23 de set de 2015

Onde estão as explicações de Aécio sobre a farra aérea?

O contribuinte mineiro ajudou neste namoro
Aécio é o real vampiro da política nacional. Ele simplesmente não suporta a luz do sol.

Por luz do sol, entenda-se o seguinte: ser fiscalizado.

Em seus anos no governo de Minas, ele simplesmente eliminou a fiscalização. Estava tudo dominado.

E então ele fez coisas como o uso torrencial e privado do avião oficial de Minas, como se soube hoje.

Apenas para o Rio, foram 127 voos, a maior parte perto do final de semana. Num Carnaval, o avião foi usado para levar Aécio a Florianópolis, onde morava sua então namorada e atual mulher, Letícia.

Quer dizer: os contribuintes mineiros financiaram o namoro carnavalesco de seu festeiro governador.

Certo de não ser cobrado, uma vez que obliterou a fiscalização mediante aparelhamentos, Aécio voou barbaridade e fez outras coisas indecentes, como colocar dinheiro público em rádios da família.

Deve-se dar o nome correto a isso: é corrupção. Corrupção não é apenas cobrar propina.

É também malversar o dinheiro do contribuinte em delinquências como estas que marcam Aécio.

Você pode imaginar como seriam as coisas se ele se elegesse presidente. Ele reproduziria no Brasil o que fez em Minas. Seria uma grande festa de quatro anos para Aécio.

E então você vê a grande mentira que foi a lorota do “choque de gestão”.

Este o verdadeiro estelionato da campanha.

Choque de gestão, uma expressão nascida nas empresas, começa nos bons exemplos dados pelos chefes.

Quando o grupo Garantia deu um choque de gestão na velha Brahma, eliminou coisas como vagas garantidas na sede para a diretoria e uma série de mordomias que dividiam a empresa entre os poucos privilegiados e o resto.

Choque de gestão impõe meritocracia, mas a legítima, em que as pessoas são escolhidas e promovidas pela sua capacidade, e não a de mentirinha de Aécio.

Amigos, parentes, contraparentes: Aécio encheu a administração pública de Minas com eles, a começar pela irmã, Andrea.

Num debate, numa mistificação monstruosa, Aécio tentou fazer de Andrea uma Madre Teresa que trabalhava de graça pelos mineiros. Era mais uma entre tantas mentiras que a imprensa amiga e cúmplice lhe permitiu contar aos brasileiros.

Aécio precisa de proteção absoluta como aquela de que desfrutou em Minas, ou o sol entra e ilumina a forma como ele trata as coisas públicas quando no controle delas.

É a patologia do vampiro, repito.

Hoje, se tivesse caráter, ele dedicaria o dia a dar uma satisfação aos brasileiros sobre o escândalo aéreo em que está metido.

Mas não.

Como se não houvesse acontecido nada, ele está dando lições de moral que não são mais nem menos que aulas de descaro.

Paulo Nogueira
No DCM
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Arrastões provocam escândalo e pitboys. Chacinas e 29 mortos provocam...nada!


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Papa canoniza Serra


A canonização de Serra é polêmica: ele participou da colonização espanhola na Califórnia

No último compromisso público do Papa Francisco nesta quarta-feira, dia 23, ele canonizou o missionário catalão Junípero Serra, que realizou missões na costa da Califórnia, nos Estados Unidos do século XVIII. Esta é a primeira canonização de um santo em solo americano. O evento, que começou pouco depois das 17h (horário de Brasilia), ocorre na maior igreja católica do país, a Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição, onde Francisco cumprimentou 3.600 seminaristas e noviços, conduziu uma oração privada e, em seguida, deu início a uma missa em espanhol para um público estimado em 25 mil fiéis.

O pontífice destacou que Serra sempre procurou "defender a dignidade da comunidade nativa".

— Somos filhos da audácia missionária de tantos que preferiram não se fechar nas estruturas que nos dão. Somos seguidores de uma tradição. Hoje recordamos um dessas testemunhas, Serra. Ele abriu caminhos, soube sair ao encontro de tantos, aprendendo a respeitar seus costumes e peliculiaridades. Junipero buscou defender a dignidade da comunidade nativa, protegendo-a enquanto muitos queriam dela abusar. Eu soube viver dizendo sempre “em frente”. Ele foi sempre em frente. E, hoje, espero que nós também possamos dizer “sempre em frente” — conclamou Francisco.

O cardeal Donald Wuerl, arcebispo de Washington, pediu ao Papa Francisco para inscrever Serra no catálogo dos santos, que não é um documento físico, e sim uma declaração de intenções, considerada uma afirmação de que o santo é digno de veneração de todos os fiéis. Após o pedido, uma breve biografia de Serra foi lida por um dos membros do clero que dirigiram a solicitação de canonização.

Está planejada, ainda, uma procissão das relíquias — neste caso, uma réplica da cruz de madeira que Serra teria levado consigo em suas missões e um pequeno fragmento de um osso seu. Por fim, haverá o consentimento de Francisco.
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Berzoini fora do Minicom; Edinho pode substitui-lo

http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2015/09/23/berzoini-fora-minicon-edinho-pode-substitui-lo/


A bolsa de apostas da reforma ministerial começa a ter novidades mais concretas. Está claro até para a última esquina de Brasília que o ministro das Comunicações Ricardo Berzoini vai para a coordenação política. Não se sabe ainda para que pasta, mas isso já não é mais novidade.

Berzoini tanto pode assumir uma Secretaria Geral da Presidência turbinada, com funções mais próximas às da época do governo Fernando Henrique Cardoso, como também pode ou ir para a das Relações Institucionais, já ocupada por ele no mandato passado, mas que pode ser extinta, ou ir até para a Casa Civil. Essa última hipótese estava descartada até ontem, mas hoje passou a ser cogitada em decorrência da animosidade que Lula teria sentido de boa parte dos aliados com o atual ministro.

O ex-presidente estaria convencido de que boa parte da crise hoje teria relação com a forte rejeição que Mercadante tem no Congresso. E entendeu o jogral de “não vamos indicar ninguém” dos principais líderes do PMDB como uma sinal mais forte de que com Mercadante não dá.

Para assumir as Comunicações, o que parece ser  mais lógico para aqueles que estão no dia a dia do Planalto, é Dilma deslocar Edinho Silva para lá, fundindo essa pasta com a Secom.

Mas o PMDB também teria interesse neste ministério. E Henrique Eduardo Alves, ministro do Turismo, pode vir a ser acomodado neste ministério se o Turismo vier a ser fundido a outra pasta.

Hoje outra hipótese passou a ser aventada. Sentindo o bafo quente do impeachment na nuca, Dilma poderia aceitar transferir Mercadante de lugar. E neste caso o ministério das Comunicações seria uma saída honrosa. Além do que, entre os petistas, ele é o que tem melhor relação com a mídia tradicional.

O que parece, porém, quase certo é que a reforma ministerial vai ficar para a semana que vem. A vitória dos vetos de ontem à noite permite ao governo trabalhar com mais tranquilidade para definir os próximos passos.
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Mesmo com dólar acima dos R$ 4, moeda brasileira está entre as mais valorizadas do mundo


O jornalista Mario Marona, ex-Globo, apontou em sua página do Facebook para um fato curioso que a grande mídia não mostra. Mesmo com o dólar ultrapassando a faixa dos R$ 4, a moeda brasileira segue como uma das mais valorizadas no mundo, se comparado com outros países emergentes.


Como podemos observar no gráfico acima, pela metodologia do Índice Big Mac — criado pela revista The Economist — o Real era a moeda mais valorizada do mundo em julho deste ano, com uma valorização de 35% no índice ajustado.




Abaixo o comentário de Marona, no Facebook.


* * *


Se os telejornais e jornais estão certos, e o dólar chegou a R$ 4 por causa da crise interna, o Brasil deve estar contaminando a economia mundial.


Das 24 principais moedas emergentes do mundo, 23 se desvalorizaram ontem (só Hong Kong ficou estável).


Mas os telejornais e jornais estão apenas manipulando a informação factual. Inclusive quando dizem que R$ 4 é o maior valor do dólar durante o Real.


Não é.


Considerada a inflação do período e a própria desvalorização da moeda americana no mundo, como me alerta um amigo, o dólar no início dos anos 2000 valia entre R$ 7 e R$ 8.

Miguel do Rosário
No Cafezinho
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Nota Pública: Menção à Anistia Internacional na novela 'A regra do jogo'


A Anistia Internacional manifesta total repúdio ao uso do nome da organização de maneira indevida no capitulo da novela A regra do jogo exibido nesta segunda feira (21). Ao entrar em um presidio de segurança máxima, o protagonista da novela, Romero Romulo, interpretado por Alexandre Nero, se apresenta como advogado de direitos humanos que estaria a serviço da Anistia Internacional. A representação equivocada do trabalho de defensores de direitos humanos na novela tem sido explorado de forma irresponsável e contribuído para criminalizar o mesmo.

A Anistia Internacional é uma organização respeitada, com 54 anos de historia, que conta com mais de 7 milhões de apoiadores que se mobilizam em defesa dos direitos humanos para todos e todas. Vencedora do Prêmio Nobel da Paz (1977) e presente em mais de 150 países, tem 95% dos seus custos financiados por doações individuais, o que permite total independência de governos, partidos, interesses econômicos, políticos e religiosos.

No início de agosto desse ano, a Anistia Internacional publicou o relatório "'Você Matou Meu filho': Homicídios cometidos pela Polícia Militar na cidade do Rio de Janeiro”, denunciando casos de execuções extrajudiciais na favela de Acari e outras comunidades fluminenses. Desde então, vem pressionando as autoridades estaduais a adotarem medidas urgentes para garantir investigação dos casos e justiça para as famílias das vítimas, além de medidas estruturais para adequar o uso de força letal pela polícia.

No Brasil, a atuação da organização tem sido pautada pelo debate amplo sobre os altos índices de homicídios entre os jovens negros moradores de periferia, que respondem por 77% dos cerca de 30 mil jovens assassinados todos os anos no país.

Embora se trate de uma obra de ficção, a novela A regra do jogo, ao usar o nome da Anistia Internacional — uma organização referência e atuante no país, presta um desserviço à consolidação de uma cultura de direitos humanos na sociedade brasileira.

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Gilmar Mendes não se conforma com fim do financiamento empresarial e quer reabrir julgamento


Ministro do STF visitou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também é a favor das doações de empresas para campanhas eleitorais, e declarou hoje (23) que a decisão da Corte teria sido “incompleta” e que quer rediscutir a vigência das novas regras

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, parece não ter se conformado com a postura da maioria da Corte em proibir o financiamento empresarial de campanhas eleitorais. Ele visitou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também é a favor das doações de empresas, e, na ocasião, afirmou que a decisão em relação ao tema teria sido “incompleta”.

Mendes alega que seriam necessários oito votos para definir a validade da nova regra, ou seja, a partir de quando ela seria aplicada. Porém, o que o ministro não contou é que ele deixou o plenário antes da conclusão do julgamento, o que retirou o mínimo exigido pelo STF para fazer a chamada “modulação de efeitos”.

“Não havia oito votos no plenário. O ministro Joaquim Barbosa já tinha se manifestado contrário à modulação. Precisa desse complemento sob pena de cairmos em uma situação que parece um suicídio democrático. Hoje, todos estariam ilegítimos, desde a presidente Dilma [Rousseff] até deputados. Todos foram eleitos por uma lei que foi declarada inconstitucional e nula”, afirmou.

O ministro acredita ser possível complementar o julgamento até o dia 2 de outubro, prazo definido pela legislação eleitoral para que a regra valha nas eleições municipais. O entendimento contraria a posição do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que deu o assunto por encerrado, declarando a decisão do Supremo como válida já para o pleito de 2016.

No Fórum
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E Cunha segue solto



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Médica faz política contra Dilma à beira do leito de paciente infartado, alcoólatra e pobre, internado em UPA


"Em respeito à decisão judicial, emitida pelo Juízo da 7ª Vara Cível da comarca de São Paulo, a matéria foi, temporariamente retirada deste blog."
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Doença de Alzheimer não é tratada de forma suficiente a nível mundial

Declaração foi feita pela especialista independente da ONU para marcar Dia Mundial de Combate ao Alzheimer, nesta segunda-feira 21 de setembro; OMS calcula que mais de 47 milhões de pessoas tenham algum tipo de doença mental no mundo.



Dia Mundial de Combate ao Alzheimer.
Foto: OMS
A especialista independente da ONU para os Direitos das Pessoas Idosas, Rosa Kornfeld-Matte, afirmou que a situação das pessoas com Alzheimer não é tratada de forma suficiente tanto a nível nacional, como internacional.

A declaração de Kornfeld-Matte foi feita para marcar o Dia Mundial de Combate ao Alzheimer, nesta segunda-feira, 21 de setembro.

2050

A Organização Mundial da Saúde, OMS, calcula que 47,5 milhões de pessoas vivam no mundo atualmente com algum tipo de doença mental.

Segundo a agência da ONU, mais da metade delas está em países de baixa e média rendas. A OMS afirma que esse número deve dobrar até 2030 e mais do que triplicar até 2050.

A especialista independente da ONU disse que "os idosos com alguma forma de doença mental são esquecidos e suas condições geralmente os expõe a vários tipos de discriminação, abuso e negligência".

Paradigma

Ela declarou que "há uma necessidade de se mudar o atual paradigma de que os idosos com doença mental não devem ser considerados recebedores passivos de cuidados, mas sim usuários ativos com todas as condições para exercer seus direitos humanos".

Rosa Kornfeld-Matte afirmou que os países devem dar mais visibilidade e chamar a atenção para os problemas mentais e os direitos das pessoas que sofrem dessas doenças.

Ela disse que como ainda não há uma cura, muito mais deve ser feito para melhorar o diagnóstico precoce da doença e disponibilizar informações e treinamentos para cuidadores e profissionais de saúde.

A especialista independente da ONU pediu a todos os governos que façam dos problemas mentais uma prioridade e que os idosos com Alzheimer possam viver uma vida digna e segura.

Edgard Júnior
No Rádio ONU em Nova York
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Em Busca da Verdade - Documentário


Documentário apresenta as principais investigações da Comissão Nacional e das Comissões Estaduais da Verdade sobre as graves violações de direitos humanos ocorridas na ditadura de 1964.

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Como Aécio fez do avião oficial seu jatinho privê

http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2015/09/23/como-aecio-fez-do-aviao-oficial-seu-jatinho-prive/


A hipocrisia dos tucanos ao denunciarem o aparelhamento do Estado pelos governos petistas foi exposta mais uma vez com a revelação sobre o uso do avião oficial em viagens particulares de Aécio Neves nos sete anos e três meses em que foi governador de Minas Gerais.

Em levantamento feito pela Casa Civil do atual governo mineiro, comandado pelo PT, e revelado em reportagem de Ranier Bragon e Aguirre Talento na Folha desta quarta-feira, ficamos sabendo que o candidato do PSDB derrotado na última eleição presidencial viajou no avião oficial nada menos do que 124 vezes de Belo Horizonte ao Rio de Janeiro, onde gostava de passar os finais de semana.

Não por acaso a maioria destes voos foi feita entre as quintas-feiras e domingos. Transformado em jatinho privê, o avião pousou também em Angra dos Reis e Búzios, dois bucólicos balneários fluminenses, além de levar o governador por seis vezes a Florianópolis, onde morava a namorada dele, Létícia Weber, com quem se casou antes da campanha eleitoral.

A assessoria do ex-governador e atual senador apressou-se em informar que as viagens foram todas feitas dentro da lei, seguindo o manual tucano para explicar o inexplicável, como aconteceu com os dois aeroportos construídos por Aécio Neves em pequenas cidades próximas a fazendas da sua família.

De fato, nas notas oficiais os tucanos costumam sempre fazer tudo dentro da lei. Se for preciso, criam uma legislação própria como aconteceu nesse caso. Quem assinou o decreto autorizando o uso do avião oficial em compromissos particulares foi o próprio Aécio Neves, quando era governador, "em deslocamento de qualquer natureza, por questõres de segurança".

Na versão da assessoria de Aécio, em algumas destas viagens o então governador manteve encontros com Lula e Sergio Cabral, participou de uma homenagem na Academia Brasileira de Letras e de um encontro familiar em Búzios. Nas idas a Florianópolis, ainda segundo a nota oficial, o ex-governador manteve encontros com representantes do governo local "para discutir temas comuns aos Estados". Só não explicou quais temas eram estes nem o resultado das reuniões.

Os assessores tucanos também disseram que encontraram 30 erros na lista divulgada pela Casa Civil. "Segundo a planilha, o governador Aécio Neves estaria no Rio, quando ele se encontrava em audiência com o presidente Lula, em Brasília, e em reunião de governadores também naquela cidade, respectivamente", diz a nota, citando as datas de 27 de junho de 2005 e 29 de janeiro de 2007.

Até outubro, Marco Antonio de Rezende Teixeira, secretário da Casa Civil, pretende entregar à Assembléia Legislativa a planilha completa, os documentos referentes a estes deslocamentos no avião oficial e o custo das viagens. Entre uma denúncia e outra contra o PT, até lá Aécio poderá preparar as suas justificativas.

Vida que voa.
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Agressão contra Stédile no aeroporto de Fortaleza — vídeo


Aos gritos de "MST vai pra Cuba com o PT!", fascistas agridem João Pedro Stédile, em Fortaleza.



A Direção Nacional do MST vem a público denunciar e repudiar o ato agressivo e constrangedor que o membro da coordenação nacional do MST, João Pedro Stedile, sofreu no aeroporto de Fortaleza na noite desta terça-feira (22).


Para o MST, este episódio não é um fato isolado, mas um reflexo do atual momento político pelo qual passa o país, em que se vê crescer a cada dia o ódio contra os movimentos populares, migrantes e a população negra e pobre, como os recentes acontecimentos no Rio de Janeiro em que a juventude das favelas está sendo impedida, com risco de sofrer agressão, de ir às praias da zona sul da capital fluminense.


Estes atos de violência e ódio propagado intensamente nas redes sociais, e que reverbera cada vez mais nas ruas, é mais uma demonstração da violência dos setores da elite brasileira dispostos a promover uma onda de violência e ódio contra os setores populares.


Porém, num outro recente episódio de ódio contra Stedile, quando circulou nas redes sociais um cartaz em que oferecia uma recompensa por ele “vivo ou morto”, já alertávamos que a dimensão destes acontecimentos advém, sobretudo, de uma mídia partidarizada, manipuladora e que distorce e esconde informações, ao mesmo tempo em que promove o ódio e o preconceito contra os que pensam diferente.


São estes meios de comunicação a serviço de uma direita raivosa e fascista os responsáveis por formarem estas mentalidades criminosas e odiosas que alimentam as ruas e as redes sociais com os valores mais anti-sociais e desumanos que possa existir.


Entretanto, estas atitudes não serão capazes de nos tirar da luta por Reforma Agrária e pelos direitos sociais historicamente negados ao povo brasileiro. Não aceitaremos que nenhum militante dos movimentos populares sofra qualquer tipo de agressão ou insulto por defender e lutar por justiça social. Nos comprometemos a permanecer em luta nas ruas pela defesa da democracia, dos direitos civis, da classe trabalhadora e o respeito aos valores humanitários.


“Ousar lutar, ousar vencer!”


Lutar, Construir Reforma Agrária Popular!


Direção Nacional do MST
São Paulo, 23 de setembro de 2015.
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Aécio usou avião de MG para ir 124 vezes ao Rio


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), usou aeronaves oficiais para realizar 124 viagens ao Rio de Janeiro nos sete anos e três meses que governou Minas Gerais (2003-2010), de acordo com relatório produzido pelo atual governo mineiro, comandado pelo PT.

O documento, feito para atender a requerimento originalmente realizado por um deputado estadual do PSDB, mostra uma média de 1,4 viagem por mês ao Rio e a outras cidades fluminenses, como Búzios e Angra dos Reis.

A maioria das viagens foi entre quinta e domingo. Além disso, há em 2008 e 2009 seis passagens para Florianópolis, onde morava a namorada e hoje mulher do tucano, a ex-modelo Letícia Weber.

A planilha informa, por exemplo, um deslocamento a São Paulo, Rio e Florianópolis em 19 de fevereiro, quinta da véspera do Carnaval. Colunas sociais de Florianópolis registraram fotos do então governador em uma festa acompanhado de Letícia.


O relatório é assinado pelo atual secretário da Casa Civil de Minas, Marco Antonio de Rezende Teixeira. Ele afirma no texto que a pesquisa não encontrou justificativa para a realização das viagens.

O custo dos deslocamentos não foi listado, mas a gestão Fernando Pimentel (PT) diz que informará o valor à Assembleia até outubro.

Natural de Belo Horizonte, Aécio morou até o início da vida adulta no Rio. A assessoria do tucano diz ser normal o uso de avião oficial por governantes em compromissos pessoais, afirma haver inconsistências na listagem e diz que em alguns casos houve compromissos oficiais.

O uso de aeronaves pelo governante do Estado, durante a gestão de Aécio, era regulado por um decreto assinado pelo tucano. Ele permite o uso de aviões oficiais pelo governador "em deslocamento de qualquer natureza, por questões de segurança".


Jurisprudência

Consultada pela Folha, a especialista em direito administrativo Polyanna Vilanova diz que a jurisprudência do STJ (Superior Tribunal de Justiça) aponta que o uso de carro oficial para fins particulares é improbidade administrativa. Ela ressalva, porém, que a jurisprudência não é específica sobre o uso de aviões.

Sucessor de Aécio, o tucano Antonio Anastasia (2010-2014) fez em média sete viagens por ano ao Rio. Desde janeiro, Pimentel viajou uma vez ao Estado, no Carnaval, para ver um desfile de Carnaval que homenageou Minas.

Outro lado

A assessoria do senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou em nota que o uso dos aviões seguiu a lei e se assemelha ao modelo adotado por diversos Estados e pela Presidência da República.

"As viagens realizadas pelo governador ocorreram com registros oficiais e em conformidade com o estabelecido pelas normas", diz a nota, acrescentando considerar "regular" o uso de aviões oficiais para fins particulares.

Questionada por que Aécio viajava tanto ao Rio, a assessoria listou eventos oficiais e particulares. Entre eles, encontros com o então presidente Lula e com o então governador Sergio Cabral (PMDB), homenagem na Academia Brasileira de Letras e encontro familiar em Búzios.

A assessoria afirmou ter detectado cerca de 30 erros na lista. Citou as datas de 27 de junho de 2005 e 29 de janeiro de 2007. "Segundo a planilha, o governador Aécio Neves estaria no Rio, quando ele se encontrava em audiência com o presidente Lula, em Brasília, e em reunião de governadores também naquela cidade, respectivamente."

Sobre Florianópolis, a nota diz que Aécio teve encontros com representantes do governo local para discutir temas comuns aos Estados.

Ranier Bragon | Aguirre Talento
No fAlha
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Especialista em orçamento público mostra didaticamente por que há uma crise e como resolvê-la — Vídeo


A analista em orçamento público Grazielle Custódio David trabalha no Inesc, uma organização não governamental. Grazielle calou a boca dos deputados sobre o rombo do orçamento para 2016.



Aqui o debate completo:



No Luiz Müller Blog
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Procurador “cabeça” da Lava-Jato atua de forma ideológica e tem passivo da CPI do Banestado — vídeo




Um fato de proporções graves e sem precedentes, denunciado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), põe em xeque os rumos e os resultados da operação Lava-Jato: de forma parcial, arbitrária, seletiva, ideológica e direcionada, a peça acusatória da investigação está se transformando numa ferramenta de disputa político-partidária. O alerta foi feito nesta terça-feira (22) pelo parlamentar durante reunião da CPI da Petrobras, com base em declarações à imprensa do procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, considerado o “cabeça” da Lava-Jato.

Na segunda-feira (21), o procurador disse em entrevista coletiva: “Quando falamos que estamos investigando esquema de compra de apoio político para o governo federal através de corrupção, estamos dizendo que os casos Mensalão, Petrolão e Eletronuclar são todos conexos porque dentro deles está a mesma organização criminosa e as pessoas ligadas aos partidos políticos. Não tenho dúvida nenhuma de que todos ligados à Casa Civil do governo Lula, tudo foi originado dentro da Casa Civil.” Em outro trecho, o procurador afirma não estar “investigando a Petrobras”, pois o que estaria no foco seria a “compra de apoio” pelo governo federal, “por meio de propina institucionalizada”.

Pimenta aponta que a fala do procurador é reveladora na medida em que estabelece um foco, traça um rumo e delimita um campo de atuação para a Lava-Jato, antevendo que tudo o que foge dessa delimitação estaria isento de ser investigado e, em sentido contrário, que tudo o que foi previamente escolhido para fazer parte dela já estaria, a priori, comprovado. “Ele [procurador] assume o pressuposto político-ideológico de que o PT cometeu crimes, e assim o processo é viciado desde o começo”, denunciou o parlamentar.

Contraditoriamente, o procurador que se investe de função inquisitória, supostamente em favor da moralidade, adotou conduta suspeita quando participou da força-tarefa que investigou a evasão de divisas do banco estadual paranaense — o Banestado. A CPI que investigou o caso recebeu à época documentos provando que, entre 1995 e 2001, a então mulher do procurador, Vera Márcia dos Santos Lima, trabalhava no Banestado e que, durante parte desse período, Carlos Fernando já atuava na investigação do esquema. Mais que isso, consta que sua mulher trabalhou em dois dos principais locais onde funcionava a “lavanderia” no Banestado e que, antes de o caso vir à tona, o procurador chegou a negar na CPI que algum parente trabalhasse no banco.

Acerca das declarações de Carlos Fernando sobre a Lava-Jato, Paulo Pimenta avaliou que um dos pontos que causam mais perplexidade é o fato de a investigação partir do pressuposto de que os crimes cometidos com recursos públicos são um problema exclusivo do PT e de seus aliados. “Ora, as doações de empreiteiras para campanhas eleitorais não são uma peculiaridade do PT. Pelo contrário! Na última eleição, a UTC doou mais para a campanha de Aécio do que para a da Dilma. A Odebrecht doou três vezes mais ao PSDB do que ao PT. Mas, na lógica do responsável pela Lava-jato, a doação para o PT e seus aliados é crime, e a doação para o PSDB é lícita”, criticou o deputado gaúcho.

Paulo Pimenta avaliou ainda declarações feitas pelo procurador acerca de decisão recente do ministro Teori Zavascki, responsável pelo caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que abre possibilidade para que parte da investigação da Lava-Jato — que não trate da Petrobras — ser remetida a outra vara federal, até mesmo fora do Paraná.

“O procurador entende que o juiz Sérgio Moro é o único magistrado honesto e competente o suficiente para investigar todas as suspeitas de corrupção no País. Trata-se de uma inadmissível violação do princípio do juiz natural e desrespeito ao Estado de Direito”, disse Pimenta, que em seguida questionou por que Moro aponta “aparência de ilícito” nas doações eleitorais recebidas pelo PT e não faz o mesmo com as recebidas por outros partidos.

“O juiz Sérgio Moro afirma que as doações eleitorais recebidas pelo PT interferiram no processo eleitoral, ferindo a democracia. Mas deixa de mencionar o imparcial magistrado que as empresas investigadas pela operação Lava-Jato fizeram doações eleitorais para praticamente todos os partidos políticos do País”, argumentou o petista.

Pimenta considera que o esforço de criminalização por parte do procurador Carlos Fernando e do juiz Moro se soma à ação do ministro Gilmar Mendes no STF, “que há muito abandonou a toga para se tornar um militante anti-PT”. Segundo o parlamentar, “opiniões pessoais de procurador, juiz e ministro, com a reconhecida inexistência de provas que apontem a autoria e materialidade dos fatos, vêm coroar o processo de criminalização do Partido dos Trabalhadores e do governo federal”.

No PT na Câmara
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Gilmar Mendes, de grandes pré-julgamentos - e grandes silêncios - se porta como “deus”


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