal ("Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal").

Se fosse um funcionário público comum, uma condenação poderia dar em pena de prisão, de  três meses a um ano, mais multa. Como era presidente da República, FHC poderia ser alvo de um processo que poderia levar ao impeachment. Mais fácil que o penoso trabalho de Helio Bicudo e Miguel Reale Jr. Imaginou? 

Para além de eventuais consequências jurídicas, resta a questão política atual. 

Informado pelo empresário Benjamin Steinbruch sobre quem comandava o esquema na maior empresa brasileira, Fernando Henrique nada fez. Isso permite questionar a credibilidade de quem, no início de 2015, enchia o peito para falar da Lava Jato. FHC disse no início do ano que era preciso chegar aos "altos hierarcas" envolvidos nas investigações — uma referência a Lula e Dilma.

Mas quando podia fazer sua parte, Fernando Henrique preferiu ficar quieto.

"Por que FHC cruzou os braços?", perguntei aqui neste espaço, em fevereiro, num texto que debatia o silêncio tucano sobre uma denúncia de Paulo Francis, em 1996. Agora sabemos por que.

Conforme O Globo, Fernando Henrique tenta justificar a postura com o argumento de que pretendia fazer mudanças nas regras da Petrobras e não queria atrapalhar um debate que julgava necessário. Como se sabe, seu governo que tomou medidas favoráveis a privatização da exploração do petróleo, enfrentando uma vigorosa greve de resistência de petroleiros que não permitiu que fosse até o fim em seus planos. Até tanques do Exército foram a rua para tentar intimidar os petroleiros.

Mas o argumento não ajuda o ex-presidente.

FHC assinou, no Planalto, o decreto 2745, que eliminou a necessidade de licitação nos investimentos da Petrobras — uma porteira aberta para a formação do clube de empreiteiras que iria dividir as obra da empresa em conversas entre amigos, sem disputa real.

O decreto 2745 é obra da assessoria jurídica do Planalto no governo de Fernando Henrique, cujo chefe era Gilmar Mendes, mandado ao Supremo no último ano de governo tucano. Hoje no TSE, Gilmar foi o ministro que mandou investigar possíveis ligações entre o esquema da Petrobras e a campanha de Dilma, abrindo ali uma das estradas da oposição para tentar chegar ao impeachment de qualquer maneira.

É até gozado, não?

O que se expressou, na atitude de FHC, foi uma moral de ocasião, de quem desperdiçou uma ótima oportunidade para estimular um debate honesto sobre a corrupção no Estado brasileiro. Comprova-se, agora, que  ele não só conheceu a situação de perto durante seu governo. Tinha informações de primeira mão. Também tomou a decisão de não investigar.

É uma postura que, pelo exemplo, só ajuda a desmoralizar — confesso que isso não me deixa nem um pouco incomodado — gravatões tucanos que estimulavam atitudes fascistas nas diversas CPIs da Petrobras. 

Não custa lembrar que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, abriu seu depoimento na CPI com um power point didático, onde exibia as quantias que cada partido — PT e PSDB à frente — havia recebido de cada uma das grandes empreiteiras denunciadas na Lava Jato. No mesmo dia, o líder do PSDB Carlos Sampaio defendeu a extinção legal do PT, logo depois que um provocador soltou um grupo de ratos na sala de depoimentos. Vaccari foi preso no dia seguinte pela manhã e encontra-se detido até hoje.

Paulo Moreira Leite
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Celso Antônio Bandeira de Mello


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Governo Alckmin omite dados de mortos por policiais em SP


Em meio a uma escalada de crimes de repercussão nacional envolvendo policiais de São Paulo, a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) divulgou nesta quinta-feira (22) somente parte das estatísticas sobre as mortes causadas por policiais no terceiro trimestre.

A estratégia de fatiar as informações vem sendo adotada com frequência pelo secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, potencial candidato tucano à Prefeitura de São Paulo em 2016.

Pela manhã, Moraes exaltou uma queda de 20% no número de mortos por PMs em serviço no Estado no terceiro trimestre em relação a igual período de 2014 — de 159 para 127. Com esse dado divulgado, houve leve recuo, de 2%, no acumulado dos primeiros nove meses deste ano.

O secretário de Alckmin não anunciou, porém, os dados de mortes no trimestre por PMs de folga nem as causadas por policiais civis. No trimestre anterior, eles foram liberados em conjunto.

Após reiterados pedidos, a secretaria decidiu passar esses números às 21h. Eles mostram que fatiar as estatísticas permite à pasta obter recortes favoráveis.

Por exemplo: as mortes causadas por policiais civis, inicialmente omitidas, estão em alta. Com isso, a letalidade policial nos primeiros nove meses do ano subiu 1% — apesar da queda de 2% das mortes por PMs em serviço.



O número de mortes por policiais militares de folga, também omitido por Moraes, foi maior no terceiro do que no segundo trimestre do ano. Mas não é possível saber se cresceu ante 2014 porque a gestão Alckmin mantém os dados do ano passado em segredo.

Foi em horário de folga que PMs são suspeitos de comandar a maior chacina do ano no Estado, em agosto, quando ao menos 23 pessoas foram assassinadas em Osasco e Barueri (Grande SP). O caso é investigado por uma força-tarefa do governo e não faz parte da estatística divulgada.

Outro caso de repercussão envolvendo policiais terminou com a morte de dois suspeitos de roubar uma moto, em setembro, no Butantã (zona oeste). Mesmo rendidos, foram baleados — parte da ação foi flagrada em vídeo.

Os dados da violência, antes da chegada de Moraes ao cargo, em janeiro, eram divulgados de uma só vez no dia 25 de cada mês. Os de letalidade policial, trimestralmente, todos juntos. Agora, os balanços são picotados. No mês passado, ele antecipou as estatísticas de homicídio só da capital e reteve dados de região metropolitana e interior.



Outro lado

Questionada nesta quinta-feira (22) sobre as razões de antecipar apenas parte das estatísticas de mortes causadas por policiais, a secretaria da Segurança Pública não respondeu.

No mês passado, diante de situação semelhante — referente a homicídios na Grande SP —, a pasta afirmou que não existia uma tática para esconder os dados.

O argumento é que, conforme norma estadual, o governo tem até o dia 25 de cada mês para publicar integralmente os indicadores sobre segurança pública.

"É importante destacar que São Paulo é o Estado brasileiro com as estatísticas criminais mais transparentes do país. Outro exemplo de transparência é o fato de que o próprio secretário da Segurança Pública divulga os dados e abre para perguntas da imprensa", afirmou a pasta, em nota, naquela ocasião.

Nesta quinta, depois de uma palestra sobre segurança e liberdade na FMU (Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas), na capital paulista, o secretário Alexandre de Moraes disse que sua gestão não tolera abusos por parte da polícia.

"Minha prioridade é uma polícia forte que atue dentro da legalidade. Eu não tolero abusos. Isso vem sendo demonstrado na diminuição da letalidade", afirmou, ao anunciar os números divulgados parcialmente.

No fAlha
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Dilma veta aposentadoria aos 75 anos para servidores públicos

Para a presidenta, a decisão sobre a aposentadoria dos servidores públicos é uma atribuição da Presidência da República


A presidenta Dilma Rousseff vetou, em publicação no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (23), lei que vistava estender a todos os servidores públicos a aposentadoria aos 75 anos.

De acordo com a argumentação da presidenta, a decisão sobre a aposentadoria dos servidores públicos é uma atribuição da Presidência da República.

“Por tratar da aposentadoria de servidores públicos da União, tema de iniciativa privativa do Presidente da República, o projeto contraria o disposto no art. 61, § 1º, inciso II, da Constituição”, diz texto do veto.

Em junho deste ano, o Congresso Nacional aprovou texto que aumentava de 70 para 75 anos a idade para aposentadoria em tribunais superiores da Justiça, caso do Supremo Tribunal Federal, e no Tribunal de Contas da União, a conhecida ‘PEC da Bengala’.

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Obama está na Lava Jato

Os russos sabem que a Lava Jato é para entregar a Petrobrax à Chevron

É ali, olha, em Foz do Iguaçu !
Esse não é capítulo de uma alucinada “teoria da conspiração”.

Como se sabe, a Rússia é boa de serviços de inteligência.

A quem duvidasse, Putin localizou exatamente as áreas da atuação do ISIS na Síria, bombardeou-as e salvou o regime Assad.

Os americanos ficaram uma fera, porque o Putin aproveitou para acabar também com os ativistas armados e financiados pelos americanos para, em benefício de Israel, derrubar Assad.

Putin deu uma explicação irretocável: não há como distinguir terrorista bem intencionado de mal intencionado!

Mas, de volta à suposta “teoria da conspiração”.

Depois do 11 de Setembro, os americanos passaram a dedicar especial atenção à tríplice fronteira, Brasil, Argentina e Paraguai, a partir de Foz do Iguaçu.

Ali estaria uma base de financiamento de terroristas muçulmanos, de origem árabe.

Como os americanos vieram, os russos do Putin vieram atrás.

E se dedicaram, também, a analisar importante evento ocorrido em Foz do Iguaçu: o Banestado.

A maior lavanderia do mundo!

Por onde saíram fortunas, lavadas, desde então, por Youssef e outros doleiros.

Foi um dos momentos “Péricles de Atenas” do plúmbeo Governo do FHC…

O Juiz Moro da Vara de Guantánamo, que não descansa enquanto não prender o Lula, conhece por dentro a Lava Jato.

Trabalhou nela.

Como conhece por dentro a alma do Youssef, e por isso aceitou que ele fizesse 12.908 delações.

E ainda há outras por vir.

Quando se desgravarem as fitas que os delegados aecistas usaram para grampear o mictório do Youssef.

Foz do Iguaçu, americanos, Banestado, Moro.

Lava Jato!

A Presidenta Dilma Rousseff recebeu uma análise minuciosa, que associa os americanos à fúria vingadora do Moro.

Os agentes da inteligência russa que fizeram a análise encontraram o portador adequado para depositá-la na mesa presidencial.

A Lava Jato tem o objetivo central de prender o Lula.

Isso é tão óbvio que Ilustre colonista da Fel-lha, aquela que é um canhão com o espaço dos trabalhistas e um poodle com o outro, essa mesma diligente colonista resolveu se dedicar ao empresário Bumlai.

Bumlai se tornou o “batom na cueca” do Lula — segundo os moristas pendurados no PiG.

Mas, a Lava Jato, segundo a análise russa, vai além da cana do Lula.

(Com esse zé na Justiça o Lula passa o Natal na cadeia.)

A Lava Jato é um instrumento para desmontar a Petrobras.

E destruir o campo político que mantém a Petrobras sob o controle do povo brasileiro!

Ou seja, ferrar o Lula e ferrar a Dilma para entregar a Petrobrax à Chevron.

Os Estados Unidos não podem conviver com um concorrente nas Américas que tenha petróleo.

E comida.

(Clique aqui para ler sobre a diferença entre o Brasil e a China.)

Um concorrente que tenha um rosto no Atlântico e outro no Pacífico, com a Bi-Oceânica.

E que não faça parte da TPP, aquela aliança contra a China e a Rússia e que se tornou fetiche dos tucanos.

A Lava Jato é o IBAD, o IPES, o Ponto IV, a Aliança para Progresso, a IV Frota, a Operação Brother Sam, o Golbery, o Rubem Fonseca — aqueles instrumentos do Golpe contra Jango, descritos magistralmente no filme “O dia que durou 21 anos”.

E, com a ajuda da obra magistral “1964 – a conquista do Estado”, de René Dreifuss, aparecem também no “Quarto Poder”.

(Como se sabe, o dos chapéus, notável historialista, escreveu 179 volumes para salvar o Golpe de 1964 e não cita o Dreifuss. Prefere defender a tese de que o Jango caiu porque gostava de pernas — de cavalos e coristas.)

Para voltar aos russos.

Os russos consideram o Brasil seu parceiro estratégico nas Américas.

E a Lava Jato é um obstáculo a essa parceria.

Porque a Lava Jato é do Obama.

“Teoria da conspiração”?

O Jango caiu porque não acreditou nelas…

Pensou que o Kruel era aliado...

Paulo Henrique Amorim

No CAf
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Golpe parlamentar minguou, mas golpe judicial avança: Lula é o alvo do juiz de camisas negras

http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/plenos-poderes/lula-e-o-alvo-juiz-de-camisas-negras/

O juiz das camisas negras olha em direção a Lula
O retorno de Henrique Pizzolato ao Brasil, o bloqueio das contas de Eduardo Cunha na Suíça e a nova convocação da seleção de Dunga acabaram por deixar em segundo plano um fato que pode ser decisivo para o desfecho da crise política no Brasil: o STF negou habeas corpus que pedia a liberação de Marcelo Odebrecht, dono de empreiteira preso há quatro meses pelo juiz das camisas negras — Sérgio Moro.

Advogados que acompanham de perto a Operação Lava-Jato observam a decisão como a senha que Moro esperava: ele agora começará a mover as peças em direção do rei no tabuleiro. Moro quer Lula preso. Sempre quis. Ou, na pior das hipóteses (para Moro), Lula estará solto mas desmoralizado.

Na narrativa megalomaníaca estabelecida pelo juiz das camisas negras, Lula seria o Bettino Craxi brasileiro. Craxi era o líder do Partido Socialista Italiano, e se tornou o grande alvo da operação Mãos Limpas.

Moro vai testando as jogadas no tabuleiro. Se o STF o desautorizasse, expedindo habeas corpus para presos de primeira grandeza (como é o caso de Odebrecht), o juiz talvez não se arriscasse agora a chegar até Lula. Mas o STF parece temer Moro. Foi essa a senha emitida.

“Com a decisão de Teori, aguarde para a semana que vem, ou no mais tardar a outra, a prisão do empresário Bunlai e também do filho de Lula”, diz ao blogueiro um advogado que atua na defesa de empresários atingidos pela fúria de Moro.

O blogueiro, a princípio, duvida da tese do advogado: “Moro vai prender o filho, você acha?”

“Sim, vai prender o filho, pois tem medo da reação de prender o pai. A estratégia é maquiavélica: esvazia o argumento de que é uma prisão política, arrasa o Lula e ainda o desmoraliza”, diz o advogado, que em outros momentos trouxe a este blogueiro análises certeiras, sempre baseadas em fatos e não em desejos dele (leia aqui outro texto que teve como fonte o mesmo advogado).

Moro estaria nesse momento tomando o pulso do STF. Lembremos que, no passado recente, o ministro Gilmar Mendes desautorizou o juiz de primeiro grau Fausto de Sanctis, relaxando por duas vezes a prisão do banqueiro Daniel Dantas. Sanctis, depois, foi triturado pela máquina midiática aliada a Gilmar Mendes.

Moro sabe que não corre o mesmo risco, mas era preciso saber até onde vai a coragem de Teori e de outros ministros do Supremo. Pelo visto, não vai até o ponto de desautorizar de maneira enfática o poderoso juiz de Curitiba.

De onde vem o poder de Moro? Certamente, não é apenas o poder comum de que se investe um juiz de primeiro grau. Sobre o julgador das camisas negras, há muitas teorias. Há quem o veja como um ser dotado de mentalidade salvacionista e algo messiânica (“tenho a missão de combater a corrupção”); outros o percebem como emissário de um poder maior, quiçá instalado até fora do país.

O que não se pode negar é que há uma “operação de inteligência”, procurando casar as decisões judiciais, com a pauta midiática e as manifestações de rua.

Não é à toa que o boneco inflável de Lula ganhou as ruas nos últimos meses. Trata-se de operação casada, calculada milimetricamente.

Não foi Moro que inflou os bonecos, dirão alguns. Mas basta seguir a articulação que une a Globo, Moro e estranhos personagens (como o jovem  Chequer, formado nos Estados Unidos) para o centro das articulações golpistas: logo se vislumbrará que o juiz é parte de uma articulação mais ampla.

Moro sabe que o caminho para chegar a Lula passa pelo empresário Bunlai. Este não leva diretamente ao ex-presidente, mas pode mover as peças — primeiramente — em direção à família do líder petista.

“Pessoalmente, isso quebraria mais o Lula do que se fosse ele mesmo preso“, diz o advogado, que revela também: “vários [empresários e advogados] me dizem que a pergunta sobre ele [Bunlai] tem surgido para todos que estão negociando delação premiada“. É a forma de se chegar ao filho de Lula. Por enquanto, há apenas manchetes sem substância, mas vai-se estabelecendo a narrativa. As decisões de Moro dependem dessa narrativa — externa aos autos.

O cenário se parece muito com 1954, quando Carlos Lacerda tratava o filho de Vargas como “o filho rico do pai dos pobres”. Nem isso mudou na sintaxe dos que se opõem ao trabalhismo e pregam o golpe.

A UDN ameaçava levar o filho de Vargas preso ao Galeão — onde a Aeronáutica conduzia seus inquéritos, como se fosse um estado paralelo. O presidente reagiu, com o suicídio.

O Galeão de 2015 fica em Curitiba. O juiz das camisas negras tem como objetivo final um líder que talvez não possua a dimensão trágica de Vargas. Mas que lutará até o último momento.

O que se percebe é que nos últimos dias o golpe parlamentar parece ter minguado, enquanto o golpe pela via judicial ganha força — de forma discreta. Por isso mesmo, pode ter muito mais impacto.

Lembremos que foi Lula quem articulou a reação que pôs o governo Dilma de novo em pé. Se Lula for alvejado, ainda que indiretamente, através do filho, todo o campo que se mantem de forma frágil em torno de Dilma, ficará mais vulnerável.

O jogo não está jogado, mas as peças se movem em direção ao rei.
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Até o papel dos jornais e das revistas é subsidiado com dinheiro do povo

O contribuinte banca este papel
Tive uma treta no Twitter, outro dia, com um blogueiro da Veja, Felipe Moura Brasil.

O que mais me chamou a atenção foi a ignorância dele em relação às mamatas — nada capitalistas — concedidas pelo Estado às empresas jornalísticas.

É um desconhecimento brutal que se aplica, aparentemente, aos demais jornalistas das companhias de mídia.

Felipe claramente ignorava coisas como a reserva de mercado de que gozam as empresas.

Isso as livrou da concorrência internacional, o que só foi bom para os seus donos.

E a curto prazo: porque a longo esse tipo de privilégio torna ineficientes as empresas, como crianças mimadas. Não conseguem enfrentar o mundo.

Felipe também demonstrou não ter ideia do copioso fluxo de dinheiro público que vai dar em empresas como aquela para a qual ele trabalha.

Ele acusou o DCM de viver da publicidade do governo. Pausa para dar uma gargalhada.

O DCM, segundo um levantamento feito por Fernando Rodrigues do UOL, teve cerca de 200 mil reais em publicidade em 2014.

Como definir isso se não como migalhas diante da nossa audiência? Em menos de três anos, construímos uma audiência de 3,5 milhões de visitantes únicos mensais — e os números crescem.

Em outubro, estamos já prestes a passar a marca de 10 milhões de acessos.

Nosso público é bem diferente do da mídia tradicional. Este, como você percebe nos comentários, é altamente conservador, retrógrado, preconceituoso.

Nossos leitores são arejados, tolerantes, progressistas.

O dinheiro apontado por Fernando Rodrigues mal dá para manter um site no ar. A hospedagem consome quase tudo aquilo.

Como falar em favorecimento?

Na verdade, o modelo de decisão do destino da propaganda federal beneficia espetacularmente as grandes empresas de mídia — mesmo com as audiências declinantes de todas elas.

Não vou nem falar da Globo, com seu pixuleco de 500 milhões por ano. A vontade é escrever em maiúsculas: MILHÕES.

Fico na Abril de Felipe.

Até recentemente, a Abril levava 50 milhões de reais por ano em publicidade do governo federal.

O dinheiro público jorra de outras fontes também. Um empréstimo do BNDES de quase 30 milhões de reais, poucos anos atrás, foi utilizado pela Abril para atualizar o sistema de informática de seu departamento de assinaturas.

Ora: por que não dinheiro dos Civitas ou da empresa? Não. Dinheiro do povo.

O mesmo BNDES financiou uma gráfica gigante da Globo que hoje é um elefante branco.

Num dos mais infames erros de planejamento, a Globo não viu a internet chegar. E gastou dinheiro do contribuinte, via BNDES, para ter uma gráfica que imprimisse milhões de exemplares de jornais que jamais saíram das previsões otimistas.

Felipe não sabia nada disso.

Também parecia desconhecer que o governo Alckmin compra lotes de assinaturas da Veja destinadas a alunos da rede estadual que simplesmente não as abrem.

Até o papel usado por jornais e revistas é subsidiado pelo povo. É o chamado “papel imune”. Não incorrem sobre ele as taxas habituais.

Jânio Quadros, em sua curta presidência, denunciou isso.

Num livro sobre a renúncia de Jânio, seu assessor de imprensa Carlos Castelo Branco narra um episódio revelador.

“Lembro-me da noite em que, na presença de ministros e auxiliares, [Jânio] falou à nação pela TV. Encomendara-me, uma semana antes, a organização de uma rede de emissoras que abrangesse o país inteiro, pois iria fazer uma comunicação de extrema importância. Não me disse de que se tratava e recomendou-me estrito sigilo até a véspera do discurso. Seria seu primeiro pronunciamento público desde o dia da posse.

(…)

À tarde, quando cheguei ao palácio para instalar o estúdio na Biblioteca do Alvorada, vi sobre a mesa um exemplar de O Estado de S. Paulo, de domingo. Em cima um bilhete do presidente: Não mexam neste jornal. Preciso dele.

Só soube do que se tratava quando Jânio o ergueu na mão para exibi-lo audaciosamente ao país como fruto de privilégios, o esbanjamento de papel comprado com subvenção oficial, pago, portanto, pelo povo.”

Jânio passou. Outros presidentes passaram, gordos, magros, fardados etc.

Só não passaram os indecentes, anticapitalistas privilégios dados às empresas de jornalismo — que colunistas como Felipe Moura Brasil ou ignoram ou, ardilosamente, preferem não citar.

Paulo Nogueira
No DCM
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Deputado do PP citado na Lava Jato é denunciado ao STF

O deputado Nelson Meurer (PP-PR), investigado pela Lava Jato
A PGR (Procuradoria Geral da República) denunciou na quinta (22) ao STF (Supremo Tribunal Federal) o deputado Nelson Meurer (PP-PR) e seus filhos Nelson Meurer Júnior e Cristiano Augusto Meurer.

O parlamentar foi denunciado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele já é alvo de um inquérito que corre no STF.

Apontado como um dos líderes do PP no esquema de corrupção da Petrobras, Meurer é acusado de ter recebido R$ 500 mil como propina para sua campanha de 2010.

Os pagamentos teriam sido feitos em forma de doações eleitorais por meio da empreiteira Queiroz Galvão e ordenados por Ildefonso Colares Filho e Othon Zanoide, executivos do grupo.

Eles foram feitos para atender a um pedido do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, segundo a investigação da Polícia Federal.

Os relatórios da Polícia Federal sobre o caso também mostram que durante a grande parte da gestão de Costa na estatal, Meurer recebeu propina oriunda de contratos da diretoria de abastecimento. Ele teria se beneficiado de pagamentos entre os anos de entre 2008 e 2013.

Em uma das ocasiões, o próprio deputado teria ido pessoalmente ao escritório do doleiro Alberto Youssef, em São Paulo, buscar o dinheiro.

Nesse período, ele também teria recebido remessas de dinheiro que giravam em torno de R$ 150 mil por meio de Rafael Ângulo, "braço direito" de Youssef. O relatório da PF aponta 11 entregas que totalizam R$ 1,65 milhão.

Também há provas de que, a mando de Costa e com a ajuda do doleiro Carlos Habib Chater, Meurer teria recebido propinas de R$ 42 mil em 2009 e R$ 10 mil em 2010 de empreiteiras que fizeram pagamentos para Youssef.

Meurer foi citado nos acordos de colaboração premiada de Costa e de Youssef. O ex-deputado Pedro Corrêa, que está preso em Curitiba e negocia delação, também o citou.

Esta denuncia é considerada importante pois será um modelo para outras acusações da Lava Jato no STF.

Outro lado

O deputado federal Nelson Meurer (PP-PR) e seus filhos Nelson Meurer Júnior e Cristiano Augusto Meurer não foram localizados pela reportagem.

Na ocasião em que Meurer foi citado pelo doleiro Alberto Youssef, que o apontou como um dos beneficiários do esquema de corrupção da Petrobras e um dos líderes do PP na operação, o parlamentar negou qualquer envolvimento com o caso.

Bela Megale
No fAlha
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