2 de out de 2015

jn faz manipulação de notícia sobre Lula


Comentário de Bonemer faz pré-julgamento e coloca Lula como mentiroso: "Ele não pode mentir, mas pode ficar calado". 

Calúnia e difamação são crimes...



A verdade:

STF confirma que não há motivo para investigar Lula

A manifestação do ministro Teori Zavaski confirma o entendimento do Procurador Geral da República: o ex-presidente Lula não pode ser investigado nos inquéritos sobre a Petrobras, porque não há qualquer razão para isso. O ministro Teori vai além: Lula não pode nem mesmo ser ouvido como testemunha. O ex-presidente sempre esteve à disposição das autoridades da República para colaborar na busca da verdade e, se convidado, o fará como um dever de cidadania.
Leia Mais ►

A nova classe dos brasileiros que não podem viajar para o Exterior

Cunha comemora presidência da Câmara: ia tudo bem até ir mal
Há hoje duas categorias de brasileiros: os que podem ir para o exterior e os demais.

José Maria Marin não sabia que pertencia à classe dos que não podem, e no momento em que você lê este artigo está numa prisão na Suíça.

Seu substituto na CBF sabe, e por isso você jamais vai vê-lo no aeroporto.

Eduardo Cunha também tem noção do lado em que se situa na divisão que tracei entre os brasileiros.

Por isso, se há pouco tempo comandou uma extravagante superviagem a Israel para demonstrar seu novo poder, agora sofre de fobia de avião de rotas internacionais.

Acaba de desistir, com uma justificativa que não deve ter convencido nem aos fiéis de sua igreja, de ir para a Itália.

E se?

O Globo deu uma matéria sobre essa desistência aérea.

Ri sozinho ao lê-la.

Suspeito que os Marinhos também não tenham nenhuma pretensão de ir para fora tão cedo.

Considere o que aconteceu com um sócio deles numa afiliada, Jota Hawilla, hoje detido em solo americano com uma tornozeleira.

A Justiça americana está particularmente empenhada em punir roubalheira na FIFA. E as relações entre a Globo e a FIFA, sobretudo nos dias de Havelange na presidência, são antigas e deram muitos frutos, talvez nem todos imaculados.

E se?

O pânico de viagens é uma demonstração de como as coisas são ainda frágeis no Brasil.

Os aerofóbicos sabem que no território brasileiro tudo está dominado. Eles não têm medo de Moro, ou da PF, ou da Lava Jato.

Mas fora do solo brasileiro a história é outra.

Isso remete a um episódio clássico do jornalismo brasileiro.

Paulo Francis se colocou a caluniar diretores da Petrobras, que ele chamava de Petrossauro em sua obsessão thatcheriana.

Os caluniados fizeram o que tinham que fazer. Foram buscar Justiça. Mas não no Brasil, onde estava tudo sob controle para Francis e o grupo que ele representava.

Processaram-no nos Estados Unidos, porque ele fizera as acusações em solo americano, no programa Manhattan Connection.

A Justiça americana pediu provas a ele, e Francis não tinha nada além de sua garganta maledicente.

Na iminência de uma indenização milionária — lá se você é culpado de calúnia não vai pagar uma ninharia como no Brasil — ele se desesperou, e morreu de infarto.

No meio do caminho, FHC e Serra, então no poder, tentaram convencer os diretores da Petrobras a desistir do processo.

Mas, pelo menos ao que se saiba, nem FHC e nem Serra se atreveram a procurar autoridades americanas na busca por um jeitinho que salvasse Francis.

Muitos brasileiros se queixam, hoje, de que não podem ir ao exterior por causa do dólar alto.

É uma reclamação justa.

Mas é melhor não viajar por causa do dólar alto do que pela suspeita de que a polícia pode aparecer subitamente na sua frente em terras estrangeiras, como ocorreu com Marin.

Paulo Nogueira
No DCM
Leia Mais ►

Suíça diz que Cunha abriu empresas de fachada para tentar ocultar contas


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abriu empresas de fachada em paraísos fiscais para esconder seu nome nas contas registradas na Suíça. A informação, revelada pelo site do jornal "O Estado de S. Paulo", foi repassada pelo Ministério Público suíço à Procuradoria-Geral da República. Autos de uma investigação contra o peemedebista foram encaminhadas na quarta-feira (30) para as autoridades brasileiras.

A Suíça já congelou cerca de US$ 5 milhões em quatro contas bancárias cujos beneficiários são o presidente da Câmara e seus parentes.

Auditoria interna do banco que guarda esses valores — cujo nome não foi divulgado — foi responsável pelo informe que levou à abertura da ação criminal contra Cunha no país europeu por suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Em abril deste ano a instituição financeira entregou aos procuradores suíços um informe no qual sugeria que o peemedebista havia criado uma estrutura para tentar esconder seu nome da conta.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, Cunha abriu empresas de fachada em paraísos fiscais que seriam as titulares das quatro contas. Seu nome, portanto, apenas apareceria como um "beneficiário".

'Disparidades'

Segundo investigadores da Suíça, a manobra é normalmente usada por quem tenta esconder algo, seja da Justiça ou de algum ator exterior. A auditoria do banco suíço também encontrou "disparidades" entre a renda do deputado declarada e os valores transferidos. Parte dos depósitos vinham de contas que já estavam sendo rastreadas.

"O Escritório do procurador-geral da Suíça confirma que abriu um processo criminal contra Eduardo Cunha sob a base de suspeita de lavagem de dinheiro, ampliando em sequência para corrupção passiva", informou a assessoria do procurador-geral Michael Lauber.

O presidente da Câmara já foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem de dinheiro.

A apuração da movimentação das contas teve início com a cooperação entre os procuradores dos dois países. A Suíça investiga os pagamentos relacionados com a Petrobras desde março de 2014 e, durante meses, pediu que bancos entregassem à Justiça detalhes sobre dezenas de contas. Até agora, mais de 300 já foram identificadas e bloqueadas com cerca de US$ 400 milhões. Mais de US$ 150 milhões já estão autorizados a retornar ao Brasil.

Mais de 30 bancos do país passaram a colaborar no caso, entre os quais Julius Baer, Pictet, Cramer, HSBC e outros de grande porte. Autoridades suíças chegaram a reconhecer que o "caso Petrobras" teve um importante impacto na praça financeira.

O Ministério Público da Suíça repassou à Procuradoria-Geral da República todos os dados obtidos, sem prosseguir com a ação criminal contra Cunha. O objetivo é permitir que o deputado seja investigado no Brasil.

Fundamental na localização das contas atribuídas a Cunha foram os depoimentos prestados por acusados que fecharam acordos de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. Os suíços abriram investigações criminais, por exemplo, contra os lobistas Fernando Antônio Falcão Soares, o Fernando "Baiano", e João Augusto Henriques, apontados como operadores do PMDB.

Cunha e sua defesa não se manifestaram sobre as apurações na Suíça.
Leia Mais ►

Tucano Carlos Sampaio defende o indefensável


Vergonho$o. Líder do P$DB "enaltece" e faz defe$a da "autoridade" de Cunha com 4 Conta$ na $uí$a

Leia Mais ►

A criminalização do estrangeiro na Nova Lei da Migração

A consequência direta da nova lei, de autoria do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), é o alto poder concentrado sobre o imigrante nas mãos da Polícia Federal, apontam especialistas


Uma lei da migração, que dispõe sobre novos mecanismos para tratar dos imigrantes que chegam ao Brasil, em tramitação no Congresso, está provocando críticas de antropólogos e pesquisadores especializados na temática. Pressupondo trazer uma visibilidade mais humana sobre a garantia de direitos, o Projeto de Lei 2516, de autoria do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), mascara o tratamento criminalizante da pessoa estrangeira, regularizando a prática policial, baseada no medo e aversão à diferença, afirmaram Igor Machado e Bela Feldman-Bianco.

Os dois dos maiores antropólogos especialistas em questões migratórias discordaram que a nova lei corresponda, efetivamente, a um avanço na proteção de direitos. Em apresentação na Cátedra Unesco Memorial da América Latina, Igor Machado afirmou que todo o histórico de legislação para atender à vulnerabilidade do estrangeiro mostra "uma unidade impressionante, entre os diferentes projetos, justamente no que têm de mais prejudicial ao imigrante: medo e discriminação".

Em um dos pontos, o Projeto de Lei propõe a eliminação de estruturas dinâmicas que gerenciam a imigração, uma vez que a própria lei traria essas atribuições. A consequência será o fim do Conselho Nacional de Imigração (CNIg). Na visão de Igor Machado, esse fechamento "é extremamente preocupante", porque atribui à Polícia Federal a responsabilidade de gerir o imigrante. 

"Ao centralizar a gerência em uma polícia, o PL institui a imigração como um problema de polícia e, portanto, criminaliza a imigração", afirmou o pesquisador. 

A lei questiona o tratamento "caso a caso" que o atual CNIg tenta atender. Por outro lado, Igor Machado questiona que uma alternativa ao fim do Conselho "é absolutamente indeterminada" no conteúdo do projeto do senador tucano. "Não há uma previsão de instituição que organize as políticas ou mesmo pense nos 'problemas atuais', como se a própria lei, de alguma forma, resolvesse imediatamente todas as questões", tornando desnecessárias estruturas para lidar com os imigrantes, explica.

A consequência direta da nova lei da migração é a Polícia Federal como a "única responsável pelo gerenciamento cotidiano da diferença". "E o resultado da PF decidir quem é ou não, ou o que é ou não a diferença 'legal' ou 'autorizada', é frontalmente contrário às próprias definições gerais do espíritos do Projeto de Lei, que seriam as de uma política que evitaria violações dos direitos humanos", afirmou o antropólogo. 

Outra crítica do especialista é que a lei remete "muitas das decisões importantes para um futuro regulamento", sem especificar como essas medidas seriam determinadas em lei. O projeto ainda restringe a liberdade de órgãos do poder executivo de decidir frente a situações novas que possam aparecer com o grande fluxo migratório no Brasil, limitando-se ao que impõe a lei e, além disso, levando novamente à Polícia Federal a responsabilidade por essas situações. 

Igor Machado - Foto: Memorial da América LatinaA lei, afirma Igor Machado, é uma falsa tentativa de "prever todas as situações possíveis de chegada de estrangeiros ao país", usando, para isso, termos "simplórios" para algumas categorias: migrantes, visitantes (turistas), imigrante temporário, imigrante permanente, emigrante, fronteiriço, apátrida. Nessa abrangência guiada pelo senso comum, explica Igor, "a categoria 'refugiado' não aparece como definição da diferença, embora a lei dê conta de imaginar as situações de refúgio".

O antropólogo denuncia, ainda, a repetição de termos como "expulsão, extradição, repatriação, deportação" na lei, fortalecendo o clima de criminalização da imigração. Apenas os fatos relacionados à extradição deveriam, na opinião do pesquisador, ser incluídos em um projeto de lei específico, "pois tem pouca relação com o problema de regulação da migração em si". 

Na PL 2516 há uma preocupação minuciosa de definir as formas de retirada do estrangeiro do solo nacional."No texto, define-se primeiro as formas de expulsão e apenas depois as formas possíveis de naturalização. Ou seja, primeiro destacamos a vontade de evitar a diferença, depois com o fato de ter que, no final das contas, lidar com a incorporação de alguma diferença no tecido social brasileiro", afirma Igor Machado.

O trecho que se refere à naturalização, segundo Igor, é o melhor indício de como a legislação vê a diferença, pois acaba por escalonar quem é mais ou menos aceito para o legislador, impondo condições como residir por no mínimo 4 anos no Brasil e comunicar-se na língua portuguesa. Para o pesquisador, as condições são "extemporâneas e claramente armadas para produzir uma futura exclusão", citando o exemplo de que há milhares de cidadãos brasileiros que não dominam o português.

Para concluir, Igor Machado afirmou que a lei "possibilita e, de certa forma, até prevê a exploração do trabalho", ao deixar explícito que o imigrante em situação indocumentada não tem grantia de ver seus direitos trabalhistas contratuais e legais ressalvados e sequer acesso à justiça - determinações que o especialista caracteriza como "escravidão legal".

Também questionando os pontos criticados pelo antropólogo, o Comitê Migrações e Deslocamentos da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), sob a coordenação da pesquisadora da Unicamp Bela Feldman-Bianco — que em reportagem do GGN já denunciou o tratamento de imigrantes como "caso de polícia" —, e Machado como vice-coordenador, sugeriu mudanças no Projeto de Lei de Aloysio Nunes.

"Apesar da retórica dos direitos humanos, o PL enfatiza a securitização e a criminalização dos imigrantes", afirma o Comitê, completando que o texto final "é problemático, apontando para um tratamento aos imigrantes ainda baseado no medo, na aversão à diferença e na permissividade à precarização do trabalho".

Buscando reduzir os problemas que a Lei irá ocasionar, se decretada, os pesquisadores identificaram oito pontos de mudanças necessárias no conteúdo do projeto. As sugestões podem ser conferidas abaixo, todos reunindo como central a imagem do imigrante associada ao medo, à exploração do trabalho e, sobretudo, a "assunto de polícia".

"Desnecessário dizer que deixar nas mãos de uma polícia a responsabilidade única de conduzir uma política de migração é um caminho mais rápido para a violação dos direitos humanos", resumiu Igor Machado.

Abaixo, também o artigo de Aloysio Nunes para a Folha de S. Paulo, publicado em julho deste ano, sobre a Lei da Migração e o conteúdo do projeto aprovado no Senado, que atualmente está em debate na Câmara.

Patricia Faermann
No GGN
Leia Mais ►

Entenda por que nem as contas na Suíça devem derrubar Cunha

O presidente da Câmara não deve ser alvo de processo. Além de ser figura central para um impeachment, ele protege outros investigados na Lava Jato

Investigações contra Cunha ganham força, mas serão suficientes
para detê-lo?
Seis meses depois de classificar inquéritos da Operação Lava Jato contra políticos como "piada", o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vê as investigações contra ele ganharem força.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira 1º/10, o Ministério Público da Suíça afirmou que congelou ativos de Cunha e de seus familiares em várias contas no país, depois de um banco levantar suspeitas sobre lavagem de dinheiro, em abril. Com a impossibilidade de extradição, as autoridades suíças transferiram as investigações à Procuradoria Geral da República (PGR).

Cunha já é alvo de denúncia na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Cunha teria recebido ao menos 5 milhões de dólares em propina para viabilizar a contratação do estaleiro Samsung, responsável pela construção de dois navios-sonda da Petrobras, entre 2006 e 2012.

"Até então, parecia que havia apenas indícios. Pelo que se divulgou sobre as investigações na Suíça, as provas são agora muito consistentes, inclusive com extratos. As consequências podem, portanto, ser muito sérias", avalia Maria Tereza Sadek, professora do Departamento de Ciência Política da USP.

Apesar de as investigações contra Cunha tomarem corpo, o presidente da Câmara ainda tem um longo período de sobrevida no jogo político, avaliam especialistas ouvidos pela DW Brasil.

"Em circunstâncias normais, metade disso já teria servido para forçar uma saída de Cunha da presidência da Câmara, mas ele estende a proteção institucional da casa a outros envolvidos na Operação Lava Jato", observa Leonardo Barreto, cientista político da UnB. "Caímos numa circunstância de anormalidade que permite que Cunha tenha um nível de sobrevivência político dentro do Congresso", analisa.

Segundo Barreto, Cunha usa a máquina da Câmara dos Deputados para atacar o governo e estruturar a própria defesa. Se ele for cassado, o processo de tentativa de impeachment da presidente Dilma Rousseff perde força. Por isso, a oposição não tem interesse em que ele deixe o cargo.

"Ele continuará tendo fôlego enquanto continuar entregando a outros atores políticos uma crise que é mais importante do que a dele próprio: a crise do governo. Além disso, ele tem a capacidade de tocar um processo político contra a presidente", diz.

Para Fernando Filgueiras, cientista político da UFMG, o escândalo de corrupção, que afeta 47 deputados, alterou a dinâmica da representação política e da coalizão de governo. "Esta coalizão se desmanchou, e agora está valendo um jogo baixo de chantagem entre partidos e governo e entre partidos para que se possa de alguma forma conter o processo investigativo", explica.

"Não creio que o PMDB, partido de Cunha, tomará alguma providência para que ele saia da presidência da Câmara. Nem a oposição, que é muito desarticulada, espera sua saída, visto que ele tem atacado muito o governo e, pessoalmente, é a grande oposição ao governo Dilma."

Saída do cargo

Em agosto, um grupo de 35 deputados assinou um manifesto que pede a saída de Cunha da presidência da Câmara dos Deputados. Para Barreto, além do PSol e uma parte do PT, seria decisiva a entrada do PSDB, PSB, PPS e DEM. "Se esses partidos se posicionassem contra Cunha, ficaria muito difícil ele permanecer no cargo", diz Barreto.

Para o advogado criminalista João Ibaixe Jr., presidente do Centro de Estudos Avançados em Direito e Justiça, como ainda não foi oferecida uma denúncia sobre as contas na Suíça, ainda é prematuro falar num afastamento de Cunha da presidência da Câmara dos Deputados. "Não existe fundamento numa investigação criminal, em termos jurídicos, para se pedir o afastamento político de um congressista. O controle ético é feito, no caso, pela Câmara", explica.

Para que um processo de cassação seja iniciado, é necessário que um deputado ou um grupo de parlamentares apresente uma representação ao Conselho de Ética da Câmara, que faz um parecer e leva o tema a votação no plenário. Já o afastamento das funções é normalmente efeito de uma condenação.

O órgão ainda não recebeu nenhuma representação contra Cunha. "Até agora, nada. Os partidos estão calados e vendo isso passar sem tomar nenhuma providência", afirmou o presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Leão de Araújo (PSD-BA). "Mas alguns dizem que vão fazer isso assim que o Supremo se pronunciar."

Para o deputado, a divulgação sobre as supostas contas de Cunha na Suíça deve levar os partidos a tomar uma posição. "Com essas novas denúncias graves, a expectativa se tornou maior", afirma.

Se Cunha for cassado, a possibilidade de impeachment da presidente não se anula, mas fica mais afastada, diz Barreto. "A Câmara vai ter que parar para se resolver. Já há pretendentes [à sucessão de Cunha] no PMDB. E, assim, o PT pode negociar apoio a um ou outro em troca do relaxamento do julgamento político da presidente."

Karina Gomes
No CartaCapital
Leia Mais ►

Produção de petróleo no Brasil tem novo recorde; pré-sal já tem o maior campo


A produção de petróleo — e gás natural associado — no Brasil chegou, em agosto, a 3,171 milhões de barris por dia, 3,42% a mais do que em julho e atingindo novo recorde.

A produção de petróleo (2,547 milhões de barris/dia) é a maior da história. Cresceu 3,3% comparada ao mês anterior e 9,5% em relação a agosto do ano passado.

A de gás também foi recorde, com 99,2 milhões de metros cúbicos por dia, equivalentes a 644 mil barris de petróleo. Subiu 4,1% em relação a julho e 9,2% maior que a de agosto de 2014.

Pela primeira vez, um campo do pré-sal ultrapassou o maior dos campos do pós-sal de Campos. Lula, na Bacia de Santos, assumiu a liderança da produção, com 368 mil barris de petróleo por dia, contra 363 mil de Roncador.

O pré-sal atingiu produção total de 1,064 mil barris de óleo e gás diários — 859,8 mil de petróleo. 2,9% a mais que em julho e 64,5% de acréscimo em um ano, uma crescimento espetacular em se tratando de extração de petróleo.

Mais ainda se for considerado que isso vem de apenas apenas 58 poços (quatro no primeiro mês de produção), o que dá uma média de 15 mil barris diários de petróleo, mesmo considerando que muitos deles ainda operam em teste, como o primeiro poço da mega-área de Búzios, que opera em condições experimentais, produzindo apenas 310 barris, quando, em condições normais, a produção de cada poço é estimada em mais de 40 mil barris diários.

O pré-sal, que há um ano representava 22,3% da produção nacional, agora participa com 33,5% do total. É provável que, no final de 2016 ou início de 2017 já represente a metade de nosso petróleo.

Os números podem ser cansativos, mas são a prova do que representa o nosso pré-sal e do que significa abrir mão dele.

Deveriam ser ensinados na escola.

Fernando Brito
No Tijolaço
Leia Mais ►

Dilma anuncia a reforma administrativa


Leia Mais ►

Recife: O despreparo do policial ao atirar no rosto de manifestante




Ontem na pacífica e bela passeata pelo Estelita no Recife… um criminoso de farda faz isso. Tiro de bala de borracha, mirando na cabeça e a queima-roupa, tudo porque não conseguiu roubar a faixa… tá tudo documentado. É muito grave!

Felipe Melo
No Viomundo
Leia Mais ►

"Controle do avanço do Alzheimer pode estar próximo"

Considerado pioneiro dos estudos da doença neurodegenerativa, especialista John Hardy destaca progresso nas pesquisas sobre o mal. Em entrevista à DW, ele diz apostar em drogas antiamiloides, ainda em fase de testes.


Professor de neurociência da University College de Londres, o geneticista John Hardy é considerado um dos pioneiros dos estudos que permitiram desvendar a evolução do mal de Alzheimer.

Em entrevista à DW, o especialista afirma que, embora ainda não haja uma cura para a doença, é possível que a medicina encontre em breve tratamentos capazes de desacelerar ou mesmo paralisar o progresso da enfermidade.

"Acho que estamos mais perto de sermos capazes de retardar a doença agora, num futuro previsível, talvez nos próximos cinco anos", prevê.

O Prêmio Hartwig Piepenbrock-DZNE, que o senhor receberá na semana que vem, é apenas o mais recente de uma longa lista de homenagens. O senhor é descrito como "o pioneiro" na pesquisa sobre Alzheimer, talvez até como o homem que solucionou a doença. Isso é verdade? O senhor solucionou a doença de Alzheimer?

Em primeiro lugar, eu segui, é claro, as pessoas que vieram antes de mim e, de fato, uma dessas pessoas é Konrad Beyreuther, um dos homenageados anteriormente com esse mesmo prêmio. Um pioneiro? Mesmo antes de mim havia pioneiros que eu segui. Isso é uma coisa. Solucionamos o mal de Alzheimer? Acho que fornecemos o quadro em que podemos ver como a doença começa e como progride, e isso tem sido muito importante. Eu não me descreveria — e não posso imaginar qualquer outra pessoa me descrevendo assim — como a pessoa que solucionou a doença. Ela ainda não está solucionada.

John Hardy é professor da University College de Londres
A luta contra o Alzheimer é mais ou menos uma luta contra a degeneração neuronal. Por que as células cerebrais de pacientes com a doença morrem?

Não sabemos exatamente, mas o que acontece é que placas amiloides [depósitos de proteínas] começam a se constituir em torno dos terminais nervosos dessas células nervosas que estão morrendo. As células nervosas reagem a elas de uma forma que, em primeiro lugar, começam a produzir uma patologia dentro delas — chamada patologia do emaranhado — e, em seguida, eventualmente, isso as mata. Demora algum tempo, mas o amiloide constituído fora das células leva essas células a morrerem. Esse é o problema subjacente. Nós não sabemos qual é a função da proteína amiloide, e isso ainda é um grande buraco no nosso conhecimento.

Para que tipo de avanços suas descobertas contribuíram em relação ao tratamento da doença de Alzheimer?

Em termos do tratamento, acho que elas apontaram o caminho para se desenvolver tratamentos, elas apontaram para drogas antiamiloides como o caminho a seguir. Algumas dessas drogas estão agora em fase de estudo clínico. Existem quatro ou cinco estudos clínicos de drogas antiamiloides no momento. Eu realmente espero que alguns desses estudos sejam bem-sucedidos.

O senhor formulou a hipótese amiloide mais de duas décadas atrás. Até que ponto a pesquisa e o tratamento de Alzheimer progrediram durante esse tempo?

A pesquisa percorreu um longo caminho. Entendemos muito mais sobre a doença agora. Conhecemos mais genes envolvidos na doença, entendemos diferentes funções celulares na doença, por exemplo, entendemos um pouco mais sobre o papel das células da glia na doença, entendemos o processo de morte celular melhor do que antes. Houve muitos progressos na compreensão de Alzheimer. Esse processo ainda não ajudou a mudar as terapias para a doença, mas espero que isso mude em breve.

E no que diz respeito a uma possível descoberta da cura?

Acho que estamos mais perto de sermos capazes de retardar a doença agora. Não acredito que conseguiremos reverter a doença, não dentro do meu período de pesquisa, mas posso nos ver retardando ou parando a doença num futuro previsível, nos próximos cinco anos, eu realmente espero.

O senhor acha que o mundo faz o suficiente para combater a doença?

Não, nós não fazemos o suficiente. Estamos fazendo mais e, na verdade, acho que uma das grandes iniciativas aqui na Alemanha tem sido o DZNE (sigla para Centro Alemão para Doenças Neurodegenerativas), que eu acho que tem transformado a ciência alemã de dez anos para cá, que passou de um lugar um pouco atrasado na pesquisa da doença de Alzheimer a uma real força de liderança na investigação sobre demência. E isso é porque o governo alemão tem tomado iniciativas em relação a financiamento. A Alemanha tem realmente sido uma das principais forças em questão de financiamento. Mas, é claro, é preciso haver mais. Gastamos muito menos em pesquisa de Alzheimer do que o fazemos em pesquisa de câncer e, ainda assim, eles são os dois problemas de tamanho semelhante. E a resposta, é claro, não é gastar menos com a investigação do câncer. A resposta é gastar mais em pesquisa de Alzheimer.

Alzheimer é uma doença debilitante. O senhor tem dedicado o seu trabalho a essa aflição nos últimos 25 anos. O que exatamente o faz continuar?

É uma mistura de motivos — motivos venais e bons. Vamos falar sobre os venais primeiro. Eu adoro uma boa competição. O que amo na pesquisa é a natureza competitiva dela, ser a primeira pessoa a ter uma ideia, a primeira pessoa a fazer uma descoberta. Essas são coisas que me impulsionam. Mas a razão fundamental é ajudar as famílias, especialmente os que eu conheço, que vivem a forma inicial da doença. Eu dou palestras para grupos de pacientes e, claro, queremos tornar a vida deles melhor, para que a próxima geração não sofra com essa doença horrível.

No DW
Leia Mais ►

A semana que afastou o risco do impeachment


No dia 28 de agosto passado, Lula passou por Belo Horizonte com destino a Montes Claros. Em BH, participou de um evento da CUT. Em Montes Claros do evento "Encontro dos povos das Geraes". Lá, discursou de forma veemente condenando o golpe.

De volta a Belo Horizonte, foi recebido pelo governador Fernando Pimentel no Palácio das Mangabeiras, residência oficial. Ainda emocionado pelo encontro de Montes Claros, falou de seu desejo de percorrer todo o país com uma pregação democrática.

Pimentel discordou:

— Presidente, o lugar que o senhor precisa estar é em Brasilia. É lá que o senhor é indispensável.

Lula aguçou o ouvido, enquanto Pimentel prosseguia:
  • De cada 10 deputados, 6 já foram da sua base e pelo menos 4 acompanharão o senhor aonde for. Ainda mais se houver sinais de que o senhor poderá voltar em 2018.
Lula ouviu meio ensimesmado, pareceu concordar mas não foi explícito.

No final de semana, Pimentel rumou para Brasilia para um encontro com a presidente Dilma Rousseff. Lá reiterou a importância de Lula entrar no corpo a corpo do pacto político. Dilma ouviu, aparentemente interessada.

— Mas será que ele topa?

— A senhora terá que convidar. Sem ser convidado ele não virá.

— Então na segunda-feira ligo para ele.

Segunda terminou sem nenhuma ligação de Dilma. Pimentel recorreu ao assessor Giles Azevedo. Assoberbada com os problemas do orçamento, Dilma se enrolara com o tempo; Pimentel insistiu e, finalmente, ela ligou para Lula.

Imediatamente Lula se pôs a campo, mudou-se para Brasília e começou a preparar o meio campo, recebendo os deputados, um a um, dando-lhes atenção devida.

Dentro da nova estratégia, Dilma deu um by-pass em Eduardo Cunha e, na melhor jogada política de sua curta carreira política, foi conversar direto com Jorge Picciani, um autêntico coronel fluminense, verdadeiro controlador do bloco de apoio que dá sustentação a Cunha.

Participaram ativamente das tratativas o ex-governador Sérgio Cabral e, principalmente, o atual governador fluminense, Pezão.

Com a saída de Aloisio Mercadante da Casa Civil, foi mais fácil a reaproximação de Dilma com o vice-presidente Michel Temer.

A semana terminou com a crise política amainada.

Um antigo secretário de Paulo Maluf explicava assim o prestígio do ex-chefe mesmo depois de ter perdido cargos executivos: Maluf tem credibilidade no mercado futuro. Isto é, tinha potencial para vencer futuras eleições e suficiente lealdade para premiar aliados.

O poder de Eduardo Cunha acabou no exato momento que a turba que o acompanha se deu conta de que, no mercado futuro da política, ele virou pó. Sua influência presente acabou por falta de futuro político.

Luís Nassif
No GGN
Leia Mais ►

Ascensão e queda de Dilma Bolada

Leia Mais ►

Documentário comovente questiona qual é o significado da vida humana


Documentário inspirador investiga as dores e amores de sermos humanos e conta com a participação especial de José Mujica.

O cineasta Yann Arthus-Bertrand passou três anos viajando o mundo e conversando com pessoas para entender qual é a essência e o significado da vida humana. Esses anos foram transformados em um documentário emocionante chamado “HUMAN”.

Yann percorreu 60 países diferentes e conseguiu registrar histórias de vida de 2 mil mulheres e homens.

“Eu sonhei com um filme em que a força das palavras ampliasse a beleza do mundo. As pessoas me falaram de tudo; das dificuldades de crescer, do amor e da felicidade. Toda essa riqueza é o centro do filme HUMAN. Esse filme representa todos os homens e mulheres que me confiaram suas historias. O filme se tornou um mensageiro de todos eles“, afirma Arthus-Bertrand no site do projeto.

O que nos torna humanos? Será por que amamos, por que brigamos? Por que rimos? Choramos? Nossa curiosidade? A busca pela descoberta?

O Vol.1 trata dos temas do amor, das mulheres, do trabalho e da pobreza.



O Vol.2 trata dos temas da guerra, do perdão, do homosexualidade, da família e da vida após a morte.



O Vol.3 trata dos temas da felicidade, da educação, da deficiência, da corrupção e do sentido da vida.



Se desejar ver mais conteúdos, visite http://g.co/humanthemovie

No Pragmatismo Político
Leia Mais ►

Viagens de Aecím ao Rio serão investigadas

Tucano usou aviões oficiais para ir 124 vezes de MG ao RJ.


Como se sabe, Aecím usou aviões oficiais para ir 124 vezes ao Rio de Janeiro nos sete anos e três meses que governou Minas Gerais (2003-2010).

Nas contas de Janio de Freitas, o então governador passou um ano no Rio.

Agora será investigado.


Promotoria investiga viagens de Aécio ao Rio de Janeiro

Senador tucano utilizou aeronaves oficiais para realizar 124 viagens à cidade no período em que governou MG, entre 2003 e 2010.

São Paulo - O Ministério Público de Minas Gerais instaurou um procedimento prévio para apurar a informação de que o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), utilizou aeronaves oficiais para realizar 124 viagens ao Rio de Janeiro no período em que governou o Estado, entre 2003 e 2010. Em termos jurídicos, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte abriu na quinta-feira passada uma "notícia de fato" para investigar o caso.

A notícia de fato é o primeiro passo da investigação, que pode resultar ou não na instauração de um inquérito civil. O procedimento foi aberto com base em reportagem do jornal Folha de S.Paulo. O relatório que lista as viagens de Aécio foi produzido pelo governo de Minas, atualmente comandado pelo petista Fernando Pimentel.

Os registros das viagens foram enviados no início de setembro pelo governo mineiro à Assembleia Legislativa a partir de requerimento do deputado Gustavo Valadares (PSDB), aliado de Aécio.

(...)

No CAf
Leia Mais ►

Sobre denúncias vazias em manchetes cheias


A manchete alertava os leitores do conteúdo exclusivo da reportagem: ”Documentos apontam que MP editada na gestão Lula foi 'comprada' por lobby”.

A reportagem do Estadão era estrondosa.

Dizia que uma MP (Medida Provisória) editada em 2009 pelo governo Lula, teria sido “comprada” (assim, entre aspas) por um lobby visando favorecer a indústria automobilística. Falava-se em quantia de até R$ 36 milhões para conseguir a prorrogação de incentivos fiscais de R$ 1,3 bilhão por ano para indústrias automobilísticas das regiões nordeste e centro-oeste.

* * *

A matéria mencionava pagamento de R$ 2,4 milhões a um filho de Lula... dois anos depois que a MP foi aprovada. Para estabelecer alguma relação de causalidade, a reportagem informa que a MP entrou em vigor também de 2011. Ah, bom! Primeiro caso de suborno que não é pago no ato.

Segundo a reportagem, a CAOA (que não é flor que se cheire) e a MMC Motores (subsidiária da Mitsubishi) pagariam honorários a um escritório de advocacia que seria responsável pelo suborno.

* * *

Aí entra o samba da reportagem doida.

Segundo a mesma reportagem, na correspondência interceptada, ficava-se sabendo que as empresas transferiram R$ 4 milhões para o lobista pagar “pessoas do governo, PT”. Segundo a matéria, o advogado “faltou com o compromisso”. O que, em tucanês, quer dizer, não pagou ninguém.

O texto sugere que o suborno se estendeu a “deputados e senadores”, sem mencionar nomes. Mas dá ênfase à tese do suborno mesmo sabendo-se — pela própria reportagem — que a CAOA recuou do pagamento quando descobriu que o advogado estava desviando recursos.

Tudo isso consta da matéria.

Mesmo assim o jornal optou pela manchete taxativa: “Documentos apontam que MP editada na gestão Lula foi ‘comprada’ por lobby”. Ou seja, uma manchete que é desmentida pela própria matéria.

* * *

Não se parou nisso.

No decorrer do dia, o repórter policial do jornal soltou outra matéria onde dizia que “Mensagens obtidas pelo Estado, que estão sendo investigadas pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal, indicam que houve a oferta de propina para agentes públicos viabilizarem a MP”.

Não era verdade, conforme se leu na matéria original.

Mostrando que o ridículo não tem limites, a melhor síntese do novo PSDB, deputado Carlos Sampaio, solicitou ao Procurador Geral da República que investigasse a denúncia: “Os fatos são de extrema gravidade e, caso comprovados implicam a antiga cúpula do governo Lula, inclusive o próprio ex-mandatário”.

* * *

Para ajudar nas investigações, o bravo deputado — que também é procurador estadual — deveria correr ao endereço http://migre.me/rGCBX onde se encontram as provas do crime.

A MP prorrogava incentivos criados no governo FHC, por inspiração do senador Antônio Carlos Magalhães, visando estender para as demais regiões do país incentivos disponíveis para as empresas do Sudeste.

A MP foi aprovada no Senado por um acordo de lideranças. Por unanimidade. Só alguém extremamente crédulo para supor a necessidade de pagamento de propinas para medidas de aprovação unânime.

O então combativo senador tucano Arthur Virgílio, depois de saudar ACM declarou em alto e bom som: “O Brasil só será feliz quando as nossas riquezas forem melhor distribuídas. Que o Brasil um dia realize o sonho de ser desenvolvido em todas as regiões e não se faz isso concentrando investimentos em uma ou duas”.

Se não quiser enquadrar Virgílio, o bravo Sherlock Sampaio poderá pegar no pé do senador José Agripino (DEM-RN), frequentador das tertúlias de FHC, que garantiu que “nenhum estado nem município perderá com a aprovação da MP. E foi mais um a ressaltar a "clarividência" de Antônio Carlos Magalhães na luta pela aprovação do benefício”.

* * *

Para mostrar sua absoluta isenção, Sampaio deverá inquirir pessoalmente seu colega Tasso Jereissati (PSDB-CE), que declarou que o incentivo foi um "trabalho histórico, um março na história do Nordeste brasileiro".

* * *

Depois, todos se reunirão satisfeitos com o guru FHC, em um café da manhã na rua Rio de Janeiro, em Higienópolis, saboreando a manchete que o Estadão utilizará na edição impressa desta sexta-feira, para saudar seu notável feito jornalístico.

Luís Nassif
No GGN
Leia Mais ►

A Mídia e o Ovo da Serpente


Leia Mais ►