7 de set de 2015

Militantes anti-Dilma são nomeados para cargos de confiança no governo federal


Dois antipetistas assumidos foram indicados por ministros de Dilma para cargos comissionados, com salários de pelo menos R$4 mil

Tem causado incômodo entre petistas a presença de pessoas contrárias à Dilma Rousseff e ao Partido dos Trabalhadores no governo federal. Pelo menos dois antipetistas assumidos foram indicados por ministros da presidenta para cargos comissionados.

Um exemplo é o de Natasha Bougleux, nomeada pelo ministro do Esporte, George Hilton, como coordenadora-geral de gestão da lei federal de incentivo ao esporte da pasta — a decisão foi publicada no Diário Oficial da União no último dia 4. De acordo com a lei 11.526, que estabelece a remuneração de funções comissionadas da administração pública, o salário de Bougleux é de R$ 4.042,06 mensais — equivalente à faixa DAS (Grupo-direção e Assessoramento Superiores) 101.3. No seu perfil do Facebook, Bougleux escreveu diversos posts convocando as pessoas para as manifestações do último dia 16 contra a presidenta, por exemplo.

(Reprodução/Facebook)
(Reprodução/Facebook)

Outro funcionário do Ministério do Esporte que critica deliberadamente Dilma e seu partido nas redes sociais é o jornalista Ugo Braga. Em março, foi publicada no D.O.U. sua nomeação como assessor especial do ministro do Esporte, com salário de R$ 8.988,00 (DAS 101.5). Braga diz ser neoliberal em seu Facebook, afirma que “um dia já gostou” da presidenta e, ainda no início de 2014, escreveu que ela não merecia ser reeleita.

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O Sonegômetro e o Clube do Trilhão


O Brasil solidificou ao longo de décadas uma política fiscal insana, onde os mais pobres pagam a conta da sonegação, da corrupção e da ineficiência administrativa. Pior ainda é saber que os responsáveis por uma das maiores dívidas tributárias do mundo são exatamente os que menos temem ser cobrados. São os afortunados sócios do Clube do Trilhão.

O amargo ajuste fiscal, propagado como único remédio para tirar o Brasil da crise, tem uma lógica tão simples quanto perversa: 1— aumentar impostos sobre o consumo, fazendo os pobres e a classe média gastarem mais e consumirem menos; 2 — subir a taxa de juros para controlar a inflação, multiplicando ainda mais o lucro de bancos e rentistas; 3 — cortar o orçamento de políticas públicas essenciais: saúde, educação, segurança, infraestrutura... A velha receita tecnocrata, sem o menor compromisso com o bem-estar social.

No entanto, os oráculos que defendem a tese da pimenta no olho do povo sequer mencionam a importância do combate à sonegação e muito menos cogitam sobre a execução fiscal de grandes devedores inscritos na Dívida Ativa da União (DAU) como essenciais para a recuperação econômica do país.

No caso da sonegação, denunciada pelo painel Sonegômetro, estamos falando de mais de 10% do Produto Interno Bruto brasileiro que vai pelo ralo, sendo que 80% desse valor passa por sofisticados sistemas de lavagem de dinheiro.

Não bastasse a tunga estratosférica dos sonegadores, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional consolidou no mês de julho mais de R$1,162 trilhão em débitos tributários inscritos na DAU. Você não leu errado, caro leitor. Isso representa mais de 8 mil vezes o prejuízo do Mensalão1, mais 580 vezes o que foi revelado pela operação Lava Jato e mais de 60 vezes o que se descobriu da operação Zelotes2.

Entre os membros desse verdadeiro Clube do Trilhão destacam-se 12.547 empresas que atuam nos mais influentes segmentos da economia: indústria, comércio, finanças, agronegócio, construção, entre outros. Elas representam menos de 1% das empresas do país, mas devem atualmente R$723,38 bilhões em tributos, equivalente a 62% de todo estoque tributário da Dívida Ativa da União. Cabe aqui ressaltar que não foram incluídos nesta conta os débitos previdenciários e do FGTS. Além disso, a estimativa é que a DAU ultrapasse 1,5 trilhão até o final do ano4.

Muitas são as razões que podem levar uma pessoa física ou jurídica à inadimplência tributária. E é muito importante distinguir o inadimplente do sonegador. No entanto, principalmente entre as organizações mais poderosas, é comum a irônica prática de se declarar o tributo sem a menor intenção de pagá-lo. As empresas que assim o fazem, ganham um tempo precioso até para decidirem se vão ou não pagar os impostos declarados. E, quando pagam, o fazem quase sempre em condições bastante favoráveis.


Não é de hoje que o país se transformou num paraíso para quem sonega, registra empresas de fachada, lava dinheiro e comete toda espécie de crimes contra o sistema tributário. Anualmente, cerca de 10% do PIB são sonegados e o governo parece não se importar nem um pouco em fortalecer os instrumentos de combate à sonegação. Afinal, o que são os mais de R$500 bi que o Sonegômetro registrou em 2014?5 Com toda certeza, se a vida não fosse tão fácil para os sonegadores no Brasil, não seria tão difícil para os demais brasileiros.

Conheça os maiores devedores de tributos por segmento econômico

Veja abaixo os débitos tributários inscritos na Dívida Ativa da União, consolidados até julho, divididos por segmento produtivo, através da CNAE (Classificação Nacional das Atividades Econômicas):

Ano/Mês da Extração - 07/2015
Valor Consolidado da Inscrição
CNAE Seção Grande Devedor Não Grande Devedor Total Geral
Indústrias de transformação 236.562.585.558,90 79.151.533.651,19 315.714.119.210,09
Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas 163.587.790.229,58 115.250.011.358,47 278.837.801.588,05
Não se aplica* 35.322.330.385,11 71.970.192.757,15 107.292.523.142,26
Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados 89.397.306.058,58 7.335.137.739,71 96.732.443.798,29
Transporte, armazenagem e correio 36.470.363.192,59 20.345.218.888,34 56.815.582.080,93
Atividades administrativas e serviços complementares 28.757.039.708,17 22.666.744.489,35 51.423.784.197,52
Construção 21.493.157.945,18 27.548.963.152,20 49.042.121.097,38
Indústrias extrativas 44.140.827.578,96 1.646.213.870,62 45.787.041.449,58
Atividades profissionais, científicas e técnicas 16.728.281.546,98 12.414.085.499,09 29.142.367.046,07
Agricultura, pecuária, prod. florestal, pesca e aqüicultura 13.689.815.412,52 5.628.119.096,32 19.317.934.508,84
Informação e comunicação 10.854.523.735,09 7.134.569.353,83 17.989.093.088,92
Atividades imobiliárias 12.721.871.772,89 3.114.688.865,30 15.836.560.638,19
Sem informação 9.380.115.763,14 5.014.626.931,75 14.394.742.694,89
Educação 10.502.817.081,31 3.742.528.959,11 14.245.346.040,42
Saúde humana e serviços sociais 4.131.430.233,11 6.424.377.490,65 10.555.807.723,76
Eletricidade e gás 8.273.684.590,84 373.610.696,18 8.647.295.287,02
Outras atividades de serviços 4.036.356.047,76 3.857.841.695,12 7.894.197.742,88
Alojamento e alimentação 2.218.214.581,00 5.323.452.838,03 7.541.667.419,03
Artes, cultura, esporte e recreação 3.353.417.004,51 1.991.111.063,19 5.344.528.067,70
Administração pública, defesa e seguridade social 3.689.165.767,64 1.475.134.659,58 5.164.300.427,22
Água, esgoto, ativ. de gestão de resíduos e descontaminação 3.396.981.133,43 1.034.397.641,27 4.431.378.774,70
Organismos internac. e outras instituições extraterritoriais
18.439.805,63 18.439.805,63
Serviços domésticos
14.537.600,01 14.537.600,01
Total Geral 758.708.075.327,29 403.475.538.102,09 1.162.183.613.429,38
*Pessoa Física
Fonte: PGFN

Veja a classificação dos devedores por Unidade da Federação

A divisão geográfica do gigantesco bolo dos débitos tributários inscritos na Dívida Ativa da União também pode ser observada na tabela abaixo:

Ano/Mês da Extração - 07/2015
Sigla UF Grande Devedor Não Grande Devedor Total Geral
SP 339.919.152.528,89 144.785.723.854,86 484.704.876.383,75
RJ 158.760.202.070,94 38.959.150.653,46 197.719.352.724,40
MG 34.631.033.084,26 30.849.302.390,56 65.480.335.474,82
RS 26.455.696.689,14 27.753.860.683,67 54.209.557.372,81
PR 27.361.537.598,18 23.839.281.660,42 51.200.819.258,60
BA 20.095.375.010,33 17.500.031.168,57 37.595.406.178,90
PE 21.440.674.255,13 12.929.679.591,00 34.370.353.846,13
SC 15.525.110.701,32 15.264.296.035,66 30.789.406.736,98
GO 15.484.428.275,33 11.461.754.734,62 26.946.183.009,95
ES 15.593.986.153,13 6.760.962.715,76 22.354.948.868,89
CE 11.901.930.777,57 9.871.348.267,75 21.773.279.045,32
PA 12.086.482.142,63 8.683.013.828,77 20.769.495.971,40
DF 12.397.721.349,57 7.664.799.642,23 20.062.520.991,80
MT 9.081.441.453,59 6.665.679.484,36 15.747.120.937,95
AM 9.555.782.995,36 5.052.689.644,21 14.608.472.639,57
MS 3.454.976.537,14 5.798.870.408,66 9.253.846.945,80
MA 4.112.562.443,53 4.433.312.633,31 8.545.875.076,84
AL 4.617.456.094,29 3.666.712.341,25 8.284.168.435,54
PB 2.797.691.912,37 4.445.185.987,33 7.242.877.899,70
RN 2.840.641.139,06 4.122.749.690,94 6.963.390.830,00
RO 2.526.866.003,44 3.009.586.640,54 5.536.452.643,98
PI 1.976.983.098,15 2.424.749.163,28 4.401.732.261,43
SE 1.776.682.323,47 2.604.361.601,72 4.381.043.925,19
TO 2.165.105.643,33 1.972.915.050,64 4.138.020.693,97
AP 725.026.315,72 1.186.676.336,72 1.911.702.652,44
RR 569.012.798,08 1.068.910.381,47 1.637.923.179,55
AC 854.515.933,34 699.933.510,33 1.554.449.443,67
Total Geral 758.708.075.327,29 403.475.538.102,09 1.162.183.613.429,38
Fonte: PGFN

As condições especiais oferecidas aos que atrasam ou se negam a pagar impostos no Brasil são exemplo de que a indulgência do governo não tem limites. Em vez de investir na eficiência da execução fiscal, o Estado brasileiro premia seus devedores com pacotes de refinanciamentos, perdões de multas, de juros e, não raramente, com a extinção total dos débitos em decorrência da prescrição dos prazos processuais. Agora o governo acena com mais uma promoção imperdível para quem possui dinheiro no exterior “não declarado” e deseja trazê-lo de volta ao Brasil: basta pagar 35% de impostos para se livrar de qualquer multa ou processos6. É a verdadeira lavagem de dinheiro institucionalizada, travestida de mal menor.

Esquizofrenia Fiscal

O que garante essa doce vida para os sonegadores? O sucateamento da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional – PGFN e o descaso com a carreira de Procurador da Fazenda Nacional, que têm por missão Constitucional recuperar judicialmente os tributos devidos e não pagos por pessoas físicas e jurídicas.

Ora, estamos diante de uma situação no mínimo incoerente, para não dizer esquizofrênica. De um lado, vemos o Poder Executivo alardear que precisa cortar R$ 80 bilhões do orçamento7, aumentar impostos8 e ainda pedalar para cumprir um superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) de R$ 8,7 bi, ou 0,15 % do PIB (Produto Interno Bruto)9. Por outro lado, esse mesmo governo sabe muito bem quem são os maiores devedores de tributos, tem os instrumentos legais (e justos) para acionar judicialmente esses maus pagadores, mas estranhamente mantem sucateada sua estrutura de cobrança judicial.

E já que estamos falando em justiça, devemos reconhecer que essa postura complacente, principalmente quando o devedor de impostos pertence à elite, tem sido uma triste regra em toda a história do Brasil, desde os tempos imperiais. Mas, nem por isso devemos nos acomodar e deixar de responsabilizar os que agora ocupam o poder. É preciso mudar.

Fato é que nunca teremos um sistema tributário justo, nunca veremos uma administração pública voltada efetivamente para os interesses da nação, enquanto houver sonegadores e corruptos blindados por esquemas de corrupção, apadrinhamento político, sem falar na rasa mediocridade de gestores públicos acomodados e incompetentes. Afinal, não é por mera coincidência que endinheirados devedores de impostos estejam entre os maiores doadores de campanhas políticas.


É verdade que o Brasil não tem a maior carga tributária do mundo. Mas, com certeza, tem uma das mais injustas, pois sobretaxa excessivamente o consumo em detrimento da renda, fazendo com que os mais pobres sintam muito mais o peso dos impostos no dia a dia.

O setor produtivo, em sua grande maioria formado por empreendedores sérios, que lutam para manter seus negócios de pé, também sofre, e muito. Não é nada fácil para qualquer empresa competir contra um concorrente que compra e vede sem nota, ou que simplesmente declara mas não paga impostos.

Do lado governamental, o mínimo que se espera de qualquer administração pública é a responsabilidade fiscal de uma gestão. Não há democracia sem respeito às leis, sem controle de gastos de acordo com a receita, sem segurança jurídica de contratos, transparência na aplicação dos recursos arrecadados e, por fim, sem compromisso com o bem público. Portanto, não há democracia que sobreviva sem combater exemplarmente a corrupção e a sonegação.

Nesse triste momento de crise política e econômica, de corte em investimentos, aumento juros, desemprego e redução do poder de compra do brasileiro, fica a pergunta: será esse o ajuste fiscal que o país precisa?

Mesmo diante dessa realidade insustentável, o próprio governo reconhece, de acordo com o relatório PGFN em Números, que somente em 2014 os PFNs conseguiram impedir a perda de R$500 bi aos cofres públicos do país, evitando uma sangria tributária que poderia ser bem maior. E mais: “Quando se acrescem à arrecadação da Dívida Ativa da União os valores das vitórias judiciais e extrajudiciais da PGFN, que refletem a manutenção do fluxo de arrecadação a União, observa-se que a atuação da PGFN resultou em um retorno de mais de R$800,00 para cada R$1,00 (1 real) de despesa realizada em razão de suas atividades”.10

Nunca é demais esclarecer, quando uma empresa é autuada pela fiscalização da Receita, ou quando um bandido travestido de empresário é preso pela Polícia Federal, o dinheiro desviado, sonegado, lavado, que pode estar no Brasil ou em bancos de paraísos fiscais somente será recuperado aos cofres públicos pela ação judicial de um Procurador da Fazenda Nacional (PFN), cuja carreira encontra-se sabotada pelo próprio governo. A troco de quê?

Quem são os PFNs

Os Procuradores da Fazenda Nacional (PFNs) são advogados públicos, concursados, especialistas em direito tributário. Têm por missão constitucional garantir a isonomia entre o devedor e o cidadão que paga seus tributos, através da cobrança dos créditos da União, sempre em defesa do patrimônio da sociedade, não de governos ou governantes.

A carreira, no entanto, encontra-se sucateada e sobrecarregada, com sistemas informatizados inoperantes, acúmulo de processos, quadro insuficiente de procuradores, sem carreira de apoio e com remuneração defasada em comparação com da Defensoria, Judiciário e Ministério Público.

Sempre que o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional - SINPROFAZ - tem a possibilidade de levar o painel Sonegômetro às ruas, leva também toda uma campanha de educação fiscal e de conscientização tributária, sem nenhuma conotação político-partidária. Enfim, para além do protesto, ressalta-se o debate pela simplificação do sistema tributário e o fortalecimento das estruturas de combate à sonegação e à corrupção. Por um Brasil com Justiça Fiscal.

1 Mensalão: http://zip.net/bnrJ3d
2 Lava Jato e Zelotes: http://zip.net/bsq2HB
3 Censo IBPT: https://goo.gl/QKTvYi
4 Estimativa DAU 2015: http://goo.gl/HUU48j
5 Sonegação em 2014: http://goo.gl/WM6Vlx
6 Projeto para repatriar dinheiro ilegal: http://goo.gl/03g8xF
7 Corte de 80 bi: http://goo.gl/hNeZfs
8 Aumento de impostos: http://goo.gl/hTWmoS
9 Superávit: http://goo.gl/hijLJl
10 PGFN em Números: http://goo.gl/jSXOmV

No Quanto Custa o Brasil
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O casamento de Temer com a elite paulistana “sem nada melhor para fazer”

Temer e Rosângela Lyra
Na célebre reunião em que Michel Temer conspirou abertamente contra o governo do qual ainda faz parte — “Ninguém vai resistir 3 anos e meio com esse índice baixo”, disse ele, por exemplo —, brilharam a simpatia, a beleza e a esperteza da anfitriã Rosângela Lyra.

Rosângela é a presidente de um certo movimento Política Viva. Ela já recebeu, antes, homens do calibre de José Serra, Aloysio Nunes e Ronaldo Caiado. Noves fora a má intenção escancarada de Temer, é de se perguntar que diabos Rosângela está fazendo à frente de uma iniciativa dessas.

Nem ela sabe a resposta. Ex-representante da grife Dior no Brasil, locomotiva da sociedade paulistana, a bonita Rosângela, católica fervorosa, ficou conhecida da patuleia como sogra de Kaká (o casal se separou). Desde o ano passado embarcou na histeria pró-impeachment.

Ela conduziu a sabatina de Temer com perguntas desse quilate: “E ela sendo uma mulher, com o Congresso sendo amplamente masculino, também isso dificulta, né? De ter pessoas para conversarem com ela. Ela e a mãe dela morando lá no Palácio. Então, é assim, vendo esse cenário todo, como é que a gente faz de fato para ter uma mudança mais rápida, para não deixar sangrar o país. Porque a política… O problema da política… É… As pessoas que perderam os seus empregos, que estão sem perspectivas, pais de família desesperados. Como é que a gente faz para mudar isso o mais rápido possível?’’

Lyra quer “mudar isso o mais rápido possível” porque, bem, sei lá, é, poxa… está na hora de brincar de outra coisa. Hoje ela tem pendurada uma bandeira do Brasil de ponta-cabeça na varanda de seu apartamento no Itaim Bibi, que só será desvirada “quando o PT sair”.

Organiza o que chama de pocket actions: ações que, apesar de juntar pouca gente, “reverberam na mídia”. Uma moça fina que não se vexa em ir à Paulista gritar “Lula, cachaceiro, devolve o meu dinheiro!”

Rosângela vive naquele mundo psicológico dos ricos com suas noções próprias. Como escreveu Scott Fitzgerald no “Grande Gatsby”, referindo-se aos milionários Tom e Daisy Buchanan, são pessoas negligentes, que destroem seres e coisas, unidos pelo dinheiro, e que depois mandam outros limparem a bagunça que fizeram.

Ela, João Dória e Regina Duarte são o mesmo coração, diferentes eventualmente na falta de senso de ridículo. No último protesto anti Dilma, Regina trepou numa árvore para fazer uma selfie com os manifestantes. Aos 68 anos, a ex-namoradinha do Brasil não tinha ninguém para lhe sugerir que estava pagando um mico.

Quem melhor definiu esse bando foi o antigo cônsul geral dos EUA em São Paulo, Thomas White. Em documentos vazados, ele faz referência ao patético “Cansei”, o grupo de “cidadãos da nata”, como definiu um deles, que estava farto da corrupção, do caos aéreo, da falta de segurança.

O líder era João Dória, o protocoxinha, que prometeu ma última semana vestir camiseta e jeans para visitar a periferia em sua campanha para a prefeitura paulistana, caso ele seja indicado candidato pelo PSDB. Dória é o tipo do idiota, no sentido medieval, que acha normal reclamar da “roubalheira” enquanto tem um cargo na CBF.

Voltando a White, ele definiu a turminha assim: “um grupo de membros ricos da elite branca sem nada melhor para fazer do que reclamar”. Para o americano, “os líderes do movimento, por toda sinceridade e seriedade, tornaram-se alvos fáceis para a caricatura”.

Rosângela Lyra, Dória et caterva prestam um serviço enorme a quem ainda tinha qualquer dúvida de que eles não passam de caricaturas.

Kiko Nogueira
No DCM
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Campanha de Aécio teve tesoureiro 'de fachada' e o oficial, diretor da Cemig

Aspectos mal explicados das finanças de campanha de Aécio envolvem parentes do tucano empregados no governo mineiro. Sintoma de que a nomeação de tantos familiares pode ser mais do que nepotismo

Análise das contas de campanha de Aécio ampliam
os já numerosos pontos a serem esclarecidos
Em fins de 2014 o ex-ministro tucano José Gregori (Secretário Nacional dos Direitos e Ministro da Justiç do governo FHC) deu entrevistas à imprensa sobre dívidas da campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB-MG), falando e se apresentando como tesoureiro. Uma dessas entrevistas pode ser conferida aqui. Chama a atenção, porém, que seu nome nem sequer apareça na prestação oficial de contas apresentada pelo PSDB ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Quem está registrado como administrador financeiro, popularmente chamado de tesoureiro, é Frederico Pacheco de Medeiros. Trata-se de um primo de Aécio Neves, que até janeiro de 2015 foi diretor de Gestão Empresarial da Cemig, a companhia de eletricidade do governo de Minas.

Antes de ser levado à Cemig, Medeiros já participava do governo mineiro desde 2003, ano aliás em que o primo assumiu seu primeiro mandato como governador. Ele foi secretário-adjunto de governo e secretário-geral de Aécio.

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Documentos do PSDB ao TSE: coordenador 'oficial' é primo de Aécio e diretor de estatal. Mas e o outro?

Ou seja, enquanto a mídia aponta seus holofotes para Gregori, no papel de "tesoureiro de fachada", o verdadeiro "homem do dinheiro" (para usar outra expressão popular), aquele que pilotava as finanças da campanha tucana — nos bastidores e longe dos holofotes —, desde 3 de julho de 2014 (segundo a documentação do PSDB), também ocupava uma estratégica diretoria de uma estatal mineira, a Cemig. Cargo que o levava a lidar com fornecedores da empresa e, portanto, potenciais doadores de campanha.

Ainda atuaram como arrecadadores de dinheiro para campanha o ex-diretor do banco Itaú Sérgio Freitas — chamado no meios tucanos de Doutor Freitas — e Oswaldo Borges da Costa Filho, genro do banqueiro Gilberto Faria — padrasto de Aécio, falecido em 2008 — e diretor-presidente de outra estatal mineira, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). Esta última é uma estatal poderosa, pois trata da relação do governo daquele estado com as mineradoras e com outros grupos econômicos. Oswaldo é dono do jatinho usado frequentemente pelo senador, inclusive em viagens para o aeroporto da cidade de Cláudio, construído na fazenda do tio de Aécio.

A inovação tucana — ter um tesoureiro para a mídia e outro oficial, mas não revelado, durante a campanha — é mais um componente no mínimo estranho nas já complicadas contas eleitorais do PSDB.

Por exemplo, a ministra do TSE Maria Thereza de Assis Moura, relatora do processo que examina — e já encontrou 15 pontos a serem esclarecidos —, a prestação de contas da campanha presidencial de Aécio quer que o tucano explique o "esquecimento" de registrar um repasse de R$ 2 milhões para o partido de uma doação da empreiteira Odebrecht ao candidato. As irregularidades nas contas do PSDB envolvendo doações de empreiteiras (além da Odebrecht, também a Construbase) somam R$ 3,75 milhões. Os tucanos alegam terem sido falhas contábeis.

Mas o PSDB, aos poucos, vai se encrencando financeiramente também conforme avançam as investigações da Operação Lava Jato.

Nesta semana, a Polícia Federal pediu continuidade nas investigações envolvendo o ex-governador e agora senador pelo PSDB, Antonio Anastasia. Surgiu uma testemunha, servidora do governo mineiro na Secretaria de Planejamento, cujo nome está mantido em sigilo. A testemunha surgiu ao se apurarem denúncias de que dinheiro vivo para financiamento de campanhas teria sido entregue na casa de Tânia Guimarães Campos, uma prima de Aécio e que foi nomeada Secretária de Agenda (um cargo com nome interessante) do governo estadual, quando o primo e futuro candidato a presidente ocupava o Palácio da Liberdade.

Os primos Tânia e Frederico foram alvo de denúncia de nepotismo em 2006, quando o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) apresentou um requerimento apontando que o governador empregava nada menos que nove parentes na administração estadual.

Na mesma linha de investigação, há outra casa em Belo Horizonte citada pelo policial federal Jayme "Careca" como endereço de entrega de R$ 1 milhão, em dinheiro vivo, em 2010, a mando do doleiro Alberto Youssef, supostamente para a campanha de Anastasia. O doleiro, na CPI da Petrobras, disse que o nome do destinatário era outro, mas sem revelar quem era este outro, ou se tratava de um intermediário. O proprietário da casa é um funcionário da Assembleia Legislativa de Minas.

A Lava Jato também investiga operações de Youssef envolvendo a Cemig. O doleiro confirmou, sob delação premiada, que "lavou dinheiro" através de consultoria fictícia para Pedro Paulo Leoni Ramos (ex-ministro de Collor) sobre a venda de central hidrelétrica para a Cemig. Yousseff disse não saber que finalidade Leoni deu ao dinheiro.

As trocas societárias entre a Cemig e a empreiteira Andrade Gutierrez, com prejuízos para a estatal, também despertam suspeitas. A Cemig entrou em negócios considerados desastrosos, mas que livraram a Andrade Gutierrez de prejuízos certos

Outra encrenca em que os tucanos vão cada vez mais se afundando diz respeito à Lista de Furnas. Youssef disse que o ex-deputado José Janene (PP-PR), já falecido, contou ao doleiro que, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, dividia propinas com Aécio Neves vindas de uma diretoria de Furnas.

Convenhamos, com uma lista de suspeitas como estas rondando o PSDB e Aécio Neves, colocar um diretor da Cemig como real tesoureiro de campanha, enquanto nomeia um outro para sair na foto é, no mínimo, gostar de viver perigosamente.

Helena Sthephanowitz
No RBA
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A incrível condescendência da mídia diante de dois desastres da oposição (RS e PR)


O Rio Grande do Sul e o Paraná, duas das principais economias do país, enfrentam as piores crises de suas histórias recentes. Mas seus governadores contam com o apoio de poderosas estruturas de mídia no plano local e a persistente condescendência de boa parte dos grandes grupos de comunicação em âmbito nacional



O Rio Grande do Sul e o Paraná, duas das principais economias do país, enfrentam as piores crises de suas histórias recentes. No primeiro, uma escalada de violência vem agravando o quadro caótico, iniciado desde que o governo local resolveu parcelar o salário dos servidores estaduais, com consequências diretas na prestação de serviços de segurança, educação e saúde. Já no Paraná, até o almoço de policiais foi cortado recentemente. Entretanto, a maioria dos grandes veículos de mídia nacional segue fazendo ouvidos moucos diante desses dois desastres produzidos pelo campo oposicionista.


A última semana no Rio Grande do Sul foi um verdadeiro pesadelo para um estado pouco habituado a conviver com atos de violência tão extremados. Arrastões, ônibus incinerados e quinze homicídios em menos de 24 horas na região metropolitana (entre os dias 02 e 03/09) escancararam a atual crise enfrentada pelos órgãos de segurança no estado. Impossível não relacionar a escalada de violência à decisão desastrada de parcelamento dos salários dos servidores públicos, incluindo os policiais civis e militares.


Desde o início do ano, o governo de Ivo Sartori, da ala oposicionista do PMDB, parece apostar na criação de um ambiente de perplexidade e caos, visando à aplicação integral de seu programa de desmonte do aparato estatal. O Rio Grande do Sul é um dos poucos estados da federação que manteve estruturas já privatizadas pela maioria dos governos estaduais no Brasil. O Banco Estadual, as companhias de energia e de saneamento, controladas pelo Estado, dentre outras empresas públicas, parecem estar na mira dos grupos econômicos locais que viabilizaram a eleição do ex-prefeito de Caxias do Sul, em 2014.


E os efeitos de decisões desastradas que o governo gaúcho tem tomado, desde janeiro, começam a aparecer também na economia do estado. No mês passado, a arrecadação do governo gaúcho registrou recuo na casa dos R$ 100 milhões. Em parte, devido à crise econômica. Mas, há, certamente, uma cota de responsabilidade a ser creditada ao governo local, que estreou, no inicio do ano, anunciando a suspensão de pagamentos a fornecedores. O impacto dessa e outras medidas sobre as perspectivas de investimentos no estado ainda está por ser medido. Para completar o quadro, o governo do RS teve suas contas bloqueadas, por dois meses consecutivos, em função do atraso no pagamento da parcela da dívida com a União.


O Paraná, recentemente, ocupou o noticiário nacional (o assunto já foi devidamente retirado da pauta) em função da forma incrivelmente violenta com que o governo local tratou os professores do estado em greve. As cenas da brutal repressão ao movimento grevista expuseram o governo tucano, mas este foi apenas um dos sintomas da grave crise que o estado enfrenta.


A crise financeira do estado levou Beto Richa a propor a retirada de R$ 8 bilhões do fundo previdenciário dos servidores estaduais, visando equilibrar suas contas. Foi o que motivou a greve dos professores e gerou fortes enfrentamentos na Assembleia Legislativa local. O Paraná – governado pelo mesmo partido que criou a Lei de Responsabilidade Fiscal, LRF – fechou 2014 com um déficit relativo a fornecedores e servidores na ordem de R$ 4,65 bilhões.


Mas, tanto Sartori, no Rio Grande do Sul, quanto Beto Richa, no Paraná, contam com o apoio de poderosas estruturas de mídia no plano local e a persistente condescendência de boa parte dos grandes grupos de comunicação em âmbito nacional. Ambos fazem parte do campo de oposição ao governo federal e, assim como Geraldo Alckmin, em São Paulo, raramente aparecem como responsáveis pelos problemas enfrentados pelos estados que governam.


A blindagem sobre Sartori e Richa não tem nada de ocasional. São duas peças importantes de um tabuleiro que mal começou a se desenhar em direção a 2018. A oposição tem consciência do papel que os estados do sul desempenharam nas ultimas eleições.


Sartori venceu, em 2014, turbinado por um antipetismo acrítico, que o alçou à condição de governador sem precisar sequer elaborar um programa de governo. Richa trabalhou fortemente, nos últimos anos, para transformar o Paraná num reduto tucano. O fracasso de ambos pode alterar, significativamente, a correlação de forças na região sul e influenciar, decisivamente, a sucessão presidencial.


A forma generosa como determinados grupos de mídia abordam as administrações do Rio Grande do Sul e Paraná deve prosseguir. Entretanto, a situação dos dois estados é, de fato, grave. E com a crise econômica, o quadro deve piorar.


Há um nítido esforço sendo feito no sentido de responsabilizar, exclusivamente, o governo da Presidenta Dilma por tudo o que ocorre de negativo no país. Mas, às vezes, a realidade simplesmente se impõe. Dramaticamente. E não há blindagem que segure o desastre que têm sido os governos Sartori e Richa por muito tempo.

Vinícius Wu
No Fórum
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Manchete do Globo sobre Lava-jato é pura intriga

Lendo no Globo a manchete “Lava-jato chega ao Planalto” vê-se claramente a má-fé e intriga do jornal. Na própria reportagem as acusações contra Edinho e Mercadante (do PT) contêm inverdades, pois os valores foram declarados à justiça. Os demais: Edson Lobão, Renam Calheiros, Romero Jucá foram pedidos, segundo o delator, e precisa ser provado se foi recebido e declarado. Aloysio Nunes recebeu R$ 500 mil e declarou R$ 300 mil. A matéria do Globo, como sempre, é eivada de partidarismo e visa atingir e desgastar o governo Dilma e o PT. Não tem compromisso com a verdade e é desonesta. Mistura situações diferentes para confundir a opinião pública que não lê essas matérias, apenas vê a manchete. Esse veneno não para e vai até destituir um governo eleito pelo voto popular. Está em seu DNA de formação e é histórico.

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Dilma divulga mensagem para celebrar o Dia da Independência do Brasil


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Quem leva Fábio Jr a falar as asneiras que falou?

Analfa político
E eis que Fábio Jr reaparece no noticiário.

O rosto, desfigurado de tantas plásticas, lembra estranhamente o de Michael Jackson nos últimos tempos. (Ou, numa leitura mais íntima, o de minha falecida Tia Zete.)

É a velha batalha contra o tempo.

Mas o que realmente chamou a atenção foi a mente. FJ como que implantou o cérebro de Lobão.

A reaparição, embora num programa musical, nada deve à música, mas às declarações contra tudo que está aí.

FJ mostrou ser um legítimo analfabeto político: repete, sem crítica, o que lê, vê e ouve na imprensa.

Neste sentido, é mais um Filho da Mídia.

As pessoas mais ingênuas, ou menos espertas, acham que a imprensa publica verdades.

Saiu na Veja? Batata.

Deu no Jornal Nacional? Batata.

A CBN disse? Batata.

Essas pessoas não sabem o quanto a imprensa defende seus próprios interesses em nome do interesse público.

Não sabem quanto jornais, revistas, telejornais e rádios das grandes corporações enganam, trapaceiam, inventam, distorcem.

E então são alvos de uma facílima manipulação.

Fábio Jr mostrou ser um desses casos.

É fácil imaginá-lo lendo a Veja, vendo a Globonews e ouvindo a CBN em sessões impiedosas de lavagem cerebral.

Há, também, um elemento pessoal.

O amargor com o final da carreira pode se traduzir numa raiva cega e feroz em busca de culpados.

É o mesmo caso de Lobão.

O culpado não é o tempo que voou, a natureza que não ficou parada quando o artista era jovem e festejado.

O culpado são os outros.

Ou, no caso específico, o culpado é Dilma, é Lula, é o PT.

Não que o PT não tenha defeitos. Tem, e muitos.

Mas o fato é que a direita calculista que manipula analfabetos políticos como FJ ataca o PT pelas coisas boas que fez, e não pelas ruins.

A história do Brasil mostra que qualquer governante que não reproduza bovinamente a iniquidade é atacado ferozmente com a mesma arma cínica: a corrupção.

Assim tombou Getúlio, assim tombou Jango e assim tentam fazer tombar agora Dilma, depois de terem fracassado na operação Mata Lula ao longo de oito anos.

Marafonas falam da moral e dos bons costumes como se fossem Madres Teresas.

Empresas jornalísticas sonegadoras e corruptas, bafejadas sempre por mamatas do Estado que tornaram bilionários seus donos, produzem editoriais todos os dias em que o tema é a moralidade.

O tom delas lembra o dos pastores das igrejas evangélicas.

É dentro desse quadro que surgiu, em sua combinação extravagante de Michael Jackson e Lobão, Fábio Jr.

Sua fala poderia ser resumida assim: “Eu sou um imbecil manipulado.”

E então ele poderia, depois, cantar pela milésima vez “Pai”.

Paulo Nogueira
No DCM
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Os tucaninhos, o pastor e os fascistas

A postura irresponsável do PSDB, que até agora não aceitou a derrota nas urnas, e a violenta cruzada midiática, que visa "sangrar" Dilma e "matar" Lula, estão chocando serpentes fascistas no Brasil. Na semana retrasada, um candidato derrotado do PSDB do Distrito Federal postou vídeo afirmando que iria "arrancar a cabeça" da presidenta Dilma com "foice e martelo". Temendo as consequências, sua família agora diz que ele é maluco. Já nesta semana, o presidente da juventude tucana no Espírito Santo apareceu, vestindo farda militar e de arma em punho, garantindo que está "pronto para a guerra". Além dos tucaninhos aloprados, um pastor também pregou "morte a Lula, morte a Dilma".

No caso do primeiro maluco fascista, o "advogado" Matheus Sathler Garcia, a Folha deste domingo (6) informa que a Justiça Federal do Distrito Federal o proibiu de comparecer ao desfile do 7 de Setembro. "O juiz Macus Vinicius Bastos determinou que Garcia permaneça a uma distância mínima de 1 quilômetro da Praça dos Três Poderes e da Esplanada dos Ministérios". Após a repercussão das suas ameaças terroristas, a Polícia Federal finalmente foi acionada e o valentão virou um covarde. "A família argumentou à Polícia Federal que Garcia sofre de problemas psicológicos. O magistrado argumentou, porém, que o fato de exercer uma profissão, ser casado e bem articulado comprova que o advogado é capaz de cumprir a determinação judicial", descreve a Folha.

Já o segundo fascista mirim, ainda está livre - mas também recuou covardemente. Segundo notinha do blog Diário do Centro do Mundo, "o presidente da juventude do PSDB do Espírito Santo, Vitor Otoni, achou normal vestir uma farda, pegar uma pistola, fazer uma foto da fantasia e postá-lo no Facebook. Na legenda: 'Pode vir Evo Morales, Maduro, MST, e todos os esquerdopatas do cão, estamos prontos para a guerra'. A imagem foi reproduzida pelo jornal A Tribuna de Vitória no domingo, dia 30. O semianalfabeto Otoni, um sujeito corajoso, apagou o post depois". 

Quanto ao pastor Odilon Trevisan, que explora a fé religiosa em Curitiba, ele postou no seu twitter nesta sexta-feira (4): "Morte a Dilma… Morte a Lula… Matem sem dó e pindurem (sic) na praça da Sé". O terrorista, que tem como mote "servindo pessoas e trabalhando para o Senhor", segue fazendo as suas pregações de ódio e tirando grana dos fieis. Ainda não foi acionado pela Justiça!  

Altamiro Borges
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